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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

Porque é que a UE havia de impor cortes nos serviços sociais e privatizaçoes?

Estamos a falar de um acordo comercial completo, nao de um pacto de ajuda externa.

O que li foi que esse pacto vinha acompanhado de um emprestimo do fmi. O que nao quer dizer que seja um emprestimo como o nosso, acho eu. E umas das exigencias seriam essas que referi

 

Nao foi assim?

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O que li foi que esse pacto vinha acompanhado de um emprestimo do fmi. O que nao quer dizer que seja um emprestimo como o nosso, acho eu. E umas das exigencias seriam essas que referi

 

Nao foi assim?

Vou ter de ler mais sobre o assunto, estou a basear me numa conversa que tive hoje com um ucraniano no trabalho.

 

Por eles, qq coisa que os afaste dos russos deixa os euforicos , teem um historial bem longo de humilhaçoes á conta dos ditos.

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viana-estaleiros.jpg

 

Amanhã é a manif de Solidariedade com os trabalhadores dos Estaleiros de Viana.

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O que é que se passa com os estaleiros de Viana?

 

Fds, tenho andado a leste de tudo, não tenho tempo pra ver nada :lol:

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Pá, péssima gestão ao longo de demasiados anos, levou a que a empresa ficasse sem dinheiro. O Estado foi proibido pela UE de meter lá mais guito. Entretanto, com isto, estão 600 homens a ir para lá todos os dias coçar os tomates, porque não têm trabalho para fazer, porque a empresa não tem dinheiro para comprar matéria-prima.

 

E dps há uma série de trafulhices pelo meio para dar aquilo à Martifer.

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Essa manif de solidariedade é daquelas a que não faltaria se tivesse chance de ir.

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Guest fiasco

Pá, péssima gestão ao longo de demasiados anos, levou a que a empresa ficasse sem dinheiro. O Estado foi proibido pela UE de meter lá mais guito. Entretanto, com isto, estão 600 homens a ir para lá todos os dias coçar os tomates, porque não têm trabalho para fazer, porque a empresa não tem dinheiro para comprar matéria-prima.

 

E dps há uma série de trafulhices pelo meio para dar aquilo à Martifer.

 

Os estaleiros é o exemplo típico da m*rda em que este país se encontra enfiado. O zé trabalhador no fim é que se f*de, para uns 10 andarem a mamar 300k ano a não fazer um crl. (e dps a culpa são os RSI e os apoios sociais)

E pior, é que não vejo a melhorar.

Porque o que chega a seguir, faz "sempre" pior porque o anterior fez o que fez.

País de compadrios e cunhas.

 

Nojo.

Vejo malta da minha idade, ex-colegas de escola e faculdade, a meter-se nesse mundo, e a vergarem-se completamente ás vontades de lobbies.

Vestirem o fato de trafulha e fazerem vida disso.

 

Odeio-me por não ter tomates para dar o salto definitivo.

Agora também já tou velho..

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«Uma universidade – e este é o âmago da questão – não pode ser uma instituição que produz a formação da força de trabalho para o mercado. Ela é uma instituição de contrapoderes, seja à Igreja, ao Estado, aos partidos ou ao mercado. A sua função – temos que quebrar este tabu – não é adaptar-se “ao que o mercado necessita”. O mercado, ou seja, a forma como hoje vivemos, produzimos e reproduzimos a sociedade, é que tem de vir com urgência à universidade para ser criticado, no lugar onde se produz conhecimento, onde se questiona o óbvio, onde se desafia, com coragem, o senso comum»

 

A universidade também "regressa aos mercados"?

