Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Hollande diz que a porta das negociações continua aberta e que respeita o resultado do referendo.

Compartilhar este post


Link para o post

"A Grécia deveria ter, simplesmente, anunciado que ia incumprir com a dívida em 2010 e mostrar o dedo do meio à Alemanha - tomem lá, resolvam o problema."

"A Grécia tem vindo a sofrer, nos últimos anos, uma espécie de 'waterboarding' orçamental [um género de tortura com recurso a água] que nos transformou numa colónia de dívida."

"Vamos destruir a base sob a qual foi construída, década após década, um sistema que suga a energia e o poder económico de toda a sociedade."

"Quando se entra na zona euro, é como na canção 'Hotel California', dos Eagles" - pode-se fazer check out a qualquer altura, mas nunca se pode sair."

"O sr. Schäuble disse-me que perdi a confiança do povo alemão. Eu nunca a tive. Só tenho a confiança do povo grego."

"Eles odeiam-me. E dou as boas vindas ao seu ódio.” (citação de F.D. Roosevelt)

"Regresso ao dracma? "Nós não temos máquinas para imprimir notas. Esmagá-mo-las quando entrámos no euro."

"Assinar um acordo após vitória do "Sim"? "Prefiro cortar fora um braço."

"Não será tempo de termos um acordo que não se baseie em projeções de sustentabilidade da dívida que fazem as pessoas rir?"

"Vou ostentar orgulhosamente a repugnância que os credores me têm."

 

:prayer:

LOL

isso não pode ser verdade :lol:

Compartilhar este post


Link para o post

"Greece is the hysterical girlfriend shrieking "I'll kill myself if you break up with me, it's your fault for making me love you so much"

 

And the banks are just the dude standing there awkwardly asking if he can have his car keys back"

 

Esta analogia parece muito adequada. O problema é que está errada logo na base. A Grécia não é nenhuma namorada da Europa. Namorada é a Turquia, a Sérvia ou a Ucrânia. A Grécia já está casada há mais de 30 anos com a Europa. É mulher legítima de papel passado. E pior: estando na zona Euro é casada com comunhão de bens. É assim que todo o mundo vê a Grécia e cada um dos outros 18 Estados Membros da Zona Euro. Casados com a Europa em regime de comunhão de bens.

 

O que se está a passar é que a Grécia (tal como Portugal, por exemplo) era uma rapariga pobre que casou com o rapaz rico, poderoso e influente. O rapaz rico, inicialmente, encheu a Grécia de luxos. Deu-lhe tudo o que a Grécia nunca poderia almejar enquanto solteira. Encheu-a de mimos e de luxos para a deixar satisfeita e para poder mostrá-la aos amigos linda e boazona (turismo). Depois veio a crise. E o rapaz rico começou a ter problemas. E lembrou-se de exigir à rapariga com quem casou que lhe pagasse tudo aquilo que ele lhe tinha oferecido sob pena de ela não ver mais um tostão e de não ter o que comer. Ela reagiu dizendo que tinham que resolver a crise em conjunto. Ele não quis saber e ameaçou-a com o divórcio dizendo-lhe que a vida para ela passaria a ser um inferno.

 

Hoje a rapariga está a marcar uma posição. Está a dizer que o rapaz tem que cumprir as regras do casamento em comunhão de bens. Que não aceita passar a comer menos e a passar dificuldades enquanto que o seu marido continua a engordar e a viver faustamente. O marido diz que ela tem que pagar tudo até ao último cêntimo. Ela diz que até está disposta a pagar se ele lhe der algum tempo para organizar a sua vida. Ele não lhe dá tempo. E ela já não tem tanto medo do divórcio como tinha há uns anos. Porque hoje já sabe que a vida de casada, nestas condições, é igualmente um inferno. Tão ou mais doloroso do que a vida sem o marido. E além disso já começa a perceber que há outros rapazes ricos que lhe começam a piscar o olho...

