Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Axadrezado

G15 arranca terça feira.

Publicações recomendadas

Premier League clubs cannot loan to another Premier League club a player they have acquired in the same transfer window.

 

Isto também é bem pensado.

Compartilhar este post


Link para o post

lol belo filme

 

E o Tio não falou do batente que o Figueiredo deu numa rotunda do Porto (estava para dizer que foi na Boavista mas não tenho a certeza).

Compartilhar este post


Link para o post

Acima de tudo já é altura de os "pequenos" perceberem que defender os seus interesses não é irem na onda dos "grandes", que apesar do poder de uns e outros, são 3 contra 15 e que se não se deixarem ludibriar pelo sucesso imediato podem construir algo decente e com futuro, sem precisarem das migalhas venenosas dos "grandes".

Compartilhar este post


Link para o post

"Achei engraçado o António Salvador ser contra os empréstimos e ter lá um jogador que nos pediu muito, que é o João Carlos Teixeira. Espero que em janeiro o devolva para ser coerente", atirou Pinto da Costa, à margem da inauguração da exposição sobre os 90 anos de basquetebol no FC Porto.

Editado por dragomir

Compartilhar este post


Link para o post

lol belo filme

Antes fosse. É tudo verdade, infelizmente.

 

E o Tio não falou do batente que o Figueiredo deu numa rotunda do Porto (estava para dizer que foi na Boavista mas não tenho a certeza).

Porque isso não teve nada que ver com a gestão da Liga.

 

E foi na rotunda do Norteshopping.

Compartilhar este post


Link para o post
G-15 apresenta oito medidas "para melhorar futebol português"

 

O movimento de clubes da I Liga futebol, apelidado de G-15, por não incluir FC Porto, Sporting e Benfica, apresentou hoje oito propostas para a "melhoria do futebol português" e que irá submeter à Liga de Clubes.

 

O movimento esteve hoje reunido num hotel de Vila do Conde, e, tal como aconteceu na sessão da semana passada, no Porto, voltou a não ter a presença de representantes do Vitória de Guimarães, Vitória de Setúbal, Portimonense e Moreirense

 

Na lista de propostas, aprovadas por consenso entre os presentes, surge à cabeça a recomendação de "restruturação do modelo de governação da Liga [de clubes]", a adoção de um "novo regime de cedências temporárias de jogadores entre clubes da I Liga" e a "alteração das regras do sorteio condicionado do calendário de jogos".

 

Os clubes pretendem, ainda, a "alteração ao critério de pagamento da taxa de transmissão televisiva, com isenção dos clubes da II Liga", e, também, "a criação de um fundo de solidariedade para os clubes que descem à II Liga".

 

No que diz respeito à arbitragem, a lista recomendações do G-15, visa apenas o VAR [Vídeo Árbitro], com o pedido de "uniformização do número de câmaras de televisão para efeitos de VAR" e também a "elaboração de recomendação à FPF e Liga a propósito do VAR e sua operacionalização".

 

O movimento do G-15 acordou, igualmente, "um pacto de não-agressão entre si" e convidou os restantes clubes a adotarem a mesma conduta, embora propondo "uma revisão do quadro de infrações a dirigentes e a agentes desportivos", quando tal não acontecer.

 

A lista de recomendações foi lida por Rui Pedro Soares, presidente da SAD do Belenenses, que vincou que "será aberto um espaço de diálogo com os clubes da II Liga, tendo em vista o conhecimento das suas preocupações e necessidades".

 

O dirigente do clube do Restelo confirmou que todas estas propostas "serão apresentadas à Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a quem será pedida a convocação e realização de uma Assembleia Geral extraordinárias até final de dezembro deste ano".

 

Sobre a repetida ausência dos quatro clubes nesta segunda reunião formal do movimento, Rui Pedro Soares disse que a mesma "foi justificada", enquanto Carlos Pereira, presidente do Marítimo, assegurou que, apesar disso, há uma sintonia de ideias.

