Visitante Publicado 11 Dezembro 2018 (editado) O Lidl sempre foi aquele que pagou melhor no retalho. Pena que a generalidade das pessoas não perceba que a melhor forma de combater a precariedade não passa por pedir mais leis ou penalizar os ricos, mas sim premiar quem toma a iniciativa de oferecer melhores condições aos trabalhadores (fazendo compras lá, claro está). Citação de tutu, há 26 minutos: Definição de Wc - Espaço para fazer as necessidades normalmente composto por bidé, sanita, lavatorio e possivelmente local para dar banho. Tenho um wc so com lavatorio e urinol - Não tem bidé????Não tem local para banho??? Não tem sanita?? NÃO É UM WC!!!! Burros do crl Que analogia de caca e, desculpa a sinceridade, idiota. O termo WC surgiu como distinção entre as casas de banho com chuveiro (bathrooms) e as casas de banho sem chuveiro (wc's, ou melhor, water closets). Mas é um erro inocente, e compreendo o ímpeto de tentares parecer mais inteligente do que aquilo que és. Editado 11 Dezembro 2018 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de ElliotReid13, há 5 minutos: O fascismo, na sua génese, não tem nada a ver com antissemitismo, esse foi introduzido pela doutrina nazi. As pessoas tendem a esquecer-se disto mas foi o Mussolini que apareceu e ascendeu ao poder primeiro, só depois é que apareceu o Hitler. Muitas das coisas que o nazismo fez nos primeiros tempos (as manifestações violentas, as perseguições contra os rivais, a identificação de um inimigo externo como culpado das más condições de vida, o expansionismo) foi tudo tirado do fascismo italiano. A invasão da Etiópia até foi primeiro que a anexação da Áustria, por exemplo. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Lebohang, há 1 minuto: As pessoas tendem a esquecer-se disto mas foi o Mussolini que apareceu e ascendeu ao poder primeiro, só depois é que apareceu o Hitler. Muitas das coisas que o nazismo fez nos primeiros tempos (as manifestações violentas, as perseguições contra os rivais, a identificação de um inimigo externo como culpado das más condições de vida, o expansionismo) foi tudo tirado do fascismo italiano. A invasão da Etiópia até foi primeiro que a anexação da Áustria, por exemplo. Isso mesmo. O Hitler era um fã confesso do Mussolini quando este apareceu, e depois apanhou a desilusão da vida dele quando viu que o italiano era só garganta e que se queria "reformar" da vida pública depois de ser capturado e libertado da prisão para "liderar" a República de Saló. O Salazar também tinha uma admiração pelo Mussolini, bem como o próprio Churchill que via no Mussolini um potencial aliado para travar o progresso do comunismo na Europa. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Ticampos, há 2 horas: O Salazarismo é um regime Nacionalista de Inspiração Fascista, para mim seria a definição mais correta. Se colocarmos tudo no mesmo saco o que é direita e o que é esquerda, daqui a nada chama-se comunistas aos socialistas e fascistas aos neoliberais (Já ouvi ambos os casos). então devias começar por pegar em coisas que são exclusivas de regimes fascistas em vez de coisas que são transversais a regimes totalitários. Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 11 Dezembro 2018 O Japão encaixa-se onde nesta conversa? Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de IlidioMA, há 2 horas: "Nós não somos fascistas. Somos só um grupo de jovens que gosta de marchar" Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 11 Dezembro 2018 fascismo é capitalismo em decadência. É a reação da pequena-burguesia às contrações do modelo de produção capitalista. surge numa itália ferida pela grande guerra, na alemanha de rastos com problemas economicos estruturais em virtude do ditado de versailles. surge em portugal que andava na m*rda aos anos. em espanha e igual vai. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Rōnin, há 1 minuto: O Japão encaixa-se onde nesta conversa? O Japão era um regime imperialista/expansionista que entrou no Eixo com vista a uma aliança contra a URSS. Creio que não partilhavam a maior parte das ideologias da Alemanha e Itália mas a verdade é que as atrocidades que cometeram na Ásia foram practicamente iguais àquelas que os nazis cometeram na Europa. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de ElliotReid13, há 1 hora: O fascismo, na sua génese, não tem nada a ver com antissemitismo, esse foi introduzido pela doutrina nazi. darwinismo social a bater forte Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 11 Dezembro 2018 (editado) Citação de Lebohang, há 3 horas: Há um artigo recente do Campos e Cunha sobre isso: https://observador.pt/opiniao/fascismo-e-salazarismo/ Exactamente o porquê de ter feito referencia ao Observador. Este artigo é uma desonestidade intelectual, sem fim. Citar Desde logo, e em primeiro lugar, os fascistas tomaram o poder com base num partido de massas e com ações violentas e bem organizadas. Alguns usaram eleições para chegar ao poder (para logo as desprezar), mas o poder absoluto passou pela brutalidade de um partido com grande base popular: um partido de massas. A violência passava por organizações à margem do Estado e da lei. Neste aspecto, os fascistas dos anos 20 não eram muito diferentes dos comunistas dos anos 40 ou 50. Ora, Salazar nunca teve um partido de massas, nunca conquistou o poder com ações de violência nas ruas... O poder foi-lhe proporcionado, em 1928, pelos militares do golpe de 1926. Ele usou uma definição do fascismo tendo em mente que todos os grandes fascistas do século XX - exemplos que usa mais à frente - não o fizeram dessa forma. Hitler foi eleito, Mussolini foi convidado a formar governo e Franco tomou o Poder com meia dúzia de macambuzios. Tudo o que o poder ser uma forma fascista aconteceu depois, tal como com Salazar. A criação de um partido e a repressão vieram depois. Nenhum deles "passou pela brutalidade de um partido com grande base popular" para atingir o poder. Portanto, deste ponto de vista, nem Salazar, nem Hitler, nem Mussolini, nem Franco eram fascistas. Citar A União Nacional, mais tarde criada, era um clube de amigos, caciques locais e bajuladores. Nunca um partido de massas, nem sequer um partido na acepção atual. Claro que ele depois tem que descalçar esta bota dizendo que era a brincar e não explica porque é que Salazar quis tanto tornar a União Nacional num partido, afastando até os seus idealistas que eram contra. Citar Segundo, Salazar abominava os grandes comícios, contrariamente a Mussolini que usava as massas como a fonte do poder. Salazar discursava a contragosto para mais de umas dezenas de pessoas, com base num texto escrito (em excelente português, saliente-se). E, nesses casos, fazia-o para explicar o que fazia, para onde ia o País em contraste com a balbúrdia e a violência da Primeira República. Isto é só uma mentira. Mil e uma fotografias podiam ser usadas com exemplo. De facto Salazar não tinha o poder da imagem, da retórica e do discurso e por isso era a contragosto. Mas dezenas de pessoas? Quando era quase obrigatório ir saudar o Presidente do Concelho sempre que ele aparecia a público? Mas claro que quando o fazia era só com boas intenções, claro. Citar Em quarto lugar, o fascismo era uma força revolucionária, idolatrava as máquinas e o desenvolvimento que elas traziam. Pensava o futuro das economias com base na indústria. Salazar era exatamente o contrário. Pois era. Salazar era tão contrário que quando Alfredo da Silva ia perdendo a CUF com a crise dos anos 30 foi Salazar que a salvou. Da mesma forma que a incentivou não a quis perder. Citar Em quinto lugar, os fascismos europeus eram expansionistas e queriam criar impérios. Salazar, pelo contrário, bastava-lhe conservar o império que tinha herdado da História. Também aqui a diferença é abissal e com implicações várias na sua política internacional. Não acicatar os alemães nem perder a proteção dos ingleses. Se isto não é desonestidade o que é? Que mais poderia