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jean-luc godard

QSI (dono do PSG) compra 22% do SC Braga

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Qatar Sports Investments, the owner of top French football team Paris Saint-Germain, is buying almost 22% of Portugal’s SC Braga, a move that’s part of the trend toward multi-club ownership or part-ownership by financial vehicles.

The deal, QSI’s first football venture outside of PSG, is a long-term investment, the firm said Monday. Braga, which has long been overshadowed on and off the field by Portugal’s “Big Three” of Benfica, Sporting Lisbon and Porto, has potential for both financial and sporting growth, it said.

The transaction implies a valuation of €90 million ($88 million) for Braga, according to a person familiar with the agreement. That’s based on the expectation of an increase in TV fees once Portuguese broadcast rights are negotiated collectively, which is expected as soon as 2027, the person said.

Established in 1921, Braga’s men’s and women’s teams compete in the top tier of the Portuguese football league. The men’s team, currently third in the standings, is competing in this season’s Europa League. It qualified only twice for the Champions League and never made it out of the group stage. 

“As an investor and partner, we look forward to the club innovating, growing and developing further –- across the men’s and women’s teams, and all the communities and businesses it supports,” QSI Chairman Nasser Al-Khelaifi said in a statement.

Leeds and Padel

QSI, which bought the controlling stake in PSG in 2011, had previously discussed taking a minority stake in Leeds United in 2019 when the English team was playing in the second tier. It also owns Premier Padel, a fast-growing racket sport.

The trend of multi-club ownership is gaining momentum globally, with 196 teams now pertaining to broader football groups as of August, according to CIES. 

City Football Group is setting the pace and now owns 10 clubs outright, including English champions Manchester City. Red Bull backs a group that includes Salzburg and Leipzig, and Miami-based 777 is expanding its footprint with clubs including Genoa and Red Star Paris. 777 bought a stake in Melbourne Victory last week.

“The upsides of multi-club ownership are quite clear,” said Jeremy Drew, partner and head of sports at international law firm RPC. He said there were economies of scale in scouting and data sharing and in cases of outright ownership the owners can invest in branding for the whole group.

PSG under QSI has grown from a local French club into a multi-billion dollar global juggernaut and branched into handball, judo and e-sports, according to the QSI statement. PSG has also become “a leading lifestyle brand” and has collaborated with global fashion designers such as Christelle Kocher, music legends like the Rolling Stones and has a exclusive collaboration with Jordan, as part of its Nike Inc. partnership.

Alienation

The risk of multi-club ownership is that fans can feel alienated if their clubs are perceived to be mere “feeder” teams for the whole group, Drew said. “Perhaps the biggest risk is the potential for conflicts to arise when multiple clubs in a group are in the same competition.”

The deal isn’t the same as a takeover of a subservient club, but an investment opportunity in an ambitious club, a person familiar with the deal said.

One of the most powerful names in European football, Al-Khelaifi is chairman of beIN Media Group, which vies for broadcast rights for the World Cup, Champions League and other major football competitions. He’s also the chairman of the European Club Association, an independent body representing clubs across Europe.

https://www.bloomberg.com/news/articles/2022-10-10/psg-s-qatari-owner-buys-22-stake-in-portuguese-soccer-club?leadSource=uverify wall

Editado por jean-luc godard

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A Sporting Clube de Braga Futebol, SAD informa – no seguimento do já transmitido à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) – ter recebido uma comunicação da Qatar Sports Investments relativa à compra, por parte desta, da participação do acionista Olivedesportos SGPS, S.A.. 

Pela longa e sucedida parceria e pela confiança sempre depositada na gestão e nas decisões da Administração, a Sporting Clube de Braga Futebol, SAD manifesta público agradecimento à Olivedesportos SGPS, S.A. e à sua Administração, desejando as maiores felicidades para os desafios futuros.

A Sociedade acolhe com entusiasmo a entrada da Qatar Sports Investments na sua estrutura acionista, certa de que a capacidade e a experiência internacionalmente demonstradas, nas mais variadas áreas, constituem para a Sporting Clube de Braga Futebol, SAD um acrescento de valor, permitindo alavancar o crescimento da marca e a sua expansão global.

