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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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No Brasil, Eduardo Cunha foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal da Presidência da Câmara dos Deputados.

 

Eduardo Cunha seria o sucessor provisório de Michel Temer quando este se ausentasse do país, no fundo teria o papel de Vice-Presidente do Brasil.

 

A substitui-lo fica o vice-presidente da Câmara dos Deputados, outro envolvido no Lava Jato e amigo de Cunha, Waldir Maranhão. E parece que como primeira medida o que fez foi suspender sem que nada o fizesse prever a sessão onde se debatia o afastamento de Cunha deixando alguns deputados a falar para o boneco :lol:

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Hoje temos eleições no Reino Unido e para já, não parece, um bom resultado para o Labour. Não é um resultado que seja dramático mas não é bom. Para já, em termos de local coucillors o Labour parece estar a perder mais do que a ganhar e os conservadores em sentido contrário. No Parlamento escocês, o resultado é muito mau para o Labour, correm o risco de ficar em 3º...

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Visitante

 

 

Quando se olha para as coisas de forma pouco crítica, acaba-se por serem ditas algumas asneiras, José Carlos. A geringonça tem funcionado bem porque os indicadores económicos do país melhoraram após a sua nomeação? Não me parece. A geringonça tem funcionado bem porque os portugueses viram os seus rendimentos aumentar? Só se forem os funcionários públicos, e mesmo esses, deixam tudo nos combustiveis. A geringonça tem funcionado bem porque de facto há um caminho alternativo e as coisas serão melhores daqui em diante? Não me parece, todas as instituições de carácter económico alertam todos os dias para o perigo do caminho que Portugal está a seguir e de que são necessárias medidas alternativas, até por parte daqueles pobres solitários que avaliam a nossa dívida com grau de investimento. A geringonça tem funcionado bem porque não tem havido discórdia entre os subscritores do acordo? Ainda na semana passada tivemos o PCP a dizer que não votaria favoravelmente ao PEC (e por conseguinte, este não passaria na Assembleia) e o PS foi obrigado a não submetê-lo a votação. A geringonça tem funcionado bem porque não há perspectivas de que algum dos subscritores venham a tirar o tapete ao António Costa? http://www.tsf.pt/politica/interior/bloco-de-esquerda-reforca-a-pressao-sobre-o-governo-5158997.html Não me parece.

Editado por Visitante

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Quando se olha para as coisas de forma pouco crítica, acaba-se por serem ditas algumas asneiras, José Carlos. A geringonça tem funcionado bem porque os indicadores económicos do país melhoraram após a sua nomeação? Não me parece. A geringonça tem funcionado bem porque os portugueses viram os seus rendimentos aumentar? Só se forem os funcionários públicos, e mesmo esses, deixam tudo nos combustiveis. A geringonça tem funcionado bem porque de facto há um caminho alternativo e as coisas serão melhores daqui em diante? Não me parece, todas as instituições de carácter económico alertam todos os dias para o perigo do caminho que Portugal está a seguir e de que são necessárias medidas alternativas, até por parte daqueles pobres solitários que avaliam a nossa dívida com grau de investimento. A geringonça tem funcionado bem porque não tem havido discórdia entre os subscritores do acordo? Ainda na semana passada tivemos o PCP a dizer que não votaria favoravelmente ao PEC (e por conseguinte, este não passaria na Assembleia) e o PS foi obrigado a não submetê-lo a votação. A geringonça tem funcionado bem porque não há perspectivas de que algum dos subscritores venham a tirar o tapete ao António Costa? http://www.tsf.pt/politica/interior/bloco-de-esquerda-reforca-a-pressao-sobre-o-governo-5158997.html Não me parece.

Tb não percebi essa da geringonça estar a funcionar bem lol

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Hoje temos eleições no Reino Unido e para já, não parece, um bom resultado para o Labour. Não é um resultado que seja dramático mas não é bom. Para já, em termos de local coucillors o Labour parece estar a perder mais do que a ganhar e os conservadores em sentido contrário. No Parlamento escocês, o resultado é muito mau para o Labour, correm o risco de ficar em 3º...

