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Cinema | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Vi o Death Note da Netflix e foi exatamente o que esperava: uma bela m*rda :lol:

 

Mas pronto, tinha que ver por curiosidade. Agora já posso seguir em frente na minha vida e tentar reprimir aqueles 100 minutos da minha memória

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Still Life

 

Curta decente. O conceito é bastante familiar.

 

Estive a dar uma olhada aos trailers das suas longas-metragens, notei que alcançou um enorme salto qualitativo em termos visuais do “The Shrine” para o “Goddess of Love”.

 

 

Blade Runner

 

Foi a segunda vez que vi. Desta vez vi a versão teatral com a infama narração do Harrison Ford, forçada pelos produtores Jerry Perenchio e Bud Yorkin. A narração é terrível, tornando-se cómico o contraste dos visuais impressionantes e a voz contrariada do Harrison Ford a traduzir para a audiência o que se está a passar.

 

Visualmente o filme é estupendo, mas o mundo construído acaba por se ficar pelo superficial. “Brazil” em comparação, por exemplo, faz um excelente trabalho ao construir um futuro visualmente frenético e estimulante, ao mesmo tempo que oferece um olhar mais aprofundado no que respeita o funcionamento desse extraordinário mundo. O livro do Philip K. Dick, “Do Androids Dream of Electric Sheep?”, trata também de construir um mundo muito mais completo, oferecendo um contexto multifacetado e, consequentemente, mais interessante para se refletir sobre os dilemas dos personagens. Vale a pena dizer que o filme toma enormes liberdades na adaptação, essencialmente mantendo apenas a premissa, construindo a partir daí uma história mais pessoal, reservada e simplificada. Desse ponto de vista, eu até diria que o filme “Blade Runner” aproxima-se mais de ‘science-fantasy’, pois a atitude que tem em relação às emoções e interações dos seus personagens é muito mais fantasiosa, romântica, do que se esperaria.

 

Em relação ao final desta versão:

 

Gostei do final feliz, acho mesmo que o prefiro, tendo em conta as ações e palavras finais do Roy Batty.

 

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Vi mais 3 filmes esta semana, e estou bem lento porque ainda tenho uma montanha deles para digerir...

 

Ghost in the Shell - 5.5

 

Esperei para ver este filme já descontraído após haver tantas más críticas e opiniões de fans que ficaram desiludidos com esta adaptação. Tenho de lhes dar razão, sendo que para quem não conhece Ghost in the Shell, até pode achar que é um filme sci fi decente.

 

Star Trek Beyond - 6

 

Nunca fui fan de Star Trek e continuo a não ficar inspirado neste universo. Esta sequela tentou voltar um pouco às origens, com uma história um pouco mais retro, mas apesar de alguns momentos visuais impressionantes, a narrativa é mais uma vez binária. Até se aceita, porque não esperava muito, mas o vilão é motivado por razões muito pobres e acaba por desvalorizar toda a narrativa. Além disto, quando comecei a ver o filme até fiquei um pouco confuso a pensar se estava a ver Guardians of the Galaxy (que momento tão contrastante com tudo o resto) e algumas atuações de personagens secundárias são a roçar o cringey (muito por culpa da escrita que os relegou para um papel ainda mais decorativo).

 

Colossal - 7.5

 

É um filme...diferente. Este recomendo vivamente por ser uma miscelânea de fantasia, thriller, romance, mistério, comédia e drama. O mais incrível é que nenhum destes géneros se sobrepõem uns aos outros e tem uma fluidez impressionante. Vou estar mais atento aos trabalhos do Nacho Vigalondo.

Editado por BFC=Trincos_Everywhere

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Eu achei o Beyond de longe o melhor dos três.

Tem um feeling a episódio de Star Trek, o que me agradou.

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"Late August at the Hotel Ozone"

 

Filme pós-apocalíptico sobre um bando de nove mulheres, oito jovens mulheres lideradas por uma matriarca perto dos 60 anos, ou mais (a julgar pela aparência), em busca de outras pessoas, de homens. Grande parte do filme resume-se a um desenvolvimento da ação lento e sem um propósito explícito, com pouco diálogo e com as mulheres a interagirem mundanamente num contexto de desolação e isolação.

 

Tem alguns momentos distintos de violência contra animais, que podem ser considerados chocantes e perturbadores.

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Fences do Denzel é fantástico, e o homem é o realizador do filme o que o torna ainda mais especial.

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World Gone Wild

 

Nem o Bruce Dern salva este filme. Mau diálogo, má comédia, má ação, pobres representações, inexistente progressão e desenvolvimento dos personagens.

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Vi o Gia da Jolie e depois fui imediatamente ver quem era a mulher. Fiquei com muita pena dela. Bom filme.

