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Morreu José Hermano Saraiva

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Posso ter uma visão completamente errada (e se a tiver, façam o favor de retificar) mas sempre vi o Marcelo Caetano como um "pobre diabo" (está entre " ") a quem foi metido um barril de pólvora nas mãos e, que tentando agradar a todos, só conseguiu foi fazer explodir esse barril.

 

Disseram-lhe desenmerdate e o desgraçado só fez (felizmente) cair as peças de dominó todas.

 

O Marcello era uma fraca figura, mas muito bem vista entre a elite porque era menos conservador do que o Salazar, principalmente a nível económico. Um "yes, sir", digamos. O grande problema esteve no Ultramar, que se mostrava cada vez mais difícil de controlar, com a população a mostrar um descontentamento crescente com uma guerra que matava centenas de pessoas e era cada vez mais onerosa para o país. Foi por aí que ele não controlou a situação e a coisa rebentou.

Editado por Peplin

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Isto de um tipo não ter liberdades é que é bom. Era um ditador em cada esquina e estávamos melhor.

É exactamente assim que penso. Acho que qualquer pessoa que diga que "com Salazar, é que estávamos bem", algo que se ouve bastante pelos mais velhos (ou putos influenciados por estes), não têm qualquer noção da coisa.

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*Estalinista.

Nem mais. Como comunista/socialista só tenho nojo do que se passou com o Estaline.

 

E é um prazer ter o BlackHawk neste tipo de tópicos! :prayer:

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Foi por aí que ele não controlou a situação e a coisa rebentou.

 

O Marcello, um mês antes do 25/04/74, esteve reunido com pessoas ligadas aos territórios coloniais para negociar uma transição para a independência dos países ultramarinos. Todavia, foi demasiado tarde. Outro problema do Marcello, foi ter ficado entre a espada e a parede, de um lado tinha os membros mais extremistas do regime, muito fiéis a Salazar, e do outro começaram a aparecer pessoas mais liberais, pressionado, ele, optou, sempre, por se manter fiel aos membros do antigo regime. Aliás, aquela fase de maior amenização da ditadura, um grande desejo de Marcello Caeatano, foi rapidamente extinta.

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Posso ter uma visão completamente errada (e se a tiver, façam o favor de retificar) mas sempre vi o Marcelo Caetano como um "pobre diabo" (está entre " ") a quem foi metido um barril de pólvora nas mãos e, que tentando agradar a todos, só conseguiu foi fazer explodir esse barril.

 

Disseram-lhe desenmerdate e o desgraçado só fez (felizmente) cair as peças de dominó todas.

Foi mais ou menos isso.

 

Aliás, até se diz que o Marcello Caetano queria fazer a "passagem pacífica" das provincias do Ultramar para a mão dos locais e de forma gradual; e, se por um lado encontrou os habitantes locais que com tantos anos de sofrimento já não aceitavam qualquer tipo de negociação e tinham ódio aos Portugueses, por outro lado está a classe económica que estava muito associada à Situação e que tinha imensos negócios no Ultramar e que não queriam isso.

 

 

Ora, isto foi só uma questão de tempo... Era impossível de controlar. Mas o Marcelo Caetano era um homem inteligentíssimo, com mais sentido de estado que o burro do Salazar, era mais proactivo e via as coisas de maneira diferente. A questão é que pegar num país com um regime obsoleto e a dar por si por todos os lados não é nada fácil, e tivesse lá o Marcello, tivesse lá o XPTO ou o Zé Carioca, era igual : o regime não aguentava mais.

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Um documentário interessante sobre a passagem de regime e que aborda várias questões.

Editado por Vaart

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Eu sei que em Angola havia algum encaminhamento para autonomia e mais tarde independência por aquilo que os meus avós maternos me contam.

O meu avô até era apoiante da UNITA (tendo ainda ido a algumas reuniões) e a avó da FNLA. Tanto que mesmo após o 25 de Abril mantiveram-se lá até quase o final de 1975.

 

Só saíram mesmo porque um dos trabalhadores do meu avô que era do MPLA os aconselhou a partir porque haviam rumores de que havia ideias de alguns lideres partidários de entrar em Luanda e arrumar com todos os portugueses.

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O Bruno nao sei quê 94 anda-me sempre a cheirar a pich*ta, qlq dia meto-a na boca só para ver se o rapaz fica saciado. Eu voto no PCP, não sou comunista.

