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Politica Internacional

Publicações recomendadas

Citação de SAS_Robben, há 7 horas:
O raio da cruz queimou mesmo a senhora de vez. Agora só sabe falar da cruz.

Não gosto da mulher, como já referi várias vezes. Desta vez, porém, ela tem razão.

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Citação de Black Hawk, há 5 minutos:

Não gosto da mulher, como já referi várias vezes. Desta vez, porém, ela tem razão.

Sabes de onde vem a questão dela com a cruz e a manobra que ela fez no Ultimo Apaga a Luz para chamar nazi ao Zelensky, certo?

É que a cruz presente na tshirt do Zelensky não era uma Cruz de Ferro.

Editado por SAS_Robben

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Citação de SAS_Robben, há 34 minutos:

Sabes de onde vem a questão dela com a cruz e a manobra que ela fez no Ultimo Apaga a Luz para chamar nazi ao Zelensky, certo?

É que a cruz presente na tshirt do Zelensky não era uma Cruz de Ferro.

No programa não sei porque não vi. Neste texto dela, toda a explicação e contextualização, em especial na questão das simbologias, está correcta.

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Citação de Black Hawk, há 9 minutos:

No programa não sei porque não vi. Neste texto dela, toda a explicação e contextualização, em especial na questão das simbologias, está correcta.

Pronto é que há um contexto.

Ela no Ultimo Apaga a Luz disse que o Zelensky foi para a Assembleia da Republica com uma T-Shirt com uma cruz de ferro.

No seguimento disso, foi desmentida em direto porque aquela cruz é a cruz do exercito ucraniano (que é uma cruz de São Jorge) e o restante painel cagou nela.

A teoria andou também a se espalhar pelas redes sociais e foi desmentida pelo poligrafo SIC.

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/simbolo-que-figurava-na-camisola-de-zelensky-durante-intervencao-no-parlamento-e-uma-cruz-nazi

Sucede que o desmentido do poligrafo avaliou se a cruz na T-Shirt do Zelensky era uma cruz de ferro. Em momento algo o poligrafo ou alguém tentou dizer que a cruz de ferro não era usada por nazis.

Basicamente a senhora agora para se defender esta a dizer que andam a dizer que a cruz de ferro não é usada por nazis quando o que se anda a dizer é que a cruz na t-shirt do Zelensky não é a cruz de ferro.

Mais uma vez a senhora distorce a verdade para nunca admitir um erro e manter a sua narrativa.

Tens aqui o vídeo e a comparação das cruzes

 

Editado por SAS_Robben
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A burguesia venceu quando transferiu a luta de classes para a cultura. 

Um socialista hoje em dia não luta por roubar os meios de produção dos capitalistas, justificado pelas mais-valias geradas que lhe foram roubadas em tantas horas de trabalho. O socialista hoje luta pela igualdade de género, pelas quotas raciais, etc, etc. Hoje os socialistas lutam pela igualdade de oportunidade de se ser explorado. 

Que venham os nukes. #CloseTheSky #StandWithUkraine

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https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca

Olga fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.

autarquia, comunista, liderada por André Martins, criou a Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, e que há um mês já tinha atendido 160 ucranianos. Foi lá que Olga encontrou Igor Khashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal, e a mulher, Yulia Khashina, funcionária da câmara setubalense, admitida como jurista nos serviços da autarquia em dezembro, depois de um concurso público. Yulia era quem “traduzia a conversa do russo para a funcionária que tirou as fotocópias”, conta Olga. “Igor estava ao computador.” Mas não é funcionário da autarquia. 

Quem arranja isto? 

