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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Porque é que a coligação abandonou a ideia do plafonamento das pensões?

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Para facilitar o discurso mais tarde e dizerem que se tentaram encostar ao PS, eles é que rejeitaram um potencial acordo.

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Mas o PS tinha a mesma proposta, apenas ligeiramente diferente, julgo.

 

Agora, essa medida não consta sequer no programa apresentado hoje pela coligação ao que parece.

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Só queria ser uma mosca para estar na reunião do comité central do PCP no Domingo de manhã...

Dpitz chiba-te aí de como vão as conversas. Nos meus conhecidos reina o silêncio.

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Só queria ser uma mosca para estar na reunião do comité central do PCP no Domingo de manhã...Dpitz chiba-te aí de como vão as conversas. Nos meus conhecidos reina o silêncio.

 

O Dpitz, infelizmente, já não está registado no CMPT.

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O Dpitz, infelizmente, já não está registado no CMPT.

Desculpem-me colocar esta questão, mas estará relacionado com esta questão da convergência das esquerdas?

 

Ausentou-se um grande membro. :(

o bichinho não tarda morde e ele volta à comunidade! :D

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Acho que já é a 2ª vez mas posso estar a fazer confusao.

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Há coisas que não estou a perceber, só vejo medidas que implicam menos receita e + despesa e vejo muito poucas medidas de compensação. Segundo o que li em boa parte dos jornais são estes:

 

Devolução integral nos cortes dos salários dos funcionários Públicos= 612 milhões

Redução de metade da sobretaxa para 2016= 275 milhões

redução do IVA para 13% na restauração= 260 milhões

Reversão das concessões nos transportes públicos 335 milhões

 

Os valores podem variar ligeiramente de fonte para fonte mas é sensivelmente isto.

 

Depois ainda temos uma série de medidas que individualmente não têm um impacto orçamental assim tão elevado, mas se as considerarmos todas juntas podem ter impacto: Aumento do salário mínimo(na função pública vai ter um impacto de umas dezenas de milhões)

reposição dos valores reduzidos em 2011 no abono de família e rendimento social de inserção

redução TSU para salários inferiores a 600 euros

aumento das pensões até 628 euros(é certo que o valor do aumento á baixo, mas são 1,5 milhões de pensões),

generalização para 500 mil famílias da tarifa social na electricidade,

reforço no SNS

 

É claro que isto vai fazer crescer a economia, como a economia cresceu em 2009 com os estímulos do Sócrates mas o que vai existir para contrabalançar em termos orçamentais? Aumento do IRC? Mais taxação nos dividendos? Taxa sobre excessiva rotatividade nas empresas? É que ninguém explicou ainda como é que se vai colmatar tantos milhares de milhões acrescentados ao nosso défice anual. Mais ainda, se existirem problemas com a banca como é bem provável para o ano com o Banif, Montepio e BES, como vai ser? Depois como se vai reagir ao provável desequilíbrio da balança externa? Eu sou provavelmente o único jovem do PS que não está excitado com o acordo, mas acho que isto é muito muito frágil.

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Eu sou provavelmente o único jovem do PS que não está excitado com o acordo, mas acho que isto é muito muito frágil.

 

Não não és. O PS se fosse um partido e não uma máfia nunca podia ter ao mesmo tempo malta que se confunde com a do BE e malta confusa que pensa que é do PSD... :mrgreen:

Pá ao votar no PS estavas +/- a dar um voto em branco para fazerem o que quisessem. Aos dias pares respeitavam tudo e abriam as bordas à UE, aos ímpares havia leituras inteligentes do tratado orçamental e só não mostravam o dedo porque ficava mal.

É necessário que os vendidos, sim vendidos, (tanto o Assis como o Beleza defenderam alianças à esquerda o ano passado...) vão borda fora, roubem aquele espaço que não é carne nem peixe ao PS de forma a que as pessoas quando vão votar, saibam mesmo ao que vão...

