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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Lebohang, há 1 hora:

mw-640

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Daniel Oliveira

Pedro Nuno Santos – 8
Mariana Mortágua – 7

Como será o debate entre a AD e a IL, adiado para domingo, este era entre o partido grande e o seu parceiro certo, mais pequeno. Mariana Mortágua precisava de mostrar as diferenças em relação ao PS, para provar a diferença que pode fazer, mesmo com um dos principais obreiros da geringonça. Tinha a seu favor a boa experiência da geringonça (do ponto de vista dos eleitores de esquerda) e a má experiência da maioria absoluta. Deste ponto de vista, Pedro Nuno Santos é uma vantagem, porque torna essa aliança provável, uma desvantagem, porque entra no seu eleitorado. Ela não podia ter um grau de agressividade que fizesse os eleitores concluir que o entendimento será difícil, se for necessário. Conseguiu fazê-lo moderadamente na saúde. Na realidade, conseguiu fazê-lo durante toda a primeira parte do debate, em que dominou, sem grande reação do líder do PS.

Pedro Nuno Santos precisava de se descolar do Bloco, para apelar ao voto mais ao centro, sem repetir a violência de António Costa e passar a ideia de que perdeu a capacidade de fazer pontes, uma das qualidades que lhe foi reconhecida. Não o conseguiu fazer na primeira parte do debate, apesar de ter sido, no que é substantivo, mais eficaz do que Mariana Mortágua a falar sobre o SNS (o que não deixa de ser extraordinário, quando comparamos com a sua prestação contra Ventura, que nada tinha realmente a dizer sobre o tema). Evitou, no entanto, todas as linhas vermelhas, o que não me parece fazer sentido. Só que isso mudou.

A meio do debate, Pedro Nuno Santos cumpriu plenamente, fazendo o que ainda não tinha sido eficaz a fazer nesta maratona: criticar as propostas do oponente e apresentar com eficácia as suas. E fez isso onde eu julgava que o Bloco ia brilhar – na habitação. Mariana Mortágua, que nunca costuma cometer estes erros, deixou-se ficar no tema da CGD (há muitos outros na habitação), dando espaço para Pedro Nuno Santos vestir o fato da moderação, apresentar programa e mostrar domínio do tema. Foi aí que ele teve a frase mais eficaz: “o Bloco acerta no diagnóstico, mas falha nas soluções”. Voltou a vestir o mesmo fato na política de Defesa, onde conseguiu usar o investimento militar para se distanciar do BE em relação à NATO e ainda integrar o tema na sua política industrial, que é o centro do seu programa.

O senão é que Pedro Nuno Santos precisava de fazer com o BE o que fez com o Livre: dizer que só se ele vencer é que haverá governo de esquerda. Dramatizar, com a ajuda das novas sondagens, para apelar ao voto útil. Foi onde falhou.

Na justiça, Pedro Nuno Santos falhou o primeiro tiro, no debate com Ventura. Acertou o segundo, na manhã de hoje. E manteve o discurso, ficando a meio caminho, com a exigência da clarificação da subordinação hierárquica, mas sem abrir uma guerra entre o PS e o MP, em plena campanha, que é tudo o que não precisa. Nota mais relevante: em todos os debates, Pedro Nuno Santos cresce a meio. Neste foi mais evidente, e a sua segunda parte foi o seu melhor momento nos vários debates. Sem ser em confronto, foi o Pedro Nuno Santos de que nos lembramos.

Adelino Faria continua a não perceber a diferença entre um debate e uma entrevista dupla.

Ricardo Costa

Pedro Nuno Santos – 7
Mariana Mortágua – 5

Pedro Nuno Santos continua a não parecer um político generalista de primeira linha, com capacidade de falar com segurança de uma grande variedade de temas. Ainda assim, tem claramente melhorado as suas prestações nesta fase final dos debates e hoje, de forma um pouco contra-intuitiva, conseguiu virar alguns dos temas mais caros ao Bloco a favor do Partido Socialista.

Mariana Mortágua esteve segura porque está sempre segura, mas ao invés de conseguir puxar Pedro Nuno Santos para um casamento com o Bloco acabou a moderar o líder do PS aos olhos dos espectadores. Quem queria assinalar vestígios de radicalismo em Pedro Nuno Santos, hoje teve uma tarefa difícil. Em temas como a CGD, a habitação, a saúde ou as empresas que o Estado deve tentar controlar, o líder socialista parecia um automobilista habituado a rolar na terceira via.

O PS pode fazer um spot a dizer “Tony Blair aprova esta mensagem”. Pedro Nuno pode agradecer a Mariana Mortágua: ela estendeu-lhe um tapete e ele foi para a faixa ao lado.

