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Tópico da Política e Economia

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Doente oncológico processa Estado por recusa de medicamentos inovadores

 

Luís Pereira Duarte, de 59 anos, com um cancro de próstata em estado avançado, decidiu recorrer a um tribunal para obrigar o Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto a administrar-lhe medicamentos inovadores que custam cerca de três mil euros por mês, revela a edição desta terça-feira do Público.

 

Paulo Ferraz, advogado de Luís Pereira Duarte, explicou ao Público que “a intimação, que vai ser apresentada hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, é uma espécie de providência cautelar, mas com carácter definitivo e que, em teoria, implica que seja marcada uma audiência no prazo de 48 horas”.

 

“Em causa estão o direito à vida e à proteção na saúde”, alega Paulo Ferraz.

 

Luís Pereira Duarte afirma necessitar, com a maior rapidez possível, dos medicamentos em causa, porque já tem metástases no fígado e o seu estado de saúde degrada-se de dia para dia.

 

“Estão a negar-me o direito à vida, ao contribuir para que a minha sobrevivência seja reduzida”, argumenta o engenheiro civil reformado que, nos últimos meses, se tem desdobrado a enviar cartas para o IPO, para as mais diversas entidades e até para o ministro da Saúde.

 

Antes de intentar esta ação, Luís Duarte tentou contactar a administração do IPO, a quem escreveu uma carta a 12 de novembro, referindo que o hospital “desistiu do seu caso”, visto que “foi arquivado na galeria dos sem remédio”.

 

Numa carta enviada ao ministro da Saúde, Luís Pereira Duarte afirma, “tenho 59 anos, quero viver o mais possível. Por favor. Decida já”.

 

Cancro surgiu em 2005

 

Segundo o Público, “Luís Duarte é doente do Instituto Português de Oncologia desde 2005, depois de lhe ter sido diagnosticado um cancro da próstata, removeram-lhe o carcinoma nesse ano, mas teve uma recidiva em 2010. Após uma cirurgia radical, fez hormonoterapia, mas em 2012 foram-lhe detetadas metástases nos pulmões. Submetido a uma cirurgia torácica, diagnosticaram-lhe depois metástases no fígado”.

 

Em abril deste ano, Luís Pereira Duarte, começou a fazer sessões de quimioterapia com docetaxel, um tratamento que foi interrompido no final de agosto, quando os médicos se aperceberam que não estava a resultar. Na altura, os médicos propuseram que fosse tratado com outra substância, cabazitaxel (por via endovenosa), por que este seria o fármaco mais fácil de disponibilizar no IPO.

 

No entanto, como aguarda a conclusão do estudo fármaco-económico na Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), pediram autorização de utilização especial “para tratamento paliativo de segunda linha, dado o benefício na sobrevivência global comprovado”.

 

Também em agosto, os médicos falaram com o doente na hipótese de tratamento com abiraterona e enzalutamida, duas substâncias igualmente indicadas para o seu caso, com a vantagem de serem fornecidas em comprimidos.

 

IPO do Porto reage

 

Laranja Pontes, presidente do Conselho de Administração do Instituto Português de Oncologia do Porto, explicou ao Público “que estes medicamentos usam-se em situações paliativas, quando falham os meios promissores. São medicamentos de terceira ou quarta linha”.

 

“Nos cancros avançados, faz-se tratamento paliativo. Não é obrigatório nem é possível dar tudo a todos os doentes”, acrescentou o presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto sem se pronunciar sobre o caso de Luís Duarte.

 

Segundo Laranja Pontes, “a abiraterona está disponível na farmácia, por opção do laboratório que só ao fim de alguns anos apresentou o pedido de avaliação fármaco-económico no Infarmed e defendeu que o valor acrescentado desta substância é relativamente diminuto”.

 

Já o diretor clínico do IPO Porto, Machado Lopes, referiu-se ao caso de Luís Duarte, assegurando que o doente foi “esclarecido sobre a situação legal dos fármacos” e “está a ser tratado de acordo com os protocolos aprovados na instituição para a sua situação clínica”.

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RTP;

 

Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão. O SNS para funcionar tem de ser feito para dar prejuízo, mas infelizmente, neste momento, é impossível tratar um doente deste género porque os meios económicos e financeiros que temos são limitados e há que racionar através de guidelines que são injustas e difíceis de aceitar para quem está doente, mas que permitem ao abdicar da vida de uns, salvar a de outros.