 

Portugal é absolutamente surreal. No mesmo dia em que temos o próximo governo nas mãos do Comité Central do PCP, temos o Sócrates a ser recebido com um herói em Vila Real. Não sabia que o homem era esta Rockstar por lá...

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mas porquê?

São coisas extra-forum Pica , explicou-nos o motivo de tal pedido e nós acedemos ao mesmo.

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Há coisas que não estou a perceber, só vejo medidas que implicam menos receita e + despesa e vejo muito poucas medidas de compensação. Segundo o que li em boa parte dos jornais são estes:

 

Devolução integral nos cortes dos salários dos funcionários Públicos= 612 milhões

Redução de metade da sobretaxa para 2016= 275 milhões

redução do IVA para 13% na restauração= 260 milhões

Reversão das concessões nos transportes públicos 335 milhões

 

Os valores podem variar ligeiramente de fonte para fonte mas é sensivelmente isto.

 

Depois ainda temos uma série de medidas que individualmente não têm um impacto orçamental assim tão elevado, mas se as considerarmos todas juntas podem ter impacto: Aumento do salário mínimo(na função pública vai ter um impacto de umas dezenas de milhões)

reposição dos valores reduzidos em 2011 no abono de família e rendimento social de inserção

redução TSU para salários inferiores a 600 euros

aumento das pensões até 628 euros(é certo que o valor do aumento á baixo, mas são 1,5 milhões de pensões),

generalização para 500 mil famílias da tarifa social na electricidade,

reforço no SNS

 

É claro que isto vai fazer crescer a economia, como a economia cresceu em 2009 com os estímulos do Sócrates mas o que vai existir para contrabalançar em termos orçamentais? Aumento do IRC? Mais taxação nos dividendos? Taxa sobre excessiva rotatividade nas empresas? É que ninguém explicou ainda como é que se vai colmatar tantos milhares de milhões acrescentados ao nosso défice anual. Mais ainda, se existirem problemas com a banca como é bem provável para o ano com o Banif, Montepio e BES, como vai ser? Depois como se vai reagir ao provável desequilíbrio da balança externa? Eu sou provavelmente o único jovem do PS que não está excitado com o acordo, mas acho que isto é muito muito frágil.

já perece óbvia a resposta: vai deixar-se subir o défice, e esperar que as compras do BCE mantenhas os juros baixos. numa primeira fase antecipam-se despesas para este ano, e depois é só dizer que havia contas escondidas. depois diz-se que a culpa é do abrandamento industrial china-alemanha e da crise em angola. e em junho vamos para eleições outra vez, e o resultado será tremendamente surpreendente...

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já perece óbvia a resposta: vai deixar-se subir o défice, e esperar que as compras do BCE mantenhas os juros baixos. numa primeira fase antecipam-se despesas para este ano, e depois é só dizer que havia contas escondidas. depois diz-se que a culpa é do abrandamento industrial china-alemanha e da crise em angola. e em junho vamos para eleições outra vez, e o resultado será tremendamente surpreendente...

 

Pois, estou a ver que vai ser assim.

É que se a DBRS ve o que está a acontecer mete Portugal com rating negativo e f*de esta m*rda toda, a Troika volta em muito pouco tempo.

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Citação do jornal "Expresso" online

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Costa: “Não estou disponível para formar um Governo que não tenha condições reais e credíveis de durar a legislatura”

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Na intervenção com que abriu, esta tarde, a reunião da Comissão Nacional do PS (órgão máximo entre congressos), que deverá aprovar o entendimento com BE, PCP e PEV, Costa reiterou que “o programa de Governo não basta”

"Somos sérios e estamos a falar com gente séria que não vende a sua identidade por qualquer acordo de Governo", afirmou o secretário-geral do PS, na intervenção com que abriu a reunião da Comissão Nacional que deverá aprovar o programa de Governo negociado com BE, PCP e PEV. E assim se ficou a saber que não são os lugares no Executivo que estão a emperrar ainda o acordo político com o PCP - o único que falta fechar para o PS avançar para a moção de rejeição ao Programa do Governo PSD/CDS.

