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Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

Publicações recomendadas

Uma série de resultados muito positiva, muitos golos marcados e uma coesão defensiva que permita que a equipa não sofra muitos golos.

É verdade que a derrota com o Caldas, perante os outros resultados, é algo que fica atravessado, no entanto, é como dizes, o campeonato é equilibrado e rapidamente alguém pode subir como cair de repente! O Sporting B é a prova disso.

Não gostei muito daquele 6-1 😅

Mais um "relato" que nos leva para dentro do campo, para um jogo excepcional por parte do Amora. Com menos um mas por cima do jogo! Grande trabalho que tens feito!

E afinal, não é só no meu save que o Vitória vai buscar jogadores de gabarito! Diego e Giovinco, e aqui o Caballero.

Na Taça, uma boa caminhada que termina de forma natural.

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Citação de Lavrador, Em 28/01/2022 at 10:26:

Adorei esta actualização!

Desta actualização diria que só mesmo o resultado diante do Caldas deveria ter sido evitado pela má forma que o adversário enfrentava, embora estejamos a falar de uma equipa que ainda na época passada estava no playoff de promoção de acesso á 2ª liga portanto qualidade de jogadores deve ter.

Entretanto grande jogo diante dos rivais do Setubal, com menos 1 a equipa mostrou uma grande capacidade em conseguir os 3 pontos, onde acabar por ter um sabor especial pelo marcador do golo ter sido o capitão.

Uma nota positiva ainda para o jogo da taça diante do Maritimo onde fica a sensação que ainda deste bastante trabalho á equipa da Madeira

O jogo com o Caldas foi estranho, até os golos foram já no final de cada parte quando estava por cima. Foi meio aleatório.

Com o Marítimo não houve nada a fazer, eles decidiram o jogo nos primeiros vinte minutos. Ainda lutámos para reduzir, mas foi logo um golpe durinho a começar.

Citação de Kluivert, Em 28/01/2022 at 10:56:

Uma série de resultados muito positiva, muitos golos marcados e uma coesão defensiva que permita que a equipa não sofra muitos golos.

É verdade que a derrota com o Caldas, perante os outros resultados, é algo que fica atravessado, no entanto, é como dizes, o campeonato é equilibrado e rapidamente alguém pode subir como cair de repente! O Sporting B é a prova disso.

Não gostei muito daquele 6-1 😅

Mais um "relato" que nos leva para dentro do campo, para um jogo excepcional por parte do Amora. Com menos um mas por cima do jogo! Grande trabalho que tens feito!

E afinal, não é só no meu save que o Vitória vai buscar jogadores de gabarito! Diego e Giovinco, e aqui o Caballero.

Na Taça, uma boa caminhada que termina de forma natural.

E o Ruben Micael, foram buscar o Ruben Micael. Até fiquei parvo quando o vi lá.

Obrigado a ambos.

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Citação de Kluivert, Em 28/01/2022 at 10:56:

E afinal, não é só no meu save que o Vitória vai buscar jogadores de gabarito! Diego e Giovinco, e aqui o Caballero.

Btw, acabei de descobrir que o Giovinco aqui foi parar à Sanjoanense.

Não perguntes, também não faço ideia como lol

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Capítulo III - O matador renascido

 

"Aqui! Aqui!", gritou ele, solicitando a bola ao oferecer mais uma linha de passe, recuando no terreno para uma zona com menor densidade de pernas por metro quadrado. A bola foi-lhe passada e tentou sair a jogar com uma recepção orientada, mas rapidamente sentiu a proximidade dos centrais adversários.

Aguentou uma carga de ombro sem perder o equilíbrio e, ainda mal refeito do primeiro choque, o outro defesa central caiu-lhe em cima, dando-lhe uma pancada na perna para o derrubar e agarrando-o pelo ombro. De alguma forma, conseguiu rodopiar sobre ele e sair a jogar com a bola entre os seus pés. Finalmente com espaço para olhar em volta, viu a chegada de uma mancha azulada e passou-lhe a bola.

Tinha cumprido a primeira parte da sua missão.

Flávio Silva não era propriamente um avançado possante. Do alto dos seus 184 centímetros, via-se regularmente em disputas físicas com defesas que, em comparação, lhe pareciam autênticos armários; no entanto, era suficientemente robusto para suportar os encostos que amiúde os centrais lhe davam e sair a jogar com agilidade e velocidade que eles não tinham. Não que fosse propriamente um velocista, de todo, mas era mais rápido e ágil do que esses armários.

Esta mixórdia de características haviam sido um dos principais motivos pelo qual conquistara a titularidade no Amora. Ele sabia bem quais eram as suas tarefas em campo: sendo o único avançado, jogando sozinho entre os centrais adversários, recuava numa primeira fase de construção para oferecer linhas de passe aos colegas que saíam a jogar; e depois, cumprindo esta função e devolvida a bola aos médios mais criativos, oferecia profundidade aos colegas e servia como referência na área, vindo de trás.

Naquela tarde de sábado, em Torres Vedras, Flávio Silva estava a ser um dos principais destaques - e não apenas pela belíssima exibição que estava a rubricar. Não, o avançado do Amora era também destaque por ser brindado com apupos e assobios sempre que participava no jogo. Embora procurasse ignorar o facto, não podia evitar sentir a injustiça disso. Já representara o Torreense e fizera-o com a entrega de sempre. Aliás, olhando em retrospectiva, sair do Torreense talvez até tivesse sido um erro.

Mas quem poderia dizer "não" quando um grande clube como o Benfica lhe bate à porta?

Flávio Silva tinha agora 26 anos. Nascido em Bissau, mas com nacionalidade portuguesa, começou a sua formação no Real de Massamá, chamando a atenção do Sporting CP e mudando-se para a Academia de Alcochete aos 15 anos - daí até ser chamado às selecções jovens de Portugal foi um passo. Mas a formação leonina tinha excesso de talento e decidiu saiu em busca de um palco onde pudesse brilhar. Foi em Torres Vedras que o encontrou.

Iniciou o seu percurso na equipa de Júniores do Torreense aos 18 anos, mas o seu talento não passou despercebido e deu o salto para a equipa sénior. O impacto foi imediato: onze jogos depois e com oito golos na sua conta pessoal, o Benfica bateu-lhe à porta. Viam nele imenso potencial, apresentaram-lhe uma proposta irrecusável e, em Janeiro de 2015, poucos meses antes de fazer 19 anos - e portanto sendo ainda júnior de último ano - já envergava o emblema da águia ao peito.

O sonho transformou-se em pesadelo logo no Verão seguinte. Cumprido o último ano de júnior, e apesar de ter mostrado instinto matador ao marcar dez golos em apenas treze jogos pelos Júniores do Benfica e até ter sido promovido à equipa B, o clube da Luz entendeu que o melhor passo para a sua evolução seria um empréstimo ao Sporting da Covilhã, da Segunda Liga. Cinco meses depois e com apenas uma presença registada, enquanto suplente utilizado para a Taça de Portugal numa eliminatória em que os leões da Covilhã se viram eliminados com estrondo pelo modesto Alcanenense, foi devolvido ao Benfica, que não encontrou colocação para ele e acabou por dispensá-lo no final da temporada.

Saindo do Benfica com o futuro à deriva, descobriu um porto de abrigo para dar continuidade à sua carreira na Pérola do Atlântico. Apesar de as prestações pela equipa B da União da Madeira terem convencido os responsáveis a promovê-lo à equipa principal, não conseguiria aí confirmar o talento que demonstrara durante o seu percurso nos escalões de formação, tal como falharia nas experiências seguintes em Mafra, Alverca e até no seu primeiro clube, o Real de Massamá.

"Se pelo menos tivesse continuado em Torres Vedras...", pensou diversas vezes ao longo desses penosos anos.

