Descartes Publicado 22 Setembro 2025 Citação de Sandes., há 11 minutos: Eu com o Anselmi não conseguia ouvir nada, a aura deixava-me surdo Tivesse ido a umas manifestações e a coisa compunha-se. Compartilhar este post Link para o post
frederico.dr Publicado 22 Setembro 2025 Citação de noikeee, há 24 minutos: Não vi, mas 4.65 xG mesmo com 2 penaltis é absurdo lol.. os penalties adicionam quase 1.00 ao xG, neste caso 4.65 - ~2.00 = 2.65 sendo os penalties ao contrário e teriamos 2.65 vs ~2.qualqercoisa xG vale o que vale, xG sem penalties pode ser bem mais interessante de ver para se resumir um jogo a um numero Compartilhar este post Link para o post
La Flame Publicado 22 Setembro 2025 Citação de noikeee, há 29 minutos: O Anselmi tinha falado uma vez o ano passado Acho normal conforme o desporto evolui se ir falando de novas métricas, novos termos, etc. O xG não é a última bolacha do pacote tal como a % de posse de bola ou o número de remates, mas é uma cena útil para ter uma ideia vaga do que se passou Ele falou em treinadores. 1 Compartilhar este post Link para o post
AndreSCP7 Publicado 22 Setembro 2025 (editado) Citação de frederico.dr, há 15 minutos: os penalties adicionam quase 1.00 ao xG, neste caso 4.65 - ~2.00 = 2.65 sendo os penalties ao contrário e teriamos 2.65 vs ~2.qualqercoisa xG vale o que vale, xG sem penalties pode ser bem mais interessante de ver para se resumir um jogo a um numero Os penaltis adicionam à volta de 0.75, ainda é menos 0.5 do que dizes com os 2. De resto, continuo a gostar mais do Sporting do Rui Borges do que esperava. E até fui uma das pessoas que o pediu quando estava no Vitória Editado 22 Setembro 2025 por AndreSCP7 1 Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 22 Setembro 2025 Citação de AndreSCP7, Agora: Os penaltis adicionam à volta de 0.75, ainda é menos 0.5 do que dizes com os 2 Passa isto para o núcleo se quiseres, mas o que é que achas da forma de jogar da equipa nestes primeiros jogos? É uma opinião que (acho) ainda não li. Compartilhar este post Link para o post
frederico.dr Publicado 22 Setembro 2025 Citação de AndreSCP7, há 46 minutos: Os penaltis adicionam à volta de 0.75, ainda é menos 0.5 do que dizes com os 2. De resto, continuo a gostar mais do Sporting do Rui Borges do que esperava. E até fui uma das pessoas que o pediu quando estava no Vitória certo, era mais numa de relativizar o que os xG realmente traduzem Compartilhar este post Link para o post
AndreSCP7 Publicado 22 Setembro 2025 (editado) Citação de Poeira, há 1 hora: Passa isto para o núcleo se quiseres, mas o que é que achas da forma de jogar da equipa nestes primeiros jogos? É uma opinião que (acho) ainda não li. Tenho gostado muito, na globalidade. O maior problema é mesmo na transição defensiva, diria. É um pouco um trade-off de atacar com tantos jogadores, e eu aceito em larga medida viver com isso, mas à primeira vista acho que falta ali alguma articulação especialmente com os médios, e mesmo o comportamento dos centrais por vezes devia ser mais agressivo - acho que se notou mais com o Kairat que hoje. A organização defensiva não tem sido muito testada, mas acredito que possamos sofrer, tanto por características dos jogadores - sem Diomande ainda mais - como pela própria falta de habituação da equipa a passar tempo nesse momento. Aconteceu um pouco com o Sporting do Amorim no seu último estágio evolutivo, em que era uma equipa maravilhosa e massacrava os adversários, mas sofremos imenso contra o PSV e mesmo nos primeiros 25 minutos com o City porque não havia Coates e havia menos hábitos em OD, provavelmente até em treino. Posto isto, a equipa assume posicionamentos bastante agressivos em organização ofensiva, encontra espaços interiores com grande competência e depois tem ali um trio que opera com uma qualidade muito acima da média nessas nesgas de espaço e rebenta com as organizações defensivas da nossa liga. A facilidade que temos em criar oportunidades com a bola controlada - sem ser em cruzamentos - contra blocos compactos e baixos compete seriamente com o melhor do Amorim. O Suarez contribui bastante para isso, sim, mas mesmo os caminhos que a equipa procura são bons e o Rui Borges, claramente, tem procurado aproveitar e potenciar as ligações que existem entre os 3. De resto, os tais posicionamentos agressivos que referi criam overloads enormes muitas vezes, e com mais um passe ou uma melhor decisão conseguiam criar oportunidades ainda melhores, particularmente em transição. Se melhorarmos nisso, e começarmos a marcar o que criamos - do que conheço do Suarez e do próprio histórico dele por exemplo, tanto tem jogos destes como outros em que cai tudo e marca 3 ou 4 - vamos ser ainda mais demolidores. E acho que a esmagadora maioria das equipas do nosso campeonato não tem qualidade individual suficiente para expor de forma flagrante os aspectos que mencionei acima. Porque, apesar de tudo, em 5 jogos fora Porto para o campeonato, temos 0 golos sofridos de bola corrida e muito poucas oportunidades concedidas sequer. Em bom rigor, o maior problema se calhar é mesmo a bola parada, pelo menos internamente😂 Editado 22 Setembro 2025 por AndreSCP7 7 Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 23 Setembro 2025 Citação de AndreSCP7, há 6 minutos: Tenho gostado muito, na globalidade. O maior problema é mesmo na transição defensiva, diria. É um pouco um trade-off de atacar com tantos jogadores, e eu aceito em larga medida viver com isso, mas à primeira vista acho que falta ali alguma articulação especialmente com os médios, e mesmo o comportamento dos centrais por vezes devia ser mais agressivo - acho que se notou mais com o Kairat que hoje. A organização defensiva não tem sido muito testada, mas acredito que possamos sofrer, tanto por características dos jogadores - sem Diomande ainda mais - como pela própria falta de habituação da equipa a passar tempo nesse momento. Aconteceu um pouco com o Sporting do Amorim no seu último estágio evolutivo, em que era uma equipa maravilhosa e massacrava os adversários, mas sofremos imenso contra o PSV e mesmo nos primeiros 