Plagio o Original Publicado 13 Fevereiro 2024 Não precozinar o desarmamento geral, simultâneo e controlado e a dissolução dos blocos político-militares é contra a constituição da republica portuguesa Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 13 Fevereiro 2024 Momento alto do debate: O cenário criado pelo meu cérebro depois do Ventura afirmar que as grávidas imigrantes não podem vir para cá com o propósito de ter bebés. Comecei a imaginar uma parturiente com 9 meses de gestação a apanhar um avião em Katmandu, com escala no Dubai, para chegar a Lisboa passadas 20 horas. Dirige-se para casa de uma prima que vive num T0 partilhado com mais 12 pessoas perto de Torres Novas. Rebentam-lhe as águas. Vai ao Hospital de Torres Novas onde a urgência obstetrícia está fechada e recomendam-lhe o Hospital de Santarém. Aí chegada não a podem atender porque houve um médico que meteu baixa e indicam-lhe o Hospital de Abrantes. Em pleno IC3, ali perto do Entroncamento, entra em trabalho de parto e tem a criança na ambulância. A criança chama-se Ghaṭanā que, para os incultos que por aqui andam, informo ser "fenómeno" em nepalês. 11 4 Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 37 minutos: É um eleitorado de protesto. É irrelevante se por cada euro que os imigrantes recebem do estado pagam 7 como disse hoje a Mortágua. É irrelevante alegarem ser um partido anti-sistema sendo financiados pelo pior que o sistema tem. O importante não é a realidade factual dos temas mas sim a percepção, feita por eles, que se cria sobre esses temas: de que isto está a mais um imigrante de se tornar o Indostão, de que isto anda tudo a gamar e que é tudo corrupto. E por aí fora. Quem vota reve-se, em parte pelo menos, nisso naturalmente. Mas a exposição dada é muito superior ao que devia. Vamos lá por partes. Claro que o Chega tem uma exposição maior do que a sua posição política justificaria. Tal como o José Manuel Coelho tinha quando fazia as palhaçadas dele na Madeira - e não foi por isso que tinha muitos votos. A explicação é simples: os canais de TV privados funcionam como as empresas privadas e querem mais espetadores, porque tal leva a mais receitas publicitárias, numa altura em que as estações não só têm de competir com os concorrentes diretos como com outras formas de entretenimento e informação. Ademais, o perfil do Ventura traz mais espetadores porque, sendo mais divisivo, causa mais discussão. E não só causa mais discussão, como é uma discussão fácil porque é baseada em temas facilmente compreensíveis - toda a população sabe o que é imigração e terá uma opinião sobre o tópico. O Chega não ganha votos porque aparece mais no telejornal - talvez inicialmente o tenha feito, não sendo coincidência que o líder do partido era já uma pessoa com exposição televisiva, ainda que noutro papel - ganha votos porque estas pessoas, por um motivo ou outro, veem no Chega uma opção que mais lhes agrada do que as restantes, seja por serem racistas, seja por quererem um partido que difira dos outros (e este difere, ainda que não percebam que seja por motivos maus), seja porque a oratória do Ventura é cativante e leva a que confiem nele (o Sócrates também recorria muito a esta qualidade). Isto não é um fenómeno único, sequer, às televisões, ainda que se possa argumentar que a responsabilidade dos membros da CS seja maior (teoricamente sim, mas na prática são cidadãos como os outros, vulneráveis a cair nas mesmas armadilhas). Sem o fazer, aposto que percorrendo este tópico onde nos encontramos, o Ventura foi desde início mais discutido em muitas fases da política nacional, do que o Paulo Raimundo, o Rui Rocha ou a Inês Sousa Real. 2 Compartilhar este post Link para o post
Bashir Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Plagio o Original, há 43 minutos: O grandd perdedor deste debate fui eu, perdi meia hora E só te podes culpar a ti mesmo. 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Wincing Hálldor, há 15 minutos: Sem o fazer, aposto que percorrendo este tópico onde nos encontramos, o Ventura foi desde início mais discutido em muitas fases da política nacional, do que o Paulo Raimundo, o Rui Rocha ou a Inês Sousa Real. Culpa dele: @AndrePereiraReis Compartilhar este post Link para o post
