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Taka

[Liga NOS] CD Tondela 1-2 Sporting CP [RF]

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Claro... O que não faltaria por aí eram equipas que se apanhavam a ganhar por 1-0 e permitir que o adversário concretizasse um golo por causa de "acordos de cavalheiros". :lol:

 

Mas de resto acho que as reservas a um sistema desta natureza fazem todo o sentido. Jogos de bastidores? Deus nos livre... Corrupção, acordos, resultados combinados? Credo!!!! O que seria do futebol se este tipo de práticas existisse... É bem melhor deixar a pontuação como está porque assim não há qualquer possibilidade de haver cambalachos.

A tua sugestão abre um precedente. Se o 1-1 é melhor que o 0-0 para os dois lados, porque não "começar" logo 1-1? No futebol tudo o que é bom para o teu adversário, é mau para a tua equipa. Seja um lançamento de linha lateral, um canto, um amarelo ou o que seja. O que tu queres fazer é introduzir algo que beneficia os dois lados, e isso é a grande novidade, pois possibilita a cooperação.

 

Sim, podem ser "acordos de cavalheiros". Mas também pode ser o jogo da mala, alianças entre clubes. etc.

Já existem resultados combinados e muita corrupção? Sim, mas é complicado para quem corrompe porque quem é corrompido tem algo a perder. Se a pessoa corrompida até tem algo a ganhar, vai ser muito fácil manipular o sistema favor de quem corrompe. Seja para começar 1-1 contra a tua equipa, seja para não o fazer contra os teus rivais.

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Juro que não percebo em que sentido é que o tempo cronometrado ia matar ou estragar o futebol. Não influencia em absolutamente nada o futebol jogado, a única coisa que ia fazer era permitir que o tempo em que não se joga futebol não influenciasse o tempo em que se joga, efetivamente, futebol.

 

Gostava mesmo que, quem tem esse ponto de vista, me explicasse em que circunstâncias o tempo cronometrado ia afetar a qualidade do futebol pela negativa. E também que, sendo a favor de que se fale mais de futebol do que de polémicas, me diga porque é contra o tempo cronometrado, que apesar de não mudar identidades e culturas, dá menos possibilidades à tendência para o anti jogo resultadista.

Claro que influencia. Com tempo cronometrado, este golo do Sporting não acontecia, por exemplo. E se eu pessoalmente não vibro grande coisa com isto, tenho a certeza que para muitas e muitas pessoas, este golo fez-lhes a semana. Foi uma explosão de emoção, e explosões de emoção são a mais pura essência do futebol, mais que qualquer resultado. E quem diz este golo, diz aquela reviravolta histórica em Camp Nou na época passada, muito provavelmente.

 

Não vale a pena explorar muito mais que isto até, porque só esta questão é logo inegociável para mim. Cronometrar o tempo é colocar um limite objectivo e cego a contextos num fenómeno que sobrevive e tem a popularidade que tem precisamente pela sua natureza subjectiva e imprevisível.

 

Para além disto, embora eu não o aprecie particularmente, o anti-jogo resultadista faz parte do jogo. Desde que dentro da lei, cada equipa joga como quer e faz o que quer para obter o objectivo a que se propõe. Se rejeitar radicalmente qualquer tipo de anti-jogo, muito bem. Se em determinado contexto percebe que queimar uns segundos sempre que possível a pode beneficiar, muito bem na mesma. Se escapar da legalidade, está lá a equipa de arbitragem para isso mesmo.

 

Exceptuando algumas questões menores, o jogo em si está num estado muito bom. Os agentes do jogo é que precisam de melhorar competências e, sobretudo, mentalidades. Mas isso é uma questão que não se resolve com tecnologia. Aliás, no sentido em que o futebol enquanto fenómeno caminha, duvido que seja uma questão que se vá resolver, de todo.

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Claro que influencia. Com tempo cronometrado, este golo do Sporting não acontecia, por exemplo. E se eu pessoalmente não vibro grande coisa com isto, tenho a certeza que para muitas e muitas pessoas, este golo fez-lhes a semana. Foi uma explosão de emoção, e explosões de emoção são a mais pura essência do futebol, mais que qualquer resultado. E quem diz este golo, diz aquela reviravolta histórica em Camp Nou na época passada, muito provavelmente.