Esta operação não produz qualquer alteração na gestão da Sporting Clube de Braga Futebol, SAD, estando salvaguardada a total autonomia de decisão por parte da Administração nomeada com o apoio do acionista maioritário Sporting Clube de Braga.

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O QSI mete um admin na SAD, não? Ou é a partir dos 25%?

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Compraram uma parte da SAD que já não pertencia ao clube. Para o clube, não muda nada 

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Citação de Duda34, há 14 minutos:

Compraram uma parte da SAD que já não pertencia ao clube. Para o clube, não muda nada 

Ah, era da olivedesportos? Daí o agradecimento?

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Citação de kareca, há 5 minutos:

Ah, era da olivedesportos? Daí o agradecimento?

Ora aí está

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Citação de Duda34, há 29 minutos:

Compraram uma parte da SAD que já não pertencia ao clube. Para o clube, não muda nada 

Foi só para entrar.

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Citação de Duda34, há 40 minutos:

Compraram uma parte da SAD que já não pertencia ao clube. Para o clube, não muda nada 

As ações que o Textor também estavam nas mãos de terceiros, e ele ia entrar com um Admin. Aliás, o rei dos frangos tem la um

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O Luis Campos já tem onde meter os garotos que vai comprar por esse mundo fora como o City faz com os seus clubes.

Editado por vakjew

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Citação de Sumudica by Night, há 15 minutos:

o que é preciso é boicotar o mundial do qatar

Se fosses de direita sabias que todo o dinheiro é bom não importa a proveniência 

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Citação de Tio Hans, há 5 horas:

Agora sim, está resolvido o mistério. PSG B.

De Benfica B a PSG B, que downgrade.

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Ainda sou do tempo em que se escrevia KSI e a especialidade eram videos de Fifa

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“Queremos que o SC Braga se torne num PSG”: os planos dos investidores que compraram 21,67% do clube por “aproximadamente” €20 milhões

A Qatar Sports Investment, subsidiária do fundo soberano do estado do Catar que detém o Paris Saint-Germain, adquiriu a percentagem do Sporting de Braga que pertencia à Olivedesportos. À Tribuna Expresso, fonte oficial dos investidores explicou detalhes do processo, que durou “mais de um ano” e pretende dar “segurança financeira” ao clube, para que este atinja “o seu total potencial”. Quanto às críticas devido à questão dos direitos humanos, a QSI é clara: “não somos os organizadores do Mundial nem a FIFA”

A 5 de outubro, o Paris Saint-Germain deslocou-se ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica. Como habitual nestas andanças europeias, a partida foi antecedida por um almoço entre membros das direções de ambos os clubes, encontro de altos cargos que discutem os mais variados temas.

Sendo o futebol palco fértil para a rumorologia e partilha de segredos que deixam de o ser, os representantes do clube francês saíram do almoço satisfeitos por não ter havido qualquer referência a um negócio que estava prestes a ser tornado público. A operação já estava a ser discutida há mais de um ano e, dias antes de ser comunicada, conseguia manter-se discreta, provando aquela cimeira o êxito dessa discrição.

Cinco dias depois do duelo em Lisboa, surgia a notícia que vinha sendo escondida: a Qatar Sports Investments (QSI) havia adquirido 21,67% do Sporting Clube de Braga. A subsidiária do fundo soberano do estado do Catar e detentora do Paris Saint-Germain comprava as ações que pertenciam à Olivedesportos, ficando com uma posição minoritária dentro do clube minhoto.

Porquê investir no emblema liderado por António Salvador? A Tribuna Expresso falou com fonte oficial da QSI, que abordou temas relacionados com a operação na condição de manter o anonimato. Os investidores do Catar “começaram por identificar Portugal” como lugar atrativo e depois “olharam para o Sporting de Braga como o clube ideal”.