 

O que aqui está em causa é o dinheiro absurdo que se gasta para prolongar por pouco tempo (meses?) a vida deste doente, será que vale a pena? Em tempo de abundância e com uma gestão orçamental válida, em que a saúde e educação possam dar prejuízo porque o estado tem outras fontes de rendimento, sim; depois de delapidado o património público, infelizmente é preciso fazer opções em saúde e este doente, por exemplo, com doença metastizada à distância é alguém que para a frieza das guidelines não justifica o gasto em terapêutica paliativa que apenas lhe vai melhorar a pouca qualidade de vida que já tem, e não prolongá-la...

 

Isto vai ser cada vez pior, cada vez há mais dilemas morais e éticos no exercício clínico, e infelizmente é impossível as pessoas que estão doentes e estão a sofrer (e as famílias) perceberem porquê elas e não o outro é que vai ficar sem medicamentos ou com a máquina desligada. Por outro lado, temos centenas e centenas de advogados ávidos em ganhar dinheiro em conjunto com as pessoas que descobriram que processar clínicos é uma fonte de rendimento óptima, tudo aliado a juízes que não fazem a menor ideia do que ali estão a fazer e os tribunais enchem-se de queixas contra médicos que se não deixam tudo escrito ao pormenor se queimam, e se não seguem as guidelines estabelecidas, com rigor, já eram. É mais importante fazer burocracia e seguir guidelines do que praticar medicina a sério no nosso país, culpa do governo, da sociedade e do estado a que isto chegou.

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"Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual governo? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. Claro que as crianças lhes acrescentaram um pin na lapela, porque é giro. - Eh pá embora usar um pin? que representa a bandeira nacional como podia representar o Rato Mickey. - Embora pôr o Rato Mickey? mas um deles lembrou-se do Senhor Scolari que convenceu os portugueses a encherem tudo de bandeiras, sugeriu: - Mete-se antes a bandeira como o Obama e, por estarem a brincar às pessoas crescidas e as play-stations virem da América, resolveram-se pela bandeirinha e aí andam, todos contentes, que engraçado, a mandarem na gente. - Agora mandamos em vocês durante quatro anos, está bem? depois de prometerem que, no fim dos quatro anos, comem a sopa toda e estudam um bocadinho em lugar de verem os Simpsons. No meio dos meninos há um tio idoso, manifestamente diminuído, que as famílias dos meninos pediram que levassem com eles, a fim de não passar o tempo a maçar as pessoas nos bancos, de modo que o tio idoso, também de pin. - Ponha que é curtido, tio para ali anda a fazer patetices e a dizer asneiras acerca de Angola, que os meninos acham divertidas e os adultos, os tontos, idiotas. Que mal faz? Isto é tudo a fazer de conta.

