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[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

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Olhos nos olhos com os grandes tubarões e mesmo assim grande amora que conseguiu um ponto contra o Campeão Europeu! 

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Citação de Martini Branco, Em 12/12/2022 at 14:01:

A realidade é uma: são dois jogos onde o Maior da Margem Sul encheu de orgulho os seus sócios, adeptos e simpatizantes. Gelaste o Camp Nou e obrigaste o Barcelona a puxar de galões para te poder vencer. Em casa, perante um Leipzig (campeão europeu), deste-lhes água pela barba e a vitória, se tem caído para o teu lado, não teria sido injusta. O Lameira ainda estará a perguntar-se como não conseguiu dilatar para 2x0. A outra equipa do grupo é o fortíssimo e histórico Milan... É acreditar que pode haver surpresas!

Tem de haver, pelo menos boa figura havemos de deixar.

Citação de Bettencourt, há 1 hora:

Olhos nos olhos com os grandes tubarões e mesmo assim grande amora que conseguiu um ponto contra o Campeão Europeu! 

Eh! "Campeão Europeu" em maiúsculas e "amora" em minúsculas? Mau, mau! Ui! 😝

Obrigado a ambos 💪

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Capítulo LVIII - O caos é uma escada

 

O Vizela voltava a investir sobre a área do Amora. Octávio Sousa opôs-se ao seu adversário. Não foi capaz de evitar que ele ganhasse a linha de fundo, mas bloqueou o cruzamento. A bola saltitou ao longo da linha de fundo, teimosamente permanecendo dentro de campo.

Um jogador vizelense aproximou-se para dar seguimento ao lance, sendo antecipado por Nélson Victor. Sem cerimónias, o menino aliviou para a frente, tirando o esférico da zona de perigo. Filipe Diogo saltou para tentar interceptar a bola perdida, mas não a alcançou. A defesa do Vizela recolheu-a e reiniciou o lance de ataque.

Frodo Zarco aproveitou aquele momento para desviar o olhar dos acontecimentos no relvado para o placard eletrónico do Estádio do Vizela. "Sessenta e sete minutos", leu mentalmente. A segunda parte ia a meio e o Amora segurava uma vantagem mínima que persistia desde o início do jogo.

O Vizela insistia e uma rápida troca de bola na zona central deixou Moniz com espaço entre as linhas da defesa e do meio-campo amorenses. Dino Leão surgiu na marcação, mas o criativo adversário foi lesto a ler o jogo. Frodo Zarco sentiu um baque no peito ao reparar que Nélson Victor recuperou mal depois de ir em apoio ao seu lateral - estava vários metros deslocado da sua posição.

A bola entrou em Pedro Marques na zona central, junto à meia lua da grande área. Nélson Victor e Manuel Díaz acorreram ao lance, em pânico, mas não a tempo de evitar o remate do ponta-de-lança português. A violência do disparo não deu qualquer hipótese de reação a Manuel Baldé.

Os gritos que irromperam dos adeptos da equipa da casa ocultaram o desfile de impropérios que Frodo Zarco proferiu. De braços abertos, inerte como um homem estátua, fulminou Nélson Victor com o olhar. O menino levantou a mão esquerda no ar, pedindo desculpa aos colegas e ao seu treinador.

Faltavam pouco mais de vinte minutos para jogar em Vizela e aquele jogo, que até aí parecia controlado, de repente complicara-se - e de que maneira.

 

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O Amora foi a Vizela disputar a 11ª jornada da Primeira Liga com o assalto à liderança no horizonte

 

O Amora disputava os três pontos em Vizela numa tarde fria e chuvosa de Outono. A baixa temperatura e a chuva eram naturais naquele período do ano - era dia 30 de Outubro, outra coisa não seria de esperar. O grosso casaco com que Frodo Zarco se protegera dos elementos durante todo o jogo foi atirado com violência contra o banco de suplentes. Arregaçou as mangas da sweatshirt azul e ignorou a chuva que de imediato colou os pelos dos seus braços à pele. Estava a ferver por dentro com aquele golo sofrido e tudo o que ele implicava.

A campanha do Amora na Liga dos Campeões havia sido o grande destaque da temporada até àquele momento, mas o percurso do Maior da Margem Sul na Primeira Liga não podia ser ignorado. Embora tal não fosse confirmado por fontes oficiais, Frodo Zarco e sua equipa alimentavam a esperança de se intrometerem na luta por algo mais do que o 3º lugar no campeonato.

Todos sabiam o quão arriscado era proferi-lo em voz alta. Mesmo em conversas privadas, todos evitavam falar abertamente sobre o assunto - quase como se dizê-lo quebrasse o encanto de um sonho e os trouxesse de volta à dura realidade. "Fazer o impossível". Assim se referiam na Medideira àquilo que era o sonho de todos: lutar pelo título de campeão nacional.

E o sonho até era legítimo, pois neste início de temporada 2027/28 os astros pareciam alinhar-se para o Maior da Margem Sul.

 

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O Futebol Clube do Porto de Toni Kroos teve um arranque de temporada calamitoso, perdendo nove pontos nas quatro primeiras jornadas...

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... cenário pior apenas o vivido por Antoine Griezmann em Alvalade, cujo mês de Agosto valeu a perda de dez pontos aos leões

 

Historicamente, a Primeira Liga é dominada pelos chamados Três Grandes do futebol português. Sporting, Benfica e Porto venceram a esmagadora maioria dos campeonatos nacionais disputados desde a década de 1930s. Mas não se limitaram a vencê-los; a própria discussão pelo título é, salvo raras excepções, monopolizada entre eles.

Ora, o início da campanha 2027/28 da Primeira Liga foi agitada por dois terramotos com epicentros em Alvalade e Dragão. Sporting e Porto registaram arranques de campeonato ao nível dos seus piores registos de sempre. E se é verdade que ambos reencontraram o rumo das vitória depois de um mês de Agosto catastrófico, também o era que os pontos perdidos os deixaram atrasados, talvez até irremediavelmente, na luta pelo título.

Num cenário convencional, seria comum dizer-se que o Benfica teria o título nas mãos. Seria compreensível e até provável que fosse essa a análise a fazer neste tão improvável cenário.

E, no entanto...

 

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O Amora Futebol Clube anunciou as suas pretensões com um arranque de campeonato quase imaculado [prints dos jogos com descrições e alguns gifs em spoiler no final do Capítulo; ah, e não liguem ao desalinhamento da imagem, tive de copiar e colar os jogos porque no Mobile não dá para agrupar jogos por competição]

 

... no meio do caos e dos escombros metafóricos, surgiu um inesperado pretendente nas contas do título.

"O caos é uma escada", dizia jocosamente Frodo Little Finger Zarco, apropriando-se de uma famosa citação de uma série televisiva de culto. Enquanto o país discutia os maus arranques de Porto e Sporting, o Amora somou por vitórias quase todos os jogos disputados, havendo a assinalar apenas um inesperado empate caseiro na recepção ao Portimonense. Chegados a Vizela para disputar a 11ª jornada da Primeira Liga, o Amora estava a apenas um ponto do líder Benfica - e tinha menos um jogo que os encarnados.

Aquele dia 30 de Outubro foi marcado nos calendários da Medideira como o dia do assalto à liderança. O Amora defrontava o Vizela durante a tarde e, horas depois, o Benfica receberia o Porto. Havia a genuína expectativa de o Amora, vencendo o seu jogo, poder aproveitar um deslize das águias no Clássico contra dos dragões para subir o último degrau da escada.

Ou seja, para o Maior da Margem Sul ver, pela primeira vez na sua história, o seu nome no topo da classificação da Primeira Liga.

Claro que para esse cenário se concretizar era importante a equipa de Frodo Zarco fazer a sua parte, vencendo em Vizela para depois poder acompanhar o Benfica v Porto tranquilamente no sofá.

E aos 69' do jogo, esse objetivo tornou-se um sério problema.

 

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Filipe Diogo aproveitou um ressalto para abrir o ativo logo aos 10', numa conclusão primorosa de um ângulo difícil...

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... mas uma desatenção defensiva permitiu ao Vizela empatar já a meio da segunda parte e contra a corrente do jogo

 

Foi este o contexto que levou ao cortejo de impropérios proferidos por Frodo Zarco quando viu Pedro Marques empatar o jogo em Vizela. O Amora precisava de vencer para aproveitar um eventual deslize do Benfica na recepção ao Porto. Era proibido perder pontos naquela tarde.

Frodo Zarco percorreu todos os tons de vermelho da palete de cores durante os quinze minutos que se seguiram, tal a fúria que crescia em si. Nem era só a reação inexistente após o golo sofrido; não, era até, e principalmente, a forma como um jogo de sentido único - o da baliza do Vizela - se transformara num autêntico inferno de um momento para o outro.

O Amora consentira dois remates em 68' de futebol. Como é que aquilo havia acontecido? Era uma injustiça tremenda o que os deuses do futebol lhes estavam a fazer.

Os seus meninos em campo deveriam estar a sentir a mesma inquietação. Desde o golo sofrido que o Amora não voltara a assumir o jogo. A equipa ia revelando dificuldades na progressão com bola e o tempo ia passando sem sinais de recuperação do Maior da Margem Sul.

Até que aos 86' Théo Lameira ganhou uma falta à entrada da área em posição frontal. Vítor Ferraz, o maestro, pegou na bola com tal determinação que nem Filipe Diogo ousou retirar-lha das mãos. Aquela era dele!

O menino olhou, concentrado, para a bola primeiro, depois para a barreira e novamente para o esférico. Ao apito do árbitro, avançou e desferiu um dos seus tomahawks.

A bola saiu forte na direção da baliza à guarda de João Gonçalves. O guarda-redes vizelense parecia bem colocado para defender o remate, mas um desvio inesperado na barreira tirou-o do lance, deixando-o especado no meio da baliza a seguir a trajetória da bola com o olhar.

