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FabioK

[FM2019] "Be the best, forever"

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estas te pondo a jeito para limpar tudo em casa e surpreender na Champions.

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A nível nacional vem dominando a Liga e deve ser campeão com algumas rodadas de antecipação. Na Champions conseguiu a vaga nas quartas de finais em cima do Milan e agora eu acredito que possa passar pelos alemães sem muitas dificuldades.

 

PS: Me surpreende ter nas quartas de finais clubes como, Espanyol, Schalke e West Ham.

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Agora sim conseguiste juntar as boas exibicoes aos bons resultados! Isso este ano ja nao escapa!

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Citação de six_strings, Em 14/08/2019 at 13:59:

Fabuloso a dominar a Liga e a conquistar o caneco da carica frente ao Porto. Parabéns.

PEACE

O Caneco da Carica foi bem saboroso!

Citação de UltraMario, Em 14/08/2019 at 19:03:

UI, estás a limpar tudo ! 😄

Sem dó nem piedade 😎 

Citação de cadete, Em 15/08/2019 at 00:02:

estas te pondo a jeito para limpar tudo em casa e surpreender na Champions.

Está realmente nessa direção

Citação de LUIZ CESAR, Em 15/08/2019 at 15:20:

A nível nacional vem dominando a Liga e deve ser campeão com algumas rodadas de antecipação. Na Champions conseguiu a vaga nas quartas de finais em cima do Milan e agora eu acredito que possa passar pelos alemães sem muitas dificuldades.

 

PS: Me surpreende ter nas quartas de finais clubes como, Espanyol, Schalke e West Ham.

A maior surpresa é mesmo o Espanhol, que aparece aqui um bocado do nada. O Schalke também, embora do campeonato alemão já seja comum haver um outsider ( nos últimos anos tem sido o Stuttgart ). O West Ham é que não é grande surpresa, quando estive no Tottenham foram campeões europeus e depois disso já foram campeões europeus mais uma vez e campeões ingleses por duas vezes, sendo que vêm de três 2º lugares consecutivos, penso eu, pelo que é normal que se apresentem bem na Europa. Equipas inglesas chegam têm chegado sempre longe devido ao seu poderio financeiro.

Citação de Burkina2008, Em 15/08/2019 at 20:04:

Agora sim conseguiste juntar as boas exibicoes aos bons resultados! Isso este ano ja nao escapa!

Só acaba no fim!

Obrigado a todos pelos comentários 🙂 

  • Concordo! 1

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Liga dos Campeões

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Quartos de final da liga milionária, com o primeiro jogo frente ao Schalke a ser em casa dos alemães. Não podíamos ter pedido melhor inicio, pois logo aos 8 minutos fizemos o 0-1 por D’Elena. Aos poucos os alemães foram assumindo as despesas do jogo, mas nunca nos retraímos em demasia, tentando sempre atacar a baliza do Schalke. A equipa da casa acabou por chegar ao empate já aos 84 minutos, mas apenas dois minutos depois, D’Elena voltou a fazer as redes balançar e levou-nos em vantagem para a 2ª mão.

Como tínhamos a vantagem, optei por dar o domínio do jogo ao Schalke e foi contra a corrente do mesmo, que fizemos o 1-0 por Nigro aos 32 minutos. O golo acabou por ser um duro golpe nos alemães que claramente deixaram de acreditar na passagem e o jogo desceu bastante de qualidade. No final confiramos a vitória na eliminatória, por 3-1, seguindo então para a meia-final onde iríamos encontrar o Manchester City.

O City tem vivido alguns anos complicados, continua a gastar dinheiro a rodos todos os anos, mas não tem a supremacia no campeonato inglês (embora se apresentem aqui este ano como campeões ingleses), mas pior que isso é que desde que o save começou só ganharam uma Champions. Por certo viam aqui uma oportunidade de ouro para repetir o feito, até porque nós éramos os claros underdogs desta eliminatória. Apesar de jogar em casa, não arrisquei muito na primeira mão. Queria, sobretudo, tentar manter a eliminatória viva. E o City não demonstrou muito acerto, pelo que o jogo resultou num 0-0.

