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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

O problema não é serem de direita, é não serem isentos e transparentes.

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A esmagadora maioria dos media portugueses é de direita? Grande novidade! :mrgreen:

 

Em parte é verdade, mas em parte também não o é. Na minha opinião há 3 blocos ou grupos nos media, com , um de direita que já foi mencionado que tenta beneficiar os partidos de direita, um de esquerda, menor neste momento, que não foi ainda mencionado e que tenta beneficiar os partidos de esquerda, e finalmente um grupo raro que tenta ser o mais neutro possível (nem sempre o conseguindo, dependendo das suas posições políticas). Na sua totalidade e com o tempo os grupos vão aumentando ou diminuindo, conforma as tendências em que os governos se encontram. Ou seja, no final os meios de comunicação são como a população portuguesa, têm acérrimos defensores em todos os quadrantes e pessoas mais neutras/indecisas. Neste momento encontramo-nos num período de transição, em que os jornalistas que anteriormente eram mais pró-esquerda ( no tempo de Passos Coelho), agora tornam-se mais pró-direita ( já com António Costa ), no futuro ainda será pior, aumentando o número de jornalistas pró-direita, mas isto sempre foi assim e sempre será, aconteceu também no passado com José Sócrates, Santana Lopes e Durão Barroso . Os meios de comunicação, na sua generalidade, gostam de estar sempre na oposição para terem mais manobra para noticiar apenas aquilo que lhes interessa ( as coisas que correm pior em cada legislatura ) e nunca noticiam o contrário ( as coisas que correm melhor em cada legislatura ), ou então minimizam-nas. Concluindo, é normal ( segundo esta lógica) que neste momento os media se assumam de direita, como foi normal que se assumissem de esquerda em alguns momentos do passado, por um lado isto é bom, pois proporciona um aumento da pluralidade, o que só traz benesses para a democracia e discussão política, por outro lado é mau porque os media deveriam tentar assumir uma abordagem de neutralidade em relação às suas posições políticas. Também poderá ter a ver com a mentalidade do pessimismo típica nos dias de hoje, noticiar e focar tudo o que corre mal, seja no que for ( até fora da política, basta ver as notícias do CM).

 

Edit - Corrigido.

Editado por Ticampos

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Em parte é verdade, mas em parte também não o é. Na minha opinião há 3 blocos ou grupos nos media, com , um de direita que já foi mencionado que tenta beneficiar os partidos de direita, um de esquerda, menor neste momento, que não foi ainda mencionado e que tenta beneficiar os partidos de esquerda, e finalmente um grupo raro que tenta ser o mais neutral possível (nem sempre o conseguindo, dependendo das suas posições políticas). Na sua totalidade e com o tempo os grupos vão aumentando ou diminuindo, conforma as tendências em que os governos se encontram. Ou seja, no final os meios de comunicação são como a população portuguesa, têm acérrimos defensores em todos os quadrantes e pessoas mais neutrais/indecisas. Neste momento encontramo-nos num período de transição, em que os jornalistas que anteriormente eram mais pró-esquerda ( no tempo de Passos Coelho), agora tornam-se mais pró-direita ( já com António Costa ), no futuro ainda será pior, aumentando o número de jornalistas pró-direita, mas isto sempre foi assim e sempre será, aconteceu também no passado com José Sócrates, Santana Lopes e Durão Barroso . Os meios de comunicação, na sua generalidade, gostam de estar sempre na oposição para terem mais manobra para noticiar apenas aquilo que lhes interessa ( as coisas que correm pior em cada legislatura ) e nunca noticiam o contrário ( as coisas que correm melhor em cada legislatura ), ou então minimizam-nas. Concluindo, é normal ( segundo esta lógica) que neste momento os media se assumam de direita, como foi normal que se assumissem de esquerda em alguns momentos do passado, por um lado isto é bom, pois proporciona um aumento da pluralidade, o que só traz benesses para a democracia e discussão política, por outro lado é mau porque os media deveriam tentar assumir uma abordagem de neutralidade em relação às suas posições políticas. Também poderá ter a ver com a mentalidade do pessimismo típica nos dias de hoje, noticiar e focar tudo o que corre mal, seja no que for ( até fora da política, basta ver as notícias do CM).

Não há meios de comunicação neutros, nem jornalistas neutros. É impossível.

Esqueçam essa ideia de que os jornalistas tem de ser neutros, é impossível. São pessoas com quadros ideológicos formados e dos quais não conseguem escapar

Quer aqui, quer no desporto, todos têm a sua filiação política, clubística, etc.