Os elementos do banco do Amora saltaram como que impulsionados por uma mola...

 

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O livre de Vítor Ferraz, desviado pela barreira do Vizela, deu o mote para o ressurgimento do Amora na partida

 

... apenas para colocarem as mãos na cabeça quando a bola saiu a rasar o poste, atingindo com violência os placards publicitários atrás da baliza. Tinha dado ilusão de golo!

O pontapé de canto foi rapidamente marcado por Jéferson, que naquele dia envergava a braçadeira de capitão, e na área surgiu Théo Lameira saltando mais alto que a concorrência para desferir uma potente cabeçada. Potente, mas à figura do guarda-redes, que encaixou a bola junto ao peito.

O Amora pode não ter empatado, mas os dois remates em menos de um minuto tiveram o condão de fazer os seus jogadores acreditarem e assumirem de novo o jogo. Sinal disso, logo que João Gonçalves bateu a bola com um pontapé longo, ela foi recuperada e o Amora lançou-se em nova investida.

Manuel Díaz deu em Vítor Ferraz, que encontrou Papou Mendes sobre a esquerda. O todo-o-terreno do Amora fez um passe vertical para Théo Lameira e o avançado, quase sem olhar, soltou em Filipe Diogo.

O miúdo-maravilha da Medideira não se fez rogado. Foi-lhe concedido tempo e espaço para preparar o remate e foi mesmo dali, apesar da distância, que visou a baliza adversária. O pontapé fez a bola sair forte e colocada ao poste mais distante, fora do alcance de João Gonçalves - o qual, de resto, nem teve reação.

 

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Filipe Diogo deu seguimento ao ímpeto amorense

 

Já os cerca de cinquenta adeptos do Amora presentes no Estádio do Vizela celebravam golo quando a bola voltou a embater com estrondo nos mesmos placards publicitários de há momentos. A repetição mostraria tinta a saltar do poste à passagem da bola - mas o resultado mantinha-se.

O Vizela sentiu o perigo que corria naquele momento e recuou perante a pressão do Amora. Os meninos de Frodo Zarco reencontraram-se e carregavam em busca do golo da vitória. Um golo que lhes poderia valer a liderança da Primeira Liga.

O quarto árbitro mostrou uma placa com o número quatro estampado - era esse o tempo que o Maior da Margem Sul tinha para recuperar a vantagem que tiveram durante a maior parte do jogo - ao mesmo tempo que nova cavalgada de Octávio Sousa pela esquerda terminou com um cruzamento bloqueado pelos defensores adversários. Era pontapé de canto e Filipe Diogo correu para o marcar.

Subiram à área as torres do Amora: Nélson Victor e Manuel Díaz. Foi a este último que Filipe Diogo tentou endereçar a bola, cruzando largo ao segundo poste. O espanhol saltou para desferir uma tolada na bola, mas um defesa antecipou-se e afastou-a para fora da grande área.

Vítor Ferraz recebeu o esférico e não demorou a encontrar sequência para o lance. Ainda a defesa do Vizela não estava recomposta e já Jéferson recebia dentro da área, descaído pela direita e com todo o tempo necessário para finalizar.

Orientou a bola para o seu pé esquerdo e desferiu um remate com o peito do pé. A bola saiu rasteira ao primeiro poste e João Gonçalves lançou-se em pânico para a tentar bloquear.

 

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Jéferson em nova oportunidade já em período de compensação

 

Frodo Zarco levantou os braços e gritou algo para o ar. Em sua volta, os restantes elementos do banco do Amora reagiam de forma semelhante, incrédulos com nova perdida. Nenhum tão desesperado quanto o próprio menino que desperdiçara a oportunidade, que maldizia a sua sorte.

O cronómetro avançava, implacavelmente. Faltava um minuto para o final do tempo de compensação. O Vizela já nem arriscava sair da sua área e o Amora ia tentando lá chegar fosse como fosse.

Jeferson foi derrubado à saída do meio-campo do Amora e a ordem foi clara: bola na área! Não havia tempo para contemplações ou jogadas curtas; a hora era de despejar a bola na frente e logo se via o que dava.

Odailson pontapeou a bola para a confusão na área adversária. Um defesa do Vizela saltou mais alto, mas no meio do caos não o conseguiu fazer em condições. A bola saiu para trás e foi encontrar Jéferson sozinho do lado direito da área.

"O caos é uma escada!"

Frodo Zarco quase invadiu o relvado ainda Jéferson não recebera a bola.

Vários elementos da comitiva do Amora rodearam Frodo Zarco quando Jéferson a parou com uma impressionante recepção orientada, apesar da chuva que deixava a bola escorregadia.

Os adeptos do Amora precipitaram-se para as primeiras filas da sua bancada ao verem Jéferson puxar o pé esquerdo atrás e aplicar um remate em arco, visando o poste mais distante da baliza de João Gonçalves.

Todos seguiram com volúpia a trajetória da bola desde o mágico pé esquerdo de Jéferson na direção da baliza.

Era desta, carai!

 

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Jéferson com a grande oportunidade da noite

 

Quando a bola foi encaixar nos braços do guarda-redes adversário, os uivos de todos os elementos amorenses foram claramente captados pela transmissão televisiva. O remate de Jéferson não descreveu o arco pretendido e saiu praticamente a direito, terminando, infrutífero, nas mãos de João Gonçalves.

Foi o último lance do jogo. O guardião vizelense despachou a bola e segundos depois o árbitro Hugo Silva mandou toda a gente para os balneários. Os jogadores da equipa da casa celebraram um suado empate enquanto os visitantes permaneciam inertes e de olhar perdido, incrédulos com a perda de dois pontos num jogo que deveriam ter vencido de forma clara.

 

 

Era um empate custoso. Durante os dias que antecederam o jogo, Frodo Zarco alimentara alguns receios com aquela partida ao recordar-se das dificuldades habituais que o Amora sentia em Vizela. Nas três temporadas anteriores, o Vizela arrancou dois empates e uma derrota ao Maior da Margem Sul no seu estádio. Deveriam estar avisados para as dificuldades daquele terreno e resolver o jogo enquanto houve tempo para tal!

Foi assim com um ambiente algo sombrio que a equipa acompanhou o Clássico, vendo o jogo no autocarro na viagem de regresso à Margem Sul. E se o ambiente já não era propriamente festivo antes, imaginem quando viram Gonçalo Guedes abrir o ativo para o Benfica aos 6', bisar aos 12' e Takefusa Kubo marcar o terceiro apenas aos 17'...

A marcha do marcador pararia apenas em cima do intervalo quando Gonçalo Ramos fez o quinto golo dos encarnados e a ideia que ficou foi que o Benfica não aplicou uma goleada por números ainda mais escandalosos porque não quis forçar durante a segunda parte.

 

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O Benfica trucidou o Porto...

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... e com isso deu um sinal inequívoco do poderio da sua candidatura ao título

 

Frodo Zarco foi um dos que se desligou do jogo a meio da primeira parte. Colocou os auriculares no ouvido e foi o resto da viagem a ouvir música, remoendo com os seus botões como raio numa jornada em que o Amora teria uma boa chance de ganhar pontos ao Benfica, terminava porém a perdê-los.

Poderia ter concluído que ainda faltava muito campeonato e que muita água haveria de correr por debaixo do moinho que era a Primeira Liga até as contas do título estarem definidas.

Poderia, sim, mas naquele momento o treinador do Maior da Margem Sul estava demasiado abatido para isso. Foi o resto da viagem a tentar perceber se poderia o Amora competir com a Hidra que era o Benfica de Marcelo Gallardo - e não gostava da conclusão a que invariavelmente chegava.

 

#MaiorDaMargemSul #CoracaoDeAmora #FazeroImpossivel

 

 

[Em spoiler, prints dos restantes jogos com algumas descrições e gifs de lances mais relevantes]

Devem ter reparado que estou a dividir os Capítulos por competições (UEFA e competições internas) e não por lógica cronológica; isto é para facilitar a linha narrativa.

Consequência disso é que os Capítulos andam com cronologias trocadas. Por exemplo, os primeiros destes jogos para a Primeira Liga aconteceram durante os jogos focados nos dois Capítulos anteriores para as eliminatórias da Liga dos Campeões; outros coincidar com jogos da Fase de Grupos e inclusivé alguns também já com outros jogos da Liga dos Campeões de que ainda não falei e que serão focados no próximo Capítulo.

Na descrição dos jogos deixo uma contextualização para terem uma ideia do que estava a acontecer na altura em que foram disputados, pois esses jogos da Liga dos Campeões afectaram a abordagem aos da Primeira Liga.

 

Primeira Liga - 1ª jornada

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Relatório do jogo

 

O sorteio da Primeira Liga definiu um jogo grande para a ronda inaugural. O Braga tem andado um pouco aquém do que pode e deve fazer no campeonato nas últimas duas temporadas, facto que aproveitámos bem para nos intrometermos na luta pelos primeiros lugares, mas é sempre um adversário difícil.

E foi, de facto.

Este jogo foi disputado antes da lesão da jovem raposa que foi destacada no Capítulo LVI - O veredito dos deuses do futebol e, contando com ele, não é difícil imaginar quem marcou o primeiro golo do Amora na campanha 2027/28 da Primeira Liga. E foi o golo mais à Diego Raposo que o rapaz poderia ter marcado.

 

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Oportuno como sempre, apareceu de surpresa em cima do guarda-redes para aproveitar a sua má recepção e marcou o seu primeiro golo da temporada.

Como sabemos, lesionou-se num treino pouco depois deste jogo, pelo que foi o único golo que apontou durante pelo menos os primeiros três meses da temporada.