 

"Os clubes que não estão presentes, exceto o Vitória de Setúbal, fizeram questão de delegar a sua representação nas sociedades aqui presentes, dizendo que estão em sintonia com o modelo e as recomendações para esta reestruturação", afirmou o dirigente madeirense, que foi, também, um dos porta-voz do grupo.

 

Carlos Pereira explicou porque voltaram a não ser convidados FC Porto, Sporting e Benfica para esta reunião, dizendo que "os interesses dos três grandes são diferentes dos interesses e do modelo que este grupo de clubes, que tem sido menos favorecido, defende para remodelação do futebol português".

 

Ainda sobre a exclusão dos três 'grandes' deste movimento, Rui Pedro Soares retomou a palavra para dizer que "nos últimos anos os três clubes ditos grande reuniram sistematicamente, sozinhos, em defesa dos seus interesses e do futebol português".

 

"Nesta fase estão a trabalhar estes 15 clubes sobre preocupações dos 15. Não somos contra ninguém, mas sim a favor do futebol português. Vamos dar voz às preocupações comuns de clubes da I Liga e estamos convictos que este grupo vai transformar o futebol português e que este movimento é imparável", disse o presidente do Belenenses.

 

Esta ideia foi corroborada por Paulo Menezes, presidente do Paços de Ferreira, outro dos porta-vozes dos clubes na reunião de ontem.

 

"Fomos excluídos de um grupo que foi mandatado para constituir uma direção da Liga, há não muito tempo, mas nem por isso nos sentimos menores", disse o líder do emblema pacense.

 

Paulo Menezes vincou ainda o celebrar um pacto de não agressão entre os clubes que integram este movimento, mostrando-se esperançado que contagie as restantes sociedades desportivas.

 

"Temos um pacto de não agressão, porque achamos que não devemos ultrapassar a linha da falta de respeito e elevação no mundo desporto. Seria uma hipocrisia negar que alguns a têm ultrapassado, não interessa por quem, mas o importante é terminar com isso, nem que seja preciso recorrer à sanção disciplinar dos regulamentos", vincou o presidente do Paços de Ferreira.

 

Sobre as questões da arbitragem pouco foi referido, além das questões do VAR, mencionadas na lista de oito propostas.

 

"Não estamos preocupados com a mudança da arbitragem de organismo, o que queremos é que funcione na perfeição, e continuaremos a dar contributos para ser melhorada", vincou Carlos Pereira, presidente do Marítimo.

 

O dirigente madeirense revelou que estas propostas serão entregues à Liga de Clubes durante a próxima semana, de forma a ser convocada a Assembleia Geral extraordinária, para uma ratificação que deve acontecer por maioria, pois é subscrita, por, pelo menos, 14 clubes da I Liga.

 

DN

Compartilhar este post


Link para o post

Citação do jornal "Record" online

lg_rec.png

CLUBES DA 2.ª LIGA QUEREM EQUIDADE NOS VOTOS
Reunião em Coimbra com um tema em foco


A grande parte dos clubes da 2.ª Liga estiveram na tarde desta segunda-feira reunidos em Coimbra, onde debateram o estado do futebol profissional em Portugal.

Em destaque esteve a distribuição dos votos na Liga Portuguesa de Futebol, entre os clubes da Liga NOS e da 2.ª Liga, algo que estes emblemas pretendem alterar. "Um dos temas que mais nos preocupa e que queremos ver discutido numa próxima Assembleia-Geral é a questão da equidade entre os clubes. Queremos um clube, um voto. Essa é a nossa meta", começou por dizer António Gaspar Dias, presidente do Penafiel e porta-voz no final da reunião, mostrando-se, depois, otimista em relação à aceitação desta medida por parte dos clubes da Liga NOS.

"O que aqui está em causa é o futebol profissional. Os clubes da 2.ª Liga também são do futebol profissional. Aliás há clubes hoje na 2.ª Liga que estiveram muito mais tempo na primeira liga do que outros que agora lá estão. Acho que os clubes estão sensíveis, uma vez que esta medida é uma questão de bom senso e de senso comum", defendeu.

