Ir para conteúdo
Caviar

FPF e Liga de clubes firmam acordo para centralizar direitos televisivos até 2027/28

Publicações recomendadas

Publicado (editado)
Citação de Lebohang, há 1 hora:

“Benfica pode perder até 15 milhões por ano com centralização dos direitos televisivos”

Que choro idiota que estes patetas estão a fazer por um Enzo Barranechea/época, ou 0.5 Ríos/época

Invistam melhor o dinheiro

27 pelo Rios, 20 pelo Lukebakio, 5 pelo Rafa, 6 pelo Sydny, 23 pelo Ivanovic

O choro não surpreende e não é pelos gastos, é porque há 10 anos estava-se a começar a negociar a centralização e o Benfica foi nas costas de todos negociar com a NOS, desta vez, a menos que algo mude, não o vão poder fazer.

Editado por rcoelho14

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Petar Musa, Em 12/04/2026 at 14:13:

Não há uma fórmula mágica, mas há várias coisas que se podem melhorar: acabar com os AVS.

A centralização veio tarde demais. E tudo o resto que falta para fazer, ainda mais. 

Compartilhar este post


Link para o post
Publicado (editado)
Citação de O Pastel, Em 12/04/2026 at 19:20:

É praticamente inevitável que seja o consumidor final a pagar a fatura. Para os direitos audiovisuais aumentarem, das duas uma: i) aumenta o preço (e sim, Portugal já é entre os países de topo europeus, aquele onde as pessoas gastam maior percentagem do rendimento disponível para ter acesso ao futebol na TV) e/ou ii) aumenta a penetração.

Para se chegar aos tais ~€300M, mantendo o preço atual, a penetração teria de crescer ~70%. Não é impossível, pois a Sport TV nos seus tempos áureos tinha aproximadamente o dobro do número de assinantes que tem atualmente, mas é provável que só aumentar a penetração não seja suficiente... E não esquecer que nessa altura, o produto da Sport TV era um luxo com todos os grandes campeonatos e vários desportos. 

Esta dispersão dos direitos audiovisuais é um tema bastante relevante dado que ainda não se sabe se a Liga Portugal vai introduzir uma cláusula de No Single Buyer, cuja ideia inicial era aumentar a competitividade e valorização dos direitos audiovisuais, tanto que é recomendada pela Autoridade da Concorrência, mas que não é nada benéfica para o consumidor e tem vindo a ser progressivamente abandonada noutros campeonatos como a Bundesliga e a Serie A. 

É começar a permitir o pay per view, ou modalidades de assinatura que incluem um X número de jogos por mês a preços mais reduzidos, sem ter de pagar sempre o pacote todo.

Editado por JGabriel

Compartilhar este post


Link para o post
Citação

O dinheiro da TV: quem ganha, quem perde e quanto (exercício de distribuição de receitas)

Assembleia Geral Extraordinária da Liga realiza-se hoje no Porto para debater de novo a comercialização dos direitos audiovisuais da I Liga e II Liga

Felipe Gomes -  Consultor em estratégia e gestão de desporto

Portugal está prestes a centralizar os direitos audiovisuais do futebol. Um bolo entre os 180-225 milhões de euros vai ser redistribuído por novas regras. Fizemos as contas com estimativas dos valores dos contratos dos clubes na época 2024/25. Os resultados são mais reveladores do que se esperava: os três grandes perdem. Muito. A pergunta que fica não é se devem aceitar. É quanto tempo têm para negociar melhor.

Imagine que é dirigente do Arouca. Cada época, vai a Lisboa negociar sozinho com os OPERADORES / SPORT TV o valor das transmissões de jogos. Sai de lá com 3,5 milhões de euros. Nessa mesma semana, o Benfica — que também foi lá, mas numa negociação completamente diferente — saiu com 40 milhões (para efeitos do exercício e para ser comparável com os restantes clubes, considerou-se o valor antes da renovação de março deste ano com a NOS). Sporting e FC Porto com ~35 milhões cada. Não é injustiça: é o mercado. E é exatamente isto que a centralização dos direitos audiovisuais vai mudar.

