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nathanwilliams

Matador espanhol corneado na cara em risco de perder olho esquerdo

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Mas se a linhagem se extinguir, é a linha natural das coisas (ou pelo menos com menos intervenção humana),

 

A linha natural das coisas não tem que ser necessariamente sem intervenção humana. Afinal o ser humano é um ser aparte do resto? Não faremos também nós parte da natureza?

Editado por Mahai

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Esse TN7 é um chato do caraças! Filho do Spider! Visssssssssh agora ofendi!

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Guest fiasco

A linha natural das coisas não tem que ser necessariamente sem intervenção humana. Afinal o ser humano é um ser aparte do resto?

 

Vais-me desculpar, mas se a extinção de uma determinada especie é causada por intervenção humana, acharei sempre errado.

A partir do momento em que somos seres racionais, acredito sim, que somos um ser aparte do resto. Ou pelo menos com deveres diferentes do resto. Isto de ser o topo da cadeia alimentar, não deveria servir só para nosso proveito.

 

Eu disse o que disse, no sentido em que se os touros bravos fossem deixados em estado selvagem acabaria por se extinguir dado a presença humana em quase todo o Portugal, e os poucos terrenos "livres" de pasto. Não seria propositada a extinção, mas seria sempre um pouco por nossa culpa.

 

Quem aqui não chega lá pareces ser tu.

 

Visto que aqui há advogados de defesa, diz-me lá o que não percebeste também?

 

Achas que é coerente vibrar com o uso de animais para desportos de tortura e sofrimento, e depois ir para os topicos de animais, dizer-se que se gosta de animais e isto e aquilo?

 

Até me podes vir com a ladainha que tens um cão e um gato e um reptil e um hamster amestrado. Se vibras com as touradas e o que se passa lá dentro, tens os animais apenas pelo prazer que te proporcionam.

E não podes dizer-te, de todo, amante de animais.

 

Não concordas.

"Deal with it".

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Visto que aqui há advogados de defesa, diz-me lá o que não percebeste também?

 

Achas que é coerente vibrar com o uso de animais para desportos de tortura e sofrimento, e depois ir para os topicos de animais, dizer-se que se gosta de animais e isto e aquilo?

 

Até me podes vir com a ladainha que tens um cão e um gato e um reptil e um hamster amestrado. Se vibras com as touradas e o que se passa lá dentro, tens os animais apenas pelo prazer que te proporcionam.

E não podes dizer-te, de todo, amante de animais.

 

Não concordas.

"Deal with it".

 

Eu "Deal with it". Não fui eu que vim para aqui insultar para fazer ver o seu ponto de vista.

 

E sim, sou amante de inúmeros animais quer tu o percebas ou não. Nem tenho que te dizer se tenho animais, se ajudo a tratar dos da vizinha ou o raio que o parta.

Gostar do Touro é algo que faz parte de gostar de tourada. Já vi que (tal como tu disseste na argumentação contraria) tb podia passar a vida inteira aqui a explicar que não percebias.

 

A conversa da coerência tb é muito gira. Não só porque eu não encontro incoerência nenhuma entre gostar de tourada e gostar de animais mas também porque todo o ser humano tem incoerências por muito pequenas que sejam e portanto não estou para levar lições de moral de ninguém, muito menos de quem não é capaz de compreender o meu ponto de vista.

Mas essa é outra história.

Editado por SAS_Operative

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Guest fiasco

Assim como não compreendo o do Hitler.

Há quem o ache correcto.

Felizmente o senso comum diz-nos outra coisa.

 

Enfim, Tourada só na cama.

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Assim como não compreendo o do Hitler.

Há quem o ache correcto.

Felizmente o senso comum diz-nos outra coisa.

 

Enfim, Tourada só na cama.

 

E o meu senso comum diz outra no que concerne a touradas.

Realmente isto do ser humano tem com cada coisa.

 

E essa do Hitler é mesmo épica.

Editado por SAS_Operative

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Acho piada que os pró-tourada, depois andam ali no topico dos animais "oh fofuxo, oh fofuxo"

Ou revoltam-se nas noticias de lutas de animais.

Há alguma diferença?

 

Rica Coerência. Só dá mesmo para rir.

 

Claro que há diferença. Os animais são diferentes e têm funções específicas diferentes. Há animais cujo objectivo é serem "fofuxos" e "queriduxos" e outros cujo objectivo é serem toureados.