"O que nos divide não é suscetível de ser mercantilizado em lugares de Governo. Não é algo que seja negociável para tornar revogável o que era irrevogável para obter o cargo de vice-primeiro-ministro e uns anos depois até oferecer o cargo de primeiro-ministro em troca de se manter nisto. Não, não" - ironizou António Costa, sob forte aplauso da assistência.

ACORDO POLÍTICO EM DOCUMENTOS DISTINTO

O líder socialista confessou, como já tinha feito ontem na SIC, que não tem sido fácil a negociação. "Um enorme desafio" que corresponderá, na sua definição, a "uma mudança de paradigma", a uma mudança "do sistema partidário como ele tem existido nestes 40 anos". "O que estamos a negociar não é a eliminação das diferenças mas aquilo que podemos fazer em conjunto. Essa é a única questão que está aqui em causa".

Costa disse ter encontrado nos outros três partidos "um espírito construtivo, leal, sério, empenhado nas soluções". Tanto que das negociações já resultou um programa de Governo (entretanto distribuído por todos os presentes) assente no programa eleitoral do PS mas que incorpora alterações, novas propostas e novas formulações - resultantes dessas negociações. "Cabe à Comissão Nacional decidir se o aprovamos ou não", sublinhou.

Os acordos com BE, PCP e PEV não será expresso num documento comum, revelou ainda. Mas se por um lado desvalorizou esse facto - "o que é a base e o guia e que dá consistência à ação governativa não são os acordos mas o programa de Governo -, por outro fez dele condição indispensável para poder chegar a São Bento: "Todos temos consciência que não basta o Programa de Governo. Eu não estou disponível, o PS não está disponível, para formar um Goveno que não tenha condições reais e credíveis de durar a legislatura". E essas condições, adiantou, estão ainda em negociações, disse, expressando confiança em que estejam concluídas a tempo da Comissão Política de amanhã à noite - que irá decidir se o grupo parlamentar apresenta ou não uma moção de rejeição ao programa do Governo PSD/CDS (que será discutido 2a e 3a feira na Assembleia da República).

"UM GOVERNO PÓS-ELEITORAL É TÃO LEGÍTIMO COMO UM PRÉ-ELEITORAL"

Perante uma assistência muito entusiasmada, que repetidas vezes aplaudiu as palavras do secretário-geral, Costa demorou-se a explicar (falando para os críticos que nunca nomeou, e em particular para Francisco Assis - que não faz parte da Comissão Nacional e por isso não estava presente) por que é que entende que esta solução é tão legítima como qualquer outra. " A opção que nos está colocada é se viabilizamos um Governo de direita ou se nos empenhamos em criar uma alternativa ao Governo de direita. (Depois destes quatro anos) a última coisa que o PS podia fazer era não se esforçar para criar uma alternativa".

O líder socialista reforçou que "a direita não está em minoria na AR por qualquer golpe de Estado mas porque tem menos deputados que as restantes bancadas. E tem menos deputados porque teve menos votos". Para adiantar que "um Governo pós-eleitoral é tão legítimo como um pré-eleitoral". A não ser, continuou, "que se entenda que há uns acordos pós-eleitorais que são legítimos e outros que não são". Para deixar a interrogação: "Onde é que está escrito que só são legítimos os que envolvem PS, PSD e CDS?".

Costa lembrou que desde que se apresentou às primárias do ano passado sempre recusou o conceito de arco de governação. E disse discordar dos que continuam a ver na política nacional uma clivagem que já não existe: "Que sentido faz, 40 anos depois do 25 de abril, 25 anos depois da queda do Muro de Berlim, considerar que o combate que o PS travou contra o PCP no PREC continua a ser a clivagem fundamental? Não é. Pelo contrário. É tempo de pôr termo a esse resquício do PREC, ao que resta do Muro de Berlim", concluiu.

Discurso forte. Espero que o bold esteja presente na mente de todos e que o Comité Central do PCP não aja com medo do passado.