A centralização significa que a Liga Portugal negoceia em nome de todos os clubes (I e II Liga), consegue um valor global superior, e depois distribui esse dinheiro segundo Decreto-Lei n.º 22-B/2021, de 22 de março e a chave de distribuição definida pelos clubes. É o que já existe em Espanha, França, Itália, Alemanha. Em Portugal, o modelo está a ser desenhado. E os números que saem deste exercício são mais complexos do que parecem.

Estes são valores estimativos de mercado. Os contratos reais são confidenciais — mas, com os broadcasters atuais — SPORTTV, BTV, Media Capital —, as estimativas de referência no final da época 24/25 apontam para: o Benfica ~40 M/€; Sporting e FC Porto ~35M/€ cada. SC Braga e Vitória ~7,5M/€. E os restantes 13 clubes dividem os restantes 42 milhões, em valores que vão dos 3,5M/€ aos 5M/€. Com esta base de partida, vamos explicar o que muda e para quem.

Bolo dividido em dois

Nota prévia: a chave de distribuição que aplicámos tem por base as informações veiculadas em dezembro de 2025, numa cimeira de Presidentes da Liga, a qual foi apresentada e discutida. Na reunião de hoje, deverá ser de novo apresentada uma chave de distribuição que seguramente será um dos pontos altos da reunião, porque irá definir os valores que os clubes vão receber.

Começado o exercício, e antes de aplicar qualquer critério, há uma decisão estrutural: 90% da receita total vai para a I Liga e 10% para a Liga 2. Num contrato de 225 milhões de euros — um objetivo de valorização razoável, não especulativo —, isso significa 202,5M/€ para os 18 clubes da I Liga e 22,5M/€ para a II Liga. Num cenário de 180M/€ (o valor atual do mercado): 162 e 18M/€.

Este split é politicamente importante: significa que a centralização não ignora o segundo escalão. Ao mesmo tempo, não abdica de que o dinheiro siga para onde o produto televisivo tem mais valor: a I Liga.

I Liga divide bolo em cinco fatias

Os 90% que ficam para a I Liga são distribuídos segundo cinco critérios com pesos fixos. A novidade deste modelo face ao que existe hoje é exatamente essa: há regras. Não há negociação individual, não há poder de lobbying, não há quem saia do gabinete com mais do que o seu clube vale pela fórmula.

a2652606-467f-42f3-a926-b46696ba4dac.png

A maior fatia (44,2%) segue o mérito desportivo. Os 44,2% das receitas (89M€) são neste exercício distribuídos por 18 clubes seguindo a pratica mais comum (Premier League e Uefa), em que o último classificado recebe 1 parte e o campeão 18. Cada unidade vale cerca de 523 mil euros, sendo o valor final proporcional à posição na tabela. Assim, o campeão Sporting (2024/25) receberia perto de 9,4M€, enquanto o último fica com cerca de 500 mil euros. O modelo reforça a meritocracia, mas acentua diferenças financeiras.

A segunda fatia (32,5%) é dividida em partes iguais. Todos os 18 clubes recebem exatamente o mesmo, independentemente da classificação. Esta é a âncora de solidariedade do modelo: garante que o 18.º classificado tem sempre um mínimo de receita televisiva. A 202,5 milhões para a I Liga, isso significa 3,65 milhões garantidos a cada clube. Um Arouca ou Casa Pia recebem ligeiramente menos hoje. É uma revolução silenciosa para os clubes pequenos.

Os restantes 23% dividem-se por critérios qualitativos: grandeza e implantação social (14,3%), qualidade das infraestruturas (5%) e condições para a transmissão televisiva (4%). É aqui que o modelo reconhece que a história de um clube tem valor económico e que um Benfica com 400.000 sócios gera mais audiência do que um AVS com 2.000.

Os números: o que cada clube recebe

A tabela seguinte compara o que cada clube recebe hoje (estimado e com base em informação de mercado no fim de 24/25) com o que receberia com a centralização, nos dois cenários. O delta é calculado face ao contrato em junho de 2025. A vermelho clubes que perdem. A verde clubes que ganham:

ca7e76dd-0d90-44e7-8ec1-e7d815f6dcf4.png

O elefante na sala: três grandes perdem sempre

A tabela é clara, mas a magnitude da perda merece ser dita em voz alta. A 225 milhões de euros — um aumento de 25% face ao contrato atual —, o Benfica perderia 19,4 milhões face ao que recebe hoje. O Sporting perderia 15,8 milhões, o FC Porto 16,6 milhões. Não é um pormenor. É o centro do debate.

