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Guest Dpitz

Estudantes do Superior prometem "agitação" no dia 29

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Quanto à última frase, denoto aí uma conotação política :mrgreen:

 

Nah bro, só estou a dizer que deves conhecer uns quantos cepos que calharam de entrar para praxe :mrgreen:

 

 

Não precisaste, porque vocês não tiveram aulas nessa semana. :mrgreen:

 

Eu tive que faltar às aulas para aparecer nas praxes.

 

Praxe na minha faculdade não era só nos primeiros 15 dias do ano. Dia sim, dia não, de manha e de tarde, para poder dar uma oportunidade a todos. Nunca me pediram para faltar e nunca faltei. Ironia das ironias, o ano em que faltei mais foi o meu 2o ano, e era sempre porque queria.

Moral da história nesse ano: faltas=chumbas. Aprendi esse ano a não abusar a liberdade que a faculdade traz...

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Yap, foi LEIC. Têm sempre praxes sem ponta de imaginação.

Confere, é sempre a mesma coisa.

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Há três argumentos que quem defende a Praxe recorre. São eles: a tradição, a integração e a igualdade, e não se lhes conhece mais nenhum. A distância entre a letra e a prática destas três ideias é gritante, senão vejamos.

 

O paradigma tradicionalista, que se defende com a História começa por esquecer que é tão tradicional a defesa da praxe como o seu combate. A praxe é tradicionalista no pior dos sentidos. A cada tempo dos vários tempos dos últimos 150 anos, a praxe esteve sempre contra as mudanças estruturais dos sistemas políticos e sociais. Com a Monarquia contra a República, contra a Revolução e pelo Estado Novo. Nas duas principais revoluções do último século da nossa História a praxe foi suspensa, não só como forma de luta, mas acima de tudo por ela ser absolutamente contraditória com os ideais progressivos que floram nesses períodos. Outro lado pernicioso quanto ao carácter das tradições académicas é o facto de elas perpetuarem e ampliarem sempre as características mais conservadoras da sociedade. Se a sociedade é machista, homofóbica, classista, punitiva, e hierárquica, sob a batuta da estranha selecção do darwinismo social, a praxe ainda amplifica cada um destes defeitos. As mulheres não podem ser duxas nem cantar o fado, o conselho é de veteranos, os gays são figuras de gozo e de chacota (como de resto as derivas à “normalidade”), o caloiro é bicho e animal, “figura infra-humana para o gáudio dos doutores” com mais umas quantas matriculas e o código da praxe viola, sem sufrágio, direitos, liberdades e garantias consagradas na lei de todos.

 

O paradigma da integração justifica que se cite um livro curioso. Intitula-se “Coimbra Boémia”, livro este que como tantos outros livro de memorias da cidade velha, podemos constatar a violência dos relatos de antigamente, sem cosméticas nem falsas retóricas. Diz o livro: “o caloiro é para saciar os desejos dos doutores, é para entreter”. Integrar, é uma palavra que vem na praxe sempre com um duplo sentido, e são os relatos que o confirmam. No Coimbra boémia, dos anos 40, percebe-se bem o terror das repúblicas praxistas, as perseguições, as milícias, a arrogância ante os trabalhadores (futricas) bem como a simpatia do fascismo pelas trupes e vice-versa. O argumento da integração, usado muitas vezes pelos românticos da praxe, não é mais do que isso mesmo, uma visão romântica, sem nenhum facto da realidade que o suporte. Mandar, rapar, bater, humilhar, perseguir a diferença, nada tem de romântico e muito menos inclui. Permite isso sim, que a violência fique disponível nas mãos de tantos que para ai andam tão pouco sensatos, e que usam da praxe como uma auto-estrada rumo à cura das mais recônditas frustrações. Bateram-me…, pois baterei; raparam-me…, pois raparei, e assim sucessivamente, olho por olho dente por dente, até à derrota final, no ano da cartola e do juízo.

