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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Black Hawk, há 21 minutos:

É impossível de responder com certezas. Estou tentado a acreditar que até teria caído mais cedo do que em 1974. O regime no seu final teve de abrir umas frestas - aquilo que ficou conhecido como a Primavera Marcelista - para não morrer sufocado com o seu próprio cheiro a bafio, e há muita gente que argumenta que sem isso nunca teria havido revolução. No entanto, há outros que argumentam que se isso não tem acontecido e se o regime se tem mantido leal à sua ortodoxia salazarista, seria provável que uma revolução tivesse estoirado mais cedo porque, para todos os efeitos, já havia demasiados infiltrados em altas posições do regime, em especial nas forças armadas, e não dava para suportar aquilo muito mais tempo.

Encontro lógica nas duas correntes, por isso não posso dizer o que teria acontecido. De uma coisa, porém, estou plenamente convencido: estivesse o Salazar no poder em 1974 na posse de todas as suas faculdades, a revolução teria sido combatido de forma violenta e sangrenta.

Não sei se isso ocorreu por convicção ou por obrigação, mas o facto é que Portugal não tinha nem os meios humanos, nem os financeiros, nem os materiais, para se meter numa guerra expansionista e, pior de tudo, não tinha um palco adequado para o fazer.

 A Espanha era a Espanha, não passava pela cabeça de ninguém meter-se em guerra com eles. As colónias estavam rodeadas por outras colónias de países mais fortes do que nós. Marrocos, que outrora foi a única alternativa para o expansionismo português quando decidimos sair de casa, há 600 anos, era um protectorado de Espanha e França. É que nem o protectorado da Pontinha existia para inventarmos uma vitória 😄

Curiosamente sempre ouvi dizer que nos anos 70 o regime foi bastante mais agressivo exactamente por perceber que se abrisse muito caía sozinho. E que essa abertura de Marcelo era um slogan, nunca existiu realmente. 

Editado por Mayday

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Citação de Mayday, há 23 minutos:

Curiosamente sempre ouvi dizer que nos anos 70 o regime foi bastante mais agressivo exactamente por perceber que se abrisse muito caía sozinho. E que essa abertura de Marcelo era um slogan, nunca existiu realmente. 

Pela experiência que os meus avós vivenciaram eles dizem que não havia comparação entre Salazar e Marcelo. O Salazar era 1000x pior que o Caetano a ver deles. Mal ou bem o Caetano ainda melhorou de forma mínima o nível de vida deles (segundo eles em relação ao Salazar). 

Editado por Ticampos

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Se o Salazar estivesse no poder em 25-abril-1974, a revolução não teria sido tão pacífica. 

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Citação de Ticampos, há 11 horas:

Pela experiência que os meus avós vivenciaram eles dizem que não havia comparação entre Salazar e Marcelo. O Salazar era 1000x pior que o Caetano a ver deles. Mal ou bem o Caetano ainda melhorou de forma mínima o nível de vida deles (segundo eles em relação ao Salazar). 

Para quem estava ou foi preso foi um período de renovada brutalidade. Só no ultimo ano do regime houve cerca de 500 presos políticos.

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Visitante
Citação de Black Hawk, há 12 horas:

 

Não sei se isso ocorreu por convicção ou por obrigação, mas o facto é que Portugal não tinha nem os meios humanos, nem os financeiros, nem os materiais, para se meter numa guerra expansionista e, pior de tudo, não tinha um palco adequado para o fazer.

A Espanha era a Espanha, não passava pela cabeça de ninguém meter-se em guerra com eles. As colónias estavam rodeadas por outras colónias de países mais fortes do que nós. Marrocos, que outrora foi a única alternativa para o expansionismo português quando decidimos sair de casa, há 600 anos, era um protectorado de Espanha e França. É que nem o protectorado da Pontinha existia para inventarmos uma vitória 😄

E a Itália tinha? :2_grimacing:

O meu ponto é - se houvesse uma convicção expansionista por parte do Salazar, isso seria fácil de se saber dados os artigos que escreveu acerca das suas ideias para o país antes de ir para o Governo (aliás, foi daí que ele foi convidado). O Hitler, no Mein Kampf, tinha essas ideias expansionistas bastante claras, bem como o Mussolini naquele jornaleco que ele tinha antes de ir para a política.

Citação de Ticampos, há 11 horas:

Pela experiência que os meus avós vivenciaram eles dizem que não havia comparação entre Salazar e Marcelo. O Salazar era 1000x pior que o Caetano a ver deles. Mal ou bem o Caetano ainda melhorou de forma mínima o nível de vida deles (segundo eles em relação ao Salazar). 

Isso aconteceu porque Portugal começou a crescer exponencialmente a partir do inicio dos anos 60, graças ao progresso industrial no país, à baixa dívida financeira e à celebração de acordos comerciais favoráveis com a restante Europa. A grande diferença do Salazar para o Marcello era que o primeiro não era nada progressista, e via os ganhos financeiros do país como uma forma de conservar a sua independência financeira do país e não para investir na economia (como estava escrito no artigo aí para trás, pelo Salazar, morávamos todos na aldeia com a nossa junta de bois e a viver do que o campo dava).