Porquê? Porque hoje os três grandes concentram 61% da receita televisiva total estimada (cerca de 110 milhões de 180 milhões). Com a centralização, o modelo limita essa concentração: Benfica, Sporting e FC Porto recebem cerca de 28% do bolo — independentemente do valor total. A redistribuição é estrutural, não acidental.

Não é um valor realista no curto prazo. O que significa que enquanto o mercado não atingir esses patamares, os três grandes vão ter de aceitar uma perda real de receita televisiva. A questão que fica é: quanto tempo têm para negociar essa transição?

O ponto de equilíbrio

Recordamos que com a chave de distribuição que terá sido discutida em dezembro de 2025, para a perda ser inferior a 5 milhões, o Benfica precisaria de um contrato de 504 milhões de euros. O Sporting de 428 milhões. O FC Porto de 452 milhões. São valores que só ligas como a Premier League ou a LaLiga atingem. Portugal não está aí.

A única forma de equilibrar o impacto da perda para o Benfica, Sporting e FC Porto será rever as percentagens da chave de distribuição ou criar um mecanismo paralelo de compensação ou incentivo financeiro aos clubes que passariam a ter um impacto negativo nas suas contas.

O que os grandes ganham em troca?

A pergunta legítima é: se perdem tanto, porque hão de os grandes aceitar? A resposta é mais complexa do que parece.

Primeiro, ganham previsibilidade. Hoje, cada renovação de contrato é uma negociação de risco. A centralização garante um fluxo de receita estável, auditável e independente da capacidade de pressão de cada clube sobre os broadcasters.

Segundo, valorizam a liga como produto. Uma liga com um contrato centralizado de 200 ou 225 milhões é um produto radicalmente mais atrativo para investidores estrangeiros, patrocinadores internacionais e fundos de private equity do que uma coleção de contratos individuais dispersos. A entrada de novos capitais no futebol português beneficia os grandes de forma desproporcionada — mas também são eles quem tem ativos audiovisuais mais valorizados, estruturados e já comprometidos em contratos de sponsorship com várias marcas.

Terceiro, abrem mercado a novos operadores. A centralização cria a possibilidade de licitação aberta entre SPORTTV, DAZN, TVI/Media Capital, NOS, MEO, Digi, Vodafone e eventualmente plataformas de streaming como Livemode / CazéTV ou Amazon Prime. Mais concorrentes significa mais dinheiro — e o único cenário em que os grandes recuperam o que perdem hoje é num contrato de 450 a 560 milhões, que só é possível com dois ou três operadores a licitar em simultâneo e com o atual cenário europeu muito provavelmente não irá acontecer.

A revolução silenciosa

Se os grandes perdem, os outros 15 ganham — e muito. Um clube como o Gil Vicente, que recebe 3,5M/€, passaria a receber 11M/€ num cenário de 225 milhões brutos. O Arouca saltaria de 3,5 M/€ para 7,1 M/€. O Casa Pia de 3,5M/€ para 9,9M/€. São triplicações de receita televisiva garantida, sem depender de resultados desportivos excecionais.

Para estes clubes, a centralização não é apenas uma questão de mais dinheiro. É de sustentabilidade estrutural. Com 8 a 10M/€ garantidos em direitos audiovisuais, um clube da I Liga pode pagar ordenados sem depender de vendas de jogadores de emergência, pode investir em academia sem hipotecar o futuro, pode planear épocas sem o pânico da descida financeiramente catastrófica.

O AVS SAD, recém-chegado à I Liga, passaria de 3,5 para 6,5M/€ — dinheiro suficiente para construir a estrutura profissional que lhe permite manter-se no escalão. O SC Braga — que não é um clube pequeno — passaria de 7,5M/€ para 14,5M/€. Um salto que, a quatro épocas consecutivas, representa 18M/€ de euros adicionais para investir no plantel, profissionais administrativos e nas infraestruturas.