PRFA47 Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Ghelthon, há 1 hora: Isso é óbvio, mas não pode valer tudo. Não podemos pôr em causa a democracia em troca de audiências. E muito menos podemos depois vir dizer que a culpa é das redes sociais (que não ajudam, claro, mas estão longe de ser a única causa, e talvez até longe de ser a maior causa). Só para veres, aqui praticamente ninguém apoia o Ventura, mas estamos todos a falar dele... Isso é o que o Wincing tava a dizer... 1 Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 14 Fevereiro 2024 A nossa responsabilidade, enquanto users de um fórum, é incomparavelmente menor do que a da comunicação social. 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 11 minutos: A nossa responsabilidade, enquanto users de um fórum, é incomparavelmente menor do que a da comunicação social. Isso é uma resposta da treta ao que o @PRFA47 escreveu. Ele está a identificar-nos como amostra e não como decisores de políticas editoriais. Esta questão da comunicação social e da promoção do Chega é interessante. Na minha opinião a CS tem responsabilidades mas não tem tantas como lhes querem atribuir. A questão do tratamento da atualidade política por parte dos media divide-se em duas áreas: o espaço noticioso e informativo e o espaço de comentário e de opinião. É por demais evidente que o Chega está sub-representado no espaço de comentário e opinião. É uma inexistência a esse nível. Mas, por outro lado, é igualmente evidente que é uma existência política real. É notícia. E muitas vezes marca a agenda política. Logo, é amplamente comentado e sujeito a opinião escrita e falada por parte de opositores políticos. E mesmo quando se trata de jornalistas, teoricamente independentes, há a tendência para se pronunciarem de forma desfavorável às posições assumidas pelo Chega e seus correligionários. Por questões sanitárias, claro, e pelo feedback negativo que imediatamente surgiria (basta pensar na Maria João Avillez, com uma vida inteira associada à área política do CDS em que, bastou suavizar críticas ao Chega, para ficar imediatamente com o rótulo de apoiante de racistas e xenófobos). Como o Chega é notícia e como marca abundantemente a agenda política, é natural que tenha exposição mediática no espaço informativo e noticioso que se pretende independente, isento de qualquer tentativa censória e não sujeito a quaisquer quotas decorrentes de representação parlamentar ou outra. A única coisa que se pode criticar é a pertinência das notícias e da recolha de posições oficiais do partido sobre os temas da atualidade política. São ou não notícias? É ou não é importante recolher a opinião do Ventura? Se estivermos a falar relativamente a aberturas de telejornais com informações sobre a infância do Ventura ao estilo de manchetes d'A Bola sobre a rotina diária do João Neves ou do António Silva, então sim, a CS está a prestar um mau serviço ao país e à democracia. Caso contrário não está. É apenas reflexo dos dias que correm e do protagonismo que o partido e o seu líder ganharam na sociedade portuguesa. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
AndrePereiraReis Publicado 14 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Descartes, há 42 minutos: Culpa dele: @AndrePereiraReis Claro que sim O BE e a Mortagua podem ter ganho um voto meu aqui, excelente debate, a combater demagogia com demagogia mas sempre a manter o seu nível e a dar lições econômicas ao facho que acha que apenas 3% do volume de transações de casas ser proveniente de vistos gold não influência em nada o valor das casas e especulação Vivi o suficiente para ver o PS ser o partido das contas certas e responsabilidade, o BE ter a líder que mais percebe de economia e ver 2 líderes de direita que não percebem nada de economia e são fraquíssimos Citação de Descartes, há 1 minuto: Isso é uma resposta da treta ao que o @PRFA47 escreveu. Ele está a identificar-nos como amostra e não como decisores de políticas editoriais. Esta questão da comunicação social e da promoção do Chega é interessante. Na minha opinião a CS tem responsabilidades mas não tem tantas como lhes querem atribuir. A questão do tratamento da atualidade política por parte dos media divide-se em duas áreas: o espaço noticioso e informativo e o espaço de comentário e de opinião. É por demais evidente que o Chega está sub-representado no espaço de comentário e opinião. É uma inexistência a esse nível. Mas, por outro lado, é igualmente evidente que é uma existência política real. É notícia. E muitas vezes marca a agenda política. Logo, é amplamente comentado e sujeito a opinião escrita e falada por parte de opositores políticos. E mesmo quando se trata de jornalistas, teoricamente independentes, há a tendência para se pronunciarem de forma desfavorável às posições assumidas pelo Chega e seus correligionários. Por questões sanitárias, claro, e pelo feedback negativo que imediatamente surgiria (basta pensar na Maria João Avillez, com uma vida inteira associada à área política do CDS em que, bastou suavizar críticas ao Chega, para ficar imediatamente com o rótulo de apoiante de racistas e xenófobos). Como o Chega é notícia e como marca abundantemente a agenda política, é natural que tenha exposição mediática no espaço informativo e noticioso que se pretende independente, isento de qualquer tentativa censória e não sujeito a quaisquer quotas decorrentes de