Eunice Lourenço

Pedro Nuno Santos – 7
Mariana Mortágua – 7

Foi um empate não porque Mariana Mortágua e Pedro Nuno Santos tenham estado a empatar, mas porque ambos tiveram ganhos de causa neste debate em que, de início, parecia que não iam debater muito, mas que se tornou um frente-a-frente animado e esclarecedor.

A coordenadora do Bloco conseguiu pôr o líder do PS a admitir um acordo pós-eleitoral, mas Pedro Nuno Santos conseguiu mostrar que várias das soluções apresentadas pelo Bloco, nomeadamente na habitação e na saúde, não resolvem os problemas. “O Bloco diagnostica um problema, mas não apresenta boas soluções”, disse a dada altura, como que resumindo a sua opinião sobre os antigos parceiros da geringonça, que gosta de recordar como uma boa e feliz solução.

A meio do debate, o líder socialista parece ter acordado para a necessidade de se mostrar como candidato a primeiro-ministro e encarnou a figura, sobretudo no que diz respeito à política internacional e de defesa e à posição do Estado nas empresas públicas. Veremos se não despe o fato e o leva para os debates que faltam.

David Dinis

Pedro Nuno Santos – 6
Mariana Mortágua – 7

Mortágua sabia exatamente ao que ia: quis empurrar o PS para o centro, lembrar os oito anos que já não carregam a mesma simpatia de outros tempos, sobretudo a maioria absoluta que não deixa boa memória. Também não quis carregar nas linhas vermelhas — ninguém à esquerda compreenderia.

Pedro Nuno não olhou para câmara durante os primeiros 15 minutos — e voltou a só acordar para o debate já ele ia a meio. Foi notório que não quis estragar uma negociação futura com o Bloco (nem o espírito de esquerda na campanha) em toda a parte económica, tentando nem riscar uma negociação com relacionalizações que claramente não concorda. Foi já melhor no final da discussão sobre o SNS, tentando desmontar Mariana Mortágua sobre as soluções do Bloco que podem não resolver. Mas aqueceu realmente quando chegou ao papel da CGD no crédito à habitação, onde marcou linhas vermelhas claras sobre o mandato dos governos numa zona monetária parilhadada.

Acabou por rebater o irrealismo do Bloco, gerindo também com pinças a relação com o Bloco (e com o eleitorado que gostou da geringonça). Mesmo assim, está claro que a mochila dos oito anos de Governo pesa em Pedro Nuno. E se isso se nota com Mariana Mortágua, é um risco para o debate com Montenegro na segunda-feira.

Bernardo Ferrão

Pedro Nuno Santos – 7
Mariana Mortágua – 5

Pedro Nuno Santos começou frágil, mas encontrou caminho seguro. Desta vez trazia a lição da Saúde bem estudada e quis mostrar-se moderado: no que toca aos privados “não há dogmas no PS”. A mesma expressão seria usada mais tarde para as empresas privatizadas onde foi também muito claro ao repetir que com ele não haverá reversões: “não podemos estar sempre a andar para trás”. Sinais claros para o eleitorado de centro.

O debate passou ainda por um possível acordo PS/BE com o socialista a assegurar que conversas só depois das eleições. E que essas negociações, a existirem, “não serão cheias de linhas vermelhas”. Ou seja, enquanto piscava o olho ao centro (veja-se a recusa das propostas do BE para os créditos da CGD) nunca tirou o pé da esquerda: “não há outra forma, o acordo terá sempre de ser escrito”.

Os confrontos com Mortágua não são fáceis como tem provado este ciclo de embates, concorde-se ou não com as ideias, é das candidatas mais bem preparadas. Pedro Nuno parece menos abrangente, há temas em que segue mais vacilante. Desta vez vinha mais preparado e até na Justiça, com o caso da Madeira ao rubro e o PS em alvoroço, percebeu que tinha de alterar o discurso. Afinal “caíram dois governos”!

Sebastião Bugalho

Pedro Nuno Santos – 9
Mariana Mortágua – 8

Quem é vivo sempre aparece. Num debate que começou como conversa – e uma conversa que quase se tornou monólogo – Pedro Nuno Santos tornou a mostrar que demora a despertar num embate televisivo.

Mariana Mortágua tomou a iniciativa até aos 20 minutos do encontro, de tal modo que a coordenadora do BE levou o secretário-geral do PS a concordar sucessivamente com as suas palavras, chegando até a terminar as suas frases e a citar o seu programa. "Eu não quero falar aqui pelo Bloco", chegou a dizer, quase constrangido. Era Mariana Mortágua quem parecia a candidata a primeiro-ministro.

Nas nacionalizações, a bloquista insiste na recuperação do controlo estratégico da REN mas também referiu – e mais do que uma vez – na reversão da privatização da Vinci, nos aeroportos.

Depois, de súbito, Pedro Nuno materializou-se enquanto líder e tomou o pulso à discussão. Na Saúde, na Habitação e na banca o socialista mostrou crenças e projeto, marcando a sua posição sem hostilizar em excesso a sua adversária.