O jogo foi algo fechado e disputado, é essa a norma nos nossos confrontos com os Guerreiros do Minho. Houve quatro golos em dez remates, o que denota como as equipas aproveitaram bem as poucas ocasiões que tiveram. No caso dos visitantes, empataram o jogo no primeiro remate que fizeram. A segunda parte foi novamente dividida e poderia ter caído para qualquer lado; caiu para nós.

O Dino Leão na época passada não marcou qualquer golo, mas esta época o nosso médio defensivo apontou dois logo no primeiro jogo e foi isso que desbloqueou a vitória. O primeiro num remate à entrada da área que tabelou num defesa e enganou o guarda-redes, o segundo ao aparecer oportuno na área para finalizar uma cavalgada e cruzamento do Odailson pela direita.

Este jogo foi disputado entre os dois confrontos contra o Galatasaray, o que significa que mais do que uma boa exibição, queria era vencer e gerir o máximo possível a condição física do pessoal em campo. Conseguimos a primeira, mas fomos obrigados a um elevado desgaste para a alcançar.

Felizmente, como vimos no mencionado Capítulo LVI, o Galatasaray não causou muitos problemas e esse desgaste não teve grandes consequências.

 

Primeira Liga - 2ª jornada

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Relatório do jogo

 

Segunda jornada do campeonato e primeira deslocação a um daqueles terrenos em que habitualmente sofremos mais do que seria expectável.

Por esse motivo, e apesar do volume de jogos nesta fase, entrei com a equipa quase na máxima força - a rotação foi feita na segunda mão contra o Galatasaray, disputada poucos dias antes. Não fomos avassaladores, mas gerimos o jogo de tal forma que o Estoril apenas fez um remate em 90'.

A vitória começou a ser desenhada com um golo que tenho de partilhar porque é um daqueles bombons que faz as delícias das páginas das redes sociais dedicadas ao futebol bonito.

Ora vejam.

 

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Seria injusto uma equipa marcar um golo destes num desenho coletivo tão perfeito e não vencer. A bola passou pelos cinco elementos mais ofensivos da equipa em toques curtos e rápidos. Ver uma coisa destas deixa um gajo de sorriso nos lábios.

Apesar de não termos sofrido qualquer susto, o resultado era perigoso e não deixava a equipa relaxar. Só no momento em que o Jéferson apareceu ao segundo poste para finalizar com uma assistência do Filipe Diogo é que deu para respirar tranquilamente.

A partir daí baixámos o ritmo, fizemos as três substituições para gerir a condição física - nesta versão do Mobile só tenho três alterações em jogos da Primeira Liga - e o jogo praticamente terminou aí com uma vitória justa do Maior da Margem Sul.

 

Primeira Liga - 3ª jornada

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Relatório do jogo

 

E ao terceiro jogo, primeiro tropeção da temporada.

O jogo foi disputado entre as duas mãos da decisiva eliminatória contra o Dynamo Kyiv - retratada no mencionado Capítulo LVI. Claro que procedi a alguma rotação para gerir os índices físicos da miudagem, mas nada justifica este desastre.

A desgraça começou logo aos 50 segundos. O Vitorino Aranha, a estrear-se na titularidade para a Primeira Liga, derrubou um adversário e o árbitro foi chamado ao VAR para decidir se era penalidade ou livre direto. Quase um minuto depois, lá decidiu que foi fora da área.

Tempo perdido: o livre direto deu golo e a partir daqui andámos sempre a correr atrás do prejuízo. Chegámos ao empate ainda no primeiro tempo graças ao primeiro golo da carreira profissional do menino Fabiano Almeida - que recordo, foi promovido devido à lesão prolongada do Diego Raposo.

Deixo aqui o GIF porque o primeiro golo da carreira de um avançado tem de ser celebrado - e foi uma boa conclusão.

 

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Esperava-se que fosse o primeiro passo da reviravolta no marcador, mas contra a corrente do jogo surgiu o segundo do Portimonense. Temi seriamente que perdessemos o jogo, e provavelmente seria esse o desfecho se o Nélson Victor não fosse à área mostrar aos avançados como se fazia.

As estatísticas dos remates dão ideia de um domínio que não foi real. Tivemos pouca bola, muita dificuldade em controlar o jogo e as nossas oportunidades foram em lances de transição.

Juntou-se rotação de equipa com ineficácia nossa, eficácia adversária e possivelmente motivação extra do Portimonense em vingar a derrota na final da Taça de Portugal na época anterior e o resultado foi este: dois pontos perdidos que, na verdade, pelo rumo do marcador foi mais um ponto ganho do que qualquer outra coisa.

 

Primeira Liga - 4ª jornada

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Relatório do jogo

 

Depois da desilusão no jogo anterior, fomos a Tondela. Isto foi quatro dias depois da vitória sobre o Dynamo Kyiv na 2ª mão do Playoff de acesso à Liga dos Campeões. Olhando para as estatísticas poder-se-á pensar que rodámos a equipa, certo?

Errado! Aproveitando que seguia-se uma pausa para jogos de seleções, e antecipando dificuldades, fomos na máxima força. O jogo foi o que se percebe pelas estatísticas: tremendamente difícil.

Tivemos mais bola, mas o Tondela soube explorar o contra-ataque e criou perigo diversas vezes, chegando mesmo a marcar - felizmente anulado por fora-de-jogo. Foi o capitão Gabriel Capixaba a garantir a vitória na reta final num lance meio aos trambolhões com vários ressaltos dentro da área.

Valeu pelos três pontos e regresso às vitórias.

 

Primeira Liga - 5ª jornada

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Relatório do jogo

 

Depois da pausa para jogos das seleções, recebemos o Marítimo.

Entrámos com várias segundas linhas, como será perceptível pelo facto de o primeiro golo ter sido da autoria do menino Fabiano Almeida, pois daí a quatro dias estreávamo-nos na Fase de Grupos da Liga dos Campeões em Camp Nou - jogo que foi mencionado no Capítulo LVII - Die Meister, Die Besten.

A vitória materializou-se na segunda parte e apenas pecou por tardia. Não há muito que valha a pena referir sobre este jogo, foi um daqueles jogos típicos de uma equipa mais forte a ter ascendente sobre o adversário e a bater numa defesa fechada até que surgiu o golo que o desbloqueou.

Deu para tremer um pouco porque qualquer lance fortuito poderia dar um golo inesperado que custasse a vitória, mas a equipa controlou bem o adversário e matou o jogo no último minuto do tempo regulamentar.

 

Primeira Liga - 6ª jornada

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Relatório do jogo

 

O Maior da Margem Sul jogou no Camp Nou e não regressou à Cidade de Amora. Foi direto para Ponta Delgada pois o jogo seguinte foi na Ilha de São Miguel.

Podem reler a descrição do jogo com o Marítimo pois foi globalmente a mesma coisa: domínio amorense, o primeiro golo tardou mas surgiu naturalmente, o adversário não criou perigo e selámos a vitória com um segundo golo, desta vez um pouco mais cedo.

 

Primeira Liga - 7ª jornada

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Relatório do jogo

 

A equipa respirou um pouco após a vitória sobre o Santa Clara pois - e excluindo a pausa para seleções - pela primeira vez nesta temporada teve uma semana inteira entre jogos para treinar e recuperar.

E caiu mesmo bem. O desafio seguinte foi no Estádio do Bessa onde, historicamente, o Amora sofre que nem cães, como se costuma dizer. O Boavista é super aguerrido em casa e batalhou arduamente pela vitória num jogo tão equilibrado quanto as estatísticas demonstram.

A melhor ocasião do jogo foi até dos axadrezados, valendo-nos Manuel Baldé na baliza a defender na cara do avançado - julgo que do De Sanctis, um cepo que tem tendência a transformar-se no Maradona quando vê o azul à moda da Medideira pela frente.

Já os comentadores deliberavam sobre como o empate se ajustava aos acontecimentos daqueles 90' quando, aos 90'+1, aconteceu isto:

 

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Um livre direto potente do Filipe Diogo deixou o poste esquerdo da baliza a tremer. Ainda a comitiva do Amora estava de mãos na cabeça e o Théo Lameira, o Theozito do nosso coração, de alguma forma segurou a bola e enfiou-a no fundo das redes.

Vitória suadíssima, provavelmente não justa pelo que o Boavista fez em campo, mas vencer no Bessa é um evento tão raro que não recusamos os três pontos mesmo que obtidos desta forma.

 

Primeira Liga - 8ª jornada

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Relatório do jogo

 

Vencido o Boavista e com o empate contra o Leipzig pelo meio, jogo em destaque no mencionado Capítulo LVII, recebemos o Vitória SC.

Se acompanham o save há algum tempo sabem que a nossa história com os vimaranenses já vem de trás. Ainda andávamos na Segunda Liga, há quatro temporadas atrás, e foram eles a acabar com o nosso sonho de ultrapassar pela primeira vez os Quartos da Taça de Portugal. No ano seguinte, já connosco na Primeira Liga, voltaram a eliminar-nos novamente nos Quartos da Prova Rainha. Há duas temporadas travámos um duelo impiedoso com eles pelo 4º lugar no campeonato, decidido apenas na última jornada com uma vitória sobre eles no Castelo.

Havia aqui uma espécie de rivalidade criada nos últimos anos. O jogo foi encarado como uma batalha por ambas as equipas e acabou por ser intenso e um belo espetáculo de se assistir. Pelo menos para os adeptos, porque para os treinadores foi um pesadelo.

Marcámos primeiro, dando seguimento a 15' iniciais muito positivos. Infelizmente, isso foi por água abaixo quando o André Horta - sim, trocou o Braga pelo Vitória - sacou de um remate em arco a 30 metros da baliza e empatou o jogo.

Seguiu-se um longo período de equilíbrio, numa toada de parada e resposta que poderia dar para qualquer um dos lados. Deu para o nosso graças ao capitão Gabriel Capixaba que, de livre direto e com alguma ajuda, "molhou o biscoito" - sim, estou a recuperar uma das expressões da primeira fase do save ihih.

