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Queiroz: “A história da selecção não começou na Madeira com Cristiano Ronaldo”

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“A história da selecção não começou na Madeira com Cristiano Ronaldo”

Carlos Queiroz está magoado por não ter sido cumprimentado pela maioria dos portugueses no fim da partida. Antes de regressar ao Irão disse ao PÚBLICO como está orgulhoso dos seus jogadores.

 

A poucos instantes de abandonar a Rússia, Carlos Queiroz lamentou as críticas que colocaram em causa o seu patriotismo no final da partida frente a Portugal. Apontou o dedo à forma como o vídeoárbitro está a ser usado e criticou o modo como os árbitros se estão a desresponsabilizar das decisões difíceis, como a que ia valendo o cartão vermelho ao capitão português.

 

Dormiu bem esta noite, depois das emoções de segunda-feira?

Podia ter dormido melhor se tivéssemos conseguido a passagem à segunda fase. Ou não. Mas dormi com a consciência tranquila, orgulhoso do trabalho que fizemos, apesar de todas as limitações. O mais importante foi competir com honra e dignidade. Ninguém dava nada pela nossa selecção.

 

Sente que ficou muito perto?

Sim, a dois minutos do fim Portugal poderia ter estado fora se tivéssemos tido a felicidade de marcar aquele golo que falhámos. Termos estado até ao último minuto a discutir uma qualificação num grupo com Espanha e Portugal só faz com que estejamos orgulhosos.

 

Este é o maior feito futebolístico do Irão?

Sim, sem dúvida. E, sobretudo, porque vem num contexto cada vez mais adverso devido às sanções que o país enfrenta. Foi excelente e digno demonstrar que quando o trabalho assenta em certos valores e se acredita é sempre possível, mesmo com um grupo de jogadores que são, a maior parte deles, amadores. E acho que até podíamos ter estado melhores se tivéssemos cumprido o plano de preparação que tinha originalmente desenhado, mas as sanções e a falta de condições financeiras não o permitiu. Os meus jogadores estão de parabéns e merecem o respeito de todo o mundo.

 

Está contente com a exibição frente a Portugal?

Estou, fizemos um excelente trabalho. Bloqueámos a equipa portuguesa em todos os seus pontos fortes. Não ter a humildade de reconhecer o mérito da nossa exibição é que é realmente faltar ao respeito.

 

Mas Fernando Santos reconheceu-lhe o mérito no final do jogo…

Sim, mas alguns jogadores portugueses não o fizeram. E a típica imprensa portuguesa que desde 2010 cada vez que se cruza comigo insinua que eu sou menos português do que os outros. Ao contrário de alguns dos comentaristas que me criticaram depois da partida, eu não devo nada a ninguém. Nunca pedi dinheiro a presidentes dos clubes para pagar as minhas contas. Conheço-os a todos e conheço os presidentes que lhes davam dinheiro para eles falarem. E é por isso que alguns não gostam de mim. Sei como alguns pagam as suas contas. A verdade magoa. E quero deixar claro que não estou aqui a falar como o Carlos Queiroz adepto de Portugal, mas sim como profissional de futebol e como treinador do Irão.

 

Acha que os portugueses não entendem isso?

Convém a algumas pessoas não entenderem e levam isso para o campo do patriotismo ou do nacionalismo. Mas estou habituado a ser este homem que vive contra uma parte da nação e tem uma parte da nação contra si. É um estigma quase político que existe desde a África do Sul. Quando estou no banco defendo os interesses da minha equipa e quando algo está errado digo. Não se pode ser português e honesto?

 

E aconteceu muita coisa errada no jogo com Portugal?

Eu não critiquei a arbitragem na conferência de imprensa ao contrário do que foi dito. Nem falei dela. Falei apenas do sistema VAR [vídeoárbitro]. Quero saber como funciona, porque existem dúvidas. O que é que se está a passar? Quem é que arbitra o jogo? Há dúvidas que não são apenas minhas e que têm sido colocadas por todos os treinadores. O público também não sabe e tem de saber como é que este sistema ajuda o árbitro. Falei sobre isto com Fernando Santos na FIFA e todos nós tivemos dúvidas.

 

Quais são as suas dúvidas?

