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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de antifa, há 3 horas:

Essa teoria da esquerda recuperar eleitorado depois de passar a bola de 3º partido ao Chega é engraçada.

A verdade é que se se for a eleições a esquerda só provou é que não é de todo uma alternativa de governação e são, sobretudo, irresponsáveis. É um tiro nos pés épico e ou eu não percebo um crl disto ou é uma falta de visão estratégica e de leitura das tendências actuais brutal, é que só vejo cenários de derrota. Seja perda de influência caso o PS ganhe (pode acenar com cenário de governo de direita/extrema-direita), seja de qualquer forma perda de relevância na oposição.

Ainda assim, estou para me rir se à ultima da hora o BE em pânico é apanhado no bluff e acaba por se abster.

 

Se o PS provoca a queda do governo tem tudo para ser um erro histórico e um momento decisivo de mudança na democracia portuguesa. É bonito pensar que o chega ganhado força parlamentar implode mas eu acredito que na realidade apenas vão ser validados e vamos deixar de ter só os maluquinhos como candidatos pois já não existirá vergonha de ser associado ao terceiro maior partido pprtuguês. Navegamos águas perigosas e o PS parece decidido em mandar tudo ao fundo.

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Citação de Black Hawk, há 2 horas:

Desculpem lá, mas não cabe aos partidos minoritários da Assembleia a responsabilidade de viabilizar Orçamentos de Estado. Essa função é inteiramente do partido do Governo, estes é que têm de apresentar um orçamento que reúna o consenso necessário para ser aprovado.

Foi para isso que os portugueses mandataram o Governo: foi dada a maioria necessária para formar Governo, mas não a suficiente para governar sozinhos; têm de ouvir os outros partidos e negociar com estes. Não esquecendo que nas eleições não se elege quem manda; elegem-se deputados para representarem na Assembleia a voz de quem neles votou.

Se não conseguem que uma maioria de deputados aprove o orçamento, significa que a maioria dos portugueses também não o aprova e falharam na função para a qual foram mandatados.

De resto, não percebo a opinião da maioria do pessoal. Critica-se quando os partidos são eleitoralistas e pensam mais nos resultados das eleições do que no interesse das pessoas que representam, mas quando há partidos que preferem manter-se fiéis aos cidadãos que os elegeram e às promessas que lhes fizeram, criticam-nos. Assim também é fácil...

Correcto, o BE e o PCP tão a fazer escolhas coerentes relativas à posição ideológica que ocupam. Eu entendo. Daí o facto de a culpa não ser das direcções atuais do BE e do PCP que estão a ser fiéis aos seus princípios e a tentar salvaguardar os seus interesses. A culpa sim, é dos 15.8% de eleitores (ou 75% do CMPT) que puseram a cruzinha em BE e CDU em 2019.

O BE e o PCP/PEV são partidos com uma ideia para o país que é totalmente irrealista para a situação do país, impraticável, economicamente regressiva a longo prazo mesmo para países mais ricos, e que nada sequer vagamente nas direcções das suas ideologias iria alguma vez ser permitida pela União Europeia sem nos colocar imensos problemas. Ao colocar 31 deputados destas cores no parlamento, a população deu demasiado poder político a estas forças. Das 2 uma, ou continuavam a apoiar algo contra-natura para a sua ideologia, ou mais cedo ou mais tarde haviam de quebrar.

Seria muito mais lógico e natural este tipo de orçamento ser negociado e aprovado pelos partidos mais próximo do centro - neste caso o PSD - no entanto dado a natureza da política portuguesa, isto também é inviável, devido a qualquer tipo de Bloco Central secar o centro e colocar os extremos como líderes da oposição. Isto é ainda pior no contexto atual dado à emergência da extrema-direita como 3ª maior força política.

O que Portugal está a precisar é da emergência de mais partidos alternativa no espaço central (um real 3º partido grande no centro), ou à falta disso pelo menos alguma coisa no espaço da direita ou da esquerda que esteja mais centrado do que os partidos atuais. Um CDS minimamente decente no espaço ideológico do Paulo Portas (por muito que eu deteste o CDS). Um Livre esquerdista-mas-europeísta, antes de ser sequestrado pela Joacine. Uma Iniciativa Liberal que se acalme um bocado e seja menos dogmática. Um PAN que seja um partido ecologista moderno não-comunista a sério, em vez de ser o partido das vaquinhas e dos periquitos. O que não podemos ter é 15% dos votos em soviéticos, aparentemente algo já se aproximando dos 10% dos votos em fascistas, 5% em memes, 3% em vaquinhas e periquitos, ..... estas coisas somam e dão poder político real, mesmo que não sejamos diretamente liderados por estas facções que não se aproximam da maioria. E tiram espaço de governação numa área minimamente coerente e progressista que permita progredir o país.

