Descartes Publicado Fevereiro 15 Citação de SAS_Robben, há 3 minutos: É muito bonito dizer que a culpa não é da ferramenta, é de quem a utiliza mas acho que já temos milénios de sobra para mostrar que o ser humano em geral não é propriamente um ser muito capaz de usar as suas ferramentas de forma positiva e adequada. Discordo desta frase. Eu acho que o ser humano demonstra, isso sim, incapacidade para evitar que as suas ferramentas sejam usadas de forma negativa e desadequada. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado Fevereiro 15 (editado) Já usei IA em contexto profissional, não por vontade própria necessariamente, mas para demonstrar que, para o trabalho que faço, a aplicação da mesma, principalmente sem uma supervisão forte, é contraproducente, pelo menos para já. Usei o suficiente, em várias ferramentas, desde os mais genéricos chat gpt's da vida, àqueles mais focados à área da logística para perceber que tem dois grandes problemas: a informação vem de algum lado e, invariavelmente, como há muita patetice por aí na internet, alguma acaba por entrar no dataset que a IA usa para formular as respostas (e com muitas dificuldades em fazer um fact check prévio - o exemplo que o Rain Dog deixou aí em cima é o pão nosso de cada dia); e, mais importante, as respostas que dá demonstram uma falta de nuance brutal. Tive alguém conhecido meu que me disse algo sobre a IA que concordo em absoluto. Um engenheiro que olhe para uma resposta da IA sobre engenharia, percebe as vantagens e as limitações, porque ele próprio tem a capacidade e o conhecimento para perceber onde estão os erros e as ineficiências; um enólogo idem; um matemático igual, etc, etc. O problema é quando um enólogo olha para a resposta que a IA deu ao engenheiro e o engenheiro olha para a resposta dada ao enólogo, sem terem a capacidade de, pela sua formação e experiência, detetarem onde estão as falhas. O problema da IA, no cômputo geral, é o mesmo problema dos especialistas em tudo que vão dominando as redes sociais, mas com a desvantagem de ser ainda mais anónima e sabe-se lá com que data set na sua base: o utilizador com conhecimento de causa percebe onde está a patranha, o utilizador geral acredita naquilo que lhe aparece à frente. Depois temos casos como na pandemia onde todos eram especialistas, onde o desparazitante de cavalos era a solução milagrosa e onde o bem comum teve que lutar de unhas e dentes contra as teorias da conspiração, a desinformação e o individualismo crónico patrocinado por um algoritmo próximo de nós. (Disclaimer: A palavra desparasitante foi escrita de forma errada de propósito, de forma a garantir o cumprimento dos standards de qualidade anti-AI do Descartes) Editado Fevereiro 15 por Carson Wentz 6 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado Fevereiro 15 Citação de Ticampos, há 3 minutos: Isso pode ser tudo verdade. Hoje. O que não quer dizer que venha a ser verdade daqui a 5 ou 10 anos. Quanto à parte da negrito, concordo totalmente, mas acho que a definição de objetivo da civilização e funcionamento da sociedade vai mudar (distopia potencialmente). Determinismo. Isso pode ser tudo verdade. O que não implica que tenhamos todos que nos conformar e desistir. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado Fevereiro 15 Citação de Descartes, há 3 minutos: Discordo desta frase. Eu acho que o ser humano demonstra, isso sim, incapacidade para evitar que as suas ferramentas sejam usadas de forma negativa e desadequada. Tens razão. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado Fevereiro 15 (editado) E o maior perigo que vejo na AI nas próximas décadas é que vai ser uma ferramenta de perpetuação invencível de futuras ditaduras, se tivermos alguém profundamente tirânico que use no futuro uma AI de forma "eficaz" consegue controlar tudo, ainda para mais se for com robots fisicamente inteligentes. E obviamente não respeitando limites éticos necessários no desenvolvimento dessas ferramentas. Mas isso já são outros 500s que roçam a ficção cientifica. Acho é que a ficção científica nunca esteve tão perto da realidade. Editado Fevereiro 15 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Wincing Hálldor Publicado Fevereiro 15 Sou contra usar-se IA para fazer arte (qualquer que seja) e não sou fã de as pessoas usarem-na para escrever de raiz, porque o que é escrito por IA sai tudo igual. Também não sou fundamentalista de que não se deva usar para nada, porque há casos em que é mais eficiente e há casos em que, quando for aprimorada, dará para poupar algum tempo. 