Editado por SAS_Robben

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A Alemanha🇩🇪 ainda tem tempo

Sabe-se lá de onde vai tirar esse gás🔌💡 no final🙅

Nas ultimas forças🙍

Na hora que o corpo🧍 não responde mas ao cérebro🧠

Mas ao coração❤️

O míssil🚀 chegou na área☢️

SCHOOOOOOOOOOOOOOOOOOLZ👴🏻

SCHOOOOOOLZ🙏

NUKEEEE DA Alemanha 🇩🇪

É no coração❤️

Ele não responde ao cérebro🧠

O NUKE RESPONDE AO CORAÇÃO❤️

AO CORAÇÃOOOO!❤️

ALEMANHAAAAAAAAAAAA

FINALISTAAAAAA

HISTORICO!!!!!!!!!🥵

SCHOOOOOLZ

TINHA QUE SER VOÇE SCHOOOOLZ

MEU DEUS DO CEU🙆

EUROPEAN UNION🇪🇺

VOÇE É INCRIVEL

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Citação de Che, há 38 minutos:

A Alemanha🇩🇪 ainda tem tempo

Sabe-se lá de onde vai tirar esse gás🔌💡 no final🙅

Nas ultimas forças🙍

Na hora que o corpo🧍 não responde mas ao cérebro🧠

Mas ao coração❤️

O míssil🚀 chegou na área☢️

SCHOOOOOOOOOOOOOOOOOOLZ👴🏻

SCHOOOOOOLZ🙏

NUKEEEE DA Alemanha 🇩🇪

É no coração❤️

Ele não responde ao cérebro🧠

O NUKE RESPONDE AO CORAÇÃO❤️

AO CORAÇÃOOOO!❤️

ALEMANHAAAAAAAAAAAA

FINALISTAAAAAA

HISTORICO!!!!!!!!!🥵

SCHOOOOOLZ

TINHA QUE SER VOÇE SCHOOOOLZ

MEU DEUS DO CEU🙆

EUROPEAN UNION🇪🇺

VOÇE É INCRIVEL

Ok Camilo Lourenço

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Citação de SAS_Robben, há 1 hora:

https://expresso.pt/sociedade/2022-04-28-Ucranianos-recebidos-por-russos-pro-Kremlin-em-Camara-comunista-09fd4bca

Olga fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.

autarquia, comunista, liderada por André Martins, criou a Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, e que há um mês já tinha atendido 160 ucranianos. Foi lá que Olga encontrou Igor Khashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal, e a mulher, Yulia Khashina, funcionária da câmara setubalense, admitida como jurista nos serviços da autarquia em dezembro, depois de um concurso público. Yulia era quem “traduzia a conversa do russo para a funcionária que tirou as fotocópias”, conta Olga. “Igor estava ao computador.” Mas não é funcionário da autarquia. 

Quem arranja isto? 

Spoiler

REFUGIADOS

Ucranianos recebidos por russos em Setúbal têm medo

Os documentos são copiados e perguntam às mulheres onde ficaram os maridos

Texto Vítor Matos Foto António Pedro Ferreira

Olga fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.

O mesmo receio é partilhado por outros refugiados em Setúbal, testemunhou o Expresso esta semana. A autarquia, comunista, liderada por André Martins, criou a Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, e que há um mês já tinha atendido 160 ucranianos. Foi lá que Olga encontrou Igor Khashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal, e a mulher, Yulia Khashina, funcionária da câmara setubalense, admitida como jurista nos serviços da autarquia em dezembro, depois de um concurso público. Yulia era quem “traduzia a conversa do russo para a funcionária que tirou as fotocópias”, conta Olga. “Igor estava ao computador.” Mas não é funcionário da autarquia. Os documentos tinham as moradas da família, a filiação e o nome do marido.

Segundo o relato de Olga ao Expresso, encontrou Igor no centro de emprego, “onde estava a ajudar e a traduzir” documentos e conversas com refugiados, e foi ele quem lhe fez “a marcação” para ir ao gabinete da câmara onde trabalha a mulher.

Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, foi um dos alvos da embaixadora da Ucrânia em Lisboa, Inna Ohnivets, quando esta denunciou a existência de refugiados a serem recebidos por russos. “Estas associações pró-russas, com uma ligação muito estreita à embaixada russa, podem receber informações sobre os dados pessoais destes refugiados e também sobre os familiares que participam no Exército ucraniano. E esta informação é interessante para a espionagem russa”, denunciou numa entrevista à CNN no início de abril.

