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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Sempre que falas com o stout acabas a fugir com esse argumento :lol: E algumas coisas por responder, também.

 

E fugi de quê, exactamente? E que tem o argumento? Não é o que ele faz sistematicamente? Nem sou o único a dizê-lo aqui, nem sequer fui o primeiro.

 

Como é que se discute com alguém que ignora uma discussão por razões estapafúrdias como as que ele dá e insulta pessoas só porque pensam diferente dele? Prega tanto a esquerda tolerante quando ele é quem mais ofende isso mesmo. É por ser jovem, é por ter votado num partido que não é o partido onde ele milita, é porque o conteúdo não interessa, há sempre desculpa para se evitar uma discussão a todo o custo, mas eu é que estou a fugir? Ganha juízo...

Editado por _Nikon_

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Agora é porque sou malta jovem... Para ti todos os argumentos são válidos para se ignorar o conteúdo de uma discussão, mesmo que sejam uma falácia do tamanho do planeta e não tenham rigorosamente nada a ver com o assunto.

 

Daqui a pouco é porque sou destro e tenho olhos verdes. Todos sabemos que esta combinação de características numa pessoa invalidam os argumentos que ela diga, logo está-se errado por definição. Ridículo...

 

Mas qual conteúdo da discussão? A discussão começou porque um user dizer execrável e não especificando se se era sobre o conteúdo, o timing ou o que quer que seja.

 

Tu perguntas porque é que é execrável e eu pergunto se o timing da decisão não é execrável ao que tu respondes que a substância é a única coisa que interessa e que umas eleições que foram decididas por 2%, estavam ganhas desde que o Marcelo decidiu candidatar-se. Bela concepção de democracia.

 

A decisão em si é o que é, ninguém esperava outra coisa. Eu não vim para o tópico para discutir o conteúdo da decisão que entra obviamente pelos diplomas em si adentro e que vai resultar em paredes de texto sem ninguém mudar de opinião.

Pá desculpa lá, mas custa muito reconhecer que é ridículo esperar até ao último dia(se é que não foi depois do prazo) para anunciar o veto? Irra...

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é por esta e por outras que não me cabe na cabeça alguém ter a dúvida se vota Marcelo ou Marisa Matias.

A mim continua a caber, especialmente porque o Cavaco é dos piores exemplos que se pode dar, o timing desta decisão prova isso mesmo. Aliás, se há alguma coisa a aprender com o que se passou, é que não há nada melhor que uma pessoa séria para Presidente.

 

Se a Marisa fosse do tipo de pessoa que também usava este tipo de timings para aprovar medidas de esquerda, podes ter a certeza que nunca mais teria o meu voto.

Editado por Mica

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é por esta e por outras que não me cabe na cabeça alguém ter a dúvida se vota Marcelo ou Marisa Matias.

 

E o que tem a ver, diz lá? É por o Marcelo ser do PSD e o Cavaco também que vão ser exactamente iguais?

Editado por Visitante

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Cavaco vai ter de aprovar adoção gay e mudança na lei do aborto que vetou

 

Cavaco Silva vai ser obrigado a aprovar os diplomas sobre a adoção por casais do mesmo sexo e mudanças na lei do aborto. Os diplomas vetados pelo ainda Presidente da República serão reconfirmados nas próximas duas semanas no Parlamento sem alterações, com os votos da esquerda, o que significa que Cavaco terá de os promulgar num prazo de oito dias, bem antes da entrada em funções de Marcelo Rebelo de Sousa, que toma posse como presidente a 9 de março.

 

O constitucionalista Paulo Otero confirma que depois de reconfirmados os diplomas, "Cavaco Silva terá oito dias para os promulgar. Se não o fizer será uma omissão, estará a violar a Constituição por não cumprir o prazo, mas não há uma sanção se não o fizer"

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E o que tem a ver, diz lá? É por o Marcelo ser do PSD e o Cavaco também que vão ser exactamente iguais?

Pelo menos neste tema, as ideias do Marcelo e da Marisa são completamente diferentes.

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E o que tem a ver, diz lá? É por o Marcelo ser do PSD e o Cavaco também que vão ser exactamente iguais?

Iguais nao sao, mas sao ambos conservadores de direita e catolicos. A Marisa é todo o oposto dentro do espectro politico ideologico parlamentario

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[youtubehd]WBeDK3CBFiQ[/youtubehd

Pelo menos neste tema, as ideias do Marcelo e da Marisa são completamente diferentes.

