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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Voçes são bues fixes adoro-vos farto-me de rir com voçês!!!

 

Meninos que vêm o Pokemon ou o que quer que seja .........

 

Não me divertia tanto neste Foum ha bues times ago .....

ta

Looolll ... já me inda embora mas fiquei um pouco mais ... bolas acho que o Whisky me ta dando as cvolago s ao estomasasdgo

fonix

Ai a minha cabeça

Editado por aucarva

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A citação da declaração era para responder ao aucarva, a quem só faltou dizer que travestis e gays são seres inferiores. Toda a gente é digna por igual e tem direitos por igual.

 

Isso dos direitos na teoria é uma ideia muito bonita e não sei o quê, mas na prática não é bem assim. Queres comparar os teus direitos com uma criança que vive nos países mais pobres de África?

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Esta é que é a questão de fundo. A minha visão pessoal da paternidade é que ela não é um direito de ninguém. Ninguém tem direito a ser pai. A criança é que tem direito a ter pais. Um pai, por opção, por vontade ou por acidente, não recebe direitos acrescidos. Recebe deveres. Muito em particular o dever de garantir que o(s) seu(s) filho(s) usufrui(em) de todos os seus direitos e garantias.

 

Outra coisa é o direito a ser candidato à adopção. Mas aí temos a questão de nem todas as pessoas poderem, por lei, usufruir desse direito. Um menor não pode. Um idoso não pode. Um recluso não pode. Um condenado por abusos a menores, mesmo depois de cumprir a sua pena, não pode. Não julgo que o facto de um homossexual reconhecido como tal por via do casamento ou união de facto não poder ser candidato colida directamente com os seus direitos e a sua dignidade. É, na minha opinião, apenas uma condicionante.

Mas admitamos que um casal constituído por 2 homens, nos seus 30 anos, sem qualquer cadastro, com uma vida perfeitamente estruturada (emprego, habitação, família) se quer candidatar a adopção. Não podem porque são homossexuais. Para mim, é mais do que uma condicionante. Condicionante, poderia ser, talvez, estarem desempregados, ou estarem atolados em dívidas, etc. O facto de serem logo rejeitados à partida, por serem homossexuais é, para mim, admitir desde logo que não são dignos (ou íntegros, ou outro sinónimo) para adoptarem. Com um casal heterossexual, isto não acontece. Nunca o facto de ser heterossexual seria um entrave à adopção. É rejeitar as pessoas apenas por serem homossexuais, independentemente de tudo o resto.

 

Concordo com a questão da paternidade não ser um direito. Será, quanto muito, um privilégio. Não vejo a paternidade como um direito, de todo. O que eu digo é que os homossexuais têm o direito de serem tratados da mesma forma que os heterossexuais quando se candidatam a adopção, se quiserem ser pais. É o direito na igualdade de tratamento, não o direito da paternidade. Igualdade no direito a concorrer a adopção e direito a não serem logo excluídos apenas com base na orientação sexual.

 

PS: Se calhar não me estou a explicar bem... A hora já vai avançadota e não está fácil escrever XD

 

Queres comparar os teus direitos com uma criança que vive nos países mais pobres de África?

Quero. São os mesmos.

Só não são exactamente os mesmos por eu ser um adulto e ela uma criança. Quando eu era criança tinha exactamente os mesmos direitos que ela.

Editado por André

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Voçes são bues fixes adoro-vos farto-me de rir com voçês!!!

 

Meninos que vêm o Pokemon ou o que quer que seja .........

 

Não me divertia tanto neste Foum ha bues times ago .....

ta

Looolll ... já me inda embora mas fiquei um pouco mais ... bolas acho que o Whisky me ta dando as cvolago s ao estomasasdgo

fonix

Ai a minha cabeça

 

Yeah, sure.

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Voçes são bues fixes adoro-vos farto-me de rir com voçês!!!

 

Meninos que vêm o Pokemon ou o que quer que seja .........

