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Cartão amarelo aos clubes: Árbitros retiram pré-aviso de greve na Taça da Liga

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Citação do jornal "Record" online

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Árbitros estão fartos e admitem dar murro na mesa

Em causa as críticas de Benfica e FC Porto nos últimos dias através do Twitter

Os árbitros de 1.ª categoria estão fartos do constante clima de guerrilha à volta das suas atuações, alimentado nas últimas semanas pelas contas de Twitter do Benfica e do diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, e poderá haver um murro na mesa nos próximos dias, soube Record.

O cenário de paragem não está colocado de parte, mas a decisão sobre as medidas a adotar será tomada quando os juizes se reunirem, o que deverá acontecer ainda esta semana.

Nesta altura, a classe considera insuportável o clima de constante suspeição criado pelos clubes, com particular enfoque para Benfica e FC Porto, que entraram num despique nas redes sociais, exibindo lances com decisões de arbitragem ocorridos nos jogos.

Ainda na sexta-feira, as águias apontaram o dedo à atuação de Artur Soares Dias no FC Porto-Portimonense, falando no regresso das arbitragens do Apito Dourado. Horas depois, Francisco J. Marques respondeu, citando um dos emails que divulgou, onde fala de padres.

No dia seguinte, no Benfica-V. Setúbal, o duelo continuou, desta vez iniciado pelo diretor de comunicação do FC Porto. Os encarnados contra-atacaram, apontando dois penáltis por assinalar a seu favor.

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Sem falar com ninguém, duvido da veracidade dessa notícia. Os árbitros C1 estão demasiado agarrados ao dinheiro

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Sem falar com ninguém, duvido da veracidade dessa notícia. Os árbitros C1 estão demasiado agarrados ao dinheiro

 

Já que estás aqui e como deves ser a melhor pessoa para me esclarecer sobre isto.

 

Eu lembro-me de um Beira Mar- Sporting arbitrado por um árbitro que não fazia parte desta categoria, foi naquela vez que os árbitros fizeram greve, se os árbitros avançassem para a greve já nesta jornada era possível haver uma situação parecida em que árbitros fora do C1 possam arbitrar?

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Já que estás aqui e como deves ser a melhor pessoa para me esclarecer sobre isto.

 

Eu lembro-me de um Beira Mar- Sporting arbitrado por um árbitro que não fazia parte desta categoria, foi naquela vez que os árbitros fizeram greve, se os árbitros avançassem para a greve já nesta jornada era possível haver uma situação parecida em que árbitros fora do C1 possam arbitrar?

 

Se bem me lembro, essa situação não aconteceu devido a uma greve dos árbitros mas sim à recusa do árbitro designado para o jogo em arbitrar jogos do Sporting, após críticas que recebeu da parte do clube.

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Isto de ameaçar e andar só com pré-avisos não dá com nada. Portanto, salvo se fizerem greve, não deixam de ser mais uns a contribuir para o degredo em que estamos. Conforme disse o nosso arbitro (:mrgreen:) os importantes devem estar mais agarrados ao dinheiro que outra coisa, portanto isto vai ser de cartão amarelo em cartão amarelo.

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Ao Maisfutebol, Luciano Gonçalves, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), confirma esta «greve», embora ainda não avance quantos juízes de primeira categoria já se manifestaram indisponíveis para dirigir jogos das competições profissionais.

 

«Sabemos que estão a existir pedidos de dispensa por parte dos árbitros. Durante a tarde irei ter mais informações sobre o assunto e haverá uma tomada de posição por parte da APAF», declarou ao Maisfutebol Luciano Gonçalves, confirmando que esta tomada de posição «está relacionada com o clima de suspeição sobre os árbitros no futebol português».

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Andamos todos doidos?!

 

"Começo por mim, por nós, os ex-árbitros comentadores de arbitragem. Somos irresponsáveis quando nos esquecemos no papel pedagógico que podemos e devemos ter na análise que fazemos das arbitragens."

 

Sim! Andamos todos doidos. Senão doidos, irresponsáveis. Senão todos, muitos de nós!

 

Começo por mim, por nós, os ex-árbitros comentadores de arbitragem. Somos irresponsáveis quando nos esquecemos no papel pedagógico que podemos e devemos ter na análise que fazemos das arbitragens. Opinar sobre determinado lance, qualquer um pode fazer. Esclarecer sobre as Leis de Jogo e ajudar a perceber as tomadas de decisão, certas ou erradas, de um árbitro, são uma obrigação que temos para com o Futebol.

 

Alguns presidentes dos clubes e SADs quando não respeitam a função que desempenham nem a história das instituições que representam. O líder de uma organização, seja ela qual for, nunca será respeitado se tiver um discurso populista, mal-educado, provocador, focado apenas em factores externos e ao sabor de resultados. Um líder que não seja respeitado, dificilmente alcançará o sucesso.

