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Lip McBoatface

Viagens (Actualizado a 02/09/2021)

Publicações recomendadas

Será que existem complicações se usar um saco desportivo como bagagem de mão na easyjet?

 

Deste género:

Já levei uma um pouco maior do que essa e passou sem problemas.

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Se calhar vou a Poznan no início de Agosto quem já esteve lá ou em outros sítios da Polónia pode dizer qual é a forma de ir mais barata.

Pela Ryanair o mais barato que arranjei foi 120€ só ida.

obviamente depende do mes que vais viajar, mas acredito que consegues arranjar por volta desse preco ida e volta.

Procura ligacoes Porto - Milao/Barcelona/Londres/Eindhoven/Paris para Varsovia

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obviamente depende do mes que vais viajar, mas acredito que consegues arranjar por volta desse preco ida e volta.

Procura ligacoes Porto - Milao/Barcelona/Londres/Eindhoven/Paris para Varsovia

Vai ser no ínicio de Agosto (1 ou 2)

 

A ligação mais barata que encontrei foi mesmo por Bruxelas salvo erro

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Maltinha preciso de umas ajudas se possível.

Vou a Londres em Setembro e queria já dar umas olhadas (e talvez reservar se aparecer algo de se aproveitar) ao alojamento. Alguém sabe de sitios que combinem boa relação Localização-Preço? Como bónus maravilha era só o ter pequenos almoços incluidos e era mel. Teria de ser quarto pa duas pessoas já agora.

 

Obrigado desde já! :compinchas:

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Destinos parecidos a estes o que aconselham? Maldivas, Seychelles, Polinésia...

Esses destinos só são parecidos se tivermos em conta que são arquipélagos e clichés turísticos. As Maldivas e as Seychelles estão no Índico e enquanto o primeiro é minúsculo e um estado islâmico tem muito mais história, o segundo basicamente é só uma desculpa para o turismo. Tanto a Polinésia Francesa como o Hawaii estão no Pacífico, embora um no hemisfério sul e outro no hemisfério norte. O Hawaii é muito maior e mais rico em termos de 'atracções naturais' que todos os outros destinos que referiste.

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Ora, tal como disse, vim há uns dias da Bélgica.

 

Não sabia muito bem o que ia encontrar. Fui sozinho outra vez, o destino estava barato na Ryanair, guardei uma cama num hostel que me pareceu relativamente próximo do centro e já está. Umas semanas depois aterrei em Zaventem.

 

Informei-me que existia um comboio que fazia o caminho em direcção ao centro da cidade. O aeroporto de Charleroi é ligeiramente mais afastado. Cobraram-me 8,5€ para fazer 10 minutos de viagem até ao centro, sendo a única viagem (ida e volta) que não é alvo de promoções para menores de 26. Um assalto descarado.

 

Acabei por descobrir que o hostel ainda ficava a uns bons 15' a pé, e na verdade, não gostei nada da cidade. Tudo ali é incrivelmente feio. A sensação que transparece é que nada ali está edificado para tornar a existência de ninguém mais aprazível ou para deleitar quem quer que seja. As ruas são todas iguais, há sacos de lixo em todas as esquinas, há graffitis por limpar a sujar tudo o que é rua e tudo parece profundamente cinzento. Existem quase tantas obras inacabadas no meio da rua quanto obras prontas.

 

Há três atracções mais ou menos conhecidas: o Grand Place, praça central da cidade e onde se edificam logo ali um par de edifícios vistosos e simbólicos; o Manneken-Pis, ou dito de outra forma, uma estátua de um puto a mijar com dois palmos de altura e que parece constituir um chamariz de tal ordem que na minha cabeça não faz sentido nenhum; e o Atomium, um edifício (?) gigantesco de metal cheia de esferas. Não fui até ao último por ficar mais longe do centro da cidade. Passei o primeiro dia e noite em Bruxelas, palmilhei o centro da cidade de lés-a-lés, e resolvi usar os dias que me sobravam para ir a outras cidades.

