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Luís Silvares

Insultos no Ask.fm levam jovem britânica ao suicídio

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A pergunta estava lá, numa rede social para jovens: "Já te podes matar?"

A britânica Hannah Smith, de 14 anos, é a mais recente vítima de abusos através do site de perguntas e respostas Ask.fm. David Cameron já apelou ao boicote e grandes empresas estão a retirar os anúncios

 

Hannah Smith tinha uns olhos grandes e um ar de menina, apesar da maquilhagem com que aparece nas fotos dos jornais que deram a notícia do seu suicídio no início de Agosto, aos 14 anos. Foi encontrada enforcada no seu quarto - o pai, David Smith, diz que a filha se matou depois de ter sido vítima de insultos violentos e continuados através do site Ask.fm.

 

Um estudo da NSPCC (organização contra a violência infantil) citado ontem pelo The Guardian revela que uma em cada cinco crianças diz ter sido alvo de cyberbullying no último ano no Reino Unido e que 10% dos adolescentes entre os 11 e os 16 são bombardeados diariamente com insultos e ameaças através da Internet.

 

A morte de Hannah não é a primeira ligada ao Ask.fm, um site que surgiu em 2010, está baseado em Riga, na Letónia, e já tem 60 milhões de utilizadores registados em 150 países. Segundo o Guardian, os suicídios de seis adolescentes nos últimos meses podem estar relacionados com o cyberbullying cometido através do site, onde os utilizadores podem (se quiserem anonimamente) fazer perguntas de todo o tipo.

 

Trata-se essencialmente de uma rede social onde os adolescentes - que constituem cerca de metade dos utilizadores - podem falar entre eles sem supervisão dos adultos. Entre as mensagens deixadas no perfil de Hannah Smith estavam algumas como "morre, toda a gente ficará feliz", "faz-nos um favor e mata-te" ou "ninguém se importa se morreres, cretina". A irmã de Hannah, Jo, de 16 anos, veio já denunciar que depois da morte da irmã ela própria começou a ser vítima de abusos através da Internet.

 

Basta uma rápida ronda por alguns perfis do site - e encontram-se vários em português, de utilizadores do Brasil e de Portugal - para perceber que as conversas oscilam entre perguntas inofensivas como "qual é o teu signo?", ou "qual o presente ideal para si?" para "Assunto SEXO: luz acesa ou apagada? Cama ou chão? Com putaria ou sem? Gemido ou grito? Com ou sem camisinha?", podendo rapidamente resvalar para insultos e ameaças como as citadas pelo Guardian: "Juro que te vou violar, toma cuidado", ou "estás na minha lista de pessoas a violar".

 

A morte de Hannah Smith está a provocar uma onda de indignação no Reino Unido. O primeiro-ministro, David Cameron, já apelou a que os utilizadores da Internet boicotem este tipo de sites, e o que os operadores actuem de forma responsável para proteger as crianças de abusos. "O facto de alguém fazer alguma coisa online não significa que esteja acima da lei. Se se incita alguém a fazer mal ou se se incita à violência, isso é uma violação da lei, seja online ou offline", disse.

 

Mas a resposta mais eficaz partiu das empresas anunciantes no Ask.fm, muitas das quais já retiraram os seus anúncios, explicando que estes são geralmente colocados pela Google, com a qual têm um contrato para a colocação de publicidade online. Entre os que saíram estão empresas como a Vodafone, McDonald"s, Laura Ashley ou a British Airways.

 

Outras redes e outras mortes

 

Foi, aliás, aos anunciantes que se dirigiu Liese Stanley, mãe de uma adolescente de 13 anos cuja história é contada pelo mesmo jornal. Stanley ficou chocada quando viu as mensagens que a filha estava a receber através do Ask.fm, que ultrapassavam em muito os insultos à aparência e eram verdadeiras ameaças, de violações e ataques sádicos.

