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Parlamento chumba adopção por casais do mesmo sexo

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Segundo percebi, ele diz que a forma como as pessoas olham para o desejo sexual é diferente, mais aberto e, se calhar, menos pudicamente. Quase até desprezando o pudor. Mas isso não quer dizer que esse desejo não exista, ou não ocorra da mesma forma como em qualquer outro ser humano. Por muito que a sociedade dite a nossa maneira de lidar com isso, os nossos instintos são puros. E isso não podemos evitar. Eles existem, cabe-nos a nós reprimi-los ou não.

Claro, nem fazia sentido dizer que o desejo não existe, e acho que nunca disse isso aqui, se entendeste assim foi erro meu ou teu (às vezes tenho dificuldade em expor exactamente o que penso).

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Afirmações sobre assuntos de teor ciêntifico não se devem basear apenas em opiniões, deve haver uma base que a sustente caso contrário cai-se apenas no ridiculo.

Quanto à minha afirmação, era claramente irónica.

 

epá, mas a opinião OBVIAMENTE deve vir de alguma coisa. Não é por estares no autocarro, todas as manhãs, a observar as pessoas e os seus comportamentos que sabes sobre psicologia comportamental. as pessoas devem falar com bases de coisas que leram e lhe foram ditas, digo eu.

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epá, mas a opinião OBVIAMENTE deve vir de alguma coisa. Não é por estares no autocarro, todas as manhãs, a observar as pessoas e os seus comportamentos que sabes sobre psicologia comportamental. as pessoas devem falar com bases de coisas que leram e lhe foram ditas, digo eu.

Obviamente. Agora isso de se afirmar categoricamente, como já por aqui li, que crianças criadas por homossexuais estão mais propensas a se tornarem homossexuais acho completamente disparatado caso não haja indicações de que tal aconteça.

Aliás, sobre esse assunto o que me parece mais lógico é que pessoas à partida com tendências homossexuais criadas por homossexuais, isso sim, são bem mais capazes de se afirmarem como tal do que outras criadas em familias ditas tradicionais. E isso só me parece positivo, especialmente em termos de saúde mental da pessoa em causa que mais facilmente evitará a negação e combaterá mais facilmente o preconceito social.

Editado por antifa

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Não sei se este vídeo já andou pelo fórum antes; de qualquer forma, fica aqui um pequeno relato.

 

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Uma pequena curiosidade sobre este assunto:

In many societies of Melanesia, especially in Papua New Guinea, same-sex relationships were an integral part of the culture until the middle of the last century. The Etoro and Marind-anim for example, even viewed heterosexuality as sinful and celebrated homosexuality instead. In many traditional Melanesian cultures a prepubertal boy would be paired with an older adolescent who would become his mentor and who would "inseminate" him (orally, anally, or topically, depending on the tribe) over a number of years in order for the younger to also reach puberty. Many Melanesian societies, however, have become hostile towards same-sex relationships since the introduction of Christianity by European missionaries.

 

Fonte: Wiki

 

Gostava de ouvir a opinião do Pan sobre este assunto, visto que é com ele que tenho estado a trocar ideias. O que pensas sobre isto?

 

E eu nunca afirmei categoricamente nada. O que eu digo não é lei. Este é um assunto demasiado complexo para alguém vir aqui afirmar isto ou aquilo. Acho é que não é preciso estar sempre a avisar que o que eu digo é apenas a minha opinião.

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Obviamente. Agora isso de se afirmar categoricamente, como já por aqui li, que crianças criadas por homossexuais estão mais propensas a se tornarem homossexuais acho completamente disparatado caso não haja indicações de que tal aconteça.

Aliás, sobre esse assunto o que me parece mais lógico é que pessoas à partida com tendências homossexuais criadas por homossexuais, isso sim, são bem mais capazes de se afirmarem como tal do que outras criadas em familias ditas tradicionais. E isso só me parece positivo, especialmente em termos de saúde mental da pessoa em causa que mais facilmente evitará a negação e combaterá mais facilmente o preconceito social.

 

oh mas isso já eu tinha falado. é a mesma coisa que um miúdo criado por um bêbado que bate em gajas. também vai bater na sua mulher enquanto submergido em álcool?