Na segunda mão já foi um pouco diferente. Sabia que um golo podia ser ouro, então lancei a equipa ao ataque e a verdade é que fizemos o City passar um mau bocado. Só que eles têm mais qualidade individual e aos 33 minutos acabaram por chegar ao 1-0. Não desistimos e na segunda parte continuámos a atacar a baliza do City com tudo, mas claramente não era o nosso dia. Fizemos quase 20 remates e não conseguimos um golo. Por outro lado o City chegou ao 2-0 e nos últimos 20 minutos acabou mesmo por nos fazer sofrer lá atrás e acabaram por justificar a vitória. Caímos nesta meia-final, mas estou extremamente orgulhoso da nossa prestação e o City acabou por ser campeão europeu, batendo o Atlético de Madrid na final, por 4-1.

Taça de Portugal

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Na Taça de Portugal tínhamos a 2ª mão frente ao Braga, onde nos encontrávamos numa desvantagem de 2-1 na eliminatória. O Braga tem sido sempre um osso duro de roer, mas fizemos provavelmente o melhor jogo da temporada. A primeira parte foi um amasso completo e colocámo-nos em vantagem por 2-0, com golos de Nigro e D’Elena. Só que lá está, o Braga dá sempre trabalho e nos descontos da primeira parte, no primeiro e único remate que fizeram nesta metade, chegaram ao 2-1 após um livre lateral e empataram a eliminatória. Felizmente não tirámos o pé do acelerador e na segunda parte transformamos a vitória em goleada nos últimos 15 minutos. D’Elena bisou aos 74 minutos, Smallwood fez o 4-1 aos 79, André Costa o 5-1 aos 84 e Rodrigo Marcelo estabeleceu o resultado em 6-1 em cima dos 90 minutos.

Final Taça de Portugal época 2045/2046

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Segunda final da época depois da final da Taça da Liga. O adversário, desta vez, era….o Famalicão. Que teve uma meia-final bastante simples para chegar aqui, uma vez que lhes calhou em sorte o Oliveira de Frades do CPP. Ainda assim tínhamos que encarar esta final com o devido respeito que uma final merece, ou iríamos passar mal.

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Mas foi outro amasso. Durante 60 minutos fizemos uma exibição monumental e pobre Famalicão ao nosso lado. Nigro e D’Elena bisaram, fazendo um golo em cada das partes, enquanto o Fama acabou por ter direito ao golo de honra. Foi uma conquista importante pois é a primeira Taça de Portugal que ganho ao Amora e depois da conquista da Taça da Liga, era o único troféu em Portugal que me faltava vencer com o Amora.

Campeonato

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No campeonato, voltámos com uma vitória de serviços mínimos sobre o Leixões. Poupei muitos jogadores a pensar na jornada seguinte e ia-me dando mal. Vinha o jogo do título com a visita ao Estádio do Dragão. O Porto entrou completamente por cima no encontro e fez o 1-0 aos 13 minutos, tendo chegado depois ao 2-0, ainda na primeira parte. O intervalo fez-nos bem, voltou a colocar-nos dentro do jogo e depois no espaço apenas um minuto, entre os 72 e os 73 minutos, Smallwood fez dois golos à entrada da área e colocou tudo empatado. Fiquei super confiante com a chegada ao empate e tudo desmoronou em 30 segundos, pois o Porto fez o 3-2 aos 74 minutos e não mais largou a vantagem. Pelo lado positivo saímos em vantagem no confronto direto, mas por outro é sempre desmoralizador perder o jogo depois de recuperar dois golos de desvantagem. Seguiu-se a receção ao Benfica e não pensava noutra coisa que não fosse a vitória.

Fomos superiores e o Benfica chegou ao 0-1, aos 43 minutos, totalmente contra a corrente do jogo. Respondemos na segunda parte e virámos o jogo com dois golos de Nigro, mas o Benfica conseguiu voltar a empatar, aos 89 minutos e roubou-nos dois pontos. Pontos esses que voltámos a perder, desta vez no terreno do Nacional. Fizemos o 0-1 aos 14 minutos, por Higgins, mas ainda na primeira parte, Adalberto Acosta viu o 2º amarelo e deixou-nos a jogar com 10 durante muito tempo. O Nacional acabou por aproveitar a vantagem numérica, chegou ao empate na segunda parte e ficou contente com o pontinho. Pusemos fim a uma série de três jogos sem vencer, ao bater novamente o Leixões, desta vez por 2-0. Nesta altura nós e o Porto já estávamos com os mesmos jogos, sendo que tínhamos quatro pontos de vantagem para os azuis.