 

Não vale a pena explorar muito mais que isto até, porque só esta questão é logo inegociável para mim. Cronometrar o tempo é colocar um limite objectivo e cego a contextos num fenómeno que sobrevive e tem a popularidade que tem precisamente pela sua natureza subjectiva e imprevisível.

 

Para além disto, embora eu não o aprecie particularmente, o anti-jogo resultadista faz parte do jogo. Desde que dentro da lei, cada equipa joga como quer e faz o que quer para obter o objectivo a que se propõe. Se rejeitar radicalmente qualquer tipo de anti-jogo, muito bem. Se em determinado contexto percebe que queimar uns segundos sempre que possível a pode beneficiar, muito bem na mesma. Se escapar da legalidade, está lá a equipa de arbitragem para isso mesmo.

 

Exceptuando algumas questões menores, o jogo em si está num estado muito bom. Os agentes do jogo é que precisam de melhorar competências e, sobretudo, mentalidades. Mas isso é uma questão que não se resolve com tecnologia. Aliás, no sentido em que o futebol enquanto fenómeno caminha, duvido que seja uma questão que se vá resolver, de todo.

 

Então em vez do cronómetro estás a sugerir meter mais um par de tomates num árbitro para por exemplo expulsar um GR por queimar tempo? :mrgreen:

Editado por Rugido

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Claro que influencia. Com tempo cronometrado, este golo do Sporting não acontecia, por exemplo. E se eu pessoalmente não vibro grande coisa com isto, tenho a certeza que para muitas e muitas pessoas, este golo fez-lhes a semana. Foi uma explosão de emoção, e explosões de emoção são a mais pura essência do futebol, mais que qualquer resultado. E quem diz este golo, diz aquela reviravolta histórica em Camp Nou na época passada, muito provavelmente.

 

Não vale a pena explorar muito mais que isto até, porque só esta questão é logo inegociável para mim. Cronometrar o tempo é colocar um limite objectivo e cego a contextos num fenómeno que sobrevive e tem a popularidade que tem precisamente pela sua natureza subjectiva e imprevisível.

 

Para além disto, embora eu não o aprecie particularmente, o anti-jogo resultadista faz parte do jogo. Desde que dentro da lei, cada equipa joga como quer e faz o que quer para obter o objectivo a que se propõe. Se rejeitar radicalmente qualquer tipo de anti-jogo, muito bem. Se em determinado contexto percebe que queimar uns segundos sempre que possível a pode beneficiar, muito bem na mesma. Se escapar da legalidade, está lá a equipa de arbitragem para isso mesmo.

 

Exceptuando algumas questões menores, o jogo em si está num estado muito bom. Os agentes do jogo é que precisam de melhorar competências e, sobretudo, mentalidades. Mas isso é uma questão que não se resolve com tecnologia. Aliás, no sentido em que o futebol enquanto fenómeno caminha, duvido que seja uma questão que se vá resolver, de todo.

Os golos no final não vão deixar de acontecer porque o tempo está cronometrado. A única diferença é que em vez de acontecerem ao minuto 99, iam acontecer ao minuto 60, ou outro qualquer. Assim como a reviravolta. O futebol é imprevisível e ia continuar a ser: a única diferença é que ia passar a ser mais justo (o golo do Sporting, por exemplo, é muito bonito, mas não devia valer, assim como uma bola que passe a linha de golo devia valer e muitas vezes não vale, ou um toque com a mão à Henry devia ser falta, e por vezes não é). Basta ver no futsal: quantos golos existem nos últimos segundos? Deixa de ser um jogo imprevisível por ser cronometrado?

Parafraseando, cronometrar:

 

É uma tecnologia objectiva, não dá azo a interpretação humana e é instantânea, não prejudicando a normal fluidez de um jogo de futebol.

Manter a bola dentro de campo perto da bandeirola é uma estratégia válida. Qualquer estratégia que implique manter a posse de bola, para mim, nem sequer se pode considerar antijogo, é simplesmente uma estratégia. Agora, simular lesões, atrasar reposições de bola, não sendo coisas ilegais, podem ser facilmente evitadas com esta medida. Todas as estratégias que impliquem, efetivamente, ter a bola dentro de campo a ser jogada, continuam a poder ser utilizadas.