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«Uma universidade – e este é o âmago da questão – não pode ser uma instituição que produz a formação da força de trabalho para o mercado. Ela é uma instituição de contrapoderes, seja à Igreja, ao Estado, aos partidos ou ao mercado. A sua função – temos que quebrar este tabu – não é adaptar-se “ao que o mercado necessita”. O mercado, ou seja, a forma como hoje vivemos, produzimos e reproduzimos a sociedade, é que tem de vir com urgência à universidade para ser criticado, no lugar onde se produz conhecimento, onde se questiona o óbvio, onde se desafia, com coragem, o senso comum»

 

A universidade também "regressa aos mercados"?

 

Reputei. Mas apenas porque foste o mensageiro. O verdadeiro destinatário é a Raquel.

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Pegando no assunto das universidades, pelo que ouvi recentemente, a FCT vai limitar ainda mais as bolsas para doutorados (se não estou em erro) porque querem que estes sejam contratados pelo sector privado.

 

Pareceu-me ainda, pelo discurso, que uma das razões para essa limitação é tentar aumentar a qualidade sendo a principal justificação o facto de termos muitos bolseiros e poucas publicações/artigos com qualidade logo pouca qualidade.

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Reuters

BREAKING: North Korea says it executed the uncle of leader Kim Jong Un. North Korea says Jang Song Thaek, a previously powerful man who helped Kim Jong Un to power, was guilty of "attempting to overthrow the state."

 

Parece que foi mesmo executado.

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Pelo que sei, parece-me que há uma vontade de reduzir a contratação de doutorados, porém desconheço o motivo. Todavia, se for para estimular uma contratação por parte do setor privado, pessoalmente discordo, porque já investiguei no privado e não há um mínimo de condições para fazer bons trabalhos. Trabalhos esses que se traduzem em publicações em revistas com fator de impacto. Não queria estar a generalizar, mas na minha área, só há uma universidade privada, o ISPA, onde há condições para fazer boa investigação. Não basta ser-se bom investigador e ter conhecimentos teórico-práticos, é preciso um conjunto de infraestruturas para desenvolver o nosso trabalho.

 

Quanto ao volume de publicações ainda não tive tempo para ver o estudo bibliométrico apresentado pela FCT, porém não se pode esquecer de uma coisa, muitos investigadores são também docentes e é complicado ser-se investigador (e por inerência investigar e publicar), dar aulas e ter que tomar nota de todos os procedimentos administrativos relativamente à função que anteriormente mencionei (dar aulas).

 

Aqui está a notícia relativa a este assunto:

 

Concurso Investigador FCT posto em causa por mais de 150 cientistas

 

Lista de quem teve financiamento foi divulgada no fim de Novembro. O processo de avaliação está a gerar protestos.

 

O concurso Investigador FCT, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, pensado para criar um corpo estável de 1000 cientistas em Portugal até 2016, está a gerar polémica no seu segundo ano de existência. Um apelo lançado por quatro cientistas alega que a maioria dos candidatos “foi impedida de ir a júri internacional por um processo de selecção interna, arbitrário, obscuro, onde se desconhecem os critérios científicos”.

 

Divulgado entre a comunidade científica, o apelo já foi assinado por mais de 150 cientistas e pode resultar num pedido de anulação do concurso, além de ter sido criticado pela Fenprof, pela Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) e pelo Partido Comunista. Todos acusam o processo de falta de “transparência”.

 

Numa altura de vacas magras, uma das apostas do Ministério da Ciência de Nuno Crato era a criação destes lugares para investigadores. O objectivo era ir substituindo o corpo nacional de investigação, que tinha recebido, em 2007 e 2008, o contributo de concursos da FCT para a contratação de 1000 doutorados, para um período de cinco anos.

 

Lançado em 2012, o novo programa Investigador FCT abre as portas a cientistas portugueses e estrangeiros, com currículos “excepcionais”, para fazerem investigação num laboratório em Portugal à sua escolha, também durante cinco anos. Os candidatos, doutorados já há alguns anos, podem escolher uma das três modalidades: nível inicial, nível de desenvolvimento e nível de consolidação.