 

Por último o paradigma da igualdade. Com o traje todos somos iguais. Pobres e ricos serão iguais aos olhos da Academia. A última e a mais hipócrita das mentiras. Os trajes, sejam eles quais forem, foram feitos para diferenciar umas pessoas das outras, não para as unificar. Como se o poder económico não estivesse antes na carteira e nas suas potencialidades. Entre os estudantes, por mais que todos andassem trajados, distinguir-se-ia o carro, a casa, o trabalho que teriam que ter (ou não), os litros de álcool no sangue por semana (e o tipo de álcool que lá circula), os outros consumos e vícios que poderiam ter ou não, as férias em família, na Indochina ou o trabalho precário na costa balnear mais próxima. Quanto à principal diferenciação que o traje impõe, é entre a cidade e os estudantes. Entre quem estuda e faz o pão, os cafés, as refeições, a limpeza da casa, das ruas ou da própria escola, constrói os estádios, as universidades e os hospitais, em quem no fundo garante a vida, e os estudantes, que regra geral, sem reconhecimento e com vaidade exacerbada, em nada retribuem.

 

A praxe é feia e a praxe é tola e só agrada verdadeiramente, aqueles que querem treinar para senhores, que querem praticar a opressão e a falta de humanidade.

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Só vou frisar uma coisa, o problema não está na praxe em si, está, maioritariamente, nas pessoas que compõem as Comissões de Praxe.

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Só vou frisar uma coisa, o problema não está na praxe em si, está, maioritariamente, nas pessoas que compõem as Comissões de Praxe.

Para mim é precisamente o contrário, o conceito de praxe é mau por principio. E representa exactamente o contrário de tudo aquilo para que a sociedade deveria caminhar.

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antifa, nesse ponto não concordo contigo. O problema está em quem coordena as praxes e que permite certas leviandades. A Praxe, na essência que eu aprendi, é um ritual de passagem e uma forma de acolher os novos alunos num novo meio. As atrocidades que muitas vezes ocorrem são devaneios de pessoas que não sabem o que é uma praxe e que não têm noções dos limites aceitáveis da conduta humana. Tanto que para mim nem se usava a palavra praxe, mas sim acolhimento ao novo aluno.

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antifa, nesse ponto não concordo contigo. O problema está em quem coordena as praxes e que permite certas leviandades. A Praxe, na essência que eu aprendi, é um ritual de passagem e uma forma de acolher os novos alunos num novo meio. As atrocidades que muitas vezes ocorrem são devaneios de pessoas que não sabem o que é uma praxe e que não têm noções dos limites aceitáveis da conduta humana. Tanto que para mim nem se usava a palavra praxe, mas sim acolhimento ao novo aluno.

Lá está, mas esse tal acolhimento já seria uma rotura com a tal tradição da praxe, que existe de facto e que tem por base histórica e simbólica as tais atrocidades que referes e que não são expontâneas mas sim transmitidas entre as gerações de estudantes praxistas.

A praxe em si historicamente e na prática é classista, homofóbica, chauvinista, hierárquica e conformista, tudo coisas que para mim não são aceitáveis, piorando ainda pelo facto de socialmente lhe ser imposta uma capa de normalidade e inevitabilidade.

Editado por antifa

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Acho que não devemos generalizar. A praxa certamente que é má nuns sítios e boa noutros, senão não havia caloiros a gostar delas. Eu gostei das minhas e apoio a sua continuação nos moldes nos quais foi realizada.

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Não precisaste, porque vocês não tiveram aulas nessa semana. :mrgreen:

Eu tive que faltar às aulas para aparecer nas praxes.

 

:-o

Em Aveiro as praxes de qualquer curso são fora do tempo de aulas.

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Errado, errado e errado.

 

As praxes foram na 5ª e 6ª Feira daquelas cenas de boas vindas no CGD. Continuaram na semana seguinte já com aulas, a semana toda. Simplesmente a comissão de praxes em sintonia com a AE e a Direcção planeou as actividades para a parte do almoço e tarde. Como as aulas dos caloiros são todas de manhã ninguém precisou de faltar.