 

E dizer que o Marcello não queria um banho de sangue, qd mandou o gajo da fragata disparar sobre os gajos na rua do arsenal, devia ser só para lhes acertar nos pés para eles saltaram, de certeza :lol:

 

enfim.

 

Mais uma vez aqui ficou provado de que aqueles que "criticam", são apenas pessoas que ouviram falar de coisas e não têm conhecimentos nenhuns. E quando eu digo isto, fica tudo muito ofendido e que sou eu que sou convencido e arrogante e que tenho a mania e o crl :lol: tenho quase smp razão, é sempre esta m*rda de conversa lol já cansa

Mais uma vez dá-te ao respeito. Eu não ando a atrás de ti deves de ter a mania de perseguição. Se andasse atrás de ti talvez tinha feito logo a segunda pergunta...

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Epa já sei lá eu :lol: São pequenas coisas de que um gajo se lembra de leituras antigas que fez para a realização de trabalhos. Por exemplo, agora gostava de te responder a essa parte da cedência da base dos Açores, mas sinceramente não me lembro do contexto das negociações nem das contrapartidas dessa cedência. Mas olha que isso, a "neutralidade" imposta, é algo bem disseminado, qualquer autor que tenha escrito sobre Portugal no contexto da guerra o deve referenciar. Até numa biografia do Cunhal que li há pouco tempo, da autoria de José Pacheco Pereira, consta uma referência a isso.

 

Vou ver se vejo algo sobre isso, depois digo algo.

 

btw, Cunhal também não é exemplo para ninguém, tenho um hate a esse homem depois de umas leituras...

 

Estou a falar da guerra colonial.

Editado por Badjoras Undersnight

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Eu sei que em Angola havia algum encaminhamento para autonomia e mais tarde independência por aquilo que os meus avós maternos me contam.

O meu avô até era apoiante da UNITA (tendo ainda ido a algumas reuniões) e a avó da FNLA. Tanto que mesmo após o 25 de Abril mantiveram-se lá até quase o final de 1975.

 

Só saíram mesmo porque um dos trabalhadores do meu avô que era do MPLA os aconselhou a partir porque haviam rumores de que havia ideias de alguns lideres partidários de entrar em Luanda e arrumar com todos os portugueses.

com alguns portugueses aconteceu isso. Aqueles que não desrespeitaram os habitantes locais, que nao se armavam em espertos e nao tratavam ninguem como escravos, conseguiram lá ficar na boa, porque os 'pretos' (com o devido respeito, nao estou a ofender) respeitavam essas pessoas que os tinham "tratado bem". Agora os outros que humilharam e maltrataram os pretos e os tratavam como seus criados, levaram na boca e ficaram sem nada. E ainda bem.

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Depois de 500 anos de ocupação violenta os portugueses não nativos tiveram muita sorte na forma como foram tratatos pelos nativos africanos após a independência das 'ex-colónias'. Deviam era estar agradecidos por terem conseguido voltar.

 

E isto também se aplica às 'vítimas' do 25 de Abril, que fizeram dos trabalhadores escravos e mendigos e depois ficaram muito chateados porque as pessoas se aborreceram e decidiram confiscar o que consideravam ser delas por direito.

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Agora vai ver à custa de quem...

Ainda bem que a população não passou fome nessa altura.

 

Mas se formos a ver tudo o que se passou na História Mundial nunca houve situações apenas e só com boas consequências. Há sempre uma parte prejudicada.

 

E não se pense que acho bem a população passar fome, muito pelo contrário.

 

A verdade é que as contas do País foram equilibradas depois de estarmos à beira do precipício, infelizmente com más consequências para a população.

 

Volto a repetir, não sou apologista de Salazar, nem de Marcello Caetano, nem do José Hermano Saraiva.

 

Mas acho que o último merece respeito, pelo menos pela forma como mais tarde enriqueceu o nosso país com os seus programas e como grande comunicador que era.

 

com alguns portugueses aconteceu isso. Aqueles que não desrespeitaram os habitantes locais, que nao se armavam em espertos e nao tratavam ninguem como escravos, conseguiram lá ficar na boa, porque os 'pretos' (com o devido respeito, nao estou a ofender) respeitavam essas pessoas que os tinham "tratado bem". Agora os outros que humilharam e maltrataram os pretos e os tratavam como seus criados, levaram na boca e ficaram sem nada. E ainda bem.

 

Tive um familiar nessa situação, Boo.

