Poeira Publicado 22 Fevereiro 2018 Já que estamos aqui a falar de regras lanço uma pergunta que é algo que me deixa um bocado perplexo. Porque raio é que os guarda-redes, tendo uma regra que só podem ter a bola 6 segundos na mão, podem estar à vontade 15 segundos e nunca acontece nada? Juro que mete raiva. Porque os árbitros são complacentes com isso. Aliás, nem me lembro da última vez que vi um livre indirecto ser assinalado por esse motivo. Tenho muita dificuldade em conseguir assimilar certos argumentos que aqui surgiram. O que me deixou literalmente de queixo caído foi o do Poeira ao dizer que não quer que o Futebol perca momentos inolvidáveis como aquele que deu a vitória do Sporting em Tondela. A emoção e alegria dos que venceram numa altura em que o jogo já deveria ter terminado 2 minutos atrás... Esquecendo, claro, porque não lhe importa referir, a tristeza, desilusão, sentimento de injustiça e de frustração dos que perderam. É como se defendesse a legalidade dos assaltos para não impedir a satisfação do ladrão. Faz parte, diz o Poeira. Diz até que a justiça não tem lugar no futebol. Eu leio e tenho que esfregar os olhos duas vezes para acreditar que aquilo está mesmo ali escrito... Já tivemos esta discussão, Descartes. Tu achas que a prioridade é conferir justiça, rigor e objectividade ao futebol, acima de qualquer interesse. Eu não sou dessa opinião. E obviamente que não é por ser conivente com erros de arbitragem. É porque acho que isso não deve atropelar outros aspectos que considero mais essenciais ao espectáculo. Não referi porque achei que não era necessário. Mas todos esses sentimentos fazem também parte do futebol, sim. E o exemplo aqui não é o melhor para passar uma ideia, porque eu considero-me imune a clubismos. Se o Sporting não tivesse futebol, continuava a ser adepto do desporto e a consumir jogos diariamente sem qualquer problema. Sou adepto de futebol, no geral. Curiosamente, acho que é também um grupo minoritário de adeptos em que nunca ninguém pensa, quando se abordam este tipo de alterações. Provavelmente pela perspectiva do futebol-negócio, que abafa todos os restantes interesses do desporto nos dias que correm. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 22 Fevereiro 2018 (editado) Porque os árbitros são complacentes com isso. Aliás, nem me lembro da última vez que vi um livre indirecto ser assinalado por esse motivo. Já tivemos esta discussão, Descartes. Tu achas que a prioridade é conferir justiça, rigor e objectividade ao futebol, acima de qualquer interesse. Eu não sou dessa opinião. E obviamente que não é por ser conivente com erros de arbitragem. É porque acho que isso não deve atropelar outros aspectos que considero mais essenciais ao espectáculo. Não referi porque achei que não era necessário. Mas todos esses sentimentos fazem também parte do futebol, sim. E o exemplo aqui não é o melhor para passar uma ideia, porque eu considero-me imune a clubismos. Se o Sporting não tivesse futebol, continuava a ser adepto do desporto e a consumir jogos diariamente sem qualquer problema. Sou adepto de futebol, no geral. Curiosamente, acho que é também um grupo minoritário de adeptos em que nunca ninguém pensa, quando se abordam este tipo de alterações. Provavelmente pela perspectiva do futebol-negócio, que abafa todos os restantes interesses do desporto nos dias que correm. Já? É muito provável. Descreveste muito bem a situação. Para mim a prioridade é a justiça, o rigor e objetividade. Em suma: a verdade desportiva. Para outros não será essa a prioridade embora a apregoem. Para mim o erro dos árbitros não faz parte do jogo e deveria ser abolido recorrendo a todos os meios disponíveis. Tal como os erros judiciais devem ser abolidos da sociedade. Indignam-me as injustiças. Outros sustentam que os erros dos árbitros fazem parte do jogo, mas não se coíbem a expressar medidas que, na sua opinião os poderiam reduzir. Coisas simples como decretar que os árbitros têm que ser honestos e competentes e que a mentalidade de todos os agentes envolvidos no futebol deveria mudar. Eu proponho que exista contagem do tempo cronometrado para inviabilizar os benefícios que um Guarda-Redes tem em atrasar a marcação de um pontapé de baliza, outros advogam que os árbitros devem punir mais severamente quem prevarica. Prevenção vs Punição. Para