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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Desses nomes que têm sido lançado pela imprensa para novo líder do PSD só conheci pessoalmente o Montenegro.

 

Sinceramente, não fiquei muito fã dele nem do seu discurso. E também fiquei com a ideia que é uma produto da máquina do partido, daqueles que a política só serve para ganhar (a ele e aos amigos) e nada mais.

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Achei que iam achar curiosa a votação para as Europeias que dou a Espanha, podem estranhar um PODEMOS tão fraco e a manutenção da vitória do PP ainda mais reforçada. Mas já arranjei uma explicação, os espanhóis em geral, são contra a independência da Catalunha, daí acabam por se unir em torno da velha ordem partidária contra os partidos que defendem a sua independência.

 

De um total de 54 Eurodeputados

 

PP = 30.71% (+4.6%) = 17 Eurodeputados (+1)

PSOE = 26.24% (+3.24%) = 14 Eurodeputados (=)

CIUDADANOS = 16.15% (+16.15%) = 9 Eurodeputados (+9)

PODEMOS = 13.61% (+5.6%) = 7 Eurodeputados (+2)

OUTROS = 7 Eurodeputados

Editado por Ticampos

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Assinalaram-se em 2015 os 600 anos da conquista de Ceuta, o início da nossa era de expansão, acho que era a altura de a recuperarmos.

 

Mas repara a ida a Ceuta não é o incio da expansão.:

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O que acham do Montenegro? Do que tenho acompanhado até me parecia a melhor solução

 

 

Horrível. acho muito melhor o Rio.

O Montenegro é um aparelhista, conotadíssimo com os interesses do costume, sem personalidade nenhuma, que vai reproduzir a agenda do Passos Coelho. O Rio ao menos tem ideias diferentes para o sistema político, para a justiça e sempre tem alguma personalidade.

 

O ascom respondeu bem. O Montenegro é a pior das opções.

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Mas repara a ida a Ceuta não é o incio da expansão.:

 

entao é o que?

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Tecnicamente, a expansão começou com as conquistas aos muçulmanos abaixo de Viseu, aposto que vai ser por aí que ele vai desenvolver :mrgreen:

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entao é o que?

 

Uma continuação da "reconquista" na perspectiva cristã, ou seja, no pensamento dos homens que avançaram para Ceuta, foi apenas uma "cruzada". Tanto mais que quando tomaram a cidade, que por sinal foi extremamente fácil tendo em conta o declínio econômico em que se encontrava. Após a tomada da praça, houve uma reunião, digamos assim, onde foi discutido se ficaria uma guarnição para ocupar a praça ou se apenas saqueavam e regressavam todos.

 

A expansão em si é um processo mais longo, é mais ou menos consensual na historiografia que Ceuta não é o inicio da expansão, digamos que antes de D. João II o movimento pela costa atlântica Africana e em marrocos é um derradeiro episódio da história medieval portuguesa..

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Consensual é como quem diz; eu, e não sou o único, não concordo.

 

Há duas formas de se analisar esse processo. Uma é como tu estás a fazer, que "entras" na cabeça das personagens da época e estás a analisar o pensamento coevo; outra é analisar o impacto do acontecimento, que é o que estou a fazer, e considerar que a mobilização, logística e impacto desta empreitada criou as raízes para que outras acções fossem levadas a cabo, desde logo o reconhecimento dos arquipélagos atlânticos da Madeira e dos Açores, e mais tarde a exploração da costa africana e outras conquistas em Marrocos. Deste ponto de vista, mesmo que à época não houvesse essa noção, já se estava a iniciar o processo de expansão.

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Uma continuação da "reconquista" na perspectiva cristã, ou seja, no pensamento dos homens que avançaram para Ceuta, foi apenas uma "cruzada". Tanto mais que quando tomaram a cidade, que por sinal foi extremamente fácil tendo em conta o declínio econômico em que se encontrava. Após a tomada da praça, houve uma reunião, digamos assim, onde foi discutido se ficaria uma guarnição para ocupar a praça ou se apenas saqueavam e regressavam todos.

 

A expansão em si é um processo mais longo, é mais ou menos consensual na historiografia que Ceuta não é o inicio da expansão, digamos que antes de D. João II o movimento pela costa atlântica Africana e em marrocos é um derradeiro episódio da história medieval portuguesa..