 

Estranho que o Partido Conservador do David Cameron, mais uma vez tenha bons resultados, depois do escândalo que ocorreu. E na eleição entre o muçulmano pró-europeu e o judeu pró-brexit, já é certo que o primeiro tenha ganho?

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Estranho que o Partido Conservador do David Cameron, mais uma vez tenha bons resultados, depois do escândalo que ocorreu. E na eleição entre o muçulmano pró-europeu e o judeu pró-brexit, já é certo que o primeiro tenha ganho?

 

Não acho particularmente estranho tendo em conta a crise em que o Labour está mergulhado e no facto de o Corbyn ser o líder, mas depois do orçamento que foi apresentado o Labour tem de fazer melhor.

 

Sim, o Sadiq Khan deve ser eleito, à primeira ou segunda volta, o que é natural, Londres é uma cidade trabalhista, o Boris Johnson só se intrometeu nos últimos anos porque é politicamente um ET.

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Visitante

Se era para ignorar, pelo menos tinhas deixado reputação

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Acho bem que se comece a meter o dedo na ferida. É preciso é que seja alguém realmente isento e que não se deixe comprar.

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Hoje sairam mais uns nomes. Um deles é o ex-patrão do Sócrates que está envolvido no casa Marquês.

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Guest Lotterer.

Neste ponto discordo completamente, para mim o PCP tem muito mais a perder na queda deste governo que o Bloco de Esquerda que se encontra num momento emergente. Vejo com muito mais facilidade o fim do governo por parte do Bloco , que com a ambição futura de talvez chegar aos 15% o faria com mais facilidade do que um PCP que arrisca-se em coligação com o PEV, a ter apenas 10% no melhor das melhores hipóteses e nas piores, um valor igual ou ainda pior? Isto no campo estratégico/partidário, se colocarmos a razão num campo histórico/ideológico, das reinvidicações que o PC sempre lutou, talvez o PC tenha essa iniciativa, coisa de que duvido contudo, pelo menos a deixar de apoiar antes do Bloco. Mas sim, se mexerem no setor público, o Bloco e a CDU fazem logo as malas. Antes disso, acho que o governo tem condições para durar, mas até quando?

 

Eu acho o contrário. Acho que o PC, é o partido que se tiver que romper, rompe, se não tiver as suas propostas aceites e aplicadas, sai. Isto de uma forma geral.

 

Se existe um parido que que não se deixa ir, é o PC. Já o BE, acho que é um partido que se tiver de engolir em seco, engole, é mais paciente e mais "vira casacas" :mrgreen:

 

E do que tem mais a perder, isso tem muito que se lhe diga. Se não começar haver resultados demonstradores claros de uma melhoria no pais, o primeiro partido a sair desta coligação a 3 e a começar a fazer oposição, para mim, terá sempre vantagem.

 

O sector público, é algo que o PS não tem de tocar e se tocar tem de ser uma coisa insignificante, se não já sabe o que lhe espera.

 

A minha aposta, é que este governo não cumpre os anos a que foi destinado. Mas também não acho que caia, assim tão cedo. E não vai cair tão cedo, porque a esquerda tem o dever moral para fazer isto funcionar, nem que estejam 1/2/3 anos a fazer fretes, se isto não resulta, jamais irá acontecer e jamais irá resultar no futuro. Sendo que a esquerda sairia claramente prejudicada.

 

E depois ainda temos o caso do AC, jogar aqui a sua sobrevivência politica, o homem tirou o Seguro do PS porque o PS não tinha maioria absoluta nas sondagens :lol: Nem teve maioria absoluta, nem ganhou, o homem ia ser recambiado com uma pinta, um flop de todo o tamanho. Se eu acho que o AC se juntou e fez esta coligação apenas para a sua sobrevivência, não, mas que ela está presente, isso está.

 

Tem-se visto. Até agora e tendo em conta que vinha aí o Apocalipse o acordo parlamentar tem funcionado bem. Isso não significa que todas as propostas tenham que ser consensuais entre os partidos e que de vez em quando tenham que se sentar à mesa para conversar. Aliás, assim é que devia ser sempre, sem decisões de maiorias absolutas e poder inquestionável.

 

Como respondeu o AC ao PPC num debate parlamentar o que mais chateia agora é que a tal geringonça que nunca iria pegar afinal funciona bem.