 

Ah sim, agora que me lembro bem, foi assim, de facto. Vá lá, planearam as coisas.

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O texto que o Antifa colocou é excelente na medida em que desmistifica a argumentação bacoca que é utilizada para defender intransigentemente as praxes. A tradição está para as praxes como a está para a tourada e eu estou em crer que daqui por uns tempos também essa cairá. No meu caso fui lá assistir um dia, ainda não estava colocado, mas estava a rir-me à distância com o suposto respeito que devemos aos académicos. Depois lá se acercou um ao pé de mim, eu disse que não sabia se era de x curso porque ainda não estava colocado, ele respondeu "então e a besta não dizia nada?" eu disse que a "besta era ele" e foi assim. Houve um amigo meu que esteve para desistir mas que depois acabou por curtir mas no fundo nem consegue dizer porquê. Acabei por não ser praxado porque entrei na segunda fase, podendo para o ano decidir se quero ou não ser. Mas foi exatamente essa a ideia com que fiquei das praxes: desorganizadas, ninguém nos incutiu valores de praxe nem limites de qualquer espécie, nem direitos nem deveres... apenas somos obrigados a decorar nomes de caras feias - gajas que eu nunca me interessaria a conhecer fds :lol: - e prestar-lhes uma vassalagem que só à minha mãe e mesmo assim nem todos os dias. Não sou totalmente contra (no entanto já sou contra o que é a praxe no meu curso) mas se me vierem f*der o juízo sou bem capaz de me declarar anti-praxe e ainda escrever um testamento sobre o que acho das tradições dos senhores.

Editado por matisptfan

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Eu não tenho qualquer razão de queixa e sou testemunha dos grandes benefícios da praxe, se bem feita. O pessoal da minha tertúlia beneficiou imenso, estão muito bem integrados na cidade e na vida académica e nenhum deles se sente minimamente inferiorizado.

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Aproveito para lançar esta questão : As AE das faculdades onde vocês andam costumam ser, digamos, politicamente activas?

 

Na FMH é o oposto disso. É a AE dos amigos que não fazem puto pela faculdade e que só lá estão pra fazer festas e poder dar umas f*das e apanhar umas bebedeiras. Mas acima de tudo pra terem 1 exame por mês...

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o pagamento da propina TODA?

ou só da 1ª?

 

da propina toda..1004 euros num dia fds ridiculo

 

---------------------

 

eu só mesmo contra as praxes crl. acho giro sim senhor se for um bocadinho mas agora tar o dia todo a ser ordenado por uns otarios que nao conheco de lado nenhum, epa nao acho piada nenhuma.

 

logo no 3 dia chatei-me. fui as 9h pa fac a pensar qe ia ter aula. so tinha as 14h :facepalm: e depois esse tempo os gajos a mandarem me encher e isso, epa nepia. um gordo da m*rda a mandar em mim?! fds nepia nepia

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isso são as praxes comteporâneas em Portugal, algo descabido e sem nexo e que não tem nada a ver com a essência da praxe.

 

e pagar a propina toda parece-me ridículo. foste mesmo obrigado? não havia, supostamente, prestações? ca raio

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Guest Vladimir Ilitch

Andas em que faculdade frederico? Nem sei até que ponto é que isso é legal. Penso que seja obrigatório haver esse "facilitismo" das prestações :S

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Quanto ao assunto da praxe só vou deixar aqui uma humilde opinião.

 

No fundo a ideia inicial da praxe é a de conservação de tradições e igualdade entre as pessoas, para quem queira ver isto de fora estes princípios são violados logo à partida quando vemos um trajado a gritar com um caloiro e a trata-lo como um animal e o trata de besta. Depois de todos aqueles com quem eu já falei sobre este assunto todos se defendem com as tradições de Coimbra e que tudo lá é "certinho", mais uma vez isto é mentira, basta ver a quantidade de "incidentes" que lá acontecem por ano e ter em conta a vida boémia que é levada lá.

