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Descartes

Taça Davis (Portugal)

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Factor casa que não existiu. E foi isso mesmo que eu critiquei e que não contava que não existisse. Tão simples quanto isso.

 

Só falta dizeres que o ambiente foi hostil e que o público estava a puxar pelo Stebe.

 

Eu disse, e mantenho (mesmo sem ter visto o jogo) que o João facilitou. Se estava desconcentrado, sem confiança, sem motivação, o que seja... Não interessa. Facilitou. E isso comprova-se pelos parciais e pela marcha do resultado. É inadmissível que ele não tenha feito um único ponto nos dois últimos jogos do 2º set. Teve 2 BP a 3-3 que não conseguiu concretizar e parece que isso foi demasiado para ele, tendo deixado de jogar os mínimos. É incompreensível que ele tenha perdido o último set por 6-0. Se isto foi assim com o Stebe como seria se tivesse pela frente um dos Zverev ou o Kohlschreiber?

 

Quando eu disse que ele facilitou tu respondeste dizendo que não deu para mais. Não deu para mais? Estamos a falar do João Sousa e do Cedrik-Marcel Stebe. O Stebe ganha o encontro com o último set por 6-0 e tu dizes que não deu para mais? Só pode ser brincadeira...

 

Mas tu explicas. Porque não houve factor casa. Como se o Stebe o tivesse tido. Ou como se o João só conseguisse ganhar jogos em ambiente caseiro... O João raramente joga com factor casa. Ele pisa os maiores palcos do mundo. Defronta os melhores jogadores do mundo. Disputa os maiores torneios do mundo. E não se acanha em ganhar a jogadores do nível do Stebe nessas condições.

 

Dizes também que o piso é o mais complicado para ele. Mais uma vez torna-se difícil perceber dado que estamos a falar de um tenista que já disputou finais em Bastad, Genebra, Umag e, há apenas 2 meses, Kitzbuhel.

 

Dizes ainda que neste campo é quase impossível fazer um winner. Eu nem sei bem o que isso quer dizer. É a primeira vez que leio ou ouço algo semelhante. Que há campos onde os winners são quase impossíveis. Mas nada como recorrer aos números. Hoje, nesse campo, estiveram 4 jogadores em ação. O João Sousa fez 18 winners. O Stebe fez 13. O Struff 25. E o Pedro somou 29. Estes números mostram duas coisas: que não é obrigatório fazer mais winners que o adversário para ganhar os jogos e que é possível fazer bastantes winners no campo escolhido pela Federação.

 

Um aspeto que tu não abordaste mas que, na minha opinião, ilustra o facilitismo, desconcentração ou desmotivação do João no jogo de hoje são os erros não forçados. Voltando aos dados dos 2 jogos de hoje: O Pedro Sousa fez 33 erros destes; o Struff 48; o Stebe 27 e o João cometeu 59. Mesmo considerando que fez mais um set que o Pedro/Struff, é uma diferença absurda para o Stebe. Aqui sim, esteve a chave do jogo. Os erros não forçados do João. Um jogador que nos habituámos a admirar pela sua combatividade e por não dar um jogo por perdido até ao último suspiro. Aquele João que tinha uma alma, um coração, um pulmão e, principalmente, uma mente que obrigava qualquer adversário a dar o máximo se lhe quisesse ganhar. Esse João não esteve hoje em campo de certeza. Esse João nunca levaria 6-0 no último set. Nunca por parte de um jogador do nível do Stebe.

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E com isto tudo esqueci-me do mais importante. Registar a extraordinária vitória do Pedro! :prayer:

 

Foi a primeira vez que ele ganhou a um adversário colocado no Top 60 do mundo. É a melhor vitória da sua carreira e tão importante que poderá ser para a seleção. Reequilibrou a eliminatória e voltou a colocar-nos na rota da subida ao Grupo Mundial!!!

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Só falta dizeres que o ambiente foi hostil e que o público estava a puxar pelo Stebe.

