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Religião

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Dá-me uma razão para a chuva por exemplo.

 

Pego só nesta ultima frase para me tentar explicar.. a razão para as coisas existirem somos nós que as damos. Somos os únicos seres capazes de encontrar razões para as coisas, e mesmo assim teimamos em acreditar no acaso. Que as coisas acontecem porque acontecem.. é um pensamento legítimo, como é obvio, mas eu vou agora passar um excerto dum livro que tenho em casa, para terem uma ideia da quantidade de acasos que têm que acontecer para surgir a vida:

 

Começa com a experiencia de Stanley Miller, que tentou criar em laboratorio as condições primitivas para o nascimento da Vida,que pegando em materia inorganica, transformondo-a em matéria orgânica. Acabou por conseguir um poderoso caldo de aminoacidos, acidos gordos, acucares e outros compostos organicos.

 

Dps diz assim:(...)De qualquer forma, o verdadeiro problema não é criar aminoacidos. O problema são as proteínas.

As proteínas são aquilo que se obtem ao encadear aminoacidos, mas sao precisos muitos aminoacidos. Nniguem tem bem a certeza, mas deve haver cerca de um milhão de tipos diferentes de proteinas no corpo humano. e cada um deles é um pequeno milagre simples. Segundo todas as leis das probabilidades, as proteinas nem sequer deviam existir. Para fazer uma proteina é preciso juntar aminoacidos (a que, segundo uma longa tradiçao, sou obrigado a referir-me como "blocos de construção de vida") numa determinada ordem, da mesma maneira que se juntam letras de uma forma para criar uma palavra. O problema é que as letras do alfabeto dos aminoacidos sao normalmente muito longas. Para soletrar colagénio, o nome de uma proteína comumm precisamos de nove letras dispostas na ordem certa, para fazer colagenio, precisamos de ordenar 1055 aminoacidos numa sequencia absolutamente rigorosa. Mas - e este é um ponto obvio mas crucias - nao o podemos fazer. Ele faz-se a si próprio espontaneamente, sem instruções, e é aqui q surgem as improbabilidades.

As probabilidades de uma molécula com a sequencia de 1055 aminoacidos sao, na verdade, zero. É simplesmente impossivel que aconteça. Para perceber como funciona, imagine uma slot-machine vulgar de las vegas e aumente-a muito, para 27 metros, para ser mais preciso - de forma a acondicionar 1055 rodas giratorias em vez das tres ou quatro do costume, e com 20 simbolos em cada roda (um para cada aminoacido comum). Durante quanto tempo teria que puxar a manivela ate aparecer a sequencia dos 1055 simbolos na ordem certa? Provavelmente para sempre. Mesmo que reduzisse o numero de rodas para 200, que é na verdade um numero de aminoacidos mais comum para uma proteina, a probabilidade de os 200 calharem na sequencia fixada sao de um em 10^260 (ou seja, 1 seguido de 260 zeros. Esse, em si proprio, é ja um numero maior do que todos os atomos do universo."

 

E há muito mais.. se quiserem, arranjem o livro "berve historia de quase tudo".

 

 

De qualquer forma, eu cá não acredito em acasos :)

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A Bíblia não é um livro de ciências, não interessa se diz ou não que a Terra é redonda, se fala nos homens primitivos ou em Adão e Eva... a Bíblia foi escrita por homens inspirados por Deus (acreditam os Cristãos e os Judeus (para o Antigo Testamento). Os primeiros livros da Bíblia (como o Génesis, que fala da história de Adão e Eva) são apenas metafóricos.

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A questão da religião nos tempos modernos diz apenas e só respeito à Fé. Como cada vez mais vêm sendo feitas descobertas de onde se aprende como as coisas que intrigam os homens funcionam, as explicações aos fenomenos inexplicaveis que sustestentavam as religiões foram ficando obsoletas e por isso o facto de hoje alguem acreditar ou não em Deus vem apenas dessa palavra "fé" que supõe a crença em algo não visivel, não teorizavel e portanto imune a tudo o que se possa demonstrar em seu contrario... É apenas uma crença baseada em nada sólido. E isso afasta-se cada vez mais da razão da criação e existencia das religiões ao longo dos milenios e em todas as civilizações.

