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Jone Sampaoli

Praxe suspensa em Coimbra devido a agressões a alunas de Psicologia

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Tem sido provavelmente o melhor ano da minha vida e a praxe tem sido parte integrante disso. Isto é um caso único, de um gajo bipolar marado dos cornos. Vai-se falar muito, mas de pessoas que não se importam em saber as circunstâncias antes de criticar já eu estou farto.

 

Eu tenho uma opinião cada vez mais mista acerca da praxe. Quando entrei na faculdade era por princípio contra a mesma, mas ainda assim decidi experimentar e gostei bastante do dia que lá passei. Ainda assim, algumas situações desagradaram-me, e não quis voltar a isso. Na minha faculdade pouca distinção há entre quem é ou quem não é, e conheço mais gente do que muitos que são "pela praxe", por isso não fiquei a perder particularmente nesse sentido.

 

Posto isto, tenho tido uma impressão melhor da praxe, até pela minha curta experiência, e prefiro acreditar que a maioria dos que integram aquilo é porque gostam e se gostam deverão ter um motivo para tal. Não concordo, portanto, ainda que não sendo caloiro, que se suspendam as praxes numa universidade inteira devido às atitudes de um ou dois animais (e isso deve acontecer noutros lados também frequentemente, mas não chega às notícias). Esses sim, deverão ser punidos e bem, e deverão ser expulsos dessas andanças.

 

Tanta celeuma e preocupação para acabar uma actividade académica onde só está quem quer. Pá, há boas e más praxes como há boas e más pessoas. Aliás, essa é uma associação óbvia, e uma correlação clara, já que praxe é feita unica e exclusivamente através de pessoas e é a sua conduta o principal definidor de uma praxe ser boa ou má. Agora, não duvidem que há casas onde há tradição e valores que se preza para não serem violados. Pena que haja idiotas que não meçam o que fazem e nem têm sequer o bom-senso e a lucidez necessária caso o quisessem fazer. Percebo que quem não está tão próxima da realidade incorra no erro de fazer generalizações desmeritórias em relação aquilo que verdadeiramente se passa, claro. Mas esta atitude de suspender a praxe por causa desta m*rda que se passou mostra perfeitamente que ninguém se orgulha do que se passou, muito pelo contrário, e que praxe está muito longe de poder ser reduzida a isto.

 

Isto.

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Se dizem que a praxe é para integrar, qual é a necessidade de os "caloiros":

1) ficarem todos alinhados;

2) não olharem os "doutores" nos olhos";

3) não poderem falar;

3) "baterem com os cascos"

4) fazerem flexões e ficarem de prancha;

5) and so on.

 

Se é essa é a tua experiência e tudo o que vês à volta, então duas coisas:

 

1) foste muito mal praxado

2) andas por sítios muitos maus

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Se é essa é a tua experiência e tudo o que vês à volta, então duas coisas:

 

1) foste muito mal praxado

2) andas por sítios muitos maus

 

Na UA não é assim?

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Eu não entrei na discussão para reduzir a praxe, muito sinceramente queria saber em 1ª mão de quem por aí passou (eu não), se realmente eram necessárias as baboseiras que se assistem como forma de integração de pessoas naqueles que vão ser anos bem importantes das suas vidas.

 

Pelos vistos há coisas muito boas, mas também más, a minha confusão é o porquê de as coisas más continuarem a ser praticadas a um ponto de chegar ao que se assiste nesta notícia.

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Apesar de ter feito toda a praxe, pelo menos na UL acho o conceito da praxe completamente errado. Temos uma praxe do estilo militar, em que passamos o dia a fazer flexões e/ou abdominais, andamos a fazer formações, fazemos mais umas flexões se não estamos à distância correcta da pessoa ao lado, termos de comer só com um talher ou amarrados a outra pessoa, etc. Também se fazem coisas porreiras, mas isso é completamente desnecessário. Penso que a praxe é aproveitada demais pelos "doutores" para se sentirem superiores durante umas semanas e menos para realmente integrar os caloiros.

 

Acredito no conceito de praxe, não acredito na forma como é aplicado na maioria das Universidades.

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Porquê?

É assim tão diferente de faculdade para faculdade?