 

Eu disse, e mantenho (mesmo sem ter visto o jogo) que o João facilitou. Se estava desconcentrado, sem confiança, sem motivação, o que seja... Não interessa. Facilitou. E isso comprova-se pelos parciais e pela marcha do resultado. É inadmissível que ele não tenha feito um único ponto nos dois últimos jogos do 2º set. Teve 2 BP a 3-3 que não conseguiu concretizar e parece que isso foi demasiado para ele, tendo deixado de jogar os mínimos. É incompreensível que ele tenha perdido o último set por 6-0. Se isto foi assim com o Stebe como seria se tivesse pela frente um dos Zverev ou o Kohlschreiber?

 

Quando eu disse que ele facilitou tu respondeste dizendo que não deu para mais. Não deu para mais? Estamos a falar do João Sousa e do Cedrik-Marcel Stebe. O Stebe ganha o encontro com o último set por 6-0 e tu dizes que não deu para mais? Só pode ser brincadeira...

 

Mas tu explicas. Porque não houve factor casa. Como se o Stebe o tivesse tido. Ou como se o João só conseguisse ganhar jogos em ambiente caseiro... O João raramente joga com factor casa. Ele pisa os maiores palcos do mundo. Defronta os melhores jogadores do mundo. Disputa os maiores torneios do mundo. E não se acanha em ganhar a jogadores do nível do Stebe nessas condições.

 

Dizes também que o piso é o mais complicado para ele. Mais uma vez torna-se difícil perceber dado que estamos a falar de um tenista que já disputou finais em Bastad, Genebra, Umag e, há apenas 2 meses, Kitzbuhel.

 

Dizes ainda que neste campo é quase impossível fazer um winner. Eu nem sei bem o que isso quer dizer. É a primeira vez que leio ou ouço algo semelhante. Que há campos onde os winners são quase impossíveis. Mas nada como recorrer aos números. Hoje, nesse campo, estiveram 4 jogadores em ação. O João Sousa fez 18 winners. O Stebe fez 13. O Struff 25. E o Pedro somou 29. Estes números mostram duas coisas: que não é obrigatório fazer mais winners que o adversário para ganhar os jogos e que é possível fazer bastantes winners no campo escolhido pela Federação.

 

Um aspeto que tu não abordaste mas que, na minha opinião, ilustra o facilitismo, desconcentração ou desmotivação do João no jogo de hoje são os erros não forçados. Voltando aos dados dos 2 jogos de hoje: O Pedro Sousa fez 33 erros destes; o Struff 48; o Stebe 27 e o João cometeu 59. Mesmo considerando que fez mais um set que o Pedro/Struff, é uma diferença absurda para o Stebe. Aqui sim, esteve a chave do jogo. Os erros não forçados do João. Um jogador que nos habituámos a admirar pela sua combatividade e por não dar um jogo por perdido até ao último suspiro. Aquele João que tinha uma alma, um coração, um pulmão e, principalmente, uma mente que obrigava qualquer adversário a dar o máximo se lhe quisesse ganhar. Esse João não esteve hoje em campo de certeza. Esse João nunca levaria 6-0 no último set. Nunca por parte de um jogador do nível do Stebe.

 

Quando digo "não deu para mais" refiro-me a tudo. Incapacidade sua, falta de confiança, falta de atmosfera, incapacidade física (e olhem que o João é raro dizer que não esteve bem fisicamente). Simples. Ele tentou tudo, não deu para mais. Podes ter a certeza que não querias mais que ele ganhasse do que ele próprio, portanto, é uma estupidez pegada vires aqui simplesmente dizer "não deu para mais". Se há alguém que tenta e dá tudo para jogar ao seu melhor nível é o próprio João e, se não consegue, ninguém deve ficar mais triste do que ele.

 

Às vezes parece que falas de uma forma do João Sousa como se estivéssemos a falar de um Kyrgios. Não estamos.