"Para haver inquilinos têm de haver senhorios", "não está no nosso horizonte reverter privatizações", "cumpriremos os 2% da NATO" foram frases com selo de responsabilidade, ao mesmo tempo que manteve a porta aberta a uma solução de estabilidade em acordo com o Bloco.

Ganhar o debate, não derrotando Mortágua – era o objectivo.

Conseguiu.

Paula Santos

Pedro Nuno Santos – 7
Mariana Mortágua – 7

Não há apelo ao voto útil que possa pôr em causa uma bela sintonia. Se Mariana quer já a garantia de um compromisso sério para uma solução de Governo, Pedro Nuno prefere não lhe fazer de imediato a vontade, mas vai deixando a piscadela de olho. Mais do que um debate, estivemos perante uma conversa, duas entrevistas de sintonia evidente a prometer muito e sobretudo a não arriscar acordos futuros. O líder do PS chega a falar pelo Bloco, quando refere que o partido de Mortágua não define linhas vermelhas nas conversas com o PS. Estão ambos de acordo em relação às questões da Justiça e até partilham criticas sobre a forma como foram feitas algumas privatizações, mas foi aí a partir daí que Pedro Nuno Santos marcou alguma distância. O PS olha para a frente sem apontar para um regresso ao passado em matéria de privatizações, esteve mais assertivo nos temas da Saúde e não hesitou em separar as águas entre o que o Estado deve e pode fazer em relação sobre as decisões da CGD e em matéria de Defesa e no cumprimento dos compromissos da NATO. Marcou pontos mas não os suficientes para assegurar o chamado "voto útil" que nunca procurou verdadeiramente e isso deixou terreno livre para o BE que Mariana Mortágua não desperdiçou.

Pedro Cordeiro

Pedro Nuno Santos – 7
Mariana Mortágua – 7

Em noite sem grandes choques, Mariana Mortágua e Pedro Nuno Santos ensaiaram o acordo que farão, lá para março, se a aritmética parlamentar lho permitir. Houve alguma expressão de diferença, mas só a que vai de uma inexistente coligação pré-eleitoral, para pegar nas palavras do socialista, a um pacto posterior que nem seria novo: se era ele quem oleava a ‘geringonça’!

O secretário-geral atreveu-se mais na justiça do que em ocasiões anteriores e foi ganhando gás ao longo da meia hora, tendo sido particularmente assertivo ao falar de saúde. A coordenadora bloquista não ficou atrás. Verberou a maioria absoluta como se não tivesse sustentado anos de governos do PS e Pedro Nuno não teve a presença de espírito de lhe recordar isso mesmo.

O embate de baixa intensidade repetiu-se na habitação. O secretário-geral do PS desmontou soluções do Bloco, à luz do direito europeu, e apresentou as suas. Numa efémera passagem pela Defesa e as ameaças do mundo, nova diferença, mormente na NATO. Tudo somado, um empate de frenemies, mais do que de rivais, com indisfarçável desejo de convergência.

Martim Silva

Pedro Nuno Santos – 6
Mariana Mortágua – 6

De acordo com o dicionário Priberam, debate significa “disputa, contenda”. Ora, esta noite, na RTP, os líderes do PS e do Bloco de Esquerda estiveram de facto frente a frente mas não foi para um debate. O formato foi mais o de uma conversa. Amena, suave, serena e quase sempre em concordância um com o outro, com poucas excepções (foi aliás o moderador quem mais procurou divisões entre ambos).

Este não foi um frente a frente entre dois líderes que se podem entender depois das eleições. Foi um frente a frente entre dois líderes que já se entenderam e a quem agora só falta mesmo assinar o papel.

A conversa começou com o tema entendimentos: Mariana até ia falando no plural, como se falasse pelos dois.

Seguiu para a Justiça: Pedro Nuno Santos chegou a virar-se para Mortágua e dizer “concordo em absoluto”.

Depois, falou-se de Saúde e SNS: “BE e PS defendem o SNS”, garantiu o secretário-geral do PS, acrescentando mais adiante “como a Mariana já disse”.

A seguir, Habitação: o mais que chegou a divisão foi quando Pedro Nuno, olhando para as propostas do BE, afirmou “nós temos posições mais equilibradas”.

Finalmente, a Defesa: Pedro Nuno Santos defendeu mais gastos de forma a chegar-se aos 2 por cento para o orçamento do sector, “cumprindo os compromissos com a NATO”. Mariana não disse que não.