Há é jornalistas que se esforçam por ser o mais imparcial possível e aplicar bem as regras que aprenderam para manter essa imparcialidade (ouvir sempre as duas partes da história, apresentar as duas da mesma forma de maneira a que seja a audiência a decidir por si mesma).

Há outros que pura e simplesmente defendem interesses e tornam-se em máquinas de propaganda. Neste momento, o exemplo mais gritante disso é o Observador que aproveita toda e qualquer oportunidade para atacar os partidos de esquerda.

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Não há meios de comunicação neutros, nem jornalistas neutros.

 

Sim, é verdade, compartilho dessa opinião, mas há uns mais neutros que outros, como em tudo na vida. Por isso disse ''um grupo raro que tenta'' '' nem sempre o conseguindo''

 

Edit- Por curiosidade, há quanto tempo existe o Observador?

Editado por Ticampos

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O que me irrita é ser Vodafone e ter que receber todas as sms do Observador a anunciar a desgraça.

Não podes desactivar isso? É que eu fui Vodafone e nunca recebi nada disso.

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Que grupo de media é esse que tenta beneficiar os partidos de esquerda?

 

E o Observador existe há 2 anos.

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O que é um jornal beneficiar partidos de esquerda?

Eu lia o diário económico, um jornal que dizem ser direita, no primeiro mandato do Sócrates. É um lamber de botas de todo o tamanho.

 

A atitude dos jornais perante a esquerda nos últimos anos tornou-se mais hostil pq foi no seguimento desse eixo político despesista que se chegou a um ponto insustentável das contas públicas e todas as consequências que trouxe. Alie-se isso a uma esquerda assente em dinossauros sem capacidade de se adaptar às novas correntes e sem propostas assentes em pressupostos realistas, e uma direita mais jovem e com mais pujança, percebe-se a inversão da tendência de um país completamente à esquerda para um país a começar a ter vozes contrárias.

 

Depois é o seguinte: se um jornalista apresenta uma peça enviesada à esquerda é um bom samaritano. Se um jornalista apresenta uma peça enviesada à direita é um CABR*O.

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Só para relembrar que quando se chegou a esse ponto insustentável não era o PS a governar com maioria absoluta, nem foram os outros partidos de esquerda que aprovaram orçamentos. Mas acredito que estivessem só a ser "responsáveis".. :-

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Que grupo de media é esse que tenta beneficiar os partidos de esquerda?

 

E o Observador existe há 2 anos.

 

Eu não estou a falar de um grupo de media específico, mas de um grupo de jornalistas de diferentes jornais/canais de TV, e é claro que estes existem. Basta um jornalista mandar calar o indivíduo da direita quando este está a falar há 15/30s, ou então dizer... não vamos regressar ao passado, pois não? Enquanto que o político da esquerda falou uma data de minutos seguidos, e volta a falar, para se notar um pequeno favorecimento desse jornalista de esquerda à sua corrente. Eu notei isso por exemplo num programa do Fernando Rosas, contra o Rangel se não me engano, em que a entrevistadora estava sempre a mandar calar o Rangel. Também já notei em programas em que o Galamba esteve presente. Mas claro que isto ocorre até mais no sentido contrário e na maioria das vezes com jornalistas alinhados à direita que favorecem os seus.

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O que é um jornal beneficiar partidos de esquerda?

Eu lia o diário económico, um jornal que dizem ser direita, no primeiro mandato do Sócrates. É um lamber de botas de todo o tamanho.

 

A atitude dos jornais perante a esquerda nos últimos anos tornou-se mais hostil pq foi no seguimento desse eixo político despesista que se chegou a um ponto insustentável das contas públicas e todas as consequências que trouxe. Alie-se isso a uma esquerda assente em dinossauros sem capacidade de se adaptar às novas correntes e sem propostas assentes em pressupostos realistas, e uma direita mais jovem e com mais pujança, percebe-se a inversão da tendência de um país completamente à esquerda para um país a começar a ter vozes contrárias.

 

Depois é o seguinte: se um jornalista apresenta uma peça enviesada à esquerda é um bom samaritano. Se um jornalista apresenta uma peça enviesada à direita é um CABR*O.

Nem acho que isso seja verdade mas, ainda assim, o que é que isso tem a ver com a comunicação social? Ou também misturas jornalistas com paineleiros?