 

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Só lamento o facto de muita gente não saber viver em "liberdade".

Editado por Badjoras Undersnight

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Vou ver se vejo algo sobre isso, depois digo algo.

 

btw, Cunhal também não é exemplo para ninguém, tenho um hate a esse homem depois de umas leituras...

 

Estou a falar da guerra colonial.

 

Hate não tenho, até lhe tenho respeito pela sua tenacidade e inteligência (o homem fez o último exame e a sua tese preso, e conseguiu licença especial da PIDE para a defender mesmo estando em cativeiro). No entanto o que mais guardo dele é o contorcionismo político a que foi obrigado para defender os seus ideais. No entanto, e verdade seja dita, foi muito graças a isso que o PCP renasceu depois de quase ter desaparecido, apesar de ele também ser uma das principais causas para esse abrupto quase final do partido. Foi uma personagem marcante, a todos os níveis.

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com alguns portugueses aconteceu isso. Aqueles que não desrespeitaram os habitantes locais, que nao se armavam em espertos e nao tratavam ninguem como escravos, conseguiram lá ficar na boa, porque os 'pretos' (com o devido respeito, nao estou a ofender) respeitavam essas pessoas que os tinham "tratado bem". Agora os outros que humilharam e maltrataram os pretos e os tratavam como seus criados, levaram na boca e ficaram sem nada. E ainda bem.

 

O meu avô chegou a Angola com 8 meses (o meu bisavô já lá estava há muito) e sempre se sentiu mais angolano que português.

Até o regresso em 75, só tinha estado em Portugal para fazer mesmo a tropa (foi na Força Aérea e como mecânico, tendo conhecido a minha avó nesse período).

 

Quando a Guerra Colonial arrebentou ele era piloto de táxis aéreos (tinha tb outros negócios que o faziam trabalhar cerca de 12 horas por dia) e foi chamado pela Força Aéria.

Como se sentia mais angolano ele quis recusar o serviço mas para não ser acusado de traidor à pátria aceitou fazer missões aéreas não ofensivas onde mais ninguém ia até porque ele era conhecido em Angola como um piloto absolutamente louco. Já ouvi histórias de colegas dele dos Taxis Aéreos que parecem saídas de filmes.

Ia ao mato onde não haviam pistas entregar mantimentos, transportar mortos, feridos, etc... em pleno combate.

 

Depois do 25 de Abril decidiu ficar com a família em Angola porque para ele não fazia sentido sair do pais que considerava dele.

A sorte foi mesmo que tinha muitos amigos e que o aconselharam a sair. Mas sempre pensou que ia voltar, até porque deixou tudo o que tinha na mão desse empregado dele que pertencia ao MPL, esperando voltar em dia quando as coisas acalmassem e continuar a viver por lá e passar a ser definitivamente angolano.

Ainda hoje que esta com Parkison e Demência se lhe perguntarem de que nacionalidade é, ele diz angolano.

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Claro que não estás a defender, estás a relativizar, que é o que na minha terra se chama defender a medo.

Essa conversa do 'toda a gente tem boas coisas e más' é absolutamente inútil. Não é disso que se está a falar, o Carlos Cruz tinha uns programas bem giros e animava a malta, infelizmente tinha o azar de gostar de passar as noites em casas de prostituição infantil, é uma pena. Qual é a relevância do trabalho dele enquanto apresentador para os crimes que cometeu? Com este salazarista é o mesmo, o que é que me interessa que um indivíduo cúmplice de homicidas tenha feito uns programas interessantes para alguns, isso atenua as atrocidades que cometeu e deixou cometer?

 

A nossa balança de importações/exportações é positiva pela primeira vez desde 1943, achas que estamos bem? Achas que é um indicador positivo apenas por ter um valor positivo e a história acaba aí?

 

Tenho muita pena, mas essa conversa do "as contas foram equilibradas", "tínhamos muito ouro", "não havia roubos" é conversa de pateta, nas pessoas mais velhas e sem instrução tem de ser desculpado, mas em gente que andou pelo menos nove anos na escola não tem justificação. Isso é completamente irrelevante, o que interessa é a forma como as pessoas vivem. A educação, o acesso aos cuidados de saúde, o apoio aos mais carenciados, a habitação, enfim, o bem-estar. E se achas que as pesssoas, na sua generalidade, viviam bem em Portugal antes do 25 de Abril bem podes começar a fazer as malinhas para um país da África central que lá é que estavas bem.