Igor apagado da net

Este dirigente associativo com dupla nacionalidade, que se apresenta como “gestor de projetos”, foi sempre próximo da Embaixada da Rússia — de onde o Governo expulsou agora 10 funcionários, por “atividades contrárias à segurança nacional” —, em cujos eventos foi participando ao longo de anos, apesar de esses registos terem sido apagados do site da chancelaria nas vésperas da invasão da Ucrânia. O Expresso viu print screens de páginas com eventos como a organização de um congresso de compatriotas em Lisboa, em 2014, a ida a uma iniciativa similar em Moscovo e as referências a si e às suas associações em sites da Ruskyi Mir e da Rossotrudnichestvo (que também foram apagadas).

Igor Khashin foi presidente do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos e habitué da embaixada. Os registos foram apagados da net

A Ruskyi Mir e a Rossotrudnichestvo são instituições estatais criadas pelo Kremlin para divulgar a cultura e o mundo russos, vistos como instrumento de soft power para a chamada “guerra híbrida” de propaganda e informação e que podem servir de cobertura a elementos dos serviços secretos, diz ao Expresso uma fonte da comunidade das informações com experiência na Rússia. Estas organizações financiam associações como as de Igor Khashin, líder da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo), subsidiada desde 2005 até março passado pela Câmara de Setúbal (e que chegou a fazer parte do colégio eleitoral da comunidade ucraniana para o Conselho das Migrações).

Esta polémica já está no plano político e o presidente da câmara (de quem Khashin foi apoiante) chegou a ser questionado numa reunião do executivo. Fernando José, vereador da oposição (PS), não coloca “em causa o trabalho” da associação Edintsvo, mas critica: “Há pelo menos uma falta de sensibilidade. As pessoas chegam aqui com medo e as perguntas que lhes fazem causam estranheza, como se os maridos ficaram lá e em que zona é que estão”, diz ao Expresso. O socialista propõe que a câmara aceite que sejam ucranianos a fazer este trabalho voluntário. “Muitas pessoas não estão a dirigir-se ao gabinete porque têm medo.”

Câmara garante sigilo

O gabinete do presidente da câmara, em resposta às questões do Expresso, nega que os emigrantes sejam questionados sobre a família que ficou na Ucrânia: “Não é viável nem nunca foi feita tal pergunta. Essa alegação é falsa.” A autarquia, liderada pelo PCP, garante que “não foi transmitido qualquer receio, em qualquer momento”, pelos cidadãos ucranianos recebidos na LIMAR. Quanto à cópia de documentos, o gabinete do presidente não explica para que servem, mas garante serem “cumpridos todos os requisitos técnicos inerentes a um atendimento social” e que “a recolha de informação é feita com a autorização expressa dos próprios e realizada por dois técnicos superiores”. Da mesma forma, diz assegurar a confidencialidade a que está “obrigada” e que “sugerir que possa haver alguma quebra neste dever de sigilo é uma insinuação inaceitável e que a câmara repudia e repudiará pelos meios necessários”.

“As pessoas têm medo e as perguntas causam estranheza, como se os maridos ficaram lá e em que zona”, diz o vereador do PS

A câmara não se pronuncia sobre “as opções políticas e partidárias” de Igor Khashin ou da mulher, e informa que questionou o gabinete do primeiro-ministro sobre se o Alto Comissariado para as Migrações mantinha a confiança nestas associações depois das suspeitas de espionagem lançadas pela embaixadora da Ucrânia. A autarquia admite que Khashin esteve “a dar apoio” no gabinete da LIMAR, justificando que este colabora “há anos” com entidades da administração central, como “o IEFP, o Centro Regional de Segurança Social de Setúbal e o SEF, tendo prestado esta colaboração já este ano no contexto do acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia”. O Expresso não conseguiu contactar Igor Khashin.

