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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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E se a segunda volta fosse um Melenchon vs Le Pen, será que o Macron também teria a obrigatoriedade de declarar o seu apoio a Melenchon?

Mas é lógico que sim! Estamos a falar de fascistas! Estamos a falar de alguém que quer repor a pena de morte em França. Se o faria não sei, mas que era a sua obrigação era.

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Porque raio é que o Melenchon haveria de declarar apoio ao Macron?

 

Digo-te já que não me convences com a ideia do voto útil.

?!

E porque não?

Editado por G1njas

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Sensacionalismos à parte, até tem alguns detalhes interessantes.

 

Vou esperar pelo Fidel para mais detalhes.

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E para começar uma guerra iam logo detonar uma bomba nuclear no coração financeiro dos EUA? :rolleyes:

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Puro, tu que és de história e a malta de história tem sempre uma visão mais alargada dos acontecimentos devido aos seus conhecimentos, o quão perto, na tua opinião, estamos de uma guerra entre EUA e Coreia do Norte?

 

https://www.washingtonpost.com/news/post-politics/wp/2017/04/24/senate-staff-perplexed-by-unusual-white-house-private-briefing-on-north-korea/?utm_term=.88b0c737ced3 (24 de abril)

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Sensacionalismos à parte, até tem alguns detalhes interessantes.

 

Vou esperar pelo Fidel para mais detalhes.

Tudo depende da China. Se a esta lhe continuar a ser conveniente ter ali uma "buffer zone" que os separa duma colónia dos Estados Unidos, vulgo Coreia do Sul, então a Coreia do Norte permanece atendendo ao apoio da China.

 

Isto não passa da necessidade do Trump mostrar a sua pilinha, dado que não cumprindo 90% da sua agenda continua a ser um durão.

Editado por Che

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Espera, agora estamos numa de desvalorizar o Macron? Um economista liberal é uma mão cheia de nada? Foi à custa destes comentários onde não se diz nada (claro que não foi num fórum de FM em Portugal, mas isto não é exclusivo) que o Trump acabou por chegar lá. f*da-se, temos, finalmente, um liberal a chegar ao poder num país europeu influente depois de anos e anos de socialistas e conservadores e estamos a compará-lo com a maior m*rda que passou nos últimos anos na política europeia? Mas isto cabe na cabeça de alguém?

 

Mas mais vergonhoso do que isto é o Melenchon não ser capaz de declarar apoio ao Macron. É triste como as extremas acabam por ser tão parecidas em pontos fulcrais.

Tens razão, fui demasiado cáustico: obviamente, não há comparação possível entre o Macron e a Le Pen, tal como não havia entre a Hillary e o Trump, e não era minha intenção compará-los. E se fosse francês, votava Macron nesta segunda volta sem hesitar um segundo. Por isso, se preferes, posso corrigir o "Deve ser terrível..." para "Deve ser desanimador...".

 

Em relação ao bold, nos últimos anos, sobretudo com o eixo Hollande/Valls, a diferença entre socialistas, conservadores e liberais esbateu-se completamente, por isso não consigo mesmo perceber que novidade é que o discurso pseudo-liberal do Macron traz...Só se for em matéria de costumes.

 

De resto, se o Macron não é uma mão cheia de nada, tem que se esforçar um bocadinho mais para demonstrar o contrário. Considero-me um moderado em muitos aspectos, mas aquele discurso vazio, redondo e calculista, que consiste em ter uma palavra de elogio ou de simpatia sobre tudo e o seu contrário, não é novo e não me inspira confiança nenhuma. Já ouvi/li várias intervenções dele sobre esquerda vs direita, socialismo vs conservadorismo vs liberalismo, papel do Estado, globalização, até sobre Europa e religião, e fiquei basicamente na mesma, tal foi a ambiguidade das posições...Só quando a imprensa replicou passagens do programa oficial dele é que algumas coisas ficaram mais claras. Não sei, tudo nele me soa a falso. E não me vais dizer que também compras a ideia de que ele é um independente que vem de fora do sistema para lutar contra os políticos do costume, pois não? :mrgreen:

 

Espero estar enganado, mas a minha aposta é que vai ser um fiasco do mesmo calibre do Hollande. E a Le Pen lá estará para aproveitar em 2022.