 

Enviou uma série de emails para os responsáveis pelo site, que começaram por lhe responder que é possível bloquear todas as perguntas anónimas, garantindo posteriormente que iriam investigar o caso. Stanley enviou mais oito emails, mas não recebeu mais respostas, embora as ameaças à filha tenham sido retiradas do site. Mais eficazes foram os apelos junto dos anunciantes, muitos dos quais lhe responderam e retiraram os seus anúncios do Ask.fm.

 

Mas o problema afecta outras redes sociais semelhantes, como o qooh.me, baseado na África do Sul, e dirigido também a adolescentes, ou o formspring.com, baseado em São Francisco. Os criadores do Ask.fm garantem ter instrumentos para controlar o conteúdo, mas reconhecem que estes funcionam sobretudo para vídeos e fotografias, e que é difícil controlar mensagens escritas. Mas argumentam também que o site "é apenas um instrumento de comunicação".

 

Além de Hannah, o bullying através do Ask.fm foi relacionado com os suicídios de Ciara Pugsley, 14 anos, e Erin Gallagher, 13, de Josh Unsworth, 15, Anthony Stubbs, 16 e Jessica Laney, 16 anos, cujos amigos denunciaram os abusos que sofria no site, tornando públicas mensagens em que era insultada e que incluíam uma que dizia apenas: "Já te podes matar?"

 

Este tipo de violência online continua a acontecer a cada momento. Uma mensagem, entre muitas, no site qooh.me, citada pelo Guardian, encorajava a vítima a suicidar-se. A resposta surgia logo de seguida: "Estou quase a pensar nisso."

 

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Guest Rumpas

Mesut, olha que vais preso.

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tadinha da princesa

 

A pura falta de empatia...

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Pior rede social, quem vai lá só quer é festa e arrisca-se. Sinceramente, a ideia até seria boa se fosse bem usada, mas coise. O fb chega bem.

Quanto ao suícidio, é rídiculo...

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A pura falta de empatia...

pode parecer frio mas contra quem comete suicidio, nenhuma mesmo

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Pior rede social, quem vai lá só quer é festa e arrisca-se. Sinceramente, a ideia até seria boa se fosse bem usada, mas coise. O fb chega bem.

Quanto ao suícidio, é rídiculo...

é? o que é ridiculo é haver pessoas que se sentem bem a insultar outras ao ponto de as levar ao suicidio. Isso é que é ridiculo.

 

e quando falo em "insultar", não me estou a referir a insultos básicos, obviamente.

 

http://edition.cnn.com/2013/07/11/world/internet-trolling/index.html

Editado por Longineu

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Acho impressionante, gostam de expor para receberem elogios, mas se a coisa não corre bem não sabem lidar com o reverso da medalha, para isso existem varias opções, a principal é nem sequer se expor, mas como infelizmente os pais não sabem lidar na grande maioria das vezes com as novas tecnologias ignoram o que os filhos fazem na rede.

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Se o site tem pouco controlo sobre os utilizadores coisas destas eram expectáveis, ou quem criou isso, achou que a maioria dos posts iam ser perguntas com alguma pertinência :lol:

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é? o que é ridiculo é haver pessoas que se sentem bem a insultar outras ao ponto de as levar ao suicidio. Isso é que é ridiculo.

 

e quando falo em "insultar", não me estou a referir a insultos básicos, obviamente.

 

http://edition.cnn.com/2013/07/11/world/internet-trolling/index.html

Sim também, mas epá se era vitima de insultos todos os dias naquela rede social, não seria mais fácil apagar a conta?

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Sim também, mas epá se era vitima de insultos todos os dias naquela rede social, não seria mais fácil apagar a conta?

 

Exato, e foi o que aconteceu com várias contas "atacadas" pelo CMPT :lol:

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Sim também, mas epá se era vitima de insultos todos os dias naquela rede social, não seria mais fácil apagar a conta?

Seria, mas não convém esquecer que ela tinha 14 anos e era provavelmente viciada nesse site.

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pode parecer frio mas contra quem comete suicidio, nenhuma mesmo

 

14 anos.

 

Ela nem sabe o que fez.

