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Olivier Bonamici: “O primeiro jogo que comentei foi aos 17 anos e tive uma erecção”

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Olivier Bonamici: “O primeiro jogo que comentei foi aos 17 anos e tive uma erecção”

 

É uma figura da Eurosport e tem o sotaque mais famoso da televisão. Veio para Portugal por causa de uma mulher há 19 anos

 

Faz televisão mas é a voz que o torna mais famoso. O sotaque francês de Olivier Bonamici é uma das imagens de marca da Eurosport Portugal, especialmente quando se fala do Tour e da CAN. O discurso é tão irrequieto como a sua postura enquanto conversa. Muda de posição como quem muda de parágrafo e transmite paixão a cada frase. A entrevista estava marcada para as 15h15 e chega seis minutos depois. “Não está mau, hã? Seis minutos não é mau”, observa. A partir daí pergunta se nos pode tratar por tu e só pára de falar para soltar gargalhadas sonoras que invadem o jardim de Campo de Ourique. Apaixonado por comida, não tem papas na língua e conta que essa perdição pela gastronomia portuguesa até pode ter ajudado a chegar onde está hoje. Parece ter incorporado um mapa dos melhores restaurantes (“Ah, vocês são de Oeiras? Oeiras tem o melhor chinês que conheço, lá num bairro escondido”) e assume os seus limites nos conhecimentos sobre futebol nacional.

 

Como é que começou tudo isto? Como é que alguém do Mónaco vem cá parar?

 

Nasci na Bretanha e sou franco-monegasco. Tenho nacionalidade francesa e monegasca. E tenho origem italiana, por isso sou um bastardo de m*rda. E hoje em dia já tenho uma costela portuguesa. Vim para cá por causa de uma rapariga, há 19 anos, que me deu dois filhos…

 

E o trabalho?

 

Já trabalhava numa rádio pública em França e quando cheguei aqui o meu primeiro trabalho foi numa rádio que se chamava Paris-Lisboa. A partir daí tornei--me correspondente de todas as rádios públicas de França, Bélgica, Suíça e Quebeque. Mas sentia a falta da minha paixão, que é o desporto. E um dia falei com o director da Eurosport, acho que em 2004, falei-lhe da minha paixão e que queria comentar em português. O gajo ficou “uau!” e disse-me que tinha sotaque.

 

E depois?

 

Almocei com ele e dei-me muito bem com ele mesmo. Eu sou um tarado pela comida portuguesa e ele não estava a acabar o prato. Perguntei-lhe se podia comer eu, para não estragar a comida. E mamei o prato dele. Ele deve ter ficado a pensar que eu era um pouco atrapalhado da cabeça e disse que íamos tentar, mas num jogo relacionado com a francofonia. Correu bem e depois deu-me mais trabalho.

 

O sotaque já é uma imagem do canal?

 

Bom, para já não posso ser operado à língua. Não faço de propósito. O que tento mesmo é não meter erros de português e estragar esta língua bonita.

 

E como são as reacções?

 

As pessoas julgam-me mais pela pessoa que sou do que pela maneira de falar. Às vezes posso ter uma ou duas críticas por ano... “Epá, o gajo não percebe nada.” Mas não posso agradar a toda a gente. Mesmo um tuga, um português, não consegue. Portanto um franciú ali também não. Mas ao mesmo tempo as reacções são tão inacreditáveis que fico espantado.

 

Para bom ou para mau?

 

Para bom. É inacreditável. Gente que me reconhece na rua, abro a boca e é tipo “uau”. O que é extraordinário é que não estou no meu país. Quando saio as pessoas conhecem-me pela voz. Mas se quiseres a verdade, se fosse só por isso podia ficar lixado, mas sinto mesmo carinho. Dizem-me que sou diferente, elogiam a forma de comentar, a forma de ser.

 

E como é esse processo?

 

Como faço pequenos vídeos no Facebook, já há pessoas que me reconhecem pela cara. Mas a maioria fala comigo e depois diz: “Porra, não acredito. Tu és o Olivier? És o Olivier da Eurosport?” O que é genial. O meu orgulho não é ser reconhecido. É importante dizer isto. Não é só a questão do sotaque, sinto que as pessoas gostam da minha loucura um pouco.

 

O que é mais difícil de comentar?