Editado por Inkie

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Então em vez do cronómetro estás a sugerir meter mais um par de tomates num árbitro para por exemplo expulsar um GR por queimar tempo? :mrgreen:

 

Não sei se ele está, mas eu acho que é por aí sim. Cronometrar o tempo ia criar uma série de problemas, alguns deles o Poeira enumerou, e não acho que valha propriamente a pena fazê-lo. Para mim esta questão do anti-jogo é muito simples: quem o faz tem toda a legitimidade para o fazer, e quem regula o jogo (o árbitro) tem de ser especialmente feroz a punir esse tipo de acções. O pessoal riu-se muito quando o Conceição disse que, em muitos jogos da nossa liga, fazia sentido dar mais de 8 minutos de compensação tal é o anti-jogo que uma das equipas pratica, mas eu concordo completamente. E aqui nem estou a tentar justificar nada do jogo deste tópico, que aqui provavelmente o Capela pecou em excesso na compensação que deu, mas tendo em conta a quantidade de equipas que tentam activamente tirar tempo útil ao jogo em Portugal, prefiro que pequem em excesso que em defeito.

Editado por AndreSCP7

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Claro que influencia. Com tempo cronometrado, este golo do Sporting não acontecia, por exemplo. E se eu pessoalmente não vibro grande coisa com isto, tenho a certeza que para muitas e muitas pessoas, este golo fez-lhes a semana. Foi uma explosão de emoção, e explosões de emoção são a mais pura essência do futebol, mais que qualquer resultado. E quem diz este golo, diz aquela reviravolta histórica em Camp Nou na época passada, muito provavelmente.

 

Não vale a pena explorar muito mais que isto até, porque só esta questão é logo inegociável para mim. Cronometrar o tempo é colocar um limite objectivo e cego a contextos num fenómeno que sobrevive e tem a popularidade que tem precisamente pela sua natureza subjectiva e imprevisível.

 

Para além disto, embora eu não o aprecie particularmente, o anti-jogo resultadista faz parte do jogo. Desde que dentro da lei, cada equipa joga como quer e faz o que quer para obter o objectivo a que se propõe. Se rejeitar radicalmente qualquer tipo de anti-jogo, muito bem. Se em determinado contexto percebe que queimar uns segundos sempre que possível a pode beneficiar, muito bem na mesma. Se escapar da legalidade, está lá a equipa de arbitragem para isso mesmo.

 

Exceptuando algumas questões menores, o jogo em si está num estado muito bom. Os agentes do jogo é que precisam de melhorar competências e, sobretudo, mentalidades. Mas isso é uma questão que não se resolve com tecnologia. Aliás, no sentido em que o futebol enquanto fenómeno caminha, duvido que seja uma questão que se vá resolver, de todo.

Amém Senhor!

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Então em vez do cronómetro estás a sugerir meter mais um par de tomates num árbitro para por exemplo expulsar um GR por queimar tempo? :mrgreen:

Sim. Isso sim, devia ser respeitado de forma rigorosa. O GR tem X segundos para bater o pontapé de baliza. Se não o fizer, amarelo. Se for o segundo amarelo, temos pena.

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Não sei se ele está, mas eu acho que é por aí sim. Cronometrar o tempo ia criar uma série de problemas, alguns deles que o Poeira enumerou, e não acho que valha propriamente a pena fazê-lo. Para mim esta questão do anti-jogo é muito simples: quem o faz tem toda a legitimidade para o fazer, e quem regula o jogo (o árbitro) tem de ser especialmente feroz a punir esse tipo de acções. O pessoal riu-se muito quando o Conceição disse que, em muitos jogos da nossa liga, fazia sentido dar mais de 8 minutos de compensação tal é o anti-jogo que uma das equipas pratica, mas eu concordo completamente. E aqui nem estou a tentar justificar nada do jogo deste tópico, que aqui provavelmente o Capela pecou em excesso na compensação que deu, mas tendo em conta a quantidade de equipas que tentam activamente tirar tempo útil ao jogo em Portugal, prefiro que pequem em excesso que em defeito.

 

 

Sim. Isso sim, devia ser respeitado de forma rigorosa. O GR tem X segundos para bater o pontapé de baliza. Se não o fizer, amarelo. Se for o segundo amarelo, temos pena.