 

Alguns directores de comunicação dos clubes. Essas, actualmente, importantes personagens são a cara e a voz do descrédito do futebol português. Quando há casos, exponenciam-nos. Quando não há casos, criam-nos. “Vivem” dentro das redes sociais e dos canais dos seus clubes e, através do seu discurso, inflamam e descredibilizam tudo o que não seja da sua cor. Com isto descredibilizam-se a si e à sua função.

 

Os árbitros e a estrutura da arbitragem. Não pelos erros que cometem em campo, pois esses, embora indesejáveis, são naturais, mas pela falta de firmeza na luta contra o actual estado das coisas. Quando nos sentimos vítimas de algo e não fazemos nada para o deixar de ser, estamos a pactuar com os criminosos. Anunciar uma greve (que seria aos bochechos) e depois cancelá-la sem que nada tivesse efectivamente mudado, foi um tiro nos pés.

 

Alguns programas de televisão e jornais que se escudam atrás das vendas e das audiências para justificar os “conteúdos” que nos oferecem. Os bons programas de futebol têm audiências. Os bons artigos de futebol têm leitores. Ir pelo caminho mais fácil descredibiliza, não só o futebol, mas também os órgãos de comunicação social que não exigem a si próprios serem palco de credibilidade e seriedade.

 

Alguns adeptos (quero acreditar que são cada vez menos). Aqueles que aceitam consumir 90 minutos de jogo jogado e, depois, horas e horas de discussão sobre algo que está colado ao futebol, mas que nada tem a ver com ele. Esses adeptos estão a alimentar o descrédito do futebol. Esquecem-se que com o descrédito do futebol, vem o descrédito de qualquer vitória dos seus clubes.

 

As marcas. Aquelas que, por enquanto, ainda investem milhões de euros a patrocinar uma liga de futebol e os clubes que nela participam sem, aparentemente, exigir em troca a boa imagem daquilo que patrocinam.

 

Andamos todos doidos? Somos irresponsáveis? Estamos a matar o nosso desporto? Quem conseguir olhar de forma fria e desapaixonada para tudo o que se tem passado esta época, só pode responder que sim.

 

Eu nunca vou deixar de gostar de futebol. Eu nunca vou deixar de consumir futebol. A maior parte dos leitores é como eu. Mas atenção... há já toda uma geração que prefere encher um pavilhão para ver um jogo de futebol jogado numa consola por dois “craques” do PES ou do FIFA (videojogos de futebol) a ver um jogo real.

 

Sim, andamos doidos... E distraídos!

 

Jorge Faustino: Ex-Árbitro/Comentador de arbitragem

 

Na mouche a parte dos Directores de Comunicação. :handclap:

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Tudo é na mouche. Tudo. Andamos todos preocupados em ganhar a qualquer custo que nem reparamos que transformamos o que queremos ganhar em algo sem valor nenhum. E o pior é que reabilitar um produto descredibilizado custa muito mais do que manter ou potenciar o seu valor.

 

No fim, esta leviandade vai sair muito cara a todos e em especial aos 3 estupidolas.

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Árbitros querem boicote à próxima jornada com a maior adesão possível

 

Nuno Almeida, Hugo Miguel, Artur Soares Dias e Jorge Sousa lideram um movimento contra o clima irrespirável

 

As constantes acusações e insinuações relativamente ao caráter dos árbitros e eventuais ligações a clubes fez esgotar a paciência dos árbitros de primeira categoria, onde se encontram os internacionais. Por isso, alguns apresentarão pedidos de dispensa aos jogos da próxima jornada dos campeonatos profissionais, outros utilizarão outro tipo de expediente visto que os pedidos de dispensa deviam ter sido enviados ao Conselho de Arbitragem com 20 dias de antecedência, porém, nos regulamentos esta situação pode ser contornada caso apresentem um motivo de força maior. De uma forma ou de outra é esperada uma forte adesão a este boicote por parte dos 66 árbitros de 1.ª categoria (22 juizes principais e 44 assistentes).

 

Depois de Luciano Gonçalves, presidente da APAF, ter anunciado - ontem, ao início da tarde, ao site Maisfutebol -, a possibilidade de "greve", formou-se um manto de silêncio. Quer da própria APAF, que tinha prometido uma declaração que não chegou até à hora de fecho desta edição, quer do Conselho de Arbitragem da FPF, que o DN tentou contactar, sem sucesso.

 

Ao que o DN apurou existe uma comissão formada pelos árbitros Nuno Almeida (Algarve), Hugo Miguel (Lisboa), Artur Soares Dias e Jorge Sousa (Porto), com a curiosidade de estes dois últimos estarem envolvidos na jornada da Liga dos Campeões que hoje termina, juntamente com mais quatro árbitros principais e seis assistentes .