Salazar ambicionar quando a tendência à época era descolonizar? Ele que sempre teve que lutar para não perder o controlo das colónias para outros impérios no inicio - principalmente Angola - e mais tarde para não descolonizar como fez a França, Inglaterra, Bélgica, etc. Enquanto estas grandes potências abdicavam dos seus impérios, Portugal lutava para os manter. O que desmente já um dos pontos seguintes. Citar Em sexto lugar, Salazar era religioso. Nunca saberemos quão católico seria, mas era o suficiente. O Fascismo (e o Nazismo bastante pior) era ateu e idolatrava a guerra e o “progresso”. Nada disso encontramos em Salazar. Guerra? Não encontramos nada disso em Salazar. Nada! Nem um alho! Como disse o próprio numa resposta à ONU - Portugal não está em guerra nas cof cof Provincias Ultramarinas cof cof está apenas a patrulhar os territórios. E religioso? Era? Não sabemos. Mas se calhar era um bocadinho. Vá, o suficiente para usar no meu argumento, pelo menos. Citar Por último, o fascismo era racista e o nazismo ainda mais brutalmente o foi. Salazar era um paternalista em relação a África e aos africanos. Não podemos esquecer que o primeiro americano negro a entrar na universidade de brancos nos Estados Unidos data de 1962 e tal causou o caos nalgumas zonas da América. Contrariamente, nos anos 50, já os (mais tarde) líderes dos movimentos de independência tinham estudado em Lisboa. Agostinho Neto e Amílcar Cabral são disso exemplos. Mais ainda, logo no início das leis contra os judeus na Alemanha, Salazar instruiu o seu embaixador em Berlim para avisar, de forma diplomática, mas muito clara, que nas leis portuguesas não havia distinções raciais desse tipo, pelo que a aplicação de certas leis alemãs não poderia contar com a colaboração das autoridades portuguesas. Por outras palavras, judeus não poderiam ser extraditados por esse facto, porque Portugal não saberia distingui-los de outro alemão qualquer. E assim foi durante a II Grande Guerra que se seguiu. A abertura a uma sociedade multirracial e pluricontinental era uma resposta politica à pressão para que Portugal descolonizasse os seus territórios ultramarinos. Nada tinha a ver com progresso social. Não acredito que um historiador não saiba ler isto. Não sei o que é ser "paternalista em relação a África e aos Africanos", mas calculo que seja para defender o racismo suave Português que tão bem conhecemos. Sobre isto não me alongo muito. Ainda há pouco tempo discutimos aqui o racismo em Portugal e nas colónias. Citar Em conclusão, Salazar sujeitou à repressão do regime quem ativamente se lhe opunha, o que faz dele um ditador. Mas não instituiu a pena de morte; se e quando matou foi um assassínio e não a coberto da lei. A PIDE perseguia os portugueses ativos do reviralho, mas ficou a anos-luz da Gestapo. E também não usou a Mocidade Portuguesa (ou mesmo a Legião) para chacinar os eventuais não apoiantes do regime, nem tão pouco usou a fúria das massas para aniquilar quem não o apoiava. Implantou (lentamente) a censura como forma última de controlar o pensamento. As universidades eram para as elites porque Salazar era um político declaradamente anti-democrático. E era um conservador (diria, reacionário) no sentido próprio do termo. Mas também nisso o salazarismo era o contrário do fascismo. Se Salazar não institui a pena de morte é porque não morreu ninguém na frigideira do Tarrafal nem torturados pela PIDE. E se morreram foi porque foram assassinados - aconteceu, pronto - e não a mando da lei!! Diz que a PIDE ficou a anos luz do GESTAPO só que quando a GESTAPO acabou ainda não havia a PIDE como a conhecemos. Termina uma, começa a outra. E a PVDE era treinada pela GESTAPO. Sabemos perfeitamente que a PIDE ganhou um poder tal que até diziam que era um estado dentro de um estado tal a sua autonomia e poder. Sabemos que prenderam, torturaram e mataram como quiseram os apoiantes do regime. Mas por algum motivo este historiador remete a hipótese desses actos para a Mocidade Portuguesa ignorando-o que a PIDE o tenha feito, logo a seguir a falar dela. Porquê? Ou seja, o que aprendemos aqui é que Salazar e Portugal eram em tudo fascismo, mas mais ou menos, porque sempre que ele enumera e descreve um definição, descobre que em Portugal também funcionava assim e arranja uma desculpa, mente, inventa, diz que não era bem assim e o diabo a quatro. Editado 11 Dezembro 2018 por Mayday 8 1 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 11 Dezembro 2018 Este post é enorme mas ficou todo desformatado. Espero que seja possível arranjá-lo. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de ElliotReid13, há 1 hora: O fascismo, na sua génese, não tem nada a ver com antissemitismo, esse foi introduzido pela doutrina nazi. O que faltou a Portugal para ser fascista? Militarismo, expansionismo, grupos-paramilitares, desdém pela religião e intelectualismo, cativação das massas com discursos de uma figura carismática, etc. Portugal tinha um regime totalitário, conservador e nacionalista, mas era liderado por um intelectual que chegou ao poder pela via "normal" e que usava a repressão como forma de sossegar uma sociedade que encontrou em quase-guerra civil. Neste aspecto, foi totalmente o oposto ao que se passou em Itália e na Alemanha, onde os respetivos partidos chegaram ao poder através de manifestações violentas, figuras carismáticas com passado militar na 1ª GM, e com discursos de grandeza que iria ser conseguida à custa de terceiros. Militarismo? E de 60 a 74? Lá porque não foi na metrópole, não quer dizer não houve. E a PIDE a partir de 45 fez muito bem a vez desse militarismo. Expansionismo? Quando todos os impérios descolonizavam, Portugal guerreava para os manter. Isto é uma ideia expansionista. Não havia desdém pelo intelectualismo? :mrgreen: Lê António Ferro e as ideias propagandistas. É impensável que Salazar tenha durado tantas décadas e não tivesse sido visto como uma figura carismática. Era-o de forma diferente de Mussolini e Hitler, mas era-o. E discursos, não faltavam. Até se editavam em vinil. 2 Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Mayday, há 26 minutos: Militarismo? E de 60 a 74? Lá porque não foi na metrópole, não quer dizer não houve. E a PIDE a partir de 45 fez muito bem a vez desse militarismo. Expansionismo? Quando todos os impérios descolonizavam, Portugal guerreava para os manter. Isto é uma ideia expansionista. Não havia desdém pelo intelectualismo? :mrgreen: Lê António Ferro e as ideias propagandistas. É impensável que Salazar tenha durado tantas décadas e não tivesse sido visto como uma figura carismática. Era-o de forma diferente de Mussolini e Hitler, mas era-o. E discursos, não faltavam. Até se editavam em vinil. Militarismo é o uso do exército para efeitos de manutenção do poder. Não só não existia cumplicidade entre Salazar e o exército, como foi o próprio exército que deitou abaixo o regime. Não podes usar a PIDE como simples exemplo de como o regime era fascista, uma vez que também os regimes comunistas tinham polícia politica. Quando falo em paramilitarismo, falo em grupos violentos organizados como a Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale (os camisas negras) ou os Sturmabteilung (camisas castanhas e que deram origem às SS). Esse era um traço distintivo do fascismo e em Portugal também existiram, eram os camisas azuis, e não estavam alinhados com o regime (bem pelo contrário). Mais uma vez, não podes utilizar o Colonialismo como sendo um traço fascista - há uma diferença entre lutar para manter o controlo das colónias (como o Reino Unido na India e na África do Sul, por exemplo), ou justificar a guerra como os alemães (Europa de Leste) e Itália (Norte de África e Albânia), que procuravam Lebensraum (expansão pura e dura, com genocídio das populações locais e popularização com os nacionais). O próprio Salazar era professor universitário. O Salazar não durou pelo seu carisma, mas sim pela forma como soube montar o regime em torno de uma repressão eficaz e de apelo ao orgulho nacional (e também através do medo em voltar aos tempos da 1ª republica). Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 11 Dezembro 2018 Porquê o revisionismo histórico? Porque é que a direita se vê na condição de ter que recuperar a imagem de Salazar para sobreviver num regime de democracia liberal? I Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de ElliotReid13, há 2 minutos: Militarismo é o uso do exército para efeitos de manutenção do poder. Não só não existia cumplicidade entre Salazar e o exército, como foi o próprio exército que deitou abaixo o regime. Não podes usar a PIDE como simples exemplo de como o regime era fascista, uma vez que também os regimes comunistas tinham polícia politica. Quando falo em paramilitarismo, falo em grupos violentos organizados como a Milizia Volontaria per la Sicurezza Nazionale (os camisas negras) ou os Sturmabteilung (camisas castanhas e que deram origem às SS). Esse era um traço distintivo do fascismo e em Portugal também existiram, eram os camisas azuis, e não estavam alinhados com o regime (bem pelo contrário). Mais uma vez, não podes utilizar o Colonialismo como sendo um traço fascista - há uma diferença entre lutar para manter o controlo das colónias (como o Reino Unido na India e na África do Sul, por exemplo), ou justificar a guerra como os alemães (Europa de Leste) e Itália (Norte de África e Albânia), que procuravam Lebensraum (expansão pura e dura, com genocídio das populações locais e popularização com os nacionais). O próprio Salazar era professor universitário. O Salazar não durou pelo seu carisma, mas sim pela forma como soube montar o regime em torno de uma repressão eficaz e de apelo ao orgulho nacional (e também através do medo em voltar aos tempos da 1ª republica). Salazar usou o exercito para manter o poder naquilo que era, também, Portugal. E se não houvesse cumplicidade entre Salazar e o exercito não tinha havido guerra durante 14 anos. O exercito não deita abaixo o regime por não ter cumplicidade com ele, mas sim porque a cumplicidade que o regime tinha com o exercito se tinha tornado numa chacina de jovens. Se o exercito não tinha cumplicidade com Salazar e Marcelo e deita baixo o regime por causa disso porque demorou pelo menos 14 anos a fazê-lo? Mais a mais todos os Presidentes da República durante o estado novo eram militares. Não usei a PIDE como exemplo simples, nem apenas como exemplo, usei muitos outros exemplos incluindo a PIDE. O que eu disse foi que a PIDE substituía essa figura militarista e fazia-o. Não, não há diferenças se atendermos ao contexto. Enquanto uns se desfaziam dos impérios Portugal lutava para os manter. Isto é uma ideia expansionista. Quase toda a propaganda do regime assentava nisto: PORTUGAL NÃO É UM PAÍS PEQUENO. Portugal foi expansionista a todo o custo. O que entendes por Intelectualismo à época? Só podias ser intelectual se esse intelectualismo fosse conivente e útil com o regime, daí a utilidade de António Ferro. Caso contrário esse intelectualismo era apátrida, eras perseguido e demonizado. Ainda hoje isso está bastante presente nos Portugueses. Os Portugueses são bastante anti-intelectuais e o poder tem medo desse intelectualismo. Aliás, acho que é Salazar que diz que é preciso reeducar o mundo que está afogado em intelectualismo. Compartilhar este post Link para o post
Fajo Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de HappyKing, há 2 horas: Ainda sobre o SMN e como não sabia muito bem onde colocar: Anda cá @Pickle Rick Compartilhar este post Link para o post