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Somámos duas vitórias relativamente tranquilas, por 4-2 frente ao Portimonense e por 3-1 frente ao Gil Vicente, mas estávamos numa fase em que a nossa baliza parecia uma torneira aberta e isso, como é óbvio, dá problemas. E deu problemas na jornada seguinte frente ao Chaves. Estivemos três vezes em vantagem e por três vezes vimos o Chaves chegar ao empate, sendo que o 3-3 surgiu aos 87 minutos. Com este empate o campeonato aqueceu pois o Porto ficou à distância de dois pontos, com três jogos por realizar. Estávamos claramente nervosos e isso viu-se na visita ao terreno do Paços, onde logo aos 13 minutos já estávamos em desvantagem, fruto de um auto-golo.

As coisas estavam difíceis e eu via o campeonato a fugir-me entre os dedos, só que logo a abrir a segunda parte, o Paços ficou reduzido a 10. Era a aberta que eu precisava, assumimos o jogo e demos a volta nos últimos 10 minutos. André Costa fez o 1-1 aos 79 minutos e Ellis Slade foi o salvador da pátria ao virar o jogo para o 1-2 aos 84 minutos. Na jornada seguinte, o Porto empatou a zero em Leiria e deu-nos via aberta para ganhar o campeonato. Jogo em casa, frente aos nossos adeptos, contra o 15º classificado que era a Académica. Foi literalmente um jogo de festa, não demos qualquer hipótese aos estudantes e coroámos a festa do campeonato com uma vitória por 5-0 com dois golos de Nigro, dois golos de D’Elena e um de Rodrigo Marcelo. Despedimo-nos deste campeonato a vencer em casa do Vitória de Guimarães, por 2-1.

Classificação

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Melhorámos a nossa classificação relativamente aos últimos dois anos e fizemos 80 pontos. Fomos o melhor ataque e só não fomos a melhor defesa porque nesta parte final da época abrimos lá atrás de forma inexplicável. O Porto teve apenas duas derrotas no campeonato (e uma delas foi contra nós) pelo que se podem lamentar de ter cedido uma dezena de empates que lhes tirou o título. Acho que nós também podíamos ter feito mais pontos, mas foi de longe a época mais desgastante que tivemos dado que vencemos as duas taças e ainda chegámos à meia-final da Liga dos Campeões. As outras equipas grandes é que não há maneira de se encontrarem, o Rio Ave acabou por surpreender o Benfica e ficar com o 3º posto da liga que dá acesso à Champions.

Estatísticas

Por fim as estatísticas deste ano. A nível exibicional dá claramente para ver a diferença para os outros anos, pois foram raros os jogadores que não tiveram uma média superior a 7. Nigro e D’Elena foram uma dupla de absoluto sucesso combinando 50 golos marcados entre os dois. O Nigro foi inclusivamente o melhor marcador do campeonato. Bazan e André Costa superaram a dezena de golos, número interessante dado que eram suplentes na maior parte do tempo. Pablo Leiva foi um deus no meio-campo e o também quem fez o maior número de assistências: 12. Só o D’Elena é que também chegou à dezena de assistências, tendo sido também o jogador que foi mais vezes eleito Man of the Match: 7. Não admira que tenha sido considerado pelos adeptos como a transferência do ano, foi simplesmente fantástico.

Finanças

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Quase que pareces que somo os novos-ricos de Portugal. Chegar à meia-final da Champions foi um autêntico pote de ouro e colocou-nos com um saldo positivo de 50 milhões de euros.

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O Amora vai voltar a melhorar as infra-estruturas (penso que é a última vez que é necessário), mas o presidente voltou a rejeitar o pedido para a construção de um novo estádio. Não entendo o porquê dado que o dinheiro em caixa é mais que suficiente para isso, mas pronto. De resto, foi evolução do dia para a noite, a todos os níveis, neste aspeto.

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Chegando ao fim de época, tive que pensar no que fazer. Este desafio chegou a um limbo que geralmente não me agrada quando tenho um desafio deste tipo. Não há grandes opositores em Portugal neste momento, a uma possível hegemonia nossa, só o Porto é que a pode impedir. No entanto estamos cada vez melhor e cada vez mais ricos e mesmo assim ganhámos dois campeonatos em três anos à equipa azul e branca. A tendência é para que o fosso aumente e passemos a ser só nós a reinar em Portugal.

