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Guest Dpitz

Estudantes do Superior prometem "agitação" no dia 29

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Essa é o pensamento de muito pessoal que entra no 1º ano. Pessoal que só sabe o que ouve, e que tem muito medo de não se dar com ninguém na faculdade

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Esta conversa se fosse tida de forma séria e se fossem utilizados argumentos reais, sobre o que é, ou não, realmente uma praxe é que era de valor. Para isso bastava que se soubesse o que era uma praxe bem feita, aliás, já foram aqui mencionados alguns exemplos, por outro lado, o ideal era parar-se com as generalizações, porque falar-se sem conhecimento de causa e levantar-se falsos testemunhos, não serve os propósitos de um diálogo saudável e inteligente, não serve apenas para atirar areia para os olhos de quem não conhece a verdadeira realidade das coisas.

 

Se há praxes mal feitas? Claro que há, obviamente ninguém aqui acredita que todos os "praxantes", de todas as universidades portuguesas são uns paladinos da seriedade no que toca à praxe. Se há praxes bem feitas? Claro que sim, neste tópico já foram dados exemplos delas, embora abafados desde logo, para que não passasse a ideia de que, afinal, uma praxe, bem feita, até podia ser positiva.

 

Eu, com 5 matrículas, fui praxado e praxei. Assisti a más praxes, mas foi-me ensinado a verdadeira praxe, algo que não está escrito em websites espalhados pela internet, mas sim algo relacionado com a integração. Como a apresentação da Universidade aos novos alunos, apresentar o staff da mesma (empregados de bar, refeitório, de secretaria, de departamento e até de reprografia) a novos alunos, mostrar a cidade a quem vem de fora, ajudar a arranjar casa. Depois disso, houve sempre tempo para a diversão, com racionalidade, e sempre com respeito pelo Outro enquanto ser humano. Admito, perfeitamente, que haja quem não sabe praxar, mas não admito é que se generalize essa preposição a toda e qualquer pessoa que já praxou.

 

Isto porquê? Porque se não, também falo de pessoas que não chegaram a ser praxadas e mesmo assim ameaçaram de violência física pessoas que praxam/praxavam, não as conhecendo de lado nenhum e tenho conhecimento de três casos assim. Baseando-me nessa premissa, posso começar a dizer que as pessoas que não são praxadas, que são avessas à praxe, são isto, aquilo e aqueloutro. Isso levar-me-ia a algum lado? Obviamente que não, porque seria falso estar a generalizar esses acontecimentos às pessoas que por um ou outro motivo, não querem ser praxadas e que têm todo o direito em não querer.

 

Por fim, aconselho algum sentido crítico a quem relaciona coisas que não estão, de forma alguma relacionadas. A praxe dá acesso, se quisermos, e que isto fique bem sublinhado, a praxar, nada mais que isso. A praxe não dá direito a nenhum bónus especial e nem faz crescer mais cabelos no peito ou na zona púbica. Todo e qualquer estudante universitário que queira trajar, não precisa de ser praxado e quem disser isso, está a mentir. E como está a mentir vocês só precisam de contra-argumentar e evitar a tal coacção moral, tudo isto com uma dose de sentido crítico.

 

E por aqui me fico nesta discussão. Não pendo para nenhum lado, tenho muitos amigos que foram praxados e outra boa dose que não foram praxados, nunca houve atritos em jantares de curso, etc. nem em saídas por causa disso. Essas atitudes não dignificam em nada o verdadeiro espírito académico. E aí o problema não está nas praxes, mas sim nas pessoas. Porque a praxe, não é uma entidade viva, é só um rito, só passa por ele quem quer, quem leva a cabo esse rito, praxantes, é que deve ser responsabilizado pelas boas e más acções.

 

PS: Em adenda ao que disse, para se discutir este assunto propunha a criação de um tópico, porque este tópico trata da usurpação dos direitos dos estudantes do Ensino Superior Português, ou seja de todos aqueles que frequentam as Universidades/Faculdades do nosso País, independentemente de terem sido ou não praxados. Não trata do conflito entre praxe e não-praxe.

 

PPS: Já que falaram de coacção moral, que eu penso que é resolvida com um apelo ao sentido crítico de cada um, tenho conhecimentos de grupos de alunos que são feitos em Universidades/Faculdades para tentar que os alunos de 1º ano não vão às praxes. Ou seja, é uma situação igualmente reprovável, como aquela dos "praxantes" tentarem coagir os "caloiros" a serem praxados.

