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Mourinho escreve prefácio de livro de Manuel Sérgio, «O Futebol e Eu»

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Sim, verdade, enganei-me, mas continua a ser válido.

 

Ah, e o Chelsea do Ancelotti também não sabia onde se meter (nesta não me enganei :mrgreen:)

Editado por Carlos Gouveia

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Alguém que, apesar de conseguir argumentar com base em boas ideias, transparece sobranceria e até arrogância. Mas isso não é necessariamente mau. É desconfortável para quem discorda? Sem dúvida. Se me perguntares se eu me revejo nesse tipo de abordagem ou se acho que é a melhor maneira de escrever? Não, não acho. Mas o "sumo" está lá. O futebol pode não ser uma ciência exata mas quanto melhor forem as ideias maior é a probabilidade de sucesso. Se quem fala ou escreve de forma desagradável apresenta os melhores argumentos, pode perder leitores, ser criticado ou não ser levado a sério, mas não perde a razão.

Podem ver o futebol como uma arte mas não é por o encararem dessa forma que as boas ideias passam a ser definidas pelo apelo da estética.

Há uma linha, até bastante clara, entre a arrogância e o escrever para chamar a atenção. A partir do momento em que se reduz o Atlético de Madrid a agressividade, os 4-0 do Real ao Bayern a pouco mais que sorte e quando se diz que o Bayern do Guardiola "se tornou mais forte e mais dominador do que era, ainda que não tenha ganho tanto" está-se unicamente a querer provocar uma reacção a quem o lê. Porque o sumo do que aqui está escrito é uma defesa cega de um modelo de jogo que o autor defende, mesmo que para isso se tenha de atropelar as regras da lógica, não é feita uma abordagem nem tão pouco séria quanto mais relativamente científica.

 

(Dei-me ao trabalho de ir ler algumas coisas do blog (é boa leitura, talvez não pelas melhores razões) e o post a que me refiro é este: http://entredez.blogspot.pt/2014/06/balanco.html)

Editado por whatever

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E isso é o quê? :-k

É uma pessoa que defende acerrimamente as ideias em que acredita, sempre com uma boa base argumentativa.

 

Não me incomoda nada. Sigo o mesmo princípio. A partir daí, há que ter a capacidade de filtrar os exageros que toda a gente comete ocasionalmente.

 

E eu até me considero uma pessoa bastante ponderada e moderada, mas a lenga lenga de que todas as ideias de jogo são igualmente válidas e podem atingir igual sucesso, como já li várias vezes, é um nível de "politicamente correcto" a que ainda não consigo chegar.

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É pena a base argumentativa estar pobre nesse texto e bastante extremista.

Porque até tem algumas coisas com que se possa concordar, mas é com cada exagero...

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É nesse e em muitos outros.

 

O gajo era capaz de preferir sofrer um golo com o Carriço a fazer uma contenção bem feita, do que ver o David Luiz a safar-lhe o lance devido à sua capacidade física.

 

Isto é só estupidez.

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10. O Chelsea de Mourinho tem o melhor plantel, de muito longe, da Premier League. E mesmo com um meio-campo composto por Matic, Fabregas e Óscar, o futebol praticado é, na maioria das vezes, muito pobre. Defensivamente, a equipa não podia ser mais competente, mas continua a preferir entregar a decisão dos jogos às iniciativas individuais e ao aproveitamento dos detalhes do que às qualidades colectivas. Ainda assim, é capaz de chegar para ser campeão. Em Espanha, em Itália, em França e na Alemanha, Mourinho dificilmente seria campeão a jogar desta maneira. Mas em Inglaterra não há uma equipa capaz de ser regular desde que Ferguson se reformou, e isso é tudo o que importa. O seu Chelsea é competente defensivamente, e isso talvez seja suficiente.

 

11. Entretanto, Mourinho não perde uma oportunidade para aludir a Guardiola. Quando lhe perguntaram se podia ganhar quatro competições esta época, disse que não porque, ao contrário de outros campeonatos, o campeonato inglês não tem pausa de Inverno e até se joga no Natal. Já aqui tinha sugerido que a carreira de Mourinho pode ser descrita, a partir de certo momento, como uma tentativa de resposta a uma certa obsessão. Agora parece que encontrou outra.