25 minutos com o City porque não havia Coates e havia menos hábitos em OD, provavelmente até em treino. Posto isto, a equipa assume posicionamentos muito agressivos em organização ofensiva, encontra espaços interiores com muita competência e depois tem ali um trio que opera com uma qualidade muito acima da média nessas nesgas de espaço e rebenta com as organizações defensivas da nossa liga. A facilidade que temos em criar oportunidades com a bola controlada - sem ser em cruzamentos - contra blocos compactos e baixos compete seriamente com o melhor do Amorim. O Suarez contribui bastante para isso, claro, mas mesmo os caminhos que a equipa procura são bons e o Rui Borges, claramente, tem procurado aproveitar e potenciar as ligações que existem entre os 3. De resto, os tais posicionamentos agressivos que referi criam overloads enormes muitas vezes, e com mais um passe ou uma melhor decisão conseguiam criar oportunidades ainda melhores, particularmente em transição. Se melhorarmos nisso, e começarmos a marcar o que criamos - do que conheço do Suarez e do próprio histórico dele por exemplo, tanto tem jogos destes como outros em que cai tudo e marca 3 ou 4 - vamos ser ainda mais demolidores. E acho que a esmagadora maioria das equipas do nosso campeonato não tem qualidade individual suficiente para expor de forma flagrante os aspectos que mencionei acima. Porque, apesar de tudo, em 5 jogos fora Porto para o campeonato, temos 0 golos sofridos de bola corrida e muito poucas oportunidades concedidas sequer. Em bom rigor, o maior problema se calhar é mesmo a bola parada, pelo menos internamente😂 Vai parcialmente na linha do que também tenho achado, e estes primeiros jogos acessíveis são bons para se tirar o "raio-x" à ideia de jogo. Mas não estou tão optimista. Gosto da facilidade com que chegamos à fase de criação de oportunidades de golo e do volume que a equipa é capaz de gerar, mas a transição defensiva não me transmite segurança nenhuma. Dá ideia que a probabilidade de termos um jogo onde o adversário vai lá uma ou duas vezes e faz logo estragos é bem superior agora, comparativamente ao que acontecia no passado. Para além disso, e como já se viu na maioria dos jogos, é relativamente fácil saltar a nossa linha média e ter campo aberto para atacar os nossos centrais. O Porto explorou bem esse aspecto e nunca deixou de ser uma equipa ameaçadora precisamente porque foi tacticamente mais inteligente numa zona essencial para o controlo dos jogos. E nem digo isto por terem vencido em Alvalade. Até o Kairat foi capaz de o fazer aqui e ali, e a qualidade individual deles é miserável. Depois, acho que há uma explicação lógica para aquilo que aparenta ser apenas "falta de eficácia". Sim, é verdade que especialmente o Suárez tem falhado lances com alta probabilidade de golo (ainda hoje tem dois iguais). Mas a própria equipa também coloca entraves a essa eficácia pela forma como entra na área adversária. Há demasiada gente no corredor central e num curto espaço de terreno. Tem sido frequente ver lances em que o passe ou a combinação não entram porque aglomeramos vários jogadores na mesma zona e o espaço torna-se muito congestionado, e depois o lance acaba numa insistência individual, na meia distância ou numa finalização com menor probabilidade de golo. Falta capacidade para fazer mexer o bloco adversário como um todo, noto muita diferença nesse aspecto. A equipa passa jogos praticamente completos sem procurar e atacar a profundidade (diferença radical do Suárez para o Gyokeres), e também tem dificuldades em abrir bem o campo na largura. Não há um grande aproveitamento dos "half spaces" porque os próprios laterais (os elementos de largura neste sistema) entram por aí, e isso também nos impede de termos mais golos "de encostar", que para mim são a derradeira oportunidade de golo clara e que ocorriam com frequência no passado. Isto também encaixa naquilo que são os problemas dos nossos médios. Num jogo como o de hoje, o Hjulmand tem muitas dificuldades em encontrar soluções dentro do bloco porque elas estão todas amontoadas. Por sua vez, o Kocho também não tem forma de chegar à frente sem estorvar o espaço onde normalmente anda o Pote, e isso tem sido uma constante. Vai dando para umas tabelas e pouco mais, mas depois há uma perda de bola, sai transição e o rapaz anda perdido em terra de ninguém. Com o Morita já é diferente, porque ele tem outro entendimento posicional e também permite ao Hjulmand soltar-se mais do duplo-pivot e fazer esse papel do outro lado, onde o Quenda já abre mais e o Trincão é mais aleatório posicionalmente. É o início e ainda faltam muitos meses e muitas oportunidades para evoluir. E também concordo que individualmente estas questões não farão grande fossa enquanto os adversários forem deste nível. Mas já há algumas coisas que eu mudaria ou, pelo menos, adaptaria para tornar a equipa mais capaz de dominar jogos e, sobretudo, concretizar o seu volume ofensivo contra adversários de um nível superior. 6 Compartilhar este post Link para o post
JPB Publicado 23 Setembro 2025 Boa discussão De um prisma resumido, para mim, estamos a jogar bastante bem embora tal como vocês, não ache a equipa completamente equilibrada mas sinto que é pela falta de um ou outro elemento (Diomande, talvez Maxi) e daria jeito um médio com mais rotação e intensidade, mesmo que o Morita e o Kocho sejam bons jogadores. O maior problema para mim é mesmo a bola parada. A incapacidade em criar lances (até posso procurar alguns stats sobre isso mais tarde) e já levamos 2 golos sofridos assim. Talvez o Rui Borges devesse procurar lances estudados ou saídas curtas com finalização exterior. Mas a jogar assim, diria que venceremos 90% dos jogos. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 23 Setembro 2025 O que me tem supreendido é mesmo o que disseram do que viria do Rui Borges. Equipas super compententes a defender e a ganhar por margens mínimas. Tem sido o contrário, dá gosto ver o Sporting a jogar no último terço porque temos na frente alguém que não sabe jogar só na profundidade. Arrisco-me a dizer que se o Arsenal cagasse no Gyokeres e fosse ao Suarez, ficavam muito melhor servidos. Defensivamente concordo com vocês, dá a sensação que uma rajada de vento mais forte abanará com a defesa Compartilhar este post Link para o post