 

Este quarteto deseja colocar os árbitros a remar todos para o mesmo lado, contra o ambiente de suspeição cuja gota de água foi o programa de segunda-feira, no canal de televisão do Benfica, que levantou mais suspeição sobre os árbitros. Este programa, por si só, não é o motivo para este movimento, mas veio juntar-se à avalanche dos últimos tempos, em especial desde o início do caso dos e-mails.

 

Segundo o DN apurou, já está garantida a adesão de muitos dos árbitros da primeira categoria, contudo, há detalhes que a APAF está a analisar com os seus advogados, em especial a situação da justificação das ausências.

 

O regulamento disciplinar é claro, no seu artigo 193.º. "Os árbitros, árbitros assistentes, observadores de árbitros e delegados da Liga que faltem injustificadamente a um jogo ou, podendo-o fazer, não informem atempadamente o órgão responsável pela sua nomeação ou o departamento responsável pela organização das competições são punidos com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de dois e o máximo de cinco jogos".

 

Resta saber se estas medidas serão efetivadas e participadas ao Conselho de Disciplina visto que José Fontelas Gomes, presidente do Conselho de Arbitragem, tem estado muito perto da classe, isto apesar de ter sido algo surpreendido com a decisão revelada ontem. Uma coisa é certa, ainda pode tudo se resolver mas muitosdos árbitros entendem que é este o momento para o boicote, sob pena de a ameaça cair em saco roto no futuro.

 

Um jogador a apitar?

 

Mesmo que os árbitros nomeados faltem, os jogos vão mesmo realizar-se e as equipas que se recusem a jogar são punidas comfalta de comparência. O que vai acontecer, basicamente, é que será procurado um árbitro na bancada para apitar os jogos do fim-de-semana, na eventualidade de faltarem equipas de arbitragem inteiras. Caso falte o árbitro principal mas se apresentem outros elementos será o mais categorizado a apitar. Se esta situação falhar, aí sim, procura-se um árbitro na bancada e no limite pode até ser o capitão de uma das equipas a arbitrar.

 

TSF avança hoje que pediram dispensa para a próxima jornada 63(!) dos 66 árbitros de 1ª Categoria.

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Se esta situação falhar, aí sim, procura-se um árbitro na bancada e no limite pode até ser o capitão de uma das equipas a arbitrar.

:mrgreen:

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Confirma-se que eles de facto meteram todos dispensa. Ainda assim, alguns acreditam que a greve não vai para a frente e que será desconvocada amanhã ou 6ª. Caso não haja árbitros C1, haverá sempre alguém na bancada para apitar porque os clubes vão com certeza providenciar árbitros. nem que seja a malta do inatel, por exemplo

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Confirma-se que eles de facto meteram todos dispensa. Ainda assim, alguns acreditam que a greve não vai para a frente e que será desconvocada amanhã ou 6ª. Caso não haja árbitros C1, haverá sempre alguém na bancada para apitar porque os clubes vão com certeza providenciar árbitros. nem que seja a malta do inatel, por exemplo

 

E para o VAR?

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Primeira vez que me lembro que isto acontece sem ser por culpa direta do Sporting.

 

estamos a melhorar

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Citação do jornal "A Bola" online

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ÁRBITROS RECUAM E APITAM NO FIM DE SEMANA

Reunidos esta noite com o Conselho de Arbitragem, os árbitros de 1.ªcategoria decidiram apresentar pedido de dispensa, mas dentro do prazo regulamentar, ou seja para dentro de 20 dias. Desta forma, a jornada do próximo fim de semana decorrerá dentro da normalidade, ficando o pedido de dispensa para ser efetivado na 14.ª jornada da Liga e na 16.ª jornada da Liga 2.

José Fontelas Gomes, líder do Conselho de Arbitragem, teve papel decisivo na reunião desta noite, conseguindo evitar que os árbitros não marcassem presença nos jogos do próximo fim de semana e adiando também a possibilidade de colocar em risco a jornada seguinte, nomeadamente o clássico FC Porto-Benfica.

No entanto, os árbitros deixaram assente que vão fazer uma série de exigências, que, caso não sejam cumpridas, avançarão para uma paragem efetiva da atividade.

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adiando também a possibilidade de colocar em risco a jornada seguinte, nomeadamente o clássico FC Porto-Benfica

 

 

Acho bem... Em que se poderiam pôr as culpas do que venha a acontecer nesse jogo se os árbitros não comparecessem?

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O Porto-Benfica parece-me um ótimo jogo para escolher um adepto na bancada para arbitrar o jogo. :mrgreen:

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Citação do jornal "A Bola" online

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Conheça as exigências dos árbitros para evitar paragem

Através de comunicado divulgado pela Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), os árbitros de 1.º categoria confirmam a entrega do pedido de dispensa dentro do período regulamentar, conforme adiantado por A BOLA, deixando conjunto de exigências que desejam ver cumpridas para que as dispensas não sejam efetivadas na 14.ª jornada da Liga e 16.ª da Liga 2.