 

O grande problema da CS, para mim, é que se tornou numa parte muito importante das máquinas partidária, e assessores de comunicação e jotinhas assumem-se como jornalistas ignorando qualquer código deontológico, a não ser o do partido, claro. São lá colocados estrategicamente pelos partidos, começando pelos directores de informação.

 

A esquerda não tem mais voz dentro da comunicação social porque o socrates meteu os pés pelas mãos e meteu a descoberto a sua tentativa de controlar a CS. Depois, tiveram que se ir calando. A direita aproveitou e e agora é o que se vê.

 

Aliás, sempre achei a direita muito mais eficiente nestes jogos. A esquerda deixa sempre muito a desejar.

 

Que grupo de media é esse que tenta beneficiar os partidos de esquerda?

 

E o Observador existe há 2 anos.

Só se for o Esquerda.net e o Avante.

 

Agora por causa desta conversa descobri que o Castelo Branco é primo do António Costa :lol:

 

E uma coisa que me deixa triste é nunca termos visto o Cavaco assim:

Editado por Woyzeck

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O que é um jornal beneficiar partidos de esquerda?

Eu lia o diário económico, um jornal que dizem ser direita, no primeiro mandato do Sócrates. É um lamber de botas de todo o tamanho.

 

Estamos a falar de malta de esquerda. :mrgreen:

 

Eu não estou a falar de um grupo de media específico, mas de um grupo de jornalistas de diferentes jornais/canais de TV, e é claro que estes existem. Basta um jornalista mandar calar o indivíduo da direita quando este está a falar há 15/30s, ou então dizer... não vamos regressar ao passado, pois não? Enquanto que o político da esquerda falou uma data de minutos seguidos, e volta a falar, para se notar um pequeno favorecimento desse jornalista de esquerda à sua corrente. Eu notei isso por exemplo num programa do Fernando Rosas, contra o Rangel se não me engano, em que a entrevistadora estava sempre a mandar calar o Rangel. Também já notei em programas em que o Galamba esteve presente. Mas claro que isto ocorre até mais no sentido contrário e na maioria das vezes com jornalistas alinhados à direita que favorecem os seus.

 

My bad, que não li com atenção.

 

Ah, é por aí que se vê? É que isso parece-me ser claramente redutor, nem eu pego nisso quando é ao contrário.

 

Jornal de esquerda ? Publico e o JN.

 

O Público, pertencente ao grupo Sonae? :mrgreen: E o JN também está muito longe de ser um jornal de esquerda.

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O que é um jornal beneficiar partidos de esquerda?

Eu lia o diário económico, um jornal que dizem ser direita, no primeiro mandato do Sócrates. É um lamber de botas de todo o tamanho.

 

A atitude dos jornais perante a esquerda nos últimos anos tornou-se mais hostil pq foi no seguimento desse eixo político despesista que se chegou a um ponto insustentável das contas públicas e todas as consequências que trouxe. Alie-se isso a uma esquerda assente em dinossauros sem capacidade de se adaptar às novas correntes e sem propostas assentes em pressupostos realistas, e uma direita mais jovem e com mais pujança, percebe-se a inversão da tendência de um país completamente à esquerda para um país a começar a ter vozes contrárias.

 

Depois é o seguinte: se um jornalista apresenta uma peça enviesada à esquerda é um bom samaritano. Se um jornalista apresenta uma peça enviesada à direita é um CABR*O.

spot on. e eu começo a achar estranho a esquerda deixar-se enrolar e não reagir, em condições normais a esquerda pt tem que valer 55-65% dos votos, nem o cavaco conseguiu ganhar eleições sem a aura social que tinha, aliás foi mesmo por isso que no psd foi sempre mais tolerado que aceite. chegamos a um ponto que um programa claramente de direita ganhou as eleições e quase era governo. para mim, estranho, muito estranho.

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Realmente é muito estranho. Numa altura em que vivemos uma crise generalizada, e depois dos constantes alertas de Bruxelas, das agências de rating, dos mercados e do crl a 4 que seguem todos as mesmas directrizes e cujo alarme apita quando te predispões a seguir um caminho distinto, depois do que aconteceu à Grécia, é deveras surpreendente que a direita esteja a ganhar terreno. E pasme-se, não é só aqui como em toda a Europa. É muito surpreendente, de facto. Nem consigo perceber o que originou esse súbito crescimento.

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Visitante

Sendo leitor de quase todos os jornais que vale a pena ler, diria que mais importante do que as ideologias das peças é saber ler de uma forma crítica e formar a nossa opinião com os dados que nos são passados.