 

Nem é estar em desacordo com vocês porque obviamente o que vocês dizem faz sentido mas acho que faz sentido aqui dito mas na realidade acho que é difícil mudar uma mentalidade radicalmente dessa forma e no mesmo plano enquadro o cronómetro no futebol por muito que eu o gostasse de ver experimentado acho que daria ainda mais problemas com o VAR por exemplo e portanto é mais uma daquelas coisas que pelo menos para mim parece boa no papel mas tenho obviamente dúvidas na sua realização.

 

Eu só dei aquele exemplo com o vídeo porque um gajo a ver o jogo nem toma muita atenção a isso, é incrível como entre pontapés de baliza, pontapés de canto, lançamentos e essas coisas todas naquele espaço entre o minuto 90 e o minuto 93 jogou-se 57 segundos. Até fiquei curioso para ver um trabalho daqueles num jogo inteiro.

 

Eu não me importo de continuar sem cronómetro, desde que os árbitros punam o anti-jogo com mais força, há muita gente que não está na disposição de largar 10 ou 20 euros para depois estar a assistir a fitas constantes, opah para isso vai-se ao teatro.

 

Este por acaso é um daqueles temas confusos para mim, por um lado o cronómetro parece-me uma coisa ideal para essas perdas de tempo e assim mas depois imagino um jogo de futebol com cronómetro e perco um bocado do entusiasmo :lol:

Editado por Rugido

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Então em vez do cronómetro estás a sugerir meter mais um par de tomates num árbitro para por exemplo expulsar um GR por queimar tempo? :mrgreen:

Estou a sugerir que o que tem de mudar reside em quem faz parte do jogo. Não no jogo em si. Não precisamos de alterações às Leis do Jogo. Precisamos de melhores jogadores, melhores treinadores, melhores dirigentes, melhores árbitros e, porque não, melhores adeptos. O espaço para melhorar está (quase) todo aí.

 

Os golos no final não vão deixar de acontecer porque o tempo está cronometrado. A única diferença é que em vez de acontecerem ao minuto 99, iam acontecer ao minuto 60, ou outro qualquer. Assim como a reviravolta. O futebol é imprevisível e ia continuar a ser: a única diferença é que ia passar a ser mais justo (o golo do Sporting, por exemplo, é muito bonito, mas não devia valer, assim como uma bola que passe a linha de golo devia valer e muitas vezes não vale, ou um toque com a mão à Henry devia ser falta, e por vezes não é). Basta ver no futsal: quantos golos existem nos últimos segundos? Deixa de ser um jogo imprevisível por ser cronometrado?

Parafraseando, cronometrar:

 

 

Manter a bola dentro de campo perto da bandeirola é uma estratégia válida. Qualquer estratégia que implique manter a posse de bola, para mim, nem sequer se pode considerar antijogo, é simplesmente uma estratégia. Agora, simular lesões, atrasar reposições de bola, não sendo coisas ilegais, podem ser facilmente evitadas com esta medida. Todas as estratégias que impliquem, efetivamente, ter a bola dentro de campo a ser jogada, continuam a poder ser utilizadas.

Mas os golos para lá da hora vão. E por vezes, faz sentido que sejam perfeitamente válidos. Há paragens de tempo nos descontos, há eventos imprevisíveis que consomem algum tempo, e aí o árbitro é que tem de interpretar o jogo e perceber se deve ou não compensar esses períodos posteriormente. Depende do seu critério.

 

Não há justiça no futebol. Nem o futebol é um desporto baseado na justiça. Vamos colocar as coisas desta forma: o problema está em procurar-se incessantemente justiça e objectividade num jogo que não o tem e não tem de o ter. É perfeitamente natural que uma equipa que fez tudo para ganhar e que merecia ganhar...perca. Faz parte do jogo, e da natureza do jogo. Eu percebo que, à medida que isto mexe com cada vez mais dinheiro, as instituições procurem respostas absolutas e objectivas para dar aos consumidores, a quem consome futebol enquanto entretenimento. Mas isso não existe no futebol. E aqui, só mesmo a consciencialização disso é que pode ajudar.