Editado por Vaart

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Vaart :heart:

 

veio um superior falar comigo que queria à força que eu falasse com ele 'de olhos no chão, porco!' e que me tentou demover da desistência da praxe com o desgosto que ia dar aos meus pais por não trajar. :lol:

 

wtf :lol:

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Desde quando é que praxe está directamente ligada a trajar? :lol: ](*,)

 

1) Quem é praxado pode praxar e trajar;

2) Quem não é praxado não pode praxar, mas pode trajar.

 

Não utilizemos argumentos falaciosos ou baseados no desconhecimento.

olhe que não:

 

Artigo 12º -Implicações Anti-Praxe

O aluno que se declare anti-praxe será excluído de uma série de rituais e actividades

académicas como sejam:

a) Perde automaticamente o direito de praxe sobre qualquer outro colega

independentemente do seu grau hierárquico;

b) Perde o direito a ser designado por qualquer título hierárquico;

c) Perde o direito ao uso do traje académico;

d) Perde o direito a participar em jantares de curso e outras actividades de convívio

desenvolvidas por INSIGNES PERSONAS.

 

na ualg.

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Algo que eu estranho é o rage de algumas pessoas contra os defensores do fim de certas praxes. :medinho:

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olhos no chão porco. Besta do crl se passares a ser anti-praxe vais ser uma decepção para os teus pais porque não vais poder usar o traje.

A praxe serve para integrar vermes, como tu, na vida académica. OLHOS NO CHÃO!!!

Aqui é tudo respeito e brincadeira. Percebeste asno?

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Algo que eu estranho é o rage de algumas pessoas contra os defensores do fim de certas praxes. :medinho:

 

O rage (rage? :lol: ) foi contra os defensores do fim das praxes, não de certas praxes. Eu até comecei por quotar a proposta para acabar com as praxes, não dos abusos nas praxes.

 

Eu também não compreendo algumas posições extremadas contra a praxe, quando já se deram exemplos do benefício destas quando bem aplicadas e já se disse que nós próprios, os defensores das verdadeiras praxes, somos contra os abusos.

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olhe que não:Artigo 12º -Implicações Anti-PraxeO aluno que se declare anti-praxe será excluído de uma série de rituais e actividadesacadémicas como sejam:a) Perde automaticamente o direito de praxe sobre qualquer outro colegaindependentemente do seu grau hierárquico;b) Perde o direito a ser designado por qualquer título hierárquico;c) Perde o direito ao uso do traje académico;d) Perde o direito a participar em jantares de curso e outras actividades de convíviodesenvolvidas por INSIGNES PERSONAS.na ualg.

 

Permites-me que eu diga que isso é uma parvoíce?

 

Na UAL, onde eu fui praxado e praxei, aprovámos uma alínea que dizia que quem não foi praxado, só não pode praxar e que tem todo o direito a trajar. Esqueci-me que os códigos são feitos à medida das Comissões de Praxe. Mas, na essência da praxe, é isso que devia acontecer, quem é praxado, praxa e traja. Quem não é, não praxa, mas tem todo o direito a trajar, ponto final.

 

Algo que eu estranho é o rage de algumas pessoas contra os defensores do fim de certas praxes. :medinho:

 

Do fim de certas praxes? Não, os defensores que falas querem acabar com todas as praxes, aliás aproveitaram um tópico designado para o comentário da agitação de dia 29 dos alunos do Ensino Superior, para vir defender a sua causa. Eu acho bem é que se impeça certas pessoas de praxar, isso sim, e que, assim, certas praxes deixem de existir, porque as praxes que mais violam a condição humana são feitas por esses indivíduos. Há outras pessoas que sabem praxar e são mentalmente sãs.

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quando já se deram exemplos do benefício destas quando bem aplicadas.

 

Eu fui ao livro das memórias e encontrei as praxes que implementei quando estive no activo:

 

- Boas-vindas ao Caloiro: apresentação da direcção de praxe e do programa de praxes a implementar

- Apresentação da Universidade e suas infra-estruturas

- Apresentação da Cidade de Lisboa

- Auxílio nos primeiros passos na Cidade de Lisboa

- Fornecimento de sebentas, cadernos e apontamentos de anos anteriores

- Actividades lúdicas:

. Jogo da colher

. Preparação da gala e chuva de estrelas dos caloiros

. Ensinar o hino do curso e músicas para guerras de cursos

. Guerras de cursos

. Recolha de fundos para refeições dos caloiros, para que estes não paguem as despesas dos seus bolsos

. Criação da música e coreografia para a gala e chuva de estrelas

. Elaboração do material de apoio para a gala e chuva de estrelas

. A vida do estudante de Psicologia

- São proibidas quaisquer praxes de conteúdo sexual, obsceno e de cariz religioso

- São proibidas quaisquer praxes que prejudiquem a condição humana nos caloiros e da sua higiene

- Qualquer doutor que exceda dos limites aceitáveis pelos caloiros é proibido de praxar até ao final do ano lectivo

- Escolha dos padrinhos

- Decoração do carrinho de praxe

- Criação de decoração do caixão para o enterro do caloiro

- Baptismo dos caloiros

 

Realmente, um programa assustador! :medinho:

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Assustador. Mas estou certo que nessa guerra de cursos usaram letras obscenas, homofóbicas e reaccionárias. As praxes têm de acabar!!!