 

Com essa noção de coerência deve faltar pouco para ler um post teu a chamar "fofuxo" a uma besta de meia-tonelada.

 

Qual é o mal da extinção da linhagem do touro bravo? Eles não constituem uma especie à parte, são apenas uma raça criada através de selecção artificial practicada pelo homem para cumprir um dado objectivo. O seu desaparecimento por falta de descendentes não constitui uma perda significativa de biodiversidade.

 

Na minha opinião não há mal nenhum. Basta abolirem as touradas em Portugal para eu me tornar o 1º defensor da extinção da linhagem. A não ser que a sua existência se justifique pelas importações. O que me admira é o facto de, neste ponto em concreto, a posição dos "defensores dos animais" anti-touradas que ficam muito traumatizados com o sofrimento dos pobres animais ser bastante similar à minha. O que me leva a concluir que a questão de fundo não é o bem-estar dos touros mas apenas e só a existência das touradas. E neste caso há os que gostam e os que não gostam. E estando perante uma mera diferença de gosto parece-me um atentado à liberdade de quem gosta que esteja a ser imposto um gosto oposto. Ainda por cima recorrendo ao argumento falacioso de que estão apenas a "defender os animais".

 

Vais-me desculpar, mas se a extinção de uma determinada especie é causada por intervenção humana, acharei sempre errado.

A partir do momento em que somos seres racionais, acredito sim, que somos um ser aparte do resto. Ou pelo menos com deveres diferentes do resto. Isto de ser o topo da cadeia alimentar, não deveria servir só para nosso proveito.

 

Eu disse o que disse, no sentido em que se os touros bravos fossem deixados em estado selvagem acabaria por se extinguir dado a presença humana em quase todo o Portugal, e os poucos terrenos "livres" de pasto. Não seria propositada a extinção, mas seria sempre um pouco por nossa culpa.

 

 

 

Visto que aqui há advogados de defesa, diz-me lá o que não percebeste também?

 

Achas que é coerente vibrar com o uso de animais para desportos de tortura e sofrimento, e depois ir para os topicos de animais, dizer-se que se gosta de animais e isto e aquilo?

 

Até me podes vir com a ladainha que tens um cão e um gato e um reptil e um hamster amestrado. Se vibras com as touradas e o que se passa lá dentro, tens os animais apenas pelo prazer que te proporcionam.

E não podes dizer-te, de todo, amante de animais.

 

Não concordas.

"Deal with it".

 

Claro que ele tem os animais pelo prazer que eles lhe proporcionam. Havia de ser porquê?

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Guest Vladimir Ilitch

Enfim, Tourada só na cama.

:prayer:

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Enfim, Tourada só na cama.

 

Agora fiquei a pensar quem usará os chifres nessa ocasião... :-k

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Agora fiquei a pensar quem usará os chifres nessa ocasião... :-k

 

:mrgreen:

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Sim, também me parece. Com o caminho que isto leva os touros bravos serão coisa do passado. Recordados em museus, no cinema e na literatura. Tenho dúvidas apenas se será uma memória triste e se esses alguns terão o monopólio do bom senso.

 

Podem acusar-me de muita coisa. Podem insultar-me à vontade de forma mais ou menos encapotada (coisa que não falta nestes tópicos). Podem enojar-se com as minhas opiniões. Mas custa-me a aceitar que digam que o meu raciocínio é ilógico. Podias, pelo menos, apresentar alguns exemplos onde os meus argumentos carecem de lógica.

 

Podias, no mínimo, fazer algo como eu fiz quando sublinhei o facto de haver "defensores dos animais" que, com a sua lógica inabalável, acabam por defender a própria extinção da linhagem do Touro Bravo. O que para mim configura um paradoxo. Talvez porque a minha lógica se baseia em princípios objectivos.

Estás errado, a existir alguém que defenda tal coisa, são os que usam esse argumento ou amostra de argumento para prolongar uma tradição cada vez mais às portas da morte. As mesmas pessoas que criaram essa raça ameaçam abandoná-la e extingui-la. Os defensores dos direitos dos animais até podiam ter planos para garantir a prosperidade desses animais que não ia interessar, pois os animais não passam de propriedade para os seus criadores e esses não teriam problemas em colocar o prego final no cérebro da raça para evitar prejuízos.