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Realmente é muito estranho. Numa altura em que vivemos uma crise generalizada, e depois dos constantes alertas de Bruxelas, das agências de rating, dos mercados e do crl a 4 que seguem todos as mesmas directrizes e cujo alarme apita quando te predispões a seguir um caminho distinto, depois do que aconteceu à Grécia, é deveras surpreendente que a direita esteja a ganhar terreno. E pasme-se, não é só aqui como em toda a Europa. É muito surpreendente, de facto. Nem consigo perceber o que originou esse súbito crescimento.

depois de os partidos de direita terem tentado resolver a crise com resultados que andam entre o mediano e o mediocre? depois de um partido de esquerda "radical" ter chegado ao poder e AH A SURPRESA o mundo não acabou e continuou a funcionar?

 

é estranho. mas se quem é de esquerda acha normal, quem sou eu para falar...

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Esta ideia contra o cheque ensino é ideologicamente inflexível por parte da esquerda.

 

Eu sou de esquerda e precisamente por ser a favor de uma educação que promova a igualdade de oportunidades, sou a favor do modelo de educação do cheque ensino. A atual situação que temos é um ensino bom para ricos(privado) e outro para pobres(público).

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JN é claramente jornal de esquerda (PS only), Observador de direita, Económico troca tintas e Publico é como calha.

 

Se não estou errado acho que o menos parcial é o Negócios ainda que possa pender um pouco para a direita.

 

Esquerda "radical" que me lembre só mesmo o esquerda.net e o avante, mas isso é evidente.

 

Aliás, deveria haver uma transparência muito maior no apoio dado pelos meios de comunicação social (tipo Guardian no UK), e dispensavam-se se os joguinhos partidários e as tentativas falhadas de ser isento.

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depois de os partidos de direita terem tentado resolver a crise com resultados que andam entre o mediano e o mediocre? depois de um partido de esquerda "radical" ter chegado ao poder e AH A SURPRESA o mundo não acabou e continuou a funcionar?

 

é estranho. mas se quem é de esquerda acha normal, quem sou eu para falar...

 

Mas tens dúvidas de que as pessoas são influenciadas pelo que ouvem na televisão e nos meios de comunicação? Todos os dias saem notícias de que o rating da dívida está em risco, mil e um avisos do Europgrupo, do Draghi, do Rajoy, da Comissão Europeia, de todos os lados. E todos estes lados apontam para políticas de direita. Quando te tentas desviar um mm, tocam as sirenes. E é óbvio que isso incute medo nas pessoas. O Governo do Passos era elogiado por sermos exactamente o "bom aluno", este governo do Costa é alertado quase todos os dias, é visto com desconfiança. Como é que é suposto as pessoas não terem mais confiança na direita quando tudo o que vem lá de fora aponta nesse sentido? Em que é que os portugueses vão confiar? Na capacidade dos políticos portugueses que ao longo de anos nos levaram à ruína ou nas directrizes e opiniões fornecidas pelos estrangeiros? É óbvio que a opinião e os avisos daquela malta toda da Europa, das agências e dos fundos influencia e muito a opinião das pessoas, não só cá em Portugal como um pouco por toda a Europa.

E depois, tal como já foi dito, é claro que o Governo do Sócrates deixou as suas marcas, que ainda persistem.

Editado por Enzo Dios Perez

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Guest Lotterer.

o Governo de Costa é visto com desconfiança porque é um governo que tem um poder parlamentar nulo, vive do BE e o PC. O problema é que, infelizmente e digo mesmo infelizmente por acho este acordo mau mas acima de tudo acho ainda pior termos que andar com eleições novamente num futuro próximo. Isto não tem por onde se pegue, vai chegar a um ponto que os partidos de esquerda, não vão concordar com certas medidas que o PS quiser implementar, então se forem reformistas, ui, se forem reformistas tendo o sector publico como alvo, ui x30, o PC já vai de malas feitas para fazer oposição.

 

Para além do mais o plano e o programa eleitoral do PS, que era até um bocado virado a direita, foi quase rasgado para ter este acordo com os partidos de esquerda, confiantes não poderemos estar.

 

E não levem isto, para o mesmo de sempre, que se discute aqui, porque são de esquerda é que não vai dar? e se fosse de direita, já eram muito bons? Não, não vai dar porque os partidos tem diferenças enormes entre si, quando chegar a Europa e começar a meter alguma ordem, ninguém se vai entender, vai ser um PS entalado pela esquerda, tendo de "obedecer" aos seus partidos mas entalado pela Europa logo atrás a dizer "não faças isso".