O que falta resolver e garantir regulação

Primeira questão: a negociação com os grandes. O modelo de centralização não pode avançar sem o acordo de Benfica, Sporting e FC Porto. Não por razão legal — tecnicamente a Liga pode impor — mas por razão política. A questão é quanto tempo e a que preço se faz esse acordo. A janela de negociação existe: qualquer valor de contrato acima de 200 milhões é melhor para os pequenos e, em termos de valorização do produto, melhor para todos. O sacrifício de curto prazo dos grandes tem de ser compensado por garantias de longo prazo.

Segunda questão: os critérios qualitativos. Os 14,3% de grandeza, os 5% de infraestruturas e os 4% de transmissão televisiva precisam de fontes de dados auditáveis e de entidade independente que os valide. Não pode ser a Liga a classificar os estádios. Não pode ser um clube a declarar o seu número de sócios sem verificação. Isto tem de ter rigor de relatório de auditoria.

Terceira questão: o que acontece com os clubes despromovidos. O Boavista e o Farense desceram em 2024/25. Têm história, sócios e palmarés — pelo critério de grandeza, recebem mais do que clubes que ficaram na I Liga. É politicamente sensível, mas matematicamente defensável. O modelo tem de definir se usa dados da época em que o clube está na liga ou um histórico de presença.

O que está verdadeiramente em jogo

A centralização dos direitos audiovisuais não é um modelo que beneficia a todos de forma igual. Os números são claros sobre isso. Beneficia os clubes pequenos de forma imediata e significativa. Penaliza os clubes grandes de forma imediata e também significativa. O argumento para a mudança não é financeiro de curto prazo — é estratégico de longo prazo.

O futebol português vale hoje 180 milhões de euros em direitos audiovisuais. A liga francesa, de dimensão comparável em termos de produto, vale ~400M/€, mas passa por muitas dificuldades após rescindir o contrato com a DAZN. A liga belga, com metade da população e sem a mística do futebol português, vale ~100M/€ com um contrato centralizado que duplicou em menos de dez anos. O caminho está traçado. A questão é quem decide acelerá-lo — e a que custo.

Benfica, Sporting e FC Porto têm hoje o maior incentivo para negociar bem a centralização: são eles quem perde mais se ela for mal feita, e são eles quem mais tem a ganhar se o contrato global chegar aos 300 ou 400 milhões. A liga que se constrói hoje com boas regras, é a liga que atrai os investidores que vão pagar esses 300 milhões. A centralização vai acontecer. A única negociação que importa é sobre o valor do contrato e depois virá a discussão de quais os ativos que os clubes irão disponibilizar à Liga Portugal para comercializar.

Excelente artigo do Felipe Gomes, Vice-Presidente das Modalidades na lista derrotada de João Noronha Lopes nas últimas eleições.

Para se ter uma ideia de que os 65% f*deram bem mais que o Benfica

  • Like 4
  • Concordo! 4

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 1 hora:

Excelente artigo do Felipe Gomes, Vice-Presidente das Modalidades na lista derrotada de João Noronha Lopes nas últimas eleições.

Para se ter uma ideia de que os 65% f*deram bem mais que o Benfica

Citação

Segundo, valorizam a liga como produto. Uma liga com um contrato centralizado de 200 ou 225 milhões é um produto radicalmente mais atrativo para investidores estrangeiros, patrocinadores internacionais e fundos de private equity do que uma coleção de contratos individuais dispersos. A entrada de novos capitais no futebol português beneficia os grandes de forma desproporcionada — mas também são eles quem tem ativos audiovisuais mais valorizados, estruturados e já comprometidos em contratos de sponsorship com várias marcas.

Terceiro, abrem mercado a novos operadores. A centralização cria a possibilidade de licitação aberta entre SPORTTV, DAZN, TVI/Media Capital, NOS, MEO, Digi, Vodafone e eventualmente plataformas de streaming como Livemode / CazéTV ou Amazon Prime. Mais concorrentes significa mais dinheiro — e o único cenário em que os grandes recuperam o que perdem hoje é num contrato de 450 a 560 milhões, que só é possível com dois ou três operadores a licitar em simultâneo e com o atual cenário europeu muito provavelmente não irá acontecer.