 

Antes de mais, eu não encarei aquele post dentro do contexto da polémica da lei do aborto, mas sim de uma forma mais genérica. Daí que não tenha compreendido porque é que uma pessoa não poderia estar indecisa entre dois candidatos, mesmo que de quadrantes políticos opostos (o que a meu ver, nem faz sentido, um PR não tem um programa, não tem poder executivo e deve ser, sobretudo, um moderador). Dentro deste tema, a coisa pode mudar um pouco de figura. Não que as ideias de ambos sejam completamente opostas, como dizes, porque ambos defendem a despenalização do aborto discordando apenas nos níveis de liberdade dados às mulheres que abortam. Pessoalmente, essa não é uma questão fraturante e que possa por em causa a escolha de um candidato em detrimento do outro. Digo isto porque qualquer uma das posições faz sentido. Eu concordo com a Marisa/BE quando dizem que a escolha é da mulher que toma a iniciativa e que não deve ser coagida pela obrigatoriedade de uma série de sessões de acompanhamento e apoios. Mas também concordo com o Marcelo quando diz que não é saudável poder tomar este tipo de decisão sem nenhuma razão em especial e sem estar plenamente consciente do imapacto a nível psicológico que poderá ter na mente dessa pessoa.

 

De qualquer das formas, pego no ponto com que comecei este post, que é o papel do Presidente da República enquanto moderador. Por muito conservador que o Marcelo seja, ele parece ter a consciência e sensibilidade de que o seu papel não é de impor os seus ideais a quem governa, mas o de mediar e prestar apoio na tomada de decisões. E neste caso em específico das alterações à lei do aborto, ele próprio disse que promulgaria a lei. Assim sendo, não consigo perceber o constrangimento de estar indeciso entre votar neste ou naquele, sendo que no fim - para este tema - o resultado final seja o mesmo. (fica aqui a noticia após o debate entre o Marcelo e a Marisa, em que o primeiro diz que optaria pela promulgação da lei http://www.dn.pt/portugal/interior/marisa-poe-marcelo-a-defesa-com-aborto-e-bes-4964065.html) :)

 

Iguais nao sao, mas sao ambos conservadores de direita e catolicos. A Marisa é todo o oposto dentro do espectro politico ideologico parlamentario

 

Verdade, mas um apresenta um discurso mais moderado e disposto a deixar as suas inclinações ideológicas de parte para poder desempenhar o cargo nos moldes para o qual ele foi idealizado, enquanto que o outro tem toda uma vasta experiência de atitude contra-poder e prova disso foram as últimas eleições. Claro que estarei a ser anjinho ao presumir que o Marcelo será totalmente imparcial enquanto PR, mas de resto, nem a Marisa o seria. Dependendo da ponderação dos outros temas na decisão de voto entre os dois candidatos, não consigo ver porque é que reprovar a acção do Cavaco e estar indeciso entre Marcelo e Marisa é assim tão estranho.

Editado por Visitante

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Verdade, mas um apresenta um discurso mais moderado e disposto a deixar as suas inclinações ideológicas de parte para poder desempenhar o cargo nos moldes para o qual ele foi idealizado, enquanto que o outro tem toda uma vasta experiência de atitude contra-poder e prova disso foram as últimas eleições. Claro que estarei a ser anjinho ao presumir que o Marcelo será totalmente imparcial enquanto PR, mas de resto, nem a Marisa o seria. Dependendo da ponderação dos outros temas na decisão de voto entre os dois candidatos, não consigo ver porque é que reprovar a acção do Cavaco e estar indeciso entre Marcelo e Marisa é assim tão estranho.

Concordo.

 

No fundo, acho que ambos são menos propensos a agitar águas no Governo que a maioria dos candidatos a PR que apareceram, eu procurei precisamente isso na altura de votar. Acontece que a indecisão foi tanta...que foi em branco :mrgreen:

 

Como é óbvio, posso estar enganado e o tempo o dirá.

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Lei da adoção por casais gay ficou quatro dias na portaria de Belém

PR diz que recebeu diplomas a 4 de janeiro mas documento de receção tem a data de 30 de dezembro. Prazo para vetar é de 20 dias

 

"Tendo recebido, no dia 4 de janeiro de 2016, para ser promulgado como lei (...)." Assim começam os dois textos dos vetos de Cavaco, datados de 23 de janeiro (sábado passado, dia anterior ao das eleições presidenciais), aos diplomas que permitem a adoção por casais do mesmo sexo e anulam as alterações à lei da interrupção voluntária da gravidez que a maioria de direita tinha aprovado pouco antes das legislativas. Sucede, porém, que na Assembleia da República o documento que atesta a receção pelo Palácio de Belém dos dois diplomas tem data de 30 de dezembro. De acordo com a Constituição, o PR tinha 20 dias para vetar ou promulgar. Prazo que, se contarmos os dias a partir de 4 de janeiro, foi respeitado; mas largamente ultrapassado se se iniciar a contagem a 30 de dezembro. E se foi ultrapassado, o veto é inconstitucional, ou seja, inválido - isso mesmo alegou na segunda à noite, no programa Prós & Contras, da RTP, o constitucionalista Jorge Reis Novais.