 

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Isto ficou longe de resolver o jogo, que até à cabeçada de Nélson Victor já nos descontos esteve sempre próximo de ou dar para o Amora dilatar a vantagem, ou para o Vitória empatar.

Vitória num jogaço à moda antiga, certamente um dos melhores e mais intensos da temporada entre duas boas equipas - das melhores da Primeira Liga.

 

Taça de Portugal- 3ª Eliminatória

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Relatório do jogo

 

Ao jogo com o Vitória seguiu-se nova pausa para seleções. Chamar-lhe pausa é relativo, porque temos dez (sim, dez!) jogadores nossos na seleção portuguesa Sub21 e outro na seleção principal angolana (o Iuri Lourenço, nosso guarda-redes suplente).

Seja como for, no regresso defrontámos a Sanjoanense naquele que era o primeiro desafio na defesa de um dos títulos que nos pertence: a Taça de Portugal.

Foi também a oportunidade perfeita para rodar toda a equipa, até porque daí a uns dias recebíamos o AC Milan para a 3ª jornada da Liga dos Campeões - assunto para o próximo Capítulo.

As estatísticas dizem tudo o que há a dizer sobre o jogo. O resultado peca por escasso, o adversário era modesto e seguimos em frente sem sobressaltos e sem lesões. Mais não se poderia pedir nesta fase.

 

Primeira Liga - 9ª jornada

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Relatório do jogo

 

Não podendo falar sobre o jogo contra o AC Milan por motivos óbvios, saltamos para o jogo mais tranquilo desta temporada até ao momento. O Penafiel não fez um único remate, cedo ficaram reduzidos a dez unidades e a partir daí nem do meio-campo passaram.

Poderíamos ter resolvido isto mais cedo, mas nesta fase tão importante quanto os números é a gestão de esforço. Não temos um plantel como o do Benfica com três ou quatro opções do mesmo nível para todas as posições, por isso temos de gerir o que temos com pinças.

Não sei se estão a dar conta disso, mas o Filipe Diogo está a surgir várias vezes nas descrições, seja por marcar ou por assistir. Está a jogar a um patamar elevado e por esta altura só por parvoíce do selecionador nacional, o Nani - sim ahah - é que ainda não se estreou na seleção principal.

 

Taça da Liga - 1ª jornada

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Relatório do jogo

 

A versão Mobile do FM 22 tem um sério problema de calendarização de jogos que leva a que até à 27ª ou 28ª jornada as equipas tenham todas números diferentes de jogos disputados - por vezes com discrepâncias de quatro ou cinco jogos!

Enquanto o Amora recebia a Olhanense para a Taça da Liga, a maioria das equipas disputava a 10ª jornada, motivo pelo qual ficámos com um jogo em atraso após empatarmos em Vizela - como deu para ver na classificação no Capítulo.

Seja como for, recebemos a Olhanense da Segunda Liga para iniciar a nossa defesa na outra competição cujo título também nos pertence: a Taça da Liga.

O que posso dizer que não seja perceptível pelas estatísticas...?

O grupo inclui ainda o Famalicão, que já tinha ganho à Olhanense por 4-1, o que mitiga um pouco a azia quanto a este resultado. É que mesmo que vencessemos por um ou dois golos, o desfecho seria o mesmo: desvantagem no critério de desempate em relação ao Famalicão (diferença de golos) e obrigatoriedade de vencer no terreno deles para obtermos o apuramento para a Final Four.

Honestamente, não vou dar importância a esse jogo e provavelmente vou rodar a equipa. Se não nos apurarmos, paciência. Simplesmente não temos profundidade para atacarmos todas as frentes em simultâneo.

 

Primeira Liga - 11ª jornada

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Relatório do jogo

 

Por fim, o jogo focado no Capítulo. Incluo-o aqui só para falar dele de forma mais informal.

O Vizela é um pesadelo para o Amora. Referi no Capítulo e repito aqui: esta é a quarta temporada na Primeira Liga e é o quarto jogo que não venço em Vizela.

Desta vez não fizemos nada de mal. Tivemos domínio durante todo o jogo, marcámos um e poderíamos ter feito o segundo, mas o Vizela foi lá à frente uma vez, marcou e pronto, o resto já leram no Capítulo.

Injusto, injusto, injusto. Mas também vencemos alguns jogos bastante equilibrados, faz parte que por vezes aconteça disto.

O que me preocupa é o Benfica. Estamos a ter bons resultados, mas claro, há sempre jogos em que o resultado acaba por ser equilibrado e decidido por detalhes. O Benfica, não; eles viram os adversários do avesso e estão sempre mais perto de golear do que de empatar ou perder.

Estamos a fazer o melhor arranque de temporada de todo o save, e mesmo assim não é suficiente para estarmos à frente deles.

Vai ser uma dura batalha para "fazer o impossível".

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Que grande arranque de temporada, tens tudo para lutar pelo título este ano. Foi pena o empate contra o Vizela, colocava-te já na liderança mesmo com um jogo em atraso.

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Campeonatos são assim, quando menos esperamos, perdemos pontos contra adversários que não esperávamos. Mas continuas em boa posição para lutar pelo título, se bem que ainda falte muito jogo e muita emoção. 

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Em grande forma! Pena contra o Vizela, era lindo ter o Amora em primeiro na classificação, mas lá chegarás esta temporada, parece-me...

E com o Porto e o Sporting assim tão mal, abre-se uma valente auto-estrada para o Benfica! Ou tu mantens o ritmo, ou é passeio vermelho e branco... 

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O Toni Havertz ia fazer-te uma enorme assistência. É o meu grande destaque de tudo o que escreveste... E NEM ESCREVESTE O NOME DELE!

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Porto e Sporting tem perdido imensos pontos e a prova é que nem o nosso Amora nem o Benfica estão para entrar na brincadeira, daí que não tenham facilitado quase nada. Em dez jogos realizados para o campeonato, segues invicto e apenas com dois empates. Parece-me claro que Zarco tem a teia bem montada e que o objetivo "título" começa a ser cada vez mais verdadeiro e possível. É a questão de acreditar 😉

O nosso Amora carregou quanto mais podia na deslocação a Vizela, mas estava escrito pelos Deuses que a sorte não estaria de braço dado com o Maior da Margem Sul.

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Citação de Banks29, Em 13/12/2022 at 20:31:

Que grande arranque de temporada, tens tudo para lutar pelo título este ano. Foi pena o empate contra o Vizela, colocava-te já na liderança mesmo com um jogo em atraso.

Calma, colocava-me já na liderança se o Benfica tivesse perdido pontos com o Porto! Mas seja como for, são dois pontos mal perdidos...

Citação de cadete, Em 13/12/2022 at 20:51:

Campeonatos são assim, quando menos esperamos, perdemos pontos contra adversários que não esperávamos. Mas continuas em boa posição para lutar pelo título, se bem que ainda falte muito jogo e muita emoção. 

Só não esperava pelo rumo do jogo, porque juro, tenho mais medo de ir a Vizela do que a Alvalade ou ao Dragão. O sacaninha da boina lixa-me sempre.

Citação de F. Mota, Em 14/12/2022 at 00:24:

Em grande forma! Pena contra o Vizela, era lindo ter o Amora em primeiro na classificação, mas lá chegarás esta temporada, parece-me...

E com o Porto e o Sporting assim tão mal, abre-se uma valente auto-estrada para o Benfica! Ou tu mantens o ritmo, ou é passeio vermelho e branco... 

Opa, o Benfica está a fazer um arranque incrível. O ano passado terminaram com 76 pontos, julgo, mas tiveram um mau arranque e recuperaram ao longo do ano. Este ano a arrancarem assim não me admiro se passarem os 80 pontos...

Estive a comparar os meus resultados em épocas anteriores e dado este início de época, contando ali com uma quebra algures mais lá para a frente que acontece sempre no Mobile, diria que somos capazes de chegar aos 75/80 pontos. Não sei se será suficiente...

Citação de Maffu, Em 14/12/2022 at 09:23:

O Toni Havertz ia fazer-te uma enorme assistência. É o meu grande destaque de tudo o que escreveste... E NEM ESCREVESTE O NOME DELE!

Pah, fui cuscar para tirar teimas, não é quem estás a pensar ahah

Este é um regen alemão, central, mas diga-se que não é nada mau!

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Forte no jogo aéreo, já bastante agressivo e rápido para a idade e por isso é bem gajo para chegar aos 20 nos três critérios. Ganhando Força, Resistência e Movimentação, que são três atributos que sobem bastante nos jogadores jovens, e aumentando ali uns pozitos na Técnica.

Fosse meu central de origem e já estava na equipa principal como terceira ou quarta opção. Muito bom.

Citação de Martini Branco, há 20 horas:

Porto e Sporting tem perdido imensos pontos e a prova é que nem o nosso Amora nem o Benfica estão para entrar na brincadeira, daí que não tenham facilitado quase nada. Em dez jogos realizados para o campeonato, segues invicto e apenas com dois empates. Parece-me claro que Zarco tem a teia bem montada e que o objetivo "título" começa a ser cada vez mais verdadeiro e possível. É a questão de acreditar 😉

O nosso Amora carregou quanto mais podia na deslocação a Vizela, mas estava escrito pelos Deuses que a sorte não estaria de braço dado com o Maior da Margem Sul.

Por esta altura só tenho algumas reservas em entrar no hype train porque ainda não defrontei nenhum dos grandes. Já defrontei 3º, 5º, 7º e 8º, mas não os três estarolas.

Fun fact, malta que costuma reparar como o Mobile tem dado para criar suspense até final neste save: sabem quem são os dois últimos adversários no campeonato, ou seja, 33ª e 34ª jornada? Sporting em Alvalade e Porto na Medideira!

Se chegarmos lá a lutar pelo título, serão jogos épicos!

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Forte no jogo aéreo e com 20 a agressividade?