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Puro, tu que és de história e a malta de história tem sempre uma visão mais alargada dos acontecimentos devido aos seus conhecimentos, o quão perto, na tua opinião, estamos de uma guerra entre EUA e Coreia do Norte?

 

https://www.washingtonpost.com/news/post-politics/wp/2017/04/24/senate-staff-perplexed-by-unusual-white-house-private-briefing-on-north-korea/?utm_term=.88b0c737ced3 (24 de abril)

 

Duvido que aconteça, pelo menos uma guerra no sentido que normalmente lhe atribuímos. Desde a Segunda Guerra Mundial que as potências entenderam que uma guerra de cariz nuclear não terá vencedores. Se repararmos, não houve nos últimos 70 anos um conflito declarado no terreno entre duas grandes potências; apenas as chamadas "proxy wars", como o Vietname ou o Afeganistão.

 

Neste cenário, os EUA só partem para uma guerra com a Coreia se tiverem a certeza que eles não dispõem de arsenal nuclear. Enquanto houver dúvidas, não metem lá os pés por tudo o que isso possa implicar para eles e seus aliados na área. É um risco demasiado elevado. Se bem que isto com o Trump, agora, vá-se lá saber, o homem é a inverso da racionalidade :lol:

 

O curioso das guerras actuais é que houve uma inversão do objectivo. Antes do século XIX, partia-se para a guerra para ganhar - recursos, território, wtv -; hoje, o arsenal tornou-se de tal forma devastador que quando se parte para uma guerra o objectivo é não perder, ou perder o mínimo possível. Também acaba por ser isso a evitar conflitos em larga escala que, de outra forma, já teriam ocorrido.

Editado por Black Hawk

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(...)

O curioso das guerras actuais é que houve uma inversão do objectivo. Antes do século XIX, partia-se para a guerra para ganhar - recursos, território, wtv -; hoje, o arsenal tornou-se de tal forma devastador que quando se parte para uma guerra o objectivo é não perder, ou perder o mínimo possível. Também acaba por ser isso a evitar conflitos em larga escala que, de outra forma, já teriam ocorrido.

 

Isso acontece também devido ao efeito da globalização, há um ou dois séculos atrás as economias não estavam tão ligadas umas às outras como hoje. Havia um nacionalismo em toda a linha que também passava pela economia com a protecção às indústrias locais e o desprezo/desincentivo às importações.

 

Hoje em dia o mundo está numa espécie de "teia de aranha" onde basta mover um fio e a teia abana toda. Basicamente uma guerra local pode ter efeitos desastrosos na economia mundial. Fala-se hoje nas relações entre os EUA e a China e como os EUA viraram o foco do Oceano Atlântico para o Pacífico para conterem o avanço da influência chinesa mas a verdade é que os dois nunca irão partir para a guerra um contra o outro pois não só o arsenal é quase equivalente como os dois estão presos por fortes laços económicos que impedem uma guerra aberta. As relações económicas entre grandes potências e países vizinhos cresceram ao ponto de praticamente hoje em dia não compensar invadir/anexar territórios.

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Também, mas não queria ir tão longe no que escrevi. Apenas realçar a diferença que o armamento constitui na forma como uma guerra é encarada.

 

Entretanto, aconteceu isto no Jornal i :lol:

 

António de Oliveira Salazar: o “pai” da democracia portuguesa (Parte I)

 

A influência do líder do Estado Novo nas regras, nas práticas e nos costumes políticos portugueses mantém-se bem evidente.

 

1. Celebra-se hoje o feriado que assinala a conquista da liberdade pelos portugueses, após décadas de vivência em regime autoritário. Pelo facto de se encontrar a ler o presente artigo, o(a) caríssimo(a) leitor(a) já está a prestar uma grande homenagem à liberdade e à democracia: o “i” é porventura o jornal mais livre, independente e democrático no panorama jornalístico português actual.