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Citação de antifa, há 1 hora:

Para quem estava ou foi preso foi um período de renovada brutalidade. Só no ultimo ano do regime houve cerca de 500 presos políticos.

é normal, quando estás quase a cair há sempre uma reacção intensa.

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Visitante
Citação de Puto Perdiz, há 2 horas:

é normal, quando estás quase a cair há sempre uma reacção intensa.

Isso é verdade, se bem que creio que foi já durante o Marcello que passaram a existir deputados independentes, como Sá Carneiro ou Balsemão.

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Morreu Maria Teresa Lobo, a primeira mulher a integrar um Governo em Portugal, em 1970, como subsecretária de Estado da Saúde e Assistência. Curiosamente esta nomeação foi vista na altura como uma prova da tal abertura marcelista. Era mulher e de origem Indiana. Foi para o Brasil depois do 25 de Abril, como muitos ligados ao regime, por ser deputada na Assembleia Nacional e foi lá que morreu. Nunca regressou.

Não vejo noticiado em lado nenhum.

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Tenho uma UC na faculdade em que dei precisamente isto.  Com o Marcelo no poder houve uma abertura para certas coisas, ou pelo menos promessas disso, mas acabou por ser ainda mais "agressivo" que o Salazar. O meu professor descreveu isto como "fez pisca à esquerda e virou à direita" :7_sweat_smile:

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Citação de Syn, há 25 minutos:

Há 100 anos

Sim, eu queria dizer que fazia 100 anos que ele morreu. My bad.

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A melhor coisa que lhe aconteceu foi ter sido assassinado apenas após um ano de mandato, salvou a face de vir a ser um ditador implacável (muito mais feroz que o Botas) como era inevitável, e assim até passou à história como um baril.

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Os mais de 10 meses que faltam para as legislativas são, em tempo político, uma eternidade e tornam difícil ter certezas sobre o que vai acontecer. Mas em todos os partidos há quem já faça cenários e conte com o impacto da novidade que vai aparecer nos boletins de voto a 6 de Outubro: o Aliança. O partido de Pedro Santana Lopes vai agitar as águas eleitorais e a antecipação do efeito que poderá ter está a provocar sorrisos no PS.

As contas que António Costa está a fazer baseiam-se no facto de o método de Hondt premiar sempre o partido mais votado na distribuição de mandatos parlamentares. Em círculos com até cinco deputados, isso significa que os votos noutros partidos que não tenham votação suficiente para eleger mandatos são atribuídos ao partido que ficar à frente na votação. Por outras palavras, tudo o que o Aliança – mas também o CDS ou até o PAN e o Chega – for "roubar" ao PSD faz com que o PS fique mais próximo da maioria absoluta de mandatos no parlamento. E há vários distritos em que isso pode acontecer.
 

 

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Acho que estão todos a sobreestimar o Aliança - dúvido que tenha resultados melhores que quando o Monteiro fez o PND.

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Eu acho que vai eleger um deputado, o próprio Santana, e talvez mais 1 ou 2. Duvido que o partido do André Ventura ou a Iniciativa Liberal (que por alguma razão é o fetiche do /r/portugal) elegam deputados.

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Citação de IlidioMA, há 3 horas:

A melhor coisa que lhe aconteceu foi ter sido assassinado

oof thats cold

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Citação de Sandes., há 1 hora:

oof thats cold

sim, até pode ser. Mas se não o tivesse sido, teria governado Portugal com Mão-de-Ferro durante 30 e tal anos, sendo muito mais agressivo e repressivo que o nosso amigo Botas, provavelmente até nos tinha posto na 2ª Guerra Mundial (já que ele, como um hipster, era um Germanófilo convicto before it was cool) e hoje em dia seria lembrado como o nosso Mussolini, mas mesmo Mussolinesco.

Assim, a história poupou-o a tal fado, e ficou lembrado só como um presidente "enérgico" e tal.

Editado por IlidioMA

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Citação de Syn, há 2 horas:

a Iniciativa Liberal (que por alguma razão é o fetiche do /r/portugal)

Reddit Portugal é o Facebook dos libertários.

Também costumo dizer que a IL é o "Partido do Twitter" pois os membros conhecem-se todos de lá e mandam-se aos arames sempre que alguém os crítica.

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Sobre o Sidónio Pais adoro esta história.

O Reinaldo Ferreira - conhecido por Reporter X - jornalista, tendo chegado atrasado à chegada de Sidónio Pais à estação do Rossio e perdido o momento do assassinato, como não tinha presenciado o acontecimento e não tinha nada para escrever, então, como lhe era apanágio, inventou que Sidónio Pais teria dito enquanto se esvaía em sangue, no seu último suspiro, "Morro bem! Salvem a Pátria!". Estas palavras ficaram para a história como sendo verdade, embora toda a gente sabia ser mentira, até porque Sidónio foi atingido nos pulmões e dificilmente teria força para dizer o que quer que fosse.