Henrique Raposo

Pedro Nuno Santos — 7
Mariana Mortágua — 3

A líder do BE é populista; tem propostas idênticas às do Chega na irracionalidade e na mera impossibilidade prática, mas, como tem uma calma sofisticada, Mortágua lá vai passando entre os intervalos da chuva mediática. Mas gostava que fizessem este exercício: coloquem algumas frases lançadas pela voz calma e cortante de Mortágua na voz esganiçada e taberneira do Ventura, e vão encontrar a mesma substância populista. Ou seja, mentir é mentir, faltar à verdade é faltar à verdade, e propor políticas impossíveis no quadro de uma democracia da UE é isso mesmo: propor o impossível; e propor o impossível é irresponsável.

Apesar de um aparente cansaço (que não se percebe muito bem), Pedro Nuno Santos vence o debate quando esmaga Mortágua em dois pontos chave: CGD e habitação. As medidas propostas por Mortágua são impossíveis, são impraticáveis. Nem sequer vale a pena pensarmos se seriam positivas (não seriam): são impossíveis, ponto.

O líder do PS disse ainda sobre o BE aquilo que costumamos ouvir sobre o populismo de direita, a saber: identifica os problemas, faz as perguntas certas, mas dá respostas erradas, perigosas, ou impossíveis. O populismo de esquerda é igual. E aqui deixo uma pergunta. Na questão das rendas altas em Lisboa, qual é o factor mais determinante? A entrada de estrangeiros, que dão vida a uma cidade outrora morta, ou as milhares de rendas ainda congeladas que beneficiam muitos portugueses, que, por serem de uma dada geração, tiveram e têm direito a esse privilégio? Também é por isto que as esquerdas estão a perder tantos jovens para as direitas.

Para terminar, um ponto determinante: o raciocínio de Mortágua assenta numa falsidade. Os problemas do país não começaram com a “maioria absoluta”; é um absurdo pensar isso. Os problemas que se acumularam no país, da saúde à habitação, começaram em 2015, não em 2022. A política do PS, de austeridade através das cativações, começou em 2015 e foi sempre validada pelo BE.

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mw-640

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David Dinis

Rui Tavares — 5
André Ventura — 0

Mais moderado, diziam de Ventura. Diz o líder do Chega que não sabia nada da foto que Tavares acusou o Chega de espalhar nas redes sociais. Era uma foto dos seus filhos numa escola internacional. Privada, sim, mas repito: dos filhos dele. Ventura diz que não sabia, mas cavalgou a dita foto como se fosse autor dela.

Acusou Tavares de hipocrisia, mas não tinha acabado: o mesmo Ventura acusou o adversário de querer “terroristas e todos os criminosos soltos nas ruas”. Inventou que Costa pediu “dinheiro da UE para a ‘ideologia de género’ – para não dizer que Costa o pediu, sim, mas para a habitação, porque lhe ficava mal dizer que não queria dinheiro europeu para casas. Usou teorias da conspiração sobre George Soros, que tem laivos de anti-semitismo na europa populista. E acabou a citar o Papa (que tanto critica por defender ”as esquerdas”) e a defender Bolsonaro, gabando-se que o ex-Presidente (acusado agora de promover um golpe de Estado no Brasil) não esteve na prisão.

Que me desculpem os amantes da tática do debate televisivo, mas Ventura – que acusa a esquerda de ser hipócrita – deixou cair a capa frágil de moderação e mostrou-se moralmente abaixo de zero. E não há erro tático que se sobreponha à miséria moral.

Vítor Matos

Rui Tavares — 3
André Ventura — 3

O pior debate do campeonato. Rui Tavares entrou péssimo, com o seu caso pessoal. Tenha ou não

razão, entregou-se, expôs-se, obteve o resultado contrário ao pretendido. E deu a André Ventura a possibilidade de cavalgar a ideia da hipocrisia de ter os filhos numa escola privada, embora tenha explicado que era por a mulher ser diplomata.

André Ventura atacou Tavares de forma ignóbil e mentiu de maneira explícita em vários temas, como quando negou o apoio dos seus aliados europeus a Putin. E nem aí o líder do Livre não conseguiu contrariar o fundador do Chega. Pior ainda, quando Ventura invocou George Soros, o que não diz nada aos portugueses mas tem uma base de antisseminismo que é inaceitável. Muito mau. Porque foi Ventura no seu pior. E Tavares porque não o conseguiu contrariar. Tinha as suas expectativas muito altas, porque em 2022 tinha sido o melhor debatente a desconstruir Ventura. Tinha a piada do “farsismo nunca mais”, mas não chegou…

Rita Ferreira

Rui Tavares – 2
André Ventura – 0

Foi o pior debate de todos. E quem lhe deu a primeira machadada foi, contra todas as expectativas, Rui Tavares. O mesmo que nas últimas eleições tinha conseguido desmontar todo o discurso de Ventura, esta noite decidiu entregar de bandeja o debate ao líder do Chega, ao trazer para cima da mesa um tema que escancarou a porta ao discurso populista de Ventura.