O conceito de deus ou deuses surgiu com o homem, e surgiu devido ao facto de sermos um ser consciente que como tal pretende cada vez mais descobrir o que o rodeia. A noção de que algo superior controlava tudo era a mais obvia para explicar os fenomenos estranhos e aparentemente paranormais que os rodeavam como as condições atmosfericas, as colheitas, as doenças e condições fisicas e mentais, etc. E portanto essa crença ajudava a superar o medo de se viver num mundo desconhecido e cheio de perigos. Esse conceito de Deus tambem ajudou ao longo da historia a que os homens desculpassem os seus comportamentos com a tal entidade superior, isso afinal era mais seguro do que ter que arcar com as consequecias morais das acções individuais e colectivas.

Com a modernidade tudo foi ficando mais claro e consegue-se dissecar a matéria cada vez mais até aos seus blocos fundadores mais pequenos e ver como é possivel compreender o invisivel, as ondas, as luzes. E saber quais são as suas consequencias directas ou não, no universo em geral, na natureza, no mundo e no homem. Descobriu-se que a evolução de tudo, ou seja o encaminhar de tudo para o seu sucesso numa realidade presente se faz através de mecanismos de selecção natural (e isto falando de particulas fisicas, genes ou organismos complexos) ou por via do acaso e do acumular de alterações aparentemente neutras mas que se podem tornar beneficas com a alteração do estado natural.

Portanto e com isto chega-se ao ponto actual em que se baseia a crença apenas na vontade pessoal e na necessidade de acreditar em algo que nos satisfaz, que nos dê um objectivo de vida e que nos faça seguir um dado percurso segundo alguns preceitos restritos que consideramos os mais correctos e aceitaveis perantes nós ou os outros.

 

Falar de religiões oficiais é outra coisa diferente... as igrejas oficiais são organismos politicos e nada mais que isso, com todas as implicações sociais e economicas que isso tem e e teve ao longo da historia. Eu acredito que por exemplo se pode gostar e seguir a doutrina original de Cristo, que é bem diferente da apregoada pelo Vaticano ao longo dos séculos... pode-se ser um humanista, defender a paz entre os homens e tudo o resto que essa mensagem significa sem terem que se vergar às imposições oficiais de quem se assume como tendo algum tipo de superioridade moral em termos de crenças pessoais. No fundo é apenas uma filosofia de vida, as ideias de Cristo e dos outros sábios considerados profetas são ideias de homens para homens, que não é preciso que expliquem tudo, muito menos a criação e funcionamento do Mundo.

 

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Falar de religiões oficiais é outra coisa diferente... as igrejas oficiais são organismos politicos e nada mais que isso, com todas as implicações sociais e economicas que isso tem e e teve ao longo da historia. Eu acredito que por exemplo se pode gostar e seguir a doutrina original de Cristo, que é bem diferente da apregoada pelo Vaticano ao longo dos séculos... pode-se ser um humanista, defender a paz entre os homens e tudo o resto que essa mensagem significa sem terem que se vergar às imposições oficiais de quem se assume como tendo algum tipo de superioridade moral em termos de crenças pessoais. No fundo é apenas uma filosofia de vida, as ideias de Cristo e dos outros sábios considerados profetas são ideias de homens para homens, que não é preciso que expliquem tudo, muito menos a criação e funcionamento do Mundo.

Tá aqui, praticamente tudo o que eu acredito.

Sou religioso?Sim! Mas não sigo Igreja nenhuma. Acredito que a mensagem de Cristo não se esgota numa Igreja que se limitou a fazer as coisas a seu bel-prazer para assegurar poder terreno.

"Ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" e eis tudo o que necessitas no Cristianismo

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Tá aqui, praticamente tudo o que eu acredito.

Sou religioso?Sim! Mas não sigo Igreja nenhuma. Acredito que a mensagem de Cristo não se esgota numa Igreja que se limitou a fazer as coisas a seu bel-prazer para assegurar poder terreno.