 

Não era capaz de comentar futebol português. Conheço os meus limites. Sou um gajo especialista em futebol internacional e ciclismo. Ou seja, o meu conhecimento de futebol nacional não é tão bom. Há quem conheça muito melhor do que eu. Segundo ponto, nunca me considerei um grande especialista no futebol. Não sou um Freitas Lobo, conheço as tácticas, o 4x2x3x1, o 4x3x3, conheço e adoro a história da táctica, mas não me meto em terrenos que não domino a 100%. Domino a 90 mas não a 100. A minha preocupação é transmitir a minha paixão e sobretudo contar histórias. Como se fosse um jantar. Quero animar, divertir com o conhecimento. Interessa-me o que está à volta do desporto: para mim o desporto é cultura, é música, é sexo, é gastronomia, é história, são as pessoas. E isso interessa-me dez vezes mais. E acho que as pessoas em casa concordam.

 

Há algum modelo de referência?

 

Não, não, não. Tenho várias influências. Há um argentino que trabalha em França e que quando o Robben tinha a bola disse que fazia sexo sem preliminares. É genial, pá. Ele disse isto sem calcular e quando vejo o lance parece que de facto o Robben está a fazer sexo sem preliminares. Para mim isto é genial, pá, é genial.

 

E tudo começou quando eras novo, ao imitares vozes da rádio...

 

Sim, era fã de rádio. Comecei a imitar as vozes todas, a pesquisar como é que faziam, a colocação de voz que tinham. O primeiro jogo que comentei foi aos 17 anos e tive uma erecção. Tive uma erecção [risos]. Foi genial, uau. Sou um gajo incapaz de fazer muitas coisas, mas isto é a minha vida, é a minha paixão.

 

Foi um momento de muito prazer, mas qual é que recordas como o maior que já comentaste em televisão?

 

Na Volta a França há dois anos, quando o Froome ataca o Quintana na montanha. Fez-me dizer: “Froome, em que planeta estás a viver?” As pessoas acharam que estava a dizer que estava dopado mas não. Eu senti que aquele momento ia ficar para a história. Eu sabia que aquele ataque era um momento de que toda a gente que gosta de ciclismo se ia lembrar para sempre. Eu sabia, a sério. Vivi isto e senti cada palavra ao dizer de que planeta ele era.

 

Sentes-te cada vez mais português?

 

Estava a dizer isso à minha amiga há pouco. Já vibro mais com o hino português do que com o francês. Mas acho que não sou só eu, deve acontecer a toda a gente que vive há muito num país estrangeiro.

 

A mentalidade é muito diferente?

 

O que eu sinto é que em Portugal não há crítica. Em França, quando um ciclista não está bem, é arrasado pela imprensa. Aqui não existe autocrítica. Raramente vejo um artigo em Portugal a perguntar o que se passa com Rui Costa. Criticá-lo, com objectivos jornalísticos, não é assim tão simples num país pequeno porque mexes lá com um sentimento nacionalista muito forte. E isso existe também com Mourinho e Ronaldo.

 

[...]

 

Também existe chauvinismo em Portugal. Não é só na França ou na Alemanha, também existe em Portugal. E ao mesmo tempo há um destaque para qualquer português que vença um título de qualquer modalidade. Há um amor ao desporto que é uma coisa espantosa. Acho que os portugueses gostam mesmo de desporto, e há uma cultura desportiva. E em França não.

 

Mas não é demasiado centrada no futebol?

 

Sim, e isso é uma vergonha. Isso revolta--me. Apesar de trabalhar com futebol, revolta-me. Mas tenho uma teoria diferente. Não interessa saber se Rui Costa é capa quando ganha. Eu quero é ver quando o Contador fizer manchete, quando o Froome fizer manchete. Agora uma medalha de prata no pingue-pongue de sub-19… mas o que é isto? Óptimo, ainda bem. Mas o amor pelo desporto nasce quando há grandes campeões nas modalidades e consegues aproveitar isto. É claro que tens de dar mais destaque aos atletas nacionais, tudo bem, mas se o Usain Bolt bate o recorde tem de ser manchete. Vai-te lixar, pá. Não achas?

 

E que objectivo tens ainda?

 

O meu sonho agora era apresentar um programa de sexo e gastronomia na televisão portuguesa. Adorava fazer um talk show sobre Portugal e quatro coisas que eu gosto: cultura/história, sexo, gastronomia e desporto.

 

O caminho passa por ir almoçar com os directores?

 

[Risos] O meu objectivo é conseguir comer no prato deles... O meu sonho é esse, sendo um estrangeiro que adora este país e que adora falar bem deste país, mas que tem outro olhar. Eu não sou português, é diferente. Quando for português será um orgulho. Neste momento ainda não me sinto capaz, mas sei que serei um dia.

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O Olivier é o maior. Gosto muito de o ouvir falar nos comentários da Eurosport.

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Gostava de assistir a um jogo comentado pelo Olivier e pelo Freitas Lobo. Seria uma "fusão" interessante.