 

Bruxelas tem essa vantagem: o país é pequeno, portanto, em 1h e com 12€ (ida e volta) põem-se em destinos como Brugges, Antuérpia ou Gent. A minha ideia inicial era deslocar-me à Antuérpia e a Brugges, mas na primeira noite conheci um grupo perfeitamente aleatório de brasileiras com quem jantei e que me convidou a ir com elas a Brugges logo no dia a seguir. E eu fui.

 

Brugges é incrível. Parece retirado de um filme, uma cidade que parou no tempo, com as casas muito típicas da Bélgica e que se começam a aglomerar por debaixo de nós quando o avião começa a aterrar, edifícios de dois andares perfeitamente rústicos, com telhados meio escurecidos e todas muito juntas, cheia de parques bonitos e de pessoas a andar de bicicleta. Tudo isto se encontra praticamente colado à estação, portanto é sair e andar em frente, o resto está logo ali. Foi o melhor dia da viagem. Novamente: Brugges é incrível.

 

No dia seguinte não sabia se me devia deslocar à Antuérpia ou a Gent. A razão dizia-me Antuérpia: é a cidade com mais população da Bélgica e é a cidade mais conhecida da Flandres. Duas coisas mudaram isto à última da hora: 1) pessoas próximas a falar-me maravilhas de Gent; 2) uma velha adorável com quem tive uma conversa de uns bons 15' em Brugges, no centro da cidade, e que depois de me contar a história da cidade praticamente toda me aconselhou a ir a Gent.

 

Estava feito. No penúltimo dia fui a Gent e é diferente de Brugges, porque é maior, é mais 'cidade', tem mais movimento, e o que eu achava que eram muitas bicicletas, atingiu proporções absurdas em Gent. É incrível, nunca vi tantas bicicletas na vida e não estou sequer a exagerar se disser que são tantas como os carros, talvez até mais. A cidade tem um centro histórico muito bonito e imponente, embora seja um pouco mais afastado da estação de comboio. Podem apanhar o eléctrico ou ir a pé, que foi o que eu fiz. São uns bons 15' ou 20' para cada lado, a perguntar às pessoas na rua chegam lá facilmente.

 

Alimentei-me tal e qual da mesma forma como em Paris, mas encontrei dificuldade acrescida e achei que a comida no exterior era ainda mais cara. Levem dinheiro ou pesquisem bem, eu passei a vida a comer kebabs e sandes ranhosas na casa dos 6 e 7€ em restaurantes étnicos em que pagava e comia na rua. Os preços nos supermercados não me pareceram muito díspares - as coisas são mais caras, mas a disparidade não é absurda. Novamente, muni-me de bolachas e coisas do género para ir trincando nos intervalos entre as refeições.

 

Não me senti propriamente seguro à noite em Bruxelas. As ruas são pouco convidativas, o frio afasta as pessoas do exterior, e passei um par de vezes sozinho em algumas zonas que me pareceram pouco seguras. As pessoas nas ruas e nos estabelecimentos pareceram-me com pouca vontade de ajudar e de ser amistosas, e nisto Brugges e Gent quase parecem de outro país.

 

Não andei no metro porque dentro de Bruxelas desloquei-me sempre (e exaustivamente) a pé. Nunca andei tanto na vida, na verdade. Conseguem chegar facilmente às coisas com alguma paciência, com um mapa no bolso e se souberem pedir indicações às pessoas certas.

 

Ah, e o frio. À noite chega a um ponto em que é quase impossível, é um desconforto e um frio que não tem sequer paralelo com o nosso. Ou arranjam um sítio fechado perto de onde vão dormir ou esqueçam.

 

E pronto, foi bonito. Bruxelas não é encantador, mas tem acessos fáceis a outros locais. Dali podem partir facilmente para vários pontos da Europa, de autocarro inclusive. E foi isto.

Editado por Chandler

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Esses destinos só são parecidos se tivermos em conta que são arquipélagos e clichés turísticos. As Maldivas e as Seychelles estão no Índico e enquanto o primeiro é minúsculo e um estado islâmico tem muito mais história, o segundo basicamente é só uma desculpa para o turismo. Tanto a Polinésia Francesa como o Hawaii estão no Pacífico, embora um no hemisfério sul e outro no hemisfério norte. O Hawaii é muito maior e mais rico em termos de 'atracções naturais' que todos os outros destinos que referiste.