 

A Presidência da República, pela voz do assessor de imprensa José Carlos Vieira, assevera que apesar de os diplomas terem dado entrada no Palácio de Belém a 30 de dezembro "no portão exterior", e de tal constar no documento que atesta a receção, tal ocorreu após as 18 horas, mais precisamente, diz, "às 18.12, quando a Secretaria da Presidência que receciona a correspondência do Presidente estava já fechada". E, prossegue, no dia seguinte, "sendo 31 de dezembro, havia tolerância de ponto e a secretaria esteve também fechada, assim como no dia seguinte, sexta, 1 de janeiro, feriado, e no fim de semana."

 

Conclusão, de acordo com a Presidência a secretaria só recebeu os diplomas na segunda-feira dia 4 e daí os vetos referirem essa data, devendo ser, do ponto de vista da Presidência, esse o ponto de partida para a contagem dos 20 dias. Assim, os vetos, datando de 23, estariam dentro do prazo.

 

Na Assembleia da República, no gabinete do presidente, Ferro Rodrigues, reitera-se apenas que os diplomas foram, como sempre que se trata de correspondência com a Presidência, entregues em mão por um funcionário do Parlamento, e que o documento que certifica a receção em Belém não tem hora, reconhecendo-se no entanto que, de acordo com a convenção, os documentos têm de dar entrada na Presidência até às 18 horas. Tanto da parte da AR como de Belém, o acesso aos documentos pelo DN foi negado.

 

Sem consequência

 

Para Jorge Reis Novais, que foi a primeira pessoa a levantar publicamente a questão, trata-se, da parte da Presidência, de "uma manipulação ostensiva das datas": "O Presidente usou 27 dias em vez de 20, o que é um escândalo." Mas considera que a Assembleia não deve "levar isto para a discussão jurídica, o que seria um erro. Deve desvalorizar os vetos com base na sua inconstitucionalidade mas confirmar os diplomas". Depois disso (ou seja, da data da receção das leis na secretaria de Belém), o PR tem oito dias para promulgar.

 

Mas Paulo Otero, outro constitucionalista, frisa que "tal como não existe nenhum mecanismo previsto para o caso em que o Presidente deixa passar o prazo constitucional para veto ou promulgação, também não existe um que o obrigue a promulgar caso ele não queira; não existe qualquer sanção". E conclui: "Sendo o Presidente da República o garante da Constituição deve respeitá-la, mas se a desrespeitar não acontece nada." Ou seja, "em termos práticos a Assembleia poderia notificá-lo por ter deixado passar o prazo mas nada o obrigava a promulgar".

 

Incoerência nos vetos

 

Politicamente, Otero vê a atitude do Presidente como "incoerente": "Não vetou o diploma do casamento das pessoas do mesmo sexo, em 2010, nem a lei da interrupção voluntária da gravidez, em 2007, e agora veta o menos, ou seja, a adoção e uma lei que volta a colocar a lei da interrupção voluntária da gravidez como era em 2007? Não faz sentido."

 

Reis Novais faz ainda outro reparo: "23 de janeiro, a data do veto, foi sábado. Para receber não podia ser mas para vetar já pode ao sábado?" Ora se aos sábados a secretaria está, de acordo com a Presidência, fechada, a impossibilidade de aposição de um carimbo nos vetos e da sua expedição para a Assembleia nesse dia e no seguinte (domingo) não acabou por fazer passar na mesma o prazo, ainda que contado a partir de dia 4, já que os vetos só deram entrada na AR, em mão, a 25?

 

José Carlos Vieira, o assessor de Cavaco, nega: "Os vetos estão datados de 23. O Presidente toma muitas decisões ao fim de semana, e foi nesse dia que tomou estas. A secretaria que se encarrega do expediente só pode fazê-lo a 25, mas por haver uma circunstância de não existência de correspondência isso não diminui o prazo legal."

