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andriy pereplyotkin

Ensino Superior - A Entrada, a Estadia, o Adeus

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Mas qual trajecto? Eu entro numa faculdade e se quiser conhecer o pessoal conheço normalmente, não preciso de praxes para isso

Só não percebo isso da praxe servir para integrar e mais tarde eles vão-te ajudar e mais não sei o quê

E há quem não tenha esse à vontade. Além de que o mais provável é nem saber quem são os mais velhos.

 

A praxe não é a única forma de integrar, mas quando é para andar a fazer jogos e cenas assim ajuda a desinibir. E como já lá estão todos juntos ... :)

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E há quem não tenha esse à vontade. Além de que o mais provável é nem saber quem são os mais velhos.

 

A praxe não é a única forma de integrar, mas quando é para andar a fazer jogos e cenas assim ajuda a desinibir. E como já lá estão todos juntos ... :)

Eu devo ser a pessoa mais inibida que existe e não senti dificuldade nenhuma nisso, mas deve ser de mim que sou bonito e todos me querem

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Eu devo ser a pessoa mais inibida que existe e não senti dificuldade nenhuma nisso, mas deve ser de mim que sou bonito e todos me querem

 

Provavelmente será por isso que nem gostas das praxes. Não és o único assim e muito pessoal acaba por não gostar de lá ir porque não gostam de fazer essas "figuras". Como eu disse, as pessoas são diferentes.

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Eu devo ser a pessoa mais inibida que existe e não senti dificuldade nenhuma nisso, mas deve ser de mim que sou bonito e todos me querem

Acredito que seja disso. Nem todos têm essa sorte. :(

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Provavelmente será por isso que nem gostas das praxes. Não és o único assim e muito pessoal acaba por não gostar de lá ir porque não gostam de fazer essas "figuras". Como eu disse, as pessoas são diferentes.

 

Sou desinibido, não quis participar. As figuras é o menos, só não aprecio é que insultem a minha inteligência ou usem de violência verbal, física ou coação de qq espécie. A ideia de que cada caso é um caso serve qnt muito para justificar que a TUA praxe (quem diz a tua diz a de qq outro que se insira aqui) terá sido diferente, não como JUSTIFICAÇÃO para a praxe/sua manutenção.

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A minha opinião sobre praxe é positiva. Decidi experimentar este ano e nunca me senti desrespeitado nem presenciei nenhum big deal desses que já falaram, muito porque vou para lá com noção de que aquilo é uma farsa ou um teatro como já disseram. É uma forma de nos integrar, por vezes demasiado radical mas a verdade é que resulta. Falo pela minha praxe claro, porque já vi outras que de certeza que não punha lá os pés. Enquanto noutras te sujam, obrigam a encher por qualquer motivo, andar de gatas etc etc a minha incute união e humildade, tudo no ambiente rígido da praxe, e incutir esses valores no tal ambiente acaba por ser o mais difícil e o que define o bom do mau praxante. A minha praxe é todos os dias, só vou quando quero e ninguém me castiga por isso, lá "dentro" vivo o ambiente e depois vou com os meus colegas beber uns copos. Também já fiz flexões, andei em formação e pouco mais, nunca abusando, e isso não me estorvou minimamente porque como disse acaba por ser a representação de um papel por parte de pessoas completamente normais. Ter isto em mente é essencial, e isso aliado a uma boa noção dos limites e ao mood de viver a praxe é meio caminho andado para uma opinião positiva.

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Sou desinibido, não quis participar. As figuras é o menos, só não aprecio é que insultem a minha inteligência ou usem de violência verbal, física ou coação de qq espécie. A ideia de que cada caso é um caso serve qnt muito para justificar que a TUA praxe (quem diz a tua diz a de qq outro que se insira aqui) terá sido diferente, não como JUSTIFICAÇÃO para a praxe/sua manutenção.

 

Então se defendes que há praxes boas porque defendes que não se deve manter a tradição?

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Nessa m*rda festa do Caloiro paga-se quanto?

Já me andam a chagar o juízo para ir na quinta.

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Nessa m*rda festa do Caloiro paga-se quanto?