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Uma pequena curiosidade sobre este assunto:

In many societies of Melanesia, especially in Papua New Guinea, same-sex relationships were an integral part of the culture until the middle of the last century. The Etoro and Marind-anim for example, even viewed heterosexuality as sinful and celebrated homosexuality instead. In many traditional Melanesian cultures a prepubertal boy would be paired with an older adolescent who would become his mentor and who would "inseminate" him (orally, anally, or topically, depending on the tribe) over a number of years in order for the younger to also reach puberty. Many Melanesian societies, however, have become hostile towards same-sex relationships since the introduction of Christianity by European missionaries.

 

Fonte: Wiki

 

Gostava de ouvir a opinião do Pan sobre este assunto, visto que é com ele que tenho estado a trocar ideias. O que pensas sobre isto?

 

E eu nunca afirmei categoricamente nada. O que eu digo não é lei. Este é um assunto demasiado complexo para alguém vir aqui afirmar isto ou aquilo. Acho é que não é preciso estar sempre a avisar que o que eu digo é apenas a minha opinião.

 

Acho que, assim como agora se celebra a heterossexualidade, nessa tribos acontecia o oposto. Provavelmente tal tradição foi instaurada por alguém com importância na tribo que se sentia atraído por pessoas do mesmo sexo. Estás a ir de encontro àquilo que digo. É instintivo, tens desejos totalmente naturais e tens tendência ou a expressá-los ou a reprimi-los. Neste caso, algum heterossexual nessas culturas tenderia a reprimir a heterossexualidade.

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Acho que, assim como agora se celebra a heterossexualidade, nessa tribos acontecia o oposto. Provavelmente tal tradição foi instaurada por alguém com importância na tribo que se sentia atraído por pessoas do mesmo sexo. Estás a ir de encontro àquilo que digo. É instintivo, tens desejos totalmente naturais e tens tendência ou a expressá-los ou a reprimi-los. Neste caso, algum heterossexual nessas culturas tenderia a reprimir a heterossexualidade.

Correcto. Mas aceitas que os heterossexuais, nessas tribos, eram a minoria? Certo?

Tal como hoje os homossexuais são a minoria.

Então isso não é a cultura a influenciar a orientação sexual?

 

Não estou a ver como estou a ir de encontro àquilo que tu dizes, visto que disseste que o ambiente não influenciava a sexualidade (orientação sexual neste caso).

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Correcto. Mas aceitas que os heterossexuais, nessas tribos, eram a minoria? Certo?

Tal como hoje os homossexuais são a minoria.

Então isso não é a cultura a influenciar a orientação sexual?

 

Não estou a ver como estou a ir de encontro àquilo que tu dizes, visto que disseste que o ambiente não influenciava a sexualidade (orientação sexual neste caso).

 

Não, não aceito. Aceito que havia uma grande maioria das pessoas a entrar nos rituais homossexuais, mas não podes garantir que a maioria é homossexual. Até porque podiam ser heterossexuais e entrar nesses rituais por ser tradição da cultura, assim como muitos homossexuais se casam com uma amiga de quem gostam muito porque a nossa cultura assim o foi impondo. A cultura não pode influencia a tua orientação sexual, porque a cultura não interfere com o funcionamento instintivo do teu organismo a não ser no sentido de te sentir à vontade ou seguro para expôr a tua intimidade ou não.

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Uma criança educada numa família homossexual vai:

-Olhar para a homossexualidade com menos preconceito (acho que é óbvio);

 

Para mim não é nada óbvio. Aliás, essa afirmação é um contra-senso. Porque pressupõe que tu, eu e todos aqueles que expressam a sua tolerância para com pessoas com orientação sexual diferente e que se afirmam sem preconceitos têm, na realidade, um certo grau de preconceito. Implica que eu, tu ou qualquer outra pessoa seria menos preconceituosa se tivesse a sorte de ter pais homossexuais. E não posso acreditar nisso. Acho que é perfeitamente possível que uma pessoa criada no seio de uma família heterossexual não tenha o mínimo de preconceitos.