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April 15

Como o facebook tem notado imensas partilhas de ask.fms, decidiram criar uma 'aplicação' de forma aos utilizadores terem a possibilidade de fazer perguntas, entre outras coisas, sem ser necessário abrirem outro separador no browser. Chama-se de chat...

 

Fiz este estado no facebook a falar disso há uns tempos atrás e é verdade, acho aquele site um pouco ridículo e que pode levar a pessoas que estejam num mau estado de espírito a cometerem alguma loucura. E quanto a isso, de certo que a miúda aguentou imenso e chegou a uma altura que a corda quebrou... eu percebo, mas a atitude inteligente era, sem dúvida, apagar o ask

 

Exato, e foi o que aconteceu com várias contas "atacadas" pelo CMPT :lol:

 

Lembrei-me disso :lol:

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Fiz este estado no facebook a falar disso há uns tempos atrás e é verdade, acho aquele site um pouco ridículo e que pode levar a pessoas que estejam num mau estado de espírito a cometerem alguma loucura. E quanto a isso, de certo que a miúda aguentou imenso e chegou a uma altura que a corda quebrou... eu percebo, mas a atitude inteligente era, sem dúvida, apagar o ask

 

 

 

Lembrei-me disso :lol:

:mrgreen:

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pode parecer frio mas contra quem comete suicidio, nenhuma mesmo

 

Estamos a falar de uma criança que não tem a sua personalidade formada, não tem uma noção das situações que um adulto tem, não tem a sua educação completa e que não tem capacidade para perceber que a vida não acaba por uns insultos de uns imbecis.

Claro que não se espera que se ande a chorar ou a sentir fortes emoções de tristeza por uma pessoa que não se conhece de lado nenhum mas estas situações requerem algum pensamento critico porque estamos a falar de jovens que ainda não têm maturidade nem personalidade desenvolvida.

 

 

A utilização das redes sociais por menores é uma questão de importantes implicações.

Primeiro os pais muitas vezes não intervém da forma que deviam na utilização dos seus filhos destas redes sociais e que também não têm preparação para enfrentar esta situação que é nova e para a qual não foram habituados.

Segundo porque do outro lado do ecrã estão também muitas vezes jovens que também têm graves problemas na sua formação e desenvolvimento e que aproveitam o anonimato e/ou a distância física para encher o seu ego através do insulto e da agressão psicológica e assim conseguir a atenção que não conseguem de outra forma.

 

É claro que estas coisas sempre se passaram e sempre irão passar, faz parte do crescimento dos próprios jovens. O problema agora está é na dimensão que atingem. É que uma coisa é estar a ouvir e a levar no corpo e cabeça durante x horas por dia e depois ao menos em casa pode-se estar descansado e ter um porto de abrigo e outra é estar sujeito 24h por dia a ataques sucessivos de gente de todo o mundo que odeiam uma pessoa só porque sim ou para se sentirem melhores consigo próprias por dominarem e humilharem outro individuo que nem conhecem.

 

Claro que a rapariga ou os outros podiam perfeitamente deixar de frequentar estes sites mas mais uma vez a principal responsabilidade é dos pais porque falamos de crianças sem maturidade e depois isso também não desculpa comportamentos abusivos e ofensivos por parte de terceiros.

 

 

Gostava de ver o Vaart falar disto.

 

Acho impressionante, gostam de expor para receberem elogios, mas se a coisa não corre bem não sabem lidar com o reverso da medalha

 

Chama-se a isso falta de maturidade o que é normal numa criança

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Ou seja, no fundo a culpada é ela porque se suicidou, uma vez que insultar pessoas desconhecidas de forma aleatória na Internet é 100% normal.

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pode parecer frio mas contra quem comete suicidio, nenhuma mesmo

Não acredito :lol:

 

Muito provavelmente já seria vitima de insultos e bullying na escola e noutros meios. Para uma jovem de 14 anos que está a construir a sua personalidade, se não tem sequer acompanhamento dos pais, isso é fatal.

 

É triste e preocupante.

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Pelo contrario. As amigas dizem que ela era o "centro das atenções", muito popular, sempre na paródia blabla.

 

Quem tem aqui a culpa são mesmo os pais.

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