representação parlamentar ou outra. A única coisa que se pode criticar é a pertinência das notícias e da recolha de posições oficiais do partido sobre os temas da atualidade política. São ou não notícias? É ou não é importante recolher a opinião do Ventura? Se estivermos a falar relativamente a aberturas de telejornais com informações sobre a infância do Ventura ao estilo de manchetes d'A Bola sobre a rotina diária do João Neves ou do António Silva, então sim, a CS está a prestar um mau serviço ao país e à democracia. Caso contrário não está. É apenas reflexo dos dias que correm e do protagonismo que o partido e o seu líder ganharam na sociedade portuguesa. Para de dar votos ao chega, com esse texto todo já 3 pessoas do CMPT vão votar no fascismo, incluindo tu se calhar Quem vota chega é o lixo da sociedade, merece 0 respeito pelas pessoas e não percam tempo a tentar estudar o eleitorado fascista Editado 14 Fevereiro 2024 por AndrePereiraReis Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 2 minutos: basta pensar na Maria João Avillez, com uma vida inteira associada à área política do CDS em que, bastou suavizar críticas ao Chega, para ficar imediatamente com o rótulo de apoiante de racistas e xenófobos Descartes, tenho um grande respeito por ti. Chamar ao que está nestes dois videos - e haveriam mais - 'suavizar críticas ao Chega' não é sério. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 13 minutos: Descartes, tenho um grande respeito por ti. Chamar ao que está nestes dois videos - e haveriam mais - 'suavizar críticas ao Chega' não é sério. E com todo o respeito que tenho por ti, é isso exatamente o que eu queria dizer com "feedback negativo que imediatamente surgiria". Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 6 minutos: E com todo o respeito que tenho por ti, é isso exatamente o que eu queria dizer com "feedback negativo que imediatamente surgiria". O meu feedback negativo não é sobre o que a Avillez acha. Isso posso deixar para outra altura. É sobre o que tu achas sobre o que ela defendeu. Dizer que estava a suavizar é um eufemismo brutal. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 1 minuto: O meu feedback negativo não é sobre o que a Avillez acha. Isso posso deixar para outra altura. É sobre o que tu achas sobre o que ela defendeu. Dizer que estava a suavizar é um eufemismo brutal. Bem sei. Eu estava a fazer o pararelismo entre o feedback negativo que eu imediatamente recebi da tua parte com aquele que qualquer jornalista dito independente receberia caso tivesse o atrevimento que teve a MJA de dizer algo sobre o Chega menos agressivo do que mandam as regras sanitárias. Compartilhar este post Link para o post
Solero Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 2 minutos: Bem sei. Eu estava a fazer o pararelismo entre o feedback negativo que eu imediatamente recebi da tua parte com aquele que qualquer jornalista dito independente receberia caso tivesse o atrevimento que teve a MJA de dizer algo sobre o Chega menos agressivo do que mandam as regras sanitárias. Nao me quero intrometer na discussão, mas o que me parece mais cansativo é mesmo a tentativa constante e desesperada de criar uma equivalência entre o BE/PCP e o Chega. Até quando vamos ter que levar com estes artistas a querer chapar essa tese na cabeça das pessoas à força toda? O que é que a MJA pretenderá realmente com esse argumento? Se não for legitimar o Chega como partido democrático, então é o quê? 1 Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 14 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Descartes, há 2 horas: Momento alto do debate: O cenário criado pelo meu cérebro depois do Ventura afirmar que as grávidas imigrantes não podem vir para cá com o propósito de ter bebés. Comecei a imaginar uma parturiente com 9 meses de gestação a apanhar um avião em Katmandu, com escala no Dubai, para chegar a Lisboa passadas 20 horas. Dirige-se para casa de uma prima que vive num T0 partilhado com mais 12 pessoas perto de Torres Novas. Rebentam-lhe as águas. Vai ao Hospital de Torres Novas onde a urgência obstetrícia está fechada e recomendam-lhe o Hospital de Santarém. Aí chegada não a podem atender porque houve um médico que meteu baixa e indicam-lhe o Hospital de Abrantes. Em pleno IC3, ali perto do Entroncamento, entra em trabalho de parto e tem a criança na ambulância. A criança chama-se Ghaṭanā que, para os incultos que por aqui andam, informo ser "fenómeno" em nepalês. O senhor permite que eu faça uma ligeira correção? A Urgência Obstetrícia é em Abrantes. E, ainda bem que não acontecia por alturas do Natal, que mais facilmente recomendavam "voltar" a Lisboa em vez do Hospital em Santarém. Edit: Curioso por saber as notas dos debates do dia. Editado 14 Fevereiro 2024 por Genzo Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Solero, há 