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Vítor Gaspar e Paulo Portas batem com a porta

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E um político precisa, também, de decidir. De fazer escolhas e definir prioridades e identificar caminhos. De preferência baseado em convicções próprias, partidárias ou ideológica e tendo como última finalidade a melhoria da qualidade de vida das populações.

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"Países nórdicos", para mim, é Noruega, Finlândia, Suécia e quiçá Dinamarca. :mrgreen:

 

Lanço outra questão para debate: o que acham, e acham possível, estabelecer um governo com várias ideologias, mas com pessoas seleccionadas e com competência reconhecida para os cargos? Por exemplo, a Apolónia para Ministra do Ambiente (e Mar), o João Semedo para a Saúde, o Paulo Macedo para as Finanças, o Rio para a Economia, etc.?

Editado por Ghelthon

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Não, o que se traduz apenas no acto de gerir é um gestor. E aí concordamos que nos 'países nórdicos' existem excelentes gestores.

Um político precisa de ser muito mais que apenas um gestor, precisa, antes de mais, de ser um líder e de ter capacidade de influência e mobilização. E é exactamente por isso que personagens como o Gaspar que provavelmente fariam sentido noutras latitudes aqui em Portugal são escarradas no supermercado.

 

É basicamente isso. Mas ainda bem que falas da Bélgica, país provavelmente de tão boas políticas que esteve ano e meio sem governo.

 

Já percebi o que queres dizer, mas para mim, o Politico é um gestor.

A Politica é arte de gerir bem o território que lhe diz respeito.

O gestor também precisa de ser líder e ter capacidade de influência e mobilização senão não consegue levar a sua vontade e as suas ideias avante.

Estamos é a confundir duas coisas, o gestor (de empresas) não lida com uma população numerada em milhões, ao contrário do que o Politico tem de fazer.

A Politica é sobretudo gerir, e saber planear e definir as coisas de modo a tornar este Estado cada vez mais Social em que estamos inseridos sustentado, e isso é que tem faltado aos nossos Políticos, consciência social.

Os nossos Políticos nem bons gestores tem conseguido ser, neste momento parece-me que não passam de meros teóricos sem consciência alguma do que a implementação prática das medidas é.

Nós precisamos é de alguém com consciência social e consiga por os interesses da população à frente dos seus interesses pessoais.

Precisamos de um político no verdadeiro sentido da palavra.

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"Países nórdicos", para mim, é Noruega, Finlândia, Suécia e quiçá Dinamarca. :mrgreen:

 

Lanço outra questão para debate: o que acham, e acham possível, estabelecer um governo com várias ideologias, mas com pessoas seleccionadas e com competência reconhecida para os cargos? Por exemplo, a Apolónia para Ministra do Ambiente (e Mar), o João Semedo para a Saúde, o Paulo Macedo para as Finanças, o Rio para a Economia, etc.?

 

Isso não é possível na atual conjuntura em Portugal. Porque são indispensáveis duas premissas:

 

1 - Um Presidente da República prestigiado, com autoridade e aceitação popular

2 - Uma composição da Assembleia da República que permita viabilizar no plano legislativo as medidas governamentais.

 

Nenhuma destas duas situações existe. Já para não falar da necessária coesão inter-governativa que seria impraticável num cenário dessa natureza.

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Marido de Maria Luís Albuquerque rescinde contrato com EDP

 

Menos um a mamar, bem-haja. :lol:

 

Isso não é possível na atual conjuntura em Portugal. Porque são indispensáveis duas premissas:

 

1 - Um Presidente da República prestigiado, com autoridade e aceitação popular

2 - Uma composição da Assembleia da República que permita viabilizar no plano legislativo as medidas governamentais.

 

Nenhuma destas duas situações existe. Já para não falar da necessária coesão inter-governativa que seria impraticável num cenário dessa natureza.

Mas é assim tão utópico o cenário de escolher pessoas reconhecidamente qualificadas em vez do membro do partido X?

Editado por Ghelthon

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Gosto do sistema politico na Suiça, federalista.

 

De facto temos uma multiplicidade cultural e social como a da Suiça ou uma dimensão como a da Alemanha para criarmos uma confederação\federação portuguesa

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De facto temos uma multiplicidade cultural e social como a da Suiça ou uma dimensão como a da Alemanha para criarmos uma confederação\federação portuguesa

 

Começamos a ter, ha zonas do país onde a centro/esquerda prevalece e outras bastante orientadas para a direita, basta ver pelos partidos que estão nas camaras e isto acontece ha bastante tempo. E temos o dobro da população da Suiça. Secalhar era algo a pensar.

 

cada tiro, cada melro. Continua assim.