Esta criançada é curiosa. Ensinaram-me que as pessoas não devem ser criticadas pelos nomes ou pelo aspecto físico mas os meninos exageram, e eu não sei se os nomes que usam são verdadeiros: existe um Aguiar Branco e um Poiares Maduro. Porque não juntar-lhes um Colares Tinto ou um Mateus Rosé? É que tenho a impressão de estar num jogo de índios e menos vinho não lhes fazia mal. No lugar deles arranjava outros pseudónimos: Touro Sentado, Nuvem Vermelha, Cavalo Louco. Também é giro, também é americano, pá, e, sinceramente, tanto álcool no jardim escola preocupa-me. A ASAE devia andar de olho na venda de espirituosas a menores. Outra coisa que me preocupa é a ignorância da língua portuguesa nos colégios. Desconhecem o significado de palavras como irrevogável. Irrevogável até compreendo, uma coisa torcida, e a gente conhece o amor dos pequerruchos pelos termos difíceis, coitadinhos, não têm culpa, mas quando, na Assembleia, um deles declarou: - Não pretendo esconder nem ocultar apesar da palermice me enternecer alarmou-me um nadita, mau grado compreender que o termo sinónimo seja complicado para alminhas tão tenras. Espíritos tortuosos ou manifestamente mal formados insinuam, por pura maldade, que os garotos mentem muito, o que é injusto e cruel. Eles, por inevitável ingenuidade, não mentem nem faltam às promessas que fazem: temos de levar em conta a idade e o facto da estrutura mental não estar ainda formada, e entender que mudar constantemente de discurso, desdizer-se, aldrabar, não possui, na infância, um significado grave. A irrealidade faz parte dos cérebros em evolução e, com o tempo, hão-de tornar-se pessoas responsáveis: não podemos exigir-lhes que o sejam já, é necessário ser tolerante com os pequerruchos, afagá-los, perdoar-lhes. Merecem carinho, não crítica, uma festa na cabecinha do garoto que faz de primeiro-ministro, outra na menina que eles escolheram para as Finanças e por aí fora. Não é com dureza desnecessária e espírito exageradamente rígido que os educamos. No fundo limitam-se a obedecer a uns senhores estrangeiros, no fundo, tão amorosos, que mal fazem eles para além de empobrecerem a gente, tirarem-nos o emprego, estrangularem-nos, desrespeitarem-nos, trazerem-nos fominha, destruírem-nos? São miúdos queridos, cheios de boa vontade, qual o motivo de os não deixarmos estragar tudo à martelada? Somos demasiado severos com a infância, enervam-nos os impetuosos que correm no meio das mesas dos restaurantes, aos gritos, achamos que incomodam os clientes, a nossa impaciência é deslocada. Por trás deles há pessoas crescidas a orientarem-nos, a quem tentam agradar como podem à custa daqueles que não podem. Os portugueses, e é com mágoa que escrevo isto, têm sido injustos com a infância. Deixem-nos estragar, deixem-nos multiplicar argoladas, deixem-nos não falar verdade: faz parte da aprendizagem das mulheres e homens de amanhã. Sigam o exemplo do Senhor Presidente da República que paternalmente os protege, não do senhor Ex-Presidente da República, Mário Soares, que de forma tão violenta os ataca e, se vos sobrar algum dinheiro, carreguem-lhes os telemóveis para eles falarem uns com os outros acerca da melhor forma de nos deixarem de tanga. Qual o problema se há tanto sol neste País, mesmo que não esteja lá muito certo de o não haverem oferecido aos alemães? E, de pin no casaco que nos fanaram, isto é, de pin cravado na pele (ao princípio dói um bocadinho, a seguir passa) encorajemos estes minúsculos heróis com um beijinho, cheio de ternura, nas testazitas inocentes."

 

António Lobo Antunes, Nov.2013, Visão

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Estranho... Mas sempre dá para rir com os amuos e a divisão entre essas correntes da esquerda.

 

Tambem é curioso ver o regresso da Isabel do Carmo à politica, ela que trocou as bombas pelas dietas. Pode ser que oriente as G3 das FP para melhores mãos...

E o RAP também lá está: http://www.publico.pt/politica/noticia/carvalho-da-silva-promove-movimento-3d-para-as-europeias-sem-ps-e-pcp-1616687

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Hoje é mais um dia de vergonha no ensino português, mais um passo para o assassinato da Escola e mais uma facada num sector que tem sido alvo de agressões dos sucessivos governos. Uma vergonha.

 

Público:

 

Prova de avaliação de professores não se realizou em várias escolas, diz Fenprof

 

18/12/2013 - 10:48

 

(actualizado às 12:56)

 

Protestos, boicotes e lágrimas no dia em que docentes contratados com menos de cinco anos de serviço são avaliados. Fenprof pede anulação do exame.

 

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Prova de avaliação de professores é caso raro na Europa

Opinião: A culpa será nossa e só nossa

Ministério recebeu citação do Tribunal Funchal e enviou resolução fundamentada

Professores queimaram provas em Beja

 

Dificilmente se poderá dizer que a prova de avaliação de professores decorreu com normalidade. A Federação Nacional de Professores (Fenprof) diz que em várias escolas do país o exame não se realizou, seja por greve dos docentes vigilantes, seja por boicote dos professores contratados que iam realizar a prova.

 

Num primeiro balanço, o secretário-geral da Fenprof disse que há várias escolas no país onde a prova de avaliação de conhecimentos para professores contratados não foi realizada, devido à greve dos docentes vigilantes.

 

A adesão à greve dos vigilantes “está a ser extraordinária”, sendo "superior a 95%", e já fez com que escolas em Lisboa, Viseu, Faro, Setúbal, Évora, Barreiro, Almada, Guarda, Vila Real, Guimarães e Braga não realizassem a prova, disse o líder sindical aos jornalistas, em frente à Escola Preparatória Marquesa de Alorna, em Lisboa.

 

Mário Nogueira argumentou que, “com esta situação, a prova está ferida de morte” e que, “politicamente, o ministro [da Educação] vai morrer com ela”, exigindo que o exame seja anulado.