2 Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado Fevereiro 15 Citação de bmfpcdm, há 1 hora: Expor a espoja que é o cérebro de uma criança às regurgitações do chatgpt merece palmadas no rabo. E, ainda assim, a criança é filha do @Petar Musa, que acredito ser quem define a sua educação Compartilhar este post Link para o post
El Shafto Publicado Fevereiro 15 Citação de Carson Wentz, há 7 minutos: O problema da IA, no cômputo geral, é o mesmo problema dos especialistas em tudo que vão dominando as redes sociais, mas com a desvantagem de ser ainda mais anónima e sabe-se lá com que data set na sua base: o utilizador com conhecimento de causa percebe onde está a patranha, o utilizador geral acredita naquilo que lhe aparece à frente. Depois temos casos como na pandemia onde todos eram especialistas, onde o desparazitante de cavalos era a solução milagrosa e onde o bem comum teve que lutar de unhas e dentes contra as teorias da conspiração, a desinformação e o individualismo crónico patrocinado por um algoritmo próximo de nós. É o fenómeno do imediatismo. Quer-se saber tudo agora, para ontem, para se ter razão em tudo, vivendo a trezentos à hora porque o tempo é curto e eu quero saber o plot do senhor dos anéis, quero saber como funcionam as marés no oceano atlântico, como construir uma vivenda de dois andares e quero também uma pintura da mona lisa a fazer para meter na sala. Para ontem. 4 5 Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado Fevereiro 15 Citação de Duda34, há 1 minuto: E, ainda assim, a criança é filha do @Petar Musa, que acredito ser quem define a sua educação Por isso é que fui eu a dar-lhe palmadas, e não ela. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado Fevereiro 15 Citação de Wincing Hálldor, Agora: Sou contra usar-se IA para fazer arte (qualquer que seja) e não sou fã de as pessoas usarem-na para escrever de raiz, porque o que é escrito por IA sai tudo igual. A escrita criativa também é muitas vezes uma arte. Portanto também fica englobada naturalmente. 100% concordante. Mas para pesquisa e análise técnica e agilização de processos (e escrita não criativa) pode ser extremamente importante usar. Acho é que muita gente se foca mais no presente e naquilo que não é capaz de fazer e menos no seu potencial futuro (com as vantagens e desvantagens que o seu desenvolvimento inevitavelmente trará). Compartilhar este post Link para o post
bobzz Publicado Fevereiro 15 Citação de Ticampos, há 14 minutos: E o maior perigo que vejo na AI nas próximas décadas é que vai ser uma ferramenta de perpetuação invencível de futuras ditaduras, se tivermos alguém profundamente tirânico que use no futuro uma AI de forma "eficaz" consegue controlar tudo, ainda para mais se for com robots fisicamente inteligentes. E obviamente não respeitando limites éticos necessários no desenvolvimento dessas ferramentas. Mas isso já são outros 500s que roçam a ficção cientifica. Acho é que a ficção científica nunca esteve tão perto da realidade. Elon? Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado Fevereiro 15 Citação de Descartes, há 37 minutos: Fact Check Produzido por IA. Cem erros e com travessões. Tão refrescante ouvir a voz da experiência para colocar os pontos nos ii. O teu contributo para a discussão está a ser muito bom realmente.. Principalmente essas conclusões precipitadas. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado Fevereiro 15 Citação de Carson Wentz, há 18 minutos: Tive alguém conhecido meu que me disse algo sobre a IA que concordo em absoluto. Um engenheiro que olhe para uma resposta da IA sobre engenharia, percebe as vantagens e as limitações, porque ele próprio tem a capacidade e o conhecimento para perceber onde estão os erros e as ineficiências; um enólogo idem; um matemático igual, etc, etc. O problema é quando um enólogo olha para a resposta que a IA deu ao engenheiro e o engenheiro olha para a resposta dada ao enólogo, sem terem a capacidade de, pela sua formação e experiência, detetarem onde estão as falhas. O problema da IA, no cômputo geral, é o mesmo problema dos especialistas em tudo que vão dominando as redes sociais, mas com a desvantagem de ser ainda mais anónima e sabe-se lá com que data set na sua base: o utilizador com conhecimento de causa percebe onde está a patranha, o utilizador geral acredita naquilo que lhe aparece à frente. Depois temos casos como na pandemia onde todos eram especialistas, onde o desparazitante de cavalos era a solução milagrosa e onde o bem comum teve que lutar de unhas e dentes contra as teorias da conspiração, a desinformação e o individualismo crónico patrocinado por um algoritmo próximo de nós. (Disclaimer: A palavra desparasitante foi escrita de forma errada de propósito, de forma a garantir o cumprimento dos standards de qualidade anti-AI do Descartes) Yup, mas a AI é como se fosse um adolescente de 17 anos que está para entrar na faculdade que está ainda na fase de formação superior. É normal que um adolescente de 17 anos pré-universitário não saiba mais que um Licenciado. Mas nada impede esse adolescente de 17 anos em 10 anos não saiba mais que o nível de doutoramento. Vejo muito paralelismo nisso. Citação de bobzz, há 3 minutos: Elon? Por exemplo. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado Fevereiro 15 Outra consequência interessante (e nefasta) desta tentativa de colocar AI em tudo, é também confundir aquilo que é AI e aquilo que é automação, o que ajuda ainda mais o argumento de que a AI é inevitável e a AI está em tudo. Utilizar macros no excel não é AI, um sensor de estacionamento não é AI, um gps no carro não é AI. Mas se lhe adicionarmos uns bells and whistles que acabam por ser absolutamente redundantes e esse produto já pode ser vendido como, se não AI, AI-powered, que é a pior buzzword da década que quem vê dez minutos de anúncios numa qualquer estação de TV norte-americana apanha pelo menos um par de vezes. Citação de Ticampos, há 6 minutos: Yup, mas a AI é como se fosse um adolescente de 17 anos que está para entrar na faculdade que está ainda na fase de formação superior. É normal que um adolescente de 17 anos pré-universitário não saiba mais que um Licenciado. Mas nada impede esse adolescente de 17 anos em 10 anos não saiba mais que o nível de doutoramento. Vejo muito paralelismo nisso. Um adolescente de 17 anos que partilhe pornografia no twitter não vê o seu valor em bolsa subir 300% só porque se decidiu gastar mais uns GW por hora para lhe aumentar o poder. A humanização da AI, era só mesmo o que faltava, a cereja no topo do bolo. 6 Compartilhar este post Link para o post
Shai Publicado Fevereiro 15 O grande @IlidioMA ainda não passou aqui? Gostava de obter o seu parecer. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado Fevereiro 15 Citação de Carson Wentz, há 6 minutos: Um adolescente de 17 anos que partilhe pornografia no twitter não vê o seu valor em bolsa subir 300% só porque se decidiu gastar mais uns GW por hora para lhe aumentar o poder. A humanização da AI, era só mesmo o que faltava, a cereja no topo do bolo. Estou a falar em termos de conhecimento técnico e raciocínio, obviamente. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado Fevereiro 15 Citação de Shai, há 3 minutos: O grande @IlidioMA ainda não passou aqui? Gostava de obter o seu parecer. A ai produzir imagens de rabudas Não vejo mal nisso 3 Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado Fevereiro 15 Citação de SAS_Robben, há 39 minutos: Como disse, eu trabalho em Lean Management, melhoria e optimização de processos, logo quero que os meus processos sejam o mais eficientes possíveis. Faz me todo o sentido utilizar IA para ajudar na automação de tarefas que não requerem qualquer olhar crítico. Se eu tenho uma tarefa em que uma pessoa está só a copiar coisas de um repositório para outro, a preencher campos, a incluir simplesmente informações em sistema, sem necessidade de validação, está tudo ok. Seja uma macro ou IA a fazer não vejo problema. É tirar uma tarefa chata, monótona e sem valor acrescentado das mãos do operador. Eu próprio faço mapeamento de processos e após a análise dos