Simeone Publicado 23 Setembro 2025 Esperava um Moreirense mais competente. Andavam a ter resultados muito positivos e o treinador tem boa fama, mas vieram a Alvalade fazer uma fraca figura. Props ao guarda-redes, que pelos vistos até é o suplente, mas fartou-se de defender. Foi pena os nossos atacantes, especialmente o Suárez, terem estado de pontaria pouco afinada. Podíamos ter dado uma bela goleada. Anyway, gostei bastante das nossas combinações no ataque, aquele trio ofensivo vai-nos dar uns golaços ao longo da época. Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 23 Setembro 2025 Citação de JPB, há 1 hora: Boa discussão De um prisma resumido, para mim, estamos a jogar bastante bem embora tal como vocês, não ache a equipa completamente equilibrada mas sinto que é pela falta de um ou outro elemento (Diomande, talvez Maxi) e daria jeito um médio com mais rotação e intensidade, mesmo que o Morita e o Kocho sejam bons jogadores. O maior problema para mim é mesmo a bola parada. A incapacidade em criar lances (até posso procurar alguns stats sobre isso mais tarde) e já levamos 2 golos sofridos assim. Talvez o Rui Borges devesse procurar lances estudados ou saídas curtas com finalização exterior. Mas a jogar assim, diria que venceremos 90% dos jogos. Para mim ainda é mais estranho as bolas paradas ofensivas pois o ano passado marcámos imenso com o Rui Borges desse modo. 1 Compartilhar este post Link para o post
migxstoper Publicado 23 Setembro 2025 O Diomande e o Gyo fazem muito falta nas bolas paradas, tanto a defender como a atacar. Compartilhar este post Link para o post
Modulor Publicado 23 Setembro 2025 Citação de migxstoper, há 16 minutos: O Diomande e o Gyo fazem muito falta nas bolas paradas, tanto a defender como a atacar. O Diomande sobretudo, porque "obriga" o Debast a ficar na área para tentarmos ter alguma altura e no ano passado só conseguimos ser perigosos quando era ele a bater os cantos/livres laterais. Compartilhar este post Link para o post
aFilipe8 Publicado 23 Setembro 2025 A questão defensiva para mim tem mais a ver com as características e forma dos jogadores, do que com o próprio sistema em si. Ainda ontem estava a olhar para o jogo e a pensar "o Diomandé recuperava esta bola na boa" mas isto em quase uma dezena de lances. Atrevo-me a dizer que o central mais forte no desarme a seguir ao Diomandé, é o Quaresma. O Debast é menos fortes no desarme e a nível físico, mas dá outras coisas. Não sei se estão recordados, mas o Rui Borges, quando impletou a sua ideia desde início os centrais titulares eram o Diomande e o St Juste, muitas vezes com o Quaresma a lateral, o que disfarçava imenso esta questão. Outro ponto, é a forma do Morten, que é um jogador chave para os equilíbrios. Particularmente, acho que não tem estado nada bem, nem ofensivamente, nem defensivamente, sinto-o cabisbaixo e sinto que ele também sabe que não está bem. Compartilhar este post Link para o post
Modulor Publicado 23 Setembro 2025 Citação de aFilipe8, há 2 minutos: A questão defensiva para mim tem mais a ver com as características e forma dos jogadores, do que com o próprio sistema em si. Ainda ontem estava a olhar para o jogo e a pensar "o Diomandé recuperava esta bola na boa" mas isto em quase uma dezena de lances. Atrevo-me a dizer que o central mais forte no desarme a seguir ao Diomandé, é o Quaresma. O Debast é menos fortes no desarme e a nível físico, mas dá outras coisas. Não sei se estão recordados, mas o Rui Borges, quando impletou a sua ideia desde início os centrais titulares eram o Diomande e o St Juste, muitas vezes com o Quaresma a lateral, o que disfarçava imenso esta questão. Outro ponto, é a forma do Morten, que é um jogador chave para os equilíbrios. Particularmente, acho que não tem estado nada bem, nem ofensivamente, nem defensivamente, sinto-o cabisbaixo e sinto que ele também sabe que não está bem. O Debast é fortissimo na construção e a encontrar linhas, mas defensivamente ainda não está sequer perto do nível do Inácio, quanto mais do Diomande. E ainda assim sinto que evoluiu alguma coisa, está mais agressivo na antecipação. E o Vagiannidis é um upgrade claro. E digo isto havendo ainda uma coordenação meio deficiente e pouco natural com o Quenda, porque quando os movimentos que ele faz a rasgar nas costas forem melhor coordenados (em timing e leitura dos colegas), teremos sempre ali um desequilíbrio importante. A defender, e para estes jogos, chega perfeitamente porque ele é rápido e parece agressivo a cair em cima do adversário. O pior talvez seja quando tivermos de passar mais tempo em organização defensiva (e com linhas um pouco mais baixas), mas isso ainda não foi propriamente situação que tivéssemos encontrado este ano, pelo menos não por tempo suficiente para ver se haverá problemas grandes ou pequenos. Ah, e boa entrada do Maxi e do Morita. É importante que recuperem rápido, dão logo outra estaleca ao nosso jogo. Compartilhar este post Link para o post