 

A verdade no fundo é que a ideia inicial é de integração e união dos caloiros só que eles fazem isto à custa da violação de alguns direitos básicos, daí até já me terem dito que a praxe é ilegal e que apenas não se pode fazer nada contra ela pois as pessoas ao serem submetidos à praxe e deixarem, estão a dar a autorização para ser praxados, logo estão de própria vontade. (Disseram-me isto, não sei se isto é bem assim)

 

É ainda de referir a lavagem cerebral que os trajados impõem nos caloiros mal entram na faculdade e ao longo dos anos.

 

EDIT: Saliento ainda o que foi escrito na pagina anterior a itálico, subscrevo cada linha, alias, cada palavra.

 

E como também já foi dito, sem evolução, as tradições tem tendência natural a morrer.

Editado por Abraxas

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Há três argumentos que quem defende a Praxe recorre. São eles: a tradição, a integração e a igualdade, e não se lhes conhece mais nenhum. A distância entre a letra e a prática destas três ideias é gritante, senão vejamos.

 

O paradigma tradicionalista, que se defende com a História começa por esquecer que é tão tradicional a defesa da praxe como o seu combate. A praxe é tradicionalista no pior dos sentidos. A cada tempo dos vários tempos dos últimos 150 anos, a praxe esteve sempre contra as mudanças estruturais dos sistemas políticos e sociais. Com a Monarquia contra a República, contra a Revolução e pelo Estado Novo. Nas duas principais revoluções do último século da nossa História a praxe foi suspensa, não só como forma de luta, mas acima de tudo por ela ser absolutamente contraditória com os ideais progressivos que floram nesses períodos. Outro lado pernicioso quanto ao carácter das tradições académicas é o facto de elas perpetuarem e ampliarem sempre as características mais conservadoras da sociedade. Se a sociedade é machista, homofóbica, classista, punitiva, e hierárquica, sob a batuta da estranha selecção do darwinismo social, a praxe ainda amplifica cada um destes defeitos. As mulheres não podem ser duxas nem cantar o fado, o conselho é de veteranos, os gays são figuras de gozo e de chacota (como de resto as derivas à “normalidade”), o caloiro é bicho e animal, “figura infra-humana para o gáudio dos doutores” com mais umas quantas matriculas e o código da praxe viola, sem sufrágio, direitos, liberdades e garantias consagradas na lei de todos.

 

O paradigma da integração justifica que se cite um livro curioso. Intitula-se “Coimbra Boémia”, livro este que como tantos outros livro de memorias da cidade velha, podemos constatar a violência dos relatos de antigamente, sem cosméticas nem falsas retóricas. Diz o livro: “o caloiro é para saciar os desejos dos doutores, é para entreter”. Integrar, é uma palavra que vem na praxe sempre com um duplo sentido, e são os relatos que o confirmam. No Coimbra boémia, dos anos 40, percebe-se bem o terror das repúblicas praxistas, as perseguições, as milícias, a arrogância ante os trabalhadores (futricas) bem como a simpatia do fascismo pelas trupes e vice-versa. O argumento da integração, usado muitas vezes pelos românticos da praxe, não é mais do que isso mesmo, uma visão romântica, sem nenhum facto da realidade que o suporte. Mandar, rapar, bater, humilhar, perseguir a diferença, nada tem de romântico e muito menos inclui. Permite isso sim, que a violência fique disponível nas mãos de tantos que para ai andam tão pouco sensatos, e que usam da praxe como uma auto-estrada rumo à cura das mais recônditas frustrações. Bateram-me…, pois baterei; raparam-me…, pois raparei, e assim sucessivamente, olho por olho dente por dente, até à derrota final, no ano da cartola e do juízo.