 

 

Concordo com tudo, mas... Porque é que és contra esta medida se aceitas a homossexualidade? Ou seja, o que é que tem uma criança que é adoptada por homossexuais vir a ter mais tendência a ser homossexual? Isso é mau? Porquê? Então mas não aceitas a homossexualidade? :confuso:

 

Imagina este cenário: tens duas crianças para serem adotadas e tens dois casais candidatos à adoção. Um casal heterossexual e outro homossexual. Partindo do princípio, que tu defendes, que a criança que venha a ser adotada pelos homossexuais tará maior probabilidade de se tornar homossexual, como farás a escolha? Que direito tens tu para poder decidir que a criança A deverá crescer para se tornar um heterossexual (como a maioria dos seus semelhantes) e que a criança B deverá ser aquela que se tornará homossexual? Não achas isso de alguma forma injusto para a criança B?

 

Imagina que uma criança educada por pais homossexuais ia ter mais probabilidades de se tornar homossexual.

Isso é um factor de impedimento à adopção por parte dos homossexuais? Porquê?

 

Porque não te cabe a ti, a mim, ao funcionário da Segurança Social ou, em última análise, ao Estado essa decisão, tendo em conta os interesses da criança.

 

Compreendo perfeitamente o que estás a dizer. Aliás, durante algum tempo, quando começou a surgir (mais a sério) em Portugal, aquando da legalização do casamento homossexual, esta discussão sobre adopção por homossexuais, eu tinha a mesma opinião que tu. Mas o que é facto, é que uma criança que seja adoptada é gozada pelos seus colegas, nos primeiros anos de escola. O simples facto de ser adoptada já é motivo de bullying, independentemente de ser adoptada por um casal homossexual ou heterossexual.

As relações de amizade e de convivência vão sempre ser afectadas quer ela tenha pais homossexuais, ou seja preta, ou tenha orelhas grandes, ou goste de andar vestida com as meias por fora das calças. Qualquer diferença da criança em relação às outras condicionará o seu crescimento enquanto pessoa.

 

Sim, mas uma criança adotada por um casal heterossexual tem sempre a possibilidade de reservar para si essa situação. Ninguém é obrigado a referir, onde quer que seja, que é adotada. Isso nunca poderia acontecer com as crianças adotadas por pais homossexuais.

 

Obviamente. Agora isso de se afirmar categoricamente, como já por aqui li, que crianças criadas por homossexuais estão mais propensas a se tornarem homossexuais acho completamente disparatado caso não haja indicações de que tal aconteça.

Aliás, sobre esse assunto o que me parece mais lógico é que pessoas à partida com tendências homossexuais criadas por homossexuais, isso sim, são bem mais capazes de se afirmarem como tal do que outras criadas em familias ditas tradicionais. E isso só me parece positivo, especialmente em termos de saúde mental da pessoa em causa que mais facilmente evitará a negação e combaterá mais facilmente o preconceito social.

 

Isso é verdade. A dificuldade está em conseguir seleccionar as pessoas com tendências homossexuais em tenra idade para poderem ser adotadas por casais homossexuais.

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Sim, mas uma criança adotada por um casal heterossexual tem sempre a possibilidade de reservar para si essa situação. Ninguém é obrigado a referir, onde quer que seja, que é adotada. Isso nunca poderia acontecer com as crianças adotadas por pais homossexuais.

Tens razão. Mas apesar disso, quando uma criança é adoptada isto chega sempre aos ouvidos dos colegas. É quase inevitável alguém, em algum momento, fazer referência a isto e depois a notícia não para de correr até chegar aos ouvidos dos colegas. Isto acontece muito frequentemente.

 

O que acontece depois, ou pelo menos deveria acontecer, é que os pais/educadores dos colegas da criança adoptada explicam aos filhos que ser adoptada não é motivo de troça e que não devem gozar com a criança por este facto, etc. etc. Isto deveria também acontecer quando os pais perceberem que na turma ou na escola do filho há uma criança filha de pais homossexuais. E acredito que, apesar de muitos deles não serem a favor da adopção por casais homossexuais, vão ter a sensibilidade de explicar aos filhos que não se deve gozar.

E mesmo que as crianças saibam que o amigo é filho de pais homossexuais e que gozem; como já disse, aos olhos de uma criança, penso (não tenho a certeza) que não seja diferente de ser gozada por ter orelhas grandes, ou porque tem dentes grandes, ou por a mãe ser gorda, etc.