 

A não realização de provas em algumas escolas é uma situação semelhante à que se viveu a 17 de Junho, devido à greve dos professores, quando milhares de alunos não puderam realizar o exame nacional de Português. Viriam a fazê-lo noutra data (a 2 de Julho).

 

O PÚBLICO já questionou o Ministério da Educação e Ciência, mas ainda não obteve resposta, estando agendada uma conferência de imprensa para as 13h.

 

Protestos e invasões de salas

Em Lisboa, no Liceu Padre António Vieira, alguns manifestantes forçaram a entrada na escola e tentaram impedir a realização do exame, gritando “não há prova”. A polícia fechou os portões da escola, mas lá dentro registaram-se mesmo protestos, visíveis pelos jornalistas que aguardavam cá fora, ouvindo-se gritos e vendo-se janelas abertas nos corredores.

 

À saída da prova, alguns professores contaram que não houve condições para realizar o exame, porque as salas foram invadidas por gente em protesto. Além disso, quando foram entregues os enunciados, houve quem respondesse às perguntas em voz alta.

 

O exame também não se realizou em três escolas de Lisboa: na Marquês de Alorna (onde tentaram que todos os professores fizessem a prova no ginásio), no Alto do Lumiar (onde houve invasão da sala) e no Restelo, por boicote dos vigilantes.

 

O cenário de protesto e boicote repetiu-se um pouco por todo o país. Em Beja, foram mesmo queimados os enunciados da prova.

 

No Porto, um grupo de professores vestidos de negro, a maioria oriunda da zona de Amarante, aguardava à porta da Escola Clara de Resende, o início da prova de avaliação de conhecimentos, que classificaram de “humilhante”.

 

"É uma grande humilhação ser obrigada a fazer esta prova, depois de ter estudado e estar habilitada a exercer como professora. Acho também que esta prova descredibiliza todo o Ensino Superior", afirmou Ana Sofia Duarte, criticando a realização do exame de avaliação. Esta professora do 1.º ciclo do Ensino Básico, sem colocação desde 2005, está actualmente a trabalhar numa loja e a exercer cinco horas como professora de Actividades Lúdico Expressivas nas Actividades Extra-Curriculares (AEC), numa escola de Amarante.

 

No distrito de Viseu, segundo o dirigente da Fenprof Francisco Almeida, cerca de dois terços dos professores contratados com menos de cinco anos de serviço não realizaram a prova. Ao todo havia 800 inscritos em quatro escolas: três na cidade de Viseu e uma no concelho de Vouzela. De acordo com Francisco Almeida, não se realizaram provas no Agrupamento de Escolas do Viso, Agrupamento de Escolas Viseu Sul e na EBI de Vouzela.

 

No Agrupamento de Escolas Viseu Sul - ao qual pertence a Escola Infante D. Henrique onde se concentraram durante a manhã alguns professores que empunharam cartazes contra as provas - "só um dos 200 professores convocados para vigiar não fez greve".

 

O Agrupamento de Escolas do Viso "teve dois professores que furaram a greve" e na Escola EBI de Vouzela "a greve foi a 100%". De acordo com o sindicalista, só na Escola Secundária Alves Martins os professores contratados prestaram prova.

 

Na escola Alves Martins, em Viseu, a polícia acabou por impedir que alguns professores realizassem a prova. Logo pela manhã, um grupo de professores concentrou-se à entrada em protesto. Ainda no período de tolerância decidiram entrar para fazer a prova (embora alguns docentes fossem optar pelo boicote) mas acabaram por ser impedidos por cerca de 15 polícias que estavam no átrio. A confusão instalou-se e alguns minutos depois foram novamente informados de que poderiam entrar para as salas. No final, apenas 47 dos 180 professores estavam dentro da salas. Os restantes aguardavam explicações da direcção.

 

Lágrimas em Coimbra

Mais de duas dezenas de pessoas protestaram também numa das escolas em Faro. “Esta prova é inútil porque só existe para as pessoas terem acesso a um concurso público. Isto não existe em lado nenhum”, afirmou à Lusa Susana Santos, professora com mais de 10 anos de serviço. “Hoje somos nós! E amanhã?”, “Não à prova, exigimos respeito” e “Não pactues” eram algumas das frases que se podiam ler nos cartazes dos professores que se concentraram na Escola Pinheiro e Rosa.