 

Onde é que há lógica em defender um acto fundamentalmente errado? Encontras bravura nos olhos e couro ensanguentado dos touros, arte nos artifícios do Homem para continuamente derrotar o animal que corajosamente enfrenta, um desses dominar e forçar o cavalo a enfrentar o touro o que por vezes causa a fatalidade do primeiro, por isto consegues concluir que é uma actividade digna de existir. Ainda tentaste erroneamente caracterizar a reacção do touro ao medo, mesmo que o animal devesse fugir, o perep (?) já perguntou e bem, se está enclausurado para onde ia fugir? Restar-lhe-ia sempre investir, também acredito que foste tu quem disse que o touro tem o comportamento ou devia ter o comportamento de estar a defender o território, que neste caso seria a arena, agora diz-me como é que um touro bravo que viveu uma vida (dizem vocês de sonho) em liberdade vai de um momento para o outro encarar um areal, que falha em ter as propriedades necessárias à sua sobrevivência, como o seu novo território e agir como dono do mesmo? Falaste em tradição, há muitas tradições das quais a Humanidade se envergonha, esta tem factores para ser mais uma. Carregado de ironias atacaste os argumentos de quem tivesse opinião contrária. Agarraste-te, como quem se agarra à bóia de salvação em alto mar, aos comentários que consideraste rotular-te de sádico, quando esses comentários podiam ter sido facilmente ignorados por uma mente como a tua que deveria saber distinguir o útil do inútil numa discussão/debate saudável. Se falhei algum argumento diz-me.

 

Queres reduzir a discussão a gostos pessoais, todavia já foi mostrado que são duas espécies que sofrem às mãos do Homem para o entretenimento de alguns. Há mal algum em ter empatia para com outros animais? Consideras um absurdo haver quem se preocupe com as condições em que vivem? Nós é que somos os verdadeiros monstros por sermos contra o sofrimento desnecessário dos animais? Ou consideras que eu sou hipócrita, é isso não é?

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Agora fiquei a pensar quem usará os chifres nessa ocasião... :-k

 

LOOOOOL :lol: :funny: :prayer:

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apertar com toda a força com a zona do cotovelo não faz sangrar... e isso do touro não sentir dor já foi completamente refutado, aqui vai um exemplo mais recente de um antigo veterinário que lidou com as touradas e que de certeza absoluta conhece mais e melhor os touros que muita gente aqui, incluindo eu.

 

Justifica-se um comentário em relação ao texto pungente do veterinário que aqui colocaste.

 

Espera-se, no mínimo, que haja coerência no discurso, rigor argumentativo e objectividade em quem assim começa um texto:

 

Importa debater a questão da Tauromaquia em Portugal, abordando-a com toda a objectividade e publicitar este debate, para que os portugueses compreendam bem do que se trata e formem uma opinião sobre a sua utilidade, o seu mérito ou demérito e a sua aceitação ou repúdio.

 

Para isso é preciso argumentar profunda, científica, ética, cultural, socialmente.

 

Quem se lança assim num texto, arrogando-se conhecimento de causa e superioridade científica deve procurar falar apenas do que sabe e pôr de lado argumentos subjectivos e ditados por ideologias politicamente correctas. E, sobretudo, mostrar-se coerente do princípio ao fim do texto.

 

Até à frase A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo. o texto e o seu autor merecem ser considerados como um contributo útil. Aqui e ali com um toque de subjectividade mas aceitável. A partir daí o sr. veterinário liberta-se de pruridos e engrossa as fileiras dos inconstantes.

 

Entra logo por terrenos movediços ao caracterizar os motivos do gáudio dos aficionados numa corrida de touros. É um erro comum a quem, de facto, não gosta de touradas porque não as entende (o que não é o caso, decerto) ou lhes fere a sensibilidade (vou mais por aqui). Dizer que os aficionados taurinos configuram uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e morte de um animal. é falso! E a generalização neste caso é intelectualmente desonesta.

 

Depois compara as touradas com o Circo Romano. Embora seja referido até à exaustão pelos "abolicionistas" não é por isso que se torna uma comparação legítima. Comparar o sofrimento animal ao sofrimento humano é um absurdo e um exagero.

 

Segue-se uma descrição dos sofrimentos inflingidos ao cavalo quer na lide, quer no treino. Voltamos à componente científica séria e aceitável. E é uma série de frases importantes que servem de base a algo que vou referir mais à frente.