 

2. Livre, porque não há actos de censura, de dissuasão intelectual cobarde ou subserviência ao pensamento único ditado pelo politicamente correcto. Independente, porque não é controlado por qualquer elite política, económica ou financeira, não devendo fretes a ninguém: depende, apenas, do trabalho dedicado e patriótico dos seus (incansáveis) jornalistas. Democrático, porque o único compromisso do “i” é com o leitor e a leitora, abarcando jornalistas e comentadores de todos os quadrantes político-ideológicos. Publicar, pois, o presente artigo neste dia e neste jornal é um enorme privilégio e o nosso modesto tributo à liberdade.

 

3. Liberdade. Note-se que nos referimos à liberdade (valor que reputamos crucial e imanente à organização do Estado) e não a essa abstracção que é o “espírito do 25 de Abril”. Esta última expressão não passa de um “cliché” desprovido de qualquer conteúdo: saber o que é o “ espírito do 25 de Abril” é quase tão complexo e indecifrável como aferir qual é, afinal, o programa político do Governo da geringonça. Será que o espírito do 25 de Abril é a concepção comunista da ditadura do proletariado? É a visão representada historicamente pelo “companheiro Vasco” cuja “muralha de aço” quase ia transformando Portugal num “país de palha d’aço”? Ninguém sabe…

 

4. O que sabemos é que, volvidos quarenta e três anos, no essencial, o regime político português continua a prestar uma bonita homenagem a António de Oliveira Salazar. De facto, a influência do líder do Estado Novo nas regras, nas práticas e nos costumes políticos portugueses mantém-se bem evidente. Senão, vejamos:

 

1)A Constituição de 1976 tem, na sua estrutura e no seu conteúdo, uma influência preponderante da Constituição de 1933, o que se explica pela formação jurídica da larga maioria dos seus autores materiais: as personalidades que redigiram os preceitos constitucionais eram discípulos de Professores de Direito Constitucional eméritos do “Estado Novo”, designadamente do próprio Professor Marcello Caetano. Ora, até hoje (25 de Abril de 2017, quarenta e três anos depois!), as forças políticas persistem na sua intransigência de não adaptar a Lei Fundamental às exigências dos tempos hodiernos;

 

2) A ideia dos “direitos sociais” e da configuração do “Estado assistencialista” – pelo menos na teoria – têm origem no Estado Novo, sendo tributárias da concepção de Oliveira Salazar da caridade cristã, que, atendendo à natureza do regime, deveria ser (também ela) absorvida pelo Estado. No fundo, os “direitos sociais”, a garantia de prestações mínimas do Estado aos seus nacionais (que não cidadãos) constituía uma “moeda de troca” pela liberdade individual dos portugueses: o Estado salazarista garantia o “pão”, os portugueses retribuíam com a sua “adesão” ao regime e “resignação”. Ainda hoje, culturalmente, os portugueses preferem o certo ao incerto; a segurança do Estado à insegurança da liberdade; a conformação com o “poucochinho” do que se tem - do que a ambição de pensar maior e no maior e melhor daquilo que se poderá ter;

 

3) A desvalorização da liberdade de pensamento, de expressão e de criação. Salazar criou uma polícia repressiva da divergência de opinião, da racionalidade crítica e do escrutínio atento e independente às acções governamentais - já o regime saído do 25 de Abril criou formas de pressão inorgânicas, difusas tão ou mais eficazes para dissuadir os portugueses de exercer um controlo activo e efectivo sobre o desempenho dos políticos. Persiste ainda hoje, em 2017 (como é possível?), o medo dos portugueses publicarem um texto de opinião, criticarem um certo político, participarem num evento específico, apenas porque tal pode acarretar consequências negativas no seu emprego, redundar numa perseguição administrativa ou fiscal, na exclusão de um determinado círculo social, na rejeição de uma bolsa do Estado ou de um subsídio económico – enfim, o Estado utiliza os seus poderes de intervenção na economia e na sociedade como “moeda de troca” para coarctar a liberdade de cada português. À boa maneira salazarista.