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Acho que a maioria não está contra todo o tipo de praxes, mas tudo bem.

 

Só acho que esse discurso de vitimização não vos fica bem, porque estão contra as generalizações, mas defendem-se de acusações invisíveis. Se sabem bem do que a vossa casa gasta, não precisariam de ficar assim tão afectados, digo eu.

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Eu não vi a colocação em causa de certas formas de praxe, mas sim de todas as formas de praxe.

 

Não é vitimização, eu sinto-me atacado, porque sei que praxei bem, sei que onde eu estudei se praxava bem e caíram-me mal as generalizações, especialmente, num tópico que foi desvirtuado, dado que a discussão não tinha nada a ver com isso. A praxe foi chamada ao assunto de forma totalmente desnecessária.

 

E como diz o outro, quem não se sente, não é filho de boa gente.

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Também acho que o pessoal só está contra aquelas praxes sem grande sentido e que provavelmente serão as únicas que viram enquanto caloiros.

 

Btw Vaart, não tou a dizer que aconteceu, mas a transição do papel para a realidade muitas vezes não é muito bem feita. E o tal encher e insultar os caloiros para fazerem X ou Y obviamente não aparecerá no programa.

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Também acho que o pessoal só está contra aquelas praxes sem grande sentido e que provavelmente serão as únicas que viram enquanto caloiros.Btw Vaart, não tou a dizer que aconteceu, mas a transição do papel para a realidade muitas vezes não é muito bem feita. E o tal encher e insultar os caloiros para fazerem X ou Y obviamente não aparecerá no programa.

 

Eu não vi ninguém a falar só daquelas praxes, mas tudo bem.

 

A transição do papel para a realidade foi feita da melhor forma possível. Vimo-nos obrigados, na altura, a afastar 3 doutoras devido a abusos verbais para com uma aluna que não dizia asneiras. Nesse ano ninguém encheu, o único insulto que me lembro, se é que pode ser considerado insulto, foi chamarmos "caloiros" aos "caloiros".

Editado por Vaart

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O pior do Código do código da UAlg, primeira vez que o vejo é: perder o direito a trajar (:lol:) e de participar em convívios (:lol:). Bela Comissão de Praxe.

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O pior do Código do código da UAlg, primeira vez que o vejo é: perder o direito a trajar (:lol:) e de participar em convívios (:lol:). Bela Comissão de Praxe.

 

se visses o resto...este código, num programa sobre o género com gajos doutras universidades, aquele programa da 2:, o Sociedade, foi rebaixado e ridicularizado. Nem sabiam como raio consideravam aquilo um código de praxe.

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Eu não vi ninguém a falar só daquelas praxes, mas tudo bem.

 

A transição do papel para a realidade foi feita da melhor forma possível. Vimo-nos obrigados, na altura, a afastar 3 doutoras devido a abusos verbais para com uma aluna que não dizia asneiras. Nesse ano ninguém encheu, o único insulto que me lembro, se é que pode ser considerado insulto, foi chamarmos "caloiros" aos "caloiros".

 

Eu quando falei na transição do papel para a realidade não estava a falar em específico do vosso programa mas no geral. E muitas vezes apesar de estar tudo bem planeado, há sempre uns imbecis que tratam de estragar tudo.

 

E aquela cena aí atrás de não se poder ir a jantares de curso ou não trajar é um bocado ridícula.

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Esses Códigos de Praxe são tão mal feitos, para não dizer pior. Porém, acho mais grave é "as novas gerações de praxantes" não se insurgirem contra eles.

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Só o facto de ser tratado como porco/besta/whatever e não poder olhar quem quer que seja nos olhos é motivo suficiente para ser humilhante e vexante. Seja em que contexto for.

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Como é que ser tratado por "caloiro" é rabaixante se é o que eles são?

 

O whatever dele pareceu-me subjectivo.

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Desde quando é que praxe está directamente ligada a trajar? :lol: ](*,)

 

1) Quem é praxado pode praxar e trajar;

2) Quem não é praxado não pode praxar, mas pode trajar.

 

Não utilizemos argumentos falaciosos ou baseados no desconhecimento.

 

Verdade e muita gente não sabe isso, infelizmente.

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