 

E eis que o Sr. Veterinário introduz uma frase ilustrativa e que não resisto a transcrever: São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti-educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuassor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!

 

É fantástico como ele qualifica encapotadamente de inconscientes todos aqueles que não concordam com a sua visão. E vai mais longe: designa igualmente como pessoas sem consciência todos aqueles milhões de turistas que nos visitam todos os anos. A facilidade com que se liberta o insulto fácil é digna de registo.

 

Depois vem o clímax. Onde o sr. veterinário se acha no direito de invadir campos do conhecimento que não são os seus. É quando ele avança com as alternativas para os pastos, ganadarias, touros, cavalos e profissionais da área. E a solução é só uma: subsidiar a actividade. É deveras hilariante. Abolir uma actividade rentável e passar a subsidiá-la com os impostos dos contribuintes. Manter ganadarias a funcionar, garantir a continuidade da raça (utilizo este termo em vez de linhagem porque foi o termo utilizado pelo sr. veterinário e ele deve saber do que fala) e assegurar os postos de trabalho (presumo que o trabalho dos veterinários continuaria a ser assegurado igualmente) à conta de todos nós. Os que gostam - mas que passam a pagar sem ter o prazer de assistir às touradas - e os que não gostam - que nunca gastaram um tostão com os touros e que passariam a ter de lhes pagar o sustento mesmo sem querer. É fabuloso... Lá diz o povo: "Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?"

 

E finalmente o sr. veterinário presenteia-nos com um resumo biográfico onde nos informa que ele próprio foi cavaleiro de concurso hípico. E eu, que não percebo nada do assunto, pergunto-me como raio se treinam os cavalos utilizados nos concursos hípicos. Não são sujeitos a sofrimento involuntário? Será com chá e bolinhos que convencem os cavalos a responderem às ordens do cavaleiro? Não se utilizam arreios, freios, esporas ou outros instrumentos de tortura?

Editado por Descartes

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Vais-me desculpar, mas se a extinção de uma determinada especie é causada por intervenção humana, acharei sempre errado.

A partir do momento em que somos seres racionais, acredito sim, que somos um ser aparte do resto. Ou pelo menos com deveres diferentes do resto. Isto de ser o topo da cadeia alimentar, não deveria servir só para nosso proveito.

 

Eu disse o que disse, no sentido em que se os touros bravos fossem deixados em estado selvagem acabaria por se extinguir dado a presença humana em quase todo o Portugal, e os poucos terrenos "livres" de pasto. Não seria propositada a extinção, mas seria sempre um pouco por nossa culpa.

 

 

 

Visto que aqui há advogados de defesa, diz-me lá o que não percebeste também?

 

Achas que é coerente vibrar com o uso de animais para desportos de tortura e sofrimento, e depois ir para os topicos de animais, dizer-se que se gosta de animais e isto e aquilo?

 

Até me podes vir com a ladainha que tens um cão e um gato e um reptil e um hamster amestrado. Se vibras com as touradas e o que se passa lá dentro, tens os animais apenas pelo prazer que te proporcionam.

E não podes dizer-te, de todo, amante de animais.

 

Não concordas.

"Deal with it".

Portanto como gosto de touradas não gosto de animais ok........

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E achas bem o cavaleiro usar essas coisas de modo a dominar um animal?

Será que não haverá outra maneira de ensinar um animal, como ensinas o teu gato ou cão? :wink:

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E achas bem o cavaleiro usar essas coisas de modo a dominar um animal?

Será que não haverá outra maneira de ensinar um animal, como ensinas o teu gato ou cão? :wink:

 

Eu acho bem. Mas a questão não é essa. A questão é que o sr. veterinário acha mal quando se trata de touradas mas confessa-se praticante de concursos hípicos.

 

Talvez os métodos de treino dos cavalos sejam diferentes para a prática das duas actividades. Violência e barbárie no treino para a tourada e compaixão e carinho no treino para as provas hípicas. Não sei.

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Eu acho bem. Mas a questão não é essa. A questão é que o sr. veterinário acha mal quando se trata de touradas mas confessa-se praticante de concursos hípicos.

 

Talvez os métodos de treino dos cavalos sejam diferentes para a prática das duas actividades. Violência e barbárie no treino para a tourada e compaixão e carinho no treino para as provas hípicas. Não sei.

