John Bonifácio Publicado 3 Abril 2012 Se bem me recordo, era um documento que dizia quais os "doutores" podiam praxar e quais os que não podiam praxar, porque, é verdade, há doutores que descarregam as suas frustrações nas praxes, então tornou-se necessário separar o trigo do joio. Além disso, tinha um programa de actividades estipulado para cada dia de praxe, sendo que havia uma regra de ouro, os caloiros não faltavam às aulas, só no dia do baptismo, porque as propinas eram/são caras e não achávamos por bem eles brincarem com o dinheiro dos pais, bem como não queríamos que eles perdessem matéria e ficassem atrasados. Por norma, nas praxes estavam presentes todos os "doutores", logo não era necessário decidir qual ou quais os "doutores" que estavam na actividade A,B e C. Todavia, quando era necessário quem estava encarregue de definir isso era o director de praxe que nomeava as pessoas que eram mais equilibradas para levar a cabo as actividadse. O documento salientava, igualmente, que os caloiros podiam recusar-se a ser praxados por "doutores" de outros cursos, a não ser que nós estivéssemos presentes e se autorizássemos, porque, lá está, há sempre alguém mais frustrado que se excede. Por outro lado, nós "doutores" se tivéssemos uma atitude mais negativa éramos logo impedidos de praxar, criou-se um núcleo, dentro do próprio curso, que nós chamávamos o "Conselho Superior" e que tinha como objectivo levar a cabo punições rígidas aos "doutores" que ultrapassassem os limites. Havia mais outro conjunto de aspectos, não me recordo quais, sinceramente, mas grosso modo, muito do que referi aqui estava lá. Nós queríamos e quisemos reduzir a probabilidade de erro ao máximo e por vezes fomos demasiado zelosos, mas nos 2/3 anos da nossa vigência nunca houve um único problema. Ora aqui está um bom exemplo daquilo que falo. Praxe consciente e responsável. Só faltava mesmo que houvesse uma distribuição praxe/doutor, para ser perfeito. É claro que não se consegue controlar tudo e todos constantemente, mas diminuindo a arbitrariedade com que são efetivamente realizadas as praxes, diminuem-se os "acidentes", pois agiliza-se a identificação de eventuais prevaricadores, alertando-os à priori para o facto. Infelizmente, não devo estar longe da verdade se disser que planos como este são coisa rara em qualquer instituto de ensino superior do país. O que é de lamentar, pois, pelos vistos, não é impossível evitar que as praxes fujam do controlo com a frequência vergonhosa com que atualmente fogem. Infelizmente é impossivel controlar tudo o que se passa numa praxe durante 4 horas. Há sempre alguém que berra algo que não devia. Depois para se defender vem dizer que tava autorizado. a acta serve como prova para mandar o pessoal que faz asneira pastar sem ele ter defesa possivel. Mas o que interessa não é evitar que a asneira se repita. É impedir que ela aconteça logo desde o início. Compartilhar este post Link para o post
rozas Publicado 3 Abril 2012 Na UA não é assim? Em ECT não é assim. Fui Mestre de Curso 2 anos seguidos... 6 anos depois ainda me dá gosto ver pessoal que foi praxado por mim aos berros do outro lado da rua, a berrar pelo Mestre e a virem dizer-me que o primeiro ano da uni foi o melhor da vida deles à custa das praxes e de tudo o que envolveu isso. Se não tiveste boas experiências isso é lá contigo, não julgues os outros pela tua experiência. Foste Mestre de Curso em que curso ? Afinal parece que é assim em todo o lado. Não, não é. Tu queres tranformar a praxe em humilhação. Não é nada disso (pelo menos nos lugares certos). Se existem flexões ? Existem, mas não são 8 horas seguidas. A praxe é boa se for vivida com mente aberta, se não estiverem feitos cócós. É o local onde podes andar na palhaçada e tens todas as desculpas do Mundo. Como já disseram para trás, até para o engate a praxe é desculpa. Não é por ires à praxe que vais ficar atrasado mental e neardental. Os docentes ficam sempre incomodados com as praxes, dado que, por norma, há situações onde os alunos faltam às aulas e chegam a haver salas vazias. Não sei como é nas vossas universidades, mas pelo menos em Aveiro (ou no meu curso, para não generalizar) não há praxe durante o tempo de aulas. Nas primeiras semanas sais da sala de aula e tens veteranos à porta para quem quiser ir. Mas durante a aula, não! Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 3 Abril 2012 13th, nós fizemos isto, porque, enquanto caloiros, vimos coisas que, no nosso entender, não se coadunavam com o espírito académico da praxe - a integração. Assim, decidimos por aquela abordagem que, na nossa opinião, diminuía a hipótese de abusos de poder. Todavia, outros cursos da universidade eram mais liberais e eram frequentes os desentendimentos entre "doutores" e entre "doutores" e caloiros. Aliás, eu creio que, na generalidade, existem situações graves em praxe, mas que são abafadas. Sei perfeitamente que há "doutores" (melhor, "doutoras") que descarregam a sua frustração nos caloiros, não me digam que não, porque as há, bem como é totalmente legítimo afirmar que há mais más praxes do que boas praxes. O problema no meio disto tudo é que as más praxes vão-se interiorizando e enraizando, ao passo que as boas são encaradas de forma negativa e têm tendência a desaparecer. Eu próprio, já no Mestrado, tive que ir às praxes de Psicologia mandar um berro aos "doutores", porque eles partiram um ovo na cabeça de uma caloira e depois deitaram-lhe farinha para cima. Depois do berro, foi convocado um "Conselho Superior" que puniu os "doutores", ficando estes condenados a praxes físicas constantes até ao dia do baptismo dos caloiros, além de que ficaram proibidos de trajar. Compartilhar este post Link para o post
rozas Publicado 3 Abril 2012 (melhor, "doutoras") que descarregam a sua frustração nos caloiros, sem qualquer tipo de rebaixamento, mulheres a praxar tendem a ser muito piores que homens. obviamente que há bons e maus nos dois lados. Compartilhar este post Link para o post
Gentle Giant Publicado 3 Abril 2012 Foste Mestre de Curso em que curso ? Línguas e Estudos Editoriais (Gajas a dar cum pau) p.s. enganei-me ali nos anos há quanto tempo fui Mestre de Curso. Fui em 2006/2007... mais ou menos isso 5/6 anos. Verdade. Muito verdade A quantidade de vezes que vi gajas do Essua a passarem-se todas na praxe é enorme! Compartilhar este post Link para o post
rozas Publicado 3 Abril 2012 Línguas e Estudos Editoriais (Gajas a dar cum pau) p.s. enganei-me ali nos anos há quanto tempo fui Mestre de Curso. Fui em 2006/2007... mais ou menos isso 5/6 anos. A quantidade de vezes que vi gajas do Essua a passarem-se todas na praxe é enorme! DLC, ( . ) ( . ) ESSUA, dou-me bem com muita gente de lá, mas as praxes de lá não me puxam. Estou mal habituado em CT Compartilhar este post Link para o post
Someone Publicado 3 Abril 2012 gente aqui de direito em Coimbra, aí as raparigas também podem praxar os rapazes? Compartilhar este post Link para o post
me_and_no_more_ Publicado 3 Abril 2012 No fundo, no fundo(bem no fundinho), o Chandler teve foi azar nas praxes que apanhou. Assim como estas miúdas. E todos os outros alunos que, azaradamente, não se cruzam com os doutores porreiros, que sabem praxar e que, por isso, não admitem que haja um sério problema com as praxes académicas- as tais que são "diferentes"-, ignorando o sofrimento que estas conseguem causar a demasiados adolescentes/jovens adultos. Mas sabes como dizem: as praxes são como as opiniões- são todas diferentes e só as respeita quem quer... E isso é alguma coisa que diga quais "doutores" vão fazer o quê com quais caloiros a tal data e a determinada hora? Sim, eu respeitei a opinião do Chandler e apenas lhe quis dizer que não é como ele diz, ou, pelo menos, não é tudo como ele diz. Lembro-me que uma coisa muito importante que a praxe também me ajudou