"Ama a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" e eis tudo o que necessitas no Cristianismo

 

"A Igreja limitou-se a fazer as coisas a seu bel-prazer para assegurar poder terreno"? De certeza que não acreditas nisso. Sabes perfeitamente que não é verdade. As pessoas dentro da igreja cometeram (e ainda cometem, hoje em dia, embora menos) muitos erros. Mas isso é próprio da sua natureza humana.

 

Não tenho qualquer dúvida que a Igreja Católica deu muito (mas mesmo muito) mais coisas boas à humanidade do que aquilo de negativo possa ter causado.

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Porque não acredito em Deus?

 

Um aluno da Escola Secundária Alves Martins (ESAM) perguntou-me «porque é que não acredita em Deus?»(1) O tema não é novo neste blog, mas é uma desculpa para voltar ao assunto.

 

Se acreditar for apenas tomar uma afirmação como verdadeira há duas formas diferentes de não acreditar. Posso considerar que a afirmação é falsa ou posso não ter opinião acerca do assunto. Por exemplo, eu não acredito que a ESAM tenha um número par de alunos. Mas como não sei se o número de alunos da ESAM é par ou ímpar, também não acredito que não tenha. Não tenho qualquer crença formada acerca disto. E considero que não ter razões para acreditar é uma boa razão para não acreditar. Prefiro guardar a crença para quando sei alguma coisa do assunto. Como não tenho dados fiáveis acerca dos deuses, começo logo por não acreditar.

 

Mas mesmo sem esses dados posso rejeitar uma afirmação que pareça improvável à partida. Por exemplo, mesmo sem saber quantos alunos tem a ESAM, se escolher um número ao acaso rejeito a hipótese de ter acertado no número de alunos. Não é impossível que tenha acertado, mas a probabilidade é tão pequena que o mais sensato é assumir que falhei. As hipóteses acerca da existência de deuses sofrem deste problema. Quem diz que o seu deus existe está apenas a especular, a adivinhar à sorte, sem dados concretos que o justifiquem. E há um número enorme de hipóteses diferentes, e incompatíveis, acerca da existência de deuses.

 

Estes problemas agravam-se quando substituímos a hipótese vaga de existir algum deus por uma hipótese como a do deus católico. Nasceu Jesus, de uma mãe virgem, morreu e ressuscitou, transubstancia a hóstia quando os padres o solicitam e torna o Papa infalível. Quando se considera tudo isto em conjunto a falta de razões é mais notória e a probabilidade de acertar torna-se ainda mais remota. E há também o problema destes detalhes serem contrários ao que sabemos ser possível, com virgens grávidas, mortos que ressuscitam e outros milagres.

 

Finalmente, estas hipóteses tendem a ser inconsistentes. Um deus criou-nos com vontade livre mas, sendo omnisciente, já sabe tudo o que vamos fazer no futuro. Ama toda a gente mas deixa crianças a morrer de cancro ou pisar minas. Criou um universo tão vasto e antigo que nem conseguimos imaginá-lo mas preocupa-se quando usamos preservativos ou temos relações sexuais antes de trocar alianças. É infinitamente poderoso, sábio, está em todo o lado e sabe tudo o que pensamos mas precisa de padres, bispos e profetas para interpretar as mensagens confusas que ele deixa.

 

Não acredito em deuses porque, em geral, não vejo razões para crer que haja algum e, em concreto, é muito improvável que, de tantas possibilidades, o deus certo seja o deste ou daquele crente. Além disso, a mitologia que se acumula à volta destas hipóteses tem tanto de absurdo e contraditório que só com muito esforço se consegue acreditar nela. Não me parece que valha a pena.

 

E isto se acreditar fosse apenas considerar a hipótese verdadeira. Mas, para os crentes religiosos, acreditar é muito mais. É dar crédito, venerar, louvar, obedecer, amar, temer, rezar e uma data de outras coisas. Se eu tivesse evidências da existência de um deus aceitava a hipótese. Não tenho problemas em mudar de opinião quando se justifica. Mas nem por isso me punha de joelhos a rezar ou ia à igreja ouvir sermões do padre, cantar aleluia e essas coisas que as religiões impingem. Mesmo que existisse um deus, no sentido de ter criado o universo, não seria o meu deus, no sentido de o adorar e venerar como tal. Sou feliz sem isso.