 

icon_mrgreen.gif

 

Edit: O LE ao pé deste até parece um menino.

Editado por Elvis

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"Em termos de criatividade colectiva, foi mesmo o ano mais fraco dos cinco anos de Jesus."

 

:lol:

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É uma pessoa que defende acerrimamente as ideias em que acredita, sempre com uma boa base argumentativa.

 

Não me incomoda nada. Sigo o mesmo princípio. A partir daí, há que ter a capacidade de filtrar os exageros que toda a gente comete ocasionalmente.

 

E eu até me considero uma pessoa bastante ponderada e moderada, mas a lenga lenga de que todas as ideias de jogo são igualmente válidas e podem atingir igual sucesso, como já li várias vezes, é um nível de "politicamente correcto" a que ainda não consigo chegar.

Não é ser politicamente correcto a partir do momento em que todos os ciclos da história do futebol têm provado esse argumento vezes sem conta. E para mim é um dos factores para fazer deste o desporto rei em tantos países. Todas as ideias de jogo são válidas para chegar ao sucesso. Ponto. Se são igualmente ou não, isso já dependerá de várias nuances. Como bem disse o Verratti na última entrevista que deu:

 

'O tiki-taka nem sempre é a melhor coisa a fazer. Alguns treinadores preferem o tiki-taka, outros adoram o jogo pelas linhas... todos os meios são bons quando há uma ideia de jogo.'

 

Aqui o exemplo vai com o tiki-taka por causa do contexto da entrevista, mas serve para qualquer outro estilo.

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Podem ver o futebol como uma arte mas não é por o encararem dessa forma que as boas ideias passam a ser definidas pelo apelo da estética.

Há uma linha, até bastante clara, entre a arrogância e o escrever para chamar a atenção. A partir do momento em que se reduz o Atlético de Madrid a agressividade, os 4-0 do Real ao Bayern a pouco mais que sorte e quando se diz que o Bayern do Guardiola "se tornou mais forte e mais dominador do que era, ainda que não tenha ganho tanto" está-se unicamente a querer provocar uma reacção a quem o lê. Porque o sumo do que aqui está escrito é uma defesa cega de um modelo de jogo que o autor defende, mesmo que para isso se tenha de atropelar as regras da lógica, não é feita uma abordagem nem tão pouco séria quanto mais relativamente científica.

 

(Dei-me ao trabalho de ir ler algumas coisas do blog (é boa leitura, talvez não pelas melhores razões) e o post a que me refiro é este: http://entredez.blog...6/balanco.html)

O apelo não é à estética, mas o apelo a boas ideias é normalmente acompanhado pela estética, essa é a diferença. Jogar bonito é diferente de jogar bem, apesar do jogar bem normalmente ser bonito. Jogar bem é aumentar as possibilidades de ganhar a longo prazo com modelos de jogo orientados pelos princípios fundamentais (procurar criar as melhores situações de jogo através da superioridade numérica) e depois desenvolvendo para se ajustar aos jogadores que se têm à disposição e à sua qualidade individual e especificidade.

 

Se é arrogância ou escrever para chamar a atenção, sinceramente, não me importa. É irrelevante a partir do momento em que sou eu no meu computador a ler um blog pessoal. É preciso não levar as coisas demasiado a sério. Reconheço-lhe exageros a hiperbolizar mas a justificação das ideias "permite-lhe" isso. É um daqueles que está a sofrer do mal de estar em atividade à anos e anos. Perde a paciência para estar constantemente a responder a ideias contrárias de gente que critica sem justificar e opta pelo sarcasmo. O Lateral Esquerdo está a passar pelo mesmo.

Editado por Don Andres

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O apelo não é à estética, mas o apelo a boas ideias é normalmente acompanhado pela estética, essa é a diferença.

Obviamente que não li o blog todo, mas pelas referências que li fiquei com a impressão que os modelos de jogo defendidos têm todos em comum a graciosidade dos executantes. Não deve ser por acaso. Até porque o futebol está recheado de exemplos de boas ideias (daquelas que ganham jogos e títulos) que não são esteticamente apelativas à maior parte das pessoas e em relação a essas ideias só li comentários sobre agressividade, sorte e desprezo em geral.

