Cabeça de giz Publicado 30 Janeiro 2016 É possível na teoria, mas na prática não vai acontecer. Esse raciocínio faz sentido quando um país produz muitos bens de valor acrescentado ou, pelo menos, bens de melhor qualidade. Aí, um aumento de rendimento das familias levaria a que a mesma gama de produtos importados fosse substituida por produtos portugueses de melhor qualidade. O que não é o caso do nosso país para a esmagadora maioria dos produtos. O que é que nós produzimos aqui que possa substituir categoricamente os produtos que importamos? Acho que o mais provável será que a melhoria nos rendimentos familiares, que nem será assim tão grande, será canalizada para poupança e para abater dívidas, sobretudo. E o resto para aquelas coisas típicas, como viagens, telemóveis, trocar o carro, etc. quem ganha 500 e passa para 550 não vai gastar o aumento em telemoveis e viagens, é mesmo em massa, arroz, pão, etc e se sobrar alguma coisa pagar pequenas dividas. Compartilhar este post Link para o post
Carlos Gouveia Publicado 30 Janeiro 2016 quem ganha 500 e passa para 550 não vai gastar o aumento em telemoveis e viagens, é mesmo em massa, arroz, pão, etc e se sobrar alguma coisa pagar pequenas dividas. Ou seja, vai aumentar as importações, porque os que ganham 1000 e passam para 1050 vão gastar o aumento em telemóveis e viagens... Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 30 Janeiro 2016 O Estado podia criar cartões de crédito estatais que só poderiam ser utilizados em bens de primeira necessidade. Assim já não havia telemóveis para ninguém. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 30 Janeiro 2016 Até os podia fazer sob a forma de uns papelinhos amarelos que distribuía semanalmente pelas família, se calhar nas antigas instalações da Intendência Geral dos Abastecimentos ainda é capaz de encontrar uns quantos para servir de molde. Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 30 Janeiro 2016 O Estado podia criar cartões de crédito estatais que só poderiam ser utilizados em bens de primeira necessidade. Assim já não havia telemóveis para ninguém. Ri-me pela associação do nick ao que está escrito. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 30 Janeiro 2016 quem ganha 500 e passa para 550 não vai gastar o aumento em telemoveis e viagens, é mesmo em massa, arroz, pão, etc e se sobrar alguma coisa pagar pequenas dividas. O salário médio em Portugal é de 600 e tal, certo? Na minha opinião, das duas uma para pessoas com esse nível de rendimento: ou passam a comprar mais bens essenciais do que antes, mas mantêm-se nos low cost (Lidl, marcas brancas, etc) em que a esmagadora maioria vem de fora, ou vai usar esse rendimento adicional para poupar um pouco mais ou gastar em coisas que de outra maneira não conseguiria. Duvido que um aumento tão curto no rendimento familiar leve a que estes troquem os bens essenciais de menor qualidade por bens de melhor qualidade produzidos por cá. Mas claro, não tenho estudos que comprovem esta ideia :mrgreen: acho que é o que faz mais sentido. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 30 Janeiro 2016 O salário médio em Portugal é de 600 e tal, certo? Na minha opinião, das duas uma para pessoas com esse nível de rendimento: ou passam a comprar mais bens essenciais do que antes, mas mantêm-se nos low cost (Lidl, marcas brancas, etc) em que a esmagadora maioria vem de fora, ou vai usar esse rendimento adicional para poupar um pouco mais ou gastar em coisas que de outra maneira não conseguiria. Duvido que um aumento tão curto no rendimento familiar leve a que estes troquem os bens essenciais de menor qualidade por bens de melhor qualidade produzidos por cá. Mas claro, não tenho estudos que comprovem esta ideia :mrgreen: acho que é o que faz mais sentido. Não. É entre os 900 e os 1000 acho Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 30 Janeiro 2016 Não. É entre os 900 e os 1000 acho Tens razão, my bad: http://www.pordata.pt/Portugal/Sal%C3%A1rio+m%C3%A9dio+mensal+dos+trabalhadores+por+conta+de+outrem+remunera%C3%A7%C3%A3o+base+e+ganho-857 :fixe: Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 30 Janeiro 2016 O salário médio em Portugal é de 600 e tal, certo? Na minha opinião, das duas uma para pessoas com esse nível de rendimento: ou passam a comprar mais bens essenciais do que antes, mas mantêm-se nos low cost (Lidl, marcas brancas, etc) em que a esmagadora maioria vem de fora, ou vai usar esse rendimento adicional para poupar um pouco mais ou gastar em coisas que de outra maneira não conseguiria. Duvido que um