 

É por isto que não acredito em deuses. A minha avaliação destas hipóteses, que tento tão imparcial e objectiva quanto consigo, leva-me a concluir que são falsas. Não há razão para assumir que há deuses, e menos ainda para acreditar no que as religiões afirmam. E não partilho o gosto por louvar, adorar, rezar e essas coisas que se faz nos templos.

 

in: http://ktreta.blogspot.com/ Muito Bom. A ESAM que refere é a minha escola :D

 

Pego só nesta ultima frase para me tentar explicar.. a razão para as coisas existirem somos nós que as damos. Somos os únicos seres capazes de encontrar razões para as coisas, e mesmo assim teimamos em acreditar no acaso. Que as coisas acontecem porque acontecem.. é um pensamento legítimo, como é obvio, mas eu vou agora passar um excerto dum livro que tenho em casa, para terem uma ideia da quantidade de acasos que têm que acontecer para surgir a vida:

 

Começa com a experiencia de Stanley Miller, que tentou criar em laboratorio as condições primitivas para o nascimento da Vida,que pegando em materia inorganica, transformondo-a em matéria orgânica. Acabou por conseguir um poderoso caldo de aminoacidos, acidos gordos, acucares e outros compostos organicos.

 

Dps diz assim:(...)De qualquer forma, o verdadeiro problema não é criar aminoacidos. O problema são as proteínas.

As proteínas são aquilo que se obtem ao encadear aminoacidos, mas sao precisos muitos aminoacidos. Nniguem tem bem a certeza, mas deve haver cerca de um milhão de tipos diferentes de proteinas no corpo humano. e cada um deles é um pequeno milagre simples. Segundo todas as leis das probabilidades, as proteinas nem sequer deviam existir. Para fazer uma proteina é preciso juntar aminoacidos (a que, segundo uma longa tradiçao, sou obrigado a referir-me como "blocos de construção de vida") numa determinada ordem, da mesma maneira que se juntam letras de uma forma para criar uma palavra. O problema é que as letras do alfabeto dos aminoacidos sao normalmente muito longas. Para soletrar colagénio, o nome de uma proteína comumm precisamos de nove letras dispostas na ordem certa, para fazer colagenio, precisamos de ordenar 1055 aminoacidos numa sequencia absolutamente rigorosa. Mas - e este é um ponto obvio mas crucias - nao o podemos fazer. Ele faz-se a si próprio espontaneamente, sem instruções, e é aqui q surgem as improbabilidades.

As probabilidades de uma molécula com a sequencia de 1055 aminoacidos sao, na verdade, zero. É simplesmente impossivel que aconteça. Para perceber como funciona, imagine uma slot-machine vulgar de las vegas e aumente-a muito, para 27 metros, para ser mais preciso - de forma a acondicionar 1055 rodas giratorias em vez das tres ou quatro do costume, e com 20 simbolos em cada roda (um para cada aminoacido comum). Durante quanto tempo teria que puxar a manivela ate aparecer a sequencia dos 1055 simbolos na ordem certa? Provavelmente para sempre. Mesmo que reduzisse o numero de rodas para 200, que é na verdade um numero de aminoacidos mais comum para uma proteina, a probabilidade de os 200 calharem na sequencia fixada sao de um em 10^260 (ou seja, 1 seguido de 260 zeros. Esse, em si proprio, é ja um numero maior do que todos os atomos do universo."

 

E há muito mais.. se quiserem, arranjem o livro "berve historia de quase tudo".

 

 

De qualquer forma, eu cá não acredito em acasos :)

 

Chama-se Big Bang

 

ps: desculpem mas não consigo diminuir o tamanho da letra :\

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Burqa: sinal de protecção ou sinónimo de opressão?

