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Citação de Rain Dog, há 53 minutos:

eu fui despedido uma vez há uns 10 anos por ter conduzido sem carta um empilhador contra a parede do armazém.

Dunder Mifflin?

 

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Citação de Rain Dog, há 1 hora:

eu fui despedido uma vez há uns 10 anos por ter conduzido sem carta um empilhador contra a parede do armazém.

já tive muitos empregos depois disso e nunca ninguém soube. Porque razão é que precisas sequer de o mencionar?

só porque nem estive 1 ano neste último trabalho, acho que podem querer saber por aí.

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Boas malta, estou numa fase de desemprego já há varios meses e está complicado arranjar alguma coisa dentro do que procuro. Sou licenciado em Relações Internacionais o que por si só já não abre muitas portas, no entanto, nem estou focado na area, mas como sempre fui mais ligado aos computadores, tenho andado pelo LinkedIn a procurar emprego na area de assistente administrativo e costumer support mas mesmo aí a resposta é sempre a mesma, que desta vez não vão prosseguir com a minha candidatura. Já pensei também em requalificar-me, mas não é o momento para voltar a estudar. Já pensei em trabalhar num café ou supermercado, mas também já experimentei e não me sinto feliz a trabalhar naquilo. Posto isto, têm alguma dica de onde e como encontrar um trabalho remoto fora do LinkedIn? já levo alguns meses desta rotina e começo a desacreditar.

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Citação de Kawhi , há 2 minutos:

Boas malta, estou numa fase de desemprego já há varios meses e está complicado arranjar alguma coisa dentro do que procuro. Sou licenciado em Relações Internacionais o que por si só já não abre muitas portas, no entanto, nem estou focado na area, mas como sempre fui mais ligado aos computadores, tenho andado pelo LinkedIn a procurar emprego na area de assistente administrativo e costumer support mas mesmo aí a resposta é sempre a mesma, que desta vez não vão prosseguir com a minha candidatura. Já pensei também em requalificar-me, mas não é o momento para voltar a estudar. Já pensei em trabalhar num café ou supermercado, mas também já experimentei e não me sinto feliz a trabalhar naquilo. Posto isto, têm alguma dica de onde e como encontrar um trabalho remoto fora do LinkedIn? já levo alguns meses desta rotina e começo a desacreditar.

Fora do LinkedIn?

https://remoteportugal.pt/como-encontrar-trabalho-remoto/

Tem aqui alguns sites. Eu encontrei alguns no https://weworkremotely.com/, que é um dos recomendados aí.

https://app.otta.com/

Também enviei umas 100 candidaturas por aqui, mas não sei se há vagas viradas fora de TI.

Depois também tens o https://pt.indeed.com/, que assumo ter algumas vagas.

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Citação de rcoelho14, há 1 minuto:

Fora do LinkedIn?

https://remoteportugal.pt/como-encontrar-trabalho-remoto/

Tem aqui alguns sites. Eu encontrei alguns no https://weworkremotely.com/, que é um dos recomendados aí.

https://app.otta.com/

Também enviei umas 100 candidaturas por aqui, mas não sei se há vagas viradas fora de TI.

Depois também tens o https://pt.indeed.com/, que assumo ter algumas vagas.

Vou dar uma vista de olhos, não perco nada em tentar e não.

Obrigado pela ajuda.

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Alguém aqui trabalha em empresas da área das energias renováveis (solar, particularmente)? 

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Citação de fns, Em 06/04/2024 at 16:53:

só porque nem estive 1 ano neste último trabalho, acho que podem querer saber por aí.

Tanta coisa pode ser dita.

Por exemplo reestruturações na tua antiga empresa, mudanças de projeto ao fim de alguns meses que fizeram com que nenhuma das partes beneficiasse em continuar juntas, etc.

Mais importante de tudo, nunca ser defensivo, e encarar a situação como uma aprendizagem. Quem te contratar quer uma pessoa que olha para a frente e não que arranja desculpas para os fracassos (se realmente foi um fracasso)

Editado por Mica

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Alguém já fez alguma vez um teste no TestGorilla para uma posição de Big Data que me possa dar umas dicas?

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Alguém me sabe dizer qual a melhor forma de declarar um trabalho que vou fazer (fora do horário de trabalho) para a empresa onde trabalho? 

A secretária disse que por eu não poder passar um recibo a essa mesmo empresa, o melhor seria a minha mulher passar o recibo (vou fazer o trabalho com ela).

Não há nenhuma outra forma de fazer isto que seja melhor em termos de impostos? Tipo um bónus no final do ano ou algo do género? Durante as campanhas ouvi o Montenegro na possibilidade de isentar um 15º mês de impostos, mas não faço ideia se isso estará em vigor ou não, nunca recebi um bónus na vida lol.