 

Em Coimbra, depois de alguma indecisão sobre as acções a desenvolver, os docentes do movimento Boicote&Cerco que estiveram em frente à Escola Secundária D. Maria optaram por dificultar apenas a entrada na escola. “Vigiar é humilhar, vigiar é humilhar”, ouviram os professores que iam vigiar a prova.

 

Às 9h44, saídos das indecisões, foi a vez de dezenas de docentes abrirem caminho em fila indiana, para fazerem a prova. Subiram a escadaria, ouvindo gritos dos colegas que lhes chamaram fascistas e os acusaram de estarem a quebrar a união contra a prova.

 

À porta da escola, havia docentes a chorar. Sónia Barbosa criticava os colegas: “Devíamos ter ficado todos lá fora, isto é que é união? Se não entrasse ninguém eu também não tinha de estar aqui”, gritava, a chorar. Uns baixavam a cabeça. Outra professora que ia fazer a prova sugeria que lá dentro pedissem aos professores do quadro para não aceitarem vigiar a prova: "Tínhamos de entrar, se não não podemos candidatar-nos a dar aulas , mas está nas mãos deles ajudar-nos. Podem fazer greve”, dizia.

 

Ao lado, Maria Ferreira chorava convulsivamente: “Não acredito que passei por cima dos meus colegas que estão a manifestar-se por nós, que estão a defender-nos". Dizia que” partir do momento em que um entra têm de entrar todos” mas garante que não se perdoará.

 

Duarte, um dos que estavam sentados no chão, dificultando a entrada aos colegas, também não tem vínculo, também não tem cinco anos de serviço, pelo que, não fazendo a prova, não se poderá candidatar a dar aulas para o ano. Passada a confusão levantou-se. “Ficar aqui, não entrar, foi talvez a decisão mais difícil da minha vida”, disse, não conseguindo continuar a falar. Chorava, também.

 

André Pestana, um dos porta-vozes do movimento Boicote&Cerco, animou outros manifestantes, dizendo que há outras escolas no país em que o boicote foi efectivo.

 

Fenprof ameaça com tribunal

O dia da prova de avaliação de professores começou com uma polémica entre a Fenprof e o ministério. A Federação Nacional de Professores anunciou na terça-feira que o Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal deferiu uma providência cautelar interposta por sindicatos, para impedir a realização da prova de avaliação dos professores. Desde terça-feira à noite que o ministério garantia não ter sido notificado, mas no final da manhã desta terça-feira a tutela anunciou que a recebeu e que apresentou uma resolução fundamentada. O ministério de Nuno Crato tinha também já dito que recebeu uma outra notificação sobre um indeferimento liminar de um pedido que tinha dado entrada no TAF de Coimbra.

 

Antes da confirmação da tutela, o secretário-geral da Fenprof tinha ameaçado recorrer ao tribunal. "Se até à hora de início da prova, o ministério da Educação não tiver accionado os mecanismos legais, que os tem, para apresentar essa resolução fundamentada nos tribunais, iremos junto do próprio tribunal suscitar o incidente, o que pode levar a uma multa ou até à própria anulação da prova”, avisou o sindicalista frente à escola Marquesa de Alorna onde vários professores protestavam.

 

A coordenadora do Bloco de Esquerda também considerou a prova “um ataque à dignidade dos docentes” e acusou o ministro da Educação de querer destruir a escola pública mantendo a precariedade destes docentes. Catarina Martins, que estava nesta manhã na escola secundária Padre António Vieira, em Alvalade, Lisboa, disse à Lusa que o seu partido está solidário com os professores contratados e acrescentou que “esta prova não tem sentido nenhum e é quase uma vingança contra uma geração, ao decidir que esta seja feita apenas pelos professores com menos de cinco anos de serviço”. com Sandra Rodrigues

 

http://www.publico.pt/sociedade/noticia/protestos-boicotes-e-lagrimas-a-entrada-para-a-prova-de-professores-1616739#/5

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Polícia de choque está em escola de Almada

 

18 de Dezembro, 2013

 

A polícia de choque está hoje de manhã nas instalações da escola Emídio Navarro, em Almada, na sequência de uma tentativa de invasão do estabelecimento e em dia de prova de avaliação de professores, disse à Lusa fonte da escola.

 

De acordo com a mesma fonte da direcção da Emídio Navarro, a polícia de choque foi accionada pela PSP, a quem a escola alertou quando se apercebeu de uma tentativa de invasão.

 

A iniciativa dos manifestantes mostrou, segundo a mesma fonte, "muita agressividade", já que partiram todos os vidros da frente da escola.