 

Em 2012, atribuiu-se financiamento a 159 das 1197 candidaturas. Este ano, dos 1479 candidatos, 204 ganharam o concurso. O que totaliza, até agora, 363 investigadores apoiados, que representam cerca de 24 milhões de euros para 2014 (ou seja, de 5,9% do dinheiro que a FCT terá no próximo ano). Mas o processo de avaliação de 2013 e a divulgação dos resultados no fim de Novembro (sem as classificações de todos, o que tem impedido reclamações) estão a causar polémica.

 

“Mais de 1000 doutorados foram eliminados no concurso FCT Investigador 2013, num processo que pode configurar para muitos um despedimento de facto”, lê-se no apelo, escrito por Ana Delicado (do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), João Neres (da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça), Raquel Varela (do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa) e Vera Assis Fernandes (do Museu de História Natural de Berlim e da Universidade Nova de Lisboa).

 

“O concurso FCT 2013 foi pautado pela ausência dos mais elementares direitos democráticos”, diz ainda o apelo, assinado por mais de 150 investigadores portugueses e estrangeiros que trabalham em Portugal, parte deles candidatos a este concurso, assinaram o apelo, entre eles nomes como o do historiador Fernando Rosas, o do físico Frederico Gama Carvalho, o antropólogo Miguel Vale de Almeida e o sociólogo Elísio Estanque.

 

Em relação à ausência da publicação da classificação dos 1479 candidatos, a FCT responde que tal ainda não foi possível devido a “problemas informáticos na plataforma de avaliação”. Até à próxima segunda-feira, dia 9 de Dezembro, tenciona divulgar todos os resultados, adiantou ao PÚBLICO a FCT.

 

Uma ou duas fases de avaliação?

A crítica mais importante dos quatro cientistas, que não foram seleccionados como Investigadores FCT, é sobre o sistema de avaliação do concurso, dizendo que houve “uma pré-selecção interna que elimina as pessoas, impedindo-as de serem avaliadas por um júri internacional”, lê-se no apelo.

 

O regulamento sobre o recrutamento e contratação de Investigadores FCT define que a avaliação pode ser feita numa ou em duas fases, “a determinar no aviso do procedimento concursal”. Para 2013, o aviso de abertura explicita que “a avaliação é realizada numa única fase” e “a avaliação das candidaturas é feita por painéis de avaliação constituídos exclusivamente por peritos internacionais de reconhecido mérito”.

 

No entanto, João Neres diz que vários colegas lhe foram fazendo chegar informação de que houve uma pré-avaliação, com classificação, feita por investigadores portugueses, ainda antes de as candidaturas passarem para as mãos de avaliadores internacionais (nos painéis de ciências da vida, ciências sociais e humanas e ciências físicas e engenharias).

 

“A FCT escondeu sempre a existência deste outro painel de avaliadores”, disse ao PÚBLICO João Neres, de 38 anos, doutorado há sete anos na área da Química Medicinal.

 

Na última terça-feira, depois de ser pressionada, a FCT admitiu no seu site que houve uma avaliação prévia: “Para apoiar as decisões do painel, cada candidatura foi avaliada separadamente, em regra por três avaliadores externos, dos quais dois são estrangeiros e um português, todos de mérito científico reconhecido internacionalmente.”

 

Ao PÚBLICO, o gabinete de comunicação da FCT acrescentou: “A avaliação das candidaturas no concurso de 2013 para Investigador FCT foi feita numa única fase, por um painel de peritos internacionais (todos estrangeiros), com o apoio de relatórios preparados por avaliadores externos.”

 

“Portugal não é um país grande, há sempre rivalidades”

No entanto, a classificação prévia teve influência no processo seguinte. “Cada candidatura foi avaliada por três especialistas internacionais antes de o painel começar a fazer o seu trabalho”, disse ao PÚBLICO Carl-Henrik Heldin, da Universidade de Upsália, na Suécia, responsável pelo painel de ciências da vida, que inclui mais nove cientistas estrangeiros. Os “três especialistas internacionais” referidos por Carl-Henrik Heldin seriam os que a FCT referiu como “três avaliadores externos, dos quais dois são estrangeiros e um português”.