Daqui para a frente, já não houve debate possível. Acusações atrás de acusações, os inimigos de uns e os amigos de outros. O tapete foi estendido por Tavares e Ventura foi a galope para nunca mais parar. Zero pontos para quem não tem sequer respeito pelas regras dos debates.

Foram 38 minutos perdidos.

Pedro Cordeiro

Rui Tavares – 3
André Ventura – 1

O debate foi o pior dos 23 já havidos. O porta-voz do Livre arrancou mal. É justa a revolta face a ataques soezes de que foi alvo nas redes sociais, esta semana, usando fotos dos filhos, num eco de outro ataque (este verbal) feito há meses por um indivíduo do Chega. Mas esse eco não é indício tangível de que tenha sido o partido de André Ventura a divulgar a foto, embora este tenha mostrado que nem se importaria de ter sido. Sem prova, a tirada de Rui Tavares perdeu força e fê-lo descer à arena enlameada onde o chefe da extrema-direita se deleita a rebolar e lutar.

Atolado, Tavares esbracejou por decência enquanto Ventura o puxava mais para o lodo, insistindo na questão familiar. Foi em seguida antissemita (George Soros), mentiroso (ao dizer que o Livre apoia o Irão ou quer soltar todos os presos), malcriado (interrupções e apartes, não deixar o adversário proferir a intervenção final, ignorar a moderadora), inconsistente (a bater no peito pela Ucrânia sem repudiar o putinismo dos seus amigos europeus). Importa pouco para quem vota nele e perante a abébia que o oponente lhe deu? Não deixa de ser miserável.

Paulo Baldaia

Rui Tavares – 2
Andre Ventura – 2

Foi o pior de todos os debates feitos até agora. Ao trazer um caso familiar para o debate, faltou a Rui Tavares concluir a questão política que poderia estar subjacente ao caso. Falhado esse momento, o líder do Livre ficou preso a um debate em que só faltaram a Coreia do Norte e as Filipinas como armas de arremesso para uma luta na lama em que não faltam referencias a Cuba e à Venezuela ou à Hungria e a Itália. Como é que eles vão resolver os problemas de Portugal? Não deu para perceber. Ventura foi igual a si próprio: mal educado, não respeitando as regras nem a moderadora. A única nota positiva deste debate foi mesmo o esforço da jornalista Rosa de Oliveira Pinto para tirar alguma coisa decente deste frente-a-frente. Não foi possível, mas a responsabilidade foi inteiramente de Rui Tavares e André Ventura.

Henrique Raposo

Rui Tavares – 2
André Ventura – 4

Rui Tavares cometeu um erro de amador. Cometeu o erro clássico perante o adversário que se odeia: descontrolou-se emocionalmente. Odiar os nossos inimigos é uma das piores coisas que podemos fazer. Rui Tavares quis dar a entender que a revelação de uma foto da intimidade dos seus filhos tinha sido obra do Chega. E não foi. O erro foi colossal e foi aproveitado de imediato por Ventura de duas maneiras: (a) o Chega não revelou a foto e (b) podemos de facto criticar um político de esquerda a partir do momento em que ele escolhe uma escola privada para os filhos. Sim, parece hipocrisia. Só não há hipocrisia se esse político de esquerda defender por exemplo os colégios com contrato de associação (como aqueles que existiam e foram destruídos pela geringonça) enquanto uma das ferramentas do arsenal do ministério.

Tavares nunca mais se ergueu. Aliás, voltou a cometer outro erro ao lançar o debate na frente internacional Orban/Bolsonaro em vez de apontar os erros e fragilidades concretas das políticas de Ventura para o aqui e agora do país. Esse debate internacional permite alarvidades vagas que escondem a fragilidade governativa de Ventura.

Ventura não tem nota positiva porque é evidente que não sabe o que é a UE. Tem ou quer vender uma visão absolutamente infantil da política europeia. Fez lembrar o Pedro Nuno Santos do tempo da Merkel; nessa época, PN Santos dizia coisas no estilo “eles, lá na Europa, até tremem se eu mandasse”. Ventura foi igual nesta noite.

PS: e Rui Tavares até começou bem, ainda antes de falar: fez um gesto de gozo perante a primeira infantilidade de Ventura; era esse o caminho, não o da indignação.

Pedro Candeias

Rui Tavares – 3
André Ventura – 4

Havia aqui um contexto: no último frente a frente entre ambos, Rui Tavares tinha limpado metaforicamente o chão com André Ventura, expondo as fragilidades, os exageros, as incoerências e as impossibilidades do discurso do líder do Chega.

Portanto, esperava-se mais de Rui Tavares, um intelectual e um debatente sólido, do que de André Ventura, um político populista com alguma aversão às regras e - diga-se - à verdade. Além do mais, o porta-voz do Livre vinha embalado de uma sequência positiva de debates onde todas as suas características tinham sido exponenciadas diante de adversários leais.