 

Nicolas Sarkozy tornou-se, há duas semanas, no primeiro Chefe do Estado francês a falar às duas câmaras do Parlamento, no Palácio de Versalhes, desde o tempo de Charles Louis-Napoleon Bonaparte, ou melhor, Napoleão III. A parte do seu discurso que mais sobressaiu foi, curiosamente, a destinada ao vestuário das muçulmanas: "A burqa é um sinal de servidão, de submissão das mulheres, ela não é bem-vinda em França. Nós não podemos aceitar no nosso país mulheres que vivem prisioneiras atrás de umas grades, afastadas de toda a vida social e privadas de toda a identidade." Estava lançado um novo debate sobre a burqa, que, se para uns é sinal de opressão, para outros é sinónimo de protecção.

 

"A burqa não é obrigatória pelo islão, trata-se de um vestuário tradicional, as mulheres não devem ser forçadas a retirá-la porque o seu uso é uma questão de liberdade individual", disse, citado pelo Gulf News, Mustafa al Shaka, membro do Centro de Pesquisa Islâmica da Universidade Al-Azhar, no Cairo, instituição sunita de renome internacional, que no mês passado foi palco do discurso que Barack Obama dirigiu ao mundo muçulmano. Efectivamente, o Alcorão fala em cobrir, mas não indica com que tipo de vestes. "E dizei às fiéis que recatem os seus olhares, conservem os seus pudores, não mostrem os seus atractivos além dos que normalmente aparecem; que cubram o colo com os seus véus e não mostrem os atractivos a não ser aos seus esposos", lê-se num dos versículos, enquanto um outro insta o profeta a dizer às mulheres muçulmanas, esposas, filhas e fiéis, que "se cubram com as suas mantas quando saírem (porque) isso é mais conveniente para que se distingam das demais e não sejam molestadas".

 

"A lei profética só diz que a mulher se deve tapar por motivos de segurança. Na altura havia guerras e as mulheres destapadas eram, muitas vezes, molestadas. Hoje em dia as coisas mudaram, nalguns países de mais tradição as mulheres cobrem-se mais, noutros em que não há tanta elas cobrem-se se entenderem por bem fazê-lo. Não é correcto obrigar a usar nem é correcto obrigar a não usar", explicou, ao DN, um teólogo islâmico, acrescentando que, na Europa, chama a atenção quem usa burqa e, nos países islâmicos, "isso acontece com uma mulher que ande descoberta e possa ser identificada".

 

"O vestuário das muçulmanas não difere muito do que era usado pelas cristãs mais devotas. É claro que, com o tempo, as pessoas foram-no modificando e a semelhança foi diminuindo. O que sucede é que se nota que as muçulmanas são mais praticantes que as cristãs", acrescentou um outro teólogo islâmico em Portugal ouvido pelo DN.

 

No tempo em que os talibãs reinavam, as afegãs que não usassem burqa eram violadas. "Se uma mulher for violada porque não está tapada isso é culpa dela. Que treta. Se o homem não se consegue controlar então é ele o maior pecador", escreveu Paul Schneidereit no jornal canadiano The Chronicle Herald, ao mesmo tempo que sublinhava que a ausência de sol na pele sofrida pelas mulheres que usam burqa pode causar sérios défices de Vitamina D no organismo das mesmas. "A imposição deste vestuário é uma maneira de os salafitas conseguirem que os indivíduos renun- ciem à sua identidade e se submetam ao culto extremista, pensando que as máscaras têm que ver com o islão, quando, na verdade, são uma abominação", disse, por sua vez, Dounia Bouzar, especialista franco-argelina em assuntos islâmicos, citada pela Time.

 

A França, país laico, que proibiu o uso de símbolos religiosos nas escolas em 2003, tem pelo menos cinco milhões de seguidores da religião islâmica. O discurso de Sarkozy não foi muito bem recebido e, segundo um centro americano de contraterrorismo, já foi posto a circular na Internet um apelo da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico para que este país europeu e os seus interesses sejam alvos de actos de vingança, ou seja, atentados.

 

Na Europa, existem alguns outros Estados que querem seguir o exemplo francês, embora a presidência sueca já tenha alertado que não pretende tratar do assunto da burqa no seu semestre à frente da UE. "A União Europeia é uma união de liberdade", disse.