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post

Esta analogia parece muito adequada. O problema é que está errada logo na base. A Grécia não é nenhuma namorada da Europa. Namorada é a Turquia, a Sérvia ou a Ucrânia. A Grécia já está casada há mais de 30 anos com a Europa. É mulher legítima de papel passado. E pior: estando na zona Euro é casada com comunhão de bens. É assim que todo o mundo vê a Grécia e cada um dos 18 Estados Membros da Zona Euro. Casados com a Europa em regime de comunhão de bens.

 

O que se está a passar é que a Grécia (tal como Portugal, por exemplo) era uma rapariga pobre que casou com o rapaz rico, poderoso e influente. O rapaz rico, inicialmente, encheu a Grécia de luxos. Deu-lhe tudo o que a Grécia nunca poderia almejar enquanto solteira. Encheu-a de mimos e de luxos para a deixar satisfeita e para poder mostrá-la aos amigos linda e boazona (turismo). Depois veio a crise. E o rapaz rico começou a ter problemas. E lembrou-se de exigir à rapariga com quem casou que lhe pagasse tudo aquilo que ele lhe tinha oferecido sob pena de ela não ver mais um tostão e de não ter o que comer. Ela reagiu dizendo que tinham que resolver a crise em conjunto. Ele não quis saber e ameaçou-a com o divórcio dizendo-lhe que a vida para ela passaria a ser um inferno.

 

Hoje a rapariga está a marcar uma posição. Está a dizer que o rapaz tem que cumprir as regras do casamento em comunhão de bens. Que não aceita passar a comer menos e a passar dificuldades enquanto que o seu marido continua a engordar e a viver faustamente. O marido diz que ela tem que pagar tudo até ao último cêntimo. Ela diz que até está disposta a pagar se ele lhe der algum tempo para organizar a sua vida. Ele não lhe dá tempo. E ela já não tem tanto medo do divórcio como tinha há uns anos. Porque hoje já sabe que a vida de casada, nestas condições, é igualmente um inferno. Tão ou mais doloroso do que a vida sem o marido. E além disso já começa a perceber que há outros rapazes ricos que lhe começam a piscar o olho...

:arrow:

Compartilhar este post


Link para o post

Serei eu um dos poucos que considera o problema da Grécia num meio-termo?

Sinto que ambos os lados possuem o seu ponto de razão e que ambos estão numa posição injusta, com uma resolução, seja ela qual for, que será injusta para ambos.

Por um lado, a Grécia tem razão em alguns pontos, a dívida é neste momento impagável ( e já desde o 2º resgate ), passaram já por imensos sacrifícios e a solução não é simplesmente pagar até 2030 ou depois, vivendo todos esses anos na miséria social e económica, como uns coitadinhos da Europa.

Por outro lado, a Alemanha e o resto da Europa, vê o dinheiro dos seus povos contribuintes entalado sem fim à vista, sentindo que num futuro se calhar a melhor solução é não voltar a emprestar ou negociar com mais ninguém que não cumpra os requisitos de credibilidade que eles assumem, e isso talvez inclua Portugal.

Os estereótipos aplicam-se em ambos os lados, os Gregos chamam os Alemães de Nazis, serão? Os Alemães chamam os Gregos de preguiçosos que não querem fazer nada, serão?

Há chantagem de ambos os lados, com o Eurogrupo a dizer, ou querem este acordo, ou não querem nada e os Gregos a dizerem que não pagam a dívida que voluntariamente contraíram.

É assim tão difícil ambos os lados cederem, com os Gregos a passarem algumas das linhas vermelhas, enquanto o Eurogrupo e FMI cedem com um perdão substancial da dívida?

Editado por Ticampos

Compartilhar este post


Link para o post

Serei eu um dos poucos que considera o problema da Grécia num meio-termo?

Sinto que ambos os lados possuem o seu ponto de razão e que ambos estão numa posição injusta, com uma resolução, seja ela qual for, que será injusta para ambos.

Por um lado, a Grécia tem razão em alguns pontos, a dívida é neste momento impagável ( e já desde o 2º resgate ), passaram já por imensos sacrifícios e a solução não é simplesmente pagar até 2030 ou depois, vivendo todos esses anos na miséria social e económica, como uns coitadinhos da Europa.