1 minuto: Nao me quero intrometer na discussão, mas o que me parece mais cansativo é mesmo a tentativa constante e desesperada de criar uma equivalência entre o BE/PCP e o Chega. Até quando vamos ter que levar com estes artistas a querer chapar essa tese na cabeça das pessoas à força toda? O que é que a MJA pretenderá realmente com esse argumento? Se não for legitimar o Chega como partido democrático, então é o quê? Por muito que te possa surpreender informo-te que existe muita gente que considera o PCP e o BE partidos anti-democráticos. Para começar, todas as pessoas que se identificam com o CDS e toda a ala conservadora e cristã do PSD. Na cabeça dessa gente, e são muitos, MJA incluída, existe essa equivalência. E têm argumentos válidos para o suportar (mais para o PCP do que para o BE, mas eles colocam tudo o que está à esquerda do PS nesse saco). E vamos ter que levar com esses artistas a defender essa tese. Por muito tempo. Temos duas alternativas. Ou desmontamos esses argumentos democraticamente (como muito bem fez o Francisco Assis nesses excertos) ou, de forma autoritária, matamos essas pessoas, prendemo-las, censuramo-las ou cancelamo-las, como agora se usa. Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 1 hora: (basta pensar na Maria João Avillez, com uma vida inteira associada à área política do CDS em que, bastou suavizar críticas ao Chega, para ficar imediatamente com o rótulo de apoiante de racistas e xenófobos). A área política do CDS onde o grande líder falava contra os ciganos e o RSI? Agora acham que a sra Maria é racista??? Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 14 Fevereiro 2024 Infelizmente de momento o Andre Ventura e o Chega tem tudo a correr a favor dele, tudo digo em relacao a conjuntura...porque ate a equivalencia com outros partidos da extrema direita europeia serem um perigo para a democracia, acaba por cair por terra, dados os varios exemplos europa ocidental fora (e aqui nao falo da Hungria e Polonia que ja andam nestas festas ha quase duas decadas e onde esses partidos se manteem populares ao ponto de vencerem por maiorias largas) onde nao se vislumbram regimes autoritarios. O Chega tem crescido porque vai tocar nos medos mais basicos da populacao. E nem 'e um tema de instrucao ou geracao, ja que as novas geracoes bastante mais instruidas tendem em votar mais nesse partido do que as dos avozinhos como eu ou o decartes. A esquerda ate podia usar as "mesmas armas", mas o estigma da superioridade moral, f*de-os sempre... Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 14 Fevereiro 2024 Chato vai ser quando chegar a 11 de março e o pessoal perceber que as constantes patadas que o AV leva nos debates de nada serviram. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Plagio o Original, há 10 horas: O grandd perdedor deste debate fui eu, perdi meia hora Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 14 Fevereiro 2024 Spoiler Eunice Lourenço Paulo Raimundo - 6 Rui Tavares - 7 Foi uma conversa entre dois homens de boa vontade, com ar de boas pessoas e de que até conseguiriam trabalhar um com o outro. Mas não foi propriamente um debate. Sem se atacarem diretamente, mas também sem evitarem as divergências em termos de política internacional, Paulo Raimundo e Rui Tavares mostraram que têm um inimigo comum - o voto útil no PS - e um objetivo também comum: uma maioria de esquerda. O líder comunista esteve bastante melhor do que no debate de domingo com Mariana Mortágua e até conseguiu explicar muito bem a posição do PCP sobre a Guerra na Ucrânia. Tavares tem mais experiência, tanto parlamentar como em debates, mais mundo e mais história, mas não precisou (ou não quis) usar todas as suas armas, num debate em que ninguém perdeu. Liliana Valente Paulo Raimundo - 7 Rui Tavares - 6 Chego ao fim do debate sem perceber verdadeiras diferenças entre os dois debatentes. E também não falaram de muitas para o PS. Ou seja, nesta entrevista a dois, esperava que houvesse mais tentativas de fugir à pressão ao voto útil do PS. Rui Tavares fê-lo, de forma bastante eficaz dizendo que nem para as medidas do PS serem implementadas serve para votar nos socialistas, quando questionado sobre o assunto, mas depois não o fez nas medidas ou nos temas de que falaram. Certo que a esquerda não se quer auto-destruir, tentando criar caminho conjunto, mas sinto que cada um falou já para os convertidos e não para os indecisos à esquerda, que podem sofrer o apelo para votar útil no PS, sendo o partido mais votado e podendo assim formar governo. Foi um bom frente-a-frente em que Paulo Raimundo aproveitou tempo de antena para explicar a posição do PCP sobre a invasão da Ucrânia. Mesmo que não se concorde com o que os comunistas defendem, tentou defendê-lo e passar a ideia de que há uma “caricatura” sobre o que tem