 

 

Ainda sobre os estudantes, a GNR e uma tragédia que bateu à porta de onde vivo:

http://www.youtube.com/watch?v=FKjXqlIt5rM

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O meu avô chegou a Angola com 8 meses (o meu bisavô já lá estava há muito) e sempre se sentiu mais angolano que português. Até o regresso em 75, só tinha estado em Portugal para fazer mesmo a tropa (foi na Força Aérea e como mecânico, tendo conhecido a minha avó nesse período). Quando a Guerra Colonial arrebentou ele era piloto de táxis aéreos (tinha tb outros negócios que o faziam trabalhar cerca de 12 horas por dia) e foi chamado pela Força Aéria.Como se sentia mais angolano ele quis recusar o serviço mas para não ser acusado de traidor à pátria aceitou fazer missões aéreas não ofensivas onde mais ninguém ia até porque ele era conhecido em Angola como um piloto absolutamente louco. Já ouvi histórias de colegas dele dos Taxis Aéreos que parecem saídas de filmes.Ia ao mato onde não haviam pistas entregar mantimentos, transportar mortos, feridos, etc... em pleno combate. Depois do 25 de Abril decidiu ficar com a família em Angola porque para ele não fazia sentido sair do pais que considerava dele.A sorte foi mesmo que tinha muitos amigos e que o aconselharam a sair. Mas sempre pensou que ia voltar, até porque deixou tudo o que tinha na mão desse empregado dele que pertencia ao MPL, esperando voltar em dia quando as coisas acalmassem e continuar a viver por lá e passar a ser definitivamente angolano.Ainda hoje que esta com Parkison e Demência se lhe perguntarem de que nacionalidade é, ele diz angolano.

 

Malta! Almoço às 13h em casa do SAS!

Editado por Vaart

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Malta! Almoço às 13h em casa do SAS!

 

Lamento mas vou almoçar bacalhau com grão. Fica para o jantar

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já sabia o que ele era mas graças ao que li aqui fiquei a aprender muito mais. só por curiosidade, quem foram os outros que eram ministros durante a Ditadura e também o foram depois noutros governos?

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O sucessor deste fascista, Veiga Simão, foi ministro do Guterres. Não sei se era do cargo, mas pelos vistos os ministros da educação no Estado Novo tiveram todos muita 'sorte'. Mas é procurar que se encontra mais casos de gente ligada aos governos do Estado Novo e que depois aparece em democracia como se nada fosse. O João Salgueiro foi outro.

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Um exercício também interessante é ver quais eram as elites sociais do Estado Novo e os cargos que as suas descendências ocuparam.

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Não é por acaso que se reconhecem tantos apelidos quando se percorre as administrações de variadas empresas. Mas isso é transversal.

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Ele esteve no poder defendendo o ideais com os quais se identifica mas nunca abusando do poder, quis incluir pessoas com as quais se identifica (pessoas que defendem os ideiais dele mas que são mais liberais do que Salazar) à sua volta mas foi sempre recusado. Ele fez parte do Estado Novo e até está relacionado com a tal situação de 1969, mas toda a gente sabe que quem toma decisões é o chefe e na hierarquia do Estado Novo o Hermano Saraiva era apenas uma marioneta. Ao ler os ataques que aqui se fizeram a uma pessoa que acabou de falecer fez-me ficar um pouco triste e com vergonha alheia. Vou lembrar-me dele sempre daquele avô que passou anos a dar conhecimento aos portugueses com o seu toque pessoal, as suas palavras agarravam qualquer espectador.

 

 

 

Argumentei isto numa discussão, mas achei por bem partilhas com vocês.

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O sucessor deste fascista, Veiga Simão, foi ministro do Guterres. Não sei se era do cargo, mas pelos vistos os ministros da educação no Estado Novo tiveram todos muita 'sorte'. Mas é procurar que se encontra mais casos de gente ligada aos governos do Estado Novo e que depois aparece em democracia como se nada fosse. O João Salgueiro foi outro.

 

O Veiga Simão foi Ministro da Defesa do Guterres e já tinha sido Ministro da Indústria e da Energia com o Mário Soares, nem 10 anos tinham passado do 25 de Abril.

 

Há também o caso do Adriano Moreira, Ministro do Ultramar do Salazar e que na Democracia chegou a vice-Presidente da Assembleia da República. E haverá mais...

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