Assim, o olhar para o futebol nacional deveu-se à ideia de se tratar de uma liga “significativamente subvalorizada” e que “carece de investimento”. A QSI considera Portugal “o grande viveiro de talento” da Europa e que as mudanças no futuro próximo tornam esta operação ainda mais atrativa: a centralização dos direitos televisivos “beneficiará particularmente emblemas como o SC Braga”, dizem, apontando-se também o facto de, na nova Liga dos Campeões a partir de 2024, o quinto classificado do ranking da UEFA passar a ter direito a três equipas com entrada direta na fase de grupos — Portugal é, atualmente, 7.º.

Os responsáveis do fundo olharam, também, para “elementos culturais”. As “ligações” de Portugal à “América do Sul e a outras partes do globo” foram fatores ponderados, bem como “os laços entre Portugal e França”, nomeadamente a quantidade de cidadãos nacionais ou luso-descendentes que reside em Paris.

Identificada que estava a oportunidade portuguesa, os senhores do dinheiro do Catar entenderam que o Sporting de Braga era “o clube ideal”. Uma entidade “muito bem gerida”, com “bons resultados financeiros” e que se destaca por ser um “clube multidesportivo”, com “equipas extraordinárias” no masculino, feminino, futsal, futebol de praia e formação.

Esta vertente eclética, aliás, aproxima o Sporting de Braga do PSG, dizem os responsáveis da QSI. Nos futuros investimentos que forem feitos noutros clubes, este será, garantem, sempre um fator a ter em conta.

Afunilado o interesse no Sporting de Braga, as “conversações duraram muito tempo, não foi da noite para o dia”: “Havia um vendedor [Olivedesportos] que queria vender, mas tinha uma relação emocional com o clube e, portanto, queria um bom comprador. Todo o processo de negociações durou mais de um ano”, garantem-nos da estrutura que tem braços em Doha, Londres, Paris ou Miami e que ficou bastante satisfeita com o anonimato do processo.

Tal como o Sporting de Braga tinha revelado à Tribuna Expresso, os investidores do Catar asseguram que “não houve contactos” entre o clube e a QSI antes de chegado o momento de fazer o anúncio da operação.

Quanto pagou a QSI para ter 21,67%? “Aproximadamente €20 milhões” é a resposta que chega dos investidores.

Feito o anúncio do negócio, começaram algumas conversas descritas como “positivas” entre a QSI e o Sporting Clube de Braga. Em diversos momentos da conversa, o responsável dos investidores do Catar deixa “uma nota”: “Somos um acionista menor, não somos donos do clube, isto não é uma compra. Não viemos comprar um clube pequeno para o gerir, este não é o modelo do Manchester City, é um modelo de parceria”.

A recusa em comparar o “modelo” da QSI com o do City é uma constante ao longo do discurso dos representantes da organização liderada por Nasser Al-Khelaifi. Franceses e ingleses não só discutem dentro do campo e nos gabinetes — recorde-se que o City apoiou a Superliga, enquanto o PSG ficou do lado da UEFA —, mas também nisto de ter donos de um clube a colocarem dinheiro noutro.

O grupo que detém o City está, também, presente noutros 10 emblemas: New York City, Melbourne City, Montevideo City Torque, Troyes, Lommel, Mumbai City, Girona, Sichuan Jiuniu, Yokohama Marinos e Palermo. Mas de Doha garantem que o modelo da QSI não é esse.

“Estamos a olhar para clubes para aumentar o nosso portfólio, não só clubes de futebol, mas clubes multidesportivos. Ao contrário do City, que está a comprar clubes mais pequenos para os absorver, nós temos outra ideia, que se vê no SC Braga: um clube autónomo e ambicioso. Não temos a ideia de chegar, mudar, vender. Queremos ajudar o Sporting de Braga a atingir o seu total potencial. Poderíamos ter comprado um clube da II Liga, mas não o fizemos propositadamente”, explica a fonte próxima da direção da QSI.

Olhando à joia da coroa do investimento do Catar, é lançada uma frase-objetivo para a entrada de dinheiro nos minhotos, plena de ambição. “Queremos que o Sporting de Braga se torne num PSG”, diz-se, ainda que sempre com a ressalva de que “não haverá controlo” dos bracarenses vindo de Doha. É, até, feito um paralelismo entre o valor do PSG em 2011, quando foi comprado — €70 milhões — com a atual cotação do Sporting de Braga que, dizem os investidores, é “semelhante, ainda que um pouco maior” que a que tinham os parisienses à data da aquisição pela QSI.