sido dito pelo partido. Gostei também que tenha sido bastante claro nas questões do trabalho, falando de casos concretos como o casal que trabalha por turnos e se encontra às 7h30 à porta da empresa. Mas não aproveitou para atirar ao PS, que no programa eleitoral não quer mexer nas leis laborais como o PCP quer. Rui Tavares foi bastante claro no seu posicionamento europeu e na necessidade de promover a cultura nas suas mais diferentes vertentes. No fim de contas, foi uma boa troca de argumentos, em que Raimundo acabou por ser mais claro. Paula Santos Paulo Raimundo - 5 Rui Tavares - 6 A convergência no seu esplendor. A estratégia estava estudada e até o tom surgiu bem ensaiado para mostrar que, à esquerda, ao contrário do que acontece à direita (Rui Tavares a lembrar o frente-a-frente de Montenegro com Ventura), os debates são feitos "de forma construtiva e não destrutiva" ou canibalizada. A aposta num futuro Governo à esquerda, onde os dois querem marcar presença, foi clara e definida logo no arranque. Paulo Raimundo passou a mensagem de que o PCP nunca falhará "nenhuma convergência que corresponda aos problemas concretos do país" e que o PS não resolve nenhum problema "por vontade própria" e Rui Tavares acrescentou aquela que foi a frase que, na minha opinião, marcou a sua presença no debate: "votar no PS às vezes nem para implementar as ideias do PS serve". São vários os pontos em comum, ambos concordam com o direito à greve na polícia, embora o Livre rejeite a ideia da filiação. Ambos entendem que a Cultura devia obrigar a um maior investimento do país. Rui Tavares, que conhece bem os temas europeus, esteve melhor nas questões de politica externa e chegou mesmo a corrigir Paulo Raimundo sobre os acordos europeus que envolvem refugiados. O representante da CDU voltou a ter de explicar e justificar a posição dos comunistas em relação à Ucrânia e aí quebrou-se a sintonia com o seu parceiro de debate. Mas até nos pontos em que discordam, sublinha-se o pacto de não agressão. Rui Tavares foi mais eficaz perante um, muito menos experiente e pouco rotinado no frente a frente político, Paulo Raimundo. Nota positiva a ambos pela introdução de novos temas no debate político. Vítor Matos Paulo Raimundo - 5 Rui Tavares - 6 Isto não foi bem um debate. Foi uma entrevista cruzada ou uma conversa mole entre dois protagonistas que não querem entrar em confronto, mesmo podendo partilhar algum eleitorado na esquerda urbana. Embora Paulo Raimundo esteja a melhorar - a experiência ganha-se on the job, - apontou os problemas com que toda a gente concorda, mas na maior parte dos casos não nos brindou com as soluções do PCP e da CDU. Rui Tavares poupou-se e poupou o comunista e nem se esforçou, nem quando sub-repticiamente o contrariou na guerra e o corrigiu na relação UE-Turquia, que afinal era países-Turquia. Se Tavares teve logo no início a sua frase chave, esta foi para fora e não para o adversário ali sentado, e era dirigida a Pedro Nuno Santos, e ao debate anterior: “Para implementar as medidas no PS nem o PS serve”. Como se viu pela maioria absoluta. Mas o visado não estava lá para se defender. Paulo Raimundo ainda tentou moldar a nova perceção dos portugueses sobre as ideias do PCP quanto à guerra na Ucrânia, mas não conseguiu ser convincente, distinguindo “a posição do PCP” da “caricatura sobre a posição do PCP”. Na verdade, a posição do PCP e a linguagem dos comunistas sobre a “invasão” - os comunistas não costumam usar essa palavra e Raimundo também não a usou - era uma caricatura em si mesma, que o secretário-geral do PCP atenuou mas não conseguiu inverter, preferindo as críticas à NATO e à UE às críticas ao sr. Putin. Finalmente, registe-se, o PCP tem uma posição idêntica à do Chega quanto à greve das polícias, sendo que defende a fusão entre a PSP e a GNR. Rui Tavares aceita o mesmo direito à greve em certas condições, mas repudia a possibilidade de filiação partidária. Isso impediria um golpe como o da GNR durante a República, como explicou? Não sabemos. Os participantes não discutiram verdadeiramente o assunto. Pedro Candeias Paulo Raimundo - 6 Rui Tavares - 7 Uma rapidíssima busca em qualquer dicionário, a palavra “debate” devolverá outras como controvérsia, discussão, disputa, e por aí fora. Em nenhuma destas conseguimos encaixar o que aconteceu entre Paulo Raimundo e Rui Tavares; talvez conversa ou tertúlia se adeque melhor ao frente a frente entre os líderes do PCP e do Livre. E não há mal nenhum. Sendo ambos da família esquerdista do plano político português - e ambos de partidos que se esforçam para manter a relevância parlamentar - Raimundo e Tavares devolveram a Pedro Nuno Santos a dramatização do voto útil no PS para suster o avanço da AD. “Não faz sentido”, disse o historiador, “porque já se percebeu que para implementar as ideias do PS