Em Julho de 2021, com 25 anos e sem clube, a sua carreira parecia pronta a colapsar quando os responsáveis do Amora o contactaram. Foram honestos: os anteriores proprietários da SAD deixaram-na ao abandono e com uma preparação deficitária para a nova época; não havia equipa técnica; do plantel anterior apenas sobravam um punhado de resistentes que ainda aguardavam por esclarecimentos quanto ao futuro do clube; os responsáveis interinos procuravam compor o plantel o melhor possível recorrendo a jogadores como ele, que estavam livres e sem clube. No entanto, havia um investidor interessado na aquisição não apenas da SAD, mas do próprio clube e com um projecto bem delineado, pelo que prometiam boas perspectivas para o futuro do clube.

Estava tudo ainda muito indefinido, era um tiro no escuro. E se o investidor prometido roesse a corda, qual seria o futuro do clube e, mais importante, o seu? Mas, por outro lado, que seria da sua carreira se não aceitasse a proposta? Encontraria outro destino onde pudesse prosseguir a sua carreira?

Flávio Silva aceitou mudar-se para a Margem Sul. Não o sabia na altura, mas esta revelar-se-ia a melhor decisão da sua carreira.

 

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As características de Flávio Silva aqui representadas quando chegou ao Amora no Verão de 2021

 

O cenário evoluiu favoravelmente nos dias seguintes a dar o "sim" ao Amora. O investidor prometido revelou-se ser Bilbo Himura, lenda do futebol português que terminara recentemente a sua carreira - Flávio Silva poderia privar com um dos seus ídolos futebolísticos! O treinador anunciado, Frodo Zarco, não tinha currículo enquanto tal, mas ele conhecia-o de nome e sabia que tinha reputação enquanto pessoa séria e honesta.

O futuro parecia-lhe assegurado e estava ansioso por começar a jogar. Mas...

A carreira futebolística de Flávio Silva parecia amaldiçoada. Com apenas três treinos feitos no clube, lesionou-se no primeiro jogo que disputou pelo Amora, um amigável contra o Maria da Fonte no início de Agosto, ficando várias semanas afastado dos treinos da equipa. Apenas voltaria a marcar presença na convocatória da equipa sete semanas depois, assistindo do banco de suplentes à estreia dos amorenses na Taça de Portugal contra o Anadia, mas dado o desenrolar do jogo (ver Capítulo I - Frodo Zarco I) acabou por não se estrear nessa tarde.

A ausência nos treinos durante esta fase inicial da temporada levaram a que perdesse espaço nas opções de Frodo Zarco, que apostava então alternadamente em Juancho e Alexandre Xavier para a frente de ataque. Sendo apenas a terceira opção para uma posição em que apenas jogava um de cada vez, Flávio Silva não tinha oportunidades para mostrar serviço e não tinha como ganhar ritmo competitivo.

Durante este período, não havia como negar que Flávio Silva temeu novo falhanço em mais um clube. O cenário era adverso e as oportunidades tardavam a surgir. O ambiente no clube, porém, dava-lhe motivação para continuar a trabalhar: o grupo de trabalho era unido, os colegas puxavam por ele, o treinador valorizava a entrega dos seus jogadores nos treinos e recompensava quem a demonstrava com tempo de jogo, e a presença ocasional de Bilbo Himura nas instalações do clube dava uma força extra a todos os elementos do clube - quem quereria fazer má figura perante o olhar daquela lenda?

A oportunidade haveria de surgir. Flávio Silva trabalhou por ela. Teve de esperar, mas ela apareceu finalmente a 17 de Outubro, mais de dois meses depois de se ter lesionado.

Lançado a partir do banco de suplentes para a última meia hora do desafio da Terceira Eliminatória da Taça de Portugal contra o Lourinhanense, Flávio Silva encontrou as redes da baliza adversária aos 83 minutos, selando o resultado final do encontro e sendo efusivamente parabenizado por todos os elementos da comitiva amorense - o elogio que lhe foi dirigido por Bilbo Himura perdurará para sempre na sua memória.

 

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Flávio Silva estreou-se pelo Amora com um golo perante o Lourinhanense

 

A sua carreira no Amora floresceu a partir desse golo. Passou a somar minutos de jogo, habitualmente lançado a partir do banco durante as segundas partes para o lugar de António Xavier que, então, atravessava uma boa fase, e eventualmente estreou-se a titular na eliminatória seguinte da Taça de Portugal, a 21 de Novembro, contribuindo com um golo e uma tremenda exibição para a vitória sobre o Mirandela.

Por obra do destino, António Xavier lesionou-se na semana seguinte a esse jogo e Frodo Zarco não teve dúvidas: Flávio Silva treinava com afinco e mostrava serviço sempre que era opção para jogar. Chegara a hora de ser titular na Liga 3 - ele conquistara essa oportunidade.

Não se arrependeu dessa decisão.

 

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Flávio Silva estreou-se a titular pelo Amora num desafio da Taça de Portugal...

 

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... e na sua primeira titularidade na Liga 3 correspondeu com um estrondoso hattrick

 

Os anos penosos que Flávio Silva passou ensinaram-lhe a não desperdiçar oportunidades. O avançado luso-guineense marcou cinco golos nos seus primeiros quatro jogos como titular e batalhava em campo como um leão. As suas características complementavam na perfeição as dos colegas, que tinham nele um farol em campo jogando como avançado recuado, sempre pronto a descobrir espaços para receber e segurar a bola em zonas ofensivas, e ainda um rato de área, rápido a explorar eventuais espaços nas defensivas adversárias para finalizar.

Flávio Silva recuperou a sua confiança e a alegria de jogar e o Amora cresceu com ele. A conquista do primeiro lugar na fase regular, e respectivo acesso ao playoff de promoção à Segunda Liga, passou muito pela sua acção no processo ofensivo da equipa. E pelos golos, claro.

Passou também muito pelos seus golos.

 

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Amora com uma ponta final de respeito a conquistar a qualificação para o playoff de promoção com inesperada tranquilidade...

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... enquanto uma inesperada sequência de resultados negativos provocou uma quebra do Alverca desde o primeiro lugar até cair fora dos lugares de apuramento

 

Flávio Silva reencontrou-se com os golos no Amora após vários anos angustiantes e estava feliz, mas não se permitia relaxar; há lições a aprender com as adversidades e ele aprendeu-as. Continuava humilde e com os pés bem assentes na terra, sabendo que da mesma forma que as coisas lhe estavam a correr bem, da mesma forma poderiam voltar a correr mal.

"É demasiado fácil irmos do céu ao inferno, e muitas vezes tal acontece por manifesta infelicidade".

Nessa tarde, em Torres Vedras, Flávio Silva continuava a ouvir apupos e assobios sempre que tocava na bola. Procurou ignorá-los; havia assuntos de importância maior em jogo. O Amora defrontava o Torreense para a 4a jornada do playoff de promoção e era imperativo obter um bom resultado.

 

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O Grupo 2 do playoff de promoção com o vencedor da Zona Sul da Liga 3 (Amora), os segundo e terceiro classificados da Zona Norte (Felgueiras e Lusitânia) e o quarto classificado da Zona Sul (Torreense)...

 

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... e o calendário permitia ao Amora disputar os últimos dois jogos na Medideira

 

O Amora começou o playoff recebendo o competitivo Torreense. Sendo ambas originárias da Zona Sul da Liga 3, defrontaram-se duas vezes antes com registo favorável aos da Margem Sul: um empate em casa a uma bola em Novembro do ano anterior e uma goleada por três bolas sem resposta em Torres Vedras há cerca de dois meses.

No entanto, e apesar de ter estado em vantagem por duas ocasiões graças a uma tremenda exibição de Gabriel Capixaba, o Torreense reagiu de ambas as vezes e saiu da Medideira com um empate, o golo do empate alcançado com um livre directo primoroso do médio João Cardoso já no período de descontos.

Numa série com apenas seis jogos, perder pontos em casa pode tornar-se potencialmente fatal. O Amora deslocou-se ao norte para defrontar as duas equipas oriundas dessa zona, não havendo histórico de embates recentes entre elas, sabendo que teria de voltar de lá com vitória e pontos na bagagem.