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Ah, começar a entregar o pais aos fachos. Que maravilha!

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Citação de Black Hawk, há 3 horas:

Se não conseguem que uma maioria de deputados aprove o orçamento, significa que a maioria dos portugueses também não o aprova e falharam na função para a qual foram mandatados.

Vamos ser sinceros...80% dos portugueses nem sabe o que sao orcamentos quanto mais saber se deveriam ou nao aprovar um orcamento do estado

Citação de Gorki, há 2 horas:

Completamente de acordo com o posicionamento do PCP. Coerente e sério. Fossem todos os partidos assim. 

Sim sempre disseram que a Coreia do Norte era uma democracia...

Citação de Mayday, há 2 horas:

Isto é mentira. Principalmente o PCP, mas também o PEV têm conseguido inscrever muitas medidas nos OE, são medidas mais modestas, é verdade, mas ainda assim. 

E ainda bem que assim é, agora alguem tem que draw a line quando as propostas desses partidos poem em risco a estabilidade orcamental do pais...

Eu por acaso ate li as propostas do BE que basicamente sao...vamos aumentar este e dar mais dinheiro aquele (que nunca ninguem discordaria) e vamos bucar esse dinheiro...a incumprir com obrigacoes estabelecidas...enfim é facil ser um partido pequeno insignificante que pode dizer o que quiser sabendo que nunca vai ter de viver com essas medidas...

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Apesar das revisões à constituição esta ainda é um escudo contra os fachos, daí a vontade de a modificarem mais ainda. 

Meus amigos, só as assimetrias nos poderão salvar no papel. No mundo real aprendam a roubar os grandes. Comecem pela água, pela luz e pela TV cabo. Os CFOs depois que chorem. 

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Citação de noikeee, há 1 hora:

Correcto, o BE e o PCP tão a fazer escolhas coerentes relativas à posição ideológica que ocupam. Eu entendo. Daí o facto de a culpa não ser das direcções atuais do BE e do PCP que estão a ser fiéis aos seus princípios e a tentar salvaguardar os seus interesses. A culpa sim, é dos 15.8% de eleitores (ou 75% do CMPT) que puseram a cruzinha em BE e CDU em 2019.

O BE e o PCP/PEV são partidos com uma ideia para o país que é totalmente irrealista para a situação do país, impraticável, economicamente regressiva a longo prazo mesmo para países mais ricos, e que nada sequer vagamente nas direcções das suas ideologias iria alguma vez ser permitida pela União Europeia sem nos colocar imensos problemas. Ao colocar 31 deputados destas cores no parlamento, a população deu demasiado poder político a estas forças. Das 2 uma, ou continuavam a apoiar algo contra-natura para a sua ideologia, ou mais cedo ou mais tarde haviam de quebrar.

Seria muito mais lógico e natural este tipo de orçamento ser negociado e aprovado pelos partidos mais próximo do centro - neste caso o PSD - no entanto dado a natureza da política portuguesa, isto também é inviável, devido a qualquer tipo de Bloco Central secar o centro e colocar os extremos como líderes da oposição. Isto é ainda pior no contexto atual dado à emergência da extrema-direita como 3ª maior força política.

O que Portugal está a precisar é da emergência de mais partidos alternativa no espaço central (um real 3º partido grande no centro), ou à falta disso pelo menos alguma coisa no espaço da direita ou da esquerda que esteja mais centrado do que os partidos atuais. Um CDS minimamente decente no espaço ideológico do Paulo Portas (por muito que eu deteste o CDS). Um Livre esquerdista-mas-europeísta, antes de ser sequestrado pela Joacine. Uma Iniciativa Liberal que se acalme um bocado e seja menos dogmática. Um PAN que seja um partido ecologista moderno não-comunista a sério, em vez de ser o partido das vaquinhas e dos periquitos. O que não podemos ter é 15% dos votos em soviéticos, aparentemente algo já se aproximando dos 10% dos votos em fascistas, 5% em memes, 3% em vaquinhas e periquitos, ..... estas coisas somam e dão poder político real, mesmo que não sejamos diretamente liderados por estas facções que não se aproximam da maioria. E tiram espaço de governação numa área minimamente coerente e progressista que permita progredir o país.