O problema desta noite é que Rui Tavares decidiu dar uma guinada inesperada e frenética na primeira pergunta que lhe foi colocada - e que era sobre a Justiça - e trouxe um caso pessoal para cima da mesa: alguém do partido do Chega, segundo Tavares, terá aproveitado uma fotografia dele com os seus filhos numa escola internacional para fazer “política suja”, colocando “em risco” a família.

O historiador tirou a armadilha do saco, abriu-a no terreno de jogo, meteu lá o próprio pé - e ficou entalado. Ventura virou rapidamente o tabuleiro e usou o argumento fácil e demagogo do homem-de-esquerda-que-tem-os-filhos-no-colégio, e não mais largou o registo até final.

O debate transformou-se então numa arena de redes sociais, tu és isto e tu és aquilo, e nesse campo é impossível ir à luta contra André Ventura, sobretudo quando este liga o botão do comentador-CMTV, com os seus papéis, os seus recortes, as suas insinuações e teorias de conspiração (George Soros, claro), quando atropela constantemente o adversário e faz “zero” para a câmara de televisão. “O Rui Tavares quer a bandidagem, os violadores e os homicidas todos na rua” é, infelizmente, vintage André Ventura e passou em prime time numa televisão por cabo.

Entorpecido e amassado, Rui Tavares, que terá percebido o disparate tático e tentou desenvencilhar-se do episódio da escola, quis depois contrapor com a verdade (os apoios de Putin a LePen e Salvini, a família política de Ventura, por exemplo) e com medidas (para a habitação), mas já era tarde. André Ventura estava indomável, enchendo o estúdio com trejeitos e interjeições de mesa de café, especialmente satisfeito por estar a condicionar os 30 e poucos minutos que durou o embate em que não se reteve uma ideia - uma só - para o país.

Não foi bonito para ninguém, mas isso importará mais a um do que a outro.

Sebastião Bugalho

André Ventura – 4
Rui Tavares­ – 3

Rui Tavares cometeu um erro: meteu-se na boca do lobo. Ensaiou uma tentativa de colagem de André Ventura à lamentável campanha que a sua família sofreu, expondo o local de ensino do seu filho. Ao fazê-lo sem provas (“alguém entrou na escola”, “pôs em risco a segurança de crianças”), permitiu a Ventura acusá-lo disso mesmo a confrontar o porta-voz do Livre com a pretensa incongruência de ter o seu educando num estabelecimento de educação privado.

Daí em diante, Ventura não largou mais o osso e só por volta dos 20 minutos é que o deputado-único da esquerda verde conseguiu respirar, com a agenda internacional. A associação de Ventura à corrupção no governo húngaro feriu o líder do Chega, que precisou de se socorrer nas teses conspiracionistas contra George Soros para ripostar. O entusiasmo chegou mesmo a baralhá-lo entre as folhas que trazia, confundindo a Itália com a Hungria.

Na Justiça, na Habitação e nas pensões, no entanto, o líder do Chega tocou no seu eleitorado-base enquanto Tavares não fez, de todo, o debate que se esperava dele. Depois do brilho de 2022, o homem do Livre saiu dos estúdios da SIC sem razões para sorrir.

 

Então mas pq é que o segundo debate tem menos gente a dar nota? Recusam-se a avaliar?

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Citação de Ticampos, há 1 minuto:

Então mas pq é que o segundo debate tem menos gente a dar nota? Recusam-se a avaliar?

Como assim? Isso sempre foi assim. Os debates que tem Montenegro ou o PNS tem mais gente a avaliar. 

  • Concordo! 1

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Citação de depina, há 16 minutos:

Twtitter.

E na cnn tens outro da mesma fornada.

não costumo ver a tvi24, por isso não sei quem é.

Citação de Ticampos, há 9 minutos:

Então mas pq é que o segundo debate tem menos gente a dar nota? Recusam-se a avaliar?

menos pessoas a ver o debate?

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Citação de Puto Perdiz, há 57 minutos:

por acaso ando intrigado onde vão buscar esses comentadores "jovens". O Bugalho e o outro Zé do Jonet não dão uma para a caixa.