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Citação de joe, há 3 horas:

Alguém me sabe dizer qual a melhor forma de declarar um trabalho que vou fazer (fora do horário de trabalho) para a empresa onde trabalho? 

A secretária disse que por eu não poder passar um recibo a essa mesmo empresa, o melhor seria a minha mulher passar o recibo (vou fazer o trabalho com ela).

Não há nenhuma outra forma de fazer isto que seja melhor em termos de impostos? Tipo um bónus no final do ano ou algo do género? Durante as campanhas ouvi o Montenegro na possibilidade de isentar um 15º mês de impostos, mas não faço ideia se isso estará em vigor ou não, nunca recebi um bónus na vida lol.

Um acto isolado?

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O "melhor em termos de impostos" é aquilo que estamos todos a pensar, certo?

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Citação de kareca, há 3 minutos:

O "melhor em termos de impostos" é aquilo que estamos todos a pensar, certo?

Existe prêmios declarados que desconta IRS mas não desconta para a SS por exemplo. 

Dependendo dos valores anuais poderá ser mais interessante actos isolados. O melhor será sempre contatar um contabilista. 

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Citação de kareca, há 25 minutos:

O "melhor em termos de impostos" é aquilo que estamos todos a pensar, certo?

O quê, queres pagar menos de impostos lol?

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Citação de joe, há 7 horas:

Alguém me sabe dizer qual a melhor forma de declarar um trabalho que vou fazer (fora do horário de trabalho) para a empresa onde trabalho? 

A secretária disse que por eu não poder passar um recibo a essa mesmo empresa, o melhor seria a minha mulher passar o recibo (vou fazer o trabalho com ela).

Não há nenhuma outra forma de fazer isto que seja melhor em termos de impostos? Tipo um bónus no final do ano ou algo do género? Durante as campanhas ouvi o Montenegro na possibilidade de isentar um 15º mês de impostos, mas não faço ideia se isso estará em vigor ou não, nunca recebi um bónus na vida lol.

Km

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Citação de Mayday, há 16 horas:

Um acto isolado?

 

Citação de Mwangaza, há 16 horas:

Existe prêmios declarados que desconta IRS mas não desconta para a SS por exemplo. 

Dependendo dos valores anuais poderá ser mais interessante actos isolados. O melhor será sempre contatar um contabilista. 

Eu não poderia fazer um para a empresa com qual tenho um contrato pois não, teria de ser a minha mulher certo? Ela já vai fazer um outro acto isolado para outra entidade, acho que não pode fazer mais que um por ano, ou estou enganado? 

De qualquer das formas vou ver se falo com um contabilista, obrigado 🙂

Citação de kareca, há 16 horas:

O "melhor em termos de impostos" é aquilo que estamos todos a pensar, certo?

Depende, se achas que quero receber o dinheiro por baixo da mesa estás enganado. Se achas que quero pagar menos impostos, obviamente dentro da legalidade, então estarias correcto. Eu prefiro ter mais dinheiro que menos dinheiro, não é propriamente nenhuma fraude fiscal.

Citação de pm2lp, há 12 horas:

Km

Nós deslocamo-nos muito pouco de carro, não teríamos como justificar os km.

 

Obrigado pelas respostas 😉 

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Citação de joe, há 8 minutos:

Eu não poderia fazer um para a empresa com qual tenho um contrato pois não, teria de ser a minha mulher certo? Ela já vai fazer um outro acto isolado para outra entidade, acho que não pode fazer mais que um por ano, ou estou enganado? 

De qualquer das formas vou ver se falo com um contabilista, obrigado 🙂

Duvido que não possas passar um acto isolado à tua empresa. Mas confirma, sim.

Encontrei isto: Trabalho dependente e independente para a mesma entidade: Regime da acumulação Contas Organizadas

Pode é não ser o mais vantajoso fiscalmente, mas isso só mesmo vendo com alguém de contabilidade.

Editado por Ghelthon
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Qual é a lógica de passar um acto isolado se pode receber um prémio  extraordinário limpinho de SS?

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Citação de Tio Hans, há 1 hora:

Qual é a lógica de passar um acto isolado se pode receber um prémio  extraordinário limpinho de SS?

Era este que me referia. 

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Citação de Tio Hans, há 5 horas:

Qual é a lógica de passar um acto isolado se pode receber um prémio  extraordinário limpinho de SS?

Por acaso não sabia que havia prémios limpos de SS até esta semana.

A malta que ficou na Farfetch que vai receber os prémios de retenção será limpo de SS.

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Citação de Ego Sum, há 18 horas:

Por acaso não sabia que havia prémios limpos de SS até esta semana.

A malta que ficou na Farfetch que vai receber os prémios de retenção será limpo de SS.

Aplica-se quando é um prémio único num período de 5 anos, se não mudou entretanto. Ou seja, não pode ser um prémio regular, nem acontecer esporadicamente dentro desse período. 