JPB Publicado 23 Setembro 2025 Citação de Modulor, há 8 minutos: O Debast é fortissimo na construção e a encontrar linhas, mas defensivamente ainda não está sequer perto do nível do Inácio, quanto mais do Diomande. E ainda assim sinto que evoluiu alguma coisa, está mais agressivo na antecipação. E o Vagiannidis é um upgrade claro. E digo isto havendo ainda uma coordenação meio deficiente e pouco natural com o Quenda, porque quando os movimentos que ele faz a rasgar nas costas forem melhor coordenados (em timing e leitura dos colegas), teremos sempre ali um desequilíbrio importante. A defender, e para estes jogos, chega perfeitamente porque ele é rápido e parece agressivo a cair em cima do adversário. O pior talvez seja quando tivermos de passar mais tempo em organização defensiva (e com linhas um pouco mais baixas), mas isso ainda não foi propriamente situação que tivéssemos encontrado este ano, pelo menos não por tempo suficiente para ver se haverá problemas grandes ou pequenos. Ah, e boa entrada do Maxi e do Morita. É importante que recuperem rápido, dão logo outra estaleca ao nosso jogo. O problema é que tudo isto é um trade-off. Ou seja: com Debast ficas mais forte em encontrar espaços para progredir e marcar golos, mas perdes nos duelos e no jogo aéreo. Com o Diomande, ficas mais forte nos duelos e no jogo aéreo, mas perdes alguma qualidade na saída no passe - embora não o ache fraco em progressão. Com o Inácio tens um equilibrio em todos os aspetos, mas sem ser excelente em algum momento. Não me surpreenderia do Rui Borges rodar um pouco cá atrás, dependendo dos adversários. Mas para mim parece-me claro que em jogos mais exigentes, pode fazer mais sentido ser Diomande e Debast. Eu gosto muito do Inácio mas não abdico do Debast, nesta fase. E até porque o Inácio, em jogos grandes, não tenho gostado nada. 1 Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado 23 Setembro 2025 Ontem a maioria do perigo criado pelos defesas foi pelo Inácio. É incrível o quão desvalorizado ele é por cá, só pode ser por já ser tão habitual o modo como ele conduz os ataques que o pessoal já nem valoriza. 1 6 Compartilhar este post Link para o post
aFilipe8 Publicado 23 Setembro 2025 Citação de JPB, há 3 minutos: O problema é que tudo isto é um trade-off. Ou seja: com Debast ficas mais forte em encontrar espaços para progredir e marcar golos, mas perdes nos duelos e no jogo aéreo. Com o Diomande, ficas mais forte nos duelos e no jogo aéreo, mas perdes alguma qualidade na saída no passe - embora não o ache fraco em progressão. Com o Inácio tens um equilibrio em todos os aspetos, mas sem ser excelente em algum momento. Não me surpreenderia do Rui Borges rodar um pouco cá atrás, dependendo dos adversários. Mas para mim parece-me claro que em jogos mais exigentes, pode fazer mais sentido ser Diomande e Debast. Eu gosto muito do Inácio mas não abdico do Debast, nesta fase. E até porque o Inácio, em jogos grandes, não tenho gostado nada. Concordo absolutamente. E a dupla que gostava de ver na verdade era o Diomandé e o Quaresma em jogos mais exigentes. Um muito forte fisicamente e em jogo aéreo, outro muito forte em antecipação e também muito rápido, acho que é a dupla que mais se complementa a nível defensivo. Compartilhar este post Link para o post
Modulor Publicado 23 Setembro 2025 Citação de JPB, há 8 minutos: O problema é que tudo isto é um trade-off. Ou seja: com Debast ficas mais forte em encontrar espaços para progredir e marcar golos, mas perdes nos duelos e no jogo aéreo. Com o Diomande, ficas mais forte nos duelos e no jogo aéreo, mas perdes alguma qualidade na saída no passe - embora não o ache fraco em progressão. Com o Inácio tens um equilibrio em todos os aspetos, mas sem ser excelente em algum momento. Não me surpreenderia do Rui Borges rodar um pouco cá atrás, dependendo dos adversários. Mas para mim parece-me claro que em jogos mais exigentes, pode fazer mais sentido ser Diomande e Debast. Eu gosto muito do Inácio mas não abdico do Debast, nesta fase. E até porque o Inácio, em jogos grandes, não tenho gostado nada. Não que discorde em absoluto do que dizes, mas o Diomande voltando ao seu nível habitual é ele + Inácio sem pestanejar. O Debast continuará a ter muito jogo, seja porque o ritmo vai aumentar e vai ser preciso rodar, seja por castigos/lesões, ou seja porque ele no banco será sempre das primeiras opções a entrar se for necessário mexer no jogo. O Debast é genial com bola mas só é melhor que o Diomande nesse aspeto, perde para tudo o resto. E o Inácio é o que dizem, não sei se já estamos tão mal habituados que já nem parece grande cena, mas ele é dos nossos jogadores mais importantes. A malta é que por algum motivo parece que só retém os jogos menos bons dele. O Debast também se farta de dar casas defensivamente e não parecem tão graves, por exemplo. Ele ontem comandou a defesa, mesmo em organização ofensiva e mesmo tendo o Zeno ao lado. A cena do Belga é que o gajo parece um Quarterback a meter bolinhas e isso enche mais o olho, claro (o que é normal, é craque). Mas reitero: em condições normais é Dio - Inácio all Day long. E, infelizmente porque também gosto muito dele, o Quaresma é o 4º da hierarquia porque é o menos bom. A boa noticia é que há tanto jogo ao longo da época que ser 4º central hoje não é bem o mesmo que há uns anos atrás. 1 Compartilhar este post Link para o post
AndreSCP7 Publicado 23 Setembro 2025 (editado) Citação de smashing_pumpkin, há 1 hora: Para mim ainda é mais estranho as bolas paradas ofensivas pois o ano passado marcámos imenso com o Rui Borges desse modo. Acho as bolas paradas ofensivas o menos estranho de tudo. É ver o 11 que jogou ontem, por exemplo. Temos um jogador acima da média nas bolas paradas ofensivas, que é o Inácio, e de resto anda tudo entre o mau e o... mau+? Especialmente em cantos, curiosamente o Hjulmand parece-me substancialmente melhor a atacar livres laterais, por exemplo. No jogo com o Kairat os cantos foram muito bem executados, por exemplo, mas nem assim marcámos por faltar ameaça na área. Citação de Poeira, há 10 horas: Vai parcialmente na linha do que também tenho achado, e estes primeiros jogos acessíveis são bons para se tirar o "raio-x" à ideia de jogo. Mas não estou tão optimista. Gosto da facilidade com que chegamos à fase de criação de oportunidades de golo e do volume que a equipa é capaz de gerar, mas a transição defensiva não me transmite segurança nenhuma. Dá ideia que a probabilidade de termos um jogo onde o adversário vai lá uma ou duas vezes e faz logo estragos é bem superior agora, comparativamente ao que acontecia no passado. Para além disso, e como já se viu na maioria dos jogos, é relativamente fácil saltar a nossa linha média e ter campo aberto para atacar os nossos centrais. O Porto explorou bem esse aspecto e nunca deixou de ser uma equipa ameaçadora precisamente porque foi tacticamente mais inteligente numa zona essencial para o controlo dos jogos. E nem digo isto por terem vencido em Alvalade. Até