 

Apesar disso a prova de avaliação de conhecimentos dos professores está a realizar-se, garantiu.

 

Mais de 13 mil professores tinham marcada para hoje uma contestada prova de avaliação de conhecimentos, no mesmo dia em que os sindicatos da Fenprof marcaram uma greve.

 

A prova de avaliação dos professores foi anunciada no verão passado e desde logo contestada. Em Novembro, na sequência de uma reunião com sindicatos da Educação, afectos à central sindical UGT, nomeadamente a Federação Nacional da Educação, o ministério da Educação estabeleceu que apenas os professores com menos de cinco anos de carreira fariam a prova.

 

Os sindicatos que estiveram na reunião aceitaram a decisão e anularam as acções de contestação, mas a Fenprof manteve todas as acções de luta, incluindo a greve de hoje.

 

A prova está a decorrer em mais de uma centena de escolas desde as 10:30, devendo durar duas horas.

 

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=95112

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Esta situação da prova de avaliação dos professores podia ter sido uma boa ideia, porém a sua execução foi péssima e muito mal conseguida. Não há qualquer equidade entre os avaliados e suspeito que não são os docentes mais novos, com menos de 5 anos de experiência, que são o problema do sistema de ensino.

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Esta situação da prova de avaliação dos professores podia ter sido uma boa ideia, porém a sua execução foi péssima e muito mal conseguida. Não há qualquer equidade entre os avaliados e suspeito que não são os docentes mais novos, com menos de 5 anos de experiência, que são o problema do sistema de ensino.

podia ter sido boa ideia como?

 

isto foi uma tentativa desesperada do Crato em cumprir o orçamento para a educação, a ideia não tem pés nem cabeça (avaliar uma pessoa que foi avaliada durante 6 anos é idiótico) e vem numa altura em que as pessoas já não têm paciência nenhuma para aturar estas faltas de respeito.

 

ainda bem que isto acontece neste setor, as lutas dos professores são as que mais efeitos têm tido.

 

e todos estes recuos do Crato em relação à ideia só provam a imbecilidade que esta prova representa e o ridículo da mesma.

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Podia ser uma boa ideia se tivesse como objectivo a certificação de que existe uma actualização dos conhecimentos pedagógicos (e não em termos de matéria, pelo que ouvi da prova, é no que ela consiste) o que, obviamente, faria mais sentido não em quem acabou recentemente a sua formação. E claro, nunca poderia ser feito só e exclusivamente por exame. E quem diz nestas questões, diz em termos de exames nacionais que, para mim, apenas fazem sentido no secundário e apenas por uma questão de garantir a equidade possível no acesso ao Superior. Mas com a proliferação de exames nacionais nos diferentes ciclos, com exames intercalares e o diabo a quatro parece ser exactamente o oposto de quem lá está.

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Ideia que passa a quem não está dentro do assunto, do exemplo dos professores para com os seus alunos:

Malta não estudaram para o exame? Não tem problema diz que é inadmissível e rasga-o em frente ao avaliador no final de contas é isso que os próprios professores fazem.

 

Também me apeteceu fazer isso a um par de jarras no meu secundário.

Editado por Ego Sum

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podia ter sido boa ideia como?isto foi uma tentativa desesperada do Crato em cumprir o orçamento para a educação, a ideia não tem pés nem cabeça (avaliar uma pessoa que foi avaliada durante 6 anos é idiótico) e vem numa altura em que as pessoas já não têm paciência nenhuma para aturar estas faltas de respeito.ainda bem que isto acontece neste setor, as lutas dos professores são as que mais efeitos têm tido.e todos estes recuos do Crato em relação à ideia só provam a imbecilidade que esta prova representa e o ridículo da mesma.

 

A ideia de um exame de admissão à profissão, de admissão a uma categoria, de admissão a uma ordem, etc., na teoria, é bastante pertinente. Se olharmos para a especificidade da profissão docente, que é responsável pela formação académica de jovens estudantes, devemos pensar se todos os docentes estão, realmente, aptos para desempenhar essa função. Bem sei que os professores, durante o curso, têm que fazer estágios e que os mesmos são avaliados, isso não é só característico desta profissão, é também uma característica de várias outras profissões.