Danke ;)

Qualquer um deles é atrativo e pouco atrativo (€), o Hawaii tem as tais atrações turisticas adicionais. As Maldivas e Seychelles são apenas para descanso e sossego.

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tens de ter so em atenção ás dimensões desse saco em relação ás dimensões máximas da easyJet

 

Eu sei, mas parece-me que está dentro dos valores.

 

 

Já levei uma um pouco maior do que essa e passou sem problemas.

 

Obrigado.

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Talvez tenha a possibilidade de ir a Itália novamente mas deram-me também a escolher a Finlândia, como é aquilo por lá assim na altura do Verão? Tem muitas coisas para ver? Gastronomia, etc..

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Talvez tenha a possibilidade de ir a Itália novamente mas deram-me também a escolher a Finlândia, como é aquilo por lá assim na altura do Verão? Tem muitas coisas para ver? Gastronomia, etc..

 

Estive na Finlandia de fim de Agosto a Dezembro e na altura de Agosto o que era bom era as horas de sol.

 

Só estive em Helsinquia nessa altura e não penso que tenha muito para ver nem uma gastronomia espetacular, mas é diferente, como a tarte Karjalan.

Imagem da Tarte Karjalan

 

Dependendo de onde vais estar, podes sempre passear até Tallinn ou Suécia. E se gostares de campo, existem vários passeios que podes fazer.

Editado por maxax

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Estive na Finlandia de fim de Agosto a Dezembro e na altura de Agosto o que era bom era as horas de sol.

 

Só estive em Helsinquia nessa altura e não penso que tenha muito para ver nem uma gastronomia espetacular, mas é diferente, como a tarte Karjalan.

Imagem da Tarte Karjalan

 

Dependendo de onde vais estar, podes sempre passear até Tallinn ou Suécia. E se gostares de campo, existem vários passeios que podes fazer.

 

 

Ainda não sei ao certo a zona em que vou ficar.. E a mulher finlandesa é bonita ou nem por isso? :-

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Do que se lê por aí, dá-me a ideia que Helsinkia é uma das piores capitais europeias.

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Ainda não sei ao certo a zona em que vou ficar.. E a mulher finlandesa é bonita ou nem por isso? :-

Se gostares de seres humanos anti-sociais sim.

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E a mulher finlandesa é bonita ou nem por isso? :-

 

A mulher da Estónia é bastante bonita.

 

A Finlandesa depende das origens. Existem umas com origens Suecas e outras Russas, bonitas mas não esperes que sejam Nórdicas

 

Sobre as Finlandesas, é ver e avaliar. Depende da comparação que queiras fazer.

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Bem, depois de tanto melgar com perguntas, não poderia deixar de cá vir falar da minha experiência de Budapeste - Bratislava - Viena. Pelo meio, duas noites no aeroporto de Londres, em Stansted. Uma mal dormida, a primeira, em que tive de ficar no chão a rapar frio e mesmo desconfortável. E a segunda, onde estava tão cansado que, mesmo dormindo no mesmo sítio, o chão de Stansted parecia o Sheraton. Essa parte foi engraçada, foi uma experiência nova, sinceramente, não a alterava. Depois começou a verdadeira viagem.

 

Budapeste:

Budapeste. Fui para lá com as expectativas em alta, tanto por me ter tentado informar ao mais pequeno pormenor de tudo e mais alguma coisa, como pelos comentários que aqui li que me "abriram" o apetite. Fiquei no apartamento na Kerstesz Utca que é uma rua bastante central no lado de Peste, o lado "jovem", plano e mais vivo da cidade. Aluguei o quarto no Airbnb e devo dizer que para primeira experiência, fiquei fã. O gajo que me alugou foi esquiar para a Áustria e deixou a casa totalmente vazia para mim e para a minha namorada. Apesar de pequena e um prédio tipicamente Húngaro, curti muito. O gajo era impecável e tirou-me todas as, muitas, dúvidas que tinha. Quanto à cidade em si, espantosa. Começou tudo pela luz natural que tem, há uma diferente em cada cidade e a de Budapeste é das mais bonitas que já vi na vida. Depois adorei o ambiente, apesar das pessoas não serem simpáticas nem sequer muito prestáveis, sentia-me bem, quase que em casa. O facto de terem Forints foi bom para mim, que gosto sempre de moedas novas e de fazer as suas conversões mentalmente, além de ser brutalmente mais barato do que se fosse em €.