Diga-se, a propósito, que Académica, Penafiel, Oliveirense, Famalicão, Varzim, Gil Vicente, U. Madeira e Leixões foram os emblemas que se fizeram representar pelos seus presidentes ou por alguém da sua estrutura, enquanto os outros delegaram a sua representação noutros clubes presentes, ainda que todos tenham estado representados.

Autor: Ricardo Chambel



Voltam a reunir dia 18 de Dezembro. Editado por andriy pereplyotkin

Compartilhar este post


Link para o post
Sporting ameaça não emprestar jogadores a quem subscrever propostas do G15

 

O Sporting ameaça não emprestar jogadores a clubes que subscrevem as propostas do G15, o grupo de clubes da Primeira Liga que não conta com os ´três grandes`. Este grupo, encabeçado por António Salvador, presidente do SC Braga, tem-se reunido nas últimas semanas para tentar encontrar propostas alternativas que visam atenuar as diferenças entre Benfica, FC Porto e Sporting para os demais.

 

"O Sporting está a ponderar seriamente deixar de emprestar jogadores aos clubes da primeira liga aos clubes que subscreverem as propostas que vierem a ser feitas. Achamos que a emancipação dos clubes deve acontecer, desde que subsistam sem os três grandes, então entendemos que quem subscrever estas propostas, que não antecipamos como positivas para o futebol português, devem caminhar sozinhos sem a nossa colaboração", rematou Nuno Saraiva, no programa ´Verde no Branco`, da Sporting TV.

 

 

O diretor de comunicação dos ´leões` disse não esperar nada de bom das propostas que possam sair do G15.

 

"Estamos muito curiosos para ver que propostas de arbitragem têm para fazer, que tipo de alinhamentos pretendem ter. Apesar de muitas propostas estarem em linha com alguns aspetos que defendemos, entendemos que, no seu conjunto, não permitem adivinhar nada de bom, porque não parece que haja o desejo sério e inocente de melhorar, de facto, o que está mal no futebol português", comentou.

 

Nuno Saraiva lembra que "boa parte das propostas" já tinham sido defendidas pelo Sporting. " Por exemplo, a reestruturação do modelo de governação da Liga. É sui generis que os clubes defendam boa parte do que o Sporting defende", atirou.

 

https://desporto.sapo.pt/futebol/primeira-liga/artigos/sporting-ameaca-nao-emprestar-jogadores-a-quem-subscrever-propostas-do-g15

 

:mrgreen:

 

Não diz coisa com coisa...

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

:mrgreen:

 

Não diz coisa com coisa...

 

Queres rir-te mais um bocado?

 

"Nuno Saraiva, diretor de comunicação do Sporting, utilizou a rede social Facebook para lançar uma ‘farpa’ ao presidente do SC Braga, António Salvador.

 

Segundo Nuno Saraiva, as propostas apresentadas pelo emblema bracarense na reunião desta terça-feira do G-15, ocorrida na cidade do Porto, que reuniu vários clubes da Liga (exceto os denominados três `grandes`), são muito idênticas às propostas já apresentadas e defendidas pelo Sporting e pelo seu presidente Bruno de Carvalho."

https://www.abola.pt/Nnh/Noticias/Ver/702921

 

Que indivíduo mais miserável.

Compartilhar este post


Link para o post

É exatamente isso que é hilariante.

 

Diz ele que as propostas apresentadas pelo G15 são muito idênticas às que o Sporting apresentou. E daí conclui que não as considera como positivas para o futebol português. Isto é o cúmulo da imbecilidade.

 

E ainda acrescenta que é sui generis que os (outros) clubes defendam boa parte do que o Sporting defende. Dando a entender que as propostas do Sporting não existiram para benefício dos restantes clubes.

 

Mas a melhor é quando ele confessa que os empréstimos dos Grandes contribuem para impedir que os outros clubes se emancipem. Ou seja, os empréstimos existem para fomentar a dependência dos restantes clubes em relação aos Grandes.

 

 

Eu nem concordo com todas as propostas do G15. Mas o movimento justifica-se plenamente se continuar a trazer os coelhos para fora da toca. Para os desmascarar. Primeiro foi o Pinto da Costa, agora o Saraiva. E ainda falta alguém do Benfica falar sobre o assunto. Aguardo com grande expetativa.