 

Existe alguma faculdade neste país que efectivamente faça os caloiros sentirem-se bem?

 

 

Fui Mestre de Curso 2 anos seguidos... 6 anos depois ainda me dá gosto ver pessoal que foi praxado por mim aos berros do outro lado da rua, a berrar pelo Mestre e a virem dizer-me que o primeiro ano da uni foi o melhor da vida deles à custa das praxes e de tudo o que envolveu isso.

Se não tiveste boas experiências isso é lá contigo, não julgues os outros pela tua experiência.

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Vergonha. Uma triste e lamentável vergonha é o que esses senhores são.

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No teu curso ou em todos?

Pelo menos em Economia não é assim, ...

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No teu curso ou em todos?

 

 

No meu curso nunca foi. Em ET, CT e afins os caloiros até reclamam se forem tratados como florzinhas de estufa. São animais e gostam de ser tratados como tal :)

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Jantares de praxes? Essa é nova :lol:

 

EDIT:

No meu curso nunca foi. Em ET, CT e afins os caloiros até reclamam se forem tratados como florzinhas de estufa. São animais e gostam de ser tratados como tal :)

 

 

Só reparei nisto agora, dafuq.

Editado por Kratosthegod

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No meu curso nunca foi. Em ET, CT e afins os caloiros até reclamam se forem tratados como florzinhas de estufa. São animais e gostam de ser tratados como tal :)

Que doente.

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Fui Mestre de Curso 2 anos seguidos... 6 anos depois ainda me dá gosto ver pessoal que foi praxado por mim aos berros do outro lado da rua, a berrar pelo Mestre e a virem dizer-me que o primeiro ano da uni foi o melhor da vida deles à custa das praxes e de tudo o que envolveu isso.

Se não tiveste boas experiências isso é lá contigo, não julgues os outros pela tua experiência.

 

Acho que percebeste alguma coisa mal, julgar foi algo que não fiz, questionei a necessidade de algumas práticas e deixei claro que conheço quem goste e não goste.

Eu já fiquei esclarecido em anteriores intervenções de outros membros, precisamente e como referi anteriormente, questiono porque nunca experienciei.

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Que doente.

 

Não se trata de ser doente. Quando vejo as praxes de algumas engenharias na UA noto uma coisa. Eles curtem aquilo, esperam aquilo e ficam desiludidos se os seus veteranos não lhe dão flexões, corrida, saltos e palhaçadas para fazer. É algo que está incluído na cultura da praxe daqueles cursos.

Ninguém abusa deles, não há violência fisica, não há nada disso, há apenas um bando de caloiros que quer mais andar a correr, saltar, fazer flexões em frente a gajas, carregar com tijolos do que andar parado a cantar musicas de curso.

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CK. E tu sendo de Viseu se calhar és da mesma, o que teria o seu quê de piada :mrgreen:

 

Por acaso não pertenço ai. Isso deve ser só ir para o troika beber bagaço :mrgreen:

 

Acrescentar que a praxe é um optimo sitio para pedir numero as caloiras :cool:

Editado por Maracate

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Aqui, maioria prefere ser praxado a praxar

 

 

Diverti-me muito mais a ser praxado.

 

Acrescento que não me senti violado quando às 3 da tarde, todo bêbado, fui mostrar o cu ao ISCAA.

 

 

p.s. já fui mestre de curso há uns bons anos, já sai da uni faz uns anitos, mas porra, quando tava a praxar tava com inveja deles, nenhuma preocupação no mundo, a fazerem m*rda só por fazerem, a divertirem-se, a rirem-se pq tavam a deslizar num toldo cheio de banha de porco, azeite e manteiga... eles a fazerem isso e eu a pensar que depois daquela praxe tinha de ir fazer 10 horas de investigação para a minha tese.

 

O mundo tá cheio de trabalho, aquelas horas de praxe são coisa que nunca mais se vai repetir, quem não percebe esse espirito é pq lhe falta algo no que toca a felicidade.

Editado por Gentle Giant

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Porquê?

É assim tão diferente de faculdade para faculdade?

Existe alguma faculdade neste país que efectivamente faça os caloiros sentirem-se bem?