o Kairat foi capaz de o fazer aqui e ali, e a qualidade individual deles é miserável. Depois, acho que há uma explicação lógica para aquilo que aparenta ser apenas "falta de eficácia". Sim, é verdade que especialmente o Suárez tem falhado lances com alta probabilidade de golo (ainda hoje tem dois iguais). Mas a própria equipa também coloca entraves a essa eficácia pela forma como entra na área adversária. Há demasiada gente no corredor central e num curto espaço de terreno. Tem sido frequente ver lances em que o passe ou a combinação não entram porque aglomeramos vários jogadores na mesma zona e o espaço torna-se muito congestionado, e depois o lance acaba numa insistência individual, na meia distância ou numa finalização com menor probabilidade de golo. Falta capacidade para fazer mexer o bloco adversário como um todo, noto muita diferença nesse aspecto. A equipa passa jogos praticamente completos sem procurar e atacar a profundidade (diferença radical do Suárez para o Gyokeres), e também tem dificuldades em abrir bem o campo na largura. Não há um grande aproveitamento dos "half spaces" porque os próprios laterais (os elementos de largura neste sistema) entram por aí, e isso também nos impede de termos mais golos "de encostar", que para mim são a derradeira oportunidade de golo clara e que ocorriam com frequência no passado. Isto também encaixa naquilo que são os problemas dos nossos médios. Num jogo como o de hoje, o Hjulmand tem muitas dificuldades em encontrar soluções dentro do bloco porque elas estão todas amontoadas. Por sua vez, o Kocho também não tem forma de chegar à frente sem estorvar o espaço onde normalmente anda o Pote, e isso tem sido uma constante. Vai dando para umas tabelas e pouco mais, mas depois há uma perda de bola, sai transição e o rapaz anda perdido em terra de ninguém. Com o Morita já é diferente, porque ele tem outro entendimento posicional e também permite ao Hjulmand soltar-se mais do duplo-pivot e fazer esse papel do outro lado, onde o Quenda já abre mais e o Trincão é mais aleatório posicionalmente. É o início e ainda faltam muitos meses e muitas oportunidades para evoluir. E também concordo que individualmente estas questões não farão grande fossa enquanto os adversários forem deste nível. Mas já há algumas coisas que eu mudaria ou, pelo menos, adaptaria para tornar a equipa mais capaz de dominar jogos e, sobretudo, concretizar o seu volume ofensivo contra adversários de um nível superior. Quanto à questão da transição defensiva, largamente de acordo. Mesmo na pressão, sim, uma equipa com qualidade a circular vai conseguir quebrar a nossa pressão algumas vezes, e acho que um factor importante para isso é a linha defensiva. Os 4+2 da frente normalmente assumem comportamentos muito agressivos, com bastantes referências individuais e são, no geral, jogadores fortes a pressionar. Ter o Suarez como primeiro homem é logo uma ajuda grande, o rapaz é muito agressivo, corta as linhas de passe certas, tem bons timings e é, no geral, uma peste. Não é por acaso que já teve várias oportunidades precisamente vindas de recuperações altas que fez. Mas a linha defensiva, por vezes, é demasiado passiva. É uma área em que o RB tem adotado princípios que já estavamos a utilizar do ano passado imo, a equipa adota bem mais referências individuais na pressão do que outras equipas dele e através disso consegue matar mais ataques, mas não é tão constante como era ali no final do Amorim, e quando não o faz a linha prefer sempre recuar mais um pouco do que assumir comportamentos zonais mas mais agressivos. Não é preciso ir à loucura do Flick nesse momento - de que não sou fã, aliás - mas às vezes abusamos no sentido contrário. Na parte da falta de eficácia, não concordo tanto. Ou melhor, eu percebo o teu ponto, mas a) não acho que a largura total seja sempre necessária, embora em alguns momentos os nossos laterais possam atacar um bocadinho mais abertos e b) eu acho que o potencial de continuarmos a insistir e a iterar sob o ataque a este tipo de espaços é enorme. Acho que são zonas que requerem uma destreza técnica e de entendimento dos colegas superior, e a forma como exploramos esses espaços - há mais liberdade posicional ou até caos se quiseres caracterizar a coisa assim - requer mesmo uma ligação muito forte entre colegas, mas acho que ela se está a solidificar cada vez mais, temos jogadores com características para isso e quando a coisa pega criamos oportunidades de grande qualidade e muito limpas. Acho que faltam um pouco lances como o do 3º golo, que deve ser ao que te referes e que acontecia muito com o Amorim, mas aí sinceramente acho que ter o Mangas ali é sempre um problema, e o nosso pessoal da frente teve várias ocasiões para encontrar esse pessoal (Mangas ou Vagi) em rutura, o adversário não seguiu a rutura e eles mesmo assim não respeitaram o movimento. Que é um conceito que eu raramente gosto de referir, sequer - os jogadores não têm de passar porque a rutura existe, têm de a utilizar e depois decidir consoante a acção do adversário - mas acho que os próprios adversários muitas vezes percebem que o passe não vai entrar ali e por isso ignoram até movimentos de potencial alto. E discordo também quanto ao Suarez. Claro que em comparação com o Gyokeres não rompe tanto, mas acho a variabilidade de movimentos dele até à área é muito boa. A primeira oportunidade que tem ontem nasce justamente de uma rutura dele que o Debast descobre, e mesmo quanto à equipa em geral, no momento de organização ofensiva a variabilidade de movimentos da equipa parece-me boa. Há um contraste claro para o tempo do João Pereira, por exemplo, em que esse era mesmo capaz de ser o maior problema. A equipa tinha muitos jogadores por dentro e tentava combinar, mas quase ninguém ia no espaço e, por isso, a equipa era relativamente fácil de defender e criava pouco. Não acho que seja o caso aqui. O que me parece é que com o Amorim e com o Gyokeres a equipa tentava ao máximo criar situações de transição ou pseudo-transição (tens a bola mas atrais o adversário de forma a criares o espaço que se