 

A conquista de Ceuta nunca pode ser considerada Reconquista, simplesmente porque "sempre" foi terra de mouros. Já as terras até ao Algarve, já seriam por direito proprio, dos Cristãos. Por isso sim, Ceuta foi o inicio da expansão territorial de Portugal. Por esta altura, ainda nem tinhamos começado a povoar nem os Açores nem a Madeira.

Editado por SiulPi

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Aqui em Abrantes, o candidato à Assembleia Municipal pelo PSD andou ao murro com o ex-candidato à Presidência da Câmara Municipal, também pelo PSD, que desistiu a 2 meses das eleições, sendo depois substituído por outro.

 

Lindo. :lol:

O PSD é mesmo uma casa a arder.

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Consensual é como quem diz; eu, e não sou o único, não concordo.

 

Há duas formas de se analisar esse processo. Uma é como tu estás a fazer, que "entras" na cabeça das personagens da época e estás a analisar o pensamento coevo; outra é analisar o impacto do acontecimento, que é o que estou a fazer, e considerar que a mobilização, logística e impacto desta empreitada criou as raízes para que outras acções fossem levadas a cabo, desde logo o reconhecimento dos arquipélagos atlânticos da Madeira e dos Açores, e mais tarde a exploração da costa africana e outras conquistas em Marrocos. Deste ponto de vista, mesmo que à época não houvesse essa noção, já se estava a iniciar o processo de expansão.

 

Percebo o que queres dizer como é obvio, tal como eu disse é um processo longo., porém é necessário perceber quais eram as intenções, e o movimento para Ceuta não foi com o intuito de aumentar o território nacional, nos termos em que nós colocamos a expansão, como expansão marítima, desenvolvimento comercial etc, ou a construção dos ditos descobrimentos. Foi apenas uma expansão apenas territorial, como tantas outras com ideologia medieval. Mas não foi um esteio, nem foi isso que levou ao aumento da logística naval(que por acaso é a minha área de estudo).

 

 

Quem quiser ler mais sobre o assunto pode ler Luís Filipe F. R. Thomaz, de Ceuta a Timor. Ou até mesmo abro do meu mestre Luís Miguel Duarte Ceuta 1415

Seiscentos Anos Depois.

 

Ps. SiulPi o Norte de África era cristão.

Editado por Augusto

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Percebo o que queres dizer como é obvio, tal como eu disse é um processo longo., porém é necessário perceber quais eram as intenções, e o movimento para Ceuta não foi com o intuito de aumentar o território nacional, nos termos em que nós colocamos a expansão, como expansão marítima, desenvolvimento comercial etc, ou a construção dos ditos descobrimentos. Foi apenas uma expansão apenas territorial, como tantas outras com ideologia medieval. Mas não foi um esteio, nem foi isso que levou ao aumento da logística naval(que por acaso é a minha área de estudo).

 

 

Quem quiser ler mais sobre o assunto pode ler Luís Filipe F. R. Thomaz, de Ceuta a Timor. Ou até mesmo abra do meu mestre Luís Miguel Duarte Ceuta 1415

Seiscentos Anos Depois.

 

Ps. SiulPi o Norte de África era cristão.

wat desde quando?

Editado por SiulPi

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wat

 

ai wat.

 

Era um dos principais e mais importantes centros de cristianismo e inclusive de expansão do monaquismo cristão..

 

Já agora Puro, eu disse mais ou menos Consensual ou seja, a esmagadora maioria dos historiadores dos descobrimentos consideram que Ceuta não é o inicio da expansão, não disse que era Consensual e que eras obrigado aceitar.

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ai wat.

 

Era um dos principais e mais importantes centros de cristianismo e inclusive de expansão do monaquismo cristão..

 

Já agora Puro, eu disse mais ou menos Consensual ou seja, a esmagadora maioria dos historiadores dos descobrimentos consideram que Ceuta não é o inicio da expansão, não disse que era Consensual e que eras obrigado aceitar.