 

Não me divertia tanto neste Foum ha bues times ago .....

ta

Looolll ... já me inda embora mas fiquei um pouco mais ... bolas acho que o Whisky me ta dando as cvolago s ao estomasasdgo

fonix

Ai a minha cabeça

 

Se tivesses bebado estavas no Como conquistar uma rapariga

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Mas admitamos que um casal constituído por 2 homens, nos seus 30 anos, sem qualquer cadastro, com uma vida perfeitamente estruturada (emprego, habitação, família) se quer candidatar a adopção. Não podem porque são homossexuais. Para mim, é mais do que uma condicionante. Condicionante, poderia ser, talvez, estarem desempregados, ou estarem atolados em dívidas, etc. O facto de serem logo rejeitados à partida, por serem homossexuais é, para mim, admitir desde logo que não são dignos (ou íntegros, ou outro sinónimo) para adoptarem. Com um casal heterossexual, isto não acontece. Nunca o facto de ser heterossexual seria um entrave à adopção. É rejeitar as pessoas apenas por serem homossexuais, independentemente de tudo o resto.

 

Concordo com a questão da paternidade não ser um direito. Será, quanto muito, um privilégio. Não vejo a paternidade como um direito, de todo. O que eu digo é que os homossexuais têm o direito de serem tratados da mesma forma que os heterossexuais quando se candidatam a adopção, se quiserem ser pais. É o direito na igualdade de tratamento, não o direito da paternidade. Igualdade no direito a concorrer a adopção.

 

Uma criança também tem direitos, direitos a ter uma pai e uma mãe. Uma pessoa que viva sozinha e queira adotar por acaso consegue adotar ? Consegue?

Ou o pai e uma mãe é só um nome que se chama para ti ..... É que se é, porque é que muitas crianças se queixam de não ter tido um pai ou uma mãe, será só um nome ou muito mais do que isso .....

 

Chega, que ao contrários dos meninos de escola que andam aqui, eu tenho um dia inteiro de trabalho.

 

Boa noite e boa discussão,

Editado por aucarva

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Uma criança também tem direitos, direitos a ter uma pai e uma mãe. *Uma pessoa que viva sozinha e queira adotar por acaso consegue adotar ? Consegue?*

Ou o pai e uma mãe é só um nome que se chama para ti ..... É que se é, porque é que muitas crianças se queixam de não ter tido um pai ou uma mãe, será só um nome ou muito mais do que isso .....

Não estou a conseguir seleccionar o bold, etc. :(

Enfim, adiante. Só vou responder ao que assinalei (**) porque o resto, com todo o respeito, não faz sentido.

Sim, uma pessoa que viva sozinha pode adoptar. Pelo que sei, tem que ter mais de 30 anos e se tiver mais de 50, a diferença de idade entre quem adopta e o adoptado não pode ultrapassar os 50 anos.

Editado por André

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Vá, acabem lá com as piadas sobre o aucarva, e o aucarva que pare de disparar em todas as direcções. O que é demais enjoa.

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Quero. São os mesmos.

Só não são exactamente os mesmos por eu ser um adulto e ela uma criança. Quando eu era criança tinha exactamente os mesmos direitos que ela.

 

E elas beneficiavam desses direitos? Certamente não, ou então não morriam tantas crianças à fome, etc, etc

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Uma pessoa que viva sozinha e queira adotar por acaso consegue adotar ? Consegue?

Sim, uma pessoa que viva sozinha pode adoptar. Pelo que sei, tem que ter mais de 30 anos e se tiver mais de 50, a diferença de idade entre o adoptando e o adoptado não pode ultrapassar os 50 anos.

E com certeza que existem pais adotivos homossexuais em Portugal, pois a orientação sexual não é tida em conta aquando da adoção singular.

 

Luta-se pelo direito à adoção conjunta por um casal homossexual, e, ou pelo menos, co-adoção do filho adotivo/biológico do companheiro. Felizmente, trata-se de uma questão de tempo até esse direito ser concedido, pois a realidade sobrepõe-se a estes debates, e a realidade, que pode custar a alguns, é esta: já existem crianças que conhecem o amor e carinho que um casal homossexual tem para oferecer.

Editado por bmfpcdm

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Oh que crl o que para aqui vai :lol:

Vieste converter pessoal, com esse avatar ? :mrgreen:

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O que não podemos assumir à partida é que isso não vai acontecer.