A equipa assumiu a sua responsabilidade e respondeu conforme se lhe exigia: com duas vitórias.

 

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Um empate a abrir o playoff de promoção que complicava as contas...

 

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... mas com a ajuda de Flávio Silva e Gabriel Capixaba...

 

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... foi ao norte buscar os pontos perdidos na Medideira...

 

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... chegando ao final da primeira volta na liderança do grupo

 

A primeira ronda de jogos demonstrou que as equipas do sul estão num patamar superior de competitividade e deixou-as em óptima posição para discutir entre si o primeiro lugar, a posição que garantiria a promoção directa à Segunda Liga e à final da Liga 3 para apuramento do campeão.

Por todos estes motivos, um bom resultado em Torres Vedras não era essencial: era obrigatório. O Amora sabia-o, mas isso também os da casa, que receberam os amorenses com uma bela assistência de 7 mil espectadores.

O próprio Flávio Silva deu o mote para o que seria um grande espectáculo de futebol, respondendo aos assobios com um remate de fora da área que embateu violentamente no poste da baliza à guarda de Carlos Henriques, guarda-redes do Torreense. Seria, porém, o avançado contrário, o veteraníssimo Edinho quem, com os seus 39 anos e a três meses de tornar-se quarentão continuava dar cartas, abriu o marcador e colocou o Torreense em vantagem.

O Amora assumiu as rédeas do jogo daí até ao intervalo e virou o marcador, primeiro por Flávio Silva a finalizar com um remate rasteiro e cruzado um bom lance colectivo com várias combinações curtas entre Léléco, Joca e Juary, e depois pelo médio Fidelis Irhene com um remate de primeira, à entrada da área, após o alívio para a zona de tiro de um cruzamento do lateral amorense Lucas Silva.

Joca e Gabriel Capixaba tiveram oportunidade de resolver o jogo nos primeiros vinte minutos da segunda parte, ambos surgindo soltos nas costas dos laterais - Joca pela direita e Gabriel Capixaba pela esquerda -, mas falharam os dois a baliza.

Pagaram por isso. O Torreense parecia adormecido quando Midana Sambú apareceu solto na área à guarda de David Grilo, uma falha de marcação incomum que permitiu ao médio bater o guardião amorense e repor a igualdade no marcador quando faltavam menos de vinte minutos para o final.

"Aqui! Aqui!", gritou Flávio Silva, recuando no terreno para uma zona com menor densidade de pernas por metro quadrado. Tentou sair a jogar com uma recepção orientada, mas rapidamente sentiu a proximidade dos centrais adversários. Não caiu com a carga de ombro com que o primeiro central o brindou, aguentou a pancada na perna e o agarrão pelo ombro oferecidos pelo segundo central, rodopiou e soltou a bola na direcção da mancha azulada que lhe surgiu, difusa, no extremo da sua visão periférica.

Os assobios fizeram-se ouvir novamente, mas desta vez sentiu uma irritação ferver-lhe no peito. Ele tinha representado o Torreense com seriedade e dedicação; viu a sua qualidade ser colocada em causa, e ele próprio duvidou genuinamente do seu talento depois de várias temporadas fracassadas; e agora que se reencontrou com os golos, as pessoas achavam que o deviam apupar? A ele, que até recusara festejar o golo que tinha marcado no início deste jogo, por respeito ao clube que o acolhera em tempos e mesmos adeptos que agora o assobiavam?

Com que direito estavam a tratá-lo assim?

A mancha azulada revelou ser Léléco. O médio temporizou com bola e soltou-a em Gabriel Capixaba, já bem dentro do meio-campo do Torreense numa zona interior descaída para a esquerda. Lucas Silva, o lateral, saiu disparado em velocidade ao longo da linha, fixando o lateral direito que, instintivamente, deu um passo na sua direcção para o acompanhar. Fidelis Irhene, o médio-centro que marcara o segundo golo do Amora, deambulou para o espaço entre o lateral e o central mais próximo, arrastando esse central com ele.

Era o que Flávio Silva aguardava.

Mal viu o central mais descaído pela direita acompanhar Fidelis Irhene, abrindo espaço nas suas costas, disparou para lá em velocidade. Gabriel Capixaba percebeu o que o colega estava a fazer e soltou a bola, tensa e rasteira. O central mais descaído pela esquerda, um armário com mais de 190 centímetros e braços que mais lembravam troncos de tão grossos, descobriu o que estava a ser cozinhado bem à sua frente, mas não teve a agilidade de Flávio Silva para o evitar. O avançado do Amora foi mais veloz, orientou a bola para a sua frente com um só toque ligeiro do seu pé direito e, apesar de ser destro, encheu o pé esquerdo.

"Assobiem esta!"

Colocou naquela remate toda a frustração acumulada com a sua carreira, o golo do empate do Torreense dois minutos antes e até os assobios constantes dos 7 mil espectadores. A bola passou veloz a milímetros do pé direito do guarda-redes e junto à base do poste mais próximo da baliza, atingindo violentamente as redes da baliza.

Se no primeiro golo foi respeitoso, desta vez dirigiu-se à bancada central com as mãos em concha atrás das orelhas, como que a provocar os adeptos. Estes não se fizeram rogados e choveram insultos sobre a roda de gente vestida de azul que celebrava o golo. Não era habitual ver-se Flávio Silva ter atitudes daquelas. Ele era trabalhador, humilde e respeitoso, mas após 74 minutos naquele ambiente, com as variações do marcador e tudo aquilo que estava em jogo, ele estava em fogo.

Ele corria atrás dos defesas, pressionando-os como um cão raivoso. Ele dava cargas de ombro com gente mais alta e forte do que ele. Ele agarrava e puxava a camisola dos adversários, tentando obter qualquer vantagem, por mais ínfima que fosse, para ajudar a equipa. Ele até formou na barreira, de peito feito, quando o Torreense teve um livre direto em zona frontal, saltando com afinco para defletir a bola, relembrando-se de que fora daquela forma que eles empataram o jogo na Medideira.

"É demasiado fácil irmos do céu ao inferno, e muitas vezes tal acontece por manifesta infelicidade".

Flávio Silva saltou mais alto do que toda a gente e foi ele a defletir a bola, evitando que fosse na direcção do poste mais próximo. David Grilo travou o seu movimento para a esquerda após a súbita defleção, não lhe tendo sido possível reagir a tempo para se estirar para a direita. Incrédulo, Flávio Silva viu da barreira a bola entrar na baliza junto ao segundo poste. Estava novamente reposta a igualdade no jogo.

O Amora, no geral, e Flávio Silva, em particular, sentiram a injustiça daquele golo. Já na Medideira tinham fugido dois pontos devido a um livre directo fortuito, e naquela tarde novo livre directo com muita infelicidade à mistura roubavam-lhes mais dois pontos.

Ainda havia tempo para jogar, mas já não havia discernimento para mais. Num jogo tão volátil que podia cair para qualquer lado, o Amora tinha mais a perder do que a ganhar em entrar no risco. O empate era um mal menor.

 

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O empate acabou por ser um balde de água gelada para o Amora depois de a vitória ter estado tão próxima, mas o clube da Margem Sul mantinha a liderança no Grupo 2 do playoff de promoção faltando apenas disputar dois jogos na Medideira.

Dependiam apenas de si. Vitórias sobre Felgueiras e Lusitânia garantiriam a promoção à Segunda Liga e o respectivo regresso ao escalão que fugia ao Amora desde que, num fulgurante início da década de 1990, o clube da Margem Sul lá marcara presença em 1992/93 e 1994/95.

No que dependesse de Flávio Silva, lá chegariam. O outrora promissor jovem luso-guineense perdeu-se nos primeiros anos da carreira, mas descobriu nas margens da baía do Seixal o espaço para reencontrar-se com as suas qualidades e voltar a brilhar - e ele não desaproveitaria esta oportunidade.