 

 

in DN

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E se for uma francesa a usar só pq lhe apetece?? já pode ou não!?

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Guest ScP__BoY

Eu concordo com essas proibições, se estão num país diferente têm que respeitar os seus costumes.

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Acho o veu o limite do razoavel.

 

Agora a burqa nunca.

 

E nao ha nada de religioso na burqa (o veu uns dizem que sim outros nao).

 

E se os terroristas querem fazer atentados em França por causa da burqa, venham eles, disseram a mesma coisa por causa da lei de 2003.

 

 

 

 

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E se for uma francesa a usar só pq lhe apetece?? já pode ou não!?

Pode. Desde que apresente o devido atestado do médico...

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Agora o Estado vai legislar como é que as pessoas se devem vestir?

Se uma mulher resolve usar burqa, vai ser proibida de o fazer? :roll:

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Eu acho que o estado não pode intervir em matérias religiosas,se é laico tem que se abster destas questões. Se elas querem usar que usem, se não querem não usem.

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Agora o Estado vai legislar como é que as pessoas se devem vestir?

Se uma mulher resolve usar burqa, vai ser proibida de o fazer? :roll:

Isto pouco tem a ver com a vontade da mulher. Nenhuma mulher usa a burqa porque lhe apete usar. Não é uma questão estética. É uma questão cultural com forte marca religiosa, já para não falar no teor submissivo que empresta à mulher que o usa.

 

Faz todo o sentido que um país como a França, com profundas raízes democráticas e iqualitárias se sinta incomodado com a mensagem que a burqa faz passar. Olhar para esta vestimenta como uma simples peça de vestuário é estremamente simplista.

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Isto pouco tem a ver com a vontade da mulher. Nenhuma mulher usa a burqa porque lhe apete usar. Não é uma questão estética. É uma questão cultural com forte marca religiosa, já para não falar no teor submissivo que empresta à mulher que o usa.

 

Faz todo o sentido que um país como a França, com profundas raízes democráticas e iqualitárias se sinta incomodado com a mensagem que a burqa faz passar. Olhar para esta vestimenta como uma simples peça de vestuário é estremamente simplista.

E ver opressão e submissão onde ela não existe também é simplista.

Acho que é excesso de zelo, cada um veste-se como se lhe aprouver

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E ver opressão e submissão onde ela não existe também é simplista.

Acho que é excesso de zelo, cada um veste-se como se lhe aprouver

 

Mas tu sabes qual é o significado da burqa?

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Como disse Dom Pérignon a Burqa não é uma questão religiosa. O mesmo já tem sido dito por vários muçulmanos. É uma ferramenta de repressão sobre as mulheres e isso é inadmissivel.

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Como disse Dom Pérignon a Burqa não é uma questão religiosa. O mesmo já tem sido dito por muçulmanos. É uma ferramenta de repressão sobre as mulheres e isso é inadmissivel.

 

Está relacionada com o corão. Acho que a mulher tem de andar coberta para não ser cobiçada por outros homens.

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Está relacionada com o corão. Acho que a mulher tem de andar coberta para não ser cobiçada por outros homens.

 

Ainda ontem deu no telejornal um tipo importante na comunidade muçulmana francesa a dizer que a Burqa de religioso tem pouco.

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E ver opressão e submissão onde ela não existe também é simplista.

Acho que é excesso de zelo, cada um veste-se como se lhe aprouver

Assumes esta temática como uma questão estética, portanto. Estou esclarecido...

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Assumes esta temática como uma questão estética, portanto. Estou esclarecido...

Num país como a França, em caso da mulher se sentir oprimida, pode sempre recorrer aos Tribunais, não necessita destas leis.

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Num país como a França, em caso da mulher se sentir oprimida, pode sempre recorrer aos Tribunais, não necessita destas leis.

 

E tu acreditas que uma mulher muçulmana vai recorrer aos tribunais? Era o fim dela na comunidade

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E tu acreditas que uma mulher muçulmana vai recorrer aos tribunais? Era o fim dela na comunidade

No caso de um país como a França a comunidade não tem tanta influência

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