 

“O [meu] painel avaliou 40% das candidaturas, as que receberam as notas mais altas pelos especialistas internacionais”, adiantou Carl-Henrik Heldin, referindo que os 40% dos candidatos na área das ciências da vida equivalem a mais de 200 candidatos. Por isso, cerca de 300 não terão chegado a esta avaliação do painel internacional. E só à volta de 80 terão obtido financiamento. “Para mim, esta avaliação foi conduzida de acordo com as normas internacionais”, sublinha, no entanto, Carl-Henrik Heldin.

 

Mas João Neres discorda: “Houve um outro painel de avaliação, que não conhecemos mas que teve avaliadores portugueses. A FCT admite, finalmente, a sua existência, mas não divulga os nomes desses avaliadores.”

 

Segundo o cientista português, sem se conhecerem os nomes dos avaliadores prévios, não se pode saber se seriam competentes para fazer a avaliação ou se teriam algum conflito de interesses em relação aos candidatos. “Portugal não é um país grande, há sempre rivalidades, isso pode dar azo a que haja parcialidade na avaliação”, diz João Neres. “Para ser legítimo, todos os candidatos deveriam ser avaliados em condições de igualdade pelo painel internacional. Uma das possibilidades que colocamos é requerer a anulação do concurso.”

 

O apelo termina com um pedido de participação numa reunião na próxima segunda-feira, às 18 horas, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. O PCP já pediu, nesta quarta-feira, uma audição parlamentar da secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira, sobre este concurso.

 

@Publico.pt

Editado por Vaart

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Reuters

BREAKING: North Korea says it executed the uncle of leader Kim Jong Un. North Korea says Jang Song Thaek, a previously powerful man who helped Kim Jong Un to power, was guilty of "attempting to overthrow the state."

 

Parece que foi mesmo executado.

 

Foi anunciado na TV norte coreana portanto parece que desta vez não vai aparecer a dar supostos espectáculos na China.

 

Já cá, hoje tive uma grande noticia. Parece que o Terminal Fluvial da Trafaria foi completamente abandonado por troca com a expansão de Sines e Setúbal.

É certo que o estudo sobre o TFT foi muito destrutivo perante a ideia mas fico com a ideia que valeu a pena as pessoas se manifestarem e lutarem. Chegou-se mesmo ao ponto da Autarquia ameaçar construir um campo de golfe e um hotel na zona com o projecto a começar de imediato para impedir a obra do TFT...

Editado por SAS_Robben

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Foi anunciado na TV norte coreana portanto parece que desta vez não vai aparecer a dar supostos espectáculos na China.

 

Já cá, hoje tive uma grande noticia. Parece que o Terminal Fluvial da Trafaria foi completamente abandonado por troca com a expansão de Sines e Setúbal.

É certo que o estudo sobre o TFT foi muito destrutivo perante a ideia mas fico com a ideia que valeu a pena as pessoas se manifestarem e lutarem. Chegou-se mesmo ao ponto da Autarquia ameaçar construir um campo de golfe e um hotel na zona com o projecto a começar de imediato para impedir a obra do TFT...

 

:mrgreen:

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Por isso mesmo usei a expressão "chegou-se mesmo ao ponto".

É daquelas coisas que se anunciam só para o barulho

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Por isso mesmo usei a expressão "chegou-se mesmo ao ponto".

É daquelas coisas que se anunciam só para o barulho

 

Foi mais do que "para o barulho". Foi uma ameaça ridícula e patética. Mais valia que tivessem dito que mudavam o Cristo-Rei para a Trafaria caso o projeto não fosse abandonado...