 

Editado por Emanuel.Correia
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Eh-lá grandes desastres de comboios!

Eh-lá desabamentos de galerias de minas!

Eh-lá naufrágios deliciosos dos grandes transatlânticos!

Eh-lá-hô revoluções aqui, ali, acolá,

Alterações de constituições, guerras, tratados, invasões,

Ruído, injustiças, violências, e talvez para breve o fim,

A grande invasão dos bárbaros amarelos pela Europa,

E outro Sol no novo Horizonte!

Eia! eia! eia!

Eia electricidade, nervos doentes da Matéria!

Eia telegrafia-sem-fios, simpatia metálica do Inconsciente!

Eia túneis, eia canais, Panamá, Kiel, Suez!

Eia todo o passado dentro do presente!

Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!

Eia! eia! eia!

Frutos de ferro e útil da árvore-fábrica cosmopolita!

Eia! eia! eia! eia-hô-ô-ô!

Nem sei que existo para dentro. Giro, rodeio, engenho-me.

Engatam-me em todos os comboios.

Içam-me em todos os cais.

Giro dentro das hélices de todos os navios.

Eia! eia-hô! eia!

Eia! sou o calor mecânico e a electricidade!

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Citação de Emanuel.Correia, há 8 horas:
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REFUGIADOS

Ucranianos recebidos por russos em Setúbal têm medo

Os documentos são copiados e perguntam às mulheres onde ficaram os maridos

Texto Vítor Matos Foto António Pedro Ferreira

Olga fugiu da guerra. Primeiro, de Luhansk para a região vizinha de Kharkiv (Carcóvia), no nordeste da Ucrânia, por causa da guerra civil entre ucranianos e separatistas pró-russos. Dessa vez a viagem foi curta. Agora, aos 35 anos, atravessou a Europa de Kharkiv até Setúbal para fugir a mísseis, tanques e soldados russos. Olga, que prefere não dar a cara e reservar o apelido, mostra o telemóvel com as fotografias nos abrigos, nas viagens de comboio, no refúgio na Polónia. Chegou a Portugal a 19 de março com as duas filhas, de seis e oito anos. Fugida dos russos, quando foi ao gabinete de apoio aos refugiados da Câmara de Setúbal estranhou ser recebida por russos, que lhe falaram em russo: “Perguntaram-me onde estava o meu marido e o que tinha ficado a fazer”, contou ao Expresso durante uma conversa nos arredores de Setúbal. Fotocopiaram-lhe os documentos: o passaporte e a certidão das crianças. Hoje tem medo.

O mesmo receio é partilhado por outros refugiados em Setúbal, testemunhou o Expresso esta semana. A autarquia, comunista, liderada por André Martins, criou a Linha Municipal de Apoio aos Refugiados — LIMAR, com gabinete no Mercado do Livramento, no centro da cidade, e que há um mês já tinha atendido 160 ucranianos. Foi lá que Olga encontrou Igor Khashin, um dos líderes da comunidade russa em Portugal, e a mulher, Yulia Khashina, funcionária da câmara setubalense, admitida como jurista nos serviços da autarquia em dezembro, depois de um concurso público. Yulia era quem “traduzia a conversa do russo para a funcionária que tirou as fotocópias”, conta Olga. “Igor estava ao computador.” Mas não é funcionário da autarquia. Os documentos tinham as moradas da família, a filiação e o nome do marido.

Segundo o relato de Olga ao Expresso, encontrou Igor no centro de emprego, “onde estava a ajudar e a traduzir” documentos e conversas com refugiados, e foi ele quem lhe fez “a marcação” para ir ao gabinete da câmara onde trabalha a mulher.