 

tas com medo de perder algum tacho? :D

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Começamos a ter, ha zonas do país onde a centro/esquerda prevalece e outras bastante orientadas para a direita, basta ver pelos partidos que estão nas camaras e isto acontece ha bastante tempo. E temos o dobro da população da Suiça. Secalhar era algo a pensar.

 

 

De facto 10M é o dobro de 8M.

E o melhor é nem entrar pelo absurdo do que acabaste de escrever. Pensa, lê, ouve, seja o que for para ver se não atiras opiniões dessas para o ar só porque ao fim de dois segundos parece-te uma opção viavel.

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De facto 10M é o dobro de 8M.

E o melhor é nem entrar pelo absurdo do que acabaste de escrever. Pensa, lê, ouve, seja o que for para ver se não atiras opiniões dessas para o ar só porque ao fim de dois segundos parece-te uma opção viavel.

 

Tantos argumentos, oh wait no.

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Mas que argumento querias tu que ele desse? Ele falou-te nas profundas diferenças culturais e sociais que existem na Suíça, tu respondes-lhe com preferências políticas/ideológicas. Quem falhou nos argumentos até foste tu.

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Vou perder só um bocadinho do meu tempo só para apontar um pequenino pormenor sobre a Suiça.

 

A Suiça tem 4 línguas nacionais oficiais, apresenta pelo menos 3 culturas dispares influentes e é constituída por Cantões que historicamente apresentam uma determinada independência politica e social.

É um pais que não apresenta homogeneidade cultural e linguística.

A única coisa que os une é o facto de reconhecerem que a sua união politica traz benefícios às suas populações.

 

Onde é que isto se relaciona com Portugal como pais politico, cultural e social?

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Portas explica rutura mas não propõe solução

 

Paulo Portas expôs aos dirigentes do CDS a sua versão dos factos que levaram à sua saída do Governo, mas na intervenção com que abriu a reunião da comissão executiva - que ainda decore - não propôs qualquer solução para a crise política.

Depois da intervenção inicial, os cerca de 20 dirigentes que estão à volta da mesa com Paulo Portas têm discutido as consequências dos vários cenários possíveis, mas sem que ninguém assuma o risco de soluções concretas.

 

Segundo o Expresso apurou, nenhum cenário foi colocado fora de questão, mas há duas saídas que têm concentrado as atenções da comissão executiva, ambas evitando uma rutura total entre PSD e CDS.

 

Por um lado, a hipótese de pôr fim à coligação, com a saída do governo dos membros indicados pelo CDS, mas com o partido a disponibilizar-se para segurar o Governo, caso Passos Coelho entenda que tem condições para continuar a ser primeiro-ministro. Seria uma forma de voltar a pôr a responsabilidade do lado dos sociais-democratas. Como o PSD tem mais deputados do que toda a esquerda, bastaria ao CDS fazer um acordo de incidência parlamentar e abster-se na legislação considerada essencial para terminar o programa da troika. Uma solução, porém, considerada por alguns como demasiado frágil, perante os desafios que o pais enfrenta.

 

A outra solução que alguns dirigentes vêem com bons olhos - mas que ninguém sabe bem como poderia ser concretizada - seria manter o CDS no Governo, sem Paulo Portas, desde que houvesse o compromisso do PSD mudar políticas e ceder em pontos essenciais. Uma saída que dependeria, contudo, da disponibilidade de Passos Coelho para aceitar posições do CDS que, até agora, recusou sempre. E que passa por se concretizar uma ideia que nas ultimas horas tem feito algum caminho na cúpula do CDS: a ideia de que o PSD, depois deste susto, estará pronto para fazer "grandes cedências".

 

A reunião dos centristas ainda decorre, à volta da mesa onde os dirigentes centristas almoçaram, no primeiro andar da sede do CDS.

 

É previsível que, até ao fim do dia, Paulo Portas faça uma comunicação ao país.

 

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portas-explica-rutura-mas-nao-propoe-solucao=f817987#ixzz2XzmeOsBm

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Vou perder só um bocadinho do meu tempo só para apontar um pequenino pormenor sobre a Suiça.

 

A Suiça tem 4 línguas nacionais oficiais, apresenta pelo menos 3 culturas dispares influentes e é constituída por Cantões que historicamente apresentam uma determinada independência politica e social.

É um pais que não apresenta homogeneidade cultural e linguística.

A única coisa que os une é o facto de reconhecerem que a sua união politica traz benefícios às suas populações.

 

Onde é que isto se relaciona com Portugal como pais politico, cultural e social?

 

Dou-te 4 Cantões:

 

- Madeira

- Açores

- Norte

- Mouraria

 

Quanto à homogeneidade, tens os sotaques, as francesinhas, o futebol, enfim tanta coisa. E o que nos une, evidentemente, é todos terem praias.