foi mesmo em termos de aulas. À hora de todas as aulas levavam-nos à sala, o que para nós foi uma grande ajuda já que a organização das salas ainda era meio chinês para nós. E uma só vez nos propuseram faltar às aulas, já no segundo semestre e foi uma praxe mais reduzida e com doutores com quem nos dávamos melhor. Basicamente foi uma balda geral de uns 5 ou 6 e estivemos a divertirmo-nos durante uma tarde. gente aqui de direito em Coimbra, aí as raparigas também podem praxar os rapazes? Cá rapazes só praxam rapazes e raparigas só praxam raparigas mas é claro que acabas sempre por ouvir umas bocas vindas do outro lado, acatas se quiseres mas não é 'legal'. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 3 Abril 2012 :confuso: Senhor verde? :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 3 Abril 2012 gente aqui de direito em Coimbra, aí as raparigas também podem praxar os rapazes? Rapazes com rapazes e raparigas com raparigas, e ainda tens a divisão por tertúlias. Mas honestamente (pelo menos comigo foi assim) tem bastante piada fazeres cenas a pedido de doutoras. Compartilhar este post Link para o post
Adriano17 Publicado 4 Abril 2012 Tantos e tantos boss's que se aproveitam de caloiras/os Compartilhar este post Link para o post
htc Publicado 4 Abril 2012 Acho que a grande maioria as praxes são excessivas. Podemos é ter uma boa experiência por termos apanhado pessoa simpáticas e que se querem divertir em vez de humilhar... Compartilhar este post Link para o post
Gentle Giant Publicado 4 Abril 2012 Acho que a grande maioria as praxes são excessivas. Podemos é ter uma boa experiência por termos apanhado pessoa simpáticas e que se querem divertir em vez de humilhar... Tás trocado, acredita. Compartilhar este post Link para o post
ZeeSpecialThree Publicado 4 Abril 2012 Tás trocado, acredita. isto mesmo...eu por acaso nao fui praxado mas de todas as praxes que já vi, e ja vi bastantes nenhuma foi excessiva e tinham piada... Compartilhar este post Link para o post
The Great Ashby Publicado 4 Abril 2012 Senhor verde? :mrgreen: Pah, não estava perceber qual parte é que era no gozo lol E na FLUP não há diferenciação entre rapazes e raparigas no que toca a caloiros e doutores. Doutores praxam caloiras e doutoras praxam caloiros. Já a partir do 2o ano, em certas situações especificas ,há diferenças... Compartilhar este post Link para o post
M.Shinoda Publicado 5 Abril 2012 A mim queriam-me praxar, felizmente parti logo para a violência e agora sou odiado por 90% da faculdade. Não é nada que me preocupe, sinceramente. Compartilhar este post Link para o post
me_and_no_more_ Publicado 5 Abril 2012 A mim queriam-me praxar, felizmente parti logo para a violência e agora sou odiado por 90% da faculdade. Não é nada que me preocupe, sinceramente. Partir para a violência, que deprimência... Como se aquilo fosse algo obrigatório, só possível de se libertar pelas artes divinas do karaté, Compartilhar este post Link para o post
Blind Publicado 5 Abril 2012 Um otário a dar má imagem a toda a gente. Triste... Compartilhar este post Link para o post
DiNgO_BoSS Publicado 7 Abril 2012 (editado) A mim queriam-me praxar, felizmente parti logo para a violência e agora sou odiado por 90% da faculdade. Não é nada que me preocupe, sinceramente. Editado 7 Abril 2012 por DiNgO_BoSS Compartilhar este post Link para o post
htc Publicado 7 Abril 2012 A mim queriam-me praxar, felizmente parti logo para a violência e agora sou odiado por 90% da faculdade. Não é nada que me preocupe, sinceramente. Não gostaste do tipo de letra deles? Compartilhar este post Link para o post
Bumba Publicado 7 Abril 2012 Não gostaste do tipo de letra deles? :lol: Tendo em conta que o gajo é da equipa de rugby, ainda é capaz de ter aleijado alguem :medinho: Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 7 Abril 2012 Não gostaste do tipo de letra deles? Win :lol: Compartilhar este post Link para o post