Depois de agradecer aos adeptos do Amora que se tinham deslocado a Torres Vedras, passou em frente dos da equipa da casa e, desta vez, não foi assobiado. Acenou para a bancada que um dia o acolhera e apoiara quando era um miúdo e recebeu alguns aplausos de volta.

Flávio Silva retribuiu os aplausos com um sorriso largo enquanto se encaminhava para o túnel de acesso aos balneários, sendo engolido pelas trevas no seu interior, desaparecendo do ângulo de visão dos adeptos.

Editado por Black Hawk
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Mais uma vez excelente texto. O Fabio Silva tem daquelas carreiras que acontecem mais frequentemente do que se pensa. Sera mesmo que o Amora sera para ele um paraiso onde vai viver varios anos aureos, ou foi apenas esta meia epoca em que mostrou algum do seu brilho.

Seja como for vais necessitar dele nos jogos que faltam com o Felgueiras e Lusitania, onde pelo menos nao ira ser apupado. Boa sorte!

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Grande trabalho, conseguiste um primeiro lugar sem espinhas! Tenho de enaltecer os muitos golos marcados, numa série tão equilibrada! O Alverca foi, claramente, do céu ao inferno..

Acho que era escusado reforçar a vitória por 6-1 contra a União de Leiria 😠

Frustrante os dois jogos com o Torreense, onde tinhas a vitória na mão e ambas acabam por fugir em lances de bola parada. Podias já ter o primeiro lugar garantido mas acredito que a equipa não irá baixar os braços e aproveitar bem os últimos dois jogos em casa!

Cada capítulo leva-nos para dentro do balneário, das quatro linhas e acabamos por visualizar o filme na nossa cabeça! Como se tivéssemos a acompanhar uma série! Cada história, sobre cada jogador, torna tudo ainda mais real!

Rumo à Segunda Liga 👌

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Flavio Silva é grande...bela época que está tendo ajudando a equipa na luta pela subida, mas faltam dois jogos e esperamos que o Flávio não acuse a pressão.

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Grande momento aquele que o Flávio Silva tem vivido. Está a ser (a par do grande treinador Frodo Zarco) o principal obreiro desta epopeia que o Amora tem levado a cabo! 😉 Mal ele imaginava que depois de tantos projetos falhados (tenho ideia da passagem dele pelo Benfica, por acaso) iria voltar a sorrir neste humilde clube que tenta agora dar um salto no patamar desportivo.

Finalizaste a primeira fase da época em grande, no primeiro lugar e agora tem reinado o equilíbrio. Faltam duas jornadas para o fim e tudo pode, de facto, acontecer...

No entanto, creio que o teu adversário direto é mesmo o Torreense (equipa chata). Mas atenção, convém não descartar o Felgueiras. Conheço a equipa dos homens do Norte e sei que tem excelentes armas e apostaram bastante nesta época desportiva. 

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O Flávio anda maluco, quando se reencontra os golos de forma sucessiva só pode dar em bom resultado.

Uma série tranquila e com um final arrasador. 

Agora no play-off estás perto mas não estás garantido, faltam 2 jogos e apenas 2 pontos de vantagem, todo o cuidado é pouco e depende sempre de ti

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O Flávio Silva é efectivamente um jogador interessante para a liga 3 e ainda só com 25 anos acho que pode perfeitamente evoluir para um bom jogador da liga 2.

Entretanto acabaste por conseguir a liderança de forma tranquilo na primeira fase do campeonato com optimos registos quer defensivo quer ofensivo.

Entretanto já na fase de promoção, estava á espera que o Lusitania até viesse a ser o teu principal rival, alias eles têm um jogador que aprecio muito que te marcou um golo que é o Filipe Andrade. Entretanto dois empates algo azarados com o Torrense permite que eles continuem a sonhar em tirar-te a liderança, mas creio que o jogo decisivo será mesmo com o Felgueiras, pois eles caso ganhem em tua casa roubam-te a subida.

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Antes de responder individualmente, quero só comentar que me estiquei de carago nesta atualização, a minha ideia era fazer algo aí em um terço da dimensão com que terminou, mas depois fui escrevendo, escrevendo, escrevendo, e não tive coragem de apagar nada porque pareceu-me que tudo fazia sentido.

Acredito que muita gente entre, veja a dimensão do texto e decida "nop, nem penses lol", mas se houver pelo menos uma pessoa que goste e leia já vale a pena. E eu divirto-me a fazê-lo, é win win.

Citação de Burkina2008, há 21 horas:

Mais uma vez excelente texto. O Fabio Silva tem daquelas carreiras que acontecem mais frequentemente do que se pensa. Sera mesmo que o Amora sera para ele um paraiso onde vai viver varios anos aureos, ou foi apenas esta meia epoca em que mostrou algum do seu brilho.

Seja como for vais necessitar dele nos jogos que faltam com o Felgueiras e Lusitania, onde pelo menos nao ira ser apupado. Boa sorte!

É, não é? Também tenho a mesma ideia, jogadores que se deram bem nas camadas jovens e eram promissores, mas depois não houve cabeça, talento ou sorte para lhe dar seguimento.

Aliás, o Flávio Silva na realidade está a fazer uma época normal no Amora, se o ZeroZero estiver certo ainda nem marcou golos.

Citação de Kluivert, há 14 horas:

Grande trabalho, conseguiste um primeiro lugar sem espinhas! Tenho de enaltecer os muitos golos marcados, numa série tão equilibrada! O Alverca foi, claramente, do céu ao inferno..

Acho que era escusado reforçar a vitória por 6-1 contra a União de Leiria 😠

Frustrante os dois jogos com o Torreense, onde tinhas a vitória na mão e ambas acabam por fugir em lances de bola parada. Podias já ter o primeiro lugar garantido mas acredito que a equipa não irá baixar os braços e aproveitar bem os últimos dois jogos em casa!

Cada capítulo leva-nos para dentro do balneário, das quatro linhas e acabamos por visualizar o filme na nossa cabeça! Como se tivéssemos a acompanhar uma série! Cada história, sobre cada jogador, torna tudo ainda mais real!

Rumo à Segunda Liga 👌

O print do Leiria foi só para torcer a faca mais um pouco ihih. Mas deixa lá, acredito que em algum universo paralelo o Leiria ande prestes a subir à Primeira Liga. Ouvi dizer por aí, não sei. Tenho o olho de Sauron, vejo coisas à distância mesmo não dizendo nada 👀

O objetivo passa por aí, dar cor ao save fazendo dos jogadores, dos adeptos, das pessoas inventadas, personagens de uma história. Jogando a versão Mobile deves ter chegado à mesma conclusão que eu, o jogo tem poucas coisas a acontecer...

Citação de cadete, há 13 horas:

Flavio Silva é grande...bela época que está tendo ajudando a equipa na luta pela subida, mas faltam dois jogos e esperamos que o Flávio não acuse a pressão.

Não acusa, tem os pezinhos assentes na terra. É um bom rapaz.

Citação de Martini Branco, há 13 horas:

Grande momento aquele que o Flávio Silva tem vivido. Está a ser (a par do grande treinador Frodo Zarco) o principal obreiro desta epopeia que o Amora tem levado a cabo! 😉 Mal ele imaginava que depois de tantos projetos falhados (tenho ideia da passagem dele pelo Benfica, por acaso) iria voltar a sorrir neste humilde clube que tenta agora dar um salto no patamar desportivo.

Finalizaste a primeira fase da época em grande, no primeiro lugar e agora tem reinado o equilíbrio. Faltam duas jornadas para o fim e tudo pode, de facto, acontecer...

No entanto, creio que o teu adversário direto é mesmo o Torreense (equipa chata). Mas atenção, convém não descartar o Felgueiras. Conheço a equipa dos homens do Norte e sei que tem excelentes armas e apostaram bastante nesta época desportiva. 