 

lá saberas

 

ah ok

 

https://pt.wikipedia...no_H%C3%A1fsida

https://pt.wikipedia.org/wiki/Zianidas

https://pt.wikipedia...o_Mer%C3%ADnida

e claro este imperio cristão

https://pt.wikipedia...3%A9rio_Otomano

Editado por SiulPi

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Até ao sec.7, o norte de africa era bizantino e cristão. O Santo Agostinho era do norte de áfrica.

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Até ao sec.7, o norte de africa era bizantino e cristão. O Santo Agostinho era do norte de áfrica.

 

Mas nós tamos a falar de um periodo 700 anos depois. Nesse século VII ainda tava a nascer o Islão

Editado por SiulPi

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Percebo o que queres dizer como é obvio, tal como eu disse é um processo longo., porém é necessário perceber quais eram as intenções, e o movimento para Ceuta não foi com o intuito de aumentar o território nacional, nos termos em que nós colocamos a expansão, como expansão marítima, desenvolvimento comercial etc, ou a construção dos ditos descobrimentos. Foi apenas uma expansão apenas territorial, como tantas outras com ideologia medieval. Mas não foi um esteio, nem foi isso que levou ao aumento da logística naval(que por acaso é a minha área de estudo).

 

 

Quem quiser ler mais sobre o assunto pode ler Luís Filipe F. R. Thomaz, de Ceuta a Timor. Ou até mesmo abro do meu mestre Luís Miguel Duarte Ceuta 1415

Seiscentos Anos Depois.

 

Ps. SiulPi o Norte de África era cristão.

 

Teu mestre o carago, já era meu antes de ti :angry:

 

É ele e o Gouveia Monteiro, ninguém escreve história melhor do que eles.

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O norte de África foi alvo de invasões bárbaras tanto quanto a Europa e a Península Ibérica. Os Vândalos foram lá parar depois de passarem por cá, fixando a sua capital no que foi Cartago. A maioria desses povos converteu-se ao cristianismo em algum ponto da sua existência.

 

Só para finalizar sobre Ceuta, independentemente dos motivos e consequências, foi um desastre económico e um "sorvedouro de homens", como diria o Fernão Lopes, salvo erro, mas foi importante em termos de prestígio e legitimação da nova dinastia fundada por D. João. Acho que já escrevi sobre isso por cá, já não me lembro onde.

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Mas nós tamos a falar de um periodo 700 anos depois. Nesse século VII ainda tava a nascer o Islão

 

O Algarve também foi árabe durante mais de 400 anos, Granada durante 700.

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O Algarve também foi árabe durante mais de 400 anos, Granada durante 700.

 

pois foi

 

nao tou a dizer que o Norte de Africa sempre foi devoto ao Islao, digo que o era na altura da conquista de Ceuta (e por muito tempo antes)(se calhar nao devia ter posto o "sempre" em cima icon_mrgreen.gif)

Editado por SiulPi

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E não tivéssemos caido em mãos espanholas e talvez Ceuta ainda fosse nossa

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E não tivéssemos caido em mãos espanholas e talvez Ceuta ainda fosse nossa

Era mesmo o que precisávamos. :mrgreen:

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E não tivéssemos caido em mãos espanholas e talvez Ceuta ainda fosse nossa

 

Para quê? :lol: Ceuta é uma cidade que, apesar de ter com certeza indústrias e outros tipos de rendimentos, é um completo sorvedouro de dinheiro. Espanha mete 30M de euros/ano no sítio só para travar a emigração ilegal e a este valor muito provavelmente é preciso somar despesas de manutenção dos equipamentos mais gastos com os homens que estão de plantão a vigiar a fronteira com Marrocos.

 

E já agora Espanha e Marrocos não têm grandes relações diplomáticas (Mellilla, Ceuta e aquelas ilhotas na costa marroquina) e quem aproveita isso somos nós que somos um grande parceiro comercial de Marrocos, há três anos as exportações valiam 700M de euros.

 

Não sei quem geria a praça na altura da Restauração da Independência mas o gajo que preferiu declarar lealdade ao Filipe IV (que curiosamente também perdeu a Catalunha, nome de mau augúrio para a unidade territorial do país vizinho) ao invés do D.João IV foi um autêntico génio para os nossos interesses, quer hoje quer se calhar naquela altura.

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