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post

Mas esclarece-me uma coisa, se os empréstimos são nocivos a essa emancipação porque é que as equipas continuam a pedi-los? O Sporting, o Porto e o Benfica não andam a apontar armas aos clubes pequenos para lhes emprestar jogadores, acho eu.

Compartilhar este post


Link para o post

Não suporto o sujeito e tomo como uma ofensa a presença dele em qualquer cargo dentro do Sporting, no entanto, em defesa dele - blergh -, diz ele que "muitas propostas" estão "em linha" com as do Sporting, mas que "no seu conjunto, não permitem adivinhar nada de bom".

 

Imagino que queira dizer que embora algumas propostas estejam na linha daquilo que o Sporting também defende, outras desvirtuarão as ideias do Sporting e, no global, acabam por não ser positivas, tendo no entanto metido os pés pelas mãos na justificação que deu. O que é irónico visto ele ser director de comunicação, o que levaria um gajo a pensar que ele seria especialmente bom a expor o ponto de vista da instituição que representa...

 

Diga-se, também, que a posição do Sporting é uma parvoíce, em especial essa rábula dos emprestados. Tal e qual aquele puto que é dono da bola no recreio e diz para os outros que não os deixa jogar se não fizerem o que ele manda.

Compartilhar este post


Link para o post

Mas esclarece-me uma coisa, se os empréstimos são nocivos a essa emancipação porque é que as equipas continuam a pedi-los? O Sporting, o Porto e o Benfica não andam a apontar armas aos clubes pequenos para lhes emprestar jogadores, acho eu.

 

Agora não sou eu que o digo (embora já o diga há muitos anos e nunca me canse de o voltar a dizer). É o Saraiva.

 

Não andam a apontar armas? Então o que é esta ameaça do Saraiva? Aqueles que não fizerem o que nós queremos ficam sem os jogadores que lhes emprestámos! Isto é o quê? Não é apontar armas? Os clubes grandes vivem, no que respeita aos empréstimos, da falta de união dos restantes. Convencem-nos a aceitar os jogadores que bem entendem alegando que, sem eles, as suas equipas ficam mais fracas que os seus competidores diretos. Foi isso que o Sporting fez no ano passado com o Vitória de Setúbal. Não gostaram das atitudes dos dirigentes e jogadores do Vitória e sacaram-lhes o Gauld e o Geraldes com a intenção de os emprestar ao Chaves, concorrente direto dos vitorianos.

 

E isto já para não falar de outras formas de "apontar armas". A fazer fé no relato do Salvador, a forma como se processou o empréstimo do João Carlos Teixeira foi uma ciganice.

 

Mas numa coisa tens razão. Se os dirigentes dos clubes pequenos fossem minimamente decentes nunca se assistiria a esta pouca vergonha. Daí a surpresa que me continua a assaltar ao vê-los reunidos num movimento concertado, claramente contra a influência perniciosa dos Grandes, e dispostos (por enquanto) a ratificar uma proposta que inviabiliza o acolhimento de jogadores emprestados pelos Grandes. Cada dia que passa sem que alguém apareça a roer a corda é uma surpresa para mim.

Editado por Descartes

Compartilhar este post


Link para o post

Não foi isso que eu escrevi. Os clubes grandes andam a forçar os pequenos a receber jogadores por empréstimo? Porque é que o G15 está a propôr que os empréstimos inter-campeonato se tornem ilegais quando eles próprios podem não receber jogadores por empréstimo?

Compartilhar este post


Link para o post

Não foi isso que eu escrevi. Os clubes grandes andam a forçar os pequenos a receber jogadores por empréstimo? Porque é que o G15 está a propôr que os empréstimos inter-campeonato se tornem ilegais quando eles próprios podem não receber jogadores por empréstimo?

 

Os clubes grandes vivem, no que respeita aos empréstimos, da falta de união dos restantes. Convencem-nos a aceitar os jogadores que bem entendem alegando que, sem eles, as suas equipas ficam mais fracas que os seus competidores diretos.