No hipismo o que não faltam são correntes de ensino não violentas, apesar de duvidar muitíssimo que tudo quanto seja cavalo de alta competição não leve pancada.

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Justifica-se um comentário em relação ao texto pungente do veterinário que aqui colocaste.

 

Espera-se, no mínimo, que haja coerência no discurso, rigor argumentativo e objectividade em quem assim começa um texto:

 

Importa debater a questão da Tauromaquia em Portugal, abordando-a com toda a objectividade e publicitar este debate, para que os portugueses compreendam bem do que se trata e formem uma opinião sobre a sua utilidade, o seu mérito ou demérito e a sua aceitação ou repúdio.

 

Para isso é preciso argumentar profunda, científica, ética, cultural, socialmente.

 

Quem se lança assim num texto, arrogando-se conhecimento de causa e superioridade científica deve procurar falar apenas do que sabe e pôr de lado argumentos subjectivos e ditados por ideologias politicamente correctas. E, sobretudo, mostrar-se coerente do princípio ao fim do texto.

 

Até à frase A tauromaquia está eivada de especismo sobre o touro e sobre o cavalo. o texto e o seu autor merecem ser considerados como um contributo útil. Aqui e ali com um toque de subjectividade mas aceitável. A partir daí o sr. veterinário liberta-se de pruridos e engrossa as fileiras dos inconstantes.

 

Entra logo por terrenos movediços ao caracterizar os motivos do gáudio dos aficionados numa corrida de touros. É um erro comum a quem, de facto, não gosta de touradas porque não as entende (o que não é o caso, decerto) ou lhes fere a sensibilidade (vou mais por aqui). Dizer que os aficionados taurinos configuram uma assistência que se diverte com o sofrimento, a agonia e morte de um animal. é falso! E a generalização neste caso é intelectualmente desonesta.

 

Mas é, ou não é verdade que se divertem em consequência disso?

 

Depois compara as touradas com o Circo Romano. Embora seja referido até à exaustão pelos "abolicionistas" não é por isso que se torna uma comparação legítima. Comparar o sofrimento animal ao sofrimento humano é um absurdo e um exagero.

 

Verdade, não é justa a comparação, mas não anula o sofrimento de que são alvo os animais. O nível de empatia que sentimos por uma pessoa nunca será comparável a outras espécies, mas não quer dizer que não possa existir tal sentimento, daí ser fácil alguém cair no erro de fazer a comparação, é portanto compreensível.

 

Segue-se uma descrição dos sofrimentos inflingidos ao cavalo quer na lide, quer no treino. Voltamos à componente científica séria e aceitável. E é uma série de frases importantes que servem de base a algo que vou referir mais à frente.

 

E eis que o Sr. Veterinário introduz uma frase ilustrativa e que não resisto a transcrever: São muitas as pessoas conscientes e compassivas, que por esta prática de violência e de crueldade se sentem extremamente preocupadas e indignadas e sofrem solidariamente e a consideram anti-educativa, fonte de enorme vergonha para o país, atentório de reputação internacional, obstáculo dissuassor do turismo de pessoas conscientes, que se negam a visitar um país onde tais práticas, que consideram "bárbaras", acontecem!

 

É fantástico como ele qualifica encapotadamente de inconscientes todos aqueles que não concordam com a sua visão. E vai mais longe: designa igualmente como pessoas sem consciência todos aqueles milhões de turistas que nos visitam todos os anos. A facilidade com que se liberta o insulto fácil é digna de registo.

 

Sem este comentário davas mais valor ao seu ponto de vista. Entendo e aceito.

 

Depois vem o clímax. Onde o sr. veterinário se acha no direito de invadir campos do conhecimento que não são os seus. É quando ele avança com as alternativas para os pastos, ganadarias, touros, cavalos e profissionais da área. E a solução é só uma: subsidiar a actividade. É deveras hilariante. Abolir uma actividade rentável e passar a subsidiá-la com os impostos dos contribuintes. Manter ganadarias a funcionar, garantir a continuidade da raça (utilizo este termo em vez de linhagem porque foi o termo utilizado pelo sr. veterinário e ele deve saber do que fala) e assegurar os postos de trabalho (presumo que o trabalho dos veterinários continuaria a ser assegurado igualmente) à conta de todos nós. Os que gostam - mas que passam a pagar sem ter o prazer de assistir às touradas - e os que não gostam - que nunca gastaram um tostão com os touros e que passariam a ter de lhes pagar o sustento mesmo sem querer. É fabuloso... Lá diz o povo: "Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?"

