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mike

Ténis - Discussão Geral

Publicações recomendadas

Citação de BrunoCardoso, há 12 horas:

A Daniele Collins para alem de jogar bem, é linda.

E para completar ainda tem um feitiozinho de m*rda 😂

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Citação de FabioK, há 5 minutos:

E para completar ainda tem um feitiozinho de m*rda 😂

Eu aturava o feitio dela na boa 😍 Mas ya, passa-se da cabeça por vezes ahah

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O ATP já retirou as bandeiras da Rússia e da Bielorrússia da identificação dos tenistas no site:

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Citação de Descartes, há 7 minutos:

Apostam na vitória do Paire e depois ainda se queixam?

Devem ter perdido bastante 😅

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Fez um papel um bocado triste hoje

Não houvesse uma distância razoável para a bancada e tinha se pegado com um espectador 😂

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é um bom conceito, mas pelos videos não é uma Cena de vou começar agora do zero (é do genero acompanha o inicio da minha carreira profissional). mas vou dar uma olhada

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A Halep foi apanhada num controlo anti-doping. Ela diz que a concentração da substância nos resultados é mínima, mas vai ser lixado provar seja o que for. Está suspensa preventivamente, para já.

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Citação de Lleyton, Em 26/06/2023 at 11:40:

https://tribuna.expresso.pt/tenis/2023-06-26-A--frustrada--odisseia-para-contactar-Michelle-Larcher-de-Brito-a-melhor-tenista-portuguesa-de-sempre-que-se-escondeu-do-mundo-80d82801

Alguém tem assinatura Expresso para partilhar este artigo?

Havia alguém no tópico da Política que costumava fazê-lo, mas já não tenho a certeza quem era. @Lebohang eras tu?

A (frustrada) odisseia para contactar Michelle Larcher de Brito, a melhor tenista portuguesa de sempre que se “escondeu do mundo”

Há exatamente 10 anos, a lisboeta derrotava Sharapova em Wimbledon, ponto alto de uma carreira em que atingiu estatuto de fenómeno adolescente, com registos que ainda hoje lhe dão estatuto especial. Mas Michelle cansou-se muito cedo, retirando-se aos 25 anos. Procurámos localizar e falar com a portuguesa, hoje agente imobiliária, mas após vários meses de tentativas através de empresas, membros da família ou figuras do ténis nacional, o trabalho de detetive esbarrou na barreira que parece ter sido erguida pela ex-jogadora

Pensem em registos de precocidade no ténis feminino. Derrotar uma adversária do top 20 com menos de 16 anos? Só sete jogadoras o fizeram no século XXI. Michelle Larcher de Brito conseguiu-o em duas ocasiões. Ganhar o Orange Bowl, muitíssimo prestigiado torneio de juniores, com 14 anos, 10 meses e 11 dias? Michelle fê-lo em 2007, sendo na altura a segunda mais nova de sempre. Mais jovem do século XXI a vencer um encontro do quadro principal de um torneio WTA? A portuguesa atingiu esse estatuto em Miami, com 14 anos, um mês e três dias.

Ganhar um set a Serena Williams com 15 anos? Check para a lisboeta. Entrar no top 100 do ranking com 16 anos? Pois claro.

Olhem para os registos históricos do ténis feminino nacional. Em 17 ocasiões houve uma portuguesa no quadro principal de um torneio do Grand Slam. Michelle esteve lá 10 vezes, todas as outras jogadoras juntas somam sete presenças. Só uma entrou no top 100. Foi Larcher de Brito, chegando à 76.ª posição da hierarquia mundial com 16 anos — para contextualizar, neste momento não há, sequer, ninguém com menos de 18 anos entre as 100 melhores raquetas femininas do planeta.

Tudo isto fez Michelle. Até às 22 voltas ao sol, bateu cinco mulheres que estiveram em finais de majors (Agnieszka Radwanska, Svetlana Kuznetsova, Flavia Penetta, Maria Sharapova e Ana Ivanovic). Venceu contra Coco Vandeweghe, Kristina Mladenovic, Barbora Strycova, Mirjana Lucic-Baroni ou Magdalena Rybarikova, todas ocupantes do top 20 num dado momento das respetivas carreiras.

E há exatamente 10 anos, a 26 de junho de 2013, logrou o mais mediático e impactante feito jamais obtido por uma tenista portuguesa, impondo-se a Maria Sharapova em Wimbledon. Mas a precocidade tem um reverso da medalha: cedo chegaram sinais de cansaço, saturação e desmotivação.

