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Cinema | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Obrigado keef pela tua review. Irei visualizar o Rocketman. 

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Pi (1998): Das cenas mais interessantes que vi ultimamente. 

Deixou-me com um feeling de paranóia do crl dps de ver.

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O novo do Bong Joon-ho  já se encontra por aí, mas só em sites coreanos. Se alguém estiver interessado envie mp.

Editado por Keef

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Citação de Longineu, há 55 minutos:

 

Citação de Keef, Em 10/08/2019 at 17:45:

O novo do Bong Joon-ho  já se encontra por aí, mas só em sites coreanos. Se alguém estiver interessado envie mp.

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Fui ver a ante-estreia do novo do Tarantino ontem e não fiquei impressionado.

Demasiado longo, pouco objetivo e pouco sumo. Valeu pela parte final.

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Repulsion (1965): Muito bom. É fortíssimo a nível técnico e tem momentos genuinamente unsettling.

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Vi o Once Upon a Time in Hollywood. Diria que é, acima de tudo, um hangout movie. Um enredo solto, sem grande estrutura, como o Inherent Vice ou Beach Bum. Até que não sou fã deste estilo, mas acaba por ser uma jornada que vale muito a pena para quem adora a indústria do cinema, ainda por cima com o DiCaprio e com o Brad Pitt, que são fenomenais e nem sei dizer quem se sobressaiu. Tem a duração de 2h40m mas poderia ter sido muito mais longo que nem dei pelo tempo passar. Terá um rewatch value enorme.

Editado por Keef

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Acho que saber a história da Sharon Tate e desse verão de 69 também ajuda a perceber um bocado melhor o enredo

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Citação de Mayday, Em 06/08/2018 at 01:39:

O meu plano favorito de todos os filmes que já vi continua a ser este.

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Qual é o vosso?

Ontem apaixonei-me por este:

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I Am Not Your Negro na RTP2, agora.

Editado por Mayday
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Elephant (2003): Ontem procurei bons filmes com menos de uma hora e meia para ver antes de ir dormir e apareceu-me isto. É um filme extremamente calmo, com takes longos e hipnóticos, mas que ao mesmo tempo apresenta uma sensação de perigo latente. E mesmo quando o filme atinge o seu auge de intensidade, quando essa sensação de perigo é finalmente materializada, a natureza peaceful do filme é mantida, apesar de ser ao mesmo tempo extremamente cru. Muito bacano 

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"Vitalina Varela" venceu 2 prémios em Locarno: Pedro Costa venceu o Leopardo de Ouro e Vitalina Varela conquistou o Leopardo de Prata para melhor interpretação.

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Apenas por causa do I Am Not Your Negro.

Em 1961, no Paris Blues, o Sidney Poitier interpreta um musico de Jazz negro Americano que emigrou para Paris. No filme ele apaixona-se e vive um romance com a personagem da Diahann Carroll que está por lá de férias. O romance é temporário. E para além do romance eles vivem também um dilema (ainda outro que não o de terem que se separar brevemente e nenhum dos dois querer abdicar da sua vida), o dilema de se devem viver em paz na Europa onde não se sente tanto o peso e a discriminação da raça, como prefere a personagem do Sidney, ou se devem estar nas suas raízes, na América, a lutar pela causa por que naquela altura se lutava, como defende a personagem da Diahann. 

Spoiler

 

Não há uma resposta muito óbvia, cada um segue o seu caminho, será sempre uma escolha pessoal e acho que têm os dois razão. Mas há uma terceira personagem, a Europa, e que se calhar hoje, vendo o filme, se destaca tanto quanto o dilema dos dois personagens. Na altura, A Europa não era inteiramente Paris, claro, a Europa estava dividida, nesse ano começava-se a construir o muro, e mesmo no lado ocidental havia ainda ditaduras (com politicas raciais, Portugal era uma delas) e países colonizadores, embora também no inicio dessa época se começasse a descolonizar. Iniciava-se também a CEE. Esse ideal pós-guerra. Mas mesmo com tudo isto a começar e a acabar, a Europa era uma zona de paz onde se podia Viver. 

É por isso que essa terceira personagem se destaca. O filme podia ser feito hoje, e em vez de dois negros americanos podiam ser dois negros Africanos ou dois muçulmanos do médio Oriente, talvez em contextos diferentes, não interessa. Interessa é esse lugar que a Europa ocupa. E hoje, com uma imagem mais inteira e limpa, teria ainda mais destaque.

Já olhei o filme pela perspectiva dos problemas raciais e agora olho-o também desta forma, com o destaque desta terceira personagem.

Paris, Europa, para onde também o James Baldwin foi em '48 para viver com paz e ser só um homem, como também o personagem do Sidney disse à da Diahann, que ali era só um musico e era assim que queria viver.

Spoiler

 

Acho que não vale a pena adicionar o resto do discurso, todos conseguirão ler o quero dizer com isto.

Há ainda duas outras personagens, a do Pawl Newman e a da Joanne Woodward, mas esses lidam apenas com as dores do amor. 

Era só isto.

Um curiosidade: O filme é adaptado de um romance de um tio do Timothée Chalamet.

Editado por Mayday
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Citação de Sandes., Em 16/08/2019 at 19:44:

Acho que saber a história da Sharon Tate e desse verão de 69 também ajuda a perceber um bocado melhor o enredo

Isto.

Por acaso adorei o filme.

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Sobre o Once Upon a Time in Hollywood,

Spoiler

sinceramente fiquei um bocado desiludido. Acho os desempenhos do DiCaprio e do Pitt excelentes, como habitualmente, mas o filme é um bocado random em termos de história. Ok, conta a história do gajo, os problemas dele, e depois, um bocado de pára-quedas, há o mix dessa história com a história do Manson.

Acho que se vê bem, cinematografia boa como também é hábito no Tarantino, mas meh. Acho que não está ao nível do que ele já fez anteriormente.

 

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Spring Breakers (2012): Antes deste, apenas tinha visto dois filmes com dedo do Harmony Korine. Adorei o Kids e não achei grande espingarda ao Gummo, embora tenha lá visto um par de cenas muito interessantes, e apesar de não achar o filme num todo, como já disse, grande m*rda, compreendo perfeitamente o porquê de ter ganho o cult following que ganhou. Portanto, estava com algumas expetativas para ver isto. Apesar do rating medíocre  que tem no imdb, já vi o film bem cotado numa série de sites de cinema. Mas overall não achei isto nada de especial, nem achei propriamente bom. Ficaria menos desiludido se o filme tivesse seguido a rota convencional que vem à cabeça da primeira vez que ouvimos falar dele: um filme de adolescentes que vão em spring break sem muito conteúdo. A verdade é que o filme tenta claramente fugir dessa ideia, mas falha em conseguir fazer algo de apelativo, mesmo para mim que aprecia o estilo out of the box do realizador. As montagens em que a personagem do James Franco - o MVP disto - se prepara para a última cena e repete-se inúmeras vezes as falas da conversa dele e das gajas na piscina fizeram-me revirar os olhos. É notória a tentativa do Korine em ser poético, em ser complexo aqui. Mas como disse, falha completamente ao lado.

Pode estar a parecer que odiei o filme, mas não. Há coisas boas; é um filme 'alright', mas esperava melhor. 

Editado por Pablo Honey

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