 

Defender uma actividade moralmente condenável por ser um bom negócio é a tua ideia de responsabilidade cívica? Já acarretámos com tantos erros de governação que resultaram no agravamento do contributo fiscal da população, esta seria uma contribuição, no meu entender, positiva.

 

E finalmente o sr. veterinário presenteia-nos com um resumo biográfico onde nos informa que ele próprio foi cavaleiro de concurso hípico. E eu, que não percebo nada do assunto, pergunto-me como raio se treinam os cavalos utilizados nos concursos hípicos. Não são sujeitos a sofrimento involuntário? Será com chá e bolinhos que convencem os cavalos a responderem às ordens do cavaleiro? Não se utilizam arreios, freios, esporas ou outros instrumentos de tortura?

 

Se ele foi cavaleiro, saberá melhor do que ninguém o abuso a que os cavalos são sujeitos. Adianto que há pelo menos uma alternativa, vê "Buck", há um testemunho de uma cavaleira que não acreditava que era possível treiná-los de outra forma e ficou rendida ao método de Buck Brannaman.

Eu acho bem. Mas a questão não é essa. A questão é que o sr. veterinário acha mal quando se trata de touradas mas confessa-se praticante de concursos hípicos.

 

Talvez os métodos de treino dos cavalos sejam diferentes para a prática das duas actividades. Violência e barbárie no treino para a tourada e compaixão e carinho no treino para as provas hípicas. Não sei.

 

Num aspecto têm de ser forçosamente diferentes, numa tourada o cavalo tem de enfrentar investidas com a intenção de o matar, não é um comportamento natural para o cavalo, pois ele não tem como se defender do ataque, ou seja, o natural, aqui sim, seria fugir.

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Estás errado, a existir alguém que defenda tal coisa, são os que usam esse argumento ou amostra de argumento para prolongar uma tradição cada vez mais às portas da morte. As mesmas pessoas que criaram essa raça ameaçam abandoná-la e extingui-la. Os defensores dos direitos dos animais até podiam ter planos para garantir a prosperidade desses animais que não ia interessar, pois os animais não passam de propriedade para os seus criadores e esses não teriam problemas em colocar o prego final no cérebro da raça para evitar prejuízos.

 

O que é uma decisão racional em termos económicos. No entanto, se tal cenário se vier a concretizar (inviabilidade económica das explorações pecuárias taurinas), estou convencido que os proprietários dos animais não recusariam uma venda pelo preço justo. Com certeza que a base de apoiantes anti-touradas terá, nessa altura, suficientes condições financeiras para concretizar os seus planos com vista à salvaguarda dos animais.

 

Onde é que há lógica em defender um acto fundamentalmente errado? Encontras bravura nos olhos e couro ensanguentado dos touros, arte nos artifícios do Homem para continuamente derrotar o animal que corajosamente enfrenta, um desses dominar e forçar o cavalo a enfrentar o touro o que por vezes causa a fatalidade do primeiro, por isto consegues concluir que é uma actividade digna de existir. Ainda tentaste erroneamente caracterizar a reacção do touro ao medo, mesmo que o animal devesse fugir, o perep (?) já perguntou e bem, se está enclausurado para onde ia fugir? Restar-lhe-ia sempre investir, também acredito que foste tu quem disse que o touro tem o comportamento ou devia ter o comportamento de estar a defender o território, que neste caso seria a arena, agora diz-me como é que um touro bravo que viveu uma vida (dizem vocês de sonho) em liberdade vai de um momento para o outro encarar um areal, que falha em ter as propriedades necessárias à sua sobrevivência, como o seu novo território e agir como dono do mesmo? Falaste em tradição, há muitas tradições das quais a Humanidade se envergonha, esta tem factores para ser mais uma. Carregado de ironias atacaste os argumentos de quem tivesse opinião contrária. Agarraste-te, como quem se agarra à bóia de salvação em alto mar, aos comentários que consideraste rotular-te de sádico, quando esses comentários podiam ter sido facilmente ignorados por uma mente como a tua que deveria saber distinguir o útil do inútil numa discussão/debate saudável. Se falhei algum argumento diz-me.