 

E, como é óbvio, eu não estava a falar de retirar crianças de casa apenas porque os pais são gays. O que eu disse é que uma família (uma qualquer família) não está automaticamente habilitada a acolher crianças apenas porque estas têm direito a uma. Nem todas as famílias reunem condições para assegurar a plenitude dos direitos das crianças. Por isso é que se retiram crianças do seio das suas famílias. Ou seja, o facto de haver famílias constituídas por casais homossexuais não os habilita automaticamente à possibilidade de acolher uma criança apenas porque ela tem o direito a ter uma.

 

 

 

Esta é que é a questão de fundo. A minha visão pessoal da paternidade é que ela não é um direito de ninguém. Ninguém tem direito a ser pai. A criança é que tem direito a ter pais. Um pai, por opção, por vontade ou por acidente, não recebe direitos acrescidos. Recebe deveres. Muito em particular o dever de garantir que o(s) seu(s) filho(s) usufrui(em) de todos os seus direitos e garantias.

 

Outra coisa é o direito a ser candidato à adopção. Mas aí temos a questão de nem todas as pessoas poderem, por lei, usufruir desse direito. Um menor não pode. Um idoso não pode. Um recluso não pode. Um condenado por abusos a menores, mesmo depois de cumprir a sua pena, não pode. Não julgo que o facto de um homossexual reconhecido como tal por via do casamento ou união de facto não poder ser candidato colida directamente com os seus direitos e a sua dignidade. É, na minha opinião, apenas uma condicionante.

 

1º parágrafo: concordo. Daí ser importante é aferirem as condições de vida que a criança ia ter, e não saber qual a orientação sexual dos pais. O que os habilitaria a ter filhos é o mesmo que habilitaria qualquer outro casal.

 

2º parágrafo: O facto de não pode ser pai adoptivo colide com os seus direitos na medida em que tinha mais direito a ser pai adoptivo se fosse solteiro. Com as mesmas condições de vida, com o mesmo salário, com a mesma personalidade.

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Pelos vistos gosta de ti, vai lá, faz um amigo!

 

O meu charme não para de me surpreender...:D

 

Mas admitamos que um casal constituído por 2 homens, nos seus 30 anos, sem qualquer cadastro, com uma vida perfeitamente estruturada (emprego, habitação, família) se quer candidatar a adopção. Não podem porque são homossexuais. Para mim, é mais do que uma condicionante. Condicionante, poderia ser, talvez, estarem desempregados, ou estarem atolados em dívidas, etc. O facto de serem logo rejeitados à partida, por serem homossexuais é, para mim, admitir desde logo que não são dignos (ou íntegros, ou outro sinónimo) para adoptarem. Com um casal heterossexual, isto não acontece. Nunca o facto de ser heterossexual seria um entrave à adopção. É rejeitar as pessoas apenas por serem homossexuais, independentemente de tudo o resto.

 

Concordo com a questão da paternidade não ser um direito. Será, quanto muito, um privilégio. Não vejo a paternidade como um direito, de todo. O que eu digo é que os homossexuais têm o direito de serem tratados da mesma forma que os heterossexuais quando se candidatam a adopção, se quiserem ser pais. É o direito na igualdade de tratamento, não o direito da paternidade. Igualdade no direito a concorrer a adopção e direito a não serem logo excluídos apenas com base na orientação sexual.

 

PS: Se calhar não me estou a explicar bem... A hora já vai avançadota e não está fácil escrever XD

 

Explicaste-te lindamente. E fiquei satisfeito por concordares que a paternidade não é um direito (acredita que não é fácil encontrar quem partilhe esta ideia). É sem dúvida um privilégio.

 

Quanto à questão, não estamos em sintonia quanto aos conceitos. Não acho que o facto de se impedir a candidatura à adoção por parte de casais homossexuais signifique diminuição na sua dignidade ou integridade enquanto seres-humanos com os mesmos direitos que os restantes. Significa menos aptidão. E não estou a falar sobre a sua aptidão específica para exercerem as funções de paternidade (para as quais, não duvido, são tão bons ou melhores que qualquer heterossexual). Estou a falar da aptidão tendo em conta os superiores interesses da criança. E não são os interesses da criança em receber todo o amor, carinho, atenção e cuidados a que tem direito por parte da família. São os interesses da criança enquanto membro da sociedade e das relações de amizade e de convivência que também condicionam o seu crescimento enquanto pessoa.