Por outro lado, a Alemanha e o resto da Europa, vê o dinheiro dos seus povos contribuintes entalado sem fim à vista, sentindo que num futuro se calhar a melhor solução é não voltar a emprestar ou negociar com mais ninguém que não cumpra os requisitos de credibilidade que eles assumem, e isso talvez inclua Portugal.

Os estereótipos aplicam-se em ambos os lados, os Gregos chamam os Alemães de Nazis, serão? Os Alemães chamam os Gregos de preguiçosos que não querem fazer nada, serão?

Há chantagem de ambos os lados, com o Eurogrupo a dizer, ou querem este acordo, ou não querem nada e os Gregos a dizerem que não pagam a dívida que voluntariamente contraíram.

É assim tão difícil ambos os lados cederem, com os Gregos a passarem algumas das linhas vermelhas, enquanto o Eurogrupo e FMI cedem com um perdão substancial da dívida?

 

O meu bold resume o problema fundamental disto tudo. Enquanto se continuar a falar de contribuintes alemães, franceses, ingleses, portugueses ou gregos não há solução possível. A única forma de viabilizar a Europa e o Euro é se se encontrar alguma fórmula mágica de começar a tratar toda essa gente por contribuintes europeus. Aí sim, pode haver futuro para este ideal europeu. Quando o contribuinte alemão não se achar superior ao contribuinte grego e quando o contribuinte português não se julgar inferior ao contribuinte finlandês. Somos todos europeus. E sendo todos europeus devemos zelar uns pelos outros. Caso contrário cai a Grécia, depois cai Portugal, a seguir cairá outro qualquer e toda a Europa se desmoronará como um castelo de cartas.

Compartilhar este post


Link para o post

O meu bold resume o problema fundamental disto tudo. Enquanto se continuar a falar de contribuintes alemães, franceses, ingleses, portugueses ou gregos não há solução possível. A única forma de viabilizar a Europa e o Euro é se se encontrar alguma fórmula mágica de começar a tratar toda essa gente por contribuintes europeus. Aí sim, pode haver futuro para este ideal europeu. Quando o contribuinte alemão não se achar superior ao contribuinte grego e quando o contribuinte português não se julgar inferior ao contribuinte finlandês. Somos todos europeus. E sendo todos europeus devemos zelar uns pelos outros. Caso contrário cai a Grécia, depois cai Portugal, a seguir cairá outro qualquer e toda a Europa se desmoronará como um castelo de cartas.

Uma ideia realmente inovadora, tem apenas uns séculos de existência e foi aplicada nos EUA.

 

E isto não é uma crítica a ti, antes pelo contrário, apenas é uma constatação que isso devia ser tão evidente que não faz sentido ainda se falar dessa forma. A partir do momento em que há uma união monetária e económica, tem de haver transferências orçamentais significativas. Na Europa achamos que cerca de 2% a 3% do PIB chega. E a Europa vai por água abaixo.

Compartilhar este post


Link para o post
Em 2014 as exportações de bens aumentaram 1,8% face ao ano anterior, atingindo 48 177,1 milhões de euros, e as importações de bens cresceram 3,2% totalizando 58 853,8 milhões de euros. O saldo das transações comerciais de bens com o exterior atingiu um défice de 10 676,7 milhões de euros, aumentando 966,8 milhões de euros face a 2013.

 

Fonte: INE

Compartilhar este post


Link para o post

Já agora, analise à saída do Varoufakis por provavelmente o único jornalista estrangeiro com acesso directo ao governo grego: http://blogs.channel4.com/paul-mason-blog/yanis-varoufakis-economist-play-politics/4081

 

O acesso é tanto que na noite do referendo esse Paul Mason estava na residência oficial do PM onde se encontravam os membros do governo. Acho que está a preparar um documentário sobre o governo Syriza.

https://twitter.com/paulmasonnews

Editado por antifa

Compartilhar este post


Link para o post

Esta analogia parece muito adequada. O problema é que está errada logo na base. A Grécia não é nenhuma namorada da Europa. Namorada é a Turquia, a Sérvia ou a Ucrânia. A Grécia já está casada há mais de 30 anos com a Europa. É mulher legítima de papel passado. E pior: estando na zona Euro é casada com comunhão de bens. É assim que todo o mundo vê a Grécia e cada um dos outros 18 Estados Membros da Zona Euro. Casados com a Europa em regime de comunhão de bens.