Isto é importante, é bem mais fácil entrarem operadores se for fácil negociar os direitos, em vez de andar atrás de cada clube.
Mas não chega, a Liga e FPF e os clubes têm de se juntar para valorizar o produto.

Sobre a divisão de receitas, só não sei se concordo quem tem melhores estádios receber mais, quando quem tem piores estádios realmente ganhava em poder fazer obras de melhoria (neste caso, fazia sentido se calhar esta parte da receita ter uma obrigatoriedade de utilização em infraestruturas)

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 2 horas:

Excelente artigo do Felipe Gomes, Vice-Presidente das Modalidades na lista derrotada de João Noronha Lopes nas últimas eleições.

Para se ter uma ideia de que os 65% f*deram bem mais que o Benfica

É a primeira vez que leio um bom texto sobre a centralização dos direitos de TV.

Citação de rcoelho14, há 8 minutos:

Isto é importante, é bem mais fácil entrarem operadores se for fácil negociar os direitos, em vez de andar atrás de cada clube.
Mas não chega, a Liga e FPF e os clubes têm de se juntar para valorizar o produto.

Sobre a divisão de receitas, só não sei se concordo quem tem melhores estádios receber mais, quando quem tem piores estádios realmente ganhava em poder fazer obras de melhoria (neste caso, fazia sentido se calhar esta parte da receita ter uma obrigatoriedade de utilização em infraestruturas)

E muitos dos estádios não são propriedade do clube, são das câmaras. Os clubes não podem ser penalizados, ou recompensados, quando usam infraestruturas de terceiros. 

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Petar Musa, há 30 minutos:

É a primeira vez que leio um bom texto sobre a centralização dos direitos de TV.

E muitos dos estádios não são propriedade do clube, são das câmaras. Os clubes não podem ser penalizados, ou recompensados, quando usam infraestruturas de terceiros. 

Concordo aqui.
Mas segundo a proposta, vai acontecer isso.

Preferia juntar o valor dedicado a isso num dos outros critérios, ou então como disse, ter uma certa obrigação de dedicar a infrastruturas (importantíssimo para a valorização do produto a médio e longo prazo)

  • Concordo! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Petar Musa, há 1 hora:

É a primeira vez que leio um bom texto sobre a centralização dos direitos de TV.

E muitos dos estádios não são propriedade do clube, são das câmaras. Os clubes não podem ser penalizados, ou recompensados, quando usam infraestruturas de terceiros. 

É relativamente simples de resolver. Atribui-se o valor ao proprietário da infraestrutura.

Ninguém sai indevidamente beneficiado nem prejudicado e cria-se uma dinâmica que motiva os titulares dos espaços a investir na manutenção e melhoria.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação

Foi aprovado, na tarde desta sexta-feira, durante a Assembleia Geral da Liga Portugal, no Porto, o modelo proposto para a comercialização dos direitos audiovisuais no âmbito do processo da centralização. O documento recolheu mais de 90% de votos favoráveis das sociedades desportivas dos campeonatos profissionais. O Benfica foi o único emblema a votar contra, enquanto o Nacional absteve-se.

https://www.record.pt/futebol/futebol-nacional/detalhe/voto-contra-do-benfica-nao-impede-aprovacao-do-modelo-de-comercializacao-dos-direitos-de-tv-na-ag-da-liga?ref=HP_DestaquesPrincipais

960px-Churchill_V_sign_HU_55521.jpg

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lurker, há 1 hora:

É relativamente simples de resolver. Atribui-se o valor ao proprietário da infraestrutura.

Ninguém sai indevidamente beneficiado nem prejudicado e cria-se uma dinâmica que motiva os titulares dos espaços a investir na manutenção e melhoria.

Seria uma boa ideia.

Mas tinha que ir com uma alinea a negrito e em caps lock: "Este dinheiro é só para uso do proprietário na infrastrutura. E tem que ser usado na totalidade e vistoriado pelos senhroes de fato da Liga" 

Compartilhar este post


Link para o post

A liga belga, com metade da população e sem a mística do futebol português, vale ~100M/€ com um contrato centralizado que duplicou em menos de dez anos.