Editado por André

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Não, não aceito. Aceito que havia uma grande maioria das pessoas a entrar nos rituais homossexuais, mas não podes garantir que a maioria é homossexual. Até porque podiam ser heterossexuais e entrar nesses rituais por ser tradição da cultura, assim como muitos homossexuais se casam com uma amiga de quem gostam muito porque a nossa cultura assim o foi impondo. A cultura não pode influencia a tua orientação sexual, porque a cultura não interfere com o funcionamento instintivo do teu organismo a não ser no sentido de te sentir à vontade ou seguro para expôr a tua intimidade ou não.

Ok, estou a entender. Então o que leva as pessoas a terem uma orientação homossexual ou bisexual?

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O que eu disse nada tem a ver com isso, tal como tu sabes.

 

Claro que tem. Eu concordei contigo que existem situações específicas em que a adoção por casais homossexuais é positiva. Mas salientei a impossibilidade de se detetar, atempadamente, essas situações específicas.

 

Tens razão. Mas apesar disso, quando uma criança é adoptada isto chega sempre aos ouvidos dos colegas. É quase inevitável alguém, em algum momento, fazer referência a isto e depois a notícia não para de correr até chegar aos ouvidos dos colegas. Isto acontece muito frequentemente.

 

O que acontece depois, ou pelo menos deveria acontecer, é que os pais/educadores dos colegas da criança adoptada explicam aos filhos que ser adoptada não é motivo de troça e que não devem gozar com a criança por este facto, etc. etc. Isto deveria também acontecer quando os pais perceberem que na turma ou na escola do filho há uma criança filha de pais homossexuais. E acredito que, apesar de muitos deles não serem a favor da adopção por casais homossexuais, vão ter a sensibilidade de explicar aos filhos que não se deve gozar.

E mesmo que as crianças saibam que o amigo é filho de pais homossexuais e que gozem; como já disse, aos olhos de uma criança, penso (não tenho a certeza) que não seja diferente de ser gozada por ter orelhas grandes, ou porque tem dentes grandes, ou por a mãe ser gorda, etc.

 

Não concordo. Tenho a certeza que existem, até, inúmeros exemplos em que a própria criança adotada desconhece essa sua situação específica. E que só é confrontada com ela em idade adulta ou nem sequer chega a conhecer esse facto.

 

Quanto ao resto, claro que concordo contigo. A questão é que eu não consigo admitir que seja o Estado a decidir que determinada criança passará, inevitavelmente, por situações dessa natureza.

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Guest fiasco

Que dia atipico.

Nunca tinha visto o Descartes a escrever tanta asneira num só tópico.

Resumidamente, Fiquei a saber que ser homosexual é tipo ser do Benfica ou do Sporting (ou do Porto vá), os pais acabarão por tentar convencer os filhos a juntarem-se ao clube deles.

Ainda bem que os meus pais são heterosexuais, isto de comer gajas é definitivamente o caminho certo.

8)

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Não concordo. Tenho a certeza que existem, até, inúmeros exemplos em que a própria criança adotada desconhece essa sua situação específica. E que só é confrontada com ela em idade adulta ou nem sequer chega a conhecer esse facto.

 

Quanto ao resto, claro que concordo contigo. A questão é que eu não consigo admitir que seja o Estado a decidir que determinada criança passará, inevitavelmente, por situações dessa natureza.

Não tinha sequer pensado nos casos em que as crianças são adoptadas ainda bebés. Estava apenas a referir-me às crianças adoptadas com 4/5 anos ou mais velhas. Erro meu :(

 

Mesmo o "Estado" sendo, neste caso, psicólogos, técnicos e outro pessoal com competência e experiência na matéria? Quem deveria então decidir nestas situações?

Editado por André

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Ok, estou a entender. Então o que leva as pessoas a terem uma orientação homossexual ou bisexual?

Isso ainda está aberto a debate, mas julgo que existem vários fatores envolvidos, tanto biológicos, como ambientais.

 

Existem estudos sobre a influência da orientação sexual dos pais sobre a sexualidade dos filhos. Por exemplo, um artigo, sobre um estudo de Golombok & Tasker (1996), revela que 92% dos entrevistados (25 jovens adultos, educados por mães lésbicas) se identificou como sendo heterossexual (apenas dois se identificaram como homossexuais/bissexuais), 24% reportou ter tido relações homossexuais, e cerca de 64% reportou ter considerado no passado, presente, ou futuro ter relações homossexuais (no último caso, apenas 22 responderam). Ou seja, porventura, poderá existir maior liberdade e curiosidade sobre a homossexualidade quando as crianças são educadas por homossexuais, mas os dados estão longe de indicar que a orientação sexual destas mães tenha diretamente influenciado a dos filhos.