Foi a noticia mais lida e ainda hoje são atribuídas a Sidónio essas palavras.

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Há pessoal que não se manca.

https://www.sabado.pt/portugal/politica/detalhe/silvano-faz-discurso-sobre-politica-pelo-exemplo?ref=HP_DestaquesPrincipais

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José Silvano foi convidado pelo International Club para falar sobre o funcionamento dos partidos políticos e aproveitou para fazer um discurso sobre "política pelo exemplo".

O secretário-geral do PSD, que esteve envolvido na polémica das presenças-fantasma, defendeu a importância da "credibilidade no sentido lato" para os partidos.


Cá fora, questionado pelos jornalistas sobre o seu envolvimento nesse caso, Silvano reafirmou ser "um homem honrado" e admitiu ser a favor de um regulamento interno que sancione as presenças falsas no Parlamento.

Silvano afirmou, aliás, ser a favor de "todas as sanções, incluindo a expulsão" para quem prevaricar no registo de presenças em plenário. E voltou a insistir na ideia de que é importante que haja um sistema de verificação de presenças diferente do sistema de entrada na área de trabalho dos deputados. 

"Se queremos apresentar propostas credíveis para governar o país, temos de ter credibilidade na nossa casa", tinha dito momentos antes durante o almoço Silvano, que não alinha na tese de que as questões internas dos partidos sejam "mercearia" sem importância.

"Às vezes a questão interna é importante para passar a mensagem externa", argumentou.

José Silvano lembrou que "a abstenção aumentou significativamente" e defendeu que "os partidos políticos têm como obrigação reflectir nestes dados", apontando caminhos para acabar com o "divórcio" entre eleitores e eleitos.

"A letra tem de bater com a careta", avisou, frisando que a "preocupação [da direcção do PSD] é a credibilidade".

"E se o líder tem credibilidade, o partido tem de adaptar-se a essa credibilidade. Se não, nada bate certo", declarou.

As soluções do PSD

No caso do PSD, José Silvano diz que o seu partido já percebeu que tinha "de fazer alguma coisa diferente da militância tradicional para abrir espaço à nova militância" e que um dos passos nesse sentido foi a criação do Conselho Estratégico do PSD.

"Achamos que é uma forma de chamar pessoas", afirmou, dizendo-se satisfeito com a adesão a este órgão.

"No curto espaço de tempo em que estamos à frente do partido temos duas mil pessoas a trabalhar nestas áreas temáticas", observou.

Segundo Silvano, o contributo da liderança de Rui Rio para esta mudança na forma de fazer política não se esgota, porém, nas questões do funcionamento interno.

Silvano defendeu a importância de "fazer uma discussão pública alargada sobre o regime eleitoral e o regime político" e lembrou a criação da Comissão para a Reforma do Sistema Político, Sistema Eleitoral e do PSD, da qual está à frente Pedro Rodrigues.

José Silvano admitiu que, apesar de toda a discussão em torno do tema, ainda não há ideias concretas sobre a melhor reforma.

"Não sabemos qual é a melhor solução. Ninguém a tem", reconheceu, recordando que o PSD reabriu o debate sobre o sistema eleitoral e que essa discussão terá agora de ser feita.

Mexer nas regras das campanhas

O secretário-geral de Rui Rio falou também num tema que tem gerado polémica no PSD: o dos processos movidos pela direcção do partido aos autarcas que terão excedido os limites de gastos permitidos nas campanhas eleitorais.

"Tem de haver penalizações para quem não cumpre", defendeu, anunciando que o PSD quer mudar as regras do financiamento das campanhas.

A criação de um número fiscal próprio para cada candidatura, impor regras iguais para listas de partidos e de movimentos independentes e fazer com que os partidos só tenham de pagar o IVA com com a emissão da factura são as propostas do PSD.

"Acho que aqui é fácil encontrar um consenso porque todos os partidos sofrem com estas questões", comentou o dirigente social-democrata que também quer mexer na lei para "deixar  claro" que ninguém pode estar inscrito em mais do que um partido, como recentemente se percebeu que acontecia em pessoas que acumulavam a militância no PSD e no CDS.

Silvano diz que "o PSD quer ser o motor" destas mudanças.

"A ver se aos poucos acabamos com este divórcio entre os portugueses e os partidos", disse, com um desabafo final que pode ser lido como uma alusão à pressão a que está sujeito desde que se soube que a deputada Emília Cerqueira se registou em seu nome no plenário da Assembleia da República.

"Também não se mete nisto quem não tem capacidade e resiliência para aguentar até ao fim", desabafou, perante uma audiência que esteve longe de estar lotada, mas entre a qual esteve a sua colega de bancada Emília Cerqueira.

Editado por HappyKing

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