mesmos fizer sentido usar automação passo para a equipa certa mas até esse momento uma coisa tão abstrata como mapear processos é altamente dependente do comportamento humano observado e ai a IA ainda está longe de entender as suas especificidades. Mas tb há outra questão: ser eficiente não é ser mais rápido e agil. É ter a capacidade de entregar ao teu cliente (que até podes ser tu) o melhor produto e resultado possível considerando o que existe há disposição. Ser eficiente poderá até levar a um incremento de trabalho e tempo. A IA poderá ser eficaz mas no que vejo ainda é muito pouco eficiente. Aliás, do o consumo de recursos necessários faz dela tremendamente ineficiente. O nosso cérebro é ainda tremendamente mais eficiente. Vou estar a pedir a uma IA que me escreva ou emails, me resuma um texto ou me faça um suporte para uma formação e apresentação? Para quê? Para eu depois estar a rever tudo para garantir que o tom usado é o que quero? Para garantir que palavras escolhidas passam a mensagem pretendida? Para ter a certeza que a narrativa que pretendo está bem montada? Para mim é retrabalho e por odiar retrabalho é que escolhi esta área. O retrabalho podera te dar um resultado eficaz mas é ineficiênte. Faço eu de raiz e provavelmente demoro menos tempo, sou até mais eficaz e o resultado é mais humano e quando grande parte do meu trabalho é interagir e convencer humanos isso é essencial. A nível da forma e do tom da comunicação então não vejo como a IA pode substituir o toque humano. Se estiver enganado, estou mas duvido. E mesmo assim, estar a pedir a uma máquina que defina a comunicação que eu vou ter com outro ser humano é mesmo distópico, não tenho outra palavra. Também há mesmo o problema do cérebro humano. Tal como a IA o nosso cérebro precisa de ser trabalhado, de ter capacidade generativa, de aprender, de imaginar , de criar para evoluir e criar capacidades. A utilização da IA como ao dia de hoje se perspetiva é de substituição. Uma das bases do ser humano é a sobrevivência e em situações de não perigo esta capacidade torna se excelente em desenvolver facilitismo. É muito bonito dizer que a culpa não é da ferramenta, é de quem a utiliza mas acho que já temos milénios de sobra para mostrar que o ser humano em geral não é propriamente um ser muito capaz de usar as suas ferramentas de forma positiva e adequada. mano pedi ao chatgpt para resumir o post O autor defende usar IA apenas em tarefas mecânicas (copiar dados, preencher campos). Em atividades humanas — comunicação, análise ou criação — considera que gera retrabalho, não eficiência, porque exige revisão e ajuste de tom. Para ele, eficiência não é rapidez, é melhor resultado. Acredita que depender da IA reduz capacidade cognitiva e criatividade, podendo levar ao facilitismo humano. 2 1 Compartilhar este post Link para o post
O autor defende usar IA apenas em tarefas mecânicas (copiar dados, preencher campos). Em atividades humanas — comunicação, análise ou criação — considera que gera retrabalho, não eficiência, porque exige revisão e ajuste de tom. Para ele, eficiência não é rapidez, é melhor resultado. Acredita que depender da IA reduz capacidade cognitiva e criatividade, podendo levar ao facilitismo humano.
SAS_Robben Publicado Fevereiro 15 Citação de Su1, há 2 minutos: mano pedi ao chatgpt para resumir o post O autor defende usar IA apenas em tarefas mecânicas (copiar dados, preencher campos). Em atividades humanas — comunicação, análise ou criação — considera que gera retrabalho, não eficiência, porque exige revisão e ajuste de tom. Para ele, eficiência não é rapidez, é melhor resultado. Acredita que depender da IA reduz capacidade cognitiva e criatividade, podendo levar ao facilitismo humano. Deu te uma resposta eficaz. Se é eficiente só saberás se leres tu o post 😎 3 Compartilhar este post Link para o post
O autor defende usar IA apenas em tarefas mecânicas (copiar dados, preencher campos). Em atividades humanas — comunicação, análise ou criação — considera que gera retrabalho, não eficiência, porque exige revisão e ajuste de tom. Para ele, eficiência não é rapidez, é melhor resultado. Acredita que depender da IA reduz capacidade cognitiva e criatividade, podendo levar ao facilitismo humano.