Igor Khashin, antigo presidente da Casa da Rússia e do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos, foi um dos alvos da embaixadora da Ucrânia em Lisboa, Inna Ohnivets, quando esta denunciou a existência de refugiados a serem recebidos por russos. “Estas associações pró-russas, com uma ligação muito estreita à embaixada russa, podem receber informações sobre os dados pessoais destes refugiados e também sobre os familiares que participam no Exército ucraniano. E esta informação é interessante para a espionagem russa”, denunciou numa entrevista à CNN no início de abril.

Igor apagado da net

Este dirigente associativo com dupla nacionalidade, que se apresenta como “gestor de projetos”, foi sempre próximo da Embaixada da Rússia — de onde o Governo expulsou agora 10 funcionários, por “atividades contrárias à segurança nacional” —, em cujos eventos foi participando ao longo de anos, apesar de esses registos terem sido apagados do site da chancelaria nas vésperas da invasão da Ucrânia. O Expresso viu print screens de páginas com eventos como a organização de um congresso de compatriotas em Lisboa, em 2014, a ida a uma iniciativa similar em Moscovo e as referências a si e às suas associações em sites da Ruskyi Mir e da Rossotrudnichestvo (que também foram apagadas).

Igor Khashin foi presidente do Conselho de Coordenação dos Compatriotas Russos e habitué da embaixada. Os registos foram apagados da net

A Ruskyi Mir e a Rossotrudnichestvo são instituições estatais criadas pelo Kremlin para divulgar a cultura e o mundo russos, vistos como instrumento de soft power para a chamada “guerra híbrida” de propaganda e informação e que podem servir de cobertura a elementos dos serviços secretos, diz ao Expresso uma fonte da comunidade das informações com experiência na Rússia. Estas organizações financiam associações como as de Igor Khashin, líder da Associação dos Emigrantes de Leste (Edintsvo), subsidiada desde 2005 até março passado pela Câmara de Setúbal (e que chegou a fazer parte do colégio eleitoral da comunidade ucraniana para o Conselho das Migrações).

Esta polémica já está no plano político e o presidente da câmara (de quem Khashin foi apoiante) chegou a ser questionado numa reunião do executivo. Fernando José, vereador da oposição (PS), não coloca “em causa o trabalho” da associação Edintsvo, mas critica: “Há pelo menos uma falta de sensibilidade. As pessoas chegam aqui com medo e as perguntas que lhes fazem causam estranheza, como se os maridos ficaram lá e em que zona é que estão”, diz ao Expresso. O socialista propõe que a câmara aceite que sejam ucranianos a fazer este trabalho voluntário. “Muitas pessoas não estão a dirigir-se ao gabinete porque têm medo.”

Câmara garante sigilo

O gabinete do presidente da câmara, em resposta às questões do Expresso, nega que os emigrantes sejam questionados sobre a família que ficou na Ucrânia: “Não é viável nem nunca foi feita tal pergunta. Essa alegação é falsa.” A autarquia, liderada pelo PCP, garante que “não foi transmitido qualquer receio, em qualquer momento”, pelos cidadãos ucranianos recebidos na LIMAR. Quanto à cópia de documentos, o gabinete do presidente não explica para que servem, mas garante serem “cumpridos todos os requisitos técnicos inerentes a um atendimento social” e que “a recolha de informação é feita com a autorização expressa dos próprios e realizada por dois técnicos superiores”. Da mesma forma, diz assegurar a confidencialidade a que está “obrigada” e que “sugerir que possa haver alguma quebra neste dever de sigilo é uma insinuação inaceitável e que a câmara repudia e repudiará pelos meios necessários”.

“As pessoas têm medo e as perguntas causam estranheza, como se os maridos ficaram lá e em que zona”, diz o vereador do PS

A câmara não se pronuncia sobre “as opções políticas e partidárias” de Igor Khashin ou da mulher, e informa que questionou o gabinete do primeiro-ministro sobre se o Alto Comissariado para as Migrações mantinha a confiança nestas associações depois das suspeitas de espionagem lançadas pela embaixadora da Ucrânia. A autarquia admite que Khashin esteve “a dar apoio” no gabinete da LIMAR, justificando que este colabora “há anos” com entidades da administração central, como “o IEFP, o Centro Regional de Segurança Social de Setúbal e o SEF, tendo prestado esta colaboração já este ano no contexto do acolhimento de refugiados da guerra da Ucrânia”. O Expresso não conseguiu contactar Igor Khashin.