Quero saber quem está a arbitrar o jogo. Estes árbitros que vêm da Ásia ou de África não estão familiarizados com o VAR e não assumem o que é o seu papel fundamental, que é ter a responsabilidade durante a partida. Estão a fazer como Pilatos, a recorrer a este sistema para lavar as mãos da sua responsabilidade. E ninguém sabe quem é responsável do quê e para quê. O VAR não nasceu para provocar as situações que se têm passado neste Mundial. Tentei dizer isto antes da partida de Portugal. O VAR não foi criado para provocar mais problemas, mas para os resolver ou diminuir o erro humano e proteger a credibilidade do jogo. Tem de ser claro e óbvio e o público tem de saber o que se está a passar. Errar com o VAR é desumano.

 

Ao contrário de alguns dos comentaristas que me criticaram depois da partida, eu não devo nada a ninguém. Conheço-os a todos e aos presidentes que lhes davam dinheiro para falarem. E é por isso que alguns não gostam de mim

E o VAR errou na análise do lance da suposta agressão de Cristiano Ronaldo a um jogador iraniano com o cotovelo?

Se o árbitro foi consultar o VAR e constatou que houve agressão não tinha outra alternativa se não expulsar. Mas isto não tem nada a ver com o Cristiano, podia ter sido com qualquer outro jogador. Nunca pensei vir a viver isto depois de 37 anos de futebol. Ou era cartão vermelho ou não era nada, ponto final. Eu até admito que não seja nada, mas só havia uma decisão inteligente do árbitro que era não sancionar. A punir não tem outra alternativa e tem de ter coragem de mostrar o vermelho. Assim assumiu uma meia decisão. Conduta violenta é cartão vermelho, não tem nada de enganar.

 

Acha que o árbitro não teve coragem para expulsar Ronaldo?

Absolutamente. Nem o árbitro nem ninguém. É claro e óbvio que o árbitro depois de ter sido pressionado pela equipa portuguesa não teve coragem. Mas não foi só isso. Logo a seguir o Cristiano interceptou uma bola com a mão no ar e não lhe é mostrado segundo amarelo. Houve ainda uma falta clara sobre o Taremi em que o William lhe faz uma ‘gravata’ por trás e não é assinalado penálti. O VAR não indicou, mas se fosse do outro lado?

 

Assinalou um penálti a favor do Irão…

O nosso penálti foi fácil de analisar e o árbitro quase não precisou de ir ao VAR.

 

Também necessitou do VAR para assinalar o penálti contra o Irão…

Depois de quanto tempo? Isto tem a ver com futebol. Eu fui e sou um dos maiores defensores do VAR, mas não é este. Os árbitros têm de ter carácter e coragem e exercerem a justiça de uma forma correcta. Vi muito detalhadamente o Portugal-Marrocos [segunda jornada] e não é possível o VAR não ter visto que o Pepe derrubou um adversário no lance que originou o golo português.

 

Mas também não viu ou não assinalou a falta de Diego Costa sobre Pepe que antecedeu o golo do empate no Portugal-Espanha (primeira ronda).

E está errado isso. É impossível não ver. Depois de dois anos de experiências e treinos com este sistema acharia natural que fossem explicadas as decisões aos treinadores e ao público, como acontece em outras modalidades. Em Portugal não conhecem as dificuldades económicas com que muitos iranianos estão a viver devido às sanções, mas eles encheram três estádios na Rússia. Merecem respeito e saber o que se está a passar dentro de campo. Como treinador do Irão tenho de dizer a verdade e sei que vai doer a algumas pessoas. O que não acho admissível é que quando dou a minha opinião apareça um conjunto de senhores que se sentem mais portugueses do que eu e me acusam de querer acertar algumas contas antigas.

 

O que disse ao ouvido do João Moutinho antes da entrada dele em campo?

É muito simples, disse o seguinte: ‘João ajuda-me a acalmar aquela malta lá dentro. Os meus jogadores não têm muita experiência, ajuda todos a terem calma’.

 

E o que conversou com Fernando Santos que parecia estar sentido consigo no final do jogo?

Teve a ver com o lance do penálti contra o Irão. Eu quis ver o lance na televisão e o árbitro ameaçou-me com a expulsão. Nesse momento deu-me um calor enorme e só me apeteceu ir embora. Saí para ir ver o que se tinha passado a uma câmara da FIFA no túnel de acesso ao relvado. Chamaram-me arruaceiro, mas estava apenas a defender os interesses da minha equipa. Se fosse ao contrário os portugueses teriam feito o mesmo.