Sinto que isso já é entrar em discussões paralelas (que não deixam de ter o seu interesse). Mas a partir do momento em que existem dois grandes partidos, que absorvem quase 70% dos votos, para haver alternativas têm de ser, de certa maneira, radicais. E é por isso que vemos o Bloco a querer nacionalizar tudo o que mexe, a Iniciativa Liberal a propor em tom sério uma flat tax e por aí fora...Eu quando voto Bloco de Esquerda não voto na nacionalização de todas as grandes empresas, mas voto numa alternativa credível e realista, no sentido de fazer oposição e de evitar uma maioria do PS, à esquerda. E agora vamos ver as medidas que o Bloco de Esquerda propõe neste OE e, de facto, devem aumentar a despesa, mas não são medidas assim tão radicais como algumas pessoas querem fazer parecer. Um Governo efetivamente socialista não teria qualquer problema em concordar com mais de metade das propostas do BE (depois, claro, podemos debater se as empresas conseguiriam suportá-las, se a receita iria aumentar demasiado, etc). Para além disso, estamos com um panorama que dificilmente voltará a ser tão favorável (taxas de juro baixas, não há controlo sobre o défice, PRR + os outros fundos da UE que continuam a vir) e, esta é a mais engraçada, o próprio PS também já defendeu várias daquelas medidas, do pré-troika, de maior proteção laboral e afins. 

Independentemente da área política, o PS, mais concretamente o António Costa (com quem simpatizava, confesso), tem sido nojento ultimamente. O Governo não tem a maioria, sabe que tem de negociar, as propostas do BE e mesmo do PCP já eram conhecidas há meses (!) e mesmo assim conseguiram apresentar um orçamento que ignorasse completamente nos parceiros (novamente, goste-se ou não deles) e depois ainda têm o descaramento de pedir uma lista com as propostas do BE, de irem aprovando outras em Conselho de Ministros...Este circo todo a juntar aos traços típicos deste governo - execução orçamental bastante aquém, medidas faz-de-conta como a dos combustíveis do IVAucher - e ainda estamos a discutir, como país, se o PS vai sacar ou se sacaria uma maioria absoluta lol. 

Só mais uma coisa, sobre a última frase: eu consigo ver o teu ponto, mas acho mesmo que a maneira de isso deixar de acontecer não é votar nos mesmos de sempre. Aliás, partidos de protesto serão sempre partidos de protesto enquanto o seu eleitorado for o mesmo (de maneira geral) que o permitiu crescer. Se calhar, se mais pessoas do PS votassem no BE, o Bloco a médio longo prazo tornaria-se num partido menos radical. 

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Citação de Ticampos, há 2 horas:

Acham que o PSD vai sozinho ou coligado com o CDS?

se o presidente for o Chicão é possível. Assim pode dizer que foi uma vitória "Diziam que íamos desaparecer, mas passámos de 5 deputados para 90 deputados"

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Citação de Mayday, há 4 horas:

Isto é mentira. Principalmente o PCP, mas também o PEV têm conseguido inscrever muitas medidas nos OE, são medidas mais modestas, é verdade, mas ainda assim. 

O problema é que o PS orçamentava essas medidas mas depois não as executava e esse é certamente um dos motivos pelo qual o PCP vota contra. O PS é um partido mentiroso e manipulador e perdeu a confiança dos outros partidos, já muito cederem eles e em prejuízo. E mesmo que o PS aceitasse algumas medidas do PCP, os comunistas têm duvidas de que essa abertura não serviria apenas para que se viabilizasse o orçamento e nada mais.

Quanto ao segundo parágrafo, estamos de acordo. É tempo a mais com poder e demasiadas clientelas para alimentar.

Quanto ao primeiro, é como dizes, são medidas modestas. Pouco relevantes e que em momento algum provam que o que eu disse é mentira.

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Citação de Jpa, há 37 minutos:

Se calhar, se mais pessoas do PS votassem no BE, o Bloco a médio longo prazo tornaria-se num partido menos radical. 

Para bem ou para mal toda a gente viu o que foi o Syriza quando se tornou o Pasok II. O mais cómico é que o Tsipras arrisca-se a ir para lá novamente nas próximas eleições. 