O Jonet é dos poucos gajos que gosto de ouvir, comecei a seguir a página do gajo no Insta na altura que ele foi a SIC Notícias mostrar as sondagens do Ticampos, e na maior parte do tempo concordo com as opiniões dele. Ele também tem um podcast interessante (Dia de Reflexão) com uma gaja do Bloco de Esquerda e um gajo meio grunho

Talvez as maiores cenas que discordo do gajo é ele estar um pouco complacente em relação ao perigo do Chega, e a posição super-liberal em relação à imigração em que nem sequer devia haver fronteiras e tal.. também sou a favor da imigração e de ter empatia com as pessoas que chegam cá, mas acho um pedaço demasiado lírico e utópico, existem alguns problemas reais causados pela imigração que tem de ser geridos

O Bugalho já não gosto nada, acho um sonso conservador social, a gerir uma narrativa que desculpabiliza a extrema direita

  • Concordo! 2

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Só se justificam as notas de 4 e 5 valores ao Ventura se a escala for Venturiana, em que 0 é a pior versão do Ventura (argh) e 10 um Ventura bem disposto no rescaldo de um 5-0 ao FC Porto e amnésico em relação à existência de países comunistas.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

por acaso ando intrigado onde vão buscar esses comentadores "jovens". O Bugalho e o outro Zé do Jonet não dão uma para a caixa.

o Jonet nao é mau, o Bugalho é asqueroso.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

por acaso ando intrigado onde vão buscar esses comentadores "jovens". O Bugalho e o outro Zé do Jonet não dão uma para a caixa.

Esse Jonet acho que anda no Canal Q num programa random que substituiu o Sem Moderação e que acabou por ser a rampa de lançamento dele para a SIC N. 

Mas curioso que num país dito "socialista" os dois comentadores ex-politicos com espaço próprio de comentário em sinal aberto sejam Marques Mendes e Paulo Portas e os únicos jovens a aparecer na análise partidária sejam da La Masia de direita, uma Maria Escaja ou uma Leonor Rosas o melhor que conseguem de espaço mediático é no Twitter. 

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

por acaso ando intrigado onde vão buscar esses comentadores "jovens". O Bugalho e o outro Zé do Jonet não dão uma para a caixa.

Aos partidos. 

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É essa Maria Escaja que faz o podcast com o Jonet

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Citação de Lebohang, há 6 minutos:

Esse Jonet acho que anda no Canal Q num programa random que substituiu o Sem Moderação e que acabou por ser a rampa de lançamento dele para a SIC N. 

Mas curioso que num país dito "socialista" os dois comentadores ex-politicos com espaço próprio de comentário em sinal aberto sejam Marques Mendes e Paulo Portas e os únicos jovens a aparecer na análise partidária sejam da La Masia de direita, uma Maria Escaja ou uma Leonor Rosas o melhor que conseguem de espaço mediático é no Twitter. 

Vais logo pegar em 2 tontinhas como exemplo.

O Jonet, pelo menos, sabe argumentar 

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Citação de Lebohang, há 57 minutos:

Leonor Rosas o melhor que conseguem de espaço mediático é no Twitter. 

A Rosas já comenta na tvi24. A cena da Rosas é que agora está a estudar no estrangeiro e não consegue estar cá tanto tempo, mas se for para deputada deve começar a passar cá mais tempo

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A maior parte dessa malta ganhou visibilidade no twitter (e no instagram também). Presumo que seja uma estratégia para que as televisões comecem a atrair espetadores mais novos, que quase já não veem televisão. 

Pah, independentemente das opiniões que dão, prefiro ter essa malta nova do que o típico economista/advogado, branco, rico, com mais de 50 anos. 

Editado por Jpa

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Citação de Jpa, Agora:

A maior parte dessa malta ganhou visibilidade no twitter (e no instagram também). Presumo que seja uma estratégia para que as televisões comecem a atrair espetadores mais novos, que quase já não veem televisão. 

Pah, independentemente das opiniões que dão, prefiro ter essa malta nova do que o típico economista/advogado, branco, rico, com mais de 50 anos. 

Agora tens os filhos deles. 😏

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O Governo da Madeira vai manter-se em funções de gestão até o Marcelo decidir que é oportuno falar. O representante da república recusou dar hipótese ao psd de nomear novo presidente.

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Citação de smashing_pumpkin , há 7 minutos:

O Governo da Madeira vai manter-se em funções de gestão até o Marcelo decidir que é oportuno falar. O representante da república recusou dar hipótese ao psd de nomear novo presidente.

vai fazer o mesmo que fez no continente. Governo em funções e marcação de novas eleições.

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Os dois debates de ontem não podiam ter sido mais diferentes. Nos antípodas um do outro. O único ponto em comum foi que ambos foram equilibrados entre os dois protagonistas. Só que um foi excelente (PS/BE) e o outro foi péssimo (CH/L).

O primeiro, vencido pelo Pedro Nuno Santos, entrou para o 2º lugar dos 23 já realizados, só ultrapassado, por muito pouco, pelo debate entre Montenegro e Mortágua.

Há conclusões a retirar pelo facto dos melhores debates até agora terem sido aqueles entre os 2 principais candidatos e a líder do Bloco. A primeira é que a Mariana tem imensa qualidade neste formato, está sempre segura e bem preparada. A outra é que os candidatos a primeiro ministro não a subestimam e apresentam a sua melhor versão. Ficamos todos a ganhar.