 

O PS vai cedendo no que pode e o BE vai de conquista e de viória a vitóriazinha, porque já não existe muito por onde lhe pegar, fizeram e muito bem, actos na adoção por casais do mesmo sexo, depois foi a discussão da eutanásia... agora o cartão da cidadania e assim as grandes bandeiras realizáveis do BE vão se esfumando.

 

Depois é um amigo do Costa, que não é remunerado mas depois já é, mas recebe pouco mas não precisa porque a vantagem do seu escritório de advogados será 100x superior. grande confusão. O BE e o PC, nesta até morderam a língua para não questionar isto.

 

Do outro lado, temos um PSD que faz birra e que já não apoia o que apoiava antes, já não concorda com o que concordava antes... o tipico partido oposição, que de relevante fazem ZERO e que esperam sossegadinhos que a "gerigonça" acabe por dar para o torto.

 

PS: fazer da europa o bicho papão, faz-me sempre confusão, a europa tem defeitos mas as vantagens ultrapassam largamente esses defeitos. Se não fosse a europa a emprestar dinheiro, ia ser bonito...

Editado por Lotterer.

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o Governo de Costa é visto com desconfiança porque é um governo que tem um poder parlamentar nulo, vive do BE e o PC. O problema é que, infelizmente e digo mesmo infelizmente por acho este acordo mau mas acima de tudo acho ainda pior termos que andar com eleições novamente num futuro próximo. Isto não tem por onde se pegue, vai chegar a um ponto que os partidos de esquerda, não vão concordar com certas medidas que o PS quiser implementar, então se forem reformistas, ui, se forem reformistas tendo o sector publico como alvo, ui x30, o PC já vai de malas feitas para fazer oposição.

 

 

Neste ponto discordo completamente, para mim o PCP tem muito mais a perder na queda deste governo que o Bloco de Esquerda que se encontra num momento emergente. Vejo com muito mais facilidade o fim do governo por parte do Bloco , que com a ambição futura de talvez chegar aos 15% o faria com mais facilidade do que um PCP que arrisca-se em coligação com o PEV, a ter apenas 10% no melhor das melhores hipóteses e nas piores, um valor igual ou ainda pior? Isto no campo estratégico/partidário, se colocarmos a razão num campo histórico/ideológico, das reinvidicações que o PC sempre lutou, talvez o PC tenha essa iniciativa, coisa de que duvido contudo, pelo menos a deixar de apoiar antes do Bloco. Mas sim, se mexerem no setor público, o Bloco e a CDU fazem logo as malas. Antes disso, acho que o governo tem condições para durar, mas até quando?

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o Governo de Costa é visto com desconfiança porque é um governo que tem um poder parlamentar nulo, vive do BE e o PC. O problema é que, infelizmente e digo mesmo infelizmente por acho este acordo mau mas acima de tudo acho ainda pior termos que andar com eleições novamente num futuro próximo. Isto não tem por onde se pegue, vai chegar a um ponto que os partidos de esquerda, não vão concordar com certas medidas que o PS quiser implementar, então se forem reformistas, ui, se forem reformistas tendo o sector publico como alvo, ui x30, o PC já vai de malas feitas para fazer oposição.

Tem-se visto. Até agora e tendo em conta que vinha aí o Apocalipse o acordo parlamentar tem funcionado bem. Isso não significa que todas as propostas tenham que ser consensuais entre os partidos e que de vez em quando tenham que se sentar à mesa para conversar. Aliás, assim é que devia ser sempre, sem decisões de maiorias absolutas e poder inquestionável.

 

Como respondeu o AC ao PPC num debate parlamentar o que mais chateia agora é que a tal geringonça que nunca iria pegar afinal funciona bem.

 

Porque é que vamos para eleições num futuro próximo? O presidente até tem andado de braço dado com o governo defendendo-o até das pressões externas. A não ser a ânsia daqueles que que estão mortinhos para dizer 'eu avisei' não encontro qualquer outro motivo.

 

O que nenhum dos outros partidos quer é voltar a ver a direita no poder. Perguntem ao Jerónimo se sabendo o que sabe hoje se tinha juntado à direita para derrubar o governo do Sócrates? E sabendo muito bem que a cair este governo voltaremos a ter outro de direita muito provavelmente com maioria absoluta não vejo nenhum dos 3 a rasgar o acordo. Não acredito que o Bloco o faça sabendo que isso poderia trazer prejuízo aos país em prol de uns deputados a mais. Se conseguissem com isso ser governo... talvez.

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