 

Da próxima vez peço ao kareca para me dar uma ajuda a sintetizar as ideias em apenas uma ou duas frases para ficar mais acessível... :wink:

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Não foi isso que eu escrevi. Os clubes grandes andam a forçar os pequenos a receber jogadores por empréstimo? Porque é que o G15 está a propôr que os empréstimos inter-campeonato se tornem ilegais quando eles próprios podem não receber jogadores por empréstimo?

 

É fácil de perceber. Se não houver empréstimos de todo, os clubes "pequenos" partem em pé de igualdade na formação do plantel, quer em termos de custos financeiros, quer no tipo de jogadores que podem contratar (e evitam o efeito nocivo de época para época ter de substituir 4 ou 5 posições do 11 porque acabam os empréstimos). Tem também o benefício potencial de os grandes terem de colocar esses jogadores, agora em definitivo, ou no minimo, de não os contratarem para emprestar depois, deixando-os ao alcance desses clubes mais "pequenos". Por fim, há também aquele que é, para mim (e imagino que para o Descartes também), o maior beneficio - deixa de haver influência dos grandes nos pequenos nas votações para a Liga porque perdem o instrumento de chantagem, digamos assim, e passa a ser possível que todos os clubes possam tomar a decisão que acham melhor para o futebol nacional, em vez de alinharem pelo interesse do clube que servem. Se estas medidas não forem tomadas por unanimidade, então os clubes que não aderirem passam a ter uma vantagem injusta sobre todos os outros, porque esses passam a ter acesso a todo o "mercado" de emprestados e benesses dos grandes, ao passo que os outros clubes arcam com todos os sacrificios do não acesso de emprestados, mas já sem recolher a maioria dos benefícios que existiriam caso não houvesse empréstimos de todo.

 

Imagina um cenário de greve. Esta tem como objectivo a paralisação do serviço prestado por parte dos funcionários, mas só tem algum peso se de facto a maioria aderir. Caso contrário, todos os outros funcionários que fizeram greve ficam expostos e vulneráveis à vontade do empregador daí em diante.

Compartilhar este post


Link para o post

Essa proposta de acabar com os empréstimos é muito bonita e para toda a gente gostar muito e aplaudir mas na prática há mil e uma maneiras de contornar isso.

 

Quanto ao post do Saraiva, vou-me abster de fazer qualquer comentário que é para nem me chatear.

Compartilhar este post


Link para o post

Essa proposta de acabar com os empréstimos é muito bonita e para toda a gente gostar muito e aplaudir mas na prática há mil e uma maneiras de contornar isso.

 

Pois, como é o caso do Wallyson no Rio Ave, ou do Chaby no Belenenses. Sou a favor do fim dos empréstimos, principalmente entre clubes da mesma divisão. Mas isto tinha de ter outra base para ser sustentável, possivelmente proibir clausulas manhosas que mantém esses jogadores de certa forma ligados a equipas da mesma divisão (ex.: clausulas de recompra, partilha de passes, etc etc...)

 

Esta postura do Sporting (sim porque infelizmente o Saraiva está em representação do Sporting) no que toca aos empréstimos é ridícula, e demonstra uma intenção clara de chantagem com os restantes clubes da liga onde jogam os seus emprestados. Não me revejo nada nisto.

Compartilhar este post


Link para o post

Citação do jornal "Expresso" online

icon.png

António Salvador: “Sem sanções mais pesadas, o crime compensa e permite todos os desvarios no futebol”

Presidente do SC Braga é um dos mobilizadores do G15, o grupo que reúne os clubes da I Liga, com exceção do Benfica, FC Porto e Sporting. Com o cenário de escusa dos árbitros em aberto, em sinal de represália ao clima de intimidação, António Salvador defende ser uma injustiça que pague o justo pelo pecador, rejeitando o estigma que paira sobre todos os clubes. “Qualquer decisão de boicote deve visar diretamente os responsáveis pela suspeição”, diz à Tribuna Expresso, convicto de que o futebol português precisa de uma reforma profunda, a começar pela "tirania financeira" da política de empréstimos dos grandes

O G15 é o sinal de uma revolta em marcha dos 'pequenos' clubes contra os 'grandes'?