Pickle Rick Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Fajo, há 22 minutos: Anda cá @Pickle Rick Essa noticia está mal escrita, ou pelos está explicada de forma errada. Não foi dado prémio de 400€ este ano, foram dados 10€ por cada hora semanal que tu fazes. Ou seja, se trabalhares a 17 horas, recebeste mais 170€, se fazes 30 horas, recebeste mais 300€. Os 400€ foram pagos a uma minoria dos empregados pois é rara a pessoa que trabalha 40 horas no Lidl, no máximo fazem-se 32 horas. Foi dado o cartão presente de 30€ e agora no Natal vamos receber mais um prémio de 40€ como prenda de Natal em vez do típico capaz ou bolo-rei que se dá noutros lados. Quanto ao aumento, é preciso fazer as contas pois esses 670€ são para as tais 40 horas e ninguém as costuma fazer. É só calcular o proporcional. Posto isto, é infinitamente melhor que qualquer SONAE, Jerónimo Martins ou o que seja. O meu ordenado base a fazer 17 horas semanais é maior que uma pessoa a 20 horas na SONAE e ao menos existe um sentimento de recompensa pelo teu trabalho. Ainda assim, acho que existe uma disponibilidade e folga suficiente para aumentarem ainda mais as renumerações. As lojas estão a vender cada vez mais, a empresa está a crescer e os lucros do grupo são astronómicos e podiam abrir um pouco mais os cordões à bolsa em Portugal. Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado 11 Dezembro 2018 @Mayday é só para te informar que te vou dar um linguado, em concordância com o teu post maçudo, lá para cima. É triste ter de chegar a 2018 e explicar às pessoas que portugal teve fascismo, o qual era evidente e auto-proclamado em 1940, mas que, estes anos todos volvidos se tornou putativo e auto-denegado. Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 11 Dezembro 2018 Vejam o documentario de 36 horas "A Guerra" do Furtado. Fascista ou nao, o regime era das coisas mais pateticas. Portugal e de certeza o maior exemplo de ditadura morna...aqui pouco se passou, pouco se manifestou, pouco se criou, o regime era tao bacoco como 99% da populacao. O regime manteve-se porque somos um pais do deixa andar...o racismo portugues foi como tudo aqui, existente mas brando, nao tanto porque fossemos melhores que os outros, mas porque dava mais trabalho explorar a populacao local a bruta do que deixar andar... A Guerra? Provavelmente a Guerra mais ridicula do sec. XX...apenas a titulo de exemplo, nos anos 70 a guerra do Yom Kippur durou 3 semanas e fez mais de 15,000 mortos, a guerra colonial portuguesa em 13 anos fez menos de 50,000 (dos quais apenas 8,000 no exercito portugues). Toda a gente sabia que aquilo estava perdido e mais tarde ou mais cedo acabava...foi mais um deixa andar... Podemos apontar tudo de negativo ao regime e ao Salazar, mas a verdade e que em comparacao com 99% dos regimes totalitarios foi brandissimo Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Mayday, há 1 hora: Não, não há diferenças se atendermos ao contexto. Enquanto uns se desfaziam dos impérios Portugal lutava para os manter. Isto é uma ideia expansionista. Quase toda a propaganda do regime assentava nisto: PORTUGAL NÃO É UM PAÍS PEQUENO. Portugal foi expansionista a todo o custo. Como é que podes ser expansionista se queres manter território e não aumentá-lo? Isso é precisamente o contrário de ser expansionista. A doutrina de Portugal ser Minho até Timor é bastante mais antiga que o Estado Novo, a conservação das colónias foi precisamente o motivo pelo qual Portugal entrou na 1ª Guerra Mundial. E no famoso CacauGate a envolver São Tomé e Príncipe a argumentação portuguesa sempre foi a movimentação, mobilidade laboral de cidadãos portugueses e a posterior liberdade de permanecer em diferentes províncias portuguesas (isto ainda na altura da Monarquia). A ideia da conservação das colónias como parte do país é portanto muito mais antiga que o Regime. Compartilhar este post Link para o post