 

Obviamente que as equipas não devem sair derrotadas através de erros de arbitragem. Mas isso é outra questão. Isso depende da competência de quem ajuíza e arbitra. E o que há a fazer é trabalhar para melhorar essas competências. Com o apoio de tecnologias, sem problema. Mas tecnologias do estilo que aí refiro, e que não intervenham com a normal fluidez do jogo. E o cronómetro interfere com essa fluidez. Porque, por vezes, faz todo o sentido que o jogo tenha 93:20 em vez de 93' exactos. Não fazia sentido nenhum, por exemplo, o jogo acabar no momento em que a bola vai no ar em direcção ao Bas Dost aqui. Ou no momento em que o Neymar está a cruzar para o Sergi Roberto. Seria contra-natura. E eu não pretendo sacrificar isso em detrimento de nenhum tipo de objectividade extra. No limite (é utópico, nunca vai acontecer), nem que a tecnologia erradicasse o erro, à custa dessa naturalidade e dessa fluidez. Isso para mim é a base do futebol, é o que distingue este jogo de qualquer outro desporto.

 

O Futsal é um jogo completamente diferente, com Leis de Jogo completamente diferentes. Nunca achei e não acho que faça sentido existirem comparações entre desportos. O Futsal tem a sua essência, o Futebol também, o Basquetebol idem aspas, o Andebol, etc. Qualquer alteração tem de ser sempre pensada no contexto do jogo em questão, e só desse jogo.

 

Desde que dentro da lei, qualquer estratégia é válida. Qualquer uma. Se não está dentro da lei, a responsabilidade está na equipa de arbitragem, que deve fazer cumprir as leis. Idealmente, com bom-senso, mas já nem sou tão utópico. Mas o poder está do lado deles. Se essas equipas fazem um mau uso desse poder, de novo, isso já entra numa questão diferente. Eu acho que faz falta mais responsabilização dessas equipas, e igual investimento no aumento de competências da mesma. Não acho que se devam utilizar tecnologias para dissipar ou mascarar erros humanos, que são passíveis de correcção.

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Vou continuar a dar reps ao Poeira, pelo menos enquanto as tiver.

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Eu discordo completamente que não se devam comparar desportos. Acho que faz todo o sentido, especialmente em desportos de equipa, pois podem surgir muitos pontos positivos de cada lado. A questão de querer que o futebol fique o que é para sempre (pois já deu para perceber que o Poeira é contra o VAR também, por exemplo) é uma mentalidade que, na minha opinião, é prejudicial à evolução do mesmo. Porque sim, o futebol é muito bonito, mas também tem muita coisa feia. Quanto mais transparência e menos dependência num só árbitro, com muita tendência a errar, melhor.

 

DE resto, é o que o Inkie disse. Emoção nunca vai faltar. Quem não gosta de ver um grande buzzer beater no basket não iria gostar de ver um remate de longe no último segundo a entrar?

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Estou a sugerir que o que tem de mudar reside em quem faz parte do jogo. Não no jogo em si. Não precisamos de alterações às Leis do Jogo. Precisamos de melhores jogadores, melhores treinadores, melhores dirigentes, melhores árbitros e, porque não, melhores adeptos. O espaço para melhorar está (quase) todo aí.

 

Estás a sugerir mudar a mentalidade de cinco intervenientes do jogo, cada um com os seus defeitos e virtudes, como pensavas fazer isso?

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DE resto, é o que o Inkie disse. Emoção nunca vai faltar. Quem não gosta de ver um grande buzzer beater no basket não iria gostar de ver um remate de longe no último segundo a entrar?

Depois entra o VAR para ver se a bola já tinha entrado ou não. As vezes ia errar outras vezes ia acertar. :mrgreen:

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Juro que não percebo em que sentido é que o tempo cronometrado ia matar ou estragar o futebol. Não influencia em absolutamente nada o futebol jogado, a única coisa que ia fazer era permitir que o tempo em que não se joga futebol não influenciasse o tempo em que se joga, efetivamente, futebol.

 

Gostava mesmo que, quem tem esse ponto de vista, me explicasse em que circunstâncias o tempo cronometrado ia afetar a qualidade do futebol pela negativa. E também que, sendo a favor de que se fale mais de futebol do que de polémicas, me diga porque é contra o tempo cronometrado, que apesar de não mudar identidades e culturas, dá menos possibilidades à tendência para o anti jogo resultadista.

 

Também concordo com este ponto de vista. Cronometrar o jogo para assistência de jogadores e substituições não tira de forma alguma emoção ao jogo, a não ser que por emoção se entenda vontade de insultar um gajo que se deita o tempo todo ou se descalce lentamente antes de sair para perder tempo.