Em todo o discurso dos novos donos de 21,67% da entidade liderada por António Salvador, “colaborar” e “apoiar” são verbos repetidos constantemente, como se houvesse vontade de demonstrar que nada será imposto. O que a QSI diz que “poderá trazer” é “segurança financeira, um investidor credível e de longo prazo e conhecimento na gestão”.

Os homens da organização presidida por Nasser Al-Khelaifi puxam dos pergaminhos quando questionados sobre o impacto que podem ter em Braga, classificando-se como uma “entidade que consegue mudar empresas desportivas em pouco tempo”, sendo capaz de “as levar para o próximo nível”. Como "exemplo", é referido o “trabalho feito pela equipa” da QSI no PSG, que, garantem, “não é só um clube de futebol nem um clube de Paris, mas uma marca de roupa, uma fundação, um nome líder nas redes sociais”, apontando-se colaborações com a Air Jordan ou a Dior como símbolos da “marca de lifestyle” que existe no PSG.

E terá a presença da QSI efeito nos próximos mercados de transferências do Sporting de Braga? “Essa é uma pergunta para o clube. A centralização dos direitos televisivos será uma grande oportunidade para o SC Braga” é a resposta dos investidores.

Na partida do Sporting de Braga contra os belgas do Royale Union Saint-Gilloise, da Bélgica, a contar para a Liga Europa, alguns adeptos do clube minhoto mostraram uma tarja onde se lia que “esclavagistas do Catar não são bem-vindos”.

A QSI é uma subsidiária do Qatar Investment Authority, fundo soberano do Estado do Catar, país com graves problemas em relação a direitos humanos. No Catar, relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas. Em novembro de 2021, a Human Rights Watch denunciou que as autoridades do país procuram e detêm pessoas LGBTQ+ com base na sua atividade na internet. Também quanto aos direitos das mulheres, as críticas ao país são inúmeras. Um relatório de 2021 da Human Rights Watch indica que “o sistema discriminatório de guarda masculina nega às mulheres o direito de tomar decisões fundamentais sobre as suas vidas”.

Após vários anos de denúncia do total desrespeito pelos direitos dos migrantes na preparação para o Mundial 2022, que se realizará de 20 de novembro a 18 de dezembro no Catar, a mais relevante investigação neste campo surgiu em fevereiro de 2021: o “The Guardian” informou que 6.500 trabalhadores da Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka morreram desde que foi atribuída ao Catar a organização do torneio.

Muitos deles tiveram de pagar “taxas de recrutamento” na casa dos 1.200 euros para garantirem um trabalho nas construções do Mundial. Com várias das fatalidades a serem atribuídas oficialmente a “causas naturais” ou a não serem devidamente investigadas, as famílias dos falecidos nem sequer conseguiram aceder a indemnizações.

Questionado sobre esta mensagem dos adeptos do Sporting de Braga, o comentário que vem da QSI é que é “um pouco triste”. “Nós sabemos que o Mundial está a quatro semanas de distância, mas não somos os organizadores do Mundial, nem a FIFA. Somos um fundo de desporto que detém o PSG, investe em padel, detém 21,67% do Sporting de Braga. Trabalhamos com marcas de desporto e tornamo-las incríveis, compramos os melhores jogadores, construimos infra-estruturas que ficam para a comunidade, tornamos as vidas das pessoas melhores. Não andamos a construir estádios no meio do deserto, mas entendemos que, com o Mundial quase a começar, seremos chamados de tudo, mas não reagimos”, respondem.

A QSI “espera” que “com o tempo” se possa “entender” que se trata de “uma empresa de desporto que faz coisas incríveis”. “Esperamos que as pessoas de Braga vejam isso dentro de algum tempo”, é o desejo manifestado. E há uma ideia que fica no ar: a hipótese de, no futuro próximo, Nasser Al-Khelaifi vir a Portugal.

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