 

 

É diferente de universidade para universidade,de faculdade para faculdade, e até de curso para curso.

 

Quanto à segunda parte, eu diria que há muitas. Agora se agradam a gregos e troianos, isso é outra coisa...

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Diverti-me muito mais a ser praxado.

 

Acrescento que não me senti violado quando às 3 da tarde, todo bêbado, fui mostrar o cu ao ISCAA.

 

 

p.s. já fui mestre de curso há uns bons anos, já sai da uni faz uns anitos, mas porra, quando tava a praxar tava com inveja deles, nenhuma preocupação no mundo, a fazerem m*rda só por fazerem, a divertirem-se, a rirem-se pq tavam a deslizar num toldo cheio de banha de porco, azeite e manteiga... eles a fazerem isso e eu a pensar que depois daquela praxe tinha de ir fazer 10 horas de investigação para a minha tese.

 

O mundo tá cheio de trabalho, aquelas horas de praxe são coisa que nunca mais se vai repetir, quem não percebe esse espirito é pq lhe falta algo no que toca a felicidade.

facepalm.gif

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Acrescentar que a praxe é um optimo sitio para pedir numero as caloiras :cool:

 

"Os meus académicos pediram-me se conseguia arranjar 50 números de gajas. Podes dar-me o teu? :( "

 

Giro depois é encalhar com veteranos e velhas guardas :mrgreen:

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Não se trata de ser doente. Quando vejo as praxes de algumas engenharias na UA noto uma coisa. Eles curtem aquilo, esperam aquilo e ficam desiludidos se os seus veteranos não lhe dão flexões, corrida, saltos e palhaçadas para fazer. É algo que está incluído na cultura da praxe daqueles cursos.

Ninguém abusa deles, não há violência fisica, não há nada disso, há apenas um bando de caloiros que quer mais andar a correr, saltar, fazer flexões em frente a gajas, carregar com tijolos do que andar parado a cantar musicas de curso.

Claro que ninguém abusa deles. :lol:

 

Que anormalidade pegada, enfim.

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Se dizem que a praxe é para integrar, qual é a necessidade de os "caloiros":

1) ficarem todos alinhados;

2) não olharem os "doutores" nos olhos";

3) não poderem falar;

3) "baterem com os cascos"

4) fazerem flexões e ficarem de prancha;

5) and so on.

 

 

Se é essa é a tua experiência e tudo o que vês à volta, então duas coisas:

 

1) foste muito mal praxado

2) andas por sítios muitos maus

 

 

Na UA não é assim?

 

 

Nunca na vida foi.

 

 

Não se trata de ser doente. Quando vejo as praxes de algumas engenharias na UA noto uma coisa. Eles curtem aquilo, esperam aquilo e ficam desiludidos se os seus veteranos não lhe dão flexões, corrida, saltos e palhaçadas para fazer. É algo que está incluído na cultura da praxe daqueles cursos.

Ninguém abusa deles, não há violência fisica, não há nada disso, há apenas um bando de caloiros que quer mais andar a correr, saltar, fazer flexões em frente a gajas, carregar com tijolos do que andar parado a cantar musicas de curso.

 

Afinal alguns pontos do post do Sumudica sempre se passam na UA.

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O mundo tá cheio de trabalho, aquelas horas de praxe são coisa que nunca mais se vai repetir, quem não percebe esse espirito é pq lhe falta algo no que toca a felicidade.
Eu consigo ser feliz e sentir-me livre sem estar a deslizar em banha de porco enquanto um bando de mascarados me berra e a mim é que me falta alguma coisa? :lol:

Pelos vistos há é mais gente do que se imagina com falta de tratamento psiquiátrico.

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Generalizações, generalizações everywhere.

não é generalizações, basicamente aquilo é o que se passa em todo o lado, pelo menos no inicio enquanto não há aquela "confiança", o problema disso é que afasta muito pessoal da praxe porque é estupido.

posso-te dizer que no ISEP tive uma manhã em que os doutores fizeram de tudo para levar os que já estavam mais fartos da praxe a desistir, é a maneira de eles saberem se tas naquilo de corpo e alma ou não, é parvo mas ok.

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