 

Se é arrogância ou escrever para chamar a atenção, sinceramente, não me importa. É irrelevante a partir do momento em que sou eu no meu computador a ler um blog pessoal. É preciso não levar as coisas demasiado a sério. Reconheço-lhe exageros a hiperbolizar mas a justificação das ideias "permite-lhe" isso. É um daqueles que está a sofrer do mal de estar em atividade à anos e anos. Perde a paciência para estar constantemente a responder a ideias contrárias de gente que critica sem justificar e opta pelo sarcasmo. O Lateral Esquerdo está a passar pelo mesmo.

Onde tu lês falta de paciência eu leio falta de argumentos, onde tu lês opiniões pessoais eu leio comparações com o regime nazi. E isto não é uma questão de relativizar, porque a partir do momento em que entramos neste registo já não estamos a defender o que quer que seja, estamos só em desespero.

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O apelo não é à estética, mas o apelo a boas ideias é normalmente acompanhado pela estética, essa é a diferença. Jogar bonito é diferente de jogar bem, apesar do jogar bem normalmente ser bonito. Jogar bem é aumentar as possibilidades de ganhar a longo prazo com modelos de jogo orientados pelos princípios fundamentais (procurar criar as melhores situações de jogo através da superioridade numérica) e depois desenvolvendo para se ajustar aos jogadores que se têm à disposição e à sua qualidade individual e especificidade.

 

Se é arrogância ou escrever para chamar a atenção, sinceramente, não me importa. É irrelevante a partir do momento em que sou eu no meu computador a ler um blog pessoal. É preciso não levar as coisas demasiado a sério. Reconheço-lhe exageros a hiperbolizar mas a justificação das ideias "permite-lhe" isso. É um daqueles que está a sofrer do mal de estar em atividade à anos e anos. Perde a paciência para estar constantemente a responder a ideias contrárias de gente que critica sem justificar e opta pelo sarcasmo. O Lateral Esquerdo está a passar pelo mesmo.

O Lateral esquerdo está a passar pelo mesmo porque são da mesma escola. Têm as mesmas vacas sagradas, os mesmos ódiose andam a bajular-se uns aos ooutros nas caixas de comentários. Devem ter tirado o curso de treinador no mesmo sitio, se tivessem assistido ao domínio retranqueiro dos italianos nos anos 80 ou 90 já se tinham suicidado.

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Não é ser politicamente correcto a partir do momento em que todos os ciclos da história do futebol têm provado esse argumento vezes sem conta. E para mim é um dos factores para fazer deste o desporto rei em tantos países. Todas as ideias de jogo são válidas para chegar ao sucesso. Ponto. Se são igualmente ou não, isso já dependerá de várias nuances. Como bem disse o Verratti na última entrevista que deu:

 

'O tiki-taka nem sempre é a melhor coisa a fazer. Alguns treinadores preferem o tiki-taka, outros adoram o jogo pelas linhas... todos os meios são bons quando há uma ideia de jogo.'

 

Aqui o exemplo vai com o tiki-taka por causa do contexto da entrevista, mas serve para qualquer outro estilo.

Depende. Os ciclos da história do futebol têm provado que algumas ideias, que vão aparecendo e evoluindo (ou não) ao longo do tempo, são válidas para atingir o sucesso. Não todas. E das que são válidas, é preciso aparecerem individualidades que as consigam colocar em prática e levá-las para um nível muitíssimo elevado.

 

Os meios podem ou não ser bons. Depende da execução. Agora, mesmo quando a execução é boa, eu acho que há ideias superiores. Não que não respeite outras ou que elas não sejam válidas, mas, para mim, são inferiores. Não dão tantas garantias.

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Onde tu lês falta de paciência eu leio falta de argumentos, onde tu lês opiniões pessoais eu leio comparações com o regime nazi. E isto não é uma questão de relativizar, porque a partir do momento em que entramos neste registo já não estamos a defender o que quer que seja, estamos só em desespero.

Nem sempre é falta de argumentos. Há alturas em que estar constantemente a repetir o mesmo cansa, sinceramente. E, sobretudo nos blogs, o que não faltam são comentários com 0 de conteúdo e pessoas com 0 para acrescentar à discussão e com 0 de vontade de debater o que quer que seja. E se até eu, aqui e não só, cada vez tenho menos paciência para esse tipo de comentários e observações (e só ando nestes meios há uns 3 anos, no máximo), que fará quem já anda nisto há mais anos.