 

Artigo

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O Estado já decide as situações de todas as outras naturezas, qual é o problema em decidir mais umas poucas? Aliás, quando se trata do bem estar de uma criança, a orientação sexual dos pais não pode nunca ser um entrave. Não a ponto de se sobrepôr a outros fatores mais importantes, como a estabilidade financeira e conjugal do casal que se propõem a adotar.

 

Não nos podemos esquecer que as crianças adotadas têm urgências bem mais preementes que a sexualidade dos pais. Afeto e carinho, roupa e um lar, educação e orientação são pontos fulcrais do desenvolvimento infantil em que a orientação sexual dos pais não exercem qualquer influência. E o Estado não pode preocupar-se com as futuras e inevitáveis problemáticas sociais que as crianças em crescimento irão ter, porque nunca as conseguirá evitar com critérios que não passem pela certificação da qualidade dos lares em que as coloca.

 

Resumindo, eu defendo que o Estado se deve preocupar em procurar pais que apoiem e acarinhem a criança/adolescente em todas as alturas da sua vida, tal como deve ser o papel de todos os pais. Não se deve distraír com as inúmeras preocupações sociais que poderão- e muitas irão, certamente- sobressaltar o desenvolvimento do indivíduo porque, não só essa é a função dos pais, mas também porque seria um ato discriminatório, não para com os pais homosexuais, mas para com as capacidades inatas de sobrevivência e adaptação da criança.

Editado por 13thReverend

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Isso ainda está aberto a debate, mas julgo que existem vários fatores envolvidos, tanto biológicos, como ambientais.

 

Existem estudos sobre a influência da orientação sexual dos pais sobre a sexualidade dos filhos. Por exemplo, um artigo, sobre um estudo de Golombok & Tasker (1996), revela que 92% dos entrevistados (25 jovens adultos, educados por mães lésbicas) se identificou como sendo heterossexual (apenas dois se identificaram como homossexuais/bissexuais), 24% reportou ter tido relações homossexuais, e cerca de 64% reportou ter considerado no passado, presente, ou futuro ter relações homossexuais (no último caso, apenas 22 responderam). Ou seja, porventura, poderá existir maior liberdade e curiosidade sobre a homossexualidade quando as crianças são educadas por homossexuais, mas os dados estão longe de indicar que a orientação sexual destas mães tenha diretamente influenciado a dos filhos.

 

Artigo

Obrigado pelo estudo. Depois quando tiver paciência dou uma leitura mais profunda.

Estudos destas são um passo para tentar compreender este assunto.

 

EDIT: Mas sem valores de referência não podemos dizer se esses valores são altos ou baixos.

Editado por GSousa

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Ok, estou a entender. Então o que leva as pessoas a terem uma orientação homossexual ou bisexual?

 

Não se sabe, apenas se sabe que a atracção e o desejo sexual são químicos, portanto passará por aí, penso.

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EDIT: Mas sem valores de referência não podemos dizer se esses valores são altos ou baixos.

Se leres o artigo existe um grupo de controlo.

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Tive a dar uma vista de olhos pelo quadro e em todos os parâmetros com a excepção de dois (same-gender attraction e heterosexual identity) houve um aumento na parte das lésbicas.

 

Mas este estudo tem uma falha grave que pode ter comprometido os resultados. As pessoas que participavam nele eram voluntárias e portanto já sabiam ao que iam.

 

No entanto foi bom ter visto o estudo. Significa que não sou o único maluco a pôr essa hipótese em cima da mesa. :mrgreen:

Editado por GSousa

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Que dia atipico.

Nunca tinha visto o Descartes a escrever tanta asneira num só tópico.

Resumidamente, Fiquei a saber que ser homosexual é tipo ser do Benfica ou do Sporting (ou do Porto vá), os pais acabarão por tentar convencer os filhos a juntarem-se ao clube deles.

Ainda bem que os meus pais são heterosexuais, isto de comer gajas é definitivamente o caminho certo.

8)

 

Se essa frase pretende ser um resumo daquilo que tem sido a minha participação neste tópico então digo-te que asneira a sério escreveste tu.