O outro foi, como muito bem caracterizou Sebastião Bugalho, um shit-show. O pior de sempre. Uma miséria a todos os níveis. De fazer inveja a muita taberna deste país. As duas prestações foram as piores de todas as 46 classificações até agora atribuídas. As únicas duas com média abaixo de 3. Foi ganho por Rui Tavares porque, apesar de tudo, como disse Ana Sá Lopes, ele disse verdades enquanto que o seu opositor só disse mentiras.

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Individualmente houve profundas mexidas. A beneficiar Pedro Nuno Santos que subiu de 6º para 3º numa assentada, ultrapassando Rui Tavares, Inês Sousa Real e Rui Rocha. Em sentido contrário Rui Tavares que desceu de 3º para 6º.

Fica a compensação do líder do Livre continuar a contar por vitórias todos os debates que realizou. Mas este era com aquele adversário que tinha perdido todos os jogos. E o Rui Tavares só conseguiu vencer num jogo muito mau, cheio de picardias, mal jogado, sem remates à baliza ou oportunidades claras, com um autogolo do adversário.

André Ventura terminou aqui a série de 7 debates. Perdeu todos. Fica com uma classificação média abaixo de 4. Inscreve a sua marca nos 3 piores debates realizados até agora. Não convenceu os comentadores do Expresso. Resta saber se convenceu eleitores.

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Citação de noikeee, há 5 horas:

O Jonet é dos poucos gajos que gosto de ouvir

o Jonet é uma cópia do Pedro Marques Lopes, ouvires a opinião de um ou do outro é quase igual.

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Citação de Descartes, há 1 hora:

Os dois debates de ontem não podiam ter sido mais diferentes. Nos antípodas um do outro. O único ponto em comum foi que ambos foram equilibrados entre os dois protagonistas. Só que um foi excelente (PS/BE) e o outro foi péssimo (CH/L).

O primeiro, vencido pelo Pedro Nuno Santos, entrou para o 2º lugar dos 23 já realizados, só ultrapassado, por muito pouco, pelo debate entre Montenegro e Mortágua.

Há conclusões a retirar pelo facto dos melhores debates até agora terem sido aqueles entre os 2 principais candidatos e a líder do Bloco. A primeira é que a Mariana tem imensa qualidade neste formato, está sempre segura e bem preparada. A outra é que os candidatos a primeiro ministro não a subestimam e apresentam a sua melhor versão. Ficamos todos a ganhar.

O outro foi, como muito bem caracterizou Sebastião Bugalho, um shit-show. O pior de sempre. Uma miséria a todos os níveis. De fazer inveja a muita taberna deste país. As duas prestações foram as piores de todas as 46 classificações até agora atribuídas. As únicas duas com média abaixo de 3. Foi ganho por Rui Tavares porque, apesar de tudo, como disse Ana Sá Lopes, ele disse verdades enquanto que o seu opositor só disse mentiras.

image.png.2ba78004cebfdd569ae64ec67311355f.png

 

Individualmente houve profundas mexidas. A beneficiar Pedro Nuno Santos que subiu de 6º para 3º numa assentada, ultrapassando Rui Tavares, Inês Sousa Real e Rui Rocha. Em sentido contrário Rui Tavares que desceu de 3º para 6º.

Fica a compensação do líder do Livre continuar a contar por vitórias todos os debates que realizou. Mas este era com aquele adversário que tinha perdido todos os jogos. E o Rui Tavares só conseguiu vencer num jogo muito mau, cheio de picardias, mal jogado, sem remates à baliza ou oportunidades claras, com um autogolo do adversário.

André Ventura terminou aqui a série de 7 debates. Perdeu todos. Fica com uma classificação média abaixo de 4. Inscreve a sua marca nos 3 piores debates realizados até agora. Não convenceu os comentadores do Expresso. Resta saber se convenceu eleitores.

image.png.156dad02dc36bcf31e336db57662f28a.png

O que destaco aqui é que o Ventura não tem mais debates e o Montenegro que até tem estado bem ainda tem mais 3. Na hora H os debates pouca influência terão mas podem construir algum momentum repentino que desaparece passado alguns dias.

Editado por Ticampos

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Citação de Puto Perdiz, há 49 minutos:

o Jonet é uma cópia do Pedro Marques Lopes, ouvires a opinião de um ou do outro é quase igual.

O Jonet sofre muito menos que o Pedro Marques Lopes. Quando o careca começa a falar fininho e baixinho, começo a pensar se vai chorar

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Rui Tavares apesar de não ter um modelo de jogo exuberante, consegue permanecer invicto no campo dos debates televisivos. É o cholismo adaptado à politica. Será que trará retorno nas urnas?

Já Mariana Mortágua, apesar das derrotas, apresenta-se com uma exuberância digna do Barcelona de 2011. As derrotas foram para a taça, objetivos secundários, não importa. Nos grandes palcos esmagou sempre os adversários. 

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