 

 

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China says Nato has ‘messed up Europe’ and warns over role in Asia-Pacific

In response to British foreign secretary’s warning that Beijing must ‘play by the rules’, ministry of foreign affairs says Nato is stirring conflict

https://www.theguardian.com/world/2022/apr/29/china-says-nato-is-messing-up-europe-and-warns-over-role-in-asia-pacific

Toda a solidariedade com a China. O motor da prosperidade e riqueza deve ser autónomo.

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Citação de SAS_Robben, há 14 horas:

Pronto é que há um contexto.

Ela no Ultimo Apaga a Luz disse que o Zelensky foi para a Assembleia da Republica com uma T-Shirt com uma cruz de ferro.

No seguimento disso, foi desmentida em direto porque aquela cruz é a cruz do exercito ucraniano (que é uma cruz de São Jorge) e o restante painel cagou nela.

A teoria andou também a se espalhar pelas redes sociais e foi desmentida pelo poligrafo SIC.

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/simbolo-que-figurava-na-camisola-de-zelensky-durante-intervencao-no-parlamento-e-uma-cruz-nazi

Sucede que o desmentido do poligrafo avaliou se a cruz na T-Shirt do Zelensky era uma cruz de ferro. Em momento algo o poligrafo ou alguém tentou dizer que a cruz de ferro não era usada por nazis.

Basicamente a senhora agora para se defender esta a dizer que andam a dizer que a cruz de ferro não é usada por nazis quando o que se anda a dizer é que a cruz na t-shirt do Zelensky não é a cruz de ferro.

Mais uma vez a senhora distorce a verdade para nunca admitir um erro e manter a sua narrativa.

Tens aqui o vídeo e a comparação das cruzes

 

Não digas que não tenhas razão, até porque provavelmente tens que estás melhor informado que eu. Terei de ver isto tudo com mais calma para poder responder melhor.

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Citação de Black Hawk, há 5 minutos:

Não digas que não tenhas razão, até porque provavelmente tens que estás melhor informado que eu. Terei de ver isto tudo com mais calma para poder responder melhor.

Basicamente é isto:

Mas de história percebes tu. Eu ao pé de ti percebo pouco ou nada. Se o que li e ouvi está errado, cá estou para apreender.

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Citação de SAS_Robben, há 19 minutos:

Basicamente é isto:

Mas de história percebes tu. Eu ao pé de ti percebo pouco ou nada. Se o que li e ouvi está errado, cá estou para apreender.

A cena é: a explicação que ela dá, a contextualização, está correcta. A origem da cruz de ferro nas FA ucranianas e enquanto símbolo usado por responsáveis ucranianos tem aquela origem. Ela explica, e bem, a contextualização para a cruz de ferro se ter tornado símbolo das FA ucranianas e de outras forças paramilitares.

Li por alto algumas pessoas referirem que a cruz de ferro já existia como símbolo e não é exclusivamente nazi. É claro que estão certos. Mas, e este é um grande mas, a mensagem da simbologia é aquela que lhe quisermos dar. Por exemplo, se uma pessoa ostentar uma águia na camisola no Estádio da Luz, não estará a prestar homenagem ao Império Romano. Há um universo de diferença entre usar uma suástica no parlamento europeu ou num mosteiro na Índia. Os símbolos são reutilizados e inspiram outros, o que muda é a mensagem que se quer passar conforme o local e o momento em que são utilizados.

Neste caso específico, não faço ideia se aquilo era uma cruz de ferro e valho-me das tuas palavras, que acompanhando o assunto me garantes que não era e tendo por base análises adicionais de mais gente que chegaram à mesma conclusão. Se fosse, ela teria razão. Se não for, ela tem razão na forma mas não na substância, digamos assim. Que é um problema habitual nela.