No entanto lá fora a coisa não segue da mesma forma. Fizemos a nossa melhor prestação europeia, tendo chegando à meia-final da Liga dos Campeões. Acho que já somos uma equipa estabelecida a nível europeu e seremos sempre favoritos a passar a fase de grupos. No entanto em jogos a eliminar já não é assim. A expectativa de chegar longe, ou não, nesta prova, estará sempre dependente do sorteio pois há várias equipas que ainda são superiores a nós. E esse fosso ainda demoraria uns anos a ser diminuído (talvez uns 3 ou 4) e é algo que não me motiva muito quando internamente já não há essa oposição.

Como tal decidi então avançar para a rescisão de contrato com o Amora. Não tenho arrependimentos, foi a minha estadia mais longa neste save, foram seis épocas sempre em alta rotação, levando uma equipa que passou grande parte da década de 30 nos distritais de Setúbal, a ficar entre as quatro melhores equipas da Europa. Só tenho orgulho em tudo o que alcançamos e o clube acabou por retribuir isso dando-me o estatuto de lenda.

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Tava feita a liga...agora e cimentar para a proxima epoca poder lutar pelas competicoes europeias...pois o City de facto foi mais forte

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Citação de cadete, Em 16/08/2019 at 21:51:

apoio a tua decisao apos epoca fantastica. para onde agora?

Para a reforma.... 😆

Citação de UltraMario, Em 17/08/2019 at 07:47:

Fantástico, não havia momento mais a fazer, veremos o que se segue! 

Não há muito mais que se siga!

Citação de Burkina2008, Em 18/08/2019 at 14:04:

Tava feita a liga...agora e cimentar para a proxima epoca poder lutar pelas competicoes europeias...pois o City de facto foi mais forte

Algo me diz que não viu o post até ao fim Shôr Burkina... 😂 Realmente o Amora até pode lutar pelas competições europeias, mas não vai ser comigo...

Citação de six_strings, Em 18/08/2019 at 18:57:

Boa decisão.

PArabéns por tudo o que conseguiste com o Amora. Era tudo contra eles 😄

PEACE

Obrigado Six. Gosto quando é assim 😎

Obrigado aos quatro pelos comentários 🙂 

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Biografia

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Deixo-vos a visão geral do que foi este save com os dados de vitórias, compra/vendas de jogadores e essas coisas ao longo destas 28 épocas. Deixo-vos também o histórico de trabalho , sendo que no primeiro post está um CV completo com todas as conquistas/eliminações nas competições em que participei neste save.

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THE END.

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Um súbito ruído trouxe-o de volta à realidade.

FabioK levantou a cabeça da almofada e olhou em volta, sobressaltado. O quarto estava envolto na escuridão e um rápido vislumbre aos estores confirmou ser ainda noite cerrada. Seguiu com os olhos na direcção do ruído e viu o telemóvel vibrar em cima da mesa de cabeceira.

Uma chamada. Reconheceu o número.

Sentiu um aperto no coração.

Atendeu o telemóvel a medo e ouviu as palavras que temia. Nada respondeu; nada tinha para responder. Desligou a chamada e deixou a cabeça afundar-se na almofada. Uma lágrima brotou do canto do olho e percorreu a sua face, descobrindo o caminho até à almofada.

Recordava-se do dia em que o viu pela primeira vez. Fora ao hospital visitar um familiar que com ele partilhava o quarto. Ele lá estava, abandonado, os ténues contornos visíveis através dos lençóis que o cobriam fazendo adivinhar a magreza típica de um corpo a definhar lentamente.

Foram várias as visitas que fez ao seu familiar, mas nunca encontrou qualquer visitante para ele. Estava lá, mas era como se não estivesse. O seu corpo físico marcava a sua presença, mas era como se não existisse face à indiferença de todos os que o rodeavam.

Aquilo marcou-o. Será que existimos verdadeiramente se ninguém reconhecer a nossa existência?

Percorreu as suas memórias até ao dia em que voltou ao hospital apesar de o seu familiar já ter tido alta médica. Naquele dia, voltou ao mesmo quarto e sentou-se ao lado dele. O homem era velho, a face cadavérica sulcada de rugas que denotavam uma vida dura. Os traços denunciavam origens asiáticas.