 

É que a minha opinião não podia ser mais diametralmente oposta ao que tu aí disseste. Já o escrevi por aqui duas ou três vezes mas repito: Eu não julgo que a orientação sexual dos pais tenha qualquer influência na orientação sexual dos filhos. Está entendido ou vai ser necessário repeti-lo mais vezes?

 

Não tinha sequer pensado nos casos em que as crianças são adoptadas ainda bebés. Estava apenas a referir-me às crianças adoptadas com 4/5 anos ou mais velhas. Erro meu :(

 

Mesmo o "Estado" sendo, neste caso, psicólogos, técnicos e outro pessoal com competência e experiência na matéria? Quem deveria então decidir nestas situações?

 

Mas estou a falar essencialmente na adoção de bebés e crianças que ainda não têm capacidades para formular as suas escolhas. Também já o referi neste tópico: não tenho nada contra a adoção por parte de casais homossexuais desde que essa seja a vontade expressa da criança.

 

Ninguém. Não tem que haver decisão. A proibição da adoção por parte de casais homossexuais implica que, à partida, essa questão não venha a ser colocada. Logo, não há qualquer decisão a tomar.

 

O Estado já decide as situações de todas as outras naturezas, qual é o problema em decidir mais umas poucas? Aliás, quando se trata do bem estar de uma criança, a orientação sexual dos pais não pode nunca ser um entrave. Não a ponto de se sobrepôr a outros fatores mais importantes, como a estabilidade financeira e conjugal do casal que se propõem a adotar.

 

Não nos podemos esquecer que as crianças adotadas têm urgências bem mais preementes que a sexualidade dos pais. Afeto e carinho, roupa e um lar, educação e orientação são pontos fulcrais do desenvolvimento infantil em que a orientação sexual dos pais não exercem qualquer influência. E o Estado não pode preocupar-se com as futuras e inevitáveis problemáticas sociais que as crianças em crescimento irão ter, porque nunca as conseguirá evitar com critérios que não passem pela certificação da qualidade dos lares em que as coloca.

 

Resumindo, eu defendo que o Estado se deve preocupar em procurar pais que apoiem e acarinhem a criança/adolescente em todas as alturas da sua vida, tal como deve ser o papel de todos os pais. Não se deve distraír com as inúmeras preocupações sociais que poderão- e muitas irão, certamente- sobressaltar o desenvolvimento do indivíduo porque, não só essa é a função dos pais, mas também porque seria um ato discriminatório, não para com os pais homosexuais, mas para com as capacidades inatas de sobrevivência e adaptação da criança.

 

O que não nos podemos esquecer é que já existem mais pessoas interessadas em adotar do que crianças para adoção. Existem listas de espera em que os candidatos chegam a aguardar largos anos até que lhes seja confiada uma criança. Ou seja, já existem casais heterossexuais e pessoas singulares suficientes a respeitar todas as condições legais previstas quanto à estabilidade financeira e conjugal. Tanto assim é que muitos candidatos são convidados a recorrer ao estrangeiro (países africanos e asiáticos) onde poderão, mais rapidamente encontrar uma criança para adotar.

 

Ora, se o problema não é a falta de famílias, porque raio existe necessidade de permitir que se alimentem expectativas a pessoas que trazem, à partida, uma desvantagem em relação aos restantes? Sendo que essa desvantagem, digo mais uma vez, não é inata aos próprios candidatos mas sim à forma como a sociedade os considera e que resultará, com grande probabilidade, em situações problemáticas no relacionamento das crianças com os seus semelhantes.

 

E não concordo que o Estado não tenha que se preocupar com as futuras e inevitáveis problemáticas sociais. Acho, muito pelo contrário, que esse é um aspeto que deve preocupar o Estado.

 

E também não concordo que o facto do Estado se preocupar com futuras repercussões sociais configure um ato descriminatório para com as capacidades de sobrevivência e adaptação das crianças. Aliás, acho que esse pensamento é um absurdo. Onde é que isso nos levaria? A uma situação hipotética como esta?:

 

- Vamos mandar este miúdo para a Sibéria!

- Ó chefe! Isso é uma violência. O miúdo vai sofrer imenso!

- Não há problema. Ele aguenta. Tem capacidades inatas de sobrevivência e adaptação e se nós não o enviássemos para a Sibéria estaríamos a descriminar essas suas capacidades!