É o Torreense porque mesmo nos jogos deles contra as equipas do norte foram superiores. Não sei como será na realidade, mas neste save os do norte estão uns passinhos abaixo dos do sul.

E agora digo isto e perco com o Felgueiras, era bem feito para não estar a dizer disparates...

Citação de Banks29, há 11 horas:

O Flávio anda maluco, quando se reencontra os golos de forma sucessiva só pode dar em bom resultado.

Uma série tranquila e com um final arrasador. 

Agora no play-off estás perto mas não estás garantido, faltam 2 jogos e apenas 2 pontos de vantagem, todo o cuidado é pouco e depende sempre de ti

Verdades, aqueles jogos finais da fase regular foi prego a fundo, nem precisava de mexer, saía tudo em catadupa. Se subo, para o ano corro é o risco de andar a ser passado a ferro, a equipa joga com imensa liberdade criativa e somos gajos para levar na tromba.

Citação de Lavrador, há 6 horas:

O Flávio Silva é efectivamente um jogador interessante para a liga 3 e ainda só com 25 anos acho que pode perfeitamente evoluir para um bom jogador da liga 2.

Entretanto acabaste por conseguir a liderança de forma tranquilo na primeira fase do campeonato com optimos registos quer defensivo quer ofensivo.

Entretanto já na fase de promoção, estava á espera que o Lusitania até viesse a ser o teu principal rival, alias eles têm um jogador que aprecio muito que te marcou um golo que é o Filipe Andrade. Entretanto dois empates algo azarados com o Torrense permite que eles continuem a sonhar em tirar-te a liderança, mas creio que o jogo decisivo será mesmo com o Felgueiras, pois eles caso ganhem em tua casa roubam-te a subida.

O Lusitânia até nem me deu problemas de maior, o jogo contra eles esteve muito tempo empatado, mas assim que fizemos o segundo pareceu controlado. Quem me tem dado problemas é o Edinho do Torreense e aquele Cisse do Felgueiras. Destruíram a minha defesa de alto a baixo, já nem sabia o que havia de lhes fazer.

Como disse noutra resposta, se subo e começo a apanhar avançados desse nível e melhores em todos os jogos, não sei. Cheira-me que terei uma curva de aprendizagem grande na Segunda Liga, se lá chegar.

Obrigado a todos. Vou fazer os dois jogos em falta e faço uma atualização dentro de alguns dias.

Btw  já tenho banner em todos os posts. Feita por mim à toa, que não tenho jeitinho nenhum para estas coisas, mas está simples e gostei da imagem.

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Citação de Black Hawk, há 16 horas:

Antes de responder individualmente, quero só comentar que me estiquei de carago nesta atualização, a minha ideia era fazer algo aí em um terço da dimensão com que terminou, mas depois fui escrevendo, escrevendo, escrevendo, e não tive coragem de apagar nada porque pareceu-me que tudo fazia sentido.

Acredito que muita gente entre, veja a dimensão do texto e decida "nop, nem penses lol", mas se houver pelo menos uma pessoa que goste e leia já vale a pena. E eu divirto-me a fazê-lo, é win win.

Quero aproveitar para reforçar o meu elogio à tua narrativa e acrescentar que, por muito longo que se possa tornar, tem o poder de cativar e nos levar para dentro da história. Continua 👌

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Citação de Kluivert, há 23 horas:

Quero aproveitar para reforçar o meu elogio à tua narrativa e acrescentar que, por muito longo que se possa tornar, tem o poder de cativar e nos levar para dentro da história. Continua 👌

E eu reforço ainda mais! 😉 É interessante, revela cultura futebolística e dá realismo à história (enquanto narrativa). Não deixes de escrever. Infelizmente, nem todos lerão o que escreves, mas se te dá prazer e te prende ao save o facto de o fazeres... keep going on! 

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Capítulo IV - O Estádio da Medideira

 

O que é um estádio de futebol?

Pode parecer uma questão fácil de responder, daquelas que se fazem em concursos televisivos de cultura geral. Muita gente responderia, talvez, que se trata de uma infraestrutura dedicada à prática de uma ou mais modalidades desportivas, e provavelmente acertariam e ganhariam um prémio monetário.

Mas o que é verdadeiramente um estádio de futebol?

Para os adeptos de futebol que vivem a modalidade e amam um clube, a resposta nunca poderá ser tão simples - e para os adeptos do Amora, essa resposta estaria errada.

Radicalmente errada.

O Amora Futebol Clube é uma instituição centenária de raízes humildes. A sua fundação remonta a 1921, nascido por vontade de um grupo de operários que se juntou para comemorar o Dia do Trabalhador (01 de Maio) na Quinta da Princesa, nos arredores da Cidade de Amora.

Tão modestas eram as suas raízes que os fundadores não tinham nem local onde montar arraiais, nem fundos para o comprar, ficando impossibilitados de dar início à actividade do clube nos seus primeiros anos de existência. Foi já em 1926 que, por fim, o Amora Futebol Clube encontrou casa, fixando-se na zona ribeirinha da Cidade de Amora no então chamado Campo da Medideira, dando início à sua actividade desportiva.

A Medideira fez parte de toda a história do clube.

 

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O Estádio da Medideira a partir de vista aérea...

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... e a perspectiva a partir do desactivado peão atrás da baliza sul...

 

Foi no seu seio que o Amora cresceu de pequeno e quase anónimo clube nas margens da baía do Seixal até alcançar o Campeonato Nacional da Primeira Divisão, em anos que só a memória recorda. Foi palco de duelos contra as maiores equipas de Portugal e viu jogadores desconhecidos serem aplaudidos de pé como se dos melhores do mundo a jogar nos grandes palcos se tratassem. Viu figuras ainda desconhecidas, como Jorge Jesus e Bilbo Himura, darem os primeiros passos das suas fulgurantes carreiras.

Viu desconhecidos abraçarem-se como velhos amigos ou a partilhar mágoas como família; avós levarem netos à bola, caminhando orgulhosamente de mãos dadas com os seus pequenos petizes; e estes levarem depois os seus filhos, recordando com saudade quando eram pequenas crianças a caminhar de mão dada com entes queridos que já partiram.

Não, para quem vive o futebol e ama um clube, um estádio não é apenas uma infraestrutura de betão armado e bancadas de cimento frio. É um ser vivo com voz e personalidade própria, com memória e memórias que marcaram e marcam o clube, os adeptos e a cidade.

O Estádio da Medideira é o coração pulsante do Amora Futebol Clube a partir de onde é bombeado todo o sentimento amorense.

 

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O Estádio da Medideira em dia de jogo visto de trás da baliza sul...

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... e aqui a perspectiva da bancada como é vista a partir da baliza norte

 

Bilbo Himura e Frodo Zarco sabem-no; melhor, sentem-no. Fizeram amigos naquelas bancadas, cantaram durante jogos em claques improvisadas onde imitavam o que viam pela televisão as dos grandes clubes fazer, idolatravam aqueles homens comuns que jogavam de azul, meros mortais que muitas vezes nem profissionais eram, mas durante noventa minutos ascendiam à categoria de heróis do clube.

Por esse motivo, o coração doeu-lhes quando ambos voltaram a entrar nas infraestruturas do clube. Tinham a percepção de a Medideira estar algo ao abandono - bastava olhar para o estado das bancadas, sujas e de pintura desbotada, para os acessos antiquados, os camarotes desconfortáveis ou o relvado deteriorado -, mas quando entraram nas suas instalações e balneários, o choque foi tremendo. Pouco mudara do que se lembravam de ter visto há mais de vinte anos, completamente desajustado a um recinto desportivo do século XXI.

A primeira preocupação de Bilbo Himura foi dar início à reabilitação da Medideira. Nas condições em que estava, os responsáveis pela Liga 3 informaram de imediato que não reunia as condições para jogos da competição. Mas deparou-se com outro problema: a Medideira já não era propriedade do Amora Futebol Clube.