 

O que se está a passar é que a Grécia (tal como Portugal, por exemplo) era uma rapariga pobre que casou com o rapaz rico, poderoso e influente. O rapaz rico, inicialmente, encheu a Grécia de luxos. Deu-lhe tudo o que a Grécia nunca poderia almejar enquanto solteira. Encheu-a de mimos e de luxos para a deixar satisfeita e para poder mostrá-la aos amigos linda e boazona (turismo). Depois veio a crise. E o rapaz rico começou a ter problemas. E lembrou-se de exigir à rapariga com quem casou que lhe pagasse tudo aquilo que ele lhe tinha oferecido sob pena de ela não ver mais um tostão e de não ter o que comer. Ela reagiu dizendo que tinham que resolver a crise em conjunto. Ele não quis saber e ameaçou-a com o divórcio dizendo-lhe que a vida para ela passaria a ser um inferno.

 

Hoje a rapariga está a marcar uma posição. Está a dizer que o rapaz tem que cumprir as regras do casamento em comunhão de bens. Que não aceita passar a comer menos e a passar dificuldades enquanto que o seu marido continua a engordar e a viver faustamente. O marido diz que ela tem que pagar tudo até ao último cêntimo. Ela diz que até está disposta a pagar se ele lhe der algum tempo para organizar a sua vida. Ele não lhe dá tempo. E ela já não tem tanto medo do divórcio como tinha há uns anos. Porque hoje já sabe que a vida de casada, nestas condições, é igualmente um inferno. Tão ou mais doloroso do que a vida sem o marido. E além disso já começa a perceber que há outros rapazes ricos que lhe começam a piscar o olho...

De facto deve ser das poucas histórias em que há pessoas que vêm a gold digger única e exclusivamente como vítima

 

Editado por Ego Sum

Compartilhar este post


Link para o post

 

E ainda "os hómes ganham 10, as mulheres f*de 20" :mrgreen:

 

EDIT: não sei meter embedded para começar no minuto certo. Referia-me ao 2:12 min

Editado por Ego Sum

Compartilhar este post


Link para o post

vou só deixar aqui isto

 

CJUUhLRVEAEGKNB.png

 

A Alemanha Ocidental incluindo a Baviera( não incluindo a Alemanha Oriental ), a Áustria, os Países Nórdicos, o Benelux e o Norte de Itália apresentam PIB's maiores por pessoa que o resto da Europa, nomeadamente os países do Sul e do Leste.

São observações interessantes para perceber onde está concentrado o poder europeu, no entanto vale realçar que isto não é um (dos) problema(s) criado(s) pela União Europeia, sempre foi assim desde o início da Revolução Industrial, é a tão famosa Banana Azul.

Editado por Ticampos

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Corajosos os que moram no Norte da Suécia :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

.

 

EDIT: pois tem, partilharam isso agora cmg, nem tinha reparado na data -_-

Editado por Ego Sum

Compartilhar este post


Link para o post

Itállia, tal como Espanha, é um amontoado de antigas nações que se toleram na altura de votar e que se juntam quanto a conversa mete desporto.

Editado por whatever

Compartilhar este post


Link para o post

Grande analogia Descartes :prayer:

Aproveitei para o meu Facebook (com os devidos créditos) espero que não te importes pq dos direitos de autor :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Itállia, tal como Espanha, é um amontoado de antigas nações que se toleram na altura de votar e que se juntam quanto a conversa mete desporto.

 

O mesmo se pode dizer da Alemanha, da Belgica ou da Republica Checa...

Compartilhar este post


Link para o post

Grande analogia Descartes :prayer:

Aproveitei para o meu Facebook (com os devidos créditos) espero que não te importes pq dos direitos de autor :mrgreen:

 

Estás à vontade... :wink:

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante
Este tópico está impedido de receber novos posts.
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...