 

Porque é que vamos para eleições num futuro próximo? O presidente até tem andado de braço dado com o governo defendendo-o até das pressões externas. A não ser a ânsia daqueles que que estão mortinhos para dizer 'eu avisei' não encontro qualquer outro motivo.

 

O que nenhum dos outros partidos quer é voltar a ver a direita no poder. Perguntem ao Jerónimo se sabendo o que sabe hoje se tinha juntado à direita para derrubar o governo do Sócrates? E sabendo muito bem que a cair este governo voltaremos a ter outro de direita muito provavelmente com maioria absoluta não vejo nenhum dos 3 a rasgar o acordo. Não acredito que o Bloco o faça sabendo que isso poderia trazer prejuízo aos país em prol de uns deputados a mais. Se conseguissem com isso ser governo... talvez.

 

 

Mas aquilo funciona como? Por ainda estarem os 3 de mão dada, é funcionar? Aquilo não funciona mas também funciona, está ali num meio termo. E aquilo está num meio termo, a pender mais para o (funciona) sejamos justos porque ainda não veio as decisões mais importantes e ainda não veio a grande dor de cabeça dos partidos de esquerda a UE. Depois disso, é que poderemos dizer se funciona realmente, até agora nada me leva a crer.

 

Ao PPC não chateia nada, porque isso é que homem não intervém. Está a espera do momento certo, para falar e atacar. Ele sabe perfeitamente que o futuro risonho que os Partidos de esquerda propuseram quando deitaram o governo abaixo, é quase irrealizável ou se tudo correr de uma forma perfeita, inserida numa economia a roçar a perfeição. E quando começarem a sair resultados que não vão de encontra ao que foi delineado, ai sim é que o PPC se vai chatear.

 

O tempo do PPC ficar chateado já foi, o golpe de estado, as reuniões com PS para formar governo onde o PSD apresentava propostas e o PS rejeitava todas dizendo depois que as reuniões não eram produtivas e que com a esquerda eram muito produtivas. Agora o homem, está só a espera. Se é uma boa oposição e para isto que serve os partidos de oposição? Para mim não, mas todos fazem o mesmo, por isso a moralidade de criticar é sempre nula, quer de um lado quer do outro. Ainda no outro dia ouvi reproduzido por varias pessoas da esquerda que o PSD, rejeitar e criticar o OC, era um anti-patriotismo :lol:

 

Não é ânsia nenhuma. é uma questão de não nos deixaram formar governo, acabaram por formar um, inventando coisas, como os portugueses queriam que o partidos de esquerda se coligassem, (:lol: basta ver os votos do Livre) e que ganharam as eleições sem as ter ganho. Se isto não resultar, e não estou a dar como certo, é normal e natural que os partidos de direita protestem.

 

O nosso presidente? é a mesma pessoa que dizer que esta parede é vermelha, e chega um gajo e diz que é azul e o Marcelo: "realmente, tem razão, é azul", o gajo é um troca tintas do caraças.

 

Acho que qualquer pessoa se tinha juntado para derrubar o governo de Sócrates, só malta doente do PS, é que não faria. Para mim isso, nem tem discussão.

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Há aí um equívoco fundamental no estabelecimento do paralelo com os contratos de associação com escolas. É que os contratos de associação são estabelecidos com escolas privadas por estas oferecerem um serviço público e não por serem um negócio.

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Um serviço público que o estado está obrigado por lei a fornecer a toda a população.

 

"Artigo 75.º CRP

(Ensino público, particular e cooperativo)

1. O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as

necessidades de toda a população."

 

Se o estado tem de assegurar que toda a população tem oferta pública, como é que não é um desperdício financiar escolas privadas? As escolas privadas podem oferecer serviço público, mas não deixam de ser um negócio. Se não o fossem não se ouvia 1/10 do ruído...

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Jorge Sampaio a rasgar o Durão Barroso de cima a baixo:

 

Costuma dizer-se que a memória é selectiva e que os relatos históricos são reconstruções narrativas, que não dispensam nem uma parte de interpretação nem alguma subjectividade. Até poderá ser assim, mas as chamadas fontes em história permitem colmatar lacunas e reconstituir factos passados. Posto isto, inspirado pela leitura dos semanários de fim de semana, atrevo-me a fazer uma breve revisitação dos anos 2002-2003 deste século, determinantes que foram para o caos que hoje se vive no plano internacional. Refiro-me ao Iraque.