 

Este tipo de exame devia ocorrer logo à saída da Universidade e devia separar os que estão aptos, mediante nota, ou não, para ser professores. Depois poder-se-ia estipular um X de vezes que cada candidato a professor pudesse repetir a prova, com o objetivo de aceder à profissão. A forma como os acontecimentos estão a fluir dá-me a ideia que este exame, o que se realizou hoje, só serve para atirar os professores para um buraco sem fundo, afastando-os da profissão que têm vindo a exercer. Devo deixar aqui uma adenda, para as pessoas que já exercem a profissão, defendo, não um exame porque este tem uma conotação de avaliação e nota, mas algo que sirva para haver uma atualização de competências e que serviria para melhorar a sua performance enquanto docentes.

 

Nestes moldes, os atuais, sou totalmente contra a prova, quanto mais não seja porque se defende que a competência de um professor se mede pelos anos de profissão - cinco anos. Porém, coloco sérias dúvidas sobre esse facto, porque os professores mais jovens, usualmente, têm mais formação, Mestrado, Pós-graduação, etc., bem como têm acesso aos avanços que têm sido feitos no campo da educação ao longo dos últimos anos. Por outras palavras, apesar de poderem ser menos experientes estão mais atualizados e preparados para enfrentar certos aspetos da profissão.

 

Por outro lado, olhemos para os professores mais velhos. Alguns, e repara que não digo todos, pouca ou nenhuma formação fizeram desde que terminaram o seu curso, além da obrigatória, obviamente. Logo, estão menos atualizados, estão ultrapassados e não se encontram tão bem preparados para enfrentar situações que, anteriormente, não existiam no campo educativo. A experiência de anos e anos de ensino não deve compensar a sua desatualização. A educação tem progredido e é necessário que as pessoas estejam preparadas para os novos desafios que se colocam.

 

Agora, uma nota pessoal, considero que 16 páginas de exame, para duas horas, um exagero, todavia desconheço o formato da prova, baseio-me, apenas, no que tenho lido e ouvido nos meios de informação.

 

Voltando ao assunto. A existência de um exame de acesso/manutenção na profissão seria apenas uma questão acessória se o campo da educação estivesse devidamente estruturado. E aqui faço uma crítica ao sistema de Ensino Superior português. A estruturação que falei não devia ocorrer só com os cursos de acesso à profissão docente, mas também para o acesso a outras profissões. Pessoalmente, defendo que quando existem elevados níveis de desemprego num certo curso, devem-se reduzir o número de vagas nas universidades até haver um novo equilíbrio no mercado laboral, que permitirá um aumento progressivo das vagas. Bem sei que isto é utópico, especialmente pelos interesses que estão instalados, todavia poderia servir para regular a formação académica de acordo com as necessidades laborais do País. Neste momento, há profissões que registam níveis de desemprego elevadíssimos, mas não existe a preocupação de regular essa situação, a preocupação é a de continuar a entupir o mercado de trabalho com pessoas que, durante algum tempo, não vão exercer a profissão para que se formaram, sendo obrigadas a enveredar por outros caminhos.

Editado por Vaart

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A ideia de um exame de admissão à profissão, de admissão a uma categoria, de admissão a uma ordem, etc., na teoria, é bastante pertinente. Se olharmos para a especificidade da profissão docente, que é responsável pela formação académica de jovens estudantes, devemos pensar se todos os docentes estão, realmente, aptos para desempenhar essa função. Bem sei que os professores, durante o curso, têm que fazer estágios e que os mesmos são avaliados, isso não é só característico desta profissão, é também uma característica de várias outras profissões.

concordo perfeitamente.

 

por exemplo os advogados também têm de fazer estágio + exame. o que eu acho ridículo é avaliar-se um professor com 2-3-4-5 anos de experiência :lol: em moldes alguns um exame a este público alvo faria sentido. exame de admissão é uma história completamente diferente

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Eu não entendo é porque é que são só esses docentes a serem avaliados. Gostava de saber no que se basearam para definir esse critério. Mas, fora estes aspetos, a profissão docente está ferida de morte em vários aspetos.

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Acho pior terem que pagar para pertencer às ordens, os exames de entrada são bastantes aceitáveis

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Só para dizer que um exame, seja este ou como o Vaart defende de admissão/acesso à carreira, testa muita coisa mas, mesmo que focado na questão pedagógica, não testa se alguém é ou não bom professor, por muito bem feito que o exame fosse.

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Como é que uma pessoa pode sair de uma conta conjunta de 4 titulares? Precisa da assinatura dos restantes?

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O Crato está a ser entrevistado, em direto, na RTP.