 

:mrgreen:

 

Isto é mesmo a brincar. Mas há um quote que explica porque é que cavaco o faz sem se preocupar:

 

Mas Paulo Otero, outro constitucionalista, frisa que "tal como não existe nenhum mecanismo previsto para o caso em que o Presidente deixa passar o prazo constitucional para veto ou promulgação, também não existe um que o obrigue a promulgar caso ele não queira; não existe qualquer sanção". E conclui: "Sendo o Presidente da República o garante da Constituição deve respeitá-la, mas se a desrespeitar não acontece nada." Ou seja, "em termos práticos a Assembleia poderia notificá-lo por ter deixado passar o prazo mas nada o obrigava a promulgar".

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Comissão Europeia mostra algumas reservas relativamente ao esboço de orçamento apresentado pelo Governo português.

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Se não mostrassem reservas é que eu ficava admirado. A história do "mau aluno" não surgiu do nada. Tudo o que vá contra as orientações que eles têm estabelecidas é visto com maus olhos. E convém reunir esforços para que abordagens distintas não sejam bem sucedidas, não se vá descobrir que afinal o professor é que é mau e a sua credibilidade vá para o saco.

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E o que tem a ver, diz lá? É por o Marcelo ser do PSD e o Cavaco também que vão ser exactamente iguais?

tanto o cavaco como o marcelo são conservadores, a marisa matias não. isso influencia na aprovação dos diplomas, sendo que neste caso o problema do cavaco nem foi tanto a decisão em si mas o timming da decisão.

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Se não mostrassem reservas é que eu ficava admirado. A história do "mau aluno" não surgiu do nada. Tudo o que vá contra as orientações que eles têm estabelecidas é visto com maus olhos. E convém reunir esforços para que abordagens distintas não sejam bem sucedidas, não se vá descobrir que afinal o professor é que é mau e a sua credibilidade vá para o saco.

 

Orientações que eles têm estabelecidas e, vá, senso comum. Por muito que me custe, não há qualquer indicação que Portugal vá crescer quase 1 pp a mais por parte de qualquer instituição independente europeia e nacional, mesmo com todas estas medidas expansionistas. E a única entidade que acredita que tal será possível, está claramente sobre pressão para que essa situação seja conseguida, o governo. A isto junta-se o facto de Portugal muito raramente cumprir as metas do défice, até em períodos em que tal era essencial, e tendo em conta que todos os anos vão surgindo surpresas desagradáveis com impacto negativo no défice, sobretudo sabendo que a banca continua tremida por cá.

 

E não sei de que tipo de esforços estás a falar para que estas abordagens nãos sejam bem conseguidas. Se há quem beneficie de um bom resultado desta estratégia é o FMI, o BCE e a Comissão Europeia, que passam assim a ter menos preocupações com o rigor orçamental e passam só a preocupar-se em dar mais dinheiro para que os problemas se resolvam sozinhos. Mas claro, a probabilidade de isso acontecer é quase nula, e manifestam a sua preocupação - alguém tem de vir resolver os problemas quando for tudo ao charco.

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Orientações que eles têm estabelecidas e, vá, senso comum. Por muito que me custe, não há qualquer indicação que Portugal vá crescer quase 1 pp a mais por parte de qualquer instituição independente europeia e nacional, mesmo com todas estas medidas expansionistas. E a única entidade que acredita que tal será possível, está claramente sobre pressão para que essa situação seja conseguida, o governo. A isto junta-se o facto de Portugal muito raramente cumprir as metas do défice, até em períodos em que tal era essencial, e tendo em conta que todos os anos vão surgindo surpresas desagradáveis com impacto negativo no défice, sobretudo sabendo que a banca continua tremida por cá.

 

E não sei de que tipo de esforços estás a falar para que estas abordagens nãos sejam bem conseguidas. Se há quem beneficie de um bom resultado desta estratégia é o FMI, o BCE e a Comissão Europeia, que passam assim a ter menos preocupações com o rigor orçamental e passam só a preocupar-se em dar mais dinheiro para que os problemas se resolvam sozinhos. Mas claro, a probabilidade de isso acontecer é quase nula, e manifestam a sua preocupação - alguém tem de vir resolver os problemas quando for tudo ao charco.

 

Eu não sei se vai resultar ou não. O que sei é que qualquer país em dificuldades que não siga o "manual de instruções" vai sempre sofrer críticas e pressões. Como se as directrizes deles fossem solução para o que quer que seja. E um dia até pode aparecer alguém com uma solução interessante que lhe vão sempre cortar as pernas.