 

Sendo certo que já em 2001 estava na agenda internacional, e sobremaneira na americana, em Portugal, a questão do Iraque só emerge no quadro dos contactos que então mantinha com o primeiro-ministro no início de Setembro de 2002. Lembro-me, concretamente, de uma extensa conversa telefónica sobre a matéria, a 9 de Setembro, aquando do seu regresso de um encontro na Sardenha, com congéneres europeus, durante o qual se teria desenhado com maior clareza a possibilidade, apoiada por ingleses, espanhóis e italianos, de uma intervenção no Iraque, mesmo sem mandato das Nações Unidas.

 

Recordo bem esta conversa não só por ter marcado a introdução da questão do Iraque na agenda interna, de que passou a ser um ponto recorrente, como por ter revelado ab ovo [de início] as diferenças de posição entre mim e o chefe do executivo. Este, para além de então ter esgrimido o argumento do interesse nacional, que seria o de preservar o elo atlântico no contexto europeu, mencionou ainda que lhe custaria ver certos países do lado dos EUA e Portugal com uma posição diferente – pensando porventura em Espanha –, não sem que, a rematar, me tivesse lembrado que cabia ao governo a condução da política externa, um preceito constitucional que me não ocorreria desrespeitar, mas que me não impedia de emitir opiniões, um direito que a Constituição igualmente reconhece ao Presidente.

 

A convicção certa, com que então ficara, de que o Iraque se viria a tornar num factor de polarização PR versus PM, foi-se adensando e tornou-se evidente no nosso encontro semanal de 19 desse mês, depois de uma intervenção do primeiro-ministro no Parlamento. Mas, para mim, não era menos premente a necessidade de gerir esta divergência de forma adequada, sem a tornar num factor de vulnerabilização do funcionamento regular das nossas instituições.

 

O último trimestre de 2002 foi marcado pelo peso crescente da questão do Iraque, quer no plano internacional – fosse das Nações Unidas, em que se deve destacar a aprovação da Resolução 1441 de 8 Novembro ou da NATO, tendo-se realizado a Cimeira de Praga nessa altura –, quer no europeu, com declarações recorrentes no âmbito dos Conselhos de assuntos gerais e das relações externas, reiterando o apoio ao teor da Resolução 1441 e o apelo ao “desarmamento do Iraque no que respeita às armas de destruição maciça”.

 

No entanto, a verdade é que a unanimidade que parecia subjazer a estas declarações, foi-se estiolando à medida que nos bastidores se intensificaram os indícios de que haveria uma iniciativa militar em preparação. Dentro desta lógica, a procura pelos EUA de apoios levou a uma clara polarização entre os parceiros europeus, de resto ao arrepio das opiniões públicas europeias que manifestaram uma rara unanimidade contra um conflito armado.

 

A divisão europeia tornou-se óbvia com, por um lado, a tomada de posição conjunta de Chirac e Schröder (22 de Janeiro de 2003) sobre a oposição a qualquer acção militar sobre o regime iraquiano e a chamada “carta dos Oito”, publicada a 30 de Janeiro, que, na véspera, o primeiro-ministro me informara ir assinar, embora sem me mostrar o texto, mas que enquadrou com argumentos semelhantes aos que viria a expender no Parlamento a 31 de Janeiro – ou seja, basicamente que para Portugal a neutralidade não era opção. Entre Fevereiro e Março desse ano, convoquei o Conselho de Estado por duas vezes e todas as intervenções públicas que fiz, designadamente na Declaração ao país a 19 de Março, já depois da Cimeira das Lajes, deixei sempre clara a importância de preservar o papel do multilateralismo na construção da paz e na resolução dos conflitos, bem como o da desejável unidade e autonomia europeias em matéria de política externa.