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Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Calma, colocava-me já na liderança se o Benfica tivesse perdido pontos com o Porto! Mas seja como for, são dois pontos mal perdidos...

Só não esperava pelo rumo do jogo, porque juro, tenho mais medo de ir a Vizela do que a Alvalade ou ao Dragão. O sacaninha da boina lixa-me sempre.

Opa, o Benfica está a fazer um arranque incrível. O ano passado terminaram com 76 pontos, julgo, mas tiveram um mau arranque e recuperaram ao longo do ano. Este ano a arrancarem assim não me admiro se passarem os 80 pontos...

Estive a comparar os meus resultados em épocas anteriores e dado este início de época, contando ali com uma quebra algures mais lá para a frente que acontece sempre no Mobile, diria que somos capazes de chegar aos 75/80 pontos. Não sei se será suficiente...

Pah, fui cuscar para tirar teimas, não é quem estás a pensar ahah

Este é um regen alemão, central, mas diga-se que não é nada mau!

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Forte no jogo aéreo, já bastante agressivo e rápido para a idade e por isso é bem gajo para chegar aos 20 nos três critérios. Ganhando Força, Resistência e Movimentação, que são três atributos que sobem bastante nos jogadores jovens, e aumentando ali uns pozitos na Técnica.

Fosse meu central de origem e já estava na equipa principal como terceira ou quarta opção. Muito bom.

Por esta altura só tenho algumas reservas em entrar no hype train porque ainda não defrontei nenhum dos grandes. Já defrontei 3º, 5º, 7º e 8º, mas não os três estarolas.

Fun fact, malta que costuma reparar como o Mobile tem dado para criar suspense até final neste save: sabem quem são os dois últimos adversários no campeonato, ou seja, 33ª e 34ª jornada? Sporting em Alvalade e Porto na Medideira!

Se chegarmos lá a lutar pelo título, serão jogos épicos!

Fdx, eu a pensar q era um médio-defensivo que tinha encarnado em metade Toni Kroos metade Kai Harvertz e afinal é um Mertdaker da vida, que desilusão 

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Citação de El Shafto, há 56 minutos:

Forte no jogo aéreo e com 20 a agressividade?

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Eu, enquanto mod nesse tempo, quando me falam do Bruno Alves.

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Citação de Maffu, há 10 minutos:

Fdx, eu a pensar q era um médio-defensivo que tinha encarnado em metade Toni Kroos metade Kai Harvertz e afinal é um Mertdaker da vida, que desilusão 

Depois sou eu que mando más piadas 😂

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A equipa respondeu muitíssimo bem a esta chamada!

Na Champions há sempre aquele sabor amargo apesar de toda a superioridade dos adversários na teoria. A verdade, é que entramos em campo e fica a sensação de que afinal podíamos conseguir algo mais! Vamos esperar por mais jogos e ver do que o Amora é capaz

No campeonato, já se adivinha uma luta a 2. E ao longo destes anos já deu para perceber que bater o Benfica não será tarefa fácil! É uma pena que este último empate não permita ao clube ter o seu nome no topo da classificação. Imagino bem a cara de poucos amigos do Zarco na viagem de autocarro.

Depois do empate foi um sufoco total mas as bolas ou saíam para fora ou ia tudo à figura do GR.

Defensivamente a equipa tem sido uma autentica muralha! A nível ofensivo esse Benfica está noutro patamar, credo.

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Citação de Kluivert, há 1 hora:

A equipa respondeu muitíssimo bem a esta chamada!

Na Champions há sempre aquele sabor amargo apesar de toda a superioridade dos adversários na teoria. A verdade, é que entramos em campo e fica a sensação de que afinal podíamos conseguir algo mais! Vamos esperar por mais jogos e ver do que o Amora é capaz

No campeonato, já se adivinha uma luta a 2. E ao longo destes anos já deu para perceber que bater o Benfica não será tarefa fácil! É uma pena que este último empate não permita ao clube ter o seu nome no topo da classificação. Imagino bem a cara de poucos amigos do Zarco na viagem de autocarro.

Depois do empate foi um sufoco total mas as bolas ou saíam para fora ou ia tudo à figura do GR.

Defensivamente a equipa tem sido uma autentica muralha! A nível ofensivo esse Benfica está noutro patamar, credo.

O Benfica vai com cerca de três golos por jogo em média. Isto é desumano, e pior se torna quando sofrem apenas um golo a cada dois jogos LOL

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Capítulo LIX - Massagem ao ego

 

Nos seus tempos de juventude, os amigos adoravam meter-se com ele pela sua postura. Quando se reunia com um grupo de amigos e não estavam a jogar à bola, ficando parados na rua a falar casualmente, ele instintivamente assumia a sua posição de repouso.

Há que admitir que era uma posição inusitada. O comum dos mortais quando se encosta a uma parede, apoia-se com as costas na fachada e os dois pés no chão. Ele, não; os únicos pontos de contacto eram os dois pés, um assente no chão, o outro na parede com a perna a descrever um ângulo perfeito de 90º. E assim ficava, naquele equilíbrio aparentemente instável, mas para ele confortável, de mãos nos bolsos.

Quase trinta anos depois, Frodo Zarco entrou no balneário da sua equipa na Medideira e encostou-se à parede. Apoiou um pé no chão, o outro na parede com a perna num ângulo perfeito de 90º, e de mãos nos bolsos acompanhava em silêncio a azáfama dos seus jogadores enquanto trocavam as camisola usadas e suadas por novas lavadas e secas.

Quando lhe pareceu que estavam prontos, afastou-se da parede. Nada disse e os jogadores não precisaram que o fizesse. A visão do seu treinador a sair daquela já familiar posição de repouso fê-los silenciarem-se.

"Malta, faltam 45 minutos de jogo. Não importa agora o que poderíamos ter feito de diferente, se poderíamos ter feito mais ou menos do que fizemos. Faltam 45 minutos e o que me importa é que no final, quer estejamos apurados ou não, possamos dizer que deixámos tudo em campo. Se o nosso percurso terminar aqui hoje, pelo menos que se diga de nós que fomos dignos de aqui estar."

Assim começou Frodo Zarco o discurso que tinha para fazer ao intervalo da última jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões. Mais coisas foram ditas, mas o essencial era isso: o Amora não dependia só de si, mesmo a vitória poderia não chegar para o apuramento; se o desfecho não fosse o desejado, pelo menos a Europa do futebol ficaria avisada da raça das gentes da Margem Sul.

 

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O estádio mais bonito da Europa foi palco da última jornada do Grupo D da Liga dos Campeões

 

Como é perceptível pelo discurso de Frodo Zarco ao intervalo desse último jogo, o Amora ainda alimentava esperanças num assombroso apuramento para os Oitavos-de-Final da mais cotada competição de clubes do planeta.

Nas duas primeiras jornadas [retratadas em maior destaque no Capítulo LVII - Die Meister, Die Besten], o Amora bateu-se contra Barcelona e Red Bull Leipzig. Confrontos desiguais quando avaliados os clubes em todas as métricas possíveis: palmarés, reputação, experiência de clubes e jogadores em grandes palcos, valor de mercado dos plantéis... O Amora, estreante na Liga dos Campeões, era claramente a equipa mais modesta e menos cotada das trinta e duas em competição. Se fosse criado um espectro para representar as equipas segundo esses critérios, Barcelona e Red Bull Leipzig estaria no extremo oposto ao dos amorenses.

Se era expectável que o Amora fosse o bombo da festa do Grupo D da Liga dos Campeões, porém, o Maior da Margem Sul fez por merecer a desconfiança dos seus oponentes. Xavi, treinador do Barcelona, descreveu a vitória da sua equipa na jornada inaugural como "uma das mais difíceis da temporada" após o Amora ter forçado os blaugrana a suarem para a garantir. Na segunda jornada, o empate arrancado ao campeão europeu em título, os alemães do Red Bull Leipzig, deixou a Europa de boca aberta tal a proximidade a que estes se viram de uma derrota histórica.

Embalados pela confiança destas duas prestações, o Amora partiu para a 3ª jornada com a motivação para transformar essas vitórias morais em vitórias concretas e quantificáveis - daquelas que valem de facto três pontos e não servem apenas para massajar o ego.

O adversário era um clube cujo nome, durante a juventude de Frodo Zarco, causava um arrepio na espinha só de ouvir-se pronunciado. Só que os tempos mudaram. Em 2027, o AC Milan tinha história e mística, sim, mas já não era o bicho papão de outros tempos.

 

 

O Estádio da Medideira encheu para a recepção aos italianos. Encheu mesmo literalmente - foi a primeira vez que os 14.850 lugares foram totalmente preenchidos. O Amora tinha apresentado casa cheia em diversas ocasiões desde a requalificação da sua casa ancestral, mas habitualmente havia sempre um punhado de lugares que ficavam desocupados, fosse por motivos de segurança, fosse por ausência de alguns dos titulares de lugar anual. Desta vez, nenhum lugar ficou por ocupar.

Foi então com uma assistência recorde que o Amora alcançou, à terceira tentativa, a sua primeira vitória de sempre na Liga dos Campeões. Numa noite de glória que ficará escrita em letras douradas nos compêndios de feitos do Maior da Margem Sul, o Amora alcançou a vantagem no marcador graças à primorosa execução de um livre direto pelo seu capitão Gabriel Capixaba - que assim molhou o biscoito pela primeira vez na prova.

 

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Gabriel Capixaba, que já havia marcado de livre direto na época anterior para a Liga Europa no Santiago Bernabéu, voltou a repetir o feito contra o AC Milan...

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... e Théo Lameira confirmou a vitória com um golo que deixaria Diego Raposo orgulhoso

 

A vantagem proporcionada por Gabriel Capixaba deixou o Amora na posição de que tanto gosta: a vencer e podendo gerir o jogo com bola, aproveitando o desespero adversário para lançar perigosos lances de transição em rápidas trocas de bola entre os seus jogadores. Não seria dessa forma que o Amora faria o segundo golo, acabando ele por surgir num lance que Théo Lameira retirou do playbook do lesionado Diego Raposo, roubando a bola ao guarda-redes e finalizando para a baliza deserta.