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Ruble rises to 71 rubles per 1 USD — more valuable than before the war.

ASB Military News

Que passou-se nos Estados Unidos para o dólar perder tanto valor, como perderam tanta riqueza? É que o rublo vale menos que a moeda do Roblox eheheh

875.jpg

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Se é brilhante ou não, não sei mas a resposta foi acertada. 

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Guterres neste século talvez seja a personalidade mais influente a par do Xi Jinping. É um homem como deve de ser. 

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Só falhou na pergunta sobre um 'timeframe'. Podia ter respondido, "Just do the math".

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Citação de SAS_Robben, há 1 hora:

Se é brilhante ou não, não sei mas a resposta foi acertada. 

eu pasmei com o tipo de declarações sobre o Guterres/ONU (até da tipa que se candidatou contra ele na ultima vez, que me parecer uma perfeita desmiolada, honestamente). Revelam uma ignorânica que dói. Acham que a ONU é um governo do Mundo, que está acima dos países e que se há guerra a culpa é da ONU. Que a ONU tem um poder mágico de mandar nos países, sejam eles o Kiribati sejam eles a Republica Popular da China, doesnt matter, o Guterres manda neles todos pá.

Segundo essa gente revela que não sabe que a ONU é o pináculo do mundo diplomático. Só isso. É um fórum de diplomacia por excelênica. E a diplomacia não é veicular opiniões. A diplomacia não é condenar isto ou aquilo. A diplomacia é trabalhar nas sombras, manter canais abertos, ser quase tumular. Custa, mas para declarações bombásticas, bloqueios e guerra de palavras já temos os Estados normais. Esses sim, podem fazer isso, a ONU não. A ONU, o Guterres não pode, não tem poder e mesmo que o tivesse não devia, isolar a Russia. Os Estados podem e devem fazê-lo, a ONU não.

Em terceiro lugar houve gente - a desmiolada millenial que concorreu contra ele, por exemplo - que teve a distinta lata de afirmar/intuir "este Guterres esteve 2 meses a coçar a tomatada, precisou de dois meses para acordar, que vergonha". Que declaração mais atrasada mental. E se algum dos meus queridos colegas de fórum disse o mesmo, lamento, mas a carapuça tem de servir. A ONU não é para andar no twitter, é para trabalhar nas sombras. Achar que só pq só agora - e este 'só' tem muito que se lhe diga e já lá vou - reuniu com as partes, então é porque só agora a ONU acordou faz-me achar que uma pessoa que diga isso tenha um severo atraso mental. Como assim? Acham que a diplomacia é como o Boca Doce? é instantaneo? Para se ruinirem agora, foram preciso semanas, se calhar todas as 9 que o conflito ja leva, de missvas, de contactos, de 'vá lá' para conseguir isso.

Por que, e termino, acho um feito ABSOLUTAMENTE FANTÁSTICO - e meço as palavras, e por isso é que as exalto - que passado apenas dois meses de uma guerra brutal o Secretario Geral das Nações Unidas já tenha conseguido reunir com ambas as partes. Isso nunca aconteceu. Primeiro porque eram guerras menores, ou em guerras que fossem de calibre igual a esta na Ucrânia, ou nunca se conseguiu reunir com as partes, ou so passado anos e anos. Imaginam em 1939, dois meses depois de o Hitler invadir a Polónia, o lider da Liga das Nações - que existia, embora não parecesse - conseguir reunir com o Hitler em Berlim? Imaginam o Hitler a aceitar isso? Imaginam tanto que não aconteceu. Quando as pessoas dizem um jocoso "só agora", deviam dizer um entusiata "já?".

Mas claro, num mundo imediato que o que interessa é o McDonalds fechar as lojas na Russia logo, a diplomacia, da boa, da que leva tempo, é vista como uma afronta. 

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