Já me andam a chagar o juízo para ir na quinta.

 

Mega festa do Caloiro é de borla.

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Hmm, nice. Talvez vá la uma vista de olhos a Branko ou assim.

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Hmm, nice. Talvez vá la uma vista de olhos a Branko ou assim.

 

Eu vou na quinta.

Ainda por cima a CP nestes dois dias vai ter comboios às 04h00 por causa da Mega Festa por isso está mesmo a jeito.

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Ainda continuam com essa discussão de praxe? Gabo-vos a paciência mas é como pedir a um cego para ver.

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Então se defendes que há praxes boas porque defendes que não se deve manter a tradição?

 

Estás a pegar noutra declaração para chegares a essa conclusão? Não parece estar relacionado com esta última frase.

Anyway, vamos por partes: a praxis não é nada mais nada menos que o uso dos costumes e tradições. Diz-se que é "da praxe" aquilo que é feito por sistema, uma tradição ou um costume que se prolonga no tempo e se mantém. Eu não tenho nada contra tradições em geral. Em específico, acho que algumas tradições não fazem sentido/delas não se tira proveito. Pensa que algures numa tribo da América do Sul é tradição beberes a tua própria urina, pois isso fortalece-te o corpo, faz com que os espíritos te augurem boas coisas. Apesar de não me opor a essa tradição, acho que não cumpre o propósito que a sustenta (poderíamos discutir, como é óbvio, sobre se é benéfica ou não, se não acaba por ser um placebo, ou até significa muito para a moral da tribo, mas isso são outros quinhentos).

 

Passando um pouco à frente: a praxe académica em Portugal, contextualizada e trazida para a discussão, trata-se de uma espécie de rito de passagem - ou para que não me citem a falta de precisão, uma tradição - que nasceu em Coimbra (cerca de 150 anos, se formos contar com outras Histórias mais) e foi trazido para outras universidades (umas com 30, como a minha), onde se desenrolam atividades que assentam em três pressupostos (nenhum cumprido, como te terei o prazer de mostrar se quiseres): integração, tradição e igualdade. A praxe académica conimbricense de onde possivelmente a tua universidade (és da UAlg como eu, certo?) extraiu a sua raison d'etre tem raízes fascistas, de subserviência, de indivíduos que se julgavam superiores e por isso subjugavam os caloiros nas repúblicas praxistas e dos meninos que eram as jóias das famílias porque pela primeira vez inscreveram o nome delas no ensino superior e por isso aproveitavam a oportunidade praxe para libertar algumas frustrações. Há, claro está, no meio disto, reprodução social, conformismo, espinhas fracas.

 

Pegando no que me perguntaste, parece-me que demonstras uma certa confusão entre praxe e tradição. Mas descansa, não será culpa tua. O que tu reconheces como praxe é aquilo que sempre se viu: a praxe académica é imutável, tem moldes a seguir, segue uma lógica seguidista (passo a redundância) e aspetos que a conservam, como a certa aura de intimação que se gera com o estilo militar/mil e umas reprimendas ou os privilégios que se perdem pela não participação. Na origem da tua confusão pode residir um grande esclarecimento: é que embora a praxe académica cá do burgo seja sempre a mesma m*rda, tu podes ser alvo/cumprir praxes de âmbito académico que não peguem no que já se conhece e criar raízes para uma tradição. Em vez de andares a berrar aos teus amigos só porque gostas deles, que tal orientares os novatos para fazerem voluntariado? Ou e se se decidir passar a(s) semana(s) habitual(ais) de praxe numa IPSS? Que tal mostrar-lhes não só a cidade que para alguns será nova (e não me lixem porque esta parte da praxe costuma ter a importância de umas horas) como as instituições que a compõem, as bibliotecas, os hospitais, as esquadras, os clubes? Porra, eu até nem fico lixado que se aproveitem da publicidade de irem fazer serviço público nas praxes para as tv's mostrarem que afinal a praxe não é só brincadeira... (que é uma bela de uma hipocrisia) mas façam algo diferente, algo noutros moldes.