 

Por último o paradigma da igualdade. Com o traje todos somos iguais. Pobres e ricos serão iguais aos olhos da Academia. A última e a mais hipócrita das mentiras. Os trajes, sejam eles quais forem, foram feitos para diferenciar umas pessoas das outras, não para as unificar. Como se o poder económico não estivesse antes na carteira e nas suas potencialidades. Entre os estudantes, por mais que todos andassem trajados, distinguir-se-ia o carro, a casa, o trabalho que teriam que ter (ou não), os litros de álcool no sangue por semana (e o tipo de álcool que lá circula), os outros consumos e vícios que poderiam ter ou não, as férias em família, na Indochina ou o trabalho precário na costa balnear mais próxima. Quanto à principal diferenciação que o traje impõe, é entre a cidade e os estudantes. Entre quem estuda e faz o pão, os cafés, as refeições, a limpeza da casa, das ruas ou da própria escola, constrói os estádios, as universidades e os hospitais, em quem no fundo garante a vida, e os estudantes, que regra geral, sem reconhecimento e com vaidade exacerbada, em nada retribuem.

 

A praxe é feia e a praxe é tola e só agrada verdadeiramente, aqueles que querem treinar para senhores, que querem praticar a opressão e a falta de humanidade.

Para mim é precisamente o contrário, o conceito de praxe é mau por principio. E representa exactamente o contrário de tudo aquilo para que a sociedade deveria caminhar.

:handclap: :handclap:

 

Muito bom. E quanto ao segundo quote concordo. Não acho que o problema seja especificamente com cada comissão de praxe ou cada auto intitulado doutor mas sim com o próprio conceito de praxe em si.

 

Fui à praxe na minha faculdade, durante bem pouco tempo, e sinto-me tão ou mais integrado que a maioria que lá está. Não me fez falta nenhuma, e têm a "sorte" de haver muita gente a pensar que aquilo faz de facto falta para uma vida académica bem sucedida e de integração, quando no fundo isso depende dos valores e da personalidade intrínseca a cada um e não de um conjunto de hábitos e de acções programadas para satisfazer, por norma, a vontade de vingança e de libertação de frustrações que muitos acumularam desde o ano em que foram, eles também, praxados.

 

Excelente texto esse que recolheste, antifa.

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Andas em que faculdade frederico? Nem sei até que ponto é que isso é legal. Penso que seja obrigatório haver esse "facilitismo" das prestações :S

 

no isel. Toda a gente de lá que é do 1º ano tem de pagar as propinas logo no primeiro dia..

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Não estou a participar na discussão, mas já agora deixo também a minha opinião.

 

Praxe é uma coisa, tradição académica é outra. Na segunda tenho um orgulho enorme. Orgulho-me de pertencer a uma das mais antigas faculdades do país (a mais antiga do Porto), orgulho-me da Academia do Porto, orgulho-me do traje do Porto, orgulho-me de vestir o traje do Porto. E respeito bastante cada uma das coisas que disse (quanto ao traje, provavelmente mais que muitos senhores da praxe).

 

Quanto à praxe, bem... Acredito perfeitamente que, nas origens, tivesse o intuito de integrar, e de unir. A dos nossos dias não faz isso - e digo isto sabendo perfeitamente que há locais onde isso acontece, e onde as praxes são positivas e úteis. Só vai quem quer, é certo, mas irrita-me solenemente a lavagem cerebral que por lá se faz.

 

Podia continuar, mas não me apetece. Termino dizendo que praxe e tradição académica são coisas totalmente diferentes, por mais que digam o contrário.

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Não há "Praxe". Há praxes, cada qual à sua maneira, cada qual com os seus pontos positivos e negativos...pelo que vejo, não vale a pena generalizar. Aqui na FEUP são muito poucos os que não gostaram de ser caloiros e de ser gozados

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Guest Vladimir Ilitch

Não há "Praxe". Há praxes, cada qual à sua maneira, cada qual com os seus pontos positivos e negativos...pelo que vejo, não vale a pena generalizar. Aqui na FEUP são muito poucos os que não gostaram de ser caloiros e de ser gozados

ri-me

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