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Na minha empresa os prémios são isentos de SS se for por vouchers/cheques e outros que tais (Edenred/Coverflex)

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Citação de Solero, há 16 horas:

Na minha empresa os prémios são isentos de SS se for por vouchers/cheques e outros que tais (Edenred/Coverflex)

Certo, isso é transversal. Esses não só são isentos de SS como também de imposto sobre o rendimento.

Os meus bónus vão sempre 100% para Coverflex para poder ser limpo de impostos, vai para pagar o jardim de infância das miúdas.

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Citação de Ego Sum, Em 03/05/2024 at 17:20:

Por acaso não sabia que havia prémios limpos de SS até esta semana.

A malta que ficou na Farfetch que vai receber os prémios de retenção será limpo de SS.

Todos os prémios que não assumam carácter recorrente não são sujeitos a SS.

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Pai, mãe, procurem-me um emprego: "pais helicóptero" acompanham filhos às entrevistas

Estudos recentes denunciam que ‘pais helicóptero’ substituem os filhos na procura ativa de emprego. Elaboram e enviam currículos e cartas de motivação e, em 25% dos casos, chegam mesmo a acompanhar os filhos na entrevista de emprego. Especialistas alertam para riscos da ausência de autonomia dos jovens na vida profissional e pessoal

A interferência parental nas decisões de carreira dos jovens está a aumentar e a preocupar, cada vez mais, os recrutadores. Na expectativa de alcançar alguma vantagem no acesso ao mercado de trabalho, são cada vez mais os jovens que delegam nos pais o processo de procura ativa de emprego, desde a prospeção de oportunidades disponíveis, à elaboração do currículo e carta de motivação. E muitos chegam a acompanhar os filhos nas entrevistas de emprego. Especia­listas ouvidos pelo Expresso falam na progressiva presença dos ‘pais-helicóptero’ — que caracteriza um estilo de parentalidade ultraprotetor — nas decisões de carreira dos jovens profissionais, que têm cada vez menos aptidão para “tomar decisões autónomas e imediatas”. A tendência é global e tem sido sinalizada por vários estudos. Garantem os psicólogos que estas têm impacto nefasto no desenvolvimento futuro dos jovens.

Em dezembro do ano passado, a revista universitária americana “Intelligent” conduziu uma pesquisa junto de 800 recrutadores e diretores de recursos humanos de algumas das maiores empresas americanas, com o objetivo de identificar padrões de comportamento dos jovens entre os 18 e os 27 anos (a chamada Geração Z) durante o processo de seleção para um emprego. Entre as várias conclusões alcançadas, há uma que gerou intenso debate: de acordo os gestores inquiridos, 20% dos jovens envolvidos em processos de recrutamento fizeram-se acompanhar por pelo menos um dos pais na entrevista de emprego, fosse ela remota ou presencial.

70% dos jovens admitem que pedem aos pais ajuda no processo de procura e candidatura de emprego

Já este ano, em abril, uma outra pesquisa da plataforma americana de recrutamento ResumeTemplates.com — que inquiriu 1428 jovens entre os 18 e os 27 anos, envolvidos em processos de recrutamento entre abril de 2023 e abril de 2024 — foi mais longe nos dados, mostrando que 26% dos jovens (um em cada quatro) levou um dos pais consigo à entrevista de emprego. Do total de jovens inquiridos que admitem ter levado os pais à entrevista, 31% fizeram-no numa entrevista presencial e 29% numa entrevista remota. Mais, em 7% dos casos os pais responderam a perguntas da entrevista.

E a intervenção parental não fica por aqui. 70% dos jovens inquiridos admitem que pedem aos pais ajuda no processo de procura e candidatura de emprego, 16% dizem que os pais já submeteram candidaturas em seu nome, 13% colocam os pais a responder a entrevistas telefónicas de triagem em seu nome e 55% admitem que também recorrem à ajuda parental na elaboração do currículo. Note-se que em 18% dos casos o currículo foi integralmente redigido pelos progenitores.

Portugal não escapa à tendência

Em Portugal não há ainda dados que quantifiquem esta tendência. Mas os especialistas ouvidos pelo Expresso confirmam-na. “Já tive candidatos que foram acompanhados pelos pais à entrevista de emprego, embora não tenham entrado na sala”, admite Rui Teixeira, diretor-geral do ManpowerGroup Portugal. O recrutador sinaliza também que “são muitas vezes os pais a ir atrás de oportunidades de trabalho para os filhos” e a ter um papel ativo na pesquisa de ofertas, elaboração de currículos e cartas de motivação. Mas Rui Teixeira admite que lhe é difícil perceber se isso resulta de facto “de uma excessiva interferência dos pais ou da pouca proatividade dos filhos”.