Julgava que o velho estaria em coma, afinal nunca havia notado qualquer sinal de consciência nele. Enganava-se. O velho estava acordado e reagiu à sua presença. Perguntou quem era com uma voz débil. E depois... depois...

Contou-lhe a história da sua vida.

Como fora forte e vigoroso. Como estudou e foi culto. Como amou e foi amado. Como o futebol foi a sua vida.

Contou-lhe histórias das suas conquistas e feitos, como um dia conquistou o mundo da mais bela modalidade que o Homem jamais inventou. O brilho nos seus olhos enquanto revisitava memórias de quando era jovem e forte, bem sucedido e reconhecido, deixava FabioK emocionado.

Claro, FabioK procurou pelas histórias do velho. Não as encontrou. Nem as poderia encontrar.

O mistério foi esclarecido pelas enfermeiras. Ninguém sabia quem o velho era, mas sabiam que tinha uma doença degenerativa que o levou à demência. As histórias que contava seriam provavelmente delírios de um velho moribundo.

FabioK não se importou. Continuou a visitá-lo regularmente e ouvia as suas histórias, fazia questões, interessava-se pelos relatos. Que importava se não tinham acontecido realmente? Para o velho, aquelas eram as histórias da sua vida; na sua percepção, tudo aquilo foi uma realidade palpável. E que é a realidade, se não a nossa percepção do mundo que nos rodeia?

Para ele, só lhe importava o sorriso aberto e o brilho nos olhos do velho. Durante um momento da sua vida, mesmo que só por aquele momento, ele foi grande, gigante.

Quando o telemóvel tocou, naquela madrugada, FabioK soube instintivamente que o velho morrera. Já o esperava, a cada dia notava que a sua voz era mais frágil e o discurso menos fluído. Definhava lenta, mas inexoravelmente, rumo à morte, e a cada visita sua isso era mais evidente.

Naquela tarde, deslocou-se ao cemitério que lhe foi indicado na chamada para assistir ao funeral do velho. Doeu-lhe a alma ao perceber que era o único visitante ali presente. Nem um familiar. Nem um amigo.

Deixou-se ficar no final da cerimónia e fitou em silêncio a campa rasa em que o velho foi sepultado.

Zengbao Lin.

Nada mais sabia do velho além do nome.

Nada? Não era verdade. Aquele velho foi o maior treinador do mundo. Um homem inspirador e bem sucedido. Essa era a realidade que escolhia. A realidade do velho.

FabioK ajoelhou-se e tocou na campa. Lágrimas escorriam-lhe pela face.

"Até um dia, Mister".

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Excelente save! Vamos voltar rapido...Jaz nessa lapide um grande treinador! Nao tinha lido a ultima parte do ultimo post...apesar de estares nesse limbo, podias ter tentado mais um ano e ver se o sorteio ditava a tua possivel vitoria na Champions...

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Citação de six_strings, Em 20/08/2019 at 15:01:

Excelente save, muito bom e de grande sucesso. Gostei de acompanhar. PARABÉNS.

E Agora?

PEACE

Espera-se pelo 20.

Citação de UltraMario, Em 20/08/2019 at 18:26:

Parabens pelo SAVE !! 

Obrigado 😄

Citação de Black Hawk, Em 20/08/2019 at 23:14:

Um súbito ruído trouxe-o de volta à realidade.

FabioK levantou a cabeça da almofada e olhou em volta, sobressaltado. O quarto estava envolto na escuridão e um rápido vislumbre aos estores confirmou ser ainda noite cerrada. Seguiu com os olhos na direcção do ruído e viu o telemóvel vibrar em cima da mesa de cabeceira.

Uma chamada. Reconheceu o número.

Sentiu um aperto no coração.

Atendeu o telemóvel a medo e ouviu as palavras que temia. Nada respondeu; nada tinha para responder. Desligou a chamada e deixou a cabeça afundar-se na almofada. Uma lágrima brotou do canto do olho e percorreu a sua face, descobrindo o caminho até à almofada.

Recordava-se do dia em que o viu pela primeira vez. Fora ao hospital visitar um familiar que com ele partilhava o quarto. Ele lá estava, abandonado, os ténues contornos visíveis através dos lençóis que o cobriam fazendo adivinhar a magreza típica de um corpo a definhar lentamente.