A vitória foi confirmada e a Europa do futebol, já desconfiada daquela equipa de nome estranho, abriu de vez a boca com espanto: o Amora Futebol Clube derrotou o AC Milan.

Tenho a certeza que nunca esperariam ler esta frase nas vossas vidas.

 

 

Duas semanas depois do choque apanhado na Medideira, um AC Milan já de sobreaviso recebeu o Amora no mítico San Siro.

Há jogos que, quando se olha para trás passados muitos anos, custa perceber o que correu mal. Este foi um desses. O Amora que entrou em campo foi uma equipa personalizada, capaz durante largos períodos do jogo de controlar a bola e fazer o AC Milan correr atrás dela.

Embora sem criar grandes ocasiões, a equipa de Frodo Zarco teve alguns desenhos ofensivos que poderiam perfeitamente ter resultado num golo. Tal não aconteceu, mas também os italianos eram incapazes disso, pelo que o tempo foi passando e adivinhava-se um empate a zero.

Frodo Zarco fez as três substituições a que tinha direito [relembro que nesta versão do FM 22 Mobile só há três substituições; a única competição com cinco é a Taça da Liga, não me perguntem porquê, também não sei explicar a lógica], a última das quais aos 75'. Ironia dos deuses do futebol, no minuto seguinte Odailson lesionou-se com alguma gravidade. Incapaz de permanecer em campo, deixou o Amora reduzido a dez unidades para os último 15' de futebol.

 

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A lesão do lateral direito Odailson foi o momento de viragem do jogo

 

E foi a partir desse momento que as coisas começaram a correr mal. Subitamente em desvantagem numérica, o Amora deixou de conseguir controlar o jogo e foi recuando instintivamente face à pressão crescente do AC Milan. Aproximando-se o minuto 90', o Amora era já um bando de dez jogadores retidos na sua própria área à mercê das investidas dos italianos, que fizeram vários remates e criaram todas as suas oportunidades de golo nesses quinze minutos finais.

De alguma forma, a equipa de Frodo Zarco foi resistindo e chegou a parecer possível sair de San Siro com o empate. Os deuses do futebol tinham outras ideias. Num lance de insistência, uma série de ressaltos acabaram por proporcionar a Yacine Adli uma oportunidade demasiado escandalosa para ser desaproveitada.

O Amora saiu de San Siro com uma derrota que, racionalmente, era difícil de aceitar. Fizeram tudo bem, vergaram o AC Milan à sua vontade... e uma lesão fortuita deitou tudo a perder.

[Tal foi a fúria deste narrador com o que aconteceu que avançou no jogo sem gravar o motor de jogo, motivo pelo qual não há gifs para postar - para quem não sabe, o Mobile não permite rever os jogos se não forem salvos para uma pasta própria antes de avançar no final do jogo]

 

 

"Mais uma moeda, mais uma voltinha", assim reza a cultura popular.

O Amora foi à Red Bull Arena defrontar o campeão europeu em título para aquilo que as casas de apostas davam como um jogo de sentido único - as odds da vitória do Red Bull Leipzig valiam quase tanto como o marco alemão na década de 1920s [nota: o marco alemão nessa década valia tão pouco que as crianças brincavam com maços de dinheiro nas ruas].

O Amora bateu-se como pôde face ao superior poderio do seu adversário. Conseguiu até ter maior percentagem de posse de bola e igualar o número de remates, mas quem tem jogadores como Christian Pulisic ou Ilaix Moriba não precisa de muito para marcar golos.

 

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João Carlos Miguel aproveitou o cruzamento atrasado de Filipe Diogo para fazer o golo de honra do Amora na Red Bull Arena

 

O melhor que o Amora conseguiu foi reduzir o resultado por intermédio de João Carlos Miguel. O médio entrou para o lugar de Papou Mendes durante a segunda parte e correspondeu à altura da visão de jogo do miúdo-maravilha Filipe Diogo, estreando-se a marcar na Liga dos Campeões.

O golo ainda conferiu esperanças ao Amora numa recuperação épica, mas o resultado não mexeria mais. Ficou a óptima imagem deixada, que mais uma vez não passava de uma vitória moral - se estas fossem a métrica para somar pontos, o Amora estaria disparado na liderança do grupo com 15 pontos.

 

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O Amora era o último classificado do Grupo D à entrada para a última jornada

 

Essa noite de 07 de Dezembro de 2027 era de 1X2: tanto poderia significar o carimbo no passaporte para os Oitavos-de-Final da Liga dos Campeões, como a repescagem para a Liga Europa ou até a eliminação das competições europeias. As contas eram algo complexas e implicavam combinações de ambos os resultados.

Para o apuramento para os Oitavos-de-Final, o Amora teria impreterivelmente de vencer o Barcelona por dois ou mais golos de diferença - de forma a ter vantagem no confronto direto sobre os culés - e esperar que os já apurados campeões europeus não perdessem contra o AC Milan.

O cenário de repescagem para a Liga Europa implicava uma vitória do Amora por um golo de diferença desde que o AC Milan não vencesse o seu jogo. Caso os italianos vencessem, o Amora teria de vencer o Barcelona por pelo menos dois golos.

Caso o Amora não vencesse, o destino seria a eliminação.

Demasiadas contas para Frodo Zarco, cujas capacidades em matérias matemáticas rondavam as de uma criança de doze anos. Para ele, as contas eram simples: vencer o Barcelona por dois golos e no final se via se chegava.

 

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O Amora recebia um Barcelona que apresentava um nome deveras conhecido no seu onze

 

Os adeptos do Amora voltaram a lotar o Estádio da Medideira para aquele decisivo jogo, na esperança que não fosse o último. A onda azul contagiou a cidade e o ambiente criado fazia os possíveis por transformar a visita do Barcelona num inferno semelhante ao vivido pelo Real Madrid na época anterior [ver Capítulo L - O grande tubarão branco].

Esse ambiente apenas foi quebrado por duas ocasiões antes de o jogo ter o seu início.

Aquando da apresentação do onze inicial do Barcelona, uma salva de palmas espontânea percorreu todo o estádio quando foi anunciado o número 5 dos blaugrana: António Silva de seu nome, cujos dois anos passados na Medideira deixaram saudades entre os adeptos.

A ovação repetiu-se quando outro nome familiar foi referido pelo speaker: Isaac Monteiro, central formado no Amora e um dos heróis que contribuiu para a conquista da primeira Taça de Portugal pelo Maior da Margem Sul. A Medideira não esquece os seus, nem mesmo quando estão do outro lado das trincheiras.

[Ainda se lembram deles, em especial do nosso menino Isaac Monteiro?]

Claro que essa camaradagem foi colocada de parte logo que o árbitro deu ordens para o início do jogo. Estava em disputa o apuramento e, dali até ao final, amigos, amigos, negócios à parte.

Temos focado a perspetiva do Amora, mas aquele jogo significava tanto para o Maior da Margem Sul como para o Barcelona. A equipa treinada por Xavi também tinha um apuramento por garantir e apenas a vitória lho daria sem necessidade de contas - caso perdessem ou empatassem, dependeriam do que fizesse o AC Milan na outra partida.

Não admirou ninguém, portanto, que o Barcelona entrasse em campo disposto a assumir o jogo. Com um meio-campo de luxo formado por Gavi, Pedri e Damsgaard, rapidamente impuseram o ritmo na partida e deixaram o Amora a correr atrás da bola. As setas Jérémy Doku e Ansu Fati, a partir das alas, eram um perigo constante, e o avançado Karim Adeyemi dava luta intensa à dupla de centrais Manuel Díaz e Nélson Victor.

O Barcelona era uma equipa de outra galáxia futebolística e cedo materializou a sua supremacia em golos. Os adeptos da casa apoiaram a sua equipa durante os 45' e os jogadores tentaram, a sério que tentaram; simplesmente não estiveram à altura dos acontecimentos.

O sonho de "fazer o impossível" - vencer por dois golos - rapidamente se desvaneceu perante o banho de realidade aplicado pelos catalães.

 

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Karim Adeyemi praticamente matou as esperanças do Amora com um portentoso disparo ainda antes de cumprido o primeiro quarto de hora de jogo...

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... e as que ainda restassem desapareceram de vez com o tiro de Damsgaard

 

Ninguém arredou pé da Medideira mesmo com a desvantagem de dois golos ao intervalo. Honra lhes seja feita, mesmo nos piores momentos os adeptos estiveram sempre com a sua equipa.

Frodo Zarco foi encontrar um ambiente soturno no balneário quando lá entrou para falar com os seus jogadores. Aguardou tranquilamente que trocassem as suas camisolas por outras lavadas e secas, com um pé no chão, outro apoiado na parede e a perna a descrever um ângulo perfeito de 90º. Quando entendeu que chegara o momento de falar, foi para o centro do espaço.

"Malta, faltam 45 minutos de jogo. Não importa agora o que poderíamos ter feito de diferente, se poderíamos ter feito mais ou menos do que fizemos. Faltam 45 minutos e o que me importa é que no final, quer estejamos apurados ou não, possamos dizer que deixámos tudo em campo. Se o nosso percurso terminar aqui hoje, pelo menos que se diga de nós que fomos dignos de aqui estar."

Foi com esta mentalidade que o Amora reentrou no relvado sob aplausos dos adeptos. As contas eram quase impossíveis, mas o Maior da Margem Sul não iria abaixo sem dar luta. Por vezes, mais importante do que cair é como reagimos à queda.