Deixou de jogar aos 25 anos e… desapareceu. Desde 2018, saber do paradeiro de Michelle é difícil. Há relatos de que abriu um hotel para cães e gatos, foi treinadora numa academia, fez carreira como agente imobiliária.

Mas tentar contactar a melhor tenista nacional de sempre — a larga distância da segunda — parece mais próprio de uma odisseia, de um filme de detetives, do que um esforço jornalístico para falar com o mais ambicioso projeto que o jogo da bola amarela trouxe a Portugal.

Quando, há alguns meses, a Tribuna Expresso decidiu tentar entrevistar Michelle, um dos melhores tenistas portugueses da história avisou-nos: “Ela escondeu-se do mundo”, comentou. Entre e-mails, telefonemas para a Flórida e mensagens pelas redes sociais, tivemos a confirmação de que ela está, de facto, bem oculta.

SEM SINAIS VINDOS DA FLÓRIDA

Michelle nasceu em Lisboa, mas foi para os Estados Unidos da América aos nove anos. Na Flórida, treinou na academia de Nick Bollettieri, onde também se desenvolveram Andre Agassi, Jim Courier, Monica Seles ou Maria Sharapova. Portanto, é natural que, para a tentarmos localizar, a mirada tenha sido colocada do outro lado do Atlântico.

A portuguesa deixou de competir, numa primeira fase, ainda em 2017. Em 2018, houve uma tímida tentativa de regresso, rapidamente abandonada. Há algum tempo que os resultados estavam longe dos melhores tempos e era noticiado o cansaço e frustração da jogadora que, na altura, ainda estava longe dos 30, idade à qual só chegou em janeiro de 2023 (sim, Michelle Larcher de Brito, de quem todos ouvidos falar há mais de década e meia, tem só 30 anos de vida).

Em novembro de 2017, a lisboeta abriu um hotel para cães e gatos em Bradenton, na Flórida. Dois meses depois, anunciou no Facebook uma parceria com uma marca de roupa desportiva. Foi a sua última publicação na rede social. No final de 2018, noticiou-se que virara treinadora, mas agora não há rasto dessa atividade.

A grande marca que Michelle deixa no mundo virtual é através do imobiliário. Tem uma página de Instagram só para se promover como agente de vendas e há, pelo menos, três agências imobiliárias norte-americanas que colocam a portuguesa como uma das profissionais que lá trabalham. Eis uma possível porta de contacto.

Em dois momentos diferentes, primeiro em março e depois em junho, as três empresas que anunciam Michelle como sua agente — Realtor, 342 Vacation Rentals e Gulf Coast — foram abordadas, primeiro por e-mail e depois por chamada telefónica. O correio eletrónico ficou sempre sem resposta, as chamadas também foram tentadas mas ficaram perdidas na companhia de irritante música de espera ou de vozes robóticas que anunciavam oportunidades de compra ou arrendamento de casas em Miami, sem ser possível pedir para falar com a ex-tenista.

Frustrada a via profissional, era preciso encontrar outras portas para falar com a portuguesa. Mensagens diretas foram enviadas para as contas da antiga jogadora no Instagram e Facebook, mas foram mais por desabafo do que por esperança de êxito.

Assim, já depois de um pedido de auxílio, igualmente ignorado, para a marca de roupa desportiva com a qual foi anunciada uma colaboração em 2018, era tempo de tentar a ajuda de alguns tenistas e ex-tenistas que pudessem ter acesso a Michelle.

UMA CELEBRIDADE DESAPARECIDA

Numa época antes do Instagram ou do WhatsApp, as notícias dos resultados de Michelle iam-nos chegando com um misto de alegria de presente e, sobretudo, esperança de futuro. Com 14 anos atingiu a segunda ronda em Miami, aos 15 superou Agnieszka Radwanska, então 16.ª do mundo, e Flavia Pennetta, 18.ª. Aos 16 foi até à terceira ronda do quadro principal do Open da Austrália.

Todas as outras tenistas portuguesas da história têm, juntas, uma vitória em encontros em quadros principais de torneios do Grand Slam. Michelle conseguiu oito triunfos, todos até aos 21 anos.

Michelle é uma das mais internacionais de sempre pela seleção portuguesa na Billie Jean King Cup, anteriormente Fed Cup. Disputou diversas eliminatórias ao lado de Neuza Silva, atual capitã da equipa nacional, mas ninguém da Federação Portuguesa de Ténis parece ter a fórmula para resolver o mistério da histórica jogadora desaparecida do mapa.

Neuza Silva, Gastão Elias ou Rui Machado são todos mais velhos do que Michelle. No entanto, a precocidade da mulher que derrotou Maria Sharapova tornou-os contemporâneos de Larcher de Brito. Não obstante, a incógnita em torno do paradeiro da lisboeta também não foi resolvida através de quem com ela partilhou estágios, treinos, profissão.