 

Eu não gosto muito da postura de "contra-ataque" que alguns bloggers têm (e agora até tenho frequentado mais alguns blogs que já foram aqui referidos). Mas percebo-a. Não é a minha forma de estar (quanto muito, ignoro totalmente, mas pelo menos aqui nunca fiz isso), mas também sei que é uma forma de "defesa" para tentarem evitar perder tempo em discussões com pessoas como as que referi em cima, porque são pessoas com quem não se aprende nada. E o objectivo de uma discussão/debate/wtv, pelo menos para mim, é também poder aprender qualquer coisa.

 

As comparações com o regime nazi são os tais exageros que referi, e que também fazem parte da tal postura de "contra-ataque". Não gosto lá muito disso, e até é daquelas coisas que me tira logo a vontade de responder.

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pelo menos reconhece algumas qualidades ao Porto do lopetegui

Editado por lolitos

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Nem sempre é falta de argumentos. Há alturas em que estar constantemente a repetir o mesmo cansa, sinceramente. E, sobretudo nos blogs, o que não faltam são comentários com 0 de conteúdo e pessoas com 0 para acrescentar à discussão e com 0 de vontade de debater o que quer que seja. E se até eu, aqui e não só, cada vez tenho menos paciência para esse tipo de comentários e observações (e só ando nestes meios há uns 3 anos, no máximo), que fará quem já anda nisto há mais anos.

 

Eu não gosto muito da postura de "contra-ataque" que alguns bloggers têm (e agora até tenho frequentado mais alguns blogs que já foram aqui referidos). Mas percebo-a. Não é a minha forma de estar (quanto muito, ignoro totalmente, mas pelo menos aqui nunca fiz isso), mas também sei que é uma forma de "defesa" para tentarem evitar perder tempo em discussões com pessoas como as que referi em cima, porque são pessoas com quem não se aprende nada. E o objectivo de uma discussão/debate/wtv, pelo menos para mim, é também poder aprender qualquer coisa.

 

As comparações com o regime nazi são os tais exageros que referi, e que também fazem parte da tal postura de "contra-ataque". Não gosto lá muito disso, e até é daquelas coisas que me tira logo a vontade de responder.

Os textos que considerei absurdos foram posts, depois de ter lido tanta patacoada nem me dei ao trabalho de ir ver as caixas de comentários, chegou-me o que o Sumudica aqui deixou. De resto quem não tem paciência para responder aos comentários deixados nos blogs que bloqueie as ditas caixas, nem percebo onde é que está a dúvida nem porque é que o indivíduo se sente obrigado a fazer comparações absurdas por estar cansado do que lá escrevem.

 

Toda a gente sabe que há métodos que aproximam a equipa da vitória e apesar de ser verdade que todas as abordagens têm uma possibilidade de ganhar, por mais remota que seja (o José Mota numa série temporal suficientemente grande era capaz de ganhar a LC), estamos todos carecas de saber que as equipas do Guardiola jogam muito bem.

Agora porque é que os métodos defendidos pelo autor do blog não ganham sempre? Tenho a certeza que existe uma multiplicidade de variáveis a explicar porque é que um metódo que tem tudo para ser quase perfeito e executado por uma equipa de topo é vencido por equipas com abordagens da 'Idade das Trevas' (como o autor do blog as descreve), agora de certeza que as variáveis que mais explicam esse resultado não são a sorte, o excesso de agressividade e o beneplácito dos árbitros ingleses...

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Eu já perdi a paciência para isto.

 

O exemplo que o Sousa deu sobre o Carriço é perfeito e muito representativo do que se faz nos lugares que aí referiram.

 

Mais do que com ideias, o futebol deles joga-se com a hiper-valorização de certos caminhos que levam ao objectivo do jogo, quando o jogo leva 150 anos de evolução a crescer no sentido de se aproximar do caminho que o torna mais próximo do seu próprio objectivo. Puxa-se de um lado, tira-se do outro, estica-se daqui para pôr ali, mas as tendências evolutivas do jogo são tão só para aproximar as equipas da vitória.

 

Achar que só é nobre chegar lá por um caminho e sequer aproximar o outro de um regime genocida nem é desonestidade intelectual, é precisar de tratamento psiquiátrico urgente.