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Citação de noikeee, há 3 horas:

Correcto, o BE e o PCP tão a fazer escolhas coerentes relativas à posição ideológica que ocupam. Eu entendo. Daí o facto de a culpa não ser das direcções atuais do BE e do PCP que estão a ser fiéis aos seus princípios e a tentar salvaguardar os seus interesses. A culpa sim, é dos 15.8% de eleitores (ou 75% do CMPT) que puseram a cruzinha em BE e CDU em 2019.

O BE e o PCP/PEV são partidos com uma ideia para o país que é totalmente irrealista para a situação do país, impraticável, economicamente regressiva a longo prazo mesmo para países mais ricos, e que nada sequer vagamente nas direcções das suas ideologias iria alguma vez ser permitida pela União Europeia sem nos colocar imensos problemas. Ao colocar 31 deputados destas cores no parlamento, a população deu demasiado poder político a estas forças. Das 2 uma, ou continuavam a apoiar algo contra-natura para a sua ideologia, ou mais cedo ou mais tarde haviam de quebrar.

Seria muito mais lógico e natural este tipo de orçamento ser negociado e aprovado pelos partidos mais próximo do centro - neste caso o PSD - no entanto dado a natureza da política portuguesa, isto também é inviável, devido a qualquer tipo de Bloco Central secar o centro e colocar os extremos como líderes da oposição. Isto é ainda pior no contexto atual dado à emergência da extrema-direita como 3ª maior força política.

O que Portugal está a precisar é da emergência de mais partidos alternativa no espaço central (um real 3º partido grande no centro), ou à falta disso pelo menos alguma coisa no espaço da direita ou da esquerda que esteja mais centrado do que os partidos atuais. Um CDS minimamente decente no espaço ideológico do Paulo Portas (por muito que eu deteste o CDS). Um Livre esquerdista-mas-europeísta, antes de ser sequestrado pela Joacine. Uma Iniciativa Liberal que se acalme um bocado e seja menos dogmática. Um PAN que seja um partido ecologista moderno não-comunista a sério, em vez de ser o partido das vaquinhas e dos periquitos. O que não podemos ter é 15% dos votos em soviéticos, aparentemente algo já se aproximando dos 10% dos votos em fascistas, 5% em memes, 3% em vaquinhas e periquitos, ..... estas coisas somam e dão poder político real, mesmo que não sejamos diretamente liderados por estas facções que não se aproximam da maioria. E tiram espaço de governação numa área minimamente coerente e progressista que permita progredir o país.

Opa... honestamente não sei o que te hei de responder. Ou dito de outra forma, nem sei por onde pegar, parece-me tudo tão descabido.

Citação de Burkina2008, há 3 horas:

Vamos ser sinceros...80% dos portugueses nem sabe o que sao orcamentos quanto mais saber se deveriam ou nao aprovar um orcamento do estado

Certo, certo, estamos de acordo nisso. Aquele excerto que citaste também é mais a falar no abstracto do que outra coisa, no sentido em que não são literalmente os portugueses a tomar a decisão, mas quem elegeram para os representar.

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Citação de Jpa, há 3 horas:

Sinto que isso já é entrar em discussões paralelas (que não deixam de ter o seu interesse). Mas a partir do momento em que existem dois grandes partidos, que absorvem quase 70% dos votos, para haver alternativas têm de ser, de certa maneira, radicais. E é por isso que vemos o Bloco a querer nacionalizar tudo o que mexe, a Iniciativa Liberal a propor em tom sério uma flat tax e por aí fora...Eu quando voto Bloco de Esquerda não voto na nacionalização de todas as grandes empresas, mas voto numa alternativa credível e realista, no sentido de fazer oposição e de evitar uma maioria do PS, à esquerda. E agora vamos ver as medidas que o Bloco de Esquerda propõe neste OE e, de facto, devem aumentar a despesa, mas não são medidas assim tão radicais como algumas pessoas querem fazer parecer. Um Governo efetivamente socialista não teria qualquer problema em concordar com mais de metade das propostas do BE (depois, claro, podemos debater se as empresas conseguiriam suportá-las, se a receita iria aumentar demasiado, etc). Para além disso, estamos com um panorama que dificilmente voltará a ser tão favorável (taxas de juro baixas, não há controlo sobre o défice, PRR + os outros fundos da UE que continuam a vir) e, esta é a mais engraçada, o próprio PS também já defendeu várias daquelas medidas, do pré-troika, de maior proteção laboral e afins. 