Não vemos a questão dessa forma. A composição deste grupo, em função do muito que une estes clubes, permite que nesta fase inicial o debate seja fluido e produtivo, porque é muito fácil desenvolver propostas concretas e comuns a todos estes emblemas. Todos sentimos na pele os mesmos problemas e assimetrias. Queremos envolver todos os clubes do nosso futebol profissional, mas entendemos que nesta fase era fundamental que um grupo alargado pudesse refletir sobre o que é importante mudar no nosso futebol. Entendemos que há três clubes que estão menos interessados do que os outros nesta mudança de paradigma, porque há raízes muito fundas no nosso futebol que perpetuam a influência exercida por esses clubes [grandes] e que asfixia todos os outros.

Na origem do movimento está o caso dos e-mails e a estratégia belicista de comunicação de Benfica, FC Porto e Sporting?

De todo. Vejo com preocupação aquilo que tem acontecido a esse nível e julgo que também os meus colegas do G15 sentem o mesmo, mas a nossa motivação é a defesa das nossas propostas e não surge como reação a qualquer clube ou grupo de clubes. Queremos reformar o futebol em Portugal e isso passa por coisas muito mais profundas do que pontuais estratégias de comunicação.

O programa 'Chama Imensa', da BTV, foi a gota de água?

Não há relação absolutamente nenhuma entre uma coisa e outra.

O G15 fez um pacto de não-agressão e convidou os grandes a fazerem o mesmo. Acredita que vão aderir às tréguas?

Sinceramente, não, mas não me cabe comentar estratégias alheias. Este grupo de clubes entende que é possível estar no futebol com elevação e que a defesa dos interesses de cada clube pode ser feita sem prejuízo do respeito institucional entre competidores. O futebol é um meio que está exposto ao erro e à crítica, pelo mediatismo que tem. Eu e o SC Braga não deixaremos de criticar quando tivermos de o fazer, mas não entraremos na acusação rasteira nem no ataque gratuito. Todos os clubes, os seus profissionais e adeptos merecem, da nossa parte, o mais profundo respeito.

Perante o pedido de dispensa dos árbitros, que ainda está em aberto, veio defender que a escusa aos jogos devia ser restrita aos três grandes. São os únicos culpados do clima de suspeição em torno da arbitragem?

A generalização cria um estigma. E o estigma que paira sobre todos os clubes do futebol em Portugal é de uma profunda injustiça, porque faz pagar o justo pelo pecador. É inadmissível que clubes como aqueles que constituem o nosso grupo sejam acusados e penalizados por obstar ao trabalho dos árbitros. Isso não corresponde à realidade e por isso apelei à coragem de todos os setores do futebol português. Se há responsáveis claros e evidentes pelo clima que neste momento rodeia a arbitragem, eles devem ser denunciados e qualquer decisão de boicote deve visar diretamente esses responsáveis, ilibando aqueles que não alimentam suspeições e que não ameaçam a integridade física nem moral - e reforço a questão moral - de todo um sector.

Que organismo/entidade fora das estruturas da FPF/Liga propõe para a gestão/nomeações da arbitragem?

Sei que essa é uma mudança profunda. Sei que deve ser muito bem estudada e aplicada à nossa realidade. Mas também sei que é um modelo que tem provas dadas, nomeadamente no futebol inglês. Acredito que um sector da arbitragem autónomo, responsável pela sua autogestão e livre de interferências estaria fortalecido para cumprir o seu papel mais capazmente. É um debate que não pode ser travado de ânimo leve, mas eu e o SC Braga estamos dispostos a travá-lo.

Quem são os dirigentes que deviam ser irradiados do futebol?

Não me compete tal avaliação, não contribuirei para esse ruído. É preciso que as entidades máximas do nosso futebol, e não excluo o Governo desta missão, possam exercer o seu poder em prol do superior interesse das competições e da sua viabilidade desportiva e financeira. Porque aquilo que tem acontecido é um crime reiterado contra esta atividade que tanto faz pelo nosso país.