Os primeiros sinais de que estava em campo um Amora diferente surgiram logo nos minutos iniciais do segundo tempo. Filipe Diogo e Vítor Ferraz eram os mais ativos a empurrar a sua equipa para a frente e foi pelos seus pés que o Maior da Margem Sul começou a assediar a baliza à guarda de ter Stegen.

Animados pela reação da equipa, a plateia da Medideira cantava pelos seus jogadores. Um deles, em especial, mereceu uma sentida ovação de pé: Diego Raposo, a jovem raposa, entrou aos 61' para o lugar de Théo Lameira, estreando-se assim na Liga dos Campeões após uma longa ausência de cerca de três meses.

O ambiente tornou-se opressivo para o Barcelona após a entrada de um dos meninos favoritos da massa adepta amorense - e que bem aproveitado foi pelos jogadores. Impulsionado pela onda azul que provinha das bancadas, Rodrigo André - que assumiu a titularidade após a lesão de Odailson - arrancou pela ala direita numa cavalgada que só terminou na linha de fundo, cruzando largo para o coração da área à procura de Diego Raposo.

O goleador do Amora percebeu a intenção do colega, mas, talvez por falta de rotinas após três meses de ausência, não teve o faro para surgir no local certo. Teve-o Filipe Diogo. O miúdo-maravilha apareceu como uma flecha em velocidade a partir da esquerda, antecipou-se a um adversário e desferiu uma tolada na bola que só as redes lograram parar.

Havia sinais de vida na Medideira; o Amora não estava disposto a dizer adeus à Liga dos Campeões sem dar luta.

 

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Filipe Diogo surgiu fulgurante na área para reduzir a desvantagem do Amora na Medideira

 

Ninguém tinha ilusões: faltava meia hora de futebol e era descabido alimentar expectativas numa reviravolta que ainda permitisse o apuramento do Amora. Seriam necessários mais três golos. Ao Barcelona. A realidade era o que era.

No entanto, havia meia hora para salvar a face de uma equipa cuja permanência na Europa do futebol estava, ao que tudo indicava, prestes a terminar. Cair, mas com dignidade. Mostrar a garra da Margem Sul.

O Amora foi para cima do Barcelona e a balança do jogo inclinou-se veementemente para o lado dos meninos da Medideira. A posse de bola, que ao intervalo situava-se nos 40/60 a favor da equipa forasteira, terminaria num equilíbrio perfeito de 50/50 no final da partida.

Foi o discurso de Frodo Zarco a fazer a diferença? Talvez o apoio incessante e incondicional dos adeptos a empurrar a equipa? A entrada do inspirador Diego Raposo? O golo de Filipe Diogo a devolver a confiança que faltava? Ou um misto de todos estes acontecimentos?

A resposta não era consensual. Certo é que o Amora foi empurrando o adversário para a sua área e a bola foi circulando em zonas cada vez mais críticas para a baliza destes. Vítor Ferraz era o maestro na zona central, apoiado por João Carlos Miguel enquanto este teve pernas e por Papou Mendes quando entrou para o seu lugar, com a clarividência de Dino Leão a pautar jogo atrás, os laterais a funcionar quase como extremos e claro, Filipe Diogo e Gabriel Capixaba a destruir marcações com as suas movimentações.

O Amora jogava bem, mas apesar de tudo não era suficiente para desmontar a defesa do Barcelona. O tempo foi correndo a favor da equipa de Xavi e, quase sem se dar por isso, já o quarto árbitro erguia uma placa eletrónica com um escarlate número três bem visível.

Os últimos três minutos de Liga dos Campeões na Medideira nesta temporada.

Ainda havia vida na Medideira e o Amora ia carregando. Octávio Sousa e Filipe Diogo serpentearam por entre as marcações adversárias com várias trocas de bola curtas sempre em progressão - os dois meninos entendiam-se melhor a cada jogo que passava. Filipe Diogo levantou a cabeça já no enfiamento da área e viu Diego Raposo a surgir próximo. Naqueles milésimos de segundo entre a decisão e a execução, foi desarmado.

Octávio Sousa pegou de imediato na bola e lançou-a para Diego Raposo. Filipe Diogo foi sagaz e escondeu-se no limite do fora-de-jogo, passando despercebido, e dessa forma estava sozinho quando Diego Raposo orientou a jogada na sua direção. O miúdo-maravilha fez uso de toda a sua qualidade na leitura de jogo para vislumbrar Gabriel Capixaba do outro lado do campo a movimentar-se da direita para o centro.

O cruzamento não tardou. Toda a equipa do Barcelona foi apanhada desprevenida com a velocidade do lance: em dois ou três segundos, a bola saiu das mãos de Octávio Sousa e passou pelos pés de Diego Raposo e de Filipe Diogo antes de chegar ao segundo poste. O capitão Gabriel Capixaba ganhou a posição ao lateral Fiel Sampaio, saltou e acertou em cheio na bola.

O cabeceamento foi na direção da baliza. Os adeptos ergueram-se já a antever o golo. Não contavam com Demiral que, sabe-se lá como, surgiu pelo meio a bloquear a bola. A redondinha rodopiou sem destino na pequena área, numa zona onde Diego Raposo e Filipe Diogo habitualmente estão para encostar - mas se foram eles a iniciar a jogada pela esquerda, não poderiam lá estar agora para concluir, não é?

Do meio do caos, qual D. Sebastião aparecido numa manhã de nevoeiro, surgiu Papou Mendes. Fresco que nem uma alface, em campo há uns dez minutos, surgiu como um leão pronto a atacar uma presa. De primeira encostou o seu pé direito e nada nem ninguém o poderia evitar.

 

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Papou Mendes!

 

Seguiram-se momentos de indecisão. Alguns jogadores correram de imediato para o seu meio-campo para retomar o jogo; outros quiseram festejar, arrastados pela absoluta loucura que percorria a Medideira perante um inusitado cenário: o Amora recuperara uma desvantagem de dois golos frente ao todo-poderoso Barcelona!

Curiosamente, o Barcelona parecia tão desesperado por retomar o jogo quanto Frodo Zarco. Teria algo que ver com o resultado do outro jogo do grupo, não era bem claro. Adeyemi deu o pontapé de saída e os catalães saíram a jogar com muitos homens a progredir no terreno em simultâneo, enquanto os amorenses procuravam recuperar a bola para eles próprios atacarem a baliza.

Foram sessenta segundos loucos! Jogadores recuperavam a bola e logo dois caíam-lhes em cima, pontapé para a frente, alívio para onde se estava virado, um caos tremendo a que o árbitro colocou um ponto final com um sonoro sopro do seu apito.

Terminava um intenso confronto entre David e Golias na Medideira com emoção até final.

 

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Relatório do jogo

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A classificação final do Grupo D da Fase de Grupos da Liga dos Campeões confirmava a eliminação do Amora

 

Aquele teria de ser um dos finais mais agridoces desta edição da Liga dos Campeões. Amora e Barcelona tinham aspirações ao apuramento, mas ambos acabaram por ver as campanhas na Liga dos Campeões terminarem naquele momento. Os jogadores do Barcelona, em especial, estavam estupefactos. Estiveram a vencer por dois golos e com o apuramento na mão, apenas para o deixar escapar nos descontos após permitirem uma recuperação épica de um modesto e insignificante adversário.

A Medideira reagiu ao que testemunhou na segunda parte com aprovação. Não é todos os dias que se vê um clube da dimensão do Amora fazer coisas como aquela!

Frodo Zarco dirigiu-se à Flash Interview e respondeu a algumas questões sobre o jogo ainda a plateia aplaudia a sua equipa. Com algumas dificuldades em ouvir o que lhe ia sendo perguntado, foi explicando algumas decisões técnicas tomadas e abordagens à partida quando lhe foi apresentada uma pergunta que considerou pertinente.

"O Amora estreou-se na Liga dos Campeões e terminou no último lugar do grupo, mas não perdeu na Medideira e bateu-se bem em todos os jogos. Considera esta prestação um sucesso?"

"É difícil definir uma prestação como bem sucedida quando terminamos em último lugar. É verdade que lutámos muito e não nos envergonhámos, mas as vitórias morais só servem para massajar o ego."

"O Amora poderia ter feito mais?"

"Não percebi, está muito ruído..."

"Se o Amora poderia ter feito mais do que fez."

"Ah! Hum... Não sei se poderíamos. Fizemos o nosso melhor. Uma forma de interpretar o que aconteceu é que ninguém neste clube sabia o que era isto de jogar na Liga dos Campeões. O treinador nunca jogou nem treinou a este nível até hoje, os jogadores estrearam-se todos na prova, os adeptos também ouviram aquele magnífico hino pela primeira vez aqui...

>> "O único que sabia o que isto era, era o Bilbo, e se tivéssemos o Bilbo na equipa se calhar até poderíamos sonhar em ganhar a competição!" [Risos] "Alguns dos nossos jogadores talvez um dia cheguem ao nível dele porque têm muita qualidade e potencial para desbravar, mas por enquanto são meninos a aprender e por isso fomos todos à descoberta. Em alguns jogos faltou-nos estaleca, experiência. Faz parte do crescimento que queremos dar a este clube. Passo a passo, descoberta a descoberta, como temos feito desde que chegamos em 2021: todos os anos fazendo um pouquinho melhor do que no ano anterior, um crescimento sustentado e sólido."

"Todos os anos fazendo um pouco melhor, foi o que acabou de me dizer. Isso significa que no campeonato ambiciona fazer melhor do que no ano passado e entrar na luta pelo título?"

Frodo Zarco soltou uma gargalhada com a audácia do jornalista.

"Ah, isso é outra história. Hoje só falo deste jogo e da Liga dos Campeões. Crescemos enquanto equipa, o treinador aprendeu, os jogadores tiveram o seu primeiro impacto com a elite do futebol europeu. Se cá voltarmos para o ano não tenho dúvidas que estaremos preparados de outra forma para fazer melhor."