 

Quanto a atracções, vi tudo e mais tudo. Tive 5 dias e só andei de transportes públicos para ir e vir do aeroporto. Parecem saídos de 1940, btw. Fiz tudo a pé e vi tudo a pé. Comecei por ver a Sinagoga, que estava ao pé de minha casa, a Basílica e o Parlamento ao longe. Não vi ao perto porque estava lá o Putin e eles fecharam tudo e mais alguma coisa. De resto, ainda no dia em que cheguei, fui à Heroes Square à noite e foi lindo, também. No segundo dia fiz uma coisa que aconselho a todos os que forem a Budapeste; uma Free Walking Tour. O guia era expressivo, cativante e engraçado. Deu-me a conhecer imensos traços da cidade, curiosidades e vi o lado de Buda sem ter de voltar lá outra vez. Nesse dia, em Buda, vi o Buda Royal Palace, que foi a maior desilusão da minha viagem, o Fisherman's Bastion, que tem uma vista lindíssima, a St.Matias Church, que é brutal e a Citadella que tem uma vista fantástica também. Nos restantes dias, já com pouca coisa para ver, andei pela Andrassy; vi a Ópera; fui à casa de Terror - uma das melhores experiências da minha vida, fui ao Central Market Hall, que é muito bonito, tem imensas bancas com queijos e bolos e souvenirs e restaurantes na parte de cima; fui ao Castelo de Vajdahunyad, que dá 10 a 0 ao Buda Castle; andei nas margens do Danúbio e vi tudo o que a baixa tem para oferecer. Só me faltou ir às termas. Não fui porque não estava muito para aí virado, mas lá irei quando voltar. Sim, porque voltarei de certeza. Vão ao estádio do Ferencváros, é muito bonito à noite.

 

Falta-me só falar da noite. Budapeste pareceu-me uma cidade que nunca dorme, sempre agitada à noite, com milhares e milhares de pubs com cerveja barata (apanhei um que tinha, na happy hour, tinha 1L de cerveja a, já convertendo, 1,5€!!!), malta jovem, alguns sítios com música acessível e, o melhor em termos de vida nocturna da cidade, os Ruined Pubs. Fui ao Szimpla e amei. O conceito é genial, o ambiente é muito bom e o facto de ser gigante evita que, se quiser apenas beber um copo, tenha de estar a ouvir Cascada, o que é um ponto muito positivo. Também fui a um Courtyard de pubs que era muito movimentado e tinha alguns bem baratos.

 

Quanto a alimentação, souvenirs, aspectos a ter em conta e etc. O que reparei é que Budapeste é uma cidade bastante barata, até aqui já todos tínhamos chegado. No entanto, se não se souber onde jantar/almoçar/petiscar, o preço não vai diferir assim tanto do de Lisboa. Adorei o mercado e uma mini feira que encontrei ao pé da Heroes Square, onde havia a pista de patinagem no gelo. Muito fixe e deu para provar e apreciar os pratos típicos, com o Goulash à cabeça. Quanto a restaurantes, fui a um recomendado pelo gajo do apartamento, Frici Papa. 3,5€ por pessoa e eu comi uma sopa, prato principal, bebida e ainda fui a uma sobremesa. Super barato. A pizza foi o que achei mais barato de tudo. O que não faltava eram spots com fatias pizza a 0.50€ ou menos. Também fui a umas quantas pastelarias conceituadas de Budapeste. Os bolos não foram muito baratos, mas valeram pela vida. De resto, os souvenirs para a famelga nem são caros, mas não os comprem na rua, comprem no Central Market Hall.