toze2 Publicado Fevereiro 15 Citação de SAS_Robben, há 1 hora: Como disse, eu trabalho em Lean Management, melhoria e optimização de processos, logo quero que os meus processos sejam o mais eficientes possíveis. Faz me todo o sentido utilizar IA para ajudar na automação de tarefas que não requerem qualquer olhar crítico. Se eu tenho uma tarefa em que uma pessoa está só a copiar coisas de um repositório para outro, a preencher campos, a incluir simplesmente informações em sistema, sem necessidade de validação, está tudo ok. Seja uma macro ou IA a fazer não vejo problema. É tirar uma tarefa chata, monótona e sem valor acrescentado das mãos do operador. Eu próprio faço mapeamento de processos e após a análise dos mesmos fizer sentido usar automação passo para a equipa certa mas até esse momento uma coisa tão abstrata como mapear processos é altamente dependente do comportamento humano observado e ai a IA ainda está longe de entender as suas especificidades. Mas tb há outra questão: ser eficiente não é ser mais rápido e agil. É ter a capacidade de entregar ao teu cliente (que até podes ser tu) o melhor produto e resultado possível considerando o que existe há disposição. Ser eficiente poderá até levar a um incremento de trabalho e tempo. A IA poderá ser eficaz mas no que vejo ainda é muito pouco eficiente. Aliás, do o consumo de recursos necessários faz dela tremendamente ineficiente. O nosso cérebro é ainda tremendamente mais eficiente. Vou estar a pedir a uma IA que me escreva ou emails, me resuma um texto ou me faça um suporte para uma formação e apresentação? Para quê? Para eu depois estar a rever tudo para garantir que o tom usado é o que quero? Para garantir que palavras escolhidas passam a mensagem pretendida? Para ter a certeza que a narrativa que pretendo está bem montada? Para mim é retrabalho e por odiar retrabalho é que escolhi esta área. O retrabalho podera te dar um resultado eficaz mas é ineficiênte. Faço eu de raiz e provavelmente demoro menos tempo, sou até mais eficaz e o resultado é mais humano e quando grande parte do meu trabalho é interagir e convencer humanos isso é essencial. A nível da forma e do tom da comunicação então não vejo como a IA pode substituir o toque humano. Se estiver enganado, estou mas duvido. E mesmo assim, estar a pedir a uma máquina que defina a comunicação que eu vou ter com outro ser humano é mesmo distópico, não tenho outra palavra. Também há mesmo o problema do cérebro humano. Tal como a IA o nosso cérebro precisa de ser trabalhado, de ter capacidade generativa, de aprender, de imaginar , de criar para evoluir e criar capacidades. A utilização da IA como ao dia de hoje se perspetiva é de substituição. Uma das bases do ser humano é a sobrevivência e em situações de não perigo esta capacidade torna se excelente em desenvolver facilitismo. É muito bonito dizer que a culpa não é da ferramenta, é de quem a utiliza mas acho que já temos milénios de sobra para mostrar que o ser humano em geral não é propriamente um ser muito capaz de usar as suas ferramentas de forma positiva e adequada. Mas isso és tu que estás a limitar o uso de IA a escrever emails e apresentações.. Até tu mesmo admites que é útil em vários contextos (já identificados por ti). Entendo e concordo não identificares mais situações do teu trabalho específico que te possa ser útil.. Mas novamente, estás completamente fechado em banda porque nem sabes qual é o meu trabalho e o teu viés vem à tona com paternalismo bacoco de que na verdade eficiencia não é assim tão verdade.. Como se eu não soubesse medir a qualidade e quantidade da entrega que tinha em 2022 e tenho agora (mesmo acrescentando o factor experiência). Repara, podes usar o LLM para te ajudar a fazer uma revisão de um PPT criado por ti, encontrar erros, informação incoerente etc. ou podes tentar que ele o crie por ti. O primeiro é eficaz e produz um melhor output. O segundo não. A ferramenta está lá, tu é que usas como queres.. Eu não critico que não a uses, acho redutor que à partida digas que é impossível usar da maneira correta e digas que evitas usar. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado Fevereiro 15 (editado) Citação de Ticampos, há 38 minutos: Estou a falar em termos de conhecimento técnico e raciocínio, obviamente. O problema é que, com este push que a AI está a ter, não podes desassociar uma parte do potencial da ferramenta sem ter em conta tudo o que a rodeia. A título de exemplo, penso que ninguém no seu perfeito juízo não reconheça que o automóvel e a sua massificação de uso e acessibilidade teve um sem número de efeitos positivos na evolução da sociedade. Mesmo assim, há um esforço enorme, agora já provavelmente tarde de mais, para tentar atenuar os seus pontos negativos, tanto os diretos (poluição e sinistralidade rodoviária à cabeça) quanto os indiretos (a desertificação do interior português, por exemplo, tem sempre um dos seus primeiros pontos de discussão à volta da mobilidade; a quantidade de guerras e disputas por causa do petróleo, etc) já para não falar de toda a legislação robusta que existe em torno dos automóveis, tanto do ponto de vista do fabricante, do utilizador, do papel do estado na inspeção de veículos, na regulação do tráfego e certificação de habilitações para conduzir... Podia fazer o mesmo raciocínio lógico com as armas de fogo e com efeitos facilmente visíveis na forma como culturalmente se olha para eles nos Estados Unidos em comparação com a Europa, por exemplo. E isto para o automóvel, que é algo que tem uma função muito específica: é um meio de transporte e para uma pequena franja da população, um símbolo de status ou um estilo de vida (desde o piloto de F1, ao influencer que faz vídeos de carro, ao hippie dos anos 60 que se casaria com a sua pão de forma se fosse legal). A IA quer ser tudo e mais alguma coisa, com um scope ilimitado um data set que ninguém sabe (nem quer que se saiba) muito bem de onde vem e com que peso e/ou filtro para certas fontes de informação, com consequências muito mais alargadas, tanto em termos de potencial estrago quanto em termos de abrangência dos efeitos e sem regulação legal e supervisão quase nenhuma. EDIT: Sobre esta questão do scope, o post do toze2 anterior a mim, é algo que elucida muito bem o quão pantanosa esta área da AI pode ser para quem não tem espírito crítico e/ou não tem as ferramentas adequadas para questionar o resultado que a AI lhe dá. Quando ele diz "podes usar o LLM para te ajudar a fazer uma revisão de um PPT criado por ti, encontrar erros, informação incoerente etc.", ele, no trabalho dele, certamente tem as ferramentas, a experiência e o conhecimento para ter percebido que a ferramenta LLM que ele usa é um net positive na qualidade/quantidade de trabalho que consegue desenvolver. Alguém sem essas capacidades, pode olhar para aquilo e dizer: para quê usar a AI quando o Power Point já tem um corretor automático/os risquinhos vermelhos que aparecem quando há uma gralha? Isso quer dizer que uso AI há trinta anos sem saber? Editado Fevereiro 15 por Carson Wentz Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado Fevereiro 15 Citação de Carson Wentz, há 39 minutos: Outra consequência interessante (e nefasta) desta tentativa de colocar AI em tudo, é também confundir aquilo que é AI e aquilo que é automação, o que ajuda ainda mais o argumento de que a AI é inevitável e a AI está em tudo. Utilizar macros no excel não é AI, um sensor de estacionamento não é AI, um gps no carro não é AI. Mas se lhe adicionarmos uns bells and whistles que acabam por ser absolutamente redundantes e esse produto já pode ser vendido como, se não AI, AI-powered, que é a pior buzzword da década que quem vê dez minutos de anúncios numa qualquer estação de TV norte-americana apanha pelo menos um par de vezes. Obviamente que isso é verdade. Agora é a buzzword e tudo é isto. Mas ao mesmo tempo, é inegável que isto te pode ajudar no teu trabalho e é uma ferramenta poderosa. Não quer dizer que tenha de estar no frigorífico. 1 Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado Fevereiro 15 Citação de toze2, há 19 minutos: Mas isso és tu que estás a limitar o uso de IA a escrever emails e apresentações.. Até tu mesmo admites que é útil em vários contextos (já identificados por ti). Entendo e concordo não identificares mais situações do teu trabalho específico que te possa ser útil.. Mas novamente, estás completamente fechado em banda porque nem sabes qual é o meu trabalho e o teu viés vem à tona com paternalismo bacoco de que na verdade eficiencia não é assim tão verdade.. Como se eu não soubesse medir a qualidade e quantidade da entrega que tinha em 2022 e tenho agora (mesmo acrescentando o factor experiência). Repara, podes usar o LLM para te ajudar a fazer uma revisão de um PPT criado por ti, encontrar