solucionar um problema, sendo viável, eu opto sempre pela prevenção. Tu descobres problemas que não existem. Não queres terminar com a emoção de um golo marcado nos últimos segundos. Como se a cronometragem do tempo não tivesse igualmente últimos segundos em que se podem marcar golos. Não queres que as jogadas terminem quando a bola se dirige ao avançado que se prepara para a finalização. Como se não houvesse a possibilidade de criar uma regra que diria que o jogo termina apenas quando a bola sair das 4 linhas após o final do tempo regulamentar... Dizes que a cronometragem iria descaracterizar o jogo. E eu pergunto: ao impedir que os árbitros estendam ou encolham o tempo de jogo conforme os seus interesses conscientes ou subconscientes? Retirando benefícios a quem se entretém a atrasar reposições de bola em jogo, a fingir lesões ou a mandar recolher os apanha-bolas? O que é que cada uma destas coisas tem a ver com o jogo jogado de que ambos gostamos? Sinceramente, não percebo. Editado 22 Fevereiro 2018 por Descartes Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 22 Fevereiro 2018 Eu não percebo é porque é que associam logo o tempo cronometrado a longas paragens. Ninguém está a pedir timeouts ou paragens, apenas que o tempo pare quando a bola não está em jogo. Onde é que estariam essas paragens? Porque alguém se mandava para o chão? Bem, isso já acontece. Porque não existem bolas? Bem, os apanhas bolas da equipa visitada que se apanha a ganhar retardam sempre a entrega da bola. Porque o guarda-redes demora mais a bater o pontapé de baliza? Bem, vemos isso em todos os jogos. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 22 Fevereiro 2018 Eu não percebo é porque é que associam logo o tempo cronometrado a longas paragens. Ninguém está a pedir timeouts ou paragens, apenas que o tempo pare quando a bola não está em jogo. Onde é que estariam essas paragens? Porque alguém se mandava para o chão? Bem, isso já acontece. Porque não existem bolas? Bem, os apanhas bolas da equipa visitada que se apanha a ganhar retardam sempre a entrega da bola. Porque o guarda-redes demora mais a bater o pontapé de baliza? Bem, vemos isso em todos os jogos. As paragens hoje em dia são curtas precisamente porque o tempo está a contar. Um jogador lesiona-se, é rapidamente assistido em campo e retirado para se retomar o jogo. Num jogo cronometrado, em que o tempo não ande durante essa paragem, perde-se essa urgência no retomar do jogo. E não seria só numa situação destas, poderia ocorrer em casos em que houvesse reposição de bola em jogo, marcação de livres, lançamentos de linha lateral... Perde-se essa fluidez natural de um jogo de futebol. Torna-se fácil quebrar o ritmo de um jogo. O futebol é uma modalidade de 22 jogadores num campo enorme, não é um jogo de futsal ou andebol em que a bola chega de uma baliza à outra em segundos. Nesses é fácil manter a intensidade porque o campo é curto e a bola está sempre próxima das balizas. No futebol, não. Cortas o ritmo de jogo, demoras a retomar o fio à meada. Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 22 Fevereiro 2018 Já? É muito provável. Descreveste muito bem a situação. Para mim a prioridade é a justiça, o rigor e objetividade. Em suma: a verdade desportiva. Para outros não será essa a prioridade embora a apregoem. Para mim o erro dos árbitros não faz parte do jogo e deveria ser abolido recorrendo a todos os meios disponíveis. Tal como os erros judiciais devem ser abolidos da sociedade. Indignam-me as injustiças. Outros sustentam que os erros dos árbitros fazem parte do jogo, mas não se coíbem a expressar medidas que, na sua opinião os poderiam reduzir. Coisas simples como decretar que os árbitros têm que ser honestos e competentes e que a mentalidade de todos os agentes envolvidos no futebol deveria mudar. Eu proponho que exista contagem do tempo cronometrado para inviabilizar os benefícios que um Guarda-Redes tem em atrasar a marcação de um pontapé de baliza, outros advogam que os árbitros devem punir mais severamente quem prevarica. Prevenção vs Punição. Para solucionar um problema, sendo viável, eu opto sempre pela prevenção. Tu descobres problemas que não existem. Não queres terminar com a emoção de um golo marcado nos últimos segundos. Como se a cronometragem do tempo não tivesse igualmente últimos segundos