 

EDIT: Sabes tão bem como eu que quando referi "é impossível fazer um winner" não era para ser levado à letra. O que devias ter percebido aí é que o campo é lentíssimo, ao nível do ATP de Bastad. Onde, por exemplo, o Sousa foi trucidado pelo Gastão Elias.

 

E erro não-forçado não é igual a falta de concentração. Se tu achas que é, não percebes nada disto.

Editado por joao86

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Quando digo "não deu para mais" refiro-me a tudo. Incapacidade sua, falta de confiança, falta de atmosfera, incapacidade física (e olhem que o João é raro dizer que não esteve bem fisicamente). Simples. Ele tentou tudo, não deu para mais. Podes ter a certeza que não querias mais que ele ganhasse do que ele próprio, portanto, é uma estupidez pegada vires aqui simplesmente dizer "não deu para mais". Se há alguém que tenta e dá tudo para jogar ao seu melhor nível é o próprio João e, se não consegue, ninguém deve ficar mais triste do que ele.

 

Às vezes parece que falas de uma forma do João Sousa como se estivéssemos a falar de um Kyrgios. Não estamos.

 

EDIT: Sabes tão bem como eu que quando referi "é impossível fazer um winner" não era para ser levado à letra. O que devias ter percebido aí é que o campo é lentíssimo, ao nível do ATP de Bastad. Onde, por exemplo, o Sousa foi trucidado pelo Gastão Elias.

 

E erro não-forçado não é igual a falta de concentração. Se tu achas que é, não percebes nada disto.

 

Tu é que disseste que não deu para mais.

 

Sim, já sei. O que tu dizes nunca é para levar à letra.

 

Nem, aparentemente, o que eu digo. Se digo que os erros não forçados podem ser uma manifestação de desconcentração é óbvio que, na verdade, o que quero dizer é que são sinónimos. Porque tu é que sabes interpretar o que os outros escrevem. Sabes ler nas entrelinhas. És muito inteligente. E percebes imenso de ténis, claro... E tens uma classe, upa, upa....

 

 

Rebobinando: Tu ficaste todo contente quando se soube que a Alemanha vinha com a equipa B. Que o favoritismo passou para nós. Que o factor casa ia ser decisivo. Que isto e que aquilo... Já estava no papo!

 

Eu disse que era melhor termos alguma cautela. Que considerava os alemães ainda favoritos (embora menos). E que seria determinante que o João não facilitasse no 1º dia. Que ele tinha de se apresentar no seu melhor. Porque esse confronto seria, digo-o agora porque acho que não o cheguei a referir de forma explícita, o único onde o nosso favoritismo era claro e não podia ser desperdiçado.

 

O João perdeu. De forma dolorosa. Com um final de encontro penoso. No seguimento do meu post anterior disse que ele facilitou. Facilitou porque em campo não esteve o melhor João Sousa. Não importam os motivos. Porque em momento algum eu quis dizer que ele não se esforçou ou que ele não ficaria triste com a derrota.

 

E tu vens de seguida dizer que ele deu tudo (como se eu tivesse dito o contrário) e que a culpa da derrota era, acima de tudo, da Federação. O que, para mim, não passam de desculpas esfarrapadas. É só isso. Não coloco em causa o seu profissionalismo, a sua qualidade, a sua motivação ao serviço da seleção ou a sua vontade de vencer. Não disse que o melhor seria colocar em campo o Gastão no seu lugar (tu disseste-o). Disse que alguns motivos deveria haver para aquele resultado. Têm que haver. Não sei quais são. Mas sei que o piso, o público ou a localidade onde se disputam os jogos não fazem parte desses motivos. Foi só isso que quis dizer sem me arrogar expert em ténis.

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26 64 76 46 46

 

Inglório. Resta-nos amanhã fazer das tripas coração e dar tudo para operar a reviravolta.