 

O Ministro da Educação diz que as suas maiores dúvidas relativamente à formação de professores está relacionada com os currículos das Escolas Superiores de Educação e não com os currículos das Universidades. Ele diz que a formação nestes estabelecimentos tem bastantes diferenças e que isso lhe lhe coloca alguns constrangimentos.

 

A prova vai começar a ser efetuada anualmente pelos professores recém-formados. Alguém andou a ler o que escrevi acima.

Editado por Vaart

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Pela Dignidade, pela Democracia e pelo Desenvolvimento: Defender Portugal

É tempo de defender Portugal de resgates que o empobrecem, desesperam e põem em perigo a liberdade e a democracia. É tempo de recusar a submissão passiva de Portugal a uma União Europeia transformada em troika permanente. Precisamos duma alternativa política que dê força e sentido prático à resistência e ao protesto. Os portugueses precisam de uma maioria para governar em nome da dignidade, da democracia e do desenvolvimento. É tempo de juntar forças.

 

É possível uma alternativa política aos resgates e à austeridade e há, para isso, um programa político claro e com entendimentos abrangentes. O tempo urge e os apelos à unidade devem ter consequências. Para impulsionar a construção desta maioria democrática, as forças políticas, movimentos e pessoas que já hoje podem e querem convergir não têm de esperar por entendimentos entre toda a oposição democrática. Têm de dar passos que favoreçam a acção conjunta, desde já, no plano político e eleitoral.

 

As bases programáticas da convergência já existem. A prioridade é o respeito pela democracia e pela Constituição, impedindo que os interesses da finança se sobreponham aos direitos dos cidadãos. Estamos de acordo quanto à necessidade de pôr travão à austeridade e renegociar a dívida. De impedir o sufoco de novos resgates e memorandos, com esse ou outro nome. De devolver dignidade ao trabalho, começando por actualizar o salário mínimo e garantir a negociação colectiva. De combater as injustiças na distribuição do rendimento e da riqueza, moralizando o sistema fiscal. De erradicar a pobreza. De reafirmar que a saúde, a educação e as pensões não são mercadorias e que o Estado Social não está à venda. De preservar o carácter público da água, dos serviços postais e dos transportes colectivos.

 

Também convergimos na vontade de impedir que a União Europeia seja um espaço não-democrático, baseado na relação desigual entre ricos e pobres, credores e devedores, mandantes e mandados. Na necessidade de defender Portugal das exigências de um tratado orçamental, que impõe o empobrecimento, a dependência e o declínio.

 

A nossa proposta é clara: desenvolver um movimento político amplo que no imediato sustente uma candidatura convergente a submeter a sufrágio nas próximas eleições para o Parlamento Europeu.

 

Defendemos a constituição de uma lista credível e mobilizadora, que envolva partidos, associações políticas, movimentos e pessoas que têm manifestado inquietação, discutido alternativas e proposto acção.

 

Temos como objectivo construir um movimento político que seja o mais amplo possível. Uma plataforma abrangente e ao mesmo tempo clara é realizável a partir das bases programáticas que enunciámos. Ela deve ser levada a sufrágio para lhe dar voz e força. Enquanto cidadãos e cidadãs sem filiação partidária, mas nem por isso menos empenhados e politicamente activos, estamos prontos a fazer a nossa parte.

 

Manifesto 3D http://manifesto3d.blogspot.pt/

 

Promotores: http://manifesto3d.blogspot.pt/p/promotores.html

Editado por Eulogio Soriano

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Como é que uma pessoa pode sair de uma conta conjunta de 4 titulares? Precisa da assinatura dos restantes?

 

Depende do que tiver acordado no contrato. Se provavelmente, ao abrirem a conta, não vos foi falado disso, será necessária a assinatura dos restantes. Depende também do motivo para o qual a pessoa vai sair da conta.

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Efetivamente esta decisão é inconstitucional no entano creio que o governo pode evocar a sustentabilidade do sistema de pensões. Ao que parece o chumbo foi parcial portanto não é assim tão limitativo

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A Antena 1 precipitou a divulgação da decisão, porque esta, possivelmente, só ocorreria amanhã. Vamos ver o que é que o Governo vai fazer para ultrapassar esta situação.

 

Chumbo da Convergência das Pensões segundo o princípio da confiança. Gostava de saber se este défice na Caixa Geral de Aposentações não se deve, em grande parte, às subvenções dos nossos ex-ministros e ex-deputados.

Editado por Vaart

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