em que se podem marcar golos. Não queres que as jogadas terminem quando a bola se dirige ao avançado que se prepara para a finalização. Como se não houvesse a possibilidade de criar uma regra que diria que o jogo termina apenas quando a bola sair das 4 linhas após o final do tempo regulamentar... Dizes que a cronometragem iria descaracterizar o jogo. E eu pergunto: ao impedir que os árbitros estendam ou encolham o tempo de jogo conforme os seus interesses conscientes ou subconscientes? Retirando benefícios a quem se entretém a atrasar reposições de bola em jogo, a fingir lesões ou a mandar recolher os apanha-bolas? O que é que cada uma destas coisas tem a ver com o jogo jogado de que ambos gostamos? Sinceramente, não percebo. Já. E chegamos à mesma conclusão que provavelmente sairá desta discussão também: são pontos de vista demasiado afastados para existirem sequer pontos de ligação. Porque havia de me coibir de apresentar medidas que reduzam os erros de arbitragem? Que devem ser combatidos estamos todos de acordo. Eu não coloco é a hipótese de prejudicar e alterar drasticamente o jogo como o conhecemos actualmente apenas para procurar erradicar esses erros. Entre dois males, eu prefiro continuar a aceitar que o erro humano é parte do jogo. Os árbitros erram, da mesma forma que os jogadores, os treinadores e os dirigentes também erram. Eu não vejo viabilidade em utilizar a tecnologia para solucionar este problema, tão somente porque eu não partilho da ideia de que o jogo deve ser totalmente objectivo e rigoroso. Eu defendo a liberdade de interpretação das leis por parte do árbitro. Defendo que ele possa decidir, já depois da hora, se é justificável que a equipa atacante marque um pontapé de canto ou um lançamento perto da área adversária. Se, face a eventuais paragens no tempo de compensação, é justificável ou não dar tempo de compensação extra. Se a equipa adversária está ou não a abusar do anti-jogo. São estratégias que fazem parte do jogo também. Se não estão dentro da lei, cabe à equipa de arbitragem - e a mais ninguém - punir quem infringe as regras. Mais do que isso, só através da consciencialização dos próprios agentes do jogo. Não coloco sequer a possibilidade de mudar o formato natural do jogo e as Leis do mesmo para retirar poder e liberdade a quem ajuíza e faz cumprir as leis no jogo. Quanto à introdução da tecnologia, repito o que disse ao Inkie: se não der azo a interpretação ou intervenção humana e não interferir com a forma natural e a fluidez do jogo, sou totalmente a favor. Se não se enquadrar nesta descrição, sou frontalmente contra. Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 22 Fevereiro 2018 As paragens hoje em dia são curtas precisamente porque o tempo está a contar. Um jogador lesiona-se, é rapidamente assistido em campo e retirado para se retomar o jogo. Num jogo cronometrado, em que o tempo não ande durante essa paragem, perde-se essa urgência no retomar do jogo. E não seria só numa situação destas, poderia ocorrer em casos em que houvesse reposição de bola em jogo, marcação de livres, lançamentos de linha lateral... Perde-se essa fluidez natural de um jogo de futebol. Torna-se fácil quebrar o ritmo de um jogo. O futebol é uma modalidade de 22 jogadores num campo enorme, não é um jogo de futsal ou andebol em que a bola chega de uma baliza à outra em segundos. Nesses é fácil manter a intensidade porque o campo é curto e a bola está sempre próxima das balizas. No futebol, não. Cortas o ritmo de jogo, demoras a retomar o fio à meada. Eu percebo, mas isso tudo já acontece neste momento. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 22 Fevereiro 2018 Eu percebo, mas isso tudo já acontece neste momento. Não digo o contrário. O que digo é que instituindo paragens no cronómetro mudas por completo o paradigma do jogo. Actualmente, o jogo deve ser retomado logo que possível precisamente porque o cronómetro não pára; se parar, deixa de ser importante retomar logo o jogo. Perde-se fluidez. Imagina o Tondela v Sporting. Os jogadores leoninos tinham toda a urgência em retomar o jogo para procurar o golo. A bola saiu? Faziam o lançamento de linha lateral imediatamente para se retomar o jogo. Havia uma falta? Segue a bola logo no momento. Se o cronómetro parasse, provavelmente isto não aconteceria. Se calhar esperavam que os