A casa histórica do Amora deixara de lhe pertencer quando o clube atravessou a sua crise económica, passando para as mãos de um empresa privada que era também credora de avultadas dívidas do clube. Dívidas que Bilbo Himura entretanto assumira e saldara conforme previsto no negócio de aquisição do clube, mas não a tempo de recuperar o estádio que era, agora, pertença da Câmara Municipal do Seixal, município em que está integrada a freguesia da Cidade de Amora.

Quando Bilbo Himura entrou em contacto com as entidades camarárias, o seu objectivo passava por iniciar obras de reabilitação urgentes que modernizassem a Medideira, primeiro, e recuperar a sua posse pelo clube, depois. Compreensivelmente, o Município do Seixal opôs-se a esta última, não tendo interesse em ver tão importante infraestrutura desportiva passar de novo para as mãos de um privado, mas também colocou uma série de entraves e burocracias à realização de obras no imediato, principalmente porque já havia um projecto para a reconstrução da Medideira - embora ainda sem previsões de quando tal poderia ser feito.

Intensas negociações entre Bilbo Himura e a Câmara Municipal do Seixal permitiram chegar a um acordo para a realização de algumas intervenções que tornassem a Medideira elegível para jogos da Liga 3. Foi o entendimento possível para evitar que o Amora andasse a jogar em casa emprestada o ano inteiro e embora nenhuma delas fosse estrutural como a nova Direcção do Amora pretendia, permitiu a colocação de um novo relvado, a instalação de coisas tão básicas como aquecimento centralizado nos balneários, novas canalizações, equipamentos de excelência para tratamento médico e enfermaria, instalação de meios audiovisuais de excelência para a transmissão televisiva dos jogos pelo canal que detinha os direitos de transmissão ou até retocar a pintura das bancadas e dos acessos para dar um ar mais jovial ao estádio, entre outras intervenções.

E, assim, embora longe de ser um estádio moderno e continuando a parecer uma relíquia de décadas que já lá vão, a Medideira conseguiu a aprovação das entidades competentes para a realização dos jogos caseiros do Amora na Liga 3.

De outra forma, não seria ali que o Amora disputaria aquele jogo em que se decidia a promoção à Segunda Liga.

O adversário eram os leões do Lusitânia de Lourosa. Uma equipa quase tão antiga como o Amora e também com muitas histórias para contar, embora naquela tarde já pouco tivesse para disputar: ao fim de quatro jogos e com apenas um ponto conquistado, o Lusitânia ficou matematicamente fora das contas para a luta pelo primeiro lugar. No jogo seguinte recebeu o Torreense e embora tenha estado a vencer desde cedo, a reviravolta da equipa de Torres Vedras nos últimos vinte minutos do jogo selou-lhes o destino: iriam permanecer na Liga 3.

Assim, naquela tarde de sábado, 30 de Abril de 2022, já não tinham algo por que lutar, isto é, nada além de algo que, para uma brava equipa como o Lusitânia de Lourosa, é até o mais importante: o orgulho próprio e a honra e respeito do símbolo e cidade que representam.

Para o Amora, a história era outra bem diferente: havia muito a conquistar e, consequentemente, muito também para perder.

O Amora saíra de Torres Vedras na liderança do Grupo 2 do playoff de promoção e precisava de duas vitórias nas derradeiras jornadas para a garantir. O primeiro adversário foi o Felgueiras, que estava em terceiro em igualdade pontual com o Torreense e a apenas dois pontos da liderança.

Perante uma bela assistência nas bancadas da Medideira, os amorenses deixaram poucas dúvidas quanto ao vencedor do jogo e chegaram ao intervalo já a vencer confortavelmente, alargando ainda mais a vantagem no início do segundo tempo. Curiosamente, os golos ficaram a cargo das três principais figuras ofensivas da equipa.

 

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Uma vitória convincente do Amora na 5a jornada do playoff de promoção...

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... com o capitão Joca a liderar a equipa

 

Se o resultado ficou decidido cedo, as contas do apuramento foram ainda incertas até final. Jogava-se em simultâneo o outro jogo entre Lusitânia de Lourosa e Torreense e a Medideira estremeceu de alegria quando correu a informação do golo do Lusitânia de Lourosa, festejado como se um golo do Amora se tratasse - a derrota do Torreense conjugada com a vitória do Amora dariam a promoção automática logo naquele dia, antes mesmo da última jornada.

Durante quase uma hora viveram-se momentos de ansiedade, olhou-se para relógios, os mais velhos de ouvidos atentos a relatos pelo rádio, os mais jovens agarrados a aplicações nos smartphones que mostravam a actualização do marcador no outro jogo quase em tempo real.

Os dois golos de rajada do Torreense foram recebidos com audível frustração que confundiu os jogadores em campo.

Assim, à partida para a última jornada, Amora e Torreense disputavam a promoção directa à Segunda Liga: o Amora na Medideira contra o Lusitânia de Lourosa e o Torreense em Felgueiras. O Amora dependia apenas de si, o Torrense precisava de vencer e esperar que o Amora tropeçasse.

 

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Amora como favorito para a recepção ao Lusitânia

 

A Medideira era um vulcão prestes a explodir quando as equipas entraram em campo. Adeptos levantaram-se e ergueram cachecóis, bandeiras eram agitadas, cânticos gritados. O jogo começou com um rugido de excitação dos amorenses que se prolongou durante todo o jogo de cada vez que a equipa se aproximava da área adversária.

Os visitantes apresentaram-se com uma postura aguerrida, conforme esperado, e o Amora teve dificuldades em articular o seu futebol curto e associativo nos primeiros minutos. Não admirou, por isso, que fosse com um passe em profundidade para as costas da defensiva adversária que se encontrou a solução para o problema que os amorenses tinham em mãos.

Ainda o passe longo do central Rony Fernandes ia a meio caminho e já a Medideira se levantava, expectante, percebendo que Joca se ia isolar. O capitão foi veloz, ultrapassou a defensiva adversária, orientou a bola para a frente com um só toque orientado, olhou rapidamente para o árbitro assistente para confirmar que estava em jogo... e estava mesmo.

Por um milissegundo, o ruído de fundo que provinha das bancadas deixou de se ouvir, como se naquele instante nada mais houvesse do que ele, a bola, o guarda-redes e a baliza. Tudo o resto se evaporara. Era só ele, a bola...

Chutou cruzado.

Voltou a ouvir os adeptos logo que a bola embateu nas redes, junto ao poste mais distante. Saiu disparado com intenções de festejar com os adeptos, mas em algum momento do caminho foi interceptado por algo azul que o agarrou e derrubou, acabando esticado no relvado com uma massa de gente em cima de si.

O Amora liderava a partir dos 14 minutos de jogo.

O golo de Joca foi um murro no estômago do Lusitânia de Lourosa, contra a corrente de um jogo que até então estava a ser controlado pelos forasteiros. Honra lhes seja feita: não se deixaram abater e continuaram com a mesma postura aguerrida, disputando cada lance como se o jogo não fosse para eles apenas uma formalidade para cumprir calendário.

Mas o velhinho Estádio da Medideira reencontrara a vitalidade de outros tempos e fervilhava de entusiasmo. A onda azul era intensa e irreversível, e não desmotivou sequer com a grande penalidade desperdiçada por Joca - que pelo aspecto do remate deverá ter oferecido a bola ao Partido Comunista Português, já que esta só deve ter parado na Quinta da Atalaia -, continuando a empurrar a equipa rumo à vitória.

Nem de propósito, já com o intervalo próximo e com alguns adeptos a contar o dinheiro nas carteiras para atacarem as bifanas e uma cerveja gelada para combater o intenso calor daquela tarde na Margem Sul, Rony Fernandes antecipou-se ao primeiro poste e respondeu ao canto marcado pelo capitão Joca com um desvio subtil que só parou nas redes da baliza adversária - numa inversão dos papéis no lance do primeiro golo, desde vez foi Joca a assistir Rony Fernandes.