 

Quanto à reposição de bolas pelos guarda-redes é obrigar os árbitros a dar amarelo quando ultrapassado o limite máximo e assim só acontece uma vez.

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Eu discordo completamente que não se devam comparar desportos. Acho que faz todo o sentido, especialmente em desportos de equipa, pois podem surgir muitos pontos positivos de cada lado. A questão de querer que o futebol fique o que é para sempre (pois já deu para perceber que o Poeira é contra o VAR também, por exemplo) é uma mentalidade que, na minha opinião, é prejudicial à evolução do mesmo. Porque sim, o futebol é muito bonito, mas também tem muita coisa feia. Quanto mais transparência e menos dependência num só árbitro, com muita tendência a errar, melhor.

 

DE resto, é o que o Inkie disse. Emoção nunca vai faltar. Quem não gosta de ver um grande buzzer beater no basket não iria gostar de ver um remate de longe no último segundo a entrar?

 

Olha, esse é um exemplo que vai ao encontro do que o Poeira diz sobre a dificuldade na comparação do futebol com os outros desportos. É muitíssimo menos provável teres um remate a entrar no último instante que o exemplo análogo no basket, porque o futebol é claramente o jogo em que é mais difícil concretizar o seu objectivo (o golo). Isso faz com que a duração média de um lance seja muito maior que num desporto como o basket ou até o futsal, e por isso o cronómetro tenderia muito mais a interromper lances a meio ou a forçar concretizações quase impossíveis.

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Depois entra o VAR para ver se a bola já tinha entrado ou não. As vezes ia errar outras vezes ia acertar. :mrgreen:

Na minha opinião devia ser como no basket, a bola poderia ir até à baliza fora do tempo, a partir do momento que o GR defendesse ou que a bola saísse, o jogo acabava.

Editado por Sandes.

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Eu discordo completamente que não se devam comparar desportos. Acho que faz todo o sentido, especialmente em desportos de equipa, pois podem surgir muitos pontos positivos de cada lado. A questão de querer que o futebol fique o que é para sempre (pois já deu para perceber que o Poeira é contra o VAR também, por exemplo) é uma mentalidade que, na minha opinião, é prejudicial à evolução do mesmo. Porque sim, o futebol é muito bonito, mas também tem muita coisa feia. Quanto mais transparência e menos dependência num só árbitro, com muita tendência a errar, melhor.

 

DE resto, é o que o Inkie disse. Emoção nunca vai faltar. Quem não gosta de ver um grande buzzer beater no basket não iria gostar de ver um remate de longe no último segundo a entrar?

Onde é que se disse isso?

 

O que eu estou a dizer é que não aceito que se vá pela via mais simples, atropelando características marcantes do jogo pelo caminho, só para se obter maior justiça/transparência/ e menos dependência, conceitos que nem sequer são totalmente objectivos. Isso é disfarçar o problema da incompetência e da corrupção. O que eu quero é que se ataque esse problema de frente, sem tabus, sem pudor e sem descanso. Mudar mentalidades exige mais tempo e mais esforço, mas não altera drasticamente o jogo de que toda a gente gosta.

 

E quantos não ficariam desiludidos quando esse remate fosse ao poste, e o avançado não pudesse encostar para golo, tal como agora pode - naturalmente - fazer? Travar uma possibilidade clara de golo por imposição do relógio seria um ataque ainda maior à fluidez e à emoção do jogo que o próprio VAR. Entra exactamente no mesmo campo dos exemplos do Dost ou do Sergi Roberto, que referi acima.

 

Eu também encontro emoção quando vejo basquetebol, futsal ou qualquer outro desporto. Só não é sequer comparável à do futebol, onde não há limitações de tempo e revisões de acções (ou não havia). É uma espontaneidade que mais nenhum desporto consegue ter, pelo contexto específico de cada jogo.

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Nenhum desporto com tempo cronometrado tem uma duração tão longa nem com apenas um intervalo, isto é um assunto que tem vantagens e desvantagens. Eu acho que iríamos ter um jogo completamente diferente, daí eu não ser a favor, os 90 minutos neste desporto é algo que já traz da sua génese uma duração bem prolongada que teoricamente já contempla as várias paragens que um jogo naturalmente tem, se o tempo fosse cronometrado, provavelmente seria necessário reduzir o tempo de jogo.