Independentemente da área política, o PS, mais concretamente o António Costa (com quem simpatizava, confesso), tem sido nojento ultimamente. O Governo não tem a maioria, sabe que tem de negociar, as propostas do BE e mesmo do PCP já eram conhecidas há meses (!) e mesmo assim conseguiram apresentar um orçamento que ignorasse completamente nos parceiros (novamente, goste-se ou não deles) e depois ainda têm o descaramento de pedir uma lista com as propostas do BE, de irem aprovando outras em Conselho de Ministros...Este circo todo a juntar aos traços típicos deste governo - execução orçamental bastante aquém, medidas faz-de-conta como a dos combustíveis do IVAucher - e ainda estamos a discutir, como país, se o PS vai sacar ou se sacaria uma maioria absoluta lol. 

Só mais uma coisa, sobre a última frase: eu consigo ver o teu ponto, mas acho mesmo que a maneira de isso deixar de acontecer não é votar nos mesmos de sempre. Aliás, partidos de protesto serão sempre partidos de protesto enquanto o seu eleitorado for o mesmo (de maneira geral) que o permitiu crescer. Se calhar, se mais pessoas do PS votassem no BE, o Bloco a médio longo prazo tornaria-se num partido menos radical. 

Das 2, 1: ou o BE é um partido de protesto, de radicalismo e contra o sistema instalado, e portanto está a tomar a decisão a favor da sua ideologia de se afastar do orçamento. Ou o BE é um partido moderado e está a desiludir os eleitores que pretendem moderação ao bloquear o orçamento. 

Agora tu podes vir aqui dizer, ah ok eu quero um BE moderado, votei no BE com o intuito de quantos mais votos mais se moderam, mas a culpa não é do BE de se não moderar, a culpa é do PS por não se aproximar ao BE. É um ponto de vista, só que isto não é coerente com o BE já ter deixado passar orçamentos mais à direita do que este. Então é o BE que está a tomar passos no sentido inverso, de se afastar. 

Citação de Ticampos, há 2 horas:

Para bem ou para mal toda a gente viu o que foi o Syriza quando se tornou o Pasok II. O mais cómico é que o Tsipras arrisca-se a ir para lá novamente nas próximas eleições. 

Mas isso é um pouco aonde eu queria chegar. Hoje em dia no ocidente e nos países mais desenvolvidos, tu não vês nenhum país liderado por partidos mais à esquerda do que o PS... Excepto a Grécia com o Syriza que quando caiu na real e teve que governar um país inserido na União Europeia, com todas as condicionantes associadas, teve que governar à PS. Uma ideologia mais à esquerda como governo, simplesmente não é viável e competitiva no sistema internacional globalizado actual, quanto mais num país pequeno e a ficar para trás como Portugal, que não tem capacidade de influenciar o sistema político e económico mundial.

Eu ando aqui há 15 ou 17 anos de fórum rodeado por pessoas do BE e da CDU, e nunca me conseguiram explicar muito bem como é que as propostas destes partidos poderiam ajudar a desenvolver o país. Aumentar o salário mínimo? Aumentar a progressividade dos impostos? Aumentar o estado social? Seria bom a curto prazo para as pessoas mais desfavorecidas sem dúvida, mas após 10, 15, 20 anos disso, é sustentável, torna a nossa economia e as nossas empresas mais competitivas, o nosso futuro e dos nossos filhos mais próspero? Não creio, de todo. Não num sistema global em que as nações estão em competição umas com as outras (e em que aumentos de custos levam a que o investimento vá parar a outros lados), e do qual não podemos sair (p.ex saindo da união europeia ou do Euro) sem resultados catastróficos. 

A outra opinião muitas vezes dada é, "ah essas propostas não são para ser levadas a sério, são apenas de protesto". Pois lamento mas mesmo que não sejam 100% a sério, têm poder político real do voto colocado nelas, nos programas políticos que as incluíam. E é isso um dos fatores que estamos a ver acontecer esta semana.

A excepção que eu abro a esta lógica é nas eleições que podem de facto ter um pequeno impacto no sistema internacional: as europeias. Aí sim consigo entender melhor votos mais à esquerda para tentar pressionar outras indicações vindas de Bruxelas. Mas Portugal por si só não tem grande agência para conseguir manobrar.