O artigo não está mau mas esta frase vem de onde? É que a Bélgica tem mais 1 milhão de pessoas do que nós.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 9 horas:

Excelente artigo do Felipe Gomes, Vice-Presidente das Modalidades na lista derrotada de João Noronha Lopes nas últimas eleições.

Para se ter uma ideia de que os 65% f*deram bem mais que o Benfica

Há um outro factor que não é referido, mas que eu acho de enorme importância. Se o campeonato for mais forte, com melhores equipas e atletas, isso só beneficia as melhores equipas. Num campeonato altamente desnivelado, em que vários jogos são quase proformas, torna os candidatos ao título muito mais susceptíveis a azares, infelicidades e coisas do género. Numa liga mais forte, a lei do mais forte imperará, pois com jogos mais difíceis, haverá maior perda de pontos. Um bom exemplo é o andebol. O Sporting é de longe a melhor equipa, mas o campeonato é tão fraco que se decide nos jogos com o Porto. E basta um dia mau, uma dor de barriga, para por em risco um campeonato.

  • Like 2
  • Concordo! 1

Compartilhar este post


Link para o post

Calma que ainda falta discutir e aprovar a chave... Ainda metem 80% na implantação social ou lá como chamaram a essa parcela.

Citação de Tio Hans, há 7 minutos:

Há um outro factor que não é referido, mas que eu acho de enorme importância. Se o campeonato for mais forte, com melhores equipas e atletas, isso só beneficia as melhores equipas. Num campeonato altamente desnivelado, em que vários jogos são quase proformas, torna os candidatos ao título muito mais susceptíveis a azares, infelicidades e coisas do género. Numa liga mais forte, a lei do mais forte imperará, pois com jogos mais difíceis, haverá maior perda de pontos. Um bom exemplo é o andebol. O Sporting é de longe a melhor equipa, mas o campeonato é tão fraco que se decide nos jogos com o Porto. E basta um dia mau, uma dor de barriga, para por em risco um campeonato.

Como é óbvio. E para além disso, passar as semanas a bater em mortos, ou a cumprir calendário, é meio caminho andado para depois se levar uma terapia de choque nas competições europeias.

O PSG foi um bom exemplo disso durante anos. O FCP do Jesualdo que limpava os campeonatos em abril e depois perdia as finais da Taça para o Sporting, também.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Tio Hans, há 1 hora:

Um bom exemplo é o andebol. O Sporting é de longe a melhor equipa, mas o campeonato é tão fraco que se decide nos jogos com o Porto. E basta um dia mau, uma dor de barriga, para por em risco um campeonato.

Um cheiro mais intenso...

  • Haha 8

Compartilhar este post


Link para o post

De 300, para 220 e já vai em 180M€. Assinem já isso senão a TVI chega-se à frente.

Compartilhar este post


Link para o post

Não gosto desta postura da Oposição do Benfica, é possível fazer uma crítica à Direção do Rui Costa sem atacar o modelo da Centralização ou andar a choramingar com lobby ou tribunais. É que Porto e Sporting aceitaram quer a Centralização quer o modelo de distribuição...

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 19 minutos:

Não gosto desta postura da Oposição do Benfica, é possível fazer uma crítica à Direção do Rui Costa sem atacar o modelo da Centralização ou andar a choramingar com lobby ou tribunais

Sempre foram contra o modelo, não estou a ver porque não devam ser coerentes agora.

Compartilhar este post


Link para o post
Citação de Lebohang, há 1 hora:

Não gosto desta postura da Oposição do Benfica, é possível fazer uma crítica à Direção do Rui Costa sem atacar o modelo da Centralização ou andar a choramingar com lobby ou tribunais. É que Porto e Sporting aceitaram quer a Centralização quer o modelo de distribuição...

 

Citação de kareca, há 1 hora:

Sempre foram contra o modelo, não estou a ver porque não devam ser coerentes agora.

Ser a favor não é popular e aparenta fraqueza abdicar de uma posição privilegiada a favor de melhorar os adversários. É uma posição cínica.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...