assemelha a uma), e aqui tentamos empurrar mais o adversário para trás e furar o bloco recuado deles. O ponto da alternância Kocho-Pote é bom. Também tenho notado alguma entropia, e acho que uma boa solução era o Pote por vezes ficar um pouco mais recuado. Acho que o Kocho tem coisas extremamente interessantes quando pode subir mais, mas de facto ele ou fica na construção a 3 - que é uma dinâmica engraçada e que tem servido para desequilibrar, o Moreirense teve imensas dificuldades na primeira parte com isso como o próprio treinador deles admitiu - ou, quando sobe, muitas vezes vai para o espaço do Pote e isso dificulta um pouco a reacção à perda e a recuperação depois. Mas acho que com o tempo eles próprios vão perceber isso. Estou curioso para ver como isto vai funcionar noutros jogos mais complicados. Como disse na altura, nem sequer achei o jogo com o FCP propriamente mau. Foi um clássico raro em Portugal no sentido em que foi, de facto, um bom jogo de futebol entre duas equipas de qualidade que tentaram jogar. Na última década acho que os dedos de uma mão sobram para contar os que encaixam nisso. Mas a derrota aceita-se perfeitamente, e isto tem de evoluir ainda mais para termos outro sucesso nesse tipo de jogos. Só que contra os outros... por exemplo, eu acho o Famalicão melhor equipa que o Vitória ao dia de hoje. E a verdade é que fomos lá e eles criaram muito pouco. Mesmo o Moreirense, estou convicto que vai ser melhor contra os outros 2, especialmente o Benfica. O Braga pode ser o ponto intermédio chato, pela qualidade individual superior que tem, mas também não jogam grande coisa e se não nos conseguirem tirar muito a bola vão passar mal também. E aí já correste 15/17 dos adversários que vais ter... Editado 23 Setembro 2025 por AndreSCP7 1 Compartilhar este post Link para o post
JPB Publicado 23 Setembro 2025 A minha sensação sobre o Sporting - Porto estará sempre naquele 3 para 1 Eu disse, para o meu avô, depois de falharmos aquilo, que não iamos vencer. E tenho a certeza que se marcassemos, pelo menos, não perderíamos. Compartilhar este post Link para o post
Hououin Kyouma Publicado 23 Setembro 2025 Citação de Poeira, há 19 horas: A equipa passa jogos praticamente completos sem procurar e atacar a profundidade (diferença radical do Suárez para o Gyokeres), e também tem dificuldades em abrir bem o campo na largura. Não há um grande aproveitamento dos "half spaces" porque os próprios laterais (os elementos de largura neste sistema) entram por aí, e isso também nos impede de termos mais golos "de encostar", que para mim são a derradeira oportunidade de golo clara e que ocorriam com frequência no passado. Até que ponto isto não acaba por ser um problema de perfil do plantel? Dos 4 titulares da frente, Quenda, Trincão e Pote são jogadores que gostam de receber a bola no pé e daí criar para outros ou para eles próprios. O Suárez é o oposto do que era o Gyökeres, um jogador com tendência a baixar para ligar jogo sempre que possível e que não parece que vá alguma vez ser um finalizador consistente. Quem mais temos que difira deste perfil e tenha qualidade para ser titular? No fundo, talvez fosse isso que o Borges procurasse no Geny, mas que nunca iria funcionar quando o rapaz é péssimo a decidir e definir no último terço. Talvez seja isso que ele procure agora no Alisson, mas ainda não deu para perceber o que ele realmente vale. Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado 23 Setembro 2025 Gostei de ler as análises, mas acho que o problema principal deste Sporting é mesmo a organização defensiva que tem zero segurança. Jogadores com pouco perfil para linha de 4, nenhum dos alas tem perfil para encaixar a 3, nenhum dos trincos tem perfil para encaixar a 3 também, e, quando o adversário está em organização ofensiva, acabamos sempre num jogo de xadrez em que os peões não estão em cadeia, muito espaço para atacar quer o buraco entre central e lateral, quer as costas do meio-campo defensivo, quer até as alas. A isto, soma-se alguma dificuldade na reação à perda quando os adversários têm a mínima qualidade técnica, porque, parece-me, o reposicionamento não é nada célere. A melhoria na pressão fez com que os jogos contra os ditos pequenos não tenham oferecido grandes dificuldades – ontem até foi a criação de oportunidades de qualidade o pior – mas não estou a ver a equipa estável para os jogos que vêm na Champions e contra adversários diretos (onde já se somam 2 derrotas em 2 jogos) e são esses jogos que separam o Sporting de ser uma equipa só competente de ser uma equipa de qualidade. Contra o Kairat houve pelo menos 4 lances em que a defesa estava desalinhada ou não preparada para responder à ameaça do adversário. Contra o Porto o número de perdas de bola na primeira fase de construção foi constrangedor, situação que se repetiu em menor escala contra os cazaques. Acho muito difícil haver sucesso neste sistema com este grupo de jogadores a nível defensivo. Mas espero que o jogo contra o Nápoles (uma equipa bem ao alcance do Sporting) me desminta. Citação de Hououin Kyouma, há 2 horas: Até que ponto isto não acaba por ser um problema de perfil do plantel? Dos 4 titulares da frente, Quenda, Trincão e Pote são jogadores que gostam de receber a bola no pé e daí criar para outros ou para eles próprios. O Suárez é o oposto do que era o Gyökeres, um jogador com tendência a baixar para ligar jogo sempre que possível e que não parece que vá alguma vez ser um finalizador consistente. Quem mais temos que difira deste perfil e tenha qualidade para ser titular? No fundo, talvez fosse isso que o Borges procurasse no Geny, mas que nunca iria funcionar quando o rapaz é péssimo a decidir e definir no último terço. Talvez seja isso que ele procure agora no Alisson, mas ainda não deu para perceber o que ele realmente vale. Isto também é verdade, falta claramente um jogador de perfil distinto em vez do Quenda, mas isso eles também perceberam, foram só demasiado incompetentes para o conseguir fechar num espaço de dois meses. Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 23 Setembro 2025 Citação de AndreSCP7, há 11 horas: Quanto à questão da transição defensiva, largamente de acordo. Mesmo na pressão, sim, uma equipa com qualidade a circular vai conseguir quebrar a nossa pressão algumas vezes, e acho que um factor importante para isso é a linha defensiva. Os 4+2 da frente normalmente assumem comportamentos muito agressivos, com bastantes referências individuais e são, no geral, jogadores fortes a pressionar. Ter o Suarez como primeiro homem é logo uma ajuda grande, o rapaz é muito agressivo, corta as linhas de passe certas, tem bons timings e é, no geral, uma peste. Não é por acaso que já teve várias oportunidades precisamente vindas de recuperações altas que fez. Mas a linha defensiva, por vezes, é demasiado passiva. É uma área em que o RB tem adotado princípios que já estavamos a utilizar do ano passado imo, a equipa adota bem mais referências individuais na pressão do que outras equipas dele e através disso consegue matar mais ataques, mas não é tão constante como era ali no final do Amorim, e quando não o faz a linha prefer sempre recuar mais um pouco do que assumir comportamentos zonais mas mais agressivos. Não é preciso ir à loucura do Flick nesse momento - de que não sou fã, aliás - mas às vezes abusamos no sentido contrário. Na parte da falta de eficácia, não concordo tanto. Ou melhor, eu percebo o teu ponto, mas a) não acho que a largura total seja sempre necessária, embora em alguns momentos os nossos laterais possam atacar um bocadinho mais abertos e b) eu acho que o potencial de continuarmos a insistir e a iterar sob o ataque a este tipo de espaços é enorme. Acho que são zonas que requerem uma destreza técnica e de entendimento dos colegas superior, e a forma como exploramos esses espaços - há mais liberdade posicional ou até caos se quiseres caracterizar a coisa assim - requer mesmo uma ligação muito forte entre colegas, mas acho que ela se está a solidificar cada vez mais, temos jogadores com características para isso e quando a coisa pega criamos oportunidades de grande qualidade e muito limpas. Acho que faltam um pouco lances como o do 3º golo, que deve ser ao que te referes e que acontecia muito com o Amorim, mas aí sinceramente acho que ter o Mangas ali é sempre um problema, e o nosso pessoal da frente teve várias ocasiões para encontrar esse pessoal (Mangas ou Vagi) em rutura, o adversário não seguiu a rutura e eles mesmo assim não respeitaram o movimento. Que é um conceito que eu raramente gosto de referir, sequer - os jogadores não têm de passar porque a rutura existe, têm de a utilizar e depois decidir consoante a acção do adversário - mas acho que os próprios adversários muitas vezes percebem que o passe não vai entrar ali e por isso ignoram até movimentos de potencial alto. E discordo também quanto ao Suarez. Claro que em comparação com o Gyokeres não rompe tanto, mas acho a variabilidade de movimentos dele até à área é muito boa. A primeira oportunidade que tem ontem nasce justamente de uma rutura dele que o Debast descobre, e mesmo quanto à equipa em geral, no momento de organização ofensiva a variabilidade de movimentos da equipa parece-me boa. Há um contraste claro para o tempo do João Pereira, por exemplo, em que esse era mesmo capaz de ser o maior problema. A equipa tinha muitos jogadores por dentro e tentava combinar, mas quase ninguém ia no espaço e, por isso, a equipa era relativamente fácil de defender e criava pouco. Não acho que seja o caso aqui. O que me parece é que com o Amorim e com o Gyokeres a equipa tentava ao máximo criar situações de transição ou pseudo-transição (tens a bola mas atrais o adversário de forma a criares o espaço que se assemelha a uma), e aqui tentamos empurrar mais o adversário para trás e furar o bloco recuado deles. O ponto da alternância Kocho-Pote é bom. Também tenho notado alguma entropia, e acho que uma boa solução era o Pote por vezes ficar um pouco mais recuado. Acho que o Kocho tem coisas extremamente interessantes quando pode subir mais, mas de facto ele ou fica na construção a 3 - que é uma dinâmica engraçada e que tem servido para desequilibrar, o Moreirense teve imensas dificuldades na primeira parte com isso como o próprio treinador deles admitiu - ou, quando sobe, muitas vezes vai para o espaço do Pote e isso dificulta um pouco a reacção à perda e a recuperação depois. Mas acho que com o tempo eles próprios vão perceber isso. Estou curioso para ver como isto vai funcionar noutros jogos mais complicados. Como disse na altura, nem sequer achei o jogo com o FCP propriamente mau. Foi um clássico raro em Portugal no sentido em que foi, de facto, um bom jogo de futebol entre duas equipas de qualidade que tentaram jogar. Na última década acho que os dedos de uma mão sobram para contar os que encaixam nisso. Mas a derrota aceita-se perfeitamente, e isto tem de evoluir ainda mais para termos outro sucesso nesse tipo de jogos. Só que contra os outros... por exemplo, eu acho o Famalicão melhor equipa que o Vitória ao dia de hoje. E a verdade é que fomos lá e eles criaram muito pouco. Mesmo o Moreirense, estou convicto que vai ser melhor contra os outros 2, especialmente o Benfica. O Braga pode ser o ponto intermédio chato, pela qualidade individual superior que tem, mas também não jogam grande coisa e se não nos conseguirem tirar muito a bola vão passar mal também. E aí já correste 15/17 dos adversários que vais ter... A passividade da linha defensiva, para já, pode ser explicada pela alteração de sistema. O Debast e o Inácio jogavam por fora na defesa a 3, e esses centrais eram menos chamados a antecipar e a largar a linha defensiva para sair no portador da bola. Esse papel cabia ao central do meio, que era o Diomande. E mesmo ele, muitas vezes, preferia ser mais conservador e esperar pela referência individual na sua zona. Quem fazia isso muito bem, por oposição, era o Coates. Estes hão-de lá chegar, com o avançar dos jogos. O que não pode acontecer é ficarem tão expostos, e isso já é colectivo. Eu não digo que a largura total seja obrigatória, mas acho que resolveria alguns obstáculos no ataque. E não precisa