Editado por noikeee

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Eu sou tendencialmente mais PSD, não desgosto do Rio, mesmo com a sua tolerância em relação ao chega (que para mim juntamente com a diminuição do escrutínio ao PM na AR, me parecem aspetos a jogar contra ele), mas vejo-o como alguém sem papas na língua, honesto, frontal e penso que tivesse potencial para ser um PM mais competente que a maioria dos quadros do PsD. Dito isto, o Rangel parece-me ser uma pessoa com menos anticorpos junto das estruturas do PSD, pois sinto que o Rio está mais isolado e desgastado. Ainda assim não consigo ver o Rangel a chegar a PM. Nem o consigo ver como PM em funções... Não me parece um líder com liderança suficiente para liderar todos aqueles gabinetes essenciais ao país. Faz-me lembrar uma Manuela Ferreira Leite 2. Com as devidas diferenças. Mas quando penso que ele até há poucos meses dizia ser um ferveroso apoiante do Rio (acabei de ver um video de 2020, quando já o Rio tinha perdido as legislativas, com o homem a gritar bem alto que confiava 100% no Rio e que tinha a certeza que ele chegaria a PM em pouco tempo), o que mudou? Houve umas eleições autárquicas em que o PSD suplantou as expectativas iniciais? Foi isso que o fez avançar? Não consigo entender. Metia os 2 em pé de igualdade algum tempo atrás, até simpatizava com o Rangel, mas desde as autárquicas que tenho mudado de opinião sobre ele. Anyway, penso votar PSD com qualquer um dos 2, coisa que não faria com o Montenegro. 

 

Obs. @noikeee com todo o respeito, estou a ouvir o Mesquita Nunes e parece que te estou a ouvir... No programa que ele tem com a Mortágua ''Mas algum país da Europa Ocidental mostrou que o Comunismo, um sistema decadente funciona?''

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Citação de Black Hawk, há 10 horas:

Opa... honestamente não sei o que te hei de responder. Ou dito de outra forma, nem sei por onde pegar, parece-me tudo tão descabido.

E a culpa é tua! Começas com estas conversas e uma pessoa depois até tem de coçar os olhos para ter a certeza sobre o que está a ler!

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Dou os parabens ao Cabrita, conseguiu acabar o seu mandato ao mesmo tempo que o governo. Contra tudo e contra todos.

Editado por Ticampos

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Depois há este lado, em que muitas das coisas que o BE propõe agora foram defendidas pelo próprio PS no passado. 

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Citação de Mica, há 3 minutos:

Não vejo problema algum nisso.

Eu referia aquilo no sentido de não se perceber em certos pontos a intransigência do PS.  Muitas das coisas propostas pelo BE são na minha opinião propostas sensatas e equilibradas, inclusive defendidas anteriormente pelo PS, pelo que não se percebe o porquê de nem uma estar no orçamento. 

Editado por HappyKing

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Citação de HappyKing, há 9 minutos:

Eu referia aquilo no sentido de não se perceber em certos pontos a intransigência do PS.  Muitas das coisas propostas pelo BE são na minha opinião propostas sensatas e equilibradas, inclusive defendidas anteriormente pelo PS, pelo que não se percebe o porquê de nem uma estar no orçamento. 

Talvez porque o próprio PS tenha mudado a sua posição, ou este executivo nunca fosse apoiante dessas posições, de todo, já que foram tomadas com outros líderes à frente.

Vamos ver o que aí vem. Por acaso acho que o Governo vai ceder.

Editado por Mica

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É por situações destas que certos partidos são bons em oposição e não em governo. O BE e o PCP são 2 exemplos disso mesmo

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Citação de Black Hawk, há 17 horas:

A questão essencial passa pelo que referiste no teu segundo parágrafo.

Inicialmente houve um acordo escrito. Houve um entendimento formal, havia a responsabilidade de ambas as partes. Isso deixou de se aplicar - e se bem me recordo, por decisão do PS. A partir daí, já não cabe aos outros partidos fazê-lo. Os acordos terão de ser negociados ano a ano e por responsabilidade do governo. Não se pode estar a imputar responsabilidades políticas a partidos que não têm mandato de governação.

Anteriormente viabilizaram? Pois, numa altura em que existiu acordo para o efeito, em que o governo acedeu a fazer cedências para isso. Em que se negociou, na verdadeira acepção da palavra. Isso deixou de existir, o contexto mudou e nada tem de os prender indefinidamente a orçamentos elaborados por outros que se recusam a ceder em qualquer ponto essencial do documento.

Isso é tudo verdade, mas não tocas no ponto principal. Bloco, PCP e PEV aprovaram (ou viabilizaram), com ou sem acordo múltiplos orçamentos. Podiam ter 10000 razões válidas para o fazer, mas a verdade é que o fizeram e não se podem desresponsabilizar do facto. E fizeram-no com e