Saltaram moedas de mãos que se ergueram subitamente na ânsia de festejar o golo, mas ninguém se importou verdadeiramente: aquele golo praticamente garantia a subida de divisão.

O antiquado Estádio da Medideira estremecia por todos os lados numa vibração provocada pelos saltos de 1600 pessoas encavalitadas numa só bancada, fazendo lembrar a Frodo Zarco o que sentira quando há exactamente trinta anos - então uma criança que mal percebia o que se passava à sua volta - uma manifestação semelhante festejava a subida do Amora à Segunda Divisão de Honra (actual Segunda Liga) da equipa então treinada por um jovem, inexperiente e irreverente Jorge Jesus.

A onda azul iria prolongar-se pela tarde fora e entraria pela noite dentro. Haveria cortejos de automóveis a buzinar ruidosamente pelas ruas da Cidade de Amora e pelas margens da baía do Seixal, pessoas às janelas a bater em tachos e a acenar à passagem de adeptos foliões e dos jogadores num autocarro descapotável, amorenses a correr pelas ruas para saudar a equipa, agitando bandeiras.

Esta euforia prolongou-se pela segunda parte do jogo. Todas as intervenções dos jogadores do Amora seriam aplaudidas tal era o clima de festa que já se vivia. Ninguém se chateou quando a defesa perdeu uma bola numa saída a jogar e permitiu um remate em zona frontal que, felizmente, saiu enrolado e ao lado da baliza à guarda de David Grilo. Nem quando um jogador do Amora desperdiçou um golo feito na pequena área, disparando a bola para o Campo Nº2 da Medideira. Nem sequer nas ocasiões em que os jogadores demonstraram estar já desconcentrados, tomando decisões erradas, executando horrivelmente ou falhando posicionamentos.

Pelo contrário, foram aplaudidos, acarinhados, idolatrados.

O Amora estava na Segunda Liga.

 

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O árbitro e sua respectiva equipa perceberam o que aí vinha no final do jogo, que foi esmorecendo ao longo da segunda parte à medida que o Lusitânia de Lourosa foi também baixando os braços. Segundos antes do final do tempo de compensação aproximou-se, sorrateiro, da entrada do túnel, soprou apressadamente duas vezes no seu apito e penetrou sem hesitações na segurança do balneário. Em boa hora o fez; a invasão de campo materializou-se momentos depois, uma onda azul invadindo o verdejante relvado da Medideira, engolindo os jogadores.

Viveu-se Amora.

 

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Amora a assegurar o primeiro lugar do Grupo 2, a promoção à Segunda Liga e o apuramento para a final da Liga 3...

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... onde encontrará o Sporting B, vencedor do Grupo 1 onde também as equipas do sul disputaram o primeiro lugar

 

O Estádio da Medideira é desconfortável: a sua única bancada é ainda uma sucessão de fileiras de cimento sem o conforto de recintos mais modernos. O Estádio da Medideira é antiquado: o relvado rectangular é envolvido nas três arestas restantes por terrenos baldios e zonas de peão hoje em dia inutilizáveis.

Mas o Estádio da Medideira é o coração de um humilde clube fundado há mais de um século por operários que um dia sonharam criar um clube de futebol que representasse um povo, uma cidade e uma região. Foi a sua primeira e única casa, acompanhou e testemunhou todos os seus feitos e fracassos, orgulhos e desilusões.

O Estádio da Medideira reserva memórias e tem muitas histórias para contar, feitos de outros tempos e de outras gentes, mas tem vida para testemunhar novos feitos, novas conquistas e novas histórias dignas de serem escritas e recordadas.

Será sempre o coração do Amora Futebol Clube e estará sempre no coração de todos os amorenses.

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Notas

 

O Estádio da Medideira infelizmente tem-se degradado com os anos, precisando de intervenções urgentes. O Amora não pode disputar os seus jogos lá por não ter condições para a Liga 3, os jogos caseiros têm sido disputados um pouco por todo o lado - a certa altura jogaram em casa em... Oliveira de Azeméis, a quase 300 kms de distância.

Só recentemente, há coisa de uma semana, voltaram a jogar na Margem Sul, no Complexo Carla Sacramento, que fica nos arredores de Amora. Mas não é a Medideira...

Até onde sei, o estádio ainda pertence de facto à Câmara Municipal do Seixal e há projectos para a reconstrução do estádio, mas sabe Deus quando isso vai acontecer. Dói na alma, mas é o que é.

Seja como for, para efeitos da história assumirei que será a Câmara Municipal do Seixal a avançar com os projectos quando ingame a Direcção aceitar finalmente os meus pedidos para melhorar o estádio. Da mesma forma, já agora, quando aceitarem os meus pedidos para melhorarem as infraestruturas das camadas jovens, na história será como se as construções do projecto do Bilbo Himura avançarem.

Notou-se muito que tenho saudades da Medideira? 😕

Editado por Black Hawk

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Estádio da Medideira a ser muito bem apresentado e a mostrar a nostalgia, o amor, a alegria que sempre se viveu a um clube 🙂 Quando assim é, um estádio pode ser mesmo tudo, sobretudo um ponto de encontro (na minha opinião). Paradoxalmente, desconhecia que a propriedade (estádio) já não pertence ao clube. Eu sou do Norte, mas conheço essa zona, até porque tenho familiares por essas bandas... O estádio está ao abandono! 

Felizmente, o BILBO conseguiu chegar a acordo com a Câmara Municipal e voltar ao tão mítico estádio, dotando-o de condições para jogar para a Liga 3. E ainda bem que assim foi, pois é e sempre foi essa a casa do clube. 

O capitão Joca liderou a equipa perante uma vitória inequívoca frente ao Felgueiras (e já a jogar no velhinho, obviamente 😉 ). O Torreense esteve quase a escorregar perante o Lusitânia de Lourosa, mas deu a volta, isso frustrou os teus adeptos na Medideira e ficou tudo guardado para a jornada derradeira. 

No dia decisivo, o Lusitânia até entrou a dificultar, mas graças ao capitão Joca e ao nosso central Rony conseguimos chegar a uma vantagem, ainda antes do intervalo. Loucura total na Medideira e começou a pairar no ar a ideia de festa. Quando o árbitro apitou para o fim, foi óbvia a explosão de alegria existente. 

Agora a final será com o Sporting B... mas o pior está feito. Estás na 2ª Liga crl!

PS: A Medideira pode ainda não estar nas melhores condições, mas é obviamente a casa desta humilde gente e deste humilde clube. 

 

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Medideira é a alma do Amora. Concerteza haverão histórias do JJ e só faltava "um" Cândido Costa para as contar, haha. Parabéns ao clube pelo 1º lugar. 

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2 grandes vitórias a almejar a desejada e merecida subida ao Amora e agora encontra-se na final para um grande jogo contra uma excelente equipa como a equipa B do Sporting mas acredito que possam vencer os Leões. 

É pena que o Estádio esteja como está, alias acontece um pouco por todo o país casos desses em que os clubes jogam fora da sua cidade por verem os seus estádios sem as condições para disputar os jogos em casa. 

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A forma como dás a conhecer cada pedaço do clube, "obriga-nos" a viver toda a emoção da narrativa e a ficar ansiosamente à espera do próximo capítulo! Tudo isto através de um simples jogo de telemóvel e é esta a magia deste cantinho e do FM. Tenho que te parabenizar pelo save porque é realmente refrescante!

Quanto ao teu percurso, tem sido fantástico e consegues uma subida inesperada! Vitória sem espinhas perante o Felgueiras e depois com o Lusitânia a resolver "cedo" e a não permitir que o adversário criasse algum calafrio! Será possível juntar o título de campeão?

Tens alguma ideia de como pensas atacar a próxima época? Muito curioso para perceber o futuro de todas as personagens!