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Solaris

 

Devo dizer que o livro tornou-se um favorito rapidamente, devido à originalidade do conceito. O maior problema do livro acaba por ser a exposição de informação sobre Solaris e o seu misterioso Oceano. Essa informação é revelada em extensos parágrafos, durante várias páginas, onde a ação da história pausa para que o protagonista leia livros onde essa informação se encontra. Nada orgânico. Ainda assim os conceitos desenvolvidos são tão fascinantes que dá para desculpar essa falha.

 

Em relação ao filme do Andrei Tarkovsky. Considero-o longo de mais. Pessoalmente dispensava tanto o prólogo como o epílogo, que são adições ao livro. O livro começa com a chegada do Kris a Solaris; o depoimento do piloto Berton (que no filme aparece no prólogo) existe no livro, mas é exposto de forma diferente e o Kris nunca interage com o Berton.

 

Tudo o que acontece na estação de Solaris é relativamente fiel ao livro, diferindo apenas em alguns detalhes. Naturalmente que a abordagem do Tarkovsky é a maior diferença, pois ele foca-se mais no aspeto romântico, trágico e inebriante do dilema que os personagens vivem; onde o livro tem uma abordagem muito mais lúcida e científica. Nesse aspeto o livro preocupa-se mais na possibilidade, ou impossibilidade, do intelecto humano conseguir entender todos os fenómenos que poderá encontrar no Universo; sendo que se parece inclinar mais para a probabilidade de certos fenómenos estarem fora do alcance daquilo que o nosso cérebro é capaz de processar. O Tarkovsky tem, portanto, uma abordagem mais focada na luta interna destes personagens, uma luta que é exteriorizada pelo Oceano; o aspeto científico caindo para segundo plano. O livro é o reverso. Tendo em conta a riqueza e originalidade do conceito de Solaris, eu acabo por preferir esta última abordagem.

 

Vi o Solaris. Tenho duas dúvidas

 

 

Porque é que havia cenas em preto e branco e outras a cor? A cor é a realidade e a preto e branco é sonho?

 

O Kelvin e o pai já viviam na ilha do oceano no principio do filme ou mudaram-se para lá no final?

 

 

Foi o meu primeiro filme no Tarkovsky, excelente. No sábado devo passar pela cinemateca para ver o Stalker

Já foi há algum tempo, mas deixo aqui as minhas interpretações sobre as tuas questões.

 

O preto e branco (monocromático) parece estar associado a emoções tendencialmente negativas como melancolia/tristeza/solidão/luto. No início o Berton no carro, após a videochamada com o Kris, vê-se consumido pelos eventos que experienciou e testemunhou no Oceano de Solaris; as imagens no interior do carro são a preto e branco; a edição corta para imagens exteriores do ponto de vista do carro a circular pela via rápida e vários túneis; inicialmente essas imagens exteriores são também monocromáticas, mas assim que o filme corta para o interior do carro e vemos o filho a promover contacto com o pai, as imagens exteriores começam gradualmente a ganhar cor, como que se o Berton estivesse a ser libertado desses sentimentos negativos que o apoquentam.

 

A primeira aparição da Hari também dá entender isso mesmo, pois a cena que a precede é num tom monocromático azulado (frio), com o Kris a barricar-se sozinho no seu quarto, assinalando a solidão, isolação e paranoia que ele sente na estação. Depois de se deitar e adormecer, o filme corta desse monocromático para um ‘close-up’ e ‘zoom-out’ do rosto da Hari banhado por luz natural, em tons quentes, indicando a substituição dos sentimentos negativos por sentimentos positivos que o Kris sente ao vê-la.

 

 

 

O prólogo é real. Não há nada indicativo de ser irreal. O epílogo começa logo por quebrar o semblante inicial de realidade, quando observamos água a cair dentro de casa, logo aí dá para perceber que algo não bate certo.

 

Tanto no filme, como no livro, é declarada a intenção de enviar ao Oceano raios X modificados com leituras das ondas cerebrais do Kris. Com base nisto eu interpreto a ilha como uma dessas leituras cerebrais, onde o desejo do Kris de regressar a casa e voltar a ver o seu pai é feito manifesto pelo Oceano. A partir daí podemos interpretar que o Kris decidiu ficar em Solaris à espera de um novo contacto com o Oceano, sendo aquela ilha o resultado; ou ele terá abandonado Solaris, sendo que o Oceano simplesmente está a popular o planeta com estas ilhas, onde a informação das ondas cerebrais do Kris ganha vida.

 

Pelo menos são estas as interpretações do epílogo que me saltam à vista, tendo em conta a missão do Kris em Solaris (decidir se vale a pena continuar a investigar o planeta e procurar contacto com o Oceano, ou se mais vale abandonar completamente a iniciativa) e o contexto oferecido pela história (os tais raios X, após os quais mais nenhum visitante apareceu na estação).