 

Mas o que disseram um ao outro?

Fui abraçá-lo e dar-lhe os parabéns e ele manifestou que estava sentido. Expliquei-lhe que não teve nada a ver com ele e como amigos de sempre trocámos palavras de carinho a amizade um com o outro. Ele não tinha reparado no que tinha acontecido e tomou aquilo como uma questão pessoal, o que eu compreendo. É um incidente que entre amigos não tem nenhum significado nem nenhuma importância.

 

E ficou convencido com o penálti contra o Irão?

Não vou dizer que não foi, mas gostaria de saber a opinião do VAR se fosse do outro lado. Eu tenho a minha opinião sobre o lance, mas não vou comentar.

 

A maior parte dos jogadores portugueses não quiseram cumprimentá-lo no final e o Ricardo Quaresma disse mesmo que se tivesse de falar sobre si iria ficar ali muitas horas…

O Quaresma ainda vai ter de jogar pela minha selecção e não vou tecer muitos comentários. Mas se todos os treinadores que ele teve falassem dele ficariam alguns anos a falar. Todos, desde o Sporting ao FC Porto. É melhor ficarmos por aqui. Se tiver de dizer alguma coisa sobre mim, que tenha coragem e diga agora. Dizer que eu não respeitei os jogadores portugueses… Como é que eu não os respeitei? Mesmo assim fiquei feliz por três jogadores portugueses me terem cumprimentado no final, o Adrien, o Bruno Alves e o Beto.

 

Tentou desestabilizar os jogadores portugueses com as suas reacções durante a partida?

Porque é que eu desestabilizei a equipa? Na minha conferência de imprensa de antecipação do jogo limitei-me a dizer que Portugal não é só um candidato, é favorito a ganhar o Mundial. Ser campeão da Europa eleva a auto-estima dos jogadores. Não é uma exigência, é uma obrigação. Temos de assumir as nossas responsabilidades. Elogiei a equipa portuguesa, não a desestabilizei.

 

As suas reacções no banco no jogo com a Espanha não foram iguais. Porquê?

Não foi um jogo, nem de perto nem de longe, igual em termos de competitividade. O que custa a admitir é que frente a Portugal fizemos um jogo extremamente competitivo, que dominámos mais tempo do que fomos capazes de dominar a Espanha. Fomos uma equipa competente e, tirando o lance de genialidade do Quaresma [do golo português], Portugal não criou grande perigo. Eu digo coisas que muitos portugueses gostariam de dizer e não dizem. Pessoalmente, não me identifico com certas coisas que se passam na equipa portuguesa.

 

Por exemplo?

Não cumprimentar um treinador que serviu 12 anos nas selecções portuguesas. Conquistei títulos europeus e mundiais, com reformas e ideias. A história da Federação Portuguesa de Futebol não começou na ilha da Madeira com Cristiano Ronaldo. Começou muito antes. E os valores que eu recebi do José Augusto, do Simões, do Eusébio, do Torres, do Jaime Graça, do Humberto Coelho, do Toni não foram estes. Não estou a dizer que estão errados, apenas que não são os meus e não são os de muita gente. Já tive a minha conta na África do Sul [Mundial de 2010, quando orientava a selecção nacional]. Algumas das pessoas que tentaram destruir na altura a minha vida pessoal e profissional hoje até são arguidos e alguns estão na cadeia ou a ir para lá.

 

Quer dizer os nomes?

Não, eles sabem quem são. Isto vai ferir a consciência de alguns. Dos que se calaram. Eles sabem o que se passou na federação, o que aconteceu no caso do doping, no caso do Nani. Alguma imprensa acusou-me de estar a esconder um caso de doping porque era um jogador do Manchester United. Foi uma vergonha. Não tenho contas a ajustar com ninguém, mas não tenho é má memória.

 

Está orgulhoso dos seus jogadores?

Não podia estar mais orgulhoso. Encontrei-os tristes e desapontados no final do jogo. Tinham consciência do que fizeram e de terem estado com a qualificação na mão. Travaram alguns dos melhores jogadores do mundo. Agradeci-lhes por me terem trazido até aqui. Fizemos três encontros épicos. E fiquei também triste por alguns jogadores portugueses terem recusado trocar a camisola com os iranianos. Reafirmo: não foi esta herança e valores que eu recebi, de respeito, humildade, ética e tolerância. Não passam de moda nem que se seja o maior do mundo.