A solução para travar a guerrilha aberta no futebol português passa por sanções mais pesadas? A proposta do G15 vai nesse sentido?

Não só, mas também. Hoje, o crime compensa. Há uma indesmentível sensação de impunidade que permite todos os desvarios.

Fernando Gomes e Pedro Proença já deviam ter assumido posições mais duras?

Fernando Gomes e Pedro Proença estão certos nas posições que defendem. Não duvido de que estão preocupados com este estado de coisas e que percebem os atropelos que têm sido cometidos. Mas este, como tenho dito, é um tempo que exige coragem. Quero acreditar que os responsáveis máximos das instituições que gerem o nosso futebol serão agentes decisivos para a salvaguarda da verdade desportiva e da sustentabilidade das competições. Este é um momento terrível, mas porque não o vemos também como uma oportunidade? Se o futebol português precisa de uma reforma profunda e urgente, do que estamos à espera?

O fim dos empréstimos de jogadores entre clubes da mesma divisão é outra das proposta do G15. Caso seja aprovada, as pequenas e médias equipas não ficarão menos competitivas?

Não. É preciso virar a questão do avesso. Se o mercado interno de empréstimos estiver fechado, um clube que tenha 50 ou 60 jogadores nos seus quadros vai ter um problema grave, porque num plantel só cabem 26/27. Permitindo empréstimos, um clube com capacidade financeira pode ter esses 50 ou 60 jogadores sob contrato, ficar com os 26/27 melhores e distribuir os restantes, exercendo influência “política” e retirando vantagem desportiva, seja porque esses bons jogadores não podem defrontar a sua equipa de origem, seja porque a época lhes corre bem e eles regressam valorizados, mais experientes e rodados. É também uma forma de tirania financeira, porque quem tem capacidade de investimento pode aliviar muitos orçamentos com uma compra aqui e outra ali. O fim dos empréstimos seria excelente, porque obrigaria a que os bons jogadores estivessem distribuídos por vários clubes e não concentrados nos quadros sobrelotados de apenas três.

Pinto da Costa diz que acha engraçado ser contra os empréstimos quando pediu muito o João Carlos Teixeira, que espera seja devolvido em janeiro. Que razões vai invocar para mantê-lo no Sporting de Braga?

Já respondi a essa pergunta. Se não fossem permitidos empréstimos, o Teixeira tinha vindo, em agosto, a título definitivo. Tão simples quanto isto. Como se permitem empréstimos, o SC Braga joga com as regras existentes e que são válidas para todos.

Quem são os outros jogadores que tem por empréstimo?

É público. Temos o Jefferson, o André Horta e o Bruno Viana.

Defende que apenas ex-árbitros de elite exerçam funções de videoárbitro. É uma proposta exequível?

Claro que é. Tivemos nos últimos anos a melhor geração e a mais preparada geração de árbitros da história do futebol português. Esses árbitros estão a terminar as suas carreiras, é descabido que continuem a dar o seu contributo ao sector? Mas eu quero deixar claro que defendo, acima de tudo, a separação entre o árbitro que ajuíza no campo e o especialista que o apoia como VAR, porque entendo que o videoárbitro deve ter preparação específica para a função que desempenha e não deve estar sujeito à confusão de papéis que hoje existe, em que num dia se está no campo e no outro está-se a ajudar, ou não, um colega. Este é que me parece o ponto essencial, separar claro o núcleo de árbitros do núcleo de videoárbitros.

Não é uma ideia romântica pensar que o sistema pode mudar à revelia dos grandes?

Eu acredito que o tempo nos permitirá perceber que todos os clubes, sem exceção, têm a ganhar com um futebol mais equitativo, mais competitivo, que distribua melhor os recursos e as receitas disponíveis. O futebol português como está vai continuar a perder competitividade. Os campeonatos estão mais desequilibrados, logo menos atrativos para o mercado externo, e isso também potencia que as equipas portuguesas percam competitividade na Europa, porque cá dentro estão habituadas a um nível médio-baixo.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...