A Federaçao Portuguesa de Ténis também tentou contactar a sua antiga internacional em várias ocasiões, mas o êxito não foi superior às odisseias aqui descritas. A barreira ergue-se firmemente.

Um número de telefone que terá pertencido a Michelle chegou-nos às mãos. Inativo. É-nos sugerido tentar contactar os irmãos, Sebastian e Sérgio, também ligados ao ténis. As mensagens enviadas para as redes sociais de ambos são ignoradas, como se a barreira em torno da agora agente imobiliária se alargasse.

A POLÉMICA DOS GRITOS EM ROLAND-GARROS

“A rainha dos gritos”, escrevia o “Express” em 2009; “A ruidosa Michelle Larcher de Brito”, adjectivava o “Mirror”, também em 2009; “Foi uma das maiores e mais barulhentas surpresas da memória recente”, relatou o “Yahoo” em 2013, depois do duelo contra Maria Sharapova.

Desde os seus primeiros tempos no circuito profissional, o volume dos gritos de Michelle tornou-se marca distintiva da portuguesa, ruído registado e motivo de queixa das adversárias. Em Roland-Garros, em 2009, quando a adolescente de 16 anos chegou à terceira ronda, os barulhos chegaram aos 109 decibéis — por comparação, um martelo perfurador de alcatrão atinge cerca de 100 — e foram de tal forma tema de debate durante o torneio que o “New York Times” fez deles motivo principal de um texto.

O momento mais controverso terá surgido na terceira ronda em França, quando a francesa Aravane Rezai se queixou ao juiz do encontro dos gritos de Michelle, que chegou a ser assobiada pelo público de Roland-Garros. No final do duelo, acusou a adversária de “falta de fair play”, dizendo que esta tinha de “aprender” sobre “desportivismo”.

A discussão chegou a Nick Bollettieri, acusado de incitar as suas pupilas a berrarem de forma exagerada — Sharapova ou Seles também era conhecidas por isso. O técnico teve mesmo de vir a público negar esse procedimento.

Aravane Rezai disse ao juiz do embate contra a portuguesa que “havia um limite”. Michelle, de 16 anos cumpridos poucos meses antes, revelou, depois, ter dito ao árbitro que este “não dizia à Maria [Sharapova] para ficar calada”.

“Ninguém me pode dizer para parar de gritar. Estou aqui para ganhar. Se as pessoas não gostam dos meus gritos, podem sempre ir-se embora”, atirou a portuguesa no auge daquela polémica em Roland-Garros.

Mas o rótulo de “rainha dos gritos” não mais saiu da sua imagem desportiva, sendo regularmente assim descrita em textos nos anos seguintes.

Michelle Larcher de Brito rapidamente se tornou figura do ténis nacional e igualmente depressa saiu de cena. Depois do auge da carreira como adolescente, veio o cansaço aos 20 e poucos e a retirada quando os 30 ainda estavam longe. Quando as três décadas de vida chegaram, a ideia da Michelle jogadora já parecia um conceito distante, perdido no tempo.

Talvez a tentativa de se isolar do mundo seja para sarar as feridas da expetativa precoce, da jovem estrela que não chegou à máxima elite. Quiçá a experiência de ter estado debaixo dos holofotes não tenha sido agradável. Eventualmente haverá acontecimentos de que não queira falar, que não tenha vontade de reviver.

Pode ser qualquer uma destas causas ou elas todas juntas. Ou pode, simplesmente, ser vontade de viver a vida com calma e com tempo — justamente aquilo que deixou de ter a partir dos 14 anos —, como se recuperasse agora o que não experimentou antes.

Quatro empresas, dois membros da família, uma Federação, vários tenistas e ex-tenistas, profissionais ligados ao jogo, a própria Michelle. Todas as vias foram contactados sem ser descoberta a chave para aceder à melhor tenista portuguesa de sempre, nem que fosse para ouvir um “não, não quero falar”.

Talvez este texto chegue à protagonista e lhe crie algum tipo de reação. Ou talvez se esfume no tempo, como se calhar é a intenção de Michelle. Seja como for, nada apaga a história. Os registos fantásticos estão lá, os triunfos contra Sharapova ou Ivanovic também, o sorriso em Wimbledon é imagem da galeria sagrada do desporto nacional.

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O Facebook relembrou-me dos 10 anos da vitória da Sharapova ontem, penso. Passou rápido.

Mas é curioso que ela esteja desaparecida, de facto, embora tenha todo o direito a isso.

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