 

Sobre a Cimeira em si, e o processo que levou à sua realização nas Lajes – e não em Washington, Londres, Barbados e Bermudas, como terá sido ventilado –, a verdade é que a literatura internacional lhe dá pouca ou nenhuma importância e não tendo eu tido conhecimento dos preparativos, pouco posso dizer. No entanto, quero recordar aqui o telefonema que, pelas 7 da manhã de 14 de Março, recebi do primeiro-ministro, solicitando-me uma reunião de urgência. Para minha estupefacção, tratava-se de me informar que havia sido consultado sobre a realização de uma cimeira nos Açores, essa mesma que, nesse mesmo dia, a Casa Branca viria a anunciar para 16 de Março, daí a pouco mais de 48 horas… Não é preciso ser-se perito em relações internacionais para se perceber que eventos deste tipo não se organizam num abrir e fechar de olhos; e também não é necessário ser-se constitucionalista, para se perceber que não cabe ao Presidente autorizar ou deixar de autorizar actos de política externa.

 

De qualquer forma, transmiti claramente que tratando-se, como o meu interlocutor afiançava, de uma derradeira e essencial tentativa para a paz e evitar a guerra no Iraque nada teria a opor. Em relação a tudo isto, muito mais poderia recordar, para além da fotografia conhecida que registou um dos momentos mais gravosos deste século, quer seja sobre o papel de Portugal na dita Cimeira, sobre as conclusões da mesma ou ainda sobre tudo o que se seguiu e o início da guerra. Por falta de espaço, não o farei aqui hoje, mas, poderá o leitor interessado por esta questão recorrer ao trabalho sério de Bernardo Pires de Lima, A Cimeira das Lajes (2013), cuja leitura vivamente recomendo.

 

À laia de conclusão, quero sublinhar três pontos: o presidente tem o direito constitucional a mostrar a sua discordância perante a condução da política externa e não está obrigado a acatar, sem intervenção e passivamente, decisões assumidas pelo Governo; no caso que aqui nos ocupa, entendo ter conseguido uma posição equilibrada pois, por um lado, evitei de facto abrir um conflito institucional que em nada serviria o país, mas, por outro, ao me opor ao envio de tropas para o Iraque, afirmei decisivamente o papel efectivo do presidente como comandante supremo das Forças Armadas; quanto ao mais, quero reafirmar um princípio de natureza geral, é que na política como na vida, importam tanto os resultados como os processos, pelo que a estratégia dos factos consumados contribuem pouco para reforçar a confiança mútua que é o cimento dos laços sociais e do funcionamento das instituições em democracia.

https://www.publico.pt/politica/noticia/iraque-evocacoes-presidenciais-1731304?page=-1

 

O Durão Barroso pode mentir com quantos dente tem na boca o tempo que quiser, mas vai continuar a ser um dos principais carrascos do século XXI, que com base numa mentira ridícula destruiu gerações inteiras de uma zona no globo, pode dar as voltas que quiser, fingir o que quiser que já tem um lugar guardado na história ao lado dos piores figuras do mundo ocidental. Parabéns!

Editado por whatever

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Um serviço público que o estado está obrigado por lei a fornecer a toda a população.

 

"Artigo 75.º CRP

(Ensino público, particular e cooperativo)

1. O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as

necessidades de toda a população."

 

Se o estado tem de assegurar que toda a população tem oferta pública, como é que não é um desperdício financiar escolas privadas? As escolas privadas podem oferecer serviço público, mas não deixam de ser um negócio. Se não o fossem não se ouvia 1/10 do ruído...

 

Eu não vejo o problema de o Estado financiar escolas privadas se, em dada zona, compensar mais fazê-lo, quer seja por proximidade, por haver um elevado número de alunos que a escola pública não consegue corresponder, etc., do que criar novas infrastrturas. Acho que assim faz sentido. Mas, como é óbvio, duvido que seja assim tão linear e simples todo o financiamento a escolas privadas.

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Eu não vejo o problema de o Estado financiar escolas privadas se, em dada zona, compensar mais fazê-lo, quer seja por proximidade, por haver um elevado número de alunos que a escola pública não consegue corresponder, etc., do que criar novas infrastrturas. Acho que assim faz sentido. Mas, como é óbvio, duvido que seja assim tão linear e simples todo o financiamento a escolas privadas.