 

 

 

https://statsbomb.com/2017/02/additional-time-spains-missing-minutes/

http://www.soccermetrics.net/team-performance/effective-time-in-football

 

Umas opta stats interessantes.

Editado por Osbourne

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Estás a sugerir mudar a mentalidade de cinco intervenientes do jogo, cada um com os seus defeitos e virtudes, como pensavas fazer isso?

Na verdade, de muitas formas. Na realidade, nenhuma delas é exequível em tempo concreto e claramente definido. Não se definem datas para mudar mentalidades.

 

Usar incentivos para recompensar boas práticas e bons profissionais seria uma forma. Investir no aumento das condições para o desenvolvimento de competências é uma obrigatoriedade (infra-estruturas e formação humana). Consciencializar para o facto de que este é um fenómeno subjectivo, que não obedece a uma lógica absoluta, também ajudaria, mas isto é utópico, dada a direcção que o desporto tomou e dada a própria natureza do ser humano.

 

Ainda assim, tentar ir por aí é menos prejudicial ao jogo do que introduzir tecnologia que o castre e o fira de morte. Que o transforme num desporto semelhante aos outros. Toda a tecnologia que sirva de apoio e não interfira com a naturalidade do jogo, apoio totalmente (exemplo: a tecnologia da linha de golo). Toda a tecnologia (ou outras medidas de que não me esteja a lembrar agora) que vá de encontro a isso, sou contra. Até porque, a partir do momento em que isto se enraíza, não há ponto de retorno.

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Já repararam que muito do interesse do futebol advém da própria intensidade do jogo? O jogo tem um tempo limite, o relógio não pára nas interrupções, logo procura-se que estas durem pouco tempo. Ao introduzir um cronómetro que pára nessas situações, perde-se essa fluidez. O jogo pode parar 10 ou 15 minutos de cada vez, se necessário for. Qual o mal?

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Também não concordo com cronometrar e muito menos com isso do 0-0.

O jogo precisa é de ter árbitros extremamente bem formados.

 

O guarda-redes está a perder tempo? Amarelo nele seja aos 90 seja aos 30.

E mesmo sobre o VAR, se ao principio até achava uma solução interessante agora acho uma fantochada e que está até a fazer com que os árbitros percam ainda mais da pouca qualidade que têm, digo isto porque esta ferramenta devia ser usada para decisões complicadas, aqui usa-se e mal até para lances onde um cego via.

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Já que estamos aqui a falar de regras lanço uma pergunta que é algo que me deixa um bocado perplexo. Porque raio é que os guarda-redes, tendo uma regra que só podem ter a bola 6 segundos na mão, podem estar à vontade 15 segundos e nunca acontece nada? Juro que mete raiva.

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Tenho muita dificuldade em conseguir assimilar certos argumentos que aqui surgiram. O que me deixou literalmente de queixo caído foi o do Poeira ao dizer que não quer que o Futebol perca momentos inolvidáveis como aquele que deu a vitória do Sporting em Tondela. A emoção e alegria dos que venceram numa altura em que o jogo já deveria ter terminado 2 minutos atrás... Esquecendo, claro, porque não lhe importa referir, a tristeza, desilusão, sentimento de injustiça e de frustração dos que perderam.

 

É como se defendesse a legalidade dos assaltos para não impedir a satisfação do ladrão. Faz parte, diz o Poeira. Diz até que a justiça não tem lugar no futebol. Eu leio e tenho que esfregar os olhos duas vezes para acreditar que aquilo está mesmo ali escrito...

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Já que estamos aqui a falar de regras lanço uma pergunta que é algo que me deixa um bocado perplexo. Porque raio é que os guarda-redes, tendo uma regra que só podem ter a bola 6 segundos na mão, podem estar à vontade 15 segundos e nunca acontece nada? Juro que mete raiva.

 

Lembro que no Euro 2000 isso era praticamente seguido à risca.

Conisdero os 6 segundos bastante curtos até.

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Lembro que no Euro 2000 isso era praticamente seguido à risca.

Conisdero os 6 segundos bastante curtos até.

Eu também. Mas se mudaram umas regras da treta recentemente, tipo a pontapé de saída porque não mudar para tipo 10 segundos e seguir à risca?

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