 

[O que disse ao ouvido de João Moutinho] É muito simples: ‘João ajuda-me a acalmar aquela malta lá dentro. Os meus jogadores não têm muita experiência, ajuda todos a terem calma’.

Como treinador que análise faz da selecção portuguesa?

Sinceramente é ainda muito precipitado fazer análises durante as fases de grupos, que é completamente diferente da fase a eliminar. Do tudo ou nada, quando entra em campo o verdadeiro espírito de Campeonato do Mundo.

 

A exibição de Ronaldo frente à Espanha surpreendeu-o?

Quem ficou surpreendido foram os espanhóis. Ainda bem que isso aconteceu, porque me permitiu estudar o seu jogo e anulá-lo completamente na partida contra nós.

 

A sua relação com Ronaldo está sanada depois da desavença no Mundial da África do Sul?

Por mim está, não tenho choques com ninguém. Tem de lhe perguntar a ele. A minha carreira e a dele são muito maiores do que esse incidente que se passou na África do Sul.

 

Que balanço faz deste Mundial até ao momento?

Está a correr tudo muito bem e a ser um campeonato extremamente competitivo. Uma nota: a Europa está cada vez mais distante dos outros continentes.

 

Vai regressar agora ao Irão?

Sim, vou ter de dar a cara. O nosso objectivo era qualificarmo-nos para a fase seguinte mas não conseguimos. Lamento e tenho de assumir as minhas responsabilidades.

 

Depois de oito anos à frente da selecção do Irão pensa continuar?

Antes desta competição tinha um desejo enorme de tentar a quinta qualificação para um mundial. Mas desceu um vazio em mim desde o último jogo, já não é a mesma coisa. O futebol está a tornar-se demasiado em show off. Os jogadores estão mais tempo nas publicidades e entrevistas do que dentro do campo. Acho que estou a perder um pouco o comboio. Ainda não tomei uma decisão sobre o meu futuro, mas tenho um convite da federação iraniana para continuar por mais seis meses, até à Taça da Ásia.

 

Tem mau perder?

Tenho de admitir que sim, é um defeito meu. Quem diz isso sobre mim tem toda a razão. A única pessoa que está proibida lá em casa de jogar a qualquer coisa com os netos ou os filhos sou eu. Seja às cartas ou a qualquer coisa, tenho de ganhar sempre nem que tenha de trocar as cartas [risos]. Perder não é comigo e tenho orgulho disso. Detesto ser um perdedor simpático, não nasci para isso nem para ser agradável aos outros. Tenho uma azia impressionante quando perco.

 

Como está a seguir a crise no Sporting?

À distância. É uma situação desagradável, ver um clube que eu servi, com uma história tão grande, cair numa situação destas. Mas para mim não é surpreendente. Trabalhei lá dois anos e sete meses e não me surpreende. Não pela gravidade da situação, mas pelo espírito que vi no passado. Muitas vezes dizia que o clube ficava mais preocupado com o vizinho da Segunda Circular, de forma obsessiva, do que consigo próprio. Com o seu próprio caminho e valores. Cometeram-se erros políticos e estratégicos que eram para mim, como treinador e simpatizante, incompreensíveis.

 

Público

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"Eu não digo que ele seja filho da p*ta, mas diria que a mãe dele recebe dinheiro para ter sexo."

 

É isto o discurso do Queiroz.

Editado por Thierry Henry

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Nunca conheci tão grande ressabiado com tudo e todos

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Percebo um bocado a posição do Queiroz e tudo mais, mas o que não entendo é a fixação pelo Cristiano. Não sei se a malta daqui acompanha o Facebook dele mas assim que acabou o jogo postou umas 4 ou 5 vezes seguidas que o central do Irão tinha metido no bolso o Ronaldo. :lol:

 

Já nesta entrevista:

 

A exibição de Ronaldo frente à Espanha surpreendeu-o?

Quem ficou surpreendido foram os espanhóis. Ainda bem que isso aconteceu, porque me permitiu estudar o seu jogo e anulá-lo completamente na partida contra nós.