 

E com certeza que existem pais adotivos homossexuais em Portugal, pois a orientação sexual não é tida em conta aquando da adoção singular.

 

Luta-se pelo direito à adoção conjunta por um casal homossexual, e, ou pelo menos, co-adoção do filho adotivo/biológico do companheiro. Felizmente, trata-se de uma questão de tempo até esse direito ser concedido, pois a realidade sobrepõe-se a estes debates, e a realidade, que pode custar a alguns, é esta: já existem crianças que conhecem o amor e carinho que um casal homossexual tem para oferecer.

 

Esse é, indubitavelmente, o argumento de maior peso por parte de quem é favorável à adoção por parte de casais homossexuais. Em todo o caso eu coloco grandes reservas nessa tua certeza. Conhecendo o processo moroso e sinistro de qualquer processo de adoção em Portugal, em que as vidas, hábitos, comportamentos e situação sócio-económica dos candidatos é esmiuçada de forma quase maquiavélica por parte de funcionários na sua maioria carregadíssimos de preconceitos, eu duvido que existam muitos exemplos de sucesso na adoção por parte de pais (ou mães) singulares homossexuais.

 

Em todo o caso, e em jeito de conclusão, eu considero que esta questão continua a ser um problema menor. Andam os legisladores entretidos, andam comentadores e analistas a mostrar trabalho, andam organizações de classe a mostrar-se, anda a comunicação social a encher páginas de jornal e minutos nos noticiários e anda a opinião pública desinteressada. Importante a sério seria rever todo o processo da adoção em Portugal. Agilizar mecanismos e procedimentos. E tornar mais célere todo o processo. Andei a pesquisar um bocadinho sobre o assunto e deparei-me com este texto (é de 2008 mas duvido que a situação tenha melhorado muito entretanto) que nos faz pensar que existem problemas muito mais urgentes a resolver do que introduzir mais um factor polémico no processo: Uma História de Terror

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1º parágrafo: concordo. Daí ser importante é aferirem as condições de vida que a criança ia ter, e não saber qual a orientação sexual dos pais. O que os habilitaria a ter filhos é o mesmo que habilitaria qualquer outro casal.

 

2º parágrafo: O facto de não pode ser pai adoptivo colide com os seus direitos na medida em que tinha mais direito a ser pai adoptivo se fosse solteiro. Com as mesmas condições de vida, com o mesmo salário, com a mesma personalidade.

 

Mas a questão é que a orientação sexual dos pais é de extrema relevância nas condições de vida que a criança vai ter.

 

Sim, como solteiro um homossexual tem maiores expectativas de poder adotar uma criança. Se em termos práticos tem mais sucesso é algo que me levanta séria dúvidas.

Editado por Descartes

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eu diria que um casal homossexual terá capacidade para ensinar o filho e fazer o melhor por ele. não o melhor por "eles".

e tanta vez que vês ambientes de casamentos, que acabam em infelicidade, m*rda, divórcio, dinheiro esbanjado...e os filhos casam na mesma? se calhar casam porque...querem. porque foi opção deles. não porque foram influenciados, porque sabem exactamente as opções que têm. novamente, um filho adoptado por homossexuais não vai desenvolver espontaneamente a necessidade para caçar pilas.

Não foi isso que eu disse. Tu, no seguimento da conversa, disseste que não compreendias o porquê de, tendo pais gays, os filhos poderem, eventualmente, preferir e serem mais propícios a determinada orientação sexual. Eu apenas dei um exemplo, perfeitamente plausível a meu ver. Não quer dizer que sejam os pais a incutir, por vontade deles, tal orientação ao filho, mas sim este último ser influenciado pelo seus pais, são coisas diferentes.

 

(Desc->) Se é bom ou mau? Nem é uma coisa nem outra. É o que é. Se o filho se tornou assim baseado na boa experiência que teve com os pais qual é o problema? Cada um é formado e moldado de acordo com as experiências (boas e más) de vida que tem. E sinceramente, não vejo drama algum. Não tenho como objectivo promover o crescimento da homossexualidade se é isso que estás a pensar lol. Apenas... é uma possível consequência. E, sinceramente, isso é o menos no meio desta discussão, apenas um pequeno exemplo que usei para apresentar ao Pika o meu ponto.