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Os comentários da EuroSport são outro nível. Tenho gostado bastante de assistir aos jogos da MLS.

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Melhor comentador da atualidade, de longe.

Não é um pseudo-especialista que pensa que percebe da poda, mesmo assim do pouco que sabe consegue ser mais interessantes que os outros todos e para além disso é uma personagem bastante cativante (dá para ter uma boa ideia disso no Tour).

 

Jone, é o Nuno Santos. 2º melhor comentador da atualidade.

Editado por lolitos

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Melhor comentador da atualidade, de longe.

Não é um pseudo-especialista que pensa que percebe da poda, mesmo assim do pouco que sabe consegue ser mais interessantes que os outros todos e para além disso é uma personagem bastante cativante (dá para ter uma boa ideia disso no Tour).

 

Jone, é o Nuno Santos. 2º melhor comentador da atualidade.

 

isso Nuno Santos.

Também gosto muito dos comentadores de ténis da Eurosport. Esses entram mais na parte técnica mas percebem bem daquilo também são muito descontraídos.

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Eu vou contra a corrente. Ele não é um bom comentador, é um bom "entertainer". Em ciclismo até se safa bem mas em futebol isso nota-se bastante, já que raramente consegue que o telespetador perceba aquilo que normalmente passa despercebido durante um jogo, e esse deveria ser o papel de um comentador: fazer com que quem está em casa entenda melhor o que se está a passar. Fora isso, ele parece ser um tipo impecável e gosto imenso de o ouvir, mas não como comentador.

 

Nós é que estamos tão mal servidos de comentadores - geralmente apanhamos alguns pseudoentendidos que estão mais interessados em demonstrar a sua sapiência do que em se fazer entender - que ao nos surgir alguém que simplifica nos parece bom. O que eu não dava para termos comentadores como alguns que oiço nos streams ingleses de F1, ou nas transmissões de alguns jogos da América Latina, nada pretensiosos e sempre com algo inteligente e interessante a acrescentar que nos envolve mais na ação...

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Olivier :prayer: Só faltou falar no seu jeito para as apostas :mrgreen:

Editado por bengala

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A malta da Eurosport é a melhor no que faz, no que toca à locução.

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Eu vou contra a corrente. Ele não é um bom comentador, é um bom "entertainer". Em ciclismo até se safa bem mas em futebol isso nota-se bastante, já que raramente consegue que o telespetador perceba aquilo que normalmente passa despercebido durante um jogo, e esse deveria ser o papel de um comentador: fazer com que quem está em casa entenda melhor o que se está a passar. Fora isso, ele parece ser um tipo impecável e gosto imenso de o ouvir, mas não como comentador.

 

Nós é que estamos tão mal servidos de comentadores - geralmente apanhamos alguns pseudoentendidos que estão mais interessados em demonstrar a sua sapiência do que em se fazer entender - que ao nos surgir alguém que simplifica nos parece bom. O que eu não dava para termos comentadores como alguns que oiço nos streams ingleses de F1, ou nas transmissões de alguns jogos da América Latina, nada pretensiosos e sempre com algo inteligente e interessante a acrescentar que nos envolve mais na ação...

Ele juntamente com o Freitas Lobo era brutal. Um era mais a parte emotiva, o outro a parte técnico-táctica.

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É de longe o melhor "color comentator" em Portugal

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Ele juntamente com o Freitas Lobo era brutal. Um era mais a parte emotiva, o outro a parte técnico-táctica.

 

O Freitas Lobo? :lol:

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Eu vou contra a corrente. Ele não é um bom comentador, é um bom "entertainer". Em ciclismo até se safa bem mas em futebol isso nota-se bastante, já que raramente consegue que o telespetador perceba aquilo que normalmente passa despercebido durante um jogo, e esse deveria ser o papel de um comentador: fazer com que quem está em casa entenda melhor o que se está a passar. Fora isso, ele parece ser um tipo impecável e gosto imenso de o ouvir, mas não como comentador.

 

Nós é que estamos tão mal servidos de comentadores - geralmente apanhamos alguns pseudoentendidos que estão mais interessados em demonstrar a sua sapiência do que em se fazer entender - que ao nos surgir alguém que simplifica nos parece bom. O que eu não dava para termos comentadores como alguns que oiço nos streams ingleses de F1, ou nas transmissões de alguns jogos da América Latina, nada pretensiosos e sempre com algo inteligente e interessante a acrescentar que nos envolve mais na ação...

x2

 

Ele juntamente com o Freitas Lobo era brutal. Um era mais a parte emotiva, o outro a parte técnico-táctica.

O LFL é mais para fazer metáforas.