 

Por fim, as últimas considerações. Não achei Budapeste uma cidade perigosa, nunca andei de transportes, as pessoas não são simpáticas e não falam inglês, Peste é facílimo de se conseguir andar, Buda nem por isso, há locais nos quais não vale a pena entrar, o Spar é barato e o CBA também, não vão a nenhum centro comercial, não vale a pena, as húngaras podiam ser mais giras e confiram sempre o troco e as conversões.

 

Posto isto, se conseguirem, vão a Budapeste. Por favor. A cidade vale por tudo, está carregada de história, de marcas de tudo o que passou, as tours vale muito a pena para se conhecer a cidade. Não percam mesmo a Casa do Terror e andem, andem muito a pé.

 

Bratislava:

Em Bratislava eu levei uma certa vantagem em relação à maior parte dos turistas, tinha lá um amigo a fazer Erasmus, que me mostrou a cidade toda numa tarde. Não que as restantes pessoas não conheçam a cidade numa tarde, mas eu fui a pontos que não iria se não fosse ele. A cidade é pequena, tem uma luz engraçada também, é estranha de se andar, no entanto, vale a pena. Não que tenha muito para ver, mas o que tem até é engraçado e adorei a alimentação. Foi o único sítio onde jantei e almocei todos os dias de faca e garfo. Mas já lá vamos. Fiquei num Hostel razoável, chamado Patio Hostel, que é bastante central, sendo essa a grande vantagem. Conheci pessoas de imensos países incluindo um gajo da Síria e uma gaja da Letónia. Foi óptimo estabelecer contactos e sobretudo ter "casa" em qualquer destes sítios, se bem que não está nos meus planos ir ao primeiro :mrgreen: . A cidade é relativamente barata em termos de alimentação e álcool, tudo o resto é caro ou igual a Lisboa. Desengane-se quem, como eu, achava que iria encontrar um sítio muito distinto em termos monetários.

 

Falando de atracções, posso dizer que vi tudo e mais alguma coisa, literalmente. Além do castelo, da Ópera, da baixa, da white house, de umas quantas igrejas e da, tão afamada, igreja azul, não há mais nada para ver no centro. Eu fui a mais dois sítios. Fui ao Slavin, onde subi por um dos sítios mais bonitos que já vi na vida, sobretudo quando está repleto de gelo e ao Devin's Castle, que é ainda um bom bocado fora da cidade mas que vale a pena lá ir, é brutal e assustador. Em Bratislava, usei os transportes, porque um bilhete de estudante custa 0,30€ e é válido por 1h. Assim vale a pena. A cidade não tem metro, mas o Tram e o autocarro servem e sobram, além de estarem sempre a horas, ainda são relativamente confortáveis e chegam a todo o lado. Como em Budapeste, fiz a FreeTour. Porém, esta FreeTour foi uma m*rda. Já sabia mais de metade das coisas que ela disse porque o meu amigo me tinha explicado, tanto as partes do Napoleão, como as histórias do ex-império, como a parte da coroação e a do turismo ter sido afectado em 70% por culpa do filme "Hostel". Contudo, se não tiverem o azar de apanhar a guia amorfa, com voz irritante e pouco interessada que apanhei, arrisquem e façam, sempre conhecem mais um bocado de história. De resto, dizer que a igreja azul é muito engraçada mas que se fosse branca ninguém lá iria; que o Castelo é bonito mas não vale a pena lá entrar, mas a vista compensa a subida, tal como em Buda; as igrejas são bonitas e não percam o Slavin e o Devin Castle. Vale a pena.

 

A noite de Bratislava, foi, para mim, o melhor da cidade. É uma noite super alternativa e diferente do que eu estou habituado. O álcool é super barato e a Borovicka é saborosa, trouxe uma garrafa! Aproveitei também porque esse meu amigo trouxe pessoal do dormitório dele, sempre deu para conhecer outras culturas e falar de tudo e mais alguma coisa. Ah e aprendam esta frase, ser-vos-á útil : Dal by som si pivo, prosim? :mrgreen: . Fiquei bêbedo e todo o eslovaco parecia simples para mim. Para mim foi mesmo o melhor, fomos a um pub ao lado do Hostel no qual se estava muito bem e estava aberto todos os dias. O que é raro para aqueles lados.