 

Não sei, honestamente, quem é mais palerma, se o que escreveu ou quem aceitou ceder-lhe espaço para publicar uma anormalidade destas, mas isto foi mesmo publicado!

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Deu para rir com o Jovem Conservador de Direita.

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Eu tive esse gajo como professor, não dá uma para a caixa.

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João Lemos Lémure Esteves

 

Pelo menos segundo o Jovem Conservador de Direita.

:mrgreen:

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O i anda fortissimo

 

Marine Le Pen é de extrema- -esquerda

 

Como? Pois é. Longe vão os tempos em que o pai de Marine Le Pen, Jean-Marie, defendia a redução dos impostos e a eliminação das 35 horas de trabalho semanais, recusava a reforma aos 60 anos de idade e queria uma França desregulamentada, desestatizada e sem muçulmanos.

 

A Frente Nacional liderada por Marine Le Pen mudou porque a essência do discurso deste partido extremista passou da direita para a esquerda. Enquanto Jean-Marie era essencialmente racista, Marine é antieuropeia.

 

Do programa eleitoral de Marine Le Pen constam propostas como o aumento do salário mínimo, a redução das tarifas de gás e eletricidade, o aumento dos salários da função pública, a reindustrialização da França (muito à semelhança do PCP) e a fixação da idade da reforma nos 60 anos com 40 anos de quotizações.

 

Visto deste prisma, não é difícil compreender por que motivo Jean-Luc Mélenchon, o líder da França Insubmissa, aliança política que une vários partidos de extrema-esquerda, entre os quais o Partido Comunista Francês, não disse em quem vota na segunda volta. Mélenchon sabe que o seu eleitorado se revê no programa económico de Le Pen e não o quer trair. Mais: sabe que uma vitória de Marine Le Pen ditará o fim do euro e do projeto europeu, ou seja, dos alicerces que sustentam o modo de vida do continente. Com Marine virá o caos e é no caos que vingam as ideologias como as que Mélenchon propugna. O melhor para a extrema-esquerda é a vitória de um extremismo disfarçado de direita.

 

André Abrantes Amaral

Advogado

Escreve à quinta-feira

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reindustrialização? Este gajo teve Satisfaz Muito Bem na disciplina "Usar chavões sem perceber um chavo"

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E é verdade que o programa dela não difere tanto do programa do Melenchon, ao contrário do que as pessoas pensam.

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Quem perceber um pouco de francês pode ir ao site do LeMonde comparar os dois programas.

Editado por G1njas

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João Esteves

 

Fdx, mas quem lhe deu o direito de usar o meu nome?

Editado por Peplin

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Super triste saber que a Le Pen será presidente em 2022, já em 2017. Pode ser que até lá alguma coisa mude para melhor. Talvez o Posadas esteja certo.

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Apesar de não termos tido o resultado que eu perspetivava, penso que não falhei de todo, margem de erro de 1 e tal por cento, ainda está dentro do aceitável, contudo falhei no 2º candidato , pois previa Fillon de forma renhida e acabou por ser a Le Pen. Esse foi o grande falhanço das minhas previsões. Contudo ele passou a barreira dos 20% tal como eu previa.

Um dos graves problemas que provocou esta diferença de mais de 1 % foi o fato de haverem poucos dados de sondagens de eleições francesas passadas anteriores a 2012.

 

Sendo assim, depois de uns ajustes na fórmula aplicada a França, prevejo o seguinte resultado, isto a 28-04-2017:

 

Resultados Previstos Para a 2ª Volta das Eleições Francesas - Cenário de 28/04/2017:

 

Le Pen = 42.73%

Macron = 57.27%

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O Macron não era o candidato mais à direita sem contar com a Le Pen? Onde é que ela vai buscar tantos votos?

Agora é o candidato mais à esquerda da Le Pen.

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