 

E quem é que determina que o acto é fundamentalmente errado? Eu não o considero errado. Por isso o defendo. Com lógica e sendo coerente com os meus pontos de vista.

 

Encontro bravura no comportamento do touro. Arte nos artifícios do Homem e na mestria e cumplicidade com o cavalo para iludir o touro, esquivando-se às suas investidas. Arte nos quadros que pintam na arena. No bailado e no movimento.

 

Não percebi onde e quem é que demonstrou que a minha caracterização da reacção do touro ao modo tenha sido errónea. Foi o vídeo do elefante? Errónea é a afirmação de que o touro está enclausurado como se ele estivesse numa jaula. Enclausurado está nos curros, na arena não. O touro pode fugir. Tal como o cavalo foge do touro quando ele investe. Numa tourada não vemos o touro a fugir à frente do cavalo, vemos o contrário: o cavalo a fugir à frente do touro.

 

O touro age como dono do território porque aquele espaço não lhe é estranho. Qualquer touro lidado num corrida já foi suficientemente treinado em arena para lhe reconhecer as características.

 

Sim, a História está carregada de tradições das quais a humanidade se envergonha. E de igual forma carregadíssima de tradições de que se orgulha. E o argumento funciona para os dois lados. Os activistas anti-touradas falam de progresso e modernidade. E da mesma forma que existe progresso que corresponde a efectivos avanços civilizacionais também existem "modernices" que mais valia nunca terem sido sequer sonhadas tal é o impacto negativo para a humanidade e para o mundo em geral. O facto de se argumentar com a tradição não é mau por si só, tal como o argumento da modernidade não é benéfico só porque sim.

 

Criticas-me por atacar os argumentos contrários aos meus. E entendes que deveria ignorar os mais cáusticos e, até insultuosos. Não me apanham assim. Podem insultar-me, criticar-me, tentar rebaixar os meus argumentos mas não é assim que me calam. Levam troco. Normalmente tento evitar descer ao nível dos que me insultam, mas não faço disso questão de honra. Quando bem calha também levam pela mesma medida. Mas costumo utilizar mais a ironia e o sarcasmo. Acho mais elegante. Não sou dono da verdade mas para me vencerem numa troca de argumentos terão de me convencer com argumentação irrefutável e, de preferência, mantendo o nível adequado a uma discussão saudável.

 

Queres reduzir a discussão a gostos pessoais, todavia já foi mostrado que são duas espécies que sofrem às mãos do Homem para o entretenimento de alguns. Há mal algum em ter empatia para com outros animais? Consideras um absurdo haver quem se preocupe com as condições em que vivem? Nós é que somos os verdadeiros monstros por sermos contra o sofrimento desnecessário dos animais? Ou consideras que eu sou hipócrita, é isso não é?

 

A discussão centra-se em gostos pessoais. Quer eu queira quer não queira. Se limparmos toda a argumentação falaciosa e inconsistente de ambos os lados da barricada resta-nos isso. Uma questão de gosto pessoal. E de prioridades. É mais valioso impedir o sofrimento animal ou assegurar a continuidade de uma actividade empresarial de carácter lúdico?

 

Não há mal nenhum em ter empatia com os animais. Não é absurdo haver preocupação com as condições em que eles vivem. E não me deverás apanhar a insultar-te. A ti ou a quem quer que seja. Por muito que seja tentador colocar palavras "na minha boca" terás dificuldade em encontrar algo parecido. Não encontro aqui monstros nem hipócritas. Mas não abdico da minha opinião base: a empatia para com os animais e a preocupação com as suas condições de existência são positivas desde que não se traduzam em prejuízos para com o ser-humana e para com as suas condições de existência presente ou futura. Se existir, de alguma forma, um conflito a minha posição pende sempre para o conforto do ser-humano com o eventual sacrifício do animal. Esta é a minha moral quanto ao assunto. É esta posição que determina o que eu entendo, para voltar ao início do post, por "acto fundamentalmente errado". Ou correcto. Ou aceitável, dadas as circunstâncias.

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Agora uma pergunta. O que achas dos gladiadores romanos?

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Agora uma pergunta. O que achas dos gladiadores romanos?

 

são lindoooooooooooooooooooooooos!!!1!

Editado por Kaká

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A ciência revela que a constituição anatómica e a fisiologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. Os ADN são quase coincidentes.

Esta é para o SAS! :mrgreen:

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