não chega votar no PS” como se viu na maioria absoluta. Raimundo concordou. Só podia. O debate/tertúlia também foi bom, pois - julgo - pela primeira vez falou-se de política externa e de cultura. Sobre a Guerra na Ucrânia, Raimundo assumiu o amaciar do discurso comunista sobre o de-quem-é-culpa-disto-tudo, acentuando a “busca pela paz”; Rui Tavares alertou para um perigo que é deixar os ucranianos entregues a si próprios. Ambos falaram igualmente da valorização do trabalho, cada um com as suas ideias, umas mais clássicas (o salário) e outras mais progressistas (a semana de trabalho de quatro dias), e foi neste tópico particular que Raimundo melhor se expressou: relembrou a história de um marido e de uma mulher que se cruzam num horário de saída de um e da entrada de outra numa fábrica que o secretário-geral do PCP visitou. Isto humaniza-o e fortalece a imagem que os portugueses poderão estar a construir sobre ele: um homem afável, à imagem de Jerónimo mas sem o carisma do histórico comunista. No extremo oposto das qualidades discursivas, Rui Tavares esteve menos falador e menos elétrico que em ocasiões anteriores. O colega de debate também não lhe exigiu mais. O facto de estar ali um eventual parceiro de uma geringonça 3.0 poderá por outro lado ter ajudado. ---/--- Spoiler Rita Ferreira Mariana Mortágua – 9 André Ventura – 2 Mariana Mortágua partiu ao ataque, segurou-se ao ataque e terminou ao ataque. Começou com os vistos gold dizendo que o Chega era o único partido que os defendia; passou pelo elencar dos valores que grandes empresas como a Galp, a EDP, o Santander e o BCP iriam poupar com a redução de IRC proposta por Ventura, agarrou o chega aos financiadores "ricos", colou Ventura ao BES, disse que tinha mentido na comissão de inquérito da TAP, citou empresários para dizer que o país precisa de imigrantes e atirou a Ventura que são as contribuições desses imigrantes que sustentam boa parte da segurança social e ajudam a pagar pensões. A líder do Bloco de Esquerda conseguiu nunca erguer o tom de voz, por várias vezes disse a Ventura para se acalmar quando continuava a encostar o líder do Chega às cordas uma e outra vez. O Ventura combativo que estamos habituados a ver esteve sempre a tentar responder aos ataques de Mariana Mortágua. Tentou o caso Robles, Mariana ignorou, tentou a cartada da esquerda queque, e até conseguiu obter uma resposta de Mariana Mortágua ao tão badalado caso da avó. Tentou. Mas sem nunca conseguir agarrar o debate, acabou vencido por um quase KO. Eunice Lourenço Mariana Mortágua – 8 André Ventura – 4 André Ventura teve momentos em que pareceu abatido. Talvez pelo debate na véspera com Montenegro, que a líder do Bloco até usou já na parte final do debate para dizer que “ninguém se quer sentar” ao lado do presidente do Chega. Mariana Mortágua foi eficaz, com uma combatividade firme e sóbria, que expôs as incoerências e fragilidades do Chega em áreas como o combate à corrupção ou os limites à imigração. Bem também a lançar a suspeita sobre o financiamento do Chega. Foi um debate bom de ver, ainda que com armas nem sempre limpas: as acusações de “terem terroristas nas listas” de lado a lado são simplistas e pouco percetíveis pelo eleitorado em geral, que não sabe um nome ligado às FP 25 que fez parte de uma lista a uma junta no Barreiro ou desconhece o que foi MDLP, de que fez parte Diogo Pacheco de Amorim. Martim Silva Mariana Mortágua – 7 André Ventura – 6 De pólos opostos da política, e goste-se ou não das ideias e propostas que apresentam, sentados à mesa estavam dois dos mais temíveis políticos nacionais em debates frente a frente. A discussão, ríspida, representou uma escalada no nível de ataques entre os oponentes, chegando-se ao ponto, até agora ainda não ouvido, de acusações da existência de terroristas nos partidos liderados pelos dois. Estamos em 2024 mas na discussão da RTP3 falou-se por exemplo das FP 25, do MDLP ou do assassínio do Padre Max. O tema da Habitação e dos preços das casas e do acesso à Habitação era o primeiro prato do menu desta noite. Mas rapidamente também esta discussão descambou, com Mariana Mortágua a acusar Ventura e o Chega de serem financiados por especuladores imobiliários e de estarem a soldo de interesses obscuros. E Ventura a responder com o caso do antigo vereador lisboeta Ricardo Robles. No tema Imigração, Ventura repetiu a receita de controlo e mitigação da imigração, Mariana rebateu com o risco de aumento da imigração descontrolada e à mercê do tráfico. “Vocês estão ao lado dos violadores”, ouviu-se a Ventura já perto do final. Só mais um exemplo do nível dos ataques lançados para a mesa. Ricardo Costa Mariana Mortágua – 5 André Ventura – 4 Pode um debate desagradável ser um bom debate? Pode um debate demagógico ser um bom debate? Sim, pode. Intenso, vivo, desagradável e