Destaque para o pedido de «total ausência de insinuações, da parte de clubes e agentes desportivos, que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros», apontando como exemplo a utilização de expressões como «polvo», «padre», «diácono» ou «apito dourado».

Garante-se mesmo a criação de «um gabinete jurídico específico, destinado a acompanhar e analisar todas as declarações públicas nos diversos órgãos de Comunicação Social, de forma a responsabilizar civil e criminalmente toda e qualquer pessoa que coloque em causa a honra e o bom nome de qualquer agente da arbitragem».

Pelo meio, exige-se «reuniões da APAF e cinco árbitros com o presidente e Direção da Liga, com o objetivo de definir e aprovar um corpo regulamentar que reforce a punição de quem não cumpre as normas éticas e disciplinares», que pretende-se que seja aprovado pela Direção da Liga durante este prazo, e submetido a Assembleia Geral da Liga até 31 de dezembro de 2017.

Eis o comunicado:

Os árbitros C1, assistentes e estagiários decidiram por unanimidade entregar pedidos de dispensa que terão efeito a partir do prazo regulamentar.
A ausência dos árbitros nas competições profissionais será efetiva, nessa data, caso não se verifiquem os seguintes pressupostos:
Total ausência de insinuações, da parte de clubes e agentes desportivos, que coloquem em causa a honra e o bom nome dos árbitros; por clubes e agentes desportivos entendem-se os seus dirigentes, treinadores, jogadores e demais funcionários, os meios de comunicação próprios e aqueles que promovem nas redes sociais;

O período de 20 dias com total ausência de insinuações deve abranger todas estas pessoas e meios. Para que não restem dúvidas, entendemos por insinuações: acusar os árbitros de errarem de forma propositada; acusar árbitros de prejudicarem sempre o mesmo clube; referirem-se, direta ou indiretamente, a qualquer ato não provado de corrupção; aplicar aos árbitros, de forma direta ou indireta, expressões como «polvo», «padre», «diácono» ou «apito dourado», entre outras infelizmente utilizadas por diversos clubes já esta época;

- Durante estes 20 dias exigimos reuniões da APAF e cinco árbitros com o presidente e Direção da Liga, com o objetivo de definir e aprovar um corpo regulamentar que reforce a punição de quem não cumpre as normas éticas e disciplinares a que estão obrigados todos os agentes, tal como sucede, por exemplo, na UEFA;

Este novo corpo regulamentar de normas éticas e disciplinares deverá ser aprovado pela Direção da Liga durante este prazo, e submetido a Assembleia Geral da Liga até 31 de dezembro de 2017, passando a vigorar assim que for regulamentarmente possível.

Consideramos que é equilibrada esta posição dos árbitros, tomada de forma a defender o Conselho de Arbitragem e para bem do futebol português, garantindo a igualdade de direitos entre os clubes e todos os agentes desportivos. Ao mesmo tempo, isto dá à Liga e aos clubes profissionais de futebol tempo suficiente para agir, de forma ponderada mas firme, na defesa das competições em que participam.

Os árbitros são hoje – como sempre foram – sensíveis aos apelos ao bom senso. Mas já não estão disponíveis para continuar a ser os únicos agentes do universo do futebol profissional com bom senso.

Mas ninguém pode ficar com dúvidas: se muita coisa não mudar nos próximos 20 dias, os árbitros não continuarão disponíveis para aceitar que a sua honra e bom nome continuem a ser sistematicamente postos em causa por quem tem por obrigação defender a integridade das competições profissionais. Queremos que seja promovida uma reflexão urgente para bem do futebol português, envolvendo todos os agentes desportivos e demais parceiros, como as associações de classe dos dirigentes, treinadores, jogadores e todas as que fazem parte da indústria do futebol.

As condições de serenidade, respeito e segurança, que são absolutamente essenciais para que os árbitros entrem em campo, estão em crise. Algo tem de ser feito de imediato pelo futebol!

Nesse sentido, a APAF e os árbitros resolveram criar um gabinete jurídico específico, destinado a acompanhar e analisar todas as declarações públicas nos diversos órgãos de Comunicação Social, de forma a responsabilizar civil e criminalmente toda e qualquer pessoa que coloque em causa a honra e o bom nome de qualquer agente da arbitragem.

A APAF oficiará esta quinta-feira a Direção da Liga no sentido de marcar, de forma urgente, a primeira reunião de trabalho com vista a definir e fazer aprovar regulamentos disciplinares que punam verdadeiramente quem não respeita os agentes de arbitragem.

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