aumento tão curto no rendimento familiar leve a que estes troquem os bens essenciais de menor qualidade por bens de melhor qualidade produzidos por cá. Mas claro, não tenho estudos que comprovem esta ideia :mrgreen: acho que é o que faz mais sentido. alguns factos interessantes 1- os produtos alimentares e agricolas estão com a balança comercial menos negativa em décadas, pelo que sabendo que somos deficitários em produtos baratos como arroz, farinha, tomate, leite, etc significa que se em termos de produtos alimentares as pessoas começarem a comprar mais caro, a probabilidade de comprar produto nacional aumenta 2- o salário médio está já acima dos 900€ 3- as médias são coisas f*didas, se eu ganhar 1.000.000 € por ano, num grupo constituido por mim e 9 sem abrigo, o salário médio é de 100.000€... ou seja, como somos um dos países mais desiguais da europa, se tirares os 1% que ganham mais, provavelmente o salário médio vem para perto dos 700€ Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 30 Janeiro 2016 (editado) alguns factos interessantes 1- os produtos alimentares e agricolas estão com a balança comercial menos negativa em décadas, pelo que sabendo que somos deficitários em produtos baratos como arroz, farinha, tomate, leite, etc significa que se em termos de produtos alimentares as pessoas começarem a comprar mais caro, a probabilidade de comprar produto nacional aumenta 2- o salário médio está já acima dos 900€ 3- as médias são coisas f*didas, se eu ganhar 1.000.000 € por ano, num grupo constituido por mim e 9 sem abrigo, o salário médio é de 100.000€... ou seja, como somos um dos países mais desiguais da europa, se tirares os 1% que ganham mais, provavelmente o salário médio vem para perto dos 700€ A minha questão é que o aumento de rendimento será curto e, possivelmente, percepcionado como temporário. Não estou a ver o português médio a aproveitar este pequeno aumento para comprar o mesmo cabaz, mas com produtos de melhor qualidade. É como quando têm devolução do IRS - a maior parte das pessoas com quem vou lidando encara essa devolução como um aumento temporário do rendimento, e tipicamente aproveitam para usar essa quantia em produtos ou serviços que de outra maneira teriam mais dificuldade em gastar (ou então, poupam). De qualquer forma, mesmo que não tenha razão neste ponto, acho muito difícil as importações diminuirem aumentando o rendimento familiar em Portugal no próximo ano. Tu que costumas ter bons raciocínios, o que é que achas disto? Editado 30 Janeiro 2016 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 31 Janeiro 2016 (editado) Ri-me pela associação do nick ao que está escrito. https://www.publico....50-anos-1600154 Já se discute o fim da libreta. Curioso a população não querer o seu fim. Editado 31 Janeiro 2016 por Fidel Castro Compartilhar este post Link para o post
brun0 SLB Publicado 31 Janeiro 2016 É possível na teoria, mas na prática não vai acontecer. Esse raciocínio faz sentido quando um país produz muitos bens de valor acrescentado ou, pelo menos, bens de melhor qualidade. Aí, um aumento de rendimento das familias levaria a que a mesma gama de produtos importados fosse substituida por produtos portugueses de melhor qualidade. O que não é o caso do nosso país para a esmagadora maioria dos produtos. O que é que nós produzimos aqui que possa substituir categoricamente os produtos que importamos? Acho que o mais provável será que a melhoria nos rendimentos familiares, que nem será assim tão grande, será canalizada para poupança e para abater dívidas, sobretudo. E o resto para aquelas coisas típicas, como viagens, telemóveis, trocar o carro, etc. 1º Aconselho a leres este artigo (https://www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/AB201314_e.pdf) que na tabela 2 calcula a percentagem de conteúdo importado dos bens consumidos em Portugal. 2º Por esses dados em 2008 (não encontrei mais recente) 90% dos bens douradores são importados e apenas 57% dos bens alimentares são importados. 3º O rendimento em média é 900 e tal mas o que interessa é o rendimento mediano e esse parece me ser muito mais baixo. 4º Bold: Os telemóveis, carros, etc foi o que fez aumentar o consumo no ano passado e por via do aumento das dividas das famílias o que é muito nefasto para a saúde da economia. E esta atitude das famílias não ocorreu certamente em quem ganha menos de 600-700€. 5º O aumento do rendimento nas familias atém aos 700€ ou vai ser canalizado para abater dividas ou para consumo de bens de curta duração o que em termos finais contribui para uma economia saudável. Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 31 Janeiro 2016 A minha questão é que o aumento de rendimento será curto e, possivelmente, percepcionado como temporário. Não estou a ver o português médio a aproveitar este pequeno aumento para comprar o mesmo cabaz, mas com produtos de melhor qualidade. É como quando têm devolução do IRS - a maior parte das pessoas com quem vou lidando encara essa devolução como um aumento temporário do rendimento, e tipicamente aproveitam para usar essa quantia em produtos ou serviços que de outra maneira teriam mais dificuldade em gastar (ou então, poupam). De qualquer forma, mesmo que não tenha razão neste ponto, acho muito difícil as importações diminuirem aumentando o rendimento familiar em Portugal no próximo ano. Tu que costumas ter bons raciocínios, o que é que achas disto? claro que se receberes 500 ou 1000 € de uma vez, normalmente são gastos em 1 ou 2 artigos mais caros, sejam viagens, tvs ou o que for. Mas o que se fala é cada pessoa ter mais 40 ou 50 € por mês. Em rendimentos de pessoas que são autênticos ginastas olimpicos a esticar o rçamento mensal... 1º Aconselho a leres este artigo (https://www.bportugal.pt/en-US/BdP%20Publications%20Research/AB201314_e.pdf) que na tabela 2 calcula a percentagem de conteúdo importado dos bens consumidos em Portugal. 2º Por esses dados em 2008 (não encontrei mais recente) 90% dos bens douradores são importados e apenas 57% dos bens alimentares são importados. 3º O rendimento em média é 900 e tal mas o que interessa é o rendimento mediano e esse parece me ser muito mais baixo. 4º Bold: Os telemóveis, carros, etc foi o que fez aumentar o consumo no ano passado e por via do aumento das dividas das famílias o que é muito nefasto para a saúde da economia. E esta atitude das famílias não ocorreu certamente em quem ganha menos de 600-700€. 5º O aumento do rendimento nas familias atém aos 700€ ou vai ser canalizado para abater dividas ou para consumo de bens de curta duração o que em termos finais contribui para uma economia saudável. É exactamente isto. Só indo mais ao pormenor, se importamos 57% do que comemos, é obvio que importamos na maioria coisas baratas e exportamos coisas de maior valor acrescentado. Ou seja, à medida que as pessoas comprem "comida mais cara", os produtores nacionais já têm muitos produtos que podem absorver essa procura, só que neste momento são exportados por falta de mercado interno. Em resumo, não aumentar os salários mais baixos com medo de prejudicar a economia, além de ser um raciocinio basico do "bicho papão", é contraproducente para a produção interna que tem-se esforçado em abandonar a produção de produtos baratos e indiferenciados. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 31 Janeiro 2016 Who Stole the Four-Hour Workday? http://www.vice.com/en_ca/read/who-stole-the-four-hour-workday-0000406-v21n8?utm_source=vicefbca Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 31 Janeiro 2016 O Bloomberg anda a ameaçar concorrer a Presidente dos USA como independente. Se alguém é capaz de "quebrar" o sistema partidário, é ele. Compartilhar este post Link para o post
brun0 SLB Publicado 31 Janeiro 2016 (...) Em resumo, não aumentar os salários mais baixos com medo de prejudicar a economia, além de ser um raciocinio basico do "bicho papão", é contraproducente para a produção interna que tem-se esforçado em abandonar a produção de produtos baratos e indiferenciados. O aumento dos salários ainda tem uma outra leitura na minha óptica interessante. De uma forma simplista, pode-se dizer que o salário de um trabalhador é o valor que este acrescenta à produção de um bem. Então o salário mínimo é o valor acrescentado mínimo, que a inclusão de um trabalhador no processo produtivo gera. Então temos que um aumento do salário mínimo vai eliminar algumas das combinações produtivas cujo valor acrescentado pelo trabalhador é inferior ao salário mínimo depois do aumento. Isto quer dizer para além dos benefícios sociais, etc, um aumento do salário mínimo a longo-prazo, acompanhado de outras politicas que ajudem à qualificação da pessoas e a atenuar o desemprego criado no curto prazo (se bem que este efeito é praticamente um "efeito em torno de zero") pode ajudar a uma alteração da estrutura produtiva da economia. Neste caso uma produção assente em grande valor acrescentado. Compartilhar este post Link para o post
JackBauerPT Publicado 1 Fevereiro 2016 http://expresso.sapo.pt/politica/2016-01-31-Slogan-para-a-reeleicao-Social-democracia-sempre?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter Que lata fds :lol: Compartilhar este post Link para o post