 

Aí não temos hipótese de evoluir na conversa. Tu achas que a orientação sexual dos candidatos a pais adoptivos não pode ser um aspecto decisivo na decisão de adopção e eu acho que é absolutamente decisivo.

Mas decisivo porquê? Não existem outros factores que, por acaso, até já foram aqui ditos, que deveriam influenciar mais do que uma hipotética situação de bullying? A não ser que tenhas em mente outros factores relacionados com a homossexualidade que eu não tenha conhecimento, que possam afectar a decisão.

 

Quanto ao 2º parágrafo, a questão não está na possibilidade das mentalidades poderem ou não mudar sem a legalização da adopção por parte de casais gays. O que eu digo é que a legalização não vai implicar automaticamente essa mudança. A sociedade não vai ficar menos homofóbica só porque se passa a permitir que os gays adoptem crianças. Tal como não ficou quando se lhes concedeu a possibilidade de se casarem.

Nem eu afirmei o inverso. Uma coisa é mudar definitivamente (que obviamente, não foi o que eu disse), outra é influenciar e, aos poucos, ajudar de forma decisiva até, nessa mudança. Diz-me, não achas que, com a legalização e consequentes adopções que ocorreriam, se daí resultassem boas experiências que o público não começaria a ponderar e eventualmente alterar o seu ponto de vista no assunto? Eu acho. Enquanto se continuar assim neste vai não-vai, haverão sempre aqueles indecisos\contra e que, até verem casos concretos de que a adopção por parte de homossexuais terá tanta ou maior qualidade como um casal hetero, nunca serão a favor.

 

Tudo bem? Tu afirmas que há influência. Que existe maior probabilidade da criança se tornar homossexual. E achas bem que se incentive essa possibilidade por via de uma alteração legislativa? Achas, então, benéfico que se tomem medidas para fomentar a homossexualidade. É isso?

Eu afirmo que pode haver influência, são coisas diferentes. Lê o que disse para o Pika acima (até juntei um pequeno parágrafo para ti icon_mrgreen.gif para leres após o que disse ao Pika)

 

Não acho que se devam tomem medidas a favor nem contra. Apenas que tenham os mesmo direitos que todos os outros. Mas mais uma vez me questiono, se terás outros motivos que não estou a ver. Se for o caso, agradecia que explicasses. wink.gif

 

Já vi que neste post...

 

Estou a falar da aptidão tendo em conta os superiores interesses da criança. E não são os interesses da criança em receber todo o amor, carinho, atenção e cuidados a que tem direito por parte da família. São os interesses da criança enquanto membro da sociedade e das relações de amizade e de convivência que também condicionam o seu crescimento enquanto pessoa.

... referes algo do género. Mas continuo sem perceber, ao certo, aquilo a que te referes.

 

Não, não permite. Mas não podemos assumir desde o princípio que isso vai ocorrer. E nunca seria uma defesa das crianças retirá-las de casa só porque é gozado por os pais serem gays, isso acontece quando a família em si faz mal à criança. Quanto muito tinha de se providenciar apoio psicológico. É incomparável.

Isto.

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(Desc->) Se é bom ou mau? Nem é uma coisa nem outra. É o que é. Se o filho se tornou assim baseado na boa experiência que teve com os pais qual é o problema? Cada um é formado e moldado de acordo com as experiências (boas e más) de vida que tem. E sinceramente, não vejo drama algum. Não tenho como objectivo promover o crescimento da homossexualidade se é isso que estás a pensar lol. Apenas... é uma possível consequência. E, sinceramente, isso é o menos no meio desta discussão, apenas um pequeno exemplo que usei para apresentar ao Pika o meu ponto.