 

Alimentação, souvenirs e outros aspectos. A alimentação foi das coisas que mais prazer me deu, ou não fosse eu um bom garfo. Como já disse, comi todos os dias de faca e garfo e em restaurantes supostamente "fancy" mas que não dava mais de 6€ por pessoa com tudo e mais alguma coisa incluída. Comi uma sopa de alho com queijo derretido, que vinha servida num pão gigante, comi panados de queijo e mais uns quantos pratos eslovacos que eram muito melhores do que pensava, tudo isto sem gastar quase nada. As pizzas, tal como em Budapeste, são óptimas. Os supermercados são quase o mesmo preço do que os de Lisboa, apenas com algumas diferenças residuais. O milka é barato!! Os souvenirs para a famelga são ESTUPIDAMENTE caros. Nem vale a pena tentar.

 

Por fim, últimas considerações. Não esperem, mais uma vez, ser muito bem recebidos, os eslovacos são mais frios que os húngaros; aproveitem para explorar mais do que a cidade; saiam à noite; subam ao castelo; vão ao Slavin; não se fiquem só por Bratislava, se conseguirem, explorem a Eslováquia, pelo que vi e me disseram, é linda.

 

Vão a Bratislava, aproveitem a cidade e a noite, mas não como único destino. 1/2 dias é mais do que suficiente. O que devem fazer é aproveitar e ir, obviamente, a Viena. São 14€ ida e volta e a viagem é de 55 minutos. São as capitas do mundo que estão mais perto uma da outra, pelo que percebi.

 

Viena:

 

Last, but not, least, Viena. Era para passar mais tempo em Viena, mas, em virtude de querer estar mais desafogado em termos monetários, só consegui passar dois dias em Viena, que, apesar de toda a gente dizer o contrário, dá para visitar tudo o que a cidade tem. Fiquei num apartamento, reservado também através do airbnb, em Taborstrasse, que é mesmo perto do centro da cidade. A casa era de estudantes italianos, alemães e austríacos que se tinham acabado de mudar. Além de serem todos uns queimados, a casa estava toda desmontada e dormimos num quarto de uma gaja qualquer que bazou mal nós chegámos. Eles eram todos impecáveis e estavam a estudar Ciência Política, falámos de tudo, desde política a futebol. Até beer-pong joguei. Estava lá uma gaja de Munique que era mesmo linda. Viena é fácil de andar, os transportes públicos, sobretudo o metro, valem bem a pena de tão simples e bem estruturados que estão. Nesta bela cidade austríaca, tudo é estupidamente caro e não há cá FreeTours para ninguém. Os transportes públicos, apesar de bons, são muito caros. O bilhete de metro custa 2,2€. Vale a pena comprarem os passes, quer diários, quer semanais. Pelo diário paguei 7.5€ e valeu cada euro. Deu para ir a Schonbrunn, ao estádio, ao Prater, para a estação, todo o lado que é difícil de ir a pé.

 

Relativamente às atracções,Viena é mesmo, como já disseram, um museu ao ar livre. A cidade é linda, a luz é brutal e o cheiro, as cores e a vista é impressionante. Foi aqui que gastei mais dinheiro a visitar as cenas, mas compensou quando no final do dia me senti realizado. Comecei por ir ao Palácio de Schonbrunn e de o ver por dentro e por fora, é escusado dizer que é majestoso e único. Está muito bem conservado e vale sempre a pena ouvir históiras da Sisi e do Franz Joseph. Depois, sem mapa nem nada, fomos à "conquista" do restos das atracções principais que queríamos ver, como pensávamos que eram todas longe, estávamos a desesperar. Mas não. É tudo perto. Fomos à Stephen Platz, vimos a Catedral por fora e partimos em busca do Rathaus. Enquanto procurávamos o monumento mais bonito que já vi na vida, demos com o Hofburg Palace. Claro que o vistámos e achámos, embora não tão majestoso como Schonbrunn, lindo. Vimos o Sisi museum, que apesar de ser caro, vale a pena. Fui arrastado pela minha namorada, mas não me arrependo muito. Em seguida, vimos o Rathaus. Fenomenal, imperial, majestoso, inebriante, tudo o que possam dizer. Fiquei 30 minutos sentado a contemplá-lo. Vale todas as penas do mundo. Depois de já termos visto o que nos tínhamos comprometido, fomos em busca do "secundário". Fomos ao Museum Quartier, mas só vimos por fora. Fomos ao Belvedere, que é igualmente fantástico e que compensa toda a subida. Vimos a Maria Theresa Square, a baixa, o estádio (porque eu pedi), o Prater - que apesar de ser noite e estar fechado, até foi engraçado de ver por fora, a Ópera e basicamente tudo e mais alguma coisa que tínhamos para ver. Faltou a Seegrotte, fica para a próxima. As fotos foram mais do que muitas, basicamente a cada esquina havia qualquer coisa diferente e bonita para captar. Parecia um chinês. Que vi imenso em todos os sítios, btw.