sequer de ser dada pelos laterais. Pode (e deve) ser algo dinâmico, e pode até ser um desenho mais assimétrico, com o ala a dar largura à esquerda e o extremo a dá-la pela direita. Pelas características do Maxi e do Quenda/Geny, continuaria a ser uma equipa voltada para criar e terminar pelo corredor central, sem perder a capacidade de variar e esticar mais o adversário em largura. A partir daí, pode-se até montar a base para um desenho mais equilibrado, mantendo o Kocho/Morita em cobertura sobre a esquerda e/ou o Vagiannidis (ou o Quaresma, que eu vejo muito como lateral-direito neste sistema) a fazer linha de 3 com os centrais ou os médios, dependendo do contexto do jogo. Agora, concordo que as ligações já existentes entre Trincão e Pote - que potenciam as outras - está a ser bem aproveitada, e tem de ser aproveitada. É apenas uma questão de gerir melhor o timing com que as coisas são feitas no último terço. Noto que a equipa quer muito entrar de forma apoiada pela área dentro, em vez de procurar chegar na área para finalizar. Esse era um aspecto em que éramos exímios no ano passado (sem perdermos capacidade de também desmontar blocos baixos). Nisso e na gestão do ritmo a que se joga, que é outro aspecto em que ainda pecamos. Mas aí admito que seja um efeito colateral da velocidade que queremos imprimir ao jogo, com bola. Quanto ao Suárez, se calhar fui injusto porque não me queria referir especificamente a ele, mas sim ao que parece ser a utilização dele. Ele oferece mais que o Gyokeres ao jogo quando serve de referência para envolver os colegas, mas depois também tem muita capacidade para simplesmente atacar a profundidade e oferecer essa variabilidade que referes. Porém, pode ser consequência do bold, com o qual concordo totalmente. Não é segredo que sou fã do Kocho e defendi muito a contratação dele. Talvez por isso, acho que para já a dinâmica colectiva o prende em demasia a terrenos recuados, quando ele é naturalmente um jogador associativo (e já se tem visto fogachos disso com o Pote) e tem uma capacidade de chegada à área muito forte. É raro o jogo em que não tem tido uma oportunidade para finalizar a 10/15 metros da baliza. O Hjulmand é mais cerebral e capaz de fazer a bola entrar no bloco adversário pelo passe, o que também o complementa bem. Estou esperançoso que o avançar dos jogos traga outro entrosamento entre os dois, porque tem sido o sector menos... entusiasmante, do meio-campo para a frente. Sobre o último parágrafo, pouco ou nada discordo. Deu-se uma boa resposta depois da derrota, que era o que se pedia. Foram exibições superiores às do jogo com o Porto. Mas vai ser preciso subir o nível para Nápoles e Marselha, pegando nos dois jogos mais exigentes do próximo mês. Citação de Hououin Kyouma, há 1 hora: Até que ponto isto não acaba por ser um problema de perfil do plantel? Dos 4 titulares da frente, Quenda, Trincão e Pote são jogadores que gostam de receber a bola no pé e daí criar para outros ou para eles próprios. O Suárez é o oposto do que era o Gyökeres, um jogador com tendência a baixar para ligar jogo sempre que possível e que não parece que vá alguma vez ser um finalizador consistente. Quem mais temos que difira deste perfil e tenha qualidade para ser titular? No fundo, talvez fosse isso que o Borges procurasse no Geny, mas que nunca iria funcionar quando o rapaz é péssimo a decidir e definir no último terço. Talvez seja isso que ele procure agora no Alisson, mas ainda não deu para perceber o que ele realmente vale. O Pote já fez imensos golos no Sporting com o ataque à profundidade, ou com movimentos de ruptura do género. O Suárez já demonstrou que, das poucas vezes que os faz, é mais do que competente. É intencional. Como o André disse, é para tentar furar o bloco pela zona central. Eu acho que o passo evolutivo natural é simplesmente deixar de sobrecarregar essa zona com todos os jogadores ofensivos, ou pelo menos entender-se que movimentos complementares só beneficiam a criação de espaço a quem ataca como nós atacamos. Para o Suárez vir em apoio, alguém tem de atacar o espaço que ele criou com essa movimentação. A equipa fazia isto muito bem com o Gyokeres. Citação de Wincing Hálldor, há 1 minuto: Gostei de ler as análises, mas acho que o problema principal deste Sporting é mesmo a organização defensiva que tem zero segurança. Jogadores com pouco perfil para linha de 4, nenhum dos alas tem perfil para encaixar a 3, nenhum dos trincos tem perfil para encaixar a 3 também, e, quando o adversário está em organização ofensiva, acabamos sempre num jogo de xadrez em que os peões não estão em cadeia, muito espaço para atacar quer o buraco entre central e lateral, quer as costas do meio-campo defensivo, quer até as alas. A isto, soma-se alguma dificuldade na reação à perda quando os adversários têm a mínima qualidade técnica, porque, parece-me, o reposicionamento não é nada célere. A melhoria na pressão fez com que os jogos contra os ditos pequenos não tenham oferecido grandes dificuldades – ontem até foi a criação de oportunidades de qualidade o pior – mas não estou a ver a equipa estável para os jogos que vêm na Champions e contra adversários diretos (onde já se somam 2 derrotas em 2 jogos) e são esses jogos que separam o Sporting de ser uma equipa só competente de ser uma equipa de qualidade. Contra o Kairat houve pelo menos 4 lances em que a defesa estava desalinhada ou não preparada para responder à ameaça do adversário. Contra o Porto o número de perdas de bola na primeira fase de construção foi constrangedor, situação que se repetiu em menor escala contra os cazaques. Acho muito difícil haver sucesso neste sistema com este grupo de jogadores a nível defensivo. Mas espero que o jogo contra o Nápoles (uma equipa bem ao alcance do Sporting) me desminta. Sim, o perfil de praticamente todo o sector defensivo não ajuda. É consequência de se ter jogado 4 anos e tal num sistema diferente, que potenciava outro conjunto de características. Mas mudar isso é trabalho de vários mercados, se é que a intenção é mesmo mudar a eito. 2 Compartilhar este post Link para o post