 

Não é por nada mas acho muito interessante essa tua posição. Que eu me lembre és a primeira pessoa que eu vejo a admitir que um ambiente familiar homossexual pode influenciar a orientação sexual da criança adotada e que defende que se deve avançar na permissão de adoção por parte de casais homossexuais. Até agora só conhecia 3 posições:

 

1- quem defende a legalização afirma convictamente que o ambiente familiar não tem qualquer influência;

2- quem defende que existe influência e é contra a legalização;

3- pessoas com opinião igual à minha que estão convencidas que o ambiente familiar não tem influência mas que, mesmo assim, não concordam com a legalização.

 

Uma posição como a tua é a primeira vez que me aparece...

 

 

Mas decisivo porquê? Não existem outros factores que, por acaso, até já foram aqui ditos, que deveriam influenciar mais do que uma hipotética situação de bullying? A não ser que tenhas em mente outros factores relacionados com a homossexualidade que eu não tenha conhecimento, que possam afectar a decisão.

 

E o facto de haver outros factores mais relevantes impede que esse seja um factor decisivo?

 

 

Nem eu afirmei o inverso. Uma coisa é mudar definitivamente (que obviamente, não foi o que eu disse), outra é influenciar e, aos poucos, ajudar de forma decisiva até, nessa mudança. Diz-me, não achas que, com a legalização e consequentes adopções que ocorreriam, se daí resultassem boas experiências que o público não começaria a ponderar e eventualmente alterar o seu ponto de vista no assunto? Eu acho. Enquanto se continuar assim neste vai não-vai, haverão sempre aqueles indecisos\contra e que, até verem casos concretos de que a adopção por parte de homossexuais terá tanta ou maior qualidade como um casal hetero, nunca serão a favor.

 

A questão das mentalidades não se limita à adoção. Esse é apenas um pormenor. Quando se fala em mentalidades estamos a referir-nos a uma Sociedade preconceituosa e homofóbica. E não são medidas como esta que contribuem para a alterar. Eu até acho que pode ser contra-producente. Se houver algum efeito positivo será a muito longo prazo, até porque essas eventuais experiências positivas (até me arrepio ao utilizar a palavra "experiência" quando em causa estão vidas de crianças inocentes) só se manifestarão décadas depois do momento da adoção. Por outro lado, experiências negativas podem ser evidentes no imediato.

 

 

Eu afirmo que pode haver influência, são coisas diferentes. Lê o que disse para o Pika acima (até juntei um pequeno parágrafo para ti icon_mrgreen.gif para leres após o que disse ao Pika)

 

Não acho que se devam tomem medidas a favor nem contra. Apenas que tenham os mesmo direitos que todos os outros. Mas mais uma vez me questiono, se terás outros motivos que não estou a ver. Se for o caso, agradecia que explicasses. wink.gif

 

Já vi que neste post...

 

 

... referes algo do género. Mas continuo sem perceber, ao certo, aquilo a que te referes.

 

É muito simples. Ao analisar as condições de vida da criança adotada eu não me fico pela análise ao seu ambiente familiar. Admito perfeitamente que, em casa, em família, no grupo restrito de amigos, a criança será tão bem ou melhor tratada, acarinhada e amada como numa qualquer família tradicional. Mas o bem-estar da criança não se resume a esse ambiente. A criança vai relacionar-se com outras pessoas. Com colegas de escola, com professores, com o seu grupo de amigos e conhecidos. Vai criar relações fora do seio familiar. E vai necessariamente ter de expor a sua condição de adotada e, potencialmente mais confrangedor e eventualmente humilhante, expor a sua condição de filho(a) de pais homossexuais. Dir-me-ás que o mesmo acontece com um preto, um cigano ou, até, crianças com pais biológicos com comportamentos, hábitos ou percursos de vida menos recomendáveis que, de igual forma, exponham a criança a estigmatizações ou segregação. Verdade. Só que, nestes casos, não coube ao Estado e, por consequência, a todos nós, a decisão de expor aquela criança a esse tipo de situações.

 

Em suma, acho que nós, a Sociedade, o Estado não temos o direito de forçar uma criança a, eventualmente, passar por esse tipo de situações. Nem que seja para garantir que os seus pais usufruam de um qualquer direito que eles reclamam para si próprios.