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Dado que é assim espero que não deixem os imigrantes adoptar. Só vieram cá roubar trabalho... E já agora os futebolistas e os treinadores. E os políticos. Os cantores populares. A Soraia Chaves. E por aí fora. Afinal correm todos o risco de ser gozados pelos outros miúdos.

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Se essa frase pretende ser um resumo daquilo que tem sido a minha participação neste tópico então digo-te que asneira a sério escreveste tu.

 

É que a minha opinião não podia ser mais diametralmente oposta ao que tu aí disseste. Já o escrevi por aqui duas ou três vezes mas repito: Eu não julgo que a orientação sexual dos pais tenha qualquer influência na orientação sexual dos filhos. Está entendido ou vai ser necessário repeti-lo mais vezes?

 

 

 

Mas estou a falar essencialmente na adoção de bebés e crianças que ainda não têm capacidades para formular as suas escolhas. Também já o referi neste tópico: não tenho nada contra a adoção por parte de casais homossexuais desde que essa seja a vontade expressa da criança.

 

Ninguém. Não tem que haver decisão. A proibição da adoção por parte de casais homossexuais implica que, à partida, essa questão não venha a ser colocada. Logo, não há qualquer decisão a tomar.

 

 

 

O que não nos podemos esquecer é que já existem mais pessoas interessadas em adotar do que crianças para adoção. Existem listas de espera em que os candidatos chegam a aguardar largos anos até que lhes seja confiada uma criança. Ou seja, já existem casais heterossexuais e pessoas singulares suficientes a respeitar todas as condições legais previstas quanto à estabilidade financeira e conjugal. Tanto assim é que muitos candidatos são convidados a recorrer ao estrangeiro (países africanos e asiáticos) onde poderão, mais rapidamente encontrar uma criança para adotar.

 

Ora, se o problema não é a falta de famílias, porque raio existe necessidade de permitir que se alimentem expectativas a pessoas que trazem, à partida, uma desvantagem em relação aos restantes? Sendo que essa desvantagem, digo mais uma vez, não é inata aos próprios candidatos mas sim à forma como a sociedade os considera e que resultará, com grande probabilidade, em situações problemáticas no relacionamento das crianças com os seus semelhantes.

 

E não concordo que o Estado não tenha que se preocupar com as futuras e inevitáveis problemáticas sociais. Acho, muito pelo contrário, que esse é um aspeto que deve preocupar o Estado.

 

E também não concordo que o facto do Estado se preocupar com futuras repercussões sociais configure um ato descriminatório para com as capacidades de sobrevivência e adaptação das crianças. Aliás, acho que esse pensamento é um absurdo. Onde é que isso nos levaria? A uma situação hipotética como esta?:

 

- Vamos mandar este miúdo para a Sibéria!

- Ó chefe! Isso é uma violência. O miúdo vai sofrer imenso!

- Não há problema. Ele aguenta. Tem capacidades inatas de sobrevivência e adaptação e se nós não o enviássemos para a Sibéria estaríamos a descriminar essas suas capacidades!

Há mais candidatos que crianças? Ótimo! Há a possibilidade de adotar crianças estrangeiras? Melhor ainda!

 

Mas é uma desvantagen porquê? Porque a sociedade tem preconceitos para com os homosexuais? E não tem também para com pessoas de outras etnias e nacionalidades? Ou para com os portadores de algum tipo de deficiência? Para com os pobres? Para com os ricos? Para com os feios e bonitos, altos e baixos, gordos e magros, etc... Em suma, haverá alguma coisa que não seja alvo de discriminação social, seja ela mais ou menos vincada, mais ou menos banalizada?

 

E dispenso bem essas analogias, D. Até porque a probabilidade desse miúdo vir a ser um adulto saudável e produtivo para a sociedade seria bem maior na Sibéria, mesmo que nas mãos de um casal homosexual, do que num orfanato, ou nas ruas, ou com uns pais incapazes- circunstâncias estas que devem perfazer 99% dos motivos de entrega para adoção.

 

Mas acho que estamos a extremar um pouco as posições. Eu conseguiria viver perfeitamente se o Estado desse preferência aos casais heterosexuais em detrimento dos homosexuais. Da mesma forma que aceito que um casal com experiência seja igualmente beneficiado. Com o que não posso de forma alguma pactuar é que os casais homosexuais, inexperientes e com outros handicap demais sejam excluídos como candidatos a adoção.

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