 

E pronto, está feito. E agora, hein?

 

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Vou perder só um bocadinho do meu tempo só para apontar um pequenino pormenor sobre a Suiça.

 

A Suiça tem 4 línguas nacionais oficiais, apresenta pelo menos 3 culturas dispares influentes e é constituída por Cantões que historicamente apresentam uma determinada independência politica e social.

É um pais que não apresenta homogeneidade cultural e linguística.

A única coisa que os une é o facto de reconhecerem que a sua união politica traz benefícios às suas populações.

 

Onde é que isto se relaciona com Portugal como pais politico, cultural e social?

 

Obrigado por me falares sobre o país onde eu nasci, estudei durante 10 anos, onde tenho familiares que trabalharam durante 20 anos e alguns ainda trabalham. Todos eles imigrantes que têm uma opinião igual á minha. São visões diferentes e cada um tem direito á sua. O que está a bold é o que na minha opinião o país precisa e não o que os comentadores politicos têm falado de "governo de salvação nacional" que é demagogia e hipocrisia ao bom estilo do chico-esperto tuga. Em relacção á tua pergunta, qualquer beneficio económico que uma politica possa dar deve-se sempre sobrepor a qualquer conflito cultural ou social, o povo tem de ser inteligente e perceber isso.

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De nada. É só pedir.

Continuo é sem perceber como é que o modelo suíço se enquadra no panorama português e nas vantagens de uma confederação\federação portuguesa.

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Mas é assim tão utópico o cenário de escolher pessoas reconhecidamente qualificadas em vez do membro do partido X?

 

Para isso acontecer, era preciso que um Governo não se regesse por questões ideológicas e partidárias. É impraticável teres, num Conselho de Ministros, o Semedo a dizer que o país precisa de construir 20 hospitais e contratar centenas de profissionais de saúde e teres o Macedo (que foi o que tu referiste) nas Finanças a dizer que estamos em tempos de austeridade e não podemos investir na saúde, temos até que cortar. O Semedo batia logo com a porta.

 

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Btw, o Portas ia apresentar o guião da reforma do Estado na 5ª feira. Tu queres que o gajo se demitiu para não ter que arcar com essa responsabilidade, ainda para mais agora que era o nº2...

Editado por Peplin

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Portas disposto a negociar acordo coligação com Passos Coelho

 

O CDS vai mostrar abertura para renegociar o acordo de coligação com o PSD. É essa a principal conclusão da reunião da direcção do partido liderado por Paulo Portas desta quarta-feira.

 

A reunião, que terminou já depois das 17 horas, deixou em aberto a possibilidade de a coligação se manter, apurou o PÚBLICO.

 

De acordo com fontes da direcção centrista, a negociação deverá ocorrer directamente entre os dois líderes, Paulo Portas e Pedro Passos Coelho, e deverá acontecer assim que o primeiro-ministro regressar de Berlim.

 

A comissão executiva decidiu também manter para o próximo fim de semana o congresso electivo do CDS-PP, sendo certo que Paulo Portas mantém a sua recandidatura à liderança do partido.

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Paulo Macedo representa Governo em debate sobre dívida pública e austeridade

 

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, vai representar o Governo PSD/CDS-PP na interpelação parlamentar do BE de quinta-feira sobre “a insustentabilidade da dívida pública e a política de austeridade”.

 

Esta informação foi confirmada à Lusa pelo gabinete do ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes.

 

 

A interpelação do BE ao Governo vai acontecer num momento de crise no executivo, dois dias depois de o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, ter pedido a demissão do cargo de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, na sequência da substituição do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, por Maria Luís Albuquerque.

 

 

Soube-se na terça-feira, tanto por fonte oficial do gabiente do primeiro-ministro, como por fonte do CDS-PP, que Paulo Portas defendeu junto de Passos Coelho, no fim-de-semana, que o nome mais acertado para suceder a Vítor Gaspar seria o de Paulo Macedo.

 

 

Numa nota divulgada na terça-feira à tarde, cerca de uma hora antes da posse da nova ministra e dos respetivos secretários de Estado, Paulo Portas justificou o seu pedido de demissão com o facto de o primeiro-ministro ter optado pelo que considerou ser um “caminho de mera continuidade no Ministério das Finanças” ao substituir Vítor Gaspar por Maria Luís Albuquerque”, apesar da sua discordância, que referiu ter “atempadamente” comunicado.

 

 

Numa declaração ao país, na terça-feira à noite, o primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu ser “precipitado” aceitar esse pedido de demissão e anunciou a intenção de se manter em funções e de clarificar as condições de apoio ao Governo de coligação com o CDS-PP.

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