Stout Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de ElliotReid13, há 4 horas: . Pena que a generalidade das pessoas não perceba que a melhor forma de combater a precariedade não passa por pedir mais leis ou penalizar os ricos, mas sim premiar quem toma a iniciativa de oferecer melhores condições aos trabalhadores (fazendo compras lá, claro está). 🤣 Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Lebohang, há 1 minuto: Como é que podes ser expansionista se queres manter território e não aumentá-lo? Isso é precisamente o contrário de ser expansionista. A doutrina de Portugal ser Minho até Timor é bastante mais antiga que o Estado Novo, a conservação das colónias foi precisamente o motivo pelo qual Portugal entrou na 1ª Guerra Mundial. E no famoso CacauGate a envolver São Tomé e Príncipe a argumentação portuguesa sempre foi a movimentação, mobilidade laboral de cidadãos portugueses e a posterior liberdade de permanecer em diferentes províncias portuguesas (isto ainda na altura da Monarquia). A ideia da conservação das colónias como parte do país é portanto muito mais antiga que o Regime. Eu olho ao contexto da época. Não posso pensar que quando todos os impérios se desfaziam, países colonizados se tornavam independentes e Portugal até entrava para a ONU, que Portugal devia ser expansionista no sentido de aumentar o seu território. Portugal correu no sentido contrário e quis a todo o custo manter a sua expansão territorial utilizando a guerra. O facto de ser mais antigo do que o regime não invalida nada. O Regime de Salazar sempre viu no império um alicerce sólido desse mesmo regime. Não só para uso de propaganda, mas economicamente. Portugal sem as colónias não tinha rigorosamente nada. De lá vinha toda a nossa riqueza e poder. Não foi só algo que herdámos, foi algo que o regime sempre assumiu como importante e materializou-o. No período de consolidação do Estado Novo, o regime organiza o Exposição do Mundo Português, o maior evento sócio-económico do estado novo, com toda a temática associada a toda essa expansão. Se Portugal não mobiliza as suas tropas para as colónias, perdi-as - às colónias. Mobilizou as tropas, entrou em guerra, manteve o seu território. Eu entendo isto como expansionismo. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 11 Dezembro 2018 que direita é esta que vê no revisionismo histórico o escape para a falência moral, para o desastre de ver um parlamento com forças socialistas e comunistas coladas a cuspe. foi esta a reacção: a reabilitação de salazar. arranhas um liberal, um fascista sangra. 🤣 1 2 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 11 Dezembro 2018 Citação de Mayday, há 13 minutos: Eu olho ao contexto da época. Não posso pensar que quando todos os impérios se desfaziam, países colonizados se tornavam independentes e Portugal até entrava para a ONU, que Portugal devia ser expansionista no sentido de aumentar o seu território. Portugal correu no sentido contrário e quis a todo o custo manter a sua expansão territorial utilizando a guerra. O facto de ser mais antigo do que o regime não invalida nada. O Regime de Salazar sempre viu no império um alicerce sólido desse mesmo regime. Não só para uso de propaganda, mas economicamente. Portugal sem as colónias não tinha rigorosamente nada. De lá vinha toda a nossa riqueza e poder. Não foi só algo que herdámos, foi algo que o regime sempre assumiu como importante e materializou-o. No período de consolidação do Estado Novo, o regime organiza o Exposição do Mundo Português, o maior evento sócio-económico do estado novo, com toda a temática associada a toda essa expansão. Se Portugal não mobiliza as suas tropas para as colónias, perdi-as - às colónias. Mobilizou as tropas, entrou em guerra, manteve o seu território. Eu entendo isto como expansionismo. Muito sinceramente acho que o contexto da época, sobretudo na elite governativa quer do Estado Novo quer dos antecessores, é que as colónias eram províncias equiparadas às existentes em Portugal. Uma revolta em Angola ou Moçambique contra a autoridade portuguesa era praticamente equiparada a uma revolta no Minho ou no Alentejo. Daí talvez esse forte sentimento anti-descolonização em que Portugal foi praticamente o único a nível Mundial, Holanda creio que nunca travou uma guerra, França e Inglaterra poucas, a Espanha nenhuma porque já estava reduzida ao Sahara Ocidental e à Guiné Equatorial. Compartilhar este post Link para o post