Não não és. O PS se fosse um partido e não uma máfia nunca podia ter ao mesmo tempo malta que se confunde com a do BE e malta confusa que pensa que é do PSD... :mrgreen:
Pá ao votar no PS estavas +/- a dar um voto em branco para fazerem o que quisessem. Aos dias pares respeitavam tudo e abriam as bordas à UE, aos ímpares havia leituras inteligentes do tratado orçamental e só não mostravam o dedo porque ficava mal.
É necessário que os vendidos, sim vendidos, (tanto o Assis como o Beleza defenderam alianças à esquerda o ano passado...) vão borda fora, roubem aquele espaço que não é carne nem peixe ao PS de forma a que as pessoas quando vão votar, saibam mesmo ao que vão...

Portugal é absolutamente surreal. No mesmo dia em que temos o próximo governo nas mãos do Comité Central do PCP, temos o Sócrates a ser recebido com um herói em Vila Real. Não sabia que o homem era esta Rockstar por lá...

O BE não vive num espectro tão grande ou maior, até? Acho que não é pelas diferenças ideológicas internas que podes apelidar o PS de uma máfia... Atenção, eu acho que há ali malta que não faz sentido no PS, mas isso também é a minha interpretação do plano partidário português. No entanto não é por haver quem puxe à direita e à esquerda que passa a ser uma máfia.

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O BE não vive num espectro tão grande ou maior, até? Acho que não é pelas diferenças ideológicas internas que podes apelidar o PS de uma máfia... Atenção, eu acho que há ali malta que não faz sentido no PS, mas isso também é a minha interpretação do plano partidário português. No entanto não é por haver quem puxe à direita e à esquerda que passa a ser uma máfia.

 

Acho que não. Dentro do BE há quem tenha soluções diferentes para o mesmo problema, já no PS eles nem sabem o que é que está mal.

Não é por haver quem puxe a direita ou esquerda que passa a ser uma máfia. É por ser uma máfia que gente com posições tão distintas se entende para o assalto...

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Acho que não. Dentro do BE há quem tenha soluções diferentes para o mesmo problema, já no PS eles nem sabem o que é que está mal.

Não é por haver quem puxe a direita ou esquerda que passa a ser uma máfia. É por ser uma máfia que gente com posições tão distintas se entende para o assalto...

Havia quem dissesse precisamente isso do BE até há meio-ano atrás. O Bloco ocupa um espaço político gigantesco, vai desde os socialistas desmotivados aos marxistas convictos.

 

Reitero, não é por haver formas diferentes de olhar para as coisas que é uma máfia. Há mafiosos lá dentro, é diferente. E há mafiosos mais à esquerda e mafiosos mais à direita, até. A diferença ideológica não tem nada que ver com isso.

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PSD e CDS vão andar pelo país a explicar o programa de governo

Esqueceram-se de fazê-lo durante a campanha?

durante a campanha a táctica era não falar sobre nada, porque as ideias eram poucas e de defesa no mínimo difícil, e queriam limitar os argumentos do AC. funcionou relativamente bem, conseguiram ganhar umas eleições que 1 ano antes nem os mais optimistas achavam possível.

 

agora é o full power da vitimização, já a preparar as eleições do próximo verão. a diferença é que agora podem dizer à vontade quais são as propostas porque como não as vão por em prática não há cobrança e nem é preciso que façam sentido ou haja uma linha de coerência.

 

até me parece que estão a fazer um programa mais de combate do que de governo, metade servem para tomar iniciativa em coisas óbvias, e com isso limitar o campo de acção do PS, a outra metade são pontos "infugíveis" (desculpem a palavra inventada) e vai servir para tentar forçar que as diferenças entre PS-BE-PCP venham ao de cima.

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E é essa m*rda que me mete nojo no sistema político actual. Tácticas, tácticas e tácticas em cima de tácticas com o único objectivo de meter o partido no poleiro. Por parte de todos os partidos. Agora debater o que querem fazer de forma sincera, tá quieto.

 

Desculpem pelo desabafo à Captain Obvious, podem continuar.

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