 

A noite de Viena não teve muito encanto. A cidade estava morta a partir das 21h. Não havia ninguém na rua e estava tudo demasiado parado. Fui a um pub beber uma cerveja e foi isso. O resto passei em casa a falar com o pessoal que lá estava, foi preferível. De qualquer maneira, referir que é estupidamente caro, não conseguem beber nenhuma cerveja por menos de 2,5€. Eu não consegui.

 

Souvenirs, alimentação e aspectos em ter em conta. Para mim foi o pior de Viena. Não consegui sentar-me em lado nenhum a comer, só comi street food, Schintzel do Donner Kebab e etc :lol: . Os souvenirs nem vale a pena falar, são caríssimos e são os mesmos em todo os sítios onde possam ir. Os aspectos a ter em conta, prendem com o chocolate. Aproveitem Viena como uma desculpa para ingerirem todo o chocolate que a vossa barriga suportar, vale a pena e é "um marco". Comprei bolachas da Wanner, são deliciosas e, em comparação com o resto, não são caras. O supermercado é mais caro que o de Lisboa, mas nada de extraordinário. Jantar fora, sair e fazer compras, só mesmo para alguém de bolso cheio. Os austríacos até são acessíveis e prestáveis, além disso, falam bem inglês!

 

Últimas considerações: comprem os passes diários, conseguem ver tudo em 2 dias, entrem nos palácios, visitem mais do que o têm referenciado, desfrutem o Rathaus durante muito tempo, tentem provar pratos típicos nas bancas de rua, não comam fora e não vão para hotéis ou hostel, aproveitem o Airbnb.

 

Vão a Viena porque é uma cidade sem igual, com uma magia única e um je ne sais quoi sem igual. Sairão de vista lavada e com a memória enriquecida. Compensou a noite mal dormida, as refeições horríveis e a garrafa de água a 1,80€ que paguei. Aproveitem.

 

E foi esta a minha viagem. Fiquei arrependido de não ter prolongado a viagem e ter visitado Praga e/ou Istambul, mas foi o que deu. Para o ano, se tudo correr bem, haverá mais.

 

Nos próximos dias porei uma ou duas fotos de Budapeste, Bratislava e Viena.

 

Btw, comprei uma camisola do Ferencváros e do Rapid :mrgreen:

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Alguém sabe de um sítio fixe para passar as férias da páscoa com o pessoal ?

Queríamos um sítio assim baratinho para passar cerca de 5 dias, que tivesse um bom ambiente noturno, e que não fosse muito longe porque provavelmente vamos de carro.

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Olá malta, preciso de uma pequenina ajuda

 

Nunca fiquei hospedado num hostel na vida, vou Agr ficar num

Em BCN 2 noites.

Vou ficar num dormitório com 8 pessoas, aquilo tem aqueles beliches tranquilo, mas tem os cacifes no quarto, um para cada hóspede certo?

Depois... Eles não dao la uma toalhinha para o banho ou assim pois não? Um gajo tem que levar uma, né ?

Shampoos é isso, costuma haver nos wc'S partilhados dos Hostels ou tenhoQ roubar um

A alguém? (Não tou para levar shampoo num fresquinho :lol:)

 

Acho q está tudo! Obg desde já :)

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