Já Alexandra Andrade, diretora-geral da Adecco Portugal, admite que sente particularmente a interferência parental nas decisões de carreira, ou seja, na fase de aceitação ou recusa da oferta de emprego. “Percebemos que, por vezes, da parte do candidato há interesse na oferta ao longo do processo, mas no momento da decisão há pressão parental”, explica. Em causa está muitas vezes o valor da remuneração. “Sente-se muito, sobretudo em famílias com maior capacidade financeira, a pressão para que os jovens não aceitem remunerações baixas. Nesses casos, há muita pressão social para não aceitarem salários de mil euros, mesmo como primeiro emprego, e irem para fora de Portugal.”

38% dos jovens dizem não saber como interagir num processo de recrutamento

Mas não menos relevante do que o retrato que os números e os especialistas traçam é compreender o que leva os jovens a fazerem-se acompanhar pelos pais a uma entrevista de emprego ou a colocar na sua mão decisões estruturais de carreira. De acordo com a pesquisa da ResumeTemplate.com, 48% dos jovens que se fizeram substituir pelos pais em etapas do processo de recrutamento fizeram-no por acreditar que os pais estão mais habilitados a resolver com sucesso o processo do que eles e 38% admitiram não saber como interagir num processo de recrutamento. “O que notamos enquanto recrutadores é que os jovens estão menos autónomos e menos aptos a tomar decisões na hora. São muito poucos os que não adiam a resposta para poder consultar os pais”, reforça Eduardo Mendes, diretor-geral da plataforma de recrutamento Harpoon Jobs.

Impacto na carreira

Com uma carreira na direção de Pessoas e Liderança da Sonae e noutras empresas como a Arrow Global Group, Pernod Ricard e Barclays Bank, Eduardo Mendes está habituado a liderar processos de recrutamento e admite que vê com receio a crescente transferência para a esfera da autoridade parental de “decisões que são vitais para o crescimento e amadurecimento dos jovens enquanto pessoas e profissionais”. Eduardo Mendes relaciona este fenómeno com a idade cada vez mais tardia com que os jovens conquistam a sua independência: “Saem de casa cada vez mais tarde e isso acentua a dependência dos pais, até financeiramente, fazendo com que exista uma menor maturidade para tomar decisões estruturais na sua vida e na sua carreira”, diz.

Visão que a socióloga Teresa Seabra, professora associada do ISCTE-IUL, corrobora. “Nas últimas décadas, por um lado foi aumentando a escolaridade obrigatória — nas condições atuais, no nosso país, só pode alguém dedicar-se a outra atividade que não seja estudar a partir dos 18 anos de idade — e, por outro lado foi antecipada a maioridade para os 18 anos de idade”, diz, acrescentando que “são movimentos em sentido oposto. Pode exercer-se uma atividade económica e ter meios de subsistência, mas não a ponto de poder viver de forma autónoma, dadas as particulares dificuldades existentes na habitação e dado o elevado custo de vida. Uma conjuntura que na opinião da socióloga “produziu (e produz) uma progressiva infantilização das pessoas a ponto de se submeterem à autoridade parental por tempos muito mais prolongados”.

Argumento que a psicóloga Teresa Espassandim também partilha. “Hoje é explícita a presença dos pais em momentos decisivos da vida adulta dos filhos, onde era já expectável que tivessem maior autonomia”. Teresa Espassandim fala na “enorme pressão social para o sucesso dos jovens, seja na carreira, na vida, no salário”, o que os leva a “ter necessidade de procurar aprovação junto dos pais para todas as decisões e quase não conseguir tomar uma decisão sem aprovação parental”. Para a psicóloga, “há riscos associados à falta de autonomia na tomada de decisão. Os jovens tornam-se incapazes de assumir as consequências da sua decisão, de gerir o insucesso, as contrariedades. E isto pode pôr em causa o seu projeto de vida, de carreira e até as suas relações pessoais”.

Eduardo Mendes sublinha esta ideia. O líder da Harpoon Jobs diz que a excessiva dependência da supervisão parental “faz com que os jovens tenham menor aptidão para assumir os riscos da tomada de decisão, até em contexto de trabalho e entre pares, aumentando a sua insegurança e vulnerabilidade”. E sublinha: “É um risco se isto se generaliza.” Um cenário que a socióloga Teresa Seabra diz ser pouco provável. “Creio que esta superproteção dos pais em relação aos filhos, com o avançar do seu trajeto profissional, tenderá a desaparecer na medida em que os educandos tenham possibilidades de viver de forma autónoma, o que implica a existência de emprego e de habitação disponível e compatível com os rendimentos auferidos.”

https://expresso.pt/economia/emprego/2024-06-13-pai-mae-procurem-me-um-emprego-pais-helicoptero-acompanham-filhos-as-entrevistas-dd98586a

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