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Deixem-me dar aqui a minha opinião, eu sou a contra a adopção de menores por parte de casais homossexuais, não por ter algum tipo de preconceito, antes pelo contrário, mas sim porque existem certos factores essenciais no desenvolvimento humano que podiam ser alterados, precisamente por não haver uma pessoa do sexo feminino na sua educação. Para mim o mais importante de todos esses factores é o que basicamente se chama de “meio”, o meio não é mais do que um conjunto de influências e estimulações ambientais ou sociais que alteram os padrões de comportamento de um indivíduo em crescimento a todos os níveis. E por mais que se fale em amor e carinho, coisa que nem se põe em causa, é diferente ter uma educação a dois sexos, o lado maternal é insubstituível é um “dom” da mulher :mrgreen:

 

Mas falando mais a sério, existem certas etapas do desenvolvimento humano dessas crianças que poderão ser seriamente afectadas devido à sua educação, nomeadamente o período das operações concretas que é a infância propriamente dita que é quando a criança começa a gerar as suas próprias ideias e começa a confronta-las com as dos pais. É geralmente conhecida como a etapa dos porquês, nessa fase as crianças fazem perguntas aos pais eles respondem e elas acatam e depois entra a sua capacidade cognitiva desenvolvida e estimulada mediante o tal “meio “que eu já referi. Não quer dizer que todas as crianças que fossem adoptadas por homossexuais, um dia mais tarde, seriam também homossexuais, mas que a educação poderia influenciar as suas tendências, isso podia, daí eu ser contra essa medida. E para finalizar a minha ideia faço aqui um copy paste da ultima etapa da teoria do desenvolvimento humano de Jean Piaget ( que é a que estudamos nas universidades).

 

Juventude: projeto de vida

A personalidade começa a se formar no final da infância, entre 8 a 12 anos. Na idade adulta não surge nenhuma nova estrutura mental, e o indivíduo caminha então para um aumento gradual do desenvolvimento cognitivo.

Daí a importância do meio e da educação numa criança que irá ser futuramente um adulto, quem é homossexual já o é desde pequeno :mrgreen:

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Osbourne, lembro-me de há uns tempos ter-se discutido isto e o Vaart ter levantado essa questão. Mas na realidade não existem dados científicos que ofereçam suporte a essas preocupações. Na altura referiu-se a posição da Associação Americana de Psicologia, que declarou apoiar iniciativas que permitissem a adoção por parte de casais homossexuais (convém lembrar que tanto podem ser homens como mulheres), tal como um estudo que apresentava resultados práticos positivos.

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Só um pequeno aparte:

Piaget :heart:

Watson ou Bandura. :dry:

 

Enfim, são as horas. Quanto ao assunto em questão, não tenho nada a acrescentar, o Descartes tem tratado de tudo.

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Fico feliz por pessoas como o aucarva serem uma minoria neste país. Homossexuais são contra-natura? Então mas eles foram criados em laboratório é? E caso eu sabia qualquer homossexual veio de um casal heterossexual, pelo menos da última vez que vi duas pessoas do mesmo sexo ainda não conseguiam conceber.

 

Censurar um homossexual por ser homossexual é como censurar um homem/mulher por não gostar de loiras/loiros. É simplesmente estúpido. E engraçado que metam a sociedade pelo meio disto. Engraçado porque a civilização que "inventou" a sociedade moderna até é bastante conhecida pelas suas orgias em honra a Dionísio, orgias nas quais se praticava acto sexual tanto hetero como homossexual.

 

E sim, meter a religião ou a igreja neste assunto é responder com alhos a bugalhos. Mas de qualquer maneira, quem trouxe o assunto foi o senhor Telmo Correia, e não um membro deste fórum. Mas do lado contrário, trazer a ordem social já é relevante, mas quando vejo afirmações de que se deviam censurar algumas pessoas quanto aos seus direitos humanos é de bradar aos céus! A inexistência de igualdade social nada tem que ver com os direitos humanos, visto que esta diferença não é resultado destes direitos. Pelo contrário, este direito (leia-se, a declaração dos direitos humanos) luta contra essa desigualdade.

Editado por padeiro

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um comportamento homossexual, isto é, ser gay...é uma pessoa ter desejo e atracção pelo mesmo sexo.