Resende93 Publicado 1 Fevereiro 2016 (editado) O Bloomberg anda a ameaçar concorrer a Presidente dos USA como independente. Se alguém é capaz de "quebrar" o sistema partidário, é ele. Já falei disso aqui, em particular da hipótese de ele concorrer como Democrata. Mas como independente, o máximo que pode ambicionar é prejudicar um dos candidatos. Não sei se não será a Hillary. Aliás, na última sondagem o tipo estava muito muito fraquinho. Amanhã temos Iowa, não vai decidir quase nada mas vai ser interessante. É muito muito importante para o Cruz ganhar porque ele tem apostado muito no Iowa, tem uma grande base de pessoas a trabalhar lá e é um sítio onde ele é particularmente forte por causa dos evangélicos. Se o Cruz ganhar será o normal, vai ganhar uma aura ascendente e acredito que se aproxime do Trump, ainda assim não acho que seja o fim do Trump porque o Cruz depois também se dá mal nos estados mais liberais onde o Trump é forte. Se o Trump ganhar acredito que a campanha ainda vai ganhar mais dinâmica e continuar a ganhar Estados importantes até ser nomeado o candidato republicano. Sobretudo porque se ganhar ganha num terreno que não lhe é favorável, o terreno dos evangélicos que não tem a melhor impressão do Trump. Relativamente ao Sanders, tem menos hipóteses de ser o nomeado mas ganhar o iowa era importante para ele porque iria somar a ua vitória e New Hampshire e isso ia começar a fazer tremer a Hillary porque o Sanders ia ganhar ainda mais dinâmica. A chave para saber quem são os vencedores amanhã é a participação, sobretudo no Iowa que é um estado onde é particularmente difícil de votar. Se houver muita participação o Sanders e o Trump têm sérias hipóteses de ganhar, se não é um mau dia para eles. A minha aposta é numa vitória do Cruz e da Hillary. Editado 1 Fevereiro 2016 por ascom Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 1 Fevereiro 2016 As declarações do Rui Vitória começam a fazer escola na política: OE2016: Ministra do Mar admite que margem de negociação com Bruxelas é "pequena" A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, admitiu este domingo, no Porto, existir uma "margem pequena" para o Governo negociar o Orçamento do Estado com Bruxelas. "Com a herança que nós tivemos [Portugal] há uma margem pequena, mas também temos grande capacidade de encontrar soluções de mostrar aos paceiros da Europa que o que estamos a fazer é a bem dos portugueses", disse a ministra aos jornalistas, à margem da sessão de apresentação da candidatura de Manuel Pizarro à liderança da Federação Distrital do Porto do PS. Sem querer fazer mais comentários sobre as negociações entre o Governo e Bruxelas sobre o Orçamento do Estado para 2016 (OE2016), Ana Paula Vitorino apenas acrescentou que essa é uma "matéria conduzida e liderada pelo ministro [das Finanças] Mário Centeno". "Mas temos equipas experientes e habituadas a lidar com este tipo de matérias", sustentou, concluindo que "se fosse fácil não era para nós". Também presente nesta iniciativa, o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, preferiu não comentar o assunto, apenas dizendo tratar-se de "uma matéria que transcende" a sua pasta. Contudo, Matos Fernandes disse acreditar estar-se "muito perto de uma plataforma de entendimento" com Bruxelas. @Jornal de Negócios Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 1 Fevereiro 2016 :lol: Haja alguma coisa para me alegrar o dia. Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 1 Fevereiro 2016 (editado) Gestores públicos aumentam salários em mais de 150% Em outubro do ano passado, quando a governação de Pedro Passos Coelho estava a chegar ao fim, os vencimentos dos três membros do Conselho de Administração da entidade reguladora da aviação civil beneficiaram de aumentos superiores a 150%. A remuneração mensal do presidente Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) - nova denominação do anterior Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC) - subiu de 6030 euros para 16075; a do vice-presidente de 5499 euros para 14468; e a da vogal de 5141 euros para 12860. JN Editado 1 Fevereiro 2016 por Sumudica by Night Compartilhar este post Link para o post
Sumudica by Night Publicado 1 Fevereiro 2016 VICE: We Saw Fascists and Anti-Fascists Make Each Other Bleed in Dover Compartilhar este post Link para o post
Lip McBoatface Publicado 1 Fevereiro 2016 Ui, que aumentos jeitosos. Nós estamos a pagar esses aumentos, certo? Compartilhar este post Link para o post