erros, informação incoerente etc. ou podes tentar que ele o crie por ti. O primeiro é eficaz e produz um melhor output. O segundo não. A ferramenta está lá, tu é que usas como queres.. Eu não critico que não a uses, acho redutor que à partida digas que é impossível usar da maneira correta e digas que evitas usar. Não disse que era impossível usar de maneira correta, a medicina é, por exemplo, prova disso. Disse que acredito que a tendência humana geral é a usar incorretamente. E se fui paternalista não foi essa intenção. Estamos num fórum e estando a responder a um post teu, tb existe quem esteja só a ler a discussão e é também "público" e quero ser o mais claro possível na minha posição para todos. Não é que acrescente muito a discussão mas sobre o exemplo da revisão de conteúdos, para mime no meu ponto de vista, é retrabalho porque vou ter sempre que rever o que a "máquina" me deu. Não escondo que no que concerne a questões de criação criativa, artística e conteúdos para consumo humano sou radical. Não digo que também não prezes mas eu prezo muito a capacidade de raciocínio humano e nem é por mim. Não estou a ser falso humilde ao dizer isto mas considero me um tipo na média da capacidade de raciocínio e inteligência. Ainda por cima tenho uma capacidade de concentração perto do zero. E também por isso, por saber que tenho muito que evoluir que gosto de tentar exercitar o cérebro. Quando um colega me diz para usar o Chat Gpt ou Copilot para escrever ou desenhar algo, para mim é uma rejeição automática porque o meu trabalho pode sair uma merda mas ao menos o resultado foi meu e permite me crescer e aprender. Mas tb não fiques com a ideia de que recuso benefícios. Acredito é que os perigos são maiores. 1 2 Compartilhar este post Link para o post
toze2 Publicado Fevereiro 15 Citação de SAS_Robben, há 2 minutos: Não disse que era impossível usar de maneira correta, a medicina é, por exemplo, prova disso. Disse que acredito que a tendência humana geral é a usar incorreta. E se fui paternalista não foi essa intenção. Estamos num fórum e estando a responder a um post teu, tb existe quem esteja só a ler a discussão e é também "público" e quero ser o mais claro possível na minha posição para todos. Não é que acrescente muito a discussão mas sobre o exemplo da revisão de conteúdos, para mime no meu ponto de vista, é retrabalho porque vou ter sempre que rever o que a "máquina" me deu. Não escondo que no que concerne a questões de criação criativa, artística e conteúdos para consumo humano sou radical. Não digo que também não prezes mas eu prezo muito a capacidade de raciocínio humano e nem é por mim. Não estou a ser falso humilde ao dizer isto mas considero me um tipo na média da capacidade de raciocínio e inteligência. Ainda por cima tenho uma capacidade de concentração perto do zero. E também por isso, por saber que tenho muito que evoluir que gosto de tentar exercitar o cérebro. Quando um colega me diz para usar o Chat Gpt ou Copilot para escrever ou desenhar algo, para mim é uma rejeição automática porque o meu trabalho pode sair uma m*rda mas ao menos o resultado foi meu e permite me crescer e aprender. Mas tb não fiques com a ideia de que recuso benefícios. Acredito é que os perigos são maiores. Entendo melhor a tua perspectiva agora. Mas a mim ajuda-me muitas vezes ter discussões e trabalhar as minhas ideias. Tipo ter o bouncing board do House. Que muitas das vezes uso no trabalho com colegas de ir desenhar para o quadro, mas muitas vezes é-me extremamente útil para desafiar e maturar as minhas ideias. Ou seja a mim é algo que me ajuda a pensar e a melhorar o meu pensamento. Até porque é a minha parte favorita do meu trabalho, pensar em soluções e melhorias e como sinto que é algo que me ajuda e melhora esse processo, vou no sentido em contra do teu sentimento. Mas eu concordo com o ponto a bold, Mas como eu estou ciente deles neste ponto sou mais egoísta por não os identificar em mim. Compartilhar este post Link para o post
IlidioMA Publicado Fevereiro 15 (editado) Citação de Shai, há 1 hora: O grande @IlidioMA ainda não passou aqui? Gostava de obter o seu parecer. Fuck IA. E Fuck google que com a IA integrada na search ficou uma bosta. E quem está favorável à IA e que não seja um capitalista ultrarico, dono dos meios de produção, é burro sem se aperceber. Editado Fevereiro 15 por IlidioMA 5 2 Compartilhar este post Link para o post