demagógico. Foi muito mais coisas que isso, mas também foi isso tudo. Mortágua ganhou porque marcou o ritmo, a intensidade e, mais relevante, deixou Ventura de pé atrás pelos argumentos que ia largando sobre offshores, vistos gold e financiamentos partidários. A líder do BE foi claramente eficaz para o seu eleitorado, o líder do Chega também terá sido para o seu. A onda de demagogia atingiu um patamar bizarro quando os dois líderes se lançaram a debater quem albergava mais “terroristas”. É profundamente ridículo que dois líderes partidários discutam em 2024 o terrorismo do MDLP e o das FP25, sobretudo naqueles termos básicos. Liliana Valente Mariana Mortágua – 9 André Ventura – 2 Mariana Mortágua começou a atacar Ventura pela perigosidade das suas medidas - que ora defendem os “ricos”, ora os seus “financiadores” - e que pelo caminho cortam onde mais dói aos pobres. Atirou-se os cortes na “ideologia de género”, que é na verdade um corte nos apoios a vítimas de violência doméstica e abono de família (que é o que cabe na rubrica orçamental de 400 milhões que Ventura quer apagar do Orçamento); acusou-o de estar a mando dos financiadores (e pelo meio ainda disse que Ventura nunca tinha dito na Comissão Parlamentar de Inquérito da TAP que estava a defender os interesses dos privados que financiam o seu partido), e colocou-se sempre do lado oposto. A coordenadora do BE nunca elevou o tom de voz, desferindo ataques atrás de ataques e ignorando as respostas do lado de Ventura que a tentaram desestabilizar com o já enfadonho caso Robles ou com o facto de Catarina Martins ter um alojamento local e propor coisas que, imagine-se, em última análise, a prejudicariam enquanto proprietária (só no mundo do Chega é mau um político ir contra os seus interesses particulares). Por fim, ainda lhe disse que o número dois do Chega fez parte do MDLP, cujo braço armado perpetrou ataques bombistas, e Ventura, que quis fazer a defesa da honra de Pacheco de Amorim, só se conseguiu lembrar que em tempos um antigo membro das FP25 tinha sido candidato autárquico pelo BE. Só num debate assim, Ventura poderia ver as suas propostas desmontadas com números e ficar com dificuldade na resposta, como no caso dos imigrantes, que Mortágua defendeu na sua dignidade, lembrando não só o contributo para a Segurança Social como o que os patrões defendem. Em termos estratégicos, Mortágua conseguiu todos os pontos que queria, incluindo quando disse que estaria mais próxima de influenciar um governo do que Ventura. Se foi um debate esclarecedor? Foi. Bastante. Pedro Candeias Mariana Mortágua – 8 André Ventura – 5 O debate entre Mariana Mortágua e André Ventura foi o que se chama no desporto um exercício de agressividade controlada: sabem como é, ferver sem transbordar, entrar duro sem bater. E dado o histórico entre ambos, todos nós sabemos que o descontrolo estaria a um passinho de distância. Não aconteceu, e ainda bem. Mas isso não significa que o embate tenha sido urbano e civilizado a cem por cento, porque houve acusações de hipocrisia, de mentira e de inverdades, enfim, um espetáculo pouco dignificante. É um risco que decorre da natureza de um frente a frente entre dois representantes de dois pólos extremados - e mais ainda quando um deles é Ventura. Neste contexto, Mariana Mortágua manteve-se fria e saiu vitoriosa por ter conseguido explicar por A+B (no caso dela, por 1+1, que os números e as estatísticas são o seu forte) os seus argumentos, expondo as fragilidades do método-Ventura. Foi assim na Imigração, onde fez valer a contabilidade da Segurança Social e as necessidades dos patrões na mão de obra estrangeira para contrapor as regras que Ventura gostaria de instituir nas ‘fronteiras’ portuguesas. Mas onde realmente Mortágua marcou pontos relativamente a Ventura (e o deixou visivelmente incomodado) foi no momento em que traçou uma linha entre a direita democrática da AD e a direita populista do Chega. “Estou mais perto de influenciar o Governo do que o Chega. Sabe porquê? Porque ninguém se quer sentar ao seu lado”. João Vieira Pereira Mariana Mortágua – 4 André Ventura – 4 Um debate de campos totalmente opostos em que cada um dos líderes partidários tinha pouca expectativa de conquistar eleitores um ao outro. Só isto era suficiente para ser pouco interessante. Contudo os dois conseguiram fazer pior e passaram metade do tempo a tentar denegrir a imagem um do outro sem conseguirem defender com êxito as suas propostas. Mariana Mortágua, que normalmente tem a capacidade de manter a calma e ser incisiva nos debates, só o conseguiu fazer no final da discussão equilibrando uma conversa que pendeu a maior parte do tempo para o líder do Chega pela forma como conseguiu desmontar algumas das acusações da líder do Bloco. Luís Aguiar-Conraria Mariana Mortágua – 9 André Ventura – 2 Antes de ter