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Eu vou contra a corrente. Ele não é um bom comentador, é um bom "entertainer".

Precisamente.

É uma questão de gostos, eu prefiro um gajo que entretenha o telespectador do que um especialista nato na matéria.

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Como é evidente em primeira instância é muito melhor ter alguém que perceba realmente de futebol, e cá em Portugal, por acaso nem são assim muitos os que comentam o jogo de uma forma assertiva. O melhor, para mim, é o Freitas Lobo, mas depois tem aquele lado "chato" que não se cala com as metáforas e exagera por vezes em determinados contextos do jogo. É capaz de repetir 10x a mesma coisa, não que não esteja certo ou errado, mas cansa ouvir sempre o mesmo. Depois, há o Pedro Henriques... Esse é muito simplista e tem uma análise muito básica, não é mau de ouvir, mas diz com cada coisa às vezes dá vontade de rir. O seu auge nos comentários é quando o jogo está durinho, ele adora aquilo, nota-se. Gostava de ver o Carlos Daniel a fazer comentários aos jogos, deve ser interessante, ele no Grande Área dá para ver que percebe da coisa, pode ser que com o regresso da Champions à RTP seja ele um dos comentadores, duvido, mas era engraçado. O Bruno Prata e o Tadeia são muito chatinhos... O Vítor Pereira quando lá esteve foi muito bom, mas tem o mal de usar muitos os termos de treinador, para quem não esteja tanto por dentro da coisa acaba por ficar confuso.

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É o que o Pila Preta diz. Mas cá temos uma péssima tradição disso. Ninguém sabe o que é porra nenhuma sequer, é tudo "comentador". Há mundos de diferença entre um comentador, um narrador, um relatador, um repórter... De qualquer modo gosto do registo de comentário dele porque me entretém. E é naquilo em que está, gosto de alguém que me entretenha a assistir a uma CAN porque já faz parte da experiência.

No resto gostava de ter comentadores decentes. Para isso o melhor costumam ser treinadores com algum dom da palavra (por alguma razão o Vítor Pereira conseguiu melhorar a própria fama enquanto estava sem emprego). Actualmente a melhor até tem sido a Helena Costa, que não tem total controlo da forma como comunicar com o ouvinte, mas que é de longe a que mais (e melhor) analisa os aspectos técnicos e tácticos do jogo.

 

Quanto a narradores também não estamos muito famosos. Mas isso são outros quinhentos.

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É de longe o melhor "color comentator" em Portugal

:arrow:

 

Nunca me ri tanto com uma entrevista. Este gajo é mesmo uma personagem genuína :heart:

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Já agora, falar em Olivier, é falar no jogo das apostas da Eurosport, sobretudo no Tour. Aquilo é épico. O homem perde sempre, mas o melhor é mesmo as reacções em direto, se não me engano ele no Giro chegou a cantar por ter conseguido uma vitória numa etapa.

 

Alguns momentos:

 

 

 

 

Isto é genial. Não perco uma competição onde ele esteja inserido, é 2 em 1.

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isso Nuno Santos.

Também gosto muito dos comentadores de ténis da Eurosport. Esses entram mais na parte técnica mas percebem bem daquilo também são muito descontraídos.

 

O Nuno Santos, para além de excelente comentador na Eurosport, ainda passa grandes músicas na rádio 105.4 Cascais. :cool:

 

E já que falas do ténis, quando comparamos os comentadores da Eurosport aos da SportTV... Minha nossa, então há lá uma tal de Tânia Couto que só me dá é sono.

 

Sei que no tópico da NBA poucos partilham do meu gosto mas as saudades que tenho do Professor Carlos Barroca! Àquelas horas da madrugada os comentários, as piadas, a boa disposição são de uma companhia tremenda para quem se senta no sofá a ver os jogos.

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O que eu não dava para termos comentadores como alguns que oiço nos streams ingleses de F1, ou nas transmissões de alguns jogos da América Latina, nada pretensiosos e sempre com algo inteligente e interessante a acrescentar que nos envolve mais na ação...

 

O que eu não dava para termos comentadores como os ingleses que oiço nos jogos da Premier League na Sky Sports. Contrasta muito com o tom crítico dos comentadores portugueses que estão sempre mais interessados em ver as repetições para dizer se o árbitro acertou ou falhou, até numa decisão de um lançamento ou de um canto...

Também gosto da análise a certos lances, quando chamam à atenção para a movimentação (ou falta dela) de um jogador num lance qualquer, algo que se calhar o espectador não repararia, mas sem fazerem nenhum escândalo. Acima de tudo gosto mesmo é da atitude com que estão a comentar, desprendidos daquela cultura de criticar e opinar dos portugueses.

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