 

não é por seres educado por um homossexual que vais despertar esse desejo, porque o teu pai/mãe não te vai dizer "devias experimentar levar no rabo, é tão bom!". Tu não vais ganhar predisposição para relações homossexuais porque os teus pais são homossexuais, basicamente porque os teus pais não te vai enfiar na cabeça que ser homossexual é que é fixe.

 

isto também estou a supor que os pais não são parvos.

 

e agora pergunta-te sobre quantos indivíduos viveram com receio de dizerem que são homossexuais, indivíduos que são homossexuais sem problemas e aceites...e que nasceram em seios tradicionais.

Não te consigo explicar melhor, lol.

Uma criança educada numa família homossexual vai:

-Olhar para a homossexualidade com menos preconceito (acho que é óbvio);

-Conviver com comportamentos homossexuais (do tipo que todos os casais fazem, um beijo quando chegam a casa, etc);

-Aprender a 'apreciar' o género que os pais apreciam (quantas vezes, em casais heteros, o pai não diz ao filho: eii, olha lá filho aquela febra, grandes pernas, quando casei com a tua mãe ela também era assim).

 

Isto tudo e mais alguma coisa vai aumentar a tendência da criança a ter comportamentos homossexuais. NÃO ESTOU A DIZER QUE VAI SER HOMOSSEXUAL, SÓ QUE É MAIS PROVÁVEL, É DIFERENTE.

O que é... normal e aceitável para mim.

Se não achas isto normal é porque ainda não aceitas a homossexualidade a 100%.

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Deixem-me dar aqui a minha opinião, eu sou a contra a adopção de menores por parte de casais homossexuais, não por ter algum tipo de preconceito, antes pelo contrário, mas sim porque existem certos factores essenciais no desenvolvimento humano que podiam ser alterados, precisamente por não haver uma pessoa do sexo feminino na sua educação. Para mim o mais importante de todos esses factores é o que basicamente se chama de “meio”, o meio não é mais do que um conjunto de influências e estimulações ambientais ou sociais que alteram os padrões de comportamento de um indivíduo em crescimento a todos os níveis. E por mais que se fale em amor e carinho, coisa que nem se põe em causa, é diferente ter uma educação a dois sexos, o lado maternal é insubstituível é um “dom” da mulher :mrgreen:

 

Mas falando mais a sério, existem certas etapas do desenvolvimento humano dessas crianças que poderão ser seriamente afectadas devido à sua educação, nomeadamente o período das operações concretas que é a infância propriamente dita que é quando a criança começa a gerar as suas próprias ideias e começa a confronta-las com as dos pais. É geralmente conhecida como a etapa dos porquês, nessa fase as crianças fazem perguntas aos pais eles respondem e elas acatam e depois entra a sua capacidade cognitiva desenvolvida e estimulada mediante o tal “meio “que eu já referi. Não quer dizer que todas as crianças que fossem adoptadas por homossexuais, um dia mais tarde, seriam também homossexuais, mas que a educação poderia influenciar as suas tendências, isso podia, daí eu ser contra essa medida. E para finalizar a minha ideia faço aqui um copy paste da ultima etapa da teoria do desenvolvimento humano de Jean Piaget ( que é a que estudamos nas universidades).

 

Juventude: projeto de vida

A personalidade começa a se formar no final da infância, entre 8 a 12 anos. Na idade adulta não surge nenhuma nova estrutura mental, e o indivíduo caminha então para um aumento gradual do desenvolvimento cognitivo.

Daí a importância do meio e da educação numa criança que irá ser futuramente um adulto, quem é homossexual já o é desde pequeno :mrgreen:

Concordo com tudo, mas... Porque é que és contra esta medida se aceitas a homossexualidade? Ou seja, o que é que tem uma criança que é adoptada por homossexuais vir a ter mais tendência a ser homossexual? Isso é mau? Porquê? Então mas não aceitas a homossexualidade? :confuso:

 

Quando à última parte, isso não é assim tão extremo. As pessoas desenvolvem gostos por actividades em todas as idaides, inclusive quando idosas. Qual o motivo para pensar que os comportamentos sexuais são todos determinados na infância? Podem ser influênciados por ela, e sim concordo a 100% mas determinados nunca.

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