 

Portanto, meu caro, em minha opinião, a tradição da praxe académica como existe para mim é uma m*rda (e sempre será porque até cair ela mantém-se estável nos seus preceitos). Se, no entanto, se pensarem em praxes que eduquem, que concretizem propósitos, que realmente incutam espírito de grupo de uma forma positiva e com todos a receberem tratamento igual (o que na praxe atual seria impossível devido aos títulos a que se prestam, pai nosso que estais no céu) eu alinho. Com sorte ainda se comem umas miúdas. Até lá, enquanto se der relevo a esta tradição de praxe académica, façam o circo mas não me convidem para ser o palhaço. Porque como diz o outro, bonito bonito não é ter orgulho no curso. Bonito bonito é ser-se bem sucedido no curso, enriquecendo-nos ao máximo e tirando proveito do investimento que estamos a fazer.

 

Ainda continuam com essa discussão de praxe? Gabo-vos a paciência mas é como pedir a um cego para ver.

 

Não digas isso pá. Eu não me iludo na perspetiva de mudar o ponto de vista do outro, mas de certeza que todos temos algo para contribuir. Estou certo que também terás, até porque não me lembro de ver a tua opinião por aqui.

Editado por matisptfan

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Fds lá para o limite de reputações p/dia. Mas subscrevo e assino por baixo, matisptfan.

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Grande, grande post.

 

Estás a pegar noutra declaração para chegares a essa conclusão? Não parece estar relacionado com esta última frase.

Anyway, vamos por partes: a praxis não é nada menos que o uso dos costumes e tradições. Diz-se que é "da praxe" aquilo que é feito por sistema, uma tradição ou um costume que se prolonga no tempo e se mantém. Eu não tenho nada contra tradições em geral. Em específico, acho que algumas tradições não fazem sentido/delas não se tira proveito. Pensa que algures numa tribo da América do Sul é tradição beberes a tua própria urina, pois isso fortalece-te o corpo, faz com que os espíritos te augurem boas coisas. Apesar de não me opor a essa tradição, acho que não cumpre o propósito que a sustenta (poderíamos discutir, como é óbvio, sobre se é benéfica ou não, se não acaba por ser um placebo, ou até significa muito para a moral da tribo, mas isso são outros quinhentos).

 

Passando um pouco à frente: a praxe académica em Portugal, contextualizada e trazida para a discussão, trata-se de uma espécie de rito de passagem - ou para que não me citem a falta de precisão, uma tradição - que nasceu em Coimbra (cerca de 150 anos, se formos contar com outras Histórias mais) e foi trazido para outras universidades (umas com 30, como a minha), onde se desenrolam atividades que assentam em três pressupostos (nenhum cumprido, como te terei o prazer de mostrar se quiseres): integração, tradição e igualdade. A praxe académica conimbricense de onde possivelmente a tua universidade (és da UAlg como eu, certo?) extraiu a sua raison d'etre tem raízes fascistas, de subserviência, de indivíduos que se julgavam superiores e por isso subjugavam os caloiros nas repúblicas praxistas e dos meninos que eram as jóias das famílias porque pela primeira vez inscreveram o nome delas no ensino superior e por isso aproveitavam a oportunidade praxe para libertar algumas frustrações. Há, claro está, no meio disto, reprodução social, conformismo, espinhas fracas.

 

Pegando no que me perguntaste, parece-me que demonstras uma certa confusão entre praxe e tradição. Mas descansa, não será culpa tua. O que tu reconheces como praxe é aquilo que sempre se viu: a praxe académica é imutável, tem moldes a seguir, segue uma lógica seguidista (passo a redundância) e aspetos que a conservam, como a certa aura de intimação que se gera com o estilo militar/mil e umas reprimendas ou os privilégios que se perdem pela não participação. Na origem da tua confusão pode residir um grande esclarecimento: é que embora a praxe académica cá do burgo seja sempre a mesma m*rda, tu podes ser alvo/cumprir praxes de âmbito académico que não peguem no que já se conhece e criar raízes para uma tradição. Em vez de andares a berrar aos teus amigos só porque gostas deles, que tal orientares os novatos para fazerem voluntariado? Ou e se se decidir passar a(s) semana(s) habitual(ais) de praxe numa IPSS? Que tal mostrar-lhes não só a cidade que para alguns será nova (e não me lixem porque esta parte da praxe costuma ter a importância de umas horas) como as instituições que a compõem, as bibliotecas, os hospitais, as esquadras, os clubes? Porra, eu até nem fico lixado que se aproveitem da publicidade de irem fazer serviço público nas praxes para as tv's mostrarem que afinal a praxe não é só brincadeira... (que é uma bela de uma hipocrisia) mas façam algo diferente, algo noutros moldes.