 

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Já estava todo entusiasmado para ver o It amanha e afinal só estreia para a semana. :(

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Body Melt

 

O melhor atributo deste filme são os efeitos práticos, porque a história é fraquíssima (de certa forma, quase inexistente), com vários clichês, e as interpretações não vão para além do medíocre.

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bmfpcdm é sinónimo de hipster

Por frequentemente ver filmes obscuros? Ou por outras razões?

 

 

 

The Prestige

 

A primeira vez que o vi não tinha gostado tanto como desta vez. Na altura “Memento” tinha continuado a ser o meu preferido do Nolan. Agora “The Prestige” passou a ser o meu favorito dele.

 

Gostei da maior parte das alterações em relação ao livro, embora algumas resultem num certo tipo de caracterização que eu não apreciei.

 

Spoilers do livro e filme:

 

Funciona muito melhor tornar o filme 100% de época, não levantando a questão de descendência. A história passa a ser apenas sobre a rivalidade de dois profissionais, que se complementariam caso aquele evento trágico não tivesse ocorrido. Passa a ser muito mais pessoal, o que eu gosto.

 

O funcionamento da máquina do Tesla é uma das maiores diferenças. No livro após o transporte ocorrer o corpo original fica sem vida, como que congelado na última pose, incapaz até de se decompor. Embora não seja declarado, é implicada a possibilidade de nesse "cadáver" imóvel e imortal existir um certo tipo de consciência, o que levanta o seu próprio dilema moral.

 

A alteração no filme torna a moralidade do uso da máquina imediata, consequentemente, tornando o personagem do Angier (Hugh Jackman) mais malévolo do que trágico, devido à forma como ele decide resolver esse dilema. As suas ações finais e morte também acabam por o pintar como um vilão mais do que outra coisa. Esse aspeto é o meu maior problema com o filme, pois preferia que não existisse algo tão definitivo que colocasse um dos protagonistas acima do outro em termos de moralidade.

 

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Por frequentemente ver filmes obscuros? Ou por outras razões?

Estou a brincar contigo :mrgreen: é só pela quantidade de filmes que vês de que eu nunca ouvi ninguém. Mas ainda bem que estás cá, vou descobrindo algumas cenas.

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Há dias estava a discutir com uma amiga sobre ver adaptações no cinema e tv antes de ler os respectivos livros. O que é que vocês fazem? Lêem primeiro e vêem as adaptações depois ou vice versa?

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Há dias estava a discutir com uma amiga sobre ver adaptações no cinema e tv antes de ler os respectivos livros. O que é que vocês fazem? Lêem primeiro e vêem as adaptações depois ou vice versa?

É como calha, a não ser que tenha especial interesse. Caso tenha, prefiro ler primeiro. Por exemplo, ainda não vi a série 11.22.63 porque quero ler o livro primeiro mas ainda não tive tempo.

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Estou a brincar contigo :mrgreen: é só pela quantidade de filmes que vês de que eu nunca ouvi ninguém. Mas ainda bem que estás cá, vou descobrindo algumas cenas.

Na boa, não levei a mal. Muitos dos filmes que vejo também nunca ouvi falar, pois uso quase exclusivamente o criticker para descobrir os próximos filmes que vou ver, anotando a informação em excel. A título de exemplo:

 

https://i.imgur.com/0rVhjeP.jpg

 

Há dias estava a discutir com uma amiga sobre ver adaptações no cinema e tv antes de ler os respectivos livros. O que é que vocês fazem? Lêem primeiro e vêem as adaptações depois ou vice versa?

Eu tento ler sempre primeiro, é obsessão mesmo. :mrgreen: Contudo em alguns casos eu diria que é benéfico ler primeiro, pois oferece algum contexto para o filme. Posso dar o exemplo recente de "Solaris", que julgo poder ser uma experiência frustrante para algumas pessoas, caso não tenham lido o livro, pois não se trata do tipo de filme que procure explicar claramente e detalhadamente todos os aspetos da história. Algumas das questões que o Syn colocou sobre o filme, por exemplo, nem sequer me passaram pela cabeça quando eu o visualizei, pois já tinha o conhecimento sobre a generalidade da história como uma base para ver e interpretar a visão do cineasta, deixando de ser confrontado com uma infinidade de possíveis interpretações e podendo concentrar-me mais na abordagem e tratamento da história do realizador.

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Confirmo, não li o Solaris. Tanto eu como a minha namorada gostámos do filme mas ficámos um bocado sem saber bem o que se tinha passado na altura :mrgreen:

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Acabei de ver a trilogia do Atlas Shrugged. Que valente m*rda. Um dado curioso: Não conseguiram manter o cast em nenhuma das sequelas. :lol:

 

Agora vou-me aventurar na saga Underworld, parecem-me ser cinco filmes comestíveis.

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O último até não está mau de todo. E vale sempre a pena ver a Beckinsale.

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