colegas subissem no terreno, ou se reposicionassem em campo. Não estavam a perder tempo, para quê retomar logo o jogo? E os jogadores do Tondela a retomar o jogo, para quê pressas? O cronómetro está parado. Quebra-se o ritmo de jogo sem o risco de se ver um cartão por se retardar o mesmo. Não ganham tempo, mas aproveitam para respirar e quebrar o ímpeto do adversário. Aconteceria uma americanização do futebol, que passaria a parecer um jogo de futebol americano: o jogo é retomado, jogam-se 20 ou 30 segundos até à paragem seguinte; repete-se o processo. A única forma de evitar isto seria implementar um período máximo de tempo para se retomar o jogo, mas aí assistir-se-ia a nova mudança de paradigma. Os livres directos com barreira deixariam de existir, não? A não ser que se criasse uma regra específica só para livres directos... Estás a ver o problema? Regras, e mais regras, e excepções às regras, mais regras e mais excepções... Irias mudar o futebol pela raiz e transformá-lo numa modalidade praticamente diferente. Não podemos falar só de parar o cronómetro, temos de analisar todas as consequências que daí advêm. Não seria mais fácil e menos intrusivo, sei lá, começar a punir o antijogo à séria? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 22 Fevereiro 2018 Já. E chegamos à mesma conclusão que provavelmente sairá desta discussão também: são pontos de vista demasiado afastados para existirem sequer pontos de ligação. Porque havia de me coibir de apresentar medidas que reduzam os erros de arbitragem? Que devem ser combatidos estamos todos de acordo. Eu não coloco é a hipótese de prejudicar e alterar drasticamente o jogo como o conhecemos actualmente apenas para procurar erradicar esses erros. Entre dois males, eu prefiro continuar a aceitar que o erro humano é parte do jogo. Os árbitros erram, da mesma forma que os jogadores, os treinadores e os dirigentes também erram. Eu não vejo viabilidade em utilizar a tecnologia para solucionar este problema, tão somente porque eu não partilho da ideia de que o jogo deve ser totalmente objectivo e rigoroso. Eu defendo a liberdade de interpretação das leis por parte do árbitro. Defendo que ele possa decidir, já depois da hora, se é justificável que a equipa atacante marque um pontapé de canto ou um lançamento perto da área adversária. Se, face a eventuais paragens no tempo de compensação, é justificável ou não dar tempo de compensação extra. Se a equipa adversária está ou não a abusar do anti-jogo. São estratégias que fazem parte do jogo também. Se não estão dentro da lei, cabe à equipa de arbitragem - e a mais ninguém - punir quem infringe as regras. Mais do que isso, só através da consciencialização dos próprios agentes do jogo. Não coloco sequer a possibilidade de mudar o formato natural do jogo e as Leis do mesmo para retirar poder e liberdade a quem ajuíza e faz cumprir as leis no jogo. Quanto à introdução da tecnologia, repito o que disse ao Inkie: se não der azo a interpretação ou intervenção humana e não interferir com a forma natural e a fluidez do jogo, sou totalmente a favor. Se não se enquadrar nesta descrição, sou frontalmente contra. Mas eu também não coloco a hipótese de prejudicar e alterar drasticamente o jogo como o conhecemos. Se bem que as alterações não são obrigatoriamente negativas. Só para dar 2 exemplos, a introdução da regra do fora-de-jogo e a permissão de efetuar substituições foram alterações que mudaram drasticamente o jogo e foram extremamente positivas. A questão é que tu não me deste ainda nenhum exemplo de como a cronometragem é prejudicial ao jogo. As questões que apresentaste não são minimamente relevantes ou são facilmente contornáveis com uma especificação da regra. O Black Hawk sim, apresentou uma questão pertinente: deixaria de haver urgência na reposição da bola em jogo após faltas, cantos ou lançamentos. No entanto o que verificamos, hoje, é que só tem essa urgência a equipa que está a correr atrás do resultado. Pelo contrário, quem está satisfeito tem tendência a atrasar até aos limites do tolerável. Acho que uma coisa compensa a outra. E entendo que a urgência se mantém, em parte, em situações em que uma equipa pode aproveitar o desposicionamento do adversário. Outra coisa em que estamos em polos opostos: eu não defendo liberdade de interpretação por parte dos árbitros. Nem