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Citação de Martini Branco, há 14 horas:

Estádio da Medideira a ser muito bem apresentado e a mostrar a nostalgia, o amor, a alegria que sempre se viveu a um clube 🙂 Quando assim é, um estádio pode ser mesmo tudo, sobretudo um ponto de encontro (na minha opinião). Paradoxalmente, desconhecia que a propriedade (estádio) já não pertence ao clube. Eu sou do Norte, mas conheço essa zona, até porque tenho familiares por essas bandas... O estádio está ao abandono! 

Felizmente, o BILBO conseguiu chegar a acordo com a Câmara Municipal e voltar ao tão mítico estádio, dotando-o de condições para jogar para a Liga 3. E ainda bem que assim foi, pois é e sempre foi essa a casa do clube. 

O capitão Joca liderou a equipa perante uma vitória inequívoca frente ao Felgueiras (e já a jogar no velhinho, obviamente 😉 ). O Torreense esteve quase a escorregar perante o Lusitânia de Lourosa, mas deu a volta, isso frustrou os teus adeptos na Medideira e ficou tudo guardado para a jornada derradeira. 

No dia decisivo, o Lusitânia até entrou a dificultar, mas graças ao capitão Joca e ao nosso central Rony conseguimos chegar a uma vantagem, ainda antes do intervalo. Loucura total na Medideira e começou a pairar no ar a ideia de festa. Quando o árbitro apitou para o fim, foi óbvia a explosão de alegria existente. 

Agora a final será com o Sporting B... mas o pior está feito. Estás na 2ª Liga crl!

PS: A Medideira pode ainda não estar nas melhores condições, mas é obviamente a casa desta humilde gente e deste humilde clube. 

 

Está mesmo ao abandono, julgo que se fazem lá alguns jogos de camadas jovens (não tenho a certeza disto), mas assim continuará no atual formato até o deitarem abaixo e reconstruirem com o novo projecto. Mas é coisa para demorar uns tempos. A não ser que o Amora desça para o Campeonato Nacional, e se calhar aí talvez lá joguem, enquanto estiverem na Liga 3 é para esquecer.

😞

O Amora até tem um campo novo perto, no Parque do Serrado logo ao lado, com melhores condições, mas aquilo é sintético e a Liga 3 não quis nada disso. Serve para jogos da formação, do futebol feminino e para treinos dos seniores masculinos.

Citação de cadete, há 13 horas:

Medideira é a alma do Amora. Concerteza haverão histórias do JJ e só faltava "um" Cândido Costa para as contar, haha. Parabéns ao clube pelo 1º lugar. 

Há um episódio da Grandiosa Enciclopédia do Ludopédio dedicado ao Amora. Do Canal 11 é que já não sei, mas seria uma cena fixe de fazerem.

Citação de six_strings, há 12 horas:

Vais ter um playoff de nivel de dificuldade alto. Boa sorte

PEACE

Depende da equipa que o Sporting B apresentar. Se me meterem gajos da equipa A...

Ahah na verdade já fiz o jogo, já sei o resultado, mas não me posso esticar na resposta 😕

Citação de Banks29, há 11 horas:

2 grandes vitórias a almejar a desejada e merecida subida ao Amora e agora encontra-se na final para um grande jogo contra uma excelente equipa como a equipa B do Sporting mas acredito que possam vencer os Leões. 

É pena que o Estádio esteja como está, alias acontece um pouco por todo o país casos desses em que os clubes jogam fora da sua cidade por verem os seus estádios sem as condições para disputar os jogos em casa. 

E é pena porque estes estádios são mesmo o coração destes clubes, não estou a exagerar com o que disse sobre a Medideira. Olha o Beira-Mar, tiraram-nos do Mário Duarte e...

Os clubes maiores têm massa associativa espalhada por todo o país, constroem novos estádios mas a base de apoio está lá. Os clubes mais pequenos têm a proximidade e o orgulho local, se lhes tiram isso sobra pouco.

O Amora este ano já jogou "em casa" em todo o país, longe do pessoal, longe da cidade, perde-se a base de apoio e respectiva mobilização que a Medideira dá.

Citação de Kluivert, há 1 hora:

A forma como dás a conhecer cada pedaço do clube, "obriga-nos" a viver toda a emoção da narrativa e a ficar ansiosamente à espera do próximo capítulo! Tudo isto através de um simples jogo de telemóvel e é esta a magia deste cantinho e do FM. Tenho que te parabenizar pelo save porque é realmente refrescante!

Quanto ao teu percurso, tem sido fantástico e consegues uma subida inesperada! Vitória sem espinhas perante o Felgueiras e depois com o Lusitânia a resolver "cedo" e a não permitir que o adversário criasse algum calafrio! Será possível juntar o título de campeão?

Tens alguma ideia de como pensas atacar a próxima época? Muito curioso para perceber o futuro de todas as personagens!

O objectivo declarado do save é melhorar as infraestruturas e apostar na formação. Da forma como o Amora está no início do jogo, a aposta na formação é impraticável com regens.

Posso dizer, embora vá detalhar mais num capítulo futuro, que meti olheiros a identificar jogadores portugueses entre os 16 (a idade mínima da versão mobile, pelo que percebi) e os 18 anos que estivessem sem clube ou com contratos a terminar. Serão para efeitos da história a primeira fornada da formação do Amora. Só contratei jogadores listados pelos olheiros para dar realismo à cena.

Mas não foi fácil, muitos não estavam interessados, os melhores pediram-me ordenados proibitivos para a realidade do clube, fiquei com os que aceitaram vir a ganhar menos. Não faço ideia se algum se aproveita.

A ideia é continuar com a base do plantel atual, que se conseguiram a promoção sem sobressaltos de maior devem ter qualidade suficiente para pelo menos lutar taco-a-taco pela permanência na próxima época. Tentar valorizá-los e sacar algumas vendas para financiar a melhoria nas infraestruturas e substituí-los com os tais miúdos.

Não vou fazer nenhuma contratação para a equipa principal. E mesmo que quisesse, não tenho orçamento salarial para isso. As renovações dos melhores jogadores (acabavam todos contrato no final da época) obrigaram-me a aumentar o orçamento de salários até ao limite, todos exigiram mais dinheiro.

Somos um clube modesto, não há como contornar isso...

Obrigado a todos!

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Ao ler o teu relato da final só me lembrava do que vivi o ano passado no Jose Gomes, e sei bem o quanto custa ver o nosso estádio completamente degradado, pois nós nos tempos da distrital aquilo até dava pena...

 

Entretanto quanto ao sjogos propriamente ditos, curioso ver o Joca a ser tão decisivo nesta reta final quando teve um inicio a meio gás, acabas por ser o vencedor justo do teu grupo com uma veia goleadora bastante simpática, embora Torrense tenha dado luta até ao fim. Agora terás pela frente o Sporting B na decisão do titulo e que não dá para fazer qualquer tipo de prognosticos, tudo dependerá se eles trouxerem as estrelas da equipa principal ou não.

Depois podes postar um print como tens colocado os critérios de observação dos olheiros? O metodo de observação é uma novidade este ano e tenho curiosidade em vez como tens aplicado.

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@Lavrador, menciono porque esqueci-me de te quotar lol

Tenho aplicado de forma muito simples, até porque a ferramenta é muito simples também.

O intervalo da idade dá para personalizar. A nacionalidade infelizmente só dá para escolher uma, eu teria preferido colocar Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, países dos PALOP que têm imensa representatividade na Margem Sul.

A localização só dá para regiões, não para um país específico, por isso deixei em branco.

Agora que noto, dá para escolher por idioma, se calhar pesquisando aí por português em vez da nacionalidade dá-me os resultados com os PALOP como queria. Tenho de testar.

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Editado por Black Hawk

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Num aparte, quem tiver curiosidade pode ver o Sporting B v Amora na realidade dentro de alguns minutos na Sporting TV. Começa às 15h00.

O Sporting B v Amora ficcionado do save deve fazer a sua aparição amanhã, possivelmente.

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