 

Portanto, meu caro, em minha opinião, a tradição da praxe académica como existe para mim é uma m*rda (e sempre será porque até cair ela mantém-se estável nos seus preceitos). Se, no entanto, se pensarem em praxes que eduquem, que concretizem propósitos, que realmente incutam espírito de grupo de uma forma positiva e com todos a receberem tratamento igual (o que na praxe atual seria impossível devido aos títulos a que se prestam, pai nosso que estais no céu) eu alinho. Com sorte ainda se comem umas miúdas. Até lá, enquanto se der relevo a esta tradição de praxe académica, façam o circo mas não me convidem para ser o palhaço. Porque como diz o outro, bonito bonito não é ter orgulho no curso. Bonito bonito é ser-se bem sucedido no curso, enriquecendo-nos ao máximo e tirando proveito do investimento que estamos a fazer.

 

 

 

Não digas isso pá. Eu não me iludo na perspetiva de mudar o ponto de vista do outro, mas de certeza que todos temos algo para contribuir. Estou certo que também terás, até porque não me lembro de ver a tua opinião por aqui.

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Matis, sou praxista, mas tenho que admitir que tens uma opinião concisa e não tás só a mandar postas para o ar e respeito imenso isso.

 

No entanto, pelo menos para mim, a praxe tem como objectivo a própria revolta "contra" a praxe. Dá-nos vontade de mudar as coisas quando formos nós a controlar, de melhorar as actividades, de não haver abusos de poder e etc

 

Mas é aí que, para mim, o teu argumento perde. É que o que tu dizes aqui: "Em vez de andares a berrar aos teus amigos só porque gostas deles, que tal orientares os novatos para fazerem voluntariado? Ou e se se decidir passar a(s) semana(s) habitual(ais) de praxe numa IPSS? " (desculpa não tar a fazer o quote da forma certa), tira o "desafio" à praxe. Tira as desavenças, o estar na mó de baixo. E acredita que quanto mais te esforças para ter uma coisa, mas gosto tens em tê-la.

 

O valor académico disto, o "ser bem sucedido no curso", é algo à parte. A praxe está associada à vida de estudante, mas não é lá que aprendes a fazer integrais. Lá aprendes a gerir o tempo, porque tens pouco para ti. Aprendes a inventar soluções na hora, porque tem que ser. Aprendes a pedir ajuda aos do teu ano, porque às vezes não podes fazer tudo sozinho. Isto foram cenas que eu ganhei, os meus doutores ganharam e vou fazer tudo por tudo que para os miúdos deste ano ganhem também.E depois ainda consegues rir-te com e dos teus novos amigos. Mas lá está , isto sou eu, são os meus, e é a minha praxe. Há outras que não percebem os valores e só se obcecam pelo poder e por ter autoridade sobre outra pessoa. Mas isso é como as claques. Há umas que percebem que a sua função é apoiar o clube, outras que só querem f*der tudo e todos. E elas vão sempre existir, porque as primeiras sabem o que fazem. Achas mesmo que o melhor era abolir toda a praxe?

Editado por Sandes de fiambre

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Desculpem lá o off-topic, mas na segunda fase também se recebe o e-mail mais cedo ou só mesmo à meia noite é que se sabe ?

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Guest Rumpas

Este é o ano que vou ao Arraial do Técnico!

Sabes!

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Que foi? Faz me impressao tanta pseudointelectualidade sobre uma cena tao símples e banal como a praxe, sempre dos antipraxe a passar um atestado de defice cognitivo aos pro praxe...

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