pensar! A sua função é aplicar as regras, que devem ser o mais objetivas possíveis. E os árbitros devem ter o mínimo de liberdade para fazer interpretações. Aliás, é exatamente assim que o futebol funciona. Quando se introduzem novas regras, se alteram regras existentes ou no caso de regras cuja interpretação se revela mais polémica a FIFA, a UEFA ou as Federações costumam publicar orientações sobre como deve ser a interpretação dos árbitros para os lances em questão. Limitando sempre a liberdade interpretativa de cada um. Caso contrário seria uma balbúrdia ainda maior do que já é... Mesmo assim uma das maiores críticas feitas aos árbitros tem a ver com a aplicação de critérios diferentes para situações idênticas. Imagina o Tondela v Sporting. Os jogadores leoninos tinham toda a urgência em retomar o jogo para procurar o golo. A bola saiu? Faziam o lançamento de linha lateral imediatamente para se retomar o jogo. Havia uma falta? Segue a bola logo no momento. Se o cronómetro parasse, provavelmente isto não aconteceria. Se calhar esperavam que os colegas subissem no terreno, ou se reposicionassem em campo. Não estavam a perder tempo, para quê retomar logo o jogo? E os jogadores do Tondela a retomar o jogo, para quê pressas? O cronómetro está parado. Quebra-se o ritmo de jogo sem o risco de se ver um cartão por se retardar o mesmo. Não ganham tempo, mas aproveitam para respirar e quebrar o ímpeto do adversário. Não podes utilizar o mesmo argumento em sentidos contrários só porque te dá jeito. Se o Tondela precisa de tempo para respirar e quebrar o ímpeto do adversário então isso quer dizer que ao Sporting interessa-lhe rapidez. Se o Sporting espera por reposicionamentos no terreno antes de retomar a partida então isso quer dizer que o Tondela não precisa de quebrar ritmo nenhum. Compartilhar este post Link para o post
Ricardo Pinto Publicado 22 Fevereiro 2018 Ainda bem que isto não passa daqui do CMPT, querem matar o futebol. Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 23 Fevereiro 2018 Eu não tenho opinião formada sobre a questão da introdução do cronómetro em si, mas partilho da forma de ver do Descartes, por oposição à do Poeira. Bem espremido, os (longos) posts do Poeira dizem: "o futebol é imperfeito, mas eu gosto dele assim." E não tem mal nenhum, escusava era de nos fazer ler tanta coisa. :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 23 Fevereiro 2018 Mas eu também não coloco a hipótese de prejudicar e alterar drasticamente o jogo como o conhecemos. Se bem que as alterações não são obrigatoriamente negativas. Só para dar 2 exemplos, a introdução da regra do fora-de-jogo e a permissão de efetuar substituições foram alterações que mudaram drasticamente o jogo e foram extremamente positivas. A questão é que tu não me deste ainda nenhum exemplo de como a cronometragem é prejudicial ao jogo. As questões que apresentaste não são minimamente relevantes ou são facilmente contornáveis com uma especificação da regra. O Black Hawk sim, apresentou uma questão pertinente: deixaria de haver urgência na reposição da bola em jogo após faltas, cantos ou lançamentos. No entanto o que verificamos, hoje, é que só tem essa urgência a equipa que está a correr atrás do resultado. Pelo contrário, quem está satisfeito tem tendência a atrasar até aos limites do tolerável. Acho que uma coisa compensa a outra. E entendo que a urgência se mantém, em parte, em situações em que uma equipa pode aproveitar o desposicionamento do adversário. Outra coisa em que estamos em polos opostos: eu não defendo liberdade de interpretação por parte dos árbitros. Nem pensar! A sua função é aplicar as regras, que devem ser o mais objetivas possíveis. E os árbitros devem ter o mínimo de liberdade para fazer interpretações. Aliás, é exatamente assim que o futebol funciona. Quando se introduzem novas regras, se alteram regras existentes ou no caso de regras cuja interpretação se revela mais polémica a FIFA, a UEFA ou as Federações costumam publicar orientações sobre como deve ser a interpretação dos árbitros para os lances em questão. Limitando sempre a liberdade interpretativa de cada um. Caso contrário seria uma balbúrdia ainda maior do que já é... Mesmo assim uma das maiores críticas feitas aos árbitros tem a ver com a aplicação de critérios diferentes para situações idênticas. Não