acabado o primeiro minuto e meio, Adelino faria já tinha interrompido Mariana Mortágua três vezes. Ainda por cima quando ela estava a responder diretamente à pergunta inicial. Zero valores para o jornalista, o pior de todos os moderadores desta maratona. Não concordo com as propostas de Mariana Mortágua para a habitação, mas a discussão sobre o assunto acabou por se centrar na questão dos vistos Gold, onde ela tem toda a razão e mostrou tê-la. Esteve ótima a mostrar a hipocrisia de Ventura na questão do combate à corrupção. Também na imigração, foi muito afirmativa e disse o que tinha a ser dito sobre a forma como os imigrantes nos são necessários e como os devemos receber. Ventura viu cada um dos seus típicos ataques ser rechaçado com violência. Finalmente alguém falou das ligações de um deputado do Chega ao MDLP em prime-time. Ventura viu também exposta de forma quase cruel a promiscuidade entre o Chega e alguns lóbis económicos. Não gosto desta linguagem, mas dada a forma como decorreu o debate, que foi mais um combate, é caso para dizer que Mortágua limpou o chão com Ventura. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de Burkina2008, há 5 horas: O Chega tem crescido porque vai tocar nos medos mais basicos da populacao. E nem 'e um tema de instrucao ou geracao, ja que as novas geracoes bastante mais instruidas tendem em votar mais nesse partido do que as dos avozinhos como eu ou o decartes. https://setentaequatro.pt/entrevista/miguel-carvalho-parte-do-eleitorado-do-chega-e-resgatavel-para-o-lado-bom-da-democracia "Quando André Ventura diz que "leva pancada", eu não sei ao que se refere, mas há gente na nossa área que opina sobre o Chega tendo por base preconceitos que não deveria ter. Eu não confundo André Ventura e o seu núcleo duro com a base eleitoral do Chega. E até creio que isto é uma posição minoritária entre os jornalistas." " Os partidos tradicionais oferecem uma ideologia consensual em que alguém se consegue facilmente encaixar. Mesmo achando que o seu partido deveria estar, aqui ou ali, mais à esquerda, mais à direita, mais ao centro, ou que este líder não serve, ou que no passado se deveria ter feito diferente, há uma base ideológica indiscutível. O Chega não tem isso. " " Se Ventura definir dez causas do Chega, o militante tradicional ou eleitor do Chega escolhe umas quantas como se estivesse a ler o cardápio de um restaurante: "estas três interessam-me, é isto que quero". Pode não concordar com a castração química ou com a perseguição aos ciganos, mas acha bem o combate à corrupção. Fica com três e as outras sete descarta. " "...Por isso é que reproduzimos chavões. Mas se o fizermos, percebemos que o que as levou ali foi, primeiro, o desencanto com o Estado. O Estado foi abandonando essas pessoas. Foi o que ouvi em muitos concelhos do Alentejo, onde o Chega tem expressão eleitoral: "o Estado não está aqui para nós". Primeiro fechou o centro de saúde, depois o posto dos correios..." " E quem é que está mais à mão para levar uma carga de porrada por causa dessa frustração e desse ressentimento? Aqueles que estão abaixo de nós, como as comunidades ciganas, os imigrantes. Ninguém tem à mão um Passos Coelho, um António Costa, um Ricardo Salgado para o esmurrar, mas o cigano ou o trabalhador imigrante está logo ali. Não deveria ser assim." "Fala-se muito da adesão dos jovens ao Chega. Sem querer caricaturar, que retrato se faz dos jovens de um concelho como Moura? A maioria vive em casa dos pais, não consegue arranjar trabalho, recebe dos pais ou dos avós uma mesada para gastar no ginásio ou numas cervejas, e o seu destino profissional é ir para a polícia ou para os bombeiros. É isto que o interior tem para dar aos jovens. O Estado fugiu, empregos nem vê-los. A discussão política é a narrativa partidária, nem sequer é verdadeiramente política. E, depois, temos um partido que oferece uma narrativa simples, a maior parte das vezes mentirosa, sobre aquilo que essas pessoas estão a viver. A que é que se vão agarrar?" para aprofundar um pouco o teu pensamento Compartilhar este post Link para o post
KAralinda Publicado 14 Fevereiro 2024 Boa Hospital de São João.... A minha mãe entra em urgência á 1 da manhã... É internada em cuidados intensivos ás 3 da manhã.... Mas avisar os acompanhantes do facto, tá quieto... Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 14 Fevereiro 2024 Citação de KAralinda, há 2 minutos: Boa Hospital de São João.... A minha mãe entra em urgência á 1 da manhã... É internada em cuidados intensivos ás 3 da manhã.... Mas avisar os acompanhantes do facto, tá quieto... Tens a aplicação do Hospital (My São João), não recebeste a atualização lá? Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 14 Fevereiro 2024 Ando a ser acompanhado no São João e têm sido impecáveis. Compartilhar este post Link para o post