 

Discordo. Um país que está em dificuldades é mais facilmente controlável. As instituições que emprestam dinheiro só não querem que o país vá ao charco, de resto até beneficiam que esta situação se prolongue por muito tempo. Os países precisam de dinheiro, eles emprestam, o que vier de juros é lucro. Repeat. O zé povinho lixa-se, o crescimento nunca será grande coisa, a dívida é logicamente insustentável e a situação prolonga-se por muito tempo. Os países dificilmente se podem mover um milímetro do caminho que lhes é traçado que sofrem logo com todo o tipo de pressões, podendo deste modo ser "controlados" porque em caso de rotura são completamente espezinhados, e já tivemos um exemplo disso recentemente. Nunca poderão sair desta dependência e há muita gente e beneficiar com isto. É um lobby bem grande.

 

Com isto não quero dizer que o Costa seja um génio e descobriu a pólvora ou o que quer que seja. Tive apenas umas cadeiras de economia, longe de mim achar-me com competências para saber se um orçamento de Estado é bom ou não, até porque nem sequer o li. A economia é uma ciência incerta, por mais previsões que se possam fazer nunca há certezas, se não haveria um manual de instruções e todos os países estavam bem. Mas que estamos lixados, seja qual for o caminho, lá isto estamos. E ou eu sou apenas mais um maluquinho que gosta de formular teorias da conspiração ou ainda se vai escrever muito no futuro sobre toda esta situação que se vive actualmente na Europa. E não vai ser nada de abonatório.

 

Mas de uma coisa não nos podemos queixar. Estamos nesta situação por culpa própria.

Editado por Enzo Dios Perez

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A economia é uma ciência incerta, por mais previsões que se possam fazer nunca há certezas,

Verdade, completamente verdade.

se não haveria um manual de instruções e todos os países estavam bem.

No entanto, há um manual de instruções (que empiricamente até vai resultando) e na maioria dos casos os governos não o seguem deliberadamente porque têm outros interesses que não o bem da economia nacional.

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No entanto, há um manual de instruções (que empiricamente até vai resultando) e na maioria dos casos os governos não o seguem deliberadamente porque têm outros interesses que não o bem da economia nacional.

 

Qual é esse manual de instruções, já agora? Gostava de dar uma leitura sobre isso.

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Visitante

 

Mas de uma coisa não nos podemos queixar. Estamos nesta situação por culpa própria.

 

Eu compreendo o que tu dizes, a sério. Mas tens de perceber que dificilmente a receita para dar a volta à situação seja a mesma que nos trouxe até aqui. E é bom experimentar novas medidas e novas estratégias para estimular a economia nacional, mas é preciso actuar a nível estrutural e qualquer pessoa minimamente independente e conhecedora te irá dizer o mesmo. Como os governos preferem ir apostando em medidas que dêem resultado imediato e por de parte medidas estruturais cujo impacto seja a médio longo prazo (e que podem acabar por ir contra os interesses instalados). O problema é que quando a factura chegar, será ainda pior dado que o esforço de vários anos é praticamente atirado pela janela ;)

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tanto o cavaco como o marcelo são conservadores, a marisa matias não. isso influencia na aprovação dos diplomas, sendo que neste caso o problema do cavaco nem foi tanto a decisão em si mas o timming da decisão.

 

E o que tem ser conservador? Bons e maus há em todas as ideologias e partidos. Se quiseres dou-te uma mão cheia de líderes de esquerda ou de direita que governaram bem ou mal por esse mundo fora. Acho que o conceito esquerda/direita não é o mais fulcral para um presidente ( já para primeiro-ministro é outra história).

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Visitante

E o que tem ser conservador? Bons e maus há em todas as ideologias e partidos. Se quiseres dou-te uma mão cheia de líderes de esquerda ou de direita que governaram bem ou mal por esse mundo fora. Acho que o conceito esquerda/direita não é o mais fulcral para um presidente ( já para primeiro-ministro é outra história).

 

Ele tem razão neste ponto. É normal que os conservadores torçam o nariz a assuntos mais progressistas, como a despenalização do aborto, legalização das drogas leves, salas de chuto, etc. Eu só acho que, apesar de o Marcelo ser conservador, que será bastante mais sensível à vontade transversal do país do que à sua própria ideologia enquanto PR.

As 20 loucuras de Marcelo Rebelo de Sousa

http://www.ionline.pt/artigo/494376/as-20-loucuras-de-marcelo-rebelo-de-sousa?seccao=Portugal_i

 

:lol:

Editado por Visitante

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