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ele que meta um cilindro de gelo no cu que ajuda...

 

Se bem que, no caso do Queiroz mais vale recorrer logo um iceberg inteiro.

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tudo assanhado pq o queiroz não celebrou o golo do quaresma

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Eu não percebo onde ele anulou o Ronaldo. Ele das 3 ou 4 vezes que conseguiu pegar na bola lá na frente e fez o que quis (menos o golo) e ainda sacou um penalty.

 

Se ainda falasse de anular o meio-campo percebia.

 

Also, falar dos jogadores Portugueses fazerem pressão com o árbitro para nao expulsar o Ronaldo, quando durante os 90 minutos os do Irão fizeram o que quiseram.

 

E falar do penalty do Ronaldo quando beneficia daquela aberração.

Editado por rcoelho14

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Eu concordo nalgumas coisas que ele diz mas discordo quando começa a aprofundar as suas opiniões. Eu muito sinceramente acho que o árbitro teve medo de expulsar o Ronaldo contudo não foi pela pressão da equipa portuguesa mas sim por ser precisamente o Cristiano Ronaldo (eu também acho que foi vermelho, já dei a minha explicação do lance no tópico do jogo e não mudei de opinião entretanto).

 

Quanto ao penalty é bem puxadinho e não descarto a hipótese de o árbitro ter dado utilizando o famoso princípio da balança made in Liga NOS , se calhar pensou que fez porcaria precisamente nesse lance do potencial vermelho e com a pressão iraniana decidiu compensar esse eventual erro com outro erro.

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long story short:

 

2010 - Queiroz deixa Quaresma de fora do Mundial

2018 - Quaresma deixa Queiroz de fora do Mundial

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Sempre se “queimou” por ser honesto demais. Nada contra o homem. Sempre interessante ler as opiniões de alguém que não se sente obrigado a dizer o politicamente correto só para ficar bem.

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Eu concordo nalgumas coisas que ele diz mas discordo quando começa a aprofundar as suas opiniões. Eu muito sinceramente acho que o árbitro teve medo de expulsar o Ronaldo contudo não foi pela pressão da equipa portuguesa mas sim por ser precisamente o Cristiano Ronaldo (eu também acho que foi vermelho, já dei a minha explicação do lance no tópico do jogo e não mudei de opinião entretanto).

 

Quanto ao penalty é bem puxadinho e não descarto a hipótese de o árbitro ter dado utilizando o famoso princípio da balança made in Liga NOS , se calhar pensou que fez porcaria precisamente nesse lance do potencial vermelho e com a pressão iraniana decidiu compensar esse eventual erro com outro erro.

 

E será que não achas que é grande penalidade vermelho por ser o Cristiano Ronaldo? :mrgreen:

Editado por Rōnin

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E será que não achas que é grande penalidade vermelho por ser o Cristiano Ronaldo? :mrgreen:

 

Não.sou fã do Cristiano Ronaldo ou Messi nem adepto do Real Madrid ou Barcelona portanto não.

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Não é uma questão ser honesto demais, é uma questão de ser repetitivo. Toda a santa vez que lhe fazem uma entrevista a conversa é a mesma.

Parece que só tem um disco.

Editado por Pickle Rick

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Não.sou fã do Cristiano Ronaldo ou Messi nem adepto do Real Madrid ou Barcelona portanto não.

 

Não é por aí. É mais pela fama que ele ganhou de lhe saltar por vezes a tampa.

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Não é por aí. É mais pela fama que ele ganhou de lhe saltar por vezes a tampa.

 

Também não. Eu muito sinceramente acho que é vermelho porque 1. A bola estava longe; 2. O CR desvia claramente o olhar da bola e foca no iraniano e 3. Vejo intenção de agredir o adversário naquele movimento. E manteria essa opinião caso fosse o Cristiano Ronaldo ou um desconhecido qualquer.

 

Por acaso de jogadores portugueses com pavio curto na selecção o último que colocaria na lista seria o Cristiano Ronaldo.

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Citação do jornal "A Bola" online

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Queiroz responde a Quaresma: «Dá coices no meio de um par de trivelas»

Numa mensagem publicada no Facebook, Carlos Queiroz reagiu às declarações de Ricardo Quaresma, que acusou o selecionador do Irão de desrespeito para com os portugueses no final do jogo que fechou a terceira jornada do Grupo B do Mundial.