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Os textos que considerei absurdos foram posts, depois de ter lido tanta patacoada nem me dei ao trabalho de ir ver as caixas de comentários, chegou-me o que o Sumudica aqui deixou. De resto quem não tem paciência para responder aos comentários deixados nos blogs que bloqueie as ditas caixas, nem percebo onde é que está a dúvida nem porque é que o indivíduo se sente obrigado a fazer comparações absurdas por estar cansado do que lá escrevem.

 

Toda a gente sabe que há métodos que aproximam a equipa da vitória e apesar de ser verdade que todas as abordagens têm uma possibilidade de ganhar, por mais remota que seja (o José Mota numa série temporal suficientemente grande era capaz de ganhar a LC), estamos todos carecas de saber que as equipas do Guardiola jogam muito bem.

Agora porque é que os métodos defendidos pelo autor do blog não ganham sempre? Tenho a certeza que existe uma multiplicidade de variáveis a explicar porque é que um metódo que tem tudo para ser quase perfeito e executado por uma equipa de topo é vencido por equipas com abordagens da 'Idade das Trevas' (como o autor do blog as descreve), agora de certeza que as variáveis que mais explicam esse resultado não são a sorte, o excesso de agressividade e o beneplácito dos árbitros ingleses...

Eu percebi. Estou apenas a dizer que, muitas vezes, há quem se dê trabalho de lhe "cheirar o cu" apenas e só para provocar, para insultar de forma barata e para desconversar. E nem toda a gente tem estômago para ignorar, ou para passar isso à frente num debate.

 

Duvido que, num espaço de 1000 anos, o José Mota ganhasse a LC. E duvido porque a forma que ele tem de ver o jogo me diz que, a cada ano, iria existir sempre alguém com uma ideia de jogo superior ou com a mesma ideia que ele, mas com uma melhor operacionalização.

 

Agora, eu sei que não se está aqui a debater a operacionalização ou até a questão das ideias, mas sim o extremismo na defesa delas. E com isso eu também não concordo. Porque isso depois dá azo às tais limitações de visão.

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Eu acho mesmo que o Mota no espaço de 20 anos ao leme de um grande europeu, a jogar melhor ou pior, a bater nela ou a fazer-lhe festinhas, ia acabar por ganhar coisas relevantes. Como todos os que andam a um nível minimamente elevado ao longo de muitos anos, se lhes fosse dada uma chance parecida.

Editado por Chandler

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Se não fosse em mil era num milhão, mas enfim isto é só o mesmo exercício dos 100 macacos numa máquina de escrever que por mais tempo que demorassem haviam de acabar por escrever as obras completas de Shakespeare.

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Depende. Os ciclos da história do futebol têm provado que algumas ideias, que vão aparecendo e evoluindo (ou não) ao longo do tempo, são válidas para atingir o sucesso. Não todas. E das que são válidas, é preciso aparecerem individualidades que as consigam colocar em prática e levá-las para um nível muitíssimo elevado.

 

Os meios podem ou não ser bons. Depende da execução. Agora, mesmo quando a execução é boa, eu acho que há ideias superiores. Não que não respeite outras ou que elas não sejam válidas, mas, para mim, são inferiores. Não dão tantas garantias.

Consegues dar-me um exemplo duma que não seja válida para eu tentar arranjar um contra-exemplo? É que, sinceramente, não estou a ver. E claro que as individualidades são fundamentais para qualquer sistema, that goes without saying.

 

Acho perfeitamente legítima a tua posição. O que sempre me meteu impressão foi a quantidade de 'elitistas' do futebol que não são capazes de ver qualidades noutras maneiras de jogar ou noutros tipos de jogador que não as/os que eles concebam.

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Eu acho mesmo que o Mota no espaço de 20 anos ao leme de um grande europeu, a jogar melhor ou pior, a bater nela ou a fazer-lhe festinhas, ia acabar por ganhar coisas relevantes. Como todos os que andam a um nível minimamente elevado ao longo de muitos anos, se lhes fosse dada uma chance parecida.

A questão é o contexto (que aliás é o factor a que mais recorro neste desporto). Qual era o grande europeu que, sem ter uma arma apontada à cabeça, iria apostar em alguém que, antes de tudo, vê o jogo da forma que o Mota o vê?