Foram várias as visitas que fez ao seu familiar, mas nunca encontrou qualquer visitante para ele. Estava lá, mas era como se não estivesse. O seu corpo físico marcava a sua presença, mas era como se não existisse face à indiferença de todos os que o rodeavam.

Aquilo marcou-o. Será que existimos verdadeiramente se ninguém reconhecer a nossa existência?

Percorreu as suas memórias até ao dia em que voltou ao hospital apesar de o seu familiar já ter tido alta médica. Naquele dia, voltou ao mesmo quarto e sentou-se ao lado dele. O homem era velho, a face cadavérica sulcada de rugas que denotavam uma vida dura. Os traços denunciavam origens asiáticas.

Julgava que o velho estaria em coma, afinal nunca havia notado qualquer sinal de consciência nele. Enganava-se. O velho estava acordado e reagiu à sua presença. Perguntou quem era com uma voz débil. E depois... depois...

Contou-lhe a história da sua vida.

Como fora forte e vigoroso. Como estudou e foi culto. Como amou e foi amado. Como o futebol foi a sua vida.

Contou-lhe histórias das suas conquistas e feitos, como um dia conquistou o mundo da mais bela modalidade que o Homem jamais inventou. O brilho nos seus olhos enquanto revisitava memórias de quando era jovem e forte, bem sucedido e reconhecido, deixava FabioK emocionado.

Claro, FabioK procurou pelas histórias do velho. Não as encontrou. Nem as poderia encontrar.

O mistério foi esclarecido pelas enfermeiras. Ninguém sabia quem o velho era, mas sabiam que tinha uma doença degenerativa que o levou à demência. As histórias que contava seriam provavelmente delírios de um velho moribundo.

FabioK não se importou. Continuou a visitá-lo regularmente e ouvia as suas histórias, fazia questões, interessava-se pelos relatos. Que importava se não tinham acontecido realmente? Para o velho, aquelas eram as histórias da sua vida; na sua percepção, tudo aquilo foi uma realidade palpável. E que é a realidade, se não a nossa percepção do mundo que nos rodeia?

Para ele, só lhe importava o sorriso aberto e o brilho nos olhos do velho. Durante um momento da sua vida, mesmo que só por aquele momento, ele foi grande, gigante.

Quando o telemóvel tocou, naquela madrugada, FabioK soube instintivamente que o velho morrera. Já o esperava, a cada dia notava que a sua voz era mais frágil e o discurso menos fluído. Definhava lenta, mas inexoravelmente, rumo à morte, e a cada visita sua isso era mais evidente.

Naquela tarde, deslocou-se ao cemitério que lhe foi indicado na chamada para assistir ao funeral do velho. Doeu-lhe a alma ao perceber que era o único visitante ali presente. Nem um familiar. Nem um amigo.

Deixou-se ficar no final da cerimónia e fitou em silêncio a campa rasa em que o velho foi sepultado.

Zengbao Lin.

Nada mais sabia do velho além do nome.

Nada? Não era verdade. Aquele velho foi o maior treinador do mundo. Um homem inspirador e bem sucedido. Essa era a realidade que escolhia. A realidade do velho.

FabioK ajoelhou-se e tocou na campa. Lágrimas escorriam-lhe pela face.

"Até um dia, Mister".

Eish 😥 Quase verti uma lágrima.

Melhor post do save e não é da minha autoria. Obrigado shôr BlackHawk..... 🤣

Citação de Burkina2008, há 2 horas:

Excelente save! Vamos voltar rapido...Jaz nessa lapide um grande treinador! Nao tinha lido a ultima parte do ultimo post...apesar de estares nesse limbo, podias ter tentado mais um ano e ver se o sorteio ditava a tua possivel vitoria na Champions...

No 20. Sim podia tentar, mas a motivação que me foi movendo ao longo do save arrefeceu um bocado e preferi termina-lo a começar uma época e depois deixar isso a meio como já aconteceu outras vezes. 

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Epá, não acompanhei estas últimas semanas como deve ser por causa das férias, mas assim que acabar de meter isto em dia já vou apreciar o que falta.

Muito bom save até onde parei em todo o caso e não é de admirar a sua presença aqui! Merecido!

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