Leia na integra a publicação de Carlos Queiroz:

«Quaresma tem razão. Também no meu mundo e cultura, aos burros o que é dos burros (dar coices), aos Ciganos o que é do grande e nobre Povo Cigano (nomeadamente a bravura e hombridade). Quaresma escolheu e acha-se no direito de dar coices no meio de um par de trivelas. Faltou-lhe a bravura e hombridade para explicar de que forma, no exercício da minha função de selecionador do Irão, faltei ao respeito para com os Portugueses. Como se conclui facilmente, Deus é grande e até os coices dos burros chegam ao céu. Recomendo, vivamente, que Quaresma se informe junto de João Pinto sobre quem é Carlos Queiroz, como ajudei muitos jogadores da Seleção a aprender o Hino Nacional, ou como trabalhei ao longo de 12 anos, pela Federação e pelo País, para criar muitas das condições para que hoje possa, com os seus colegas, envergar da melhor forma a camisola de Portugal. A ignorância não ofende e não é qualquer burro que me dá um coice. Votos de grandes trivelas. E a melhor sorte para Portugal.»

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O Queiroz tem um grave problema, necessita sempre de afirmar que foi ele quem deu um grande impulso para o desenvolvimento do futebol jovem (e consequentemente da geração de ouro) em Portugal.

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Devo um pedido de desculpas a Jomo Sono, com 16 anos de atraso, já.

 

Corria o ano de 2002 e no seio da selecção da África do Sul rebentou um pretenso, mas nunca bem esclarecido, escândalo de racismo. Como todos sabemos, esse país apenas 8 anos anos tinha instaurando e vigente o mais elaborado, malicioso e nojento sistema de racismo instituído na história da humanidade, pelo que, o tema era, e é - e há-de ser sempre - questão muitíssimo sensível na sociedade sul-africana.

 

Por esse motivo, assim que surgiram rumores de práticas racistas do seleccionador dos Bafana-Bafana, este foi despedido para que o caso não tomasse outras proporções.

 

O seleccionador era Carlos Queiroz, e tinha conduzido a África do Sul ao Mundial da Coreia/Japão desse verão, competição em que já não marcou presença, sendo substituído, à pressa, pelo Director Técnico, Jomo Sono, que também foi um craque e figura maior da história dos Orlando Pirates, mas infelizmente não da selecção sul-africana, onde não podia jogar devido à sua cor de pele. Quedou-se pela "Negro League" sul-africana dos anos 70, mas jogou também no mítico NY Cosmos dessa década.

 

Ao sair, Carlos Queiroz clamou inocência, garantiu que não era racista coisíssima nenhuma e acusou o seu adjunto, o referido Jomo Sono,de ter inventado a história para tomar conta do do cargo de seleccionador.

 

Eu acreditei nele. Não fui o único, é certo. Mas acreditei,

 

Hoje, 16 anos depois,olhando com outra distância para esse episódio e à luz de vário tipo de declarações, actos e acontecimentos que Carlos Queiroz vem protagonizando, reveladores do que é o seu carácter e, acima de tudo, depois de ver o quão sujamente ele atira logo o facto de Quaresma ser cigano para cima da mesa, sem que isso tenha relevância alguma à discussão pública que entre os dois vinha havendo, inclusive misturando com alusões a burros, numa clara remissão para o provérbio popular que envolve olhos, burros e ciganos, dizia, hoje percebo que não era assim tão impossível que em 2002 este mesmo senhor pudesse ter produzido declarações racistas e apercebo-me que, quiçá, Jomo Sono tivesse razão e apenas denunciasse um episódio de algo que no seu pais foi historicamente tão recorrente como destrutivo.

 

Hoje, tal como em 2002, continuo sem saber os factos que se sucederam nesse episódio que marcou a saída de Carlos Queiroz da África do Sul, ou seja, não sei se Carlos Queiroz foi racista ou não. Mas sei mais factos sobre a pessoa que foi acusada de ser racista. E se tal como na altura sem saber ao certo o que sucedeu acreditei que esta era incapaz de tais actos, hoje, mesmo sem novos factos sobre o episódio de 2002, bem sei, já soou capaz de acreditar que sim, se calhar Jomo Sono tinha razão.

 

Mea culpa, Jomo Sono.

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