 

Eu não acho que isso seja assim tão linear. É verdade que quem desenvolve a ideia é, na sua essência, quem anda lá dentro, mas mesmo assim duvido que o Mota fosse capaz de bater outros grandes europeus. Até com um Barça ou um Real, com um Messi ou um Ronaldo.

 

Se não fosse em mil era num milhão, mas enfim isto é só o mesmo exercício dos 100 macacos numa máquina de escrever que por mais tempo que demorassem haviam de acabar por escrever as obras completas de Shakespeare.

Parece-me uma teoria utópica. Possível? Sim. Matematicamente.

 

Consegues dar-me um exemplo duma que não seja válida para eu tentar arranjar um contra-exemplo? É que, sinceramente, não estou a ver. E claro que as individualidades são fundamentais para qualquer sistema, that goes without saying.

 

Acho perfeitamente legítima a tua posição. O que sempre me meteu impressão foi a quantidade de 'elitistas' do futebol que não são capazes de ver qualidades noutras maneiras de jogar ou noutros tipos de jogador que não as/os que eles concebam.

Se eu jogar "à Stoke" (e acho que se percebe a ideia de jogo a que me refiro), muito dificilmente conseguirei atingir o sucesso. Não me lembro de nenhum caso assim. Posso-me lembrar de casos em que equipas com estilos defensivos ou de processos simples ganharam, e até de equipas muito pouco organizadas e pouco competentes que também ganharam (Chelsea do Di Matteo na Champions). Agora, equipas que façam de uma ideia de lançamentos longos para uma referência na frente o seu futebol, apostando nas segundas bolas para...tentar qualquer coisa, e que abdicam de defender em bloco médio-alto ou, pelo menos, de pressionar um pouco em certos momentos do jogo, não me lembro.

 

E por individualidades eu referia-me ao treinador também. Que é uma parte muito importante do processo.

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Pessoalmente acho que o modelo táctico do Mourinho no geral é inferior tacticamente a um modelo de posse para uma equipa grande (no futebol actual - no passado talvez não), a diferença é que ele individualmente tem uma atenção ao detalhe fenomenal e uma capacidade de liderança/motivação muito acima da média. Isto faz com que ele consiga compensar as deficiências desse modelo com um desempenho de excelência em tudo o resto, e obviamente tem muito mérito pessoal nisso.

 

Também prefiro ver as equipas do Guardiola ou técnicos parecidos, e por consequência tenho mais tendência a torcer por eles... mas não são cavaleiros encantados do reino do futebol de ataque, contra os malvados cínicos e/ou nazis do futebol defensivo. São apenas uma série de gajos a enriquecer à bruta às nossas custas que andamos a ver os jogos... tal como os adversários.

Editado por noikeee

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pq falam num Mota e não falam num Jaime Pacheco. Perguntem a alguém desses blogues, em comparação com o Carvalhal, quem acham que poderia ter possibilidade de ganhar uma competição europeia, num momento da sua carreira, e a resposta vai logo para o 2º

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pq falam num Mota e não falam num Jaime Pacheco. Perguntem a alguém desses blogues, em comparação com o Carvalhal, quem acham que poderia ter possibilidade de ganhar uma competição europeia, num momento da sua carreira, e a resposta vai logo para o 2º

Pela qualidade da operacionalização. E o caso do Pacheco é quase perfeito para que se reconheça a importância do contexto para esta discussão. Alguém acredita que o Pacheco podia ter feito o trabalho que fez noutro clube que não o Boavista? Claro que não. Porque ele identificava-se totalmente com o clube, o clube identificava-se totalmente com ele, e a maioria dos jogadores eram jogadores à imagem do clube e do seu treinador. E criou-se ali um núcleo muito poderoso (a motivação e a confiança fazem maravilhas no desporto), que elevou a própria equipa a patamares que não se esperava que fossem capazes de atingir, e elevou também os jogadores a níveis que não mais conseguiram replicar. Um pouco como aconteceu o ano passado com o Atlético. A qualidade da operacionalização, naquele contexto específico, foi/é forte. E a motivação, a confiança e os restantes aspectos psicológicos ainda potenciam mais aquela ideia de jogo específica.

 

Mas isto são contextos especiais, mesmo dentro da especialidade que a definição de "contexto" já possui.

 

Não deixo de saber que a última parte do post é verdade, no entanto.

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