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O Sousa levou 6-0 no primeiro set, mas entretanto já virou. 7-6 e 6-3. :torcida:

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f*da-se, João do crl... Teve match point no 4º set e já está break abaixo no 5º...

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6-5 para matar o jogo no tiebreak e sofre 3 pontos de rajada para o 6-8 e consequente 2-2 em sets.

 

Edit: Sofreu break logo no primeiro jogo do 5º set, não me parece que o João Sousa vá conseguir dar a volta à situação...

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Mais do que uma desilusão, isto foi uma vergonha por parte do João. Não há paninhos quentes para isto, foi muito mau.

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Foi terrível, sim.

 

Além do 1º jogo, que já foi aqui tratado,foi no serviço dele que os alemães fizeram o break para 5-4 no 5º set do jogo de pares. E hoje voltou a perder um set por 6-0, deu a volta, teve um Match-Point no 4º set que não conseguiu concretizar e voltou a perder o encontro.

 

Deve estar arrasado... :(

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Se calhar uma derrota destas será o catalisador para o João reinventar o seu jogo, pois tem sido um ano completamente abaixo das expectativas.

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O João Domingues ganhou o último encontro ao Yannick Hanfman por 63 76.

 

O resultado final ficou em 3-2 para os alemães.

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em singulares o Sousa perdeu 16 jogos consecutivos, os 7 últimos contra o Stebe e hoje os 9 primeiros. :estrelas:

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f*da-se....perdemos 3-2 sendo que o nosso melhor tenista perdeu os seus dois jogos e ainda esteve envolvido na variante de pares...é dose.

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f*da-se....perdemos 3-2 sendo que o nosso melhor tenista perdeu os seus dois jogos e ainda esteve envolvido na variante de pares...é dose.

nope, perdemos 3-1, o ultimo jogo não tem relevância.

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Portugal vai ser Cabeça de Série no Grupo I em 2018.

 

Este estatuto traz duas vantagens: fica isento na 1ª eliminatória e evita as seleções da Rep. Checa, Rússia e Eslováquia também Cabeças de Série.

 

Além disso basta-lhe ganhar na 2ª eliminatória para aceder ao play-off de promoção. Os adversários possíveis são a África do Sul (em casa), Bielorrússia, Ucrânia, Bósnia, Áustria (todos fora) ou a Suécia (sorteio).

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Quais as melhores opções? Bósnia, Suécia e Bielorrússia?

Editado por riquelme21

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A melhor opção é a África do Sul. Principalmente porque o Kevin Anderson anda há muito anos de candeias às avessas com a sua Federação e não é previsível que volte à seleção. E mesmo que viesse, como a eliminatória seria em Portugal, ele não seria nenhum bicho-papão em terra batida. O Lloyd Harris e o Nicolaas Scholtz (os habituais titulares) são acessíveis.

 

Os outros têm todos pontos fortes e fracos.

 

A Áustria é de evitar. O Thiem não dispensa a participação na Davis. E ele torna a seleção muito forte. E qualquer um dos outros selecionáveis (Melzer, Ofner ou Haider-Maurer) têm condições para ganhar aos nossos jogadores.

 

A Ucrânia depende da disponibilidade do Dolgopolov, do Marchenko e do Stakhovsky. Com eles, fora, não teremos hipóteses. Sem eles são uma equipa banal como se viu este ano.

 

A Bósnia também será um bico de obra fora. O Dzumhur ganha os dois singulares e o Basic pode fazer mossa.

 

A Suécia tem os irmãos Ymer em pleno crescimento. Hoje até dava para passar. Daqui a 10 meses talvez já não dê...

 

Resta a Bielorrússia, talvez a 2ª melhor hipótese. Mas jogando fora torna-se muito complicado. O Gerasimov e o Ignatik podem ganhar facilmente a qualquer um dos nossos num dia bom. E têm dois "miúdos" a crescer rapidamente: o Shyla e o Ivashka. Além disso contam com o eterno Mirnyi que garante à vontade um ponto nos pares.

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