 

Faz lembrar a guerra com o plano que ficou conhecido como a "Manhattan de Cacilhas" em que a Câmara os ameaçou que, se o projeto fosse para a frente, lhes cortavam a água... :mrgreen:

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Apresentar queixa na Ordem dos Médicos pode vir a custar 102 euros

 

A Ordem dos Médicos (OM) quer passar a cobrar custas e taxas às pessoas que apresentem queixas contra os clínicos na instituição, de forma a evitar que as participações sem fundamento se multipliquem e a tornar mais rápidas as decisões. O valor destes pagamentos (que surgem na proposta da revisão de estatutos da OM) ainda vai ser definido por regulamento próprio, mas pode ascender a 102 euros.

 

O que se propõe é que as custas pelas participações feitas à OM possam ser "indexadas ao valor da unidade de conta, que é o valor base que a lei tem por referência para determinar as custas judiciais [dos processos junto dos tribunais]”, explicou ao PÚBLICO o reeleito presidente da Secção Regional do Norte da Ordem, Miguel Guimarães. Actualmente, a unidade de conta tem “o valor de 102 euros”, precisou.

 

O pagamento de custas (pelas participações) e de taxas (pelos recursos das decisões) foi introduzido na proposta de estatutos “não para diminuir as queixas”, mas para “responsabilizar todas as pessoas e ajudar a financiar (custear) a actividades dos conselhos disciplinares (que actualmente são apenas suportadas pelas quotas dos médicos) e desta forma permitir agilizar e tornar mais eficaz o trabalho”, justificou Miguel Guimarães. A proposta de revisão dos estatutos da OM está desde Fevereiro a aguardar apreciação no Ministério da Saúde e, depois disso, ainda terá que ser aprovada na Assembleia da República.

 

Foi também acordado que o regulamento poderá prever isenções, no caso de os queixosos provarem a sua insuficiência económica, e que, quem se queixar com razão, receberá de volta o dinheiro. Se a medida for aprovada, vai ser criada uma espécie de “taxa de justiça” a pagar pelas pessoas que fazem participações de médicos, mas num valor baixo, “não dissuasor” como o dos tribunais, garantiu entretanto ao PÚBLICO o reeleito bastonário da OM, José Manuel Silva. “Mas ainda está tudo em aberto, não sabemos se a proposta irá ser aprovada”, sublinhou.

 

A possibilidade de pagamento de custas — adiantada na edição desta sexta-feira do Diário de Notícias — já está, porém, a desencadear polémica. O ainda bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, discorda frontalmente desta medida. “Exigir dinheiro para apreciar queixas visa desincentivar as pessoas [de as apresentar] e não é próprio de uma associação de direito público”, sustenta Marinho Pinto.

 

O advogado acrescenta que na Ordem dos Advogados “houve dirigentes e membros de conselhos disciplinares a reclamar” a criação de uma taxa deste tipo, medida a que sempre se opôs. “O facto de haver muitas queixas é um bom sinal, é um sinal de cidadania, mesmo que estas sejam infundadas. Não temos que ter medo dos cidadãos”, sustenta.

 

O antigo bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, também não vê qualquer sentido nesta medida. “Essa proposta, no meu entender, é um disparate e, provavelmente, nem sequer é legal. A ordem é uma associação pública, não é um sindicato para defesa dos médicos. E como associação pública está ao serviço dos doentes”, defendeu, em declarações à TSF. O antigo presidente do Conselho Disciplinar do Sul da OM, Freire de Andrade, também não concorda com "o pagamento de emolumentos". "Não vai resolver o problema do excesso de processos e vai criar dificuldades a quem não devia ter dificuldades", diz.

 

José Manuel Silva retorque que “falta uma cultura de reclamação” em Portugal — “é preciso distinguir entre reclamações com consequências e reclamações feitas só num impulso de momento” — e nota que a OM tem um número de queixas cada vez mais elevado. "As pessoas não fazem ideia da despesa imensa e das horas de trabalho despendidas [com as queixas]".