E é exactamente para isso que servem os contratos de associação. Garantem ensino aos alunos em zonas onde a oferta pública seja insuficiente ou inexistente. Por exemplo, uma freguesia que só tenha escola de 1ª ciclo e a escola mais perto de 2º ciclo já tenha as turmas preenchidas pelos alunos dessa freguesia, através desse contrato garante-se ensino a esses alunos arranjando-lhes lugar num colégio da zona.

 

O mais caricato é que o ensino público está uma lástima. Falta dinheiro, fecharam escolas (e outras que caiem aos bocados e o MdE do anterior governo ignorava os pedidos urgentes de ajuda, depois anunciava visitas e não aparecia :lol: ), entupiram as turmas de alunos nas escolas que ficaram abertas (algumas com 40 alunos), faltam funcionários, cantinas com refeições de m*rda...

 

E para onde é que vai parte do dinheiro que serviria para melhorar isto? É desviado para o privado.

 

Eu não sei de que quantias é que estamos a falar mas é vergonhoso termos o Liceu Camões, onde se formaram algumas das maiores figuras Portuguesas do sec. XX, com tectos a cair em cima dos alunos e não haver obras "por falta de dinheiro". Finalmente o governo da geringonça já assegurou que este ano começam as obras. E nem falo no Conservatório de Música porque aí há outro tipo de conflito de interesses.

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Eu só conheço o Liceu Camões de ir lá votar, mas não sei como é que ainda não aconteceu ali nenhuma desgraça.

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Porque no verão optam por ter aulas na rua. Porque os pais, professores e funcionários vão dedicando o seu tempo livre a arranjar o que podem. No Liceu Camões e no Conservatório acontece isto.

 

Numa pesquisa breve descubro que estes contratos de associação neste momento custa aos contribuintes 139M€. Obras no Liceu Camões custam 18M€ e no Conservatório 9M€. Eu sei que não é assim tão linear, mas pronto...

Editado por Woyzeck

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Um serviço público que o estado está obrigado por lei a fornecer a toda a população.

 

"Artigo 75.º CRP

(Ensino público, particular e cooperativo)

1. O Estado criará uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as

necessidades de toda a população."

 

Se o estado tem de assegurar que toda a população tem oferta pública, como é que não é um desperdício financiar escolas privadas? As escolas privadas podem oferecer serviço público, mas não deixam de ser um negócio. Se não o fossem não se ouvia 1/10 do ruído...

 

Porque o que se vê hoje é uma perversidade da interpretação da lei que foi criada. Como existiam determinadas zonas onde o estabelecimento público mais próximo implicava uma deslocação considerável, criaram-se estes contratos de associação de forma a suprimir essa carência na rede pública. O que se fez depois disso é que foi totalmente errado, pois criou-se um financiamento abusivo de estabelecimentos privados onde estes competiam directamente com os estabelecimentos públicos e, na dúvida, as famílias acabam por optar pelo ensino privado (por supostamente ter mais qualidade, o que é discutivel), deixando assim um pesado fardo financeiro ao Estado, que tem de pagar duas vezes pelo mesmo serviço.

A ideia original era boa, mas a partir do momento em que se criam escolas privadas para se aproveitarem destes de contratos e fazerem-se dependentes deles para a sua viabilidade financeira, acho muito bem que se acabe com esta palhaçada.

 

E quanto ao Liceu Camões, que não conheço e nem sei onde é, também é curioso que não tenha sido abrangido pelo programa de reabilitação das escolas do tempo do Sócras. Se está assim em tão mau estado, porque é que não foi intervencionada? Só em Braga consigo pensar numa mão cheia de escolas em bastante bom estado que foram quase reconstruidas.

Editado por Visitante

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Podem achar que é exagero, mas o Liceu Camões está literalmente em ruínas, aquilo não lembra a ninguém. Não faço a mínima ideia se há mais escolas assim, mas aquilo é autenticamente de terceiro mundo.

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As duas escolas secundárias de Oliveira de Azeméis foram completamente reconstruídas. Eu passo pela minha antiga escola e aquilo é tipo uma escola nova, a única semelhança com a escola em que andei é só mesmo o espaço físico. E a escola onde andei já era boa e com boas condições...

Editado por Ego Sum

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