"Muito obrigado, Frodo. Foi Frodo Zarco a fazer a sua apreciação ao jogo, dizendo que..."

O treinador do Amora deixou a zona da Flash Interview e deu uma corrida até junto dos jogadores que o chamavam. Todos juntos aplaudiram as bancadas da Medideira, recebendo uma justa ovação de volta.

A campanha europeia do Amora chegava ao seu final, deixando o Maior da Margem Sul uma imagem positiva apesar da eliminação e com a promessa de regressar em breve.

Restava saber em que condições. Novamente pelo Playoff de acesso, correndo o risco de voltar a ser integrado no Pote 4? Ou, quem sabe, com apuramento direto pela classificação no campeonato e presença no Pote 1 enquanto campeão nacional?

Não! Não falemos disso que dá azar. A seu tempo lá chegaremos.

 

#MaiorDaMargemSul #CoracaoDeAmora #FazeroImpossivel

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Prestação muito digna e a Medideira foi palco de jogos muito bons e onde não perdeste. Não foi suficiente nem para a Liga Europa, mas ganhaste muita reputação e respeito na Europa, e é assim que se vai crescendo no panorama internacional. Não podes ficar por aqui, não pode ter sido um acaso

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Quem não adorava falar de futebol na sua juventude, ali no bairro, com a malta (como foi o meu caso). Estádio é lindo, mas até ser o mais bonito da Europa...mas lá que foi o teu castelo inquebrável, lá isso foi. Pena não teres conquistado nenhum dos outros castelos nesta fase. Vitória muito boa contra o Milan, com um golo de oferta do "balizeiro" e contra o Barcelona, foi mesmo quase, quase...faltou o tal danoninho.

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O que fica para história é que foste eliminado. Em último. Sempre a f*der o ranking Português. (mas fizeste melhor q o Benfica do RV há que ver o lado positivo).

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Citação de F. Mota, há 5 horas:

Prestação muito digna e a Medideira foi palco de jogos muito bons e onde não perdeste. Não foi suficiente nem para a Liga Europa, mas ganhaste muita reputação e respeito na Europa, e é assim que se vai crescendo no panorama internacional. Não podes ficar por aqui, não pode ter sido um acaso

Espero que não tenha sido, até porque a campanha no campeonato vai dando esperanças.

Citação de cadete, há 5 horas:

Quem não adorava falar de futebol na sua juventude, ali no bairro, com a malta (como foi o meu caso). Estádio é lindo, mas até ser o mais bonito da Europa...mas lá que foi o teu castelo inquebrável, lá isso foi. Pena não teres conquistado nenhum dos outros castelos nesta fase. Vitória muito boa contra o Milan, com um golo de oferta do "balizeiro" e contra o Barcelona, foi mesmo quase, quase...faltou o tal danoninho.

"Até ser o mais bonito da Europa..."? É que nem merece discussão! Aquelas três bancadas com vista para o parque citadino verdejante e com a Baía do Seixal no horizonte... Coisa mai'linda!

Citação de Maffu, há 1 hora:

O que fica para história é que foste eliminado. Em último. Sempre a f*der o ranking Português. (mas fizeste melhor q o Benfica do RV há que ver o lado positivo).

Pois, foi a conclusão do Frodo Zarco na Flash Interview. E se o resultado final for o mesmo do Rui Vitória no campeonato?

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Grupo muitíssimo duro na UCL e uma participação que em muito orgulha as gentes da Margem Sul!

A vitória, na Medideira, perante o AC Milan foi um dia muitíssimo importante para a história do clube. Paralelamente, foi ótimo ver a equipa reagir a uma desvantagem de dois tentos perante o todo-poderoso Barcelona... Conseguiram chegar ao empate e logo com o golo a ser apontado pelo "velhinho" Papou Mendes ❤️

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Citação de Martini Branco, há 3 horas:

Grupo muitíssimo duro na UCL e uma participação que em muito orgulha as gentes da Margem Sul!

A vitória, na Medideira, perante o AC Milan foi um dia muitíssimo importante para a história do clube. Paralelamente, foi ótimo ver a equipa reagir a uma desvantagem de dois tentos perante o todo-poderoso Barcelona... Conseguiram chegar ao empate e logo com o golo a ser apontado pelo "velhinho" Papou Mendes ❤️

O meu Papouzinho, adoro o gajo. Tem sido titular desde a segunda época do save, uma das poucas constantes desde os tempos primordiais desta epopeia. Infelizmente, começa também a ficar curto face ao crescimento da equipa e a titularidade dele está tremida, por exemplo contra o Barcelona já preferi usar o João Carlos Miguel de início.

O Lucas Silva também já perdeu a titularidade pelo Octávio Sousa a lateral esquerdo, o Martim Maia já é claramente suplente do Dino Leão. Dos nomes originais, vai sobrando o Gabriel Capixaba no onze regular.Não há de tardar muito a que sejam só regens na equipa. Bem, também era o objetivo do save, mas fica uma nostalgia à medida que vão caindo os nomes mais antigos.

Btw, permitam-me só aproveitar para comentar de forma mais informal aquilo que já disse entrelinhas pela voz do Frodo Zarco no Capítulo: fiquei orgulhoso da participação apesar de ter falhado apuramento e repescagem.

E isto porque a equipa é quase toda ela sub23, acho que só o Gabriel Capixaba e o Manuel Díaz têm mais do que isso, e a maioria anda ali nos 20/21 anos de idade. Bateram-se de igual para igual em todos os jogos, em nenhum fomos atropelados, perdemos pela diferença de qualidade individual. Mesmo assim foi nos detalhes, se calhar se repetisse os mesmos jogos cinco vezes era bem capaz de ter sacado a vitória num ou noutro.

Se conseguisse manter este onze inicial para a próxima época, com um ano de crescimento e experiência em cima acredito que já sacava o apuramento mesmo num grupo tão difícil como este. Pena é que provavelmente vou perder uma boa parte deles no final da época e terei de recomeçar de novo com novas promoções da formação.

Mas também é o que vai dando vitalidade ao save.

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Vendeste muito cara a eliminação das competições europeias, e que o diga o Barcelona que com o golo do empate nos descontos caiu para a LE... 

No campeonato tens dois grandes moribundos e tiveste um arranque quase perfeito, infelizmente o Benfica está demolidor e vai complicar muito as aspirações do Amora de lutar pelo campeonato. 

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Citação de Tuckius, Em 17/12/2022 at 08:27:

Vendeste muito cara a eliminação das competições europeias, e que o diga o Barcelona que com o golo do empate nos descontos caiu para a LE... 

No campeonato tens dois grandes moribundos e tiveste um arranque quase perfeito, infelizmente o Benfica está demolidor e vai complicar muito as aspirações do Amora de lutar pelo campeonato. 

Mas olha que os dois grandes entretanto reencontraram-se. Poderão já ir tarde para lutar pelo título, mas vão ter uma palavra a dizer nas contas dele, certamente.

Depois explico isto melhor na próxima atualização.

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Isso das substituições está relacionado com o fato de, na altura, as 5 possíveis estarem em fase de teste. Penso que na primeira época era válido para todas as competições mas ainda não havia decisão final quanto a isso. Daí que a partir da segunda época só é possível fazer 3. Em Portugal penso que já tinham definido as 5 substituições para a Taça da Liga, de forma definitiva.

Ver esta tua prestação na Champions faz-me lembrar algo. E é como dizes, se calhar, mais um aninho em cima e já lutavas pelo apuramento. (mas é provável que percas alguns dos teus meninos, até porque quiseste aguentar a base para esta temporada).

E, apesar de tudo, esse empate conseguido com o Barcelona (que tem uma equipa muito interessante mais os dois meninos que passaram pela Medideira. O Isaac foi a tua primeira grande venda) deve ter dado uma grande alegria! A ti, não ao Zarco ahah

Foco total nas competições internas, com o campeonato a ser o principal destaque!

Editado por Kluivert

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Citação de Kluivert, há 10 horas:

Isso das substituições está relacionado com o fato de, na altura, as 5 possíveis estarem em fase de teste. Penso que na primeira época era válido para todas as competições mas ainda não havia decisão final quanto a isso. Daí que a partir da segunda época só é possível fazer 3. Em Portugal penso que já tinham definido as 5 substituições para a Taça da Liga, de forma definitiva.

Ver esta tua prestação na Champions faz-me lembrar algo. E é como dizes, se calhar, mais um aninho em cima e já lutavas pelo apuramento. (mas é provável que percas alguns dos teus meninos, até porque quiseste aguentar a base para esta temporada).

E, apesar de tudo, esse empate conseguido com o Barcelona (que tem uma equipa muito interessante mais os dois meninos que passaram pela Medideira. O Isaac foi a tua primeira grande venda) deve ter dado uma grande alegria! A ti, não ao Zarco ahah

Foco total nas competições internas, com o campeonato a ser o principal destaque!

Hum, isso explica o porquê das substituições. Dava-me um jeitão ter cinco na Primeira Liga para melhor poder gerir os jogadores e ir lançando os jovens promissores. Enfim.

Opa, sem querer entrar em spoilers, não sei se não vou pagar caro a decisão de os manter mais um ano. Eu sei que são jovens, mas pah, que chatos, com toda a carreira pela frente e querem tudo já...!

Olha, nesse jogo ao intervalo estava meio conformado. Até comentei sozinho (sim, às vezes falo sozinho...) que eles são melhores, fazer o quê? E do nada os gajos sacam de uma segunda parte de alto nível, vulgarizam o Barcelona, recuperam de uma desvantagem de dois golos e não foi apenas porque os catalães adormeceram, pois até acabaram eliminados!

Sei que isto é um jogo, mas estava quase babado a olhar para o smartphone.

Sobre o campeonato, atualização a caminho! E vale a pena ler, isto vai ser diferente do habitual. Vamos ver o lado negro da Margem Sul a emergir. E mais não digo 😐

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