 

No ano passado, os três conselhos disciplinares regionais receberam 748 participações, mais de metade das quais (421) no Sul. Em 2011 tinham sido recebidas 557 queixas e, em 2010, 447.

 

José Manuel Silva foi reeleito bastonário no acto eleitoral de quinta-feira com 8774 votos, num universo de mais de 45 mil médicos inscritos na OM. A votação mais expressiva foi a registada no Conselho Regional do Norte do OM, com Miguel Guimarães, que era candidato único, a ser reconduzido. No Centro, venceu Carlos Cortes e, no Sul, Jaime Mendes.

 

Alguns atestados deviam ser “taxados à parte”

O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, defende também que os atestados para situações não relacionadas “com cuidados de saúde básicos”, como os atestados para revalidação da carta de condução ou para o uso de armas, deviam ser “taxados à parte”.

 

“Normalmente os médicos de família passam estes atestados (para a pesca, para o porte de armas, para a prática de actividades físicas), mas isso não faz parte das suas obrigações e consideramos que, eventualmente, se podem negar a fazê-lo”, diz. O que propõe é que isto seja “contratualizado à parte", para poder ser feito "fora do horário normal do trabalho" e que se crie "uma taxa específica para este tipo de serviços”.

 

Mas não são os serviços do Estado que exigem este tipo de atestados? “Se o Estado não tem condições para pagar tudo, não deve disponibilizar gratuitamente estes atestados, enquanto ao mesmo tempo coarcta o acesso a medicamentos inovadores”, alega José Manuel Silva.

 

in Publico;

 

___

 

Sendo absurda a ideia de pagar para reclamar, e tendo esta medida pouca ou nenhuma razão de ser, há a ressalvar dois pontos: esta reclamação não tem validade em termos de justiça civil, apenas dentro da ordem; a esmagadora maioria dos portugueses não tem sensibilidade ou capacidade para arguir uma queixa por má prática clínica, apenas um enorme complexo de inferioridade que é patologia nacional...

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Isto deve servir mais para assustar a malta para não abusarem com as queixas. Quanto ao pagar 102e para fazer uma queixa, se isso for em frente é claramente uma almofada para os médicos que pode ser perigosa. Basicamente, não é assim que se resolve um problema deste tipo.

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Já há data e pergunta para o referendo na Catalunha.

Ui, ui, os rios de tinta que já têm corrido em Espanha à pala disso.

 

Para mim é uma pena esse processo histórico estar hoje marcado por politiquice e só acontecer como instrumento politico de demonstração de poder, mais do que como decorrente de um sentimento genuíno. Sentimento esse que o é nas bases populares mas não nos que se aproveitam dele.

Ainda assim dá sempre para rir ver os de Madrid a espumarem-se todos. Dá tambem para cairem algumas mascaras, veja-se o exemplo do El Pais, tido como jornal de esquerda e reverenciado por algumas elites aqui deste lado, que nestes assuntos soberanistas mostra a verdadeira face e mostra o jornalismo de esgoto que faz.

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Ui, ui, os rios de tinta que já têm corrido em Espanha à pala disso.

 

Para mim é uma pena esse processo histórico estar hoje marcado por politiquice e só acontecer como instrumento politico de demonstração de poder, mais do que como decorrente de um sentimento genuíno. Sentimento esse que o é nas bases populares mas não nos que se aproveitam dele.

Ainda assim dá sempre para rir ver os de Madrid a espumarem-se todos. Dá tambem para cairem algumas mascaras, veja-se o exemplo do El Pais, tido como jornal de esquerda e reverenciado por algumas elites aqui deste lado, que nestes assuntos soberanistas mostra a verdadeira face e mostra o jornalismo de esgoto que faz.

 

A mim também me parece isso e não acredito que a Catalunha se torne logo independente a seguir á votação mas acho que a vitória do Sim seria um bom passo para que isso acontecesse no futuro e quanto mais expressiva for essa vitória melhor.

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