colocas, mas logo de seguida afirmas que estas alterações não são obrigatoriamente negativas. É aí que discordamos. Eu acho que são, e não vejo forma de analisar a questão doutra perspectiva. Pelo menos, sem sacrificar várias ideias sobre o jogo que, para mim, são inegociáveis. A questão é que não são relevantes de um ponto de vista do objectivo, do resultado, do factual. E eu também não quero que o futebol se transforme nisso. Nem vejo como possa fazer essa transição sem deixar de ser futebol. É por isso que a distância entre pontos de vista é enorme aqui, e não vai deixar de o ser. O que para ti e para outros é obviamente benéfico para todos, mesmo que mudando as dinâmicas naturais do jogo, para mim não o é, de todo. Eu não pretendo de forma alguma mexer nessas dinâmicas. Não pretendo que se façam alterações significativas às Leis do Jogo. Não pretendo que se altere a fluidez e o normal funcionamento do jogo. Pretendo, isso sim, que se parta das actuais leis para se melhorar o jogo e o espectáculo. Sem alterações de fundo, sem cronómetro e sem tecnologias que prejudiquem a fluidez do jogo. O Futebol, tal como está hoje, é para mim um jogo muito bem delineado e organizado. E o caminho deve ser o de fazer evoluir e melhorar, a todos os níveis, quem faz parte dele. Não alterá-lo para que se adeque a jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros, adeptos e demais pessoas envolvidas no meio. Eu não tenho opinião formada sobre a questão da introdução do cronómetro em si, mas partilho da forma de ver do Descartes, por oposição à do Poeira. Bem espremido, os (longos) posts do Poeira dizem: "o futebol é imperfeito, mas eu gosto dele assim." E não tem mal nenhum, escusava era de nos fazer ler tanta coisa. :mrgreen: Mas o futebol alguma vez vai ser perfeito? É retórica, todos sabemos a resposta. Eu percebo perfeitamente que isto faça confusão a quem associa uma melhoria do futebol a mais justiça, rigor, transparência e objectividade. Mas eu não o associo. Não acho que o futebol tenha de ser justo, do ponto de vista factual e do resultado. Não acho que tenha de ser rigoroso, ao ponto de castrar diferentes interpretações. Transparente sim, mas aí o problema está nos agentes do jogo e não no jogo em si. Logo, o que deve ser combatido e melhorado são os agentes do jogo, não o jogo em si. E não acho que tenha de ser objectivo, de todo, porque a grande riqueza do futebol é mesmo a sua natureza subjectiva. É o facto de poderem existir diferentes e igualmente correctas formas de jogar, de vencer, de interpretar lances, sem haver uma resposta que se possa, por A+B, considerar "a resposta certa". Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 23 Fevereiro 2018 Ainda bem que isto não passa daqui do CMPT, querem matar o futebol. Não passa, não. Algumas das coisas que se referem aqui já correm por aí, entre rumores e curtas notícias. O VAR também era um devaneio há uns anos, e aí está ele, como um devaneio bem presente na maioria dos campeonatos e competições internacionais. É a tentativa de "Americanização" do Futebol, como o Puro já referiu. Depois do cronómetro, introduzem-se os "timeouts". Um por parte. Depois disso, começa-se a pensar na criação da limitação do "jogo passivo" (limitação de tempo e opções de quem tem bola). Consequentemente, vem a sugestão de que a equipa adversária não possa voltar a fazer a bola passar para trás da linha de meio-campo, quando já tiver a bola em sua posse no meio-campo adversário (limitação do espaço). E isto são só duas de muitas ideias que podem, imediatamente, transformar o futebol num basquetebol jogado com os pés. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 23 Fevereiro 2018 Não colocas, mas logo de seguida afirmas que estas alterações não são obrigatoriamente negativas. É aí que discordamos. Eu acho que são, e não vejo forma de analisar a questão doutra perspectiva. Pelo menos, sem sacrificar várias ideias sobre o jogo que, para mim, são inegociáveis. A questão é que não são relevantes de um ponto de vista do objectivo, do resultado, do factual. E eu também não quero que o futebol se transforme nisso. Nem vejo como possa fazer essa transição sem deixar de ser futebol. É por isso que a distância entre pontos de vista é enorme aqui, e não vai deixar de o ser. O que para ti e para outros é obviamente benéfico para todos, mesmo que mudando as dinâmicas naturais do jogo, para mim não o é, de todo. Eu não pretendo de forma alguma mexer nessas dinâmicas. Não pretendo que se façam alterações significativas às Leis do Jogo. Não pretendo que se altere a fluidez e o normal funcionamento do jogo. Pretendo, isso sim, que se parta das actuais leis para se melhorar o jogo e o espectáculo. Sem alterações de fundo, sem cronómetro e sem tecnologias que prejudiquem a fluidez do jogo. O Futebol, tal como está hoje, é para mim um jogo muito bem delineado e organizado. E o caminho deve ser o de fazer evoluir e melhorar, a todos os níveis, quem faz parte dele. Não alterá-lo para que se adeque a jogadores, treinadores, dirigentes, árbitros, adeptos e demais pessoas envolvidas no meio. Não vamos prolongar a discussão que nos levará para um beco sem saída (agora lembro-me que já discutimos estes assuntos e terminámos da mesma forma...:D). Só quero esclarecer um aspeto. Eu disse que há alterações drásticas que são positivas (e dei 2 exemplos) porque me pareceu que estavas a caracterizar como negativas todas e quaisquer alterações drásticas . Não disse que a implementação da cronometragem implicaria uma alteração drástica porque eu não penso que o seja. Estou convencido que não seria prejudicial nem configuraria qualquer alteração drástica. Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 23 Fevereiro 2018 Não digo o contrário. O que digo é que instituindo paragens no cronómetro mudas por completo o paradigma do jogo. Actualmente, o jogo deve ser retomado logo que possível precisamente porque o cronómetro não pára; se parar, deixa de ser importante retomar logo o jogo. Perde-se fluidez. Imagina o Tondela v Sporting. Os jogadores leoninos tinham toda a urgência em retomar o jogo para procurar o golo. A bola saiu? Faziam o lançamento de linha lateral imediatamente para se retomar o jogo. Havia uma falta? Segue a bola logo no momento. Se o cronómetro parasse, provavelmente isto não aconteceria. Se calhar esperavam que os colegas subissem no terreno, ou se reposicionassem em campo. Não estavam a perder tempo, para quê retomar logo o jogo? E os jogadores do Tondela a retomar o jogo, para quê pressas? O cronómetro está parado. Quebra-se o ritmo de jogo sem o risco de se ver um cartão por se retardar o mesmo. Não ganham tempo, mas aproveitam para respirar e quebrar o ímpeto do adversário. Aconteceria uma americanização do futebol, que passaria a parecer um jogo de futebol americano: o jogo é retomado, jogam-se 20 ou 30 segundos até à paragem seguinte; repete-se o processo. A única forma de evitar isto seria implementar um período máximo de tempo para se retomar o jogo, mas aí assistir-se-ia a nova mudança de paradigma. Os livres directos com barreira deixariam de existir, não? A não ser que se criasse uma regra específica só para livres directos... Estás a ver o problema? Regras, e mais regras, e excepções às regras, mais regras e mais excepções... Irias mudar o futebol pela raiz e transformá-lo numa modalidade praticamente diferente. Não podemos falar só de parar o cronómetro, temos de analisar todas as consequências que daí advêm. Não seria mais fácil e menos intrusivo, sei lá, começar a punir o antijogo à séria? De certeza que daria para manter a fluidez do jogo, a equipa a perder teria sempre interesse em manter o ímpeto que está a gerar, logo vai ter sempre o interesse em atacar o máximo possível durante o máximo tempo possível, e teria sempre a salvaguarda que teria mesmo mais X tempo para o fazer, ao invés de se ter o jogo parado por anti-jogo. Eu acredito que cronometrar o tempo teria mais efeitos positivos do que negativos (que existem e tu enumeraste vários). Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Fevereiro 2018 Então o Capela, dá a justificação de que expulsou o méne do Tondela, por este o ter ofendido em castelhano, quando este é brasileiro? :lol: Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado 28 Fevereiro 2018 Tbf o Douglas chegou a Lisboa a falar espanhol :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 28 Fevereiro 2018 Conselho de Disciplina instaura inquérito a João Capela https://www.ojogo.pt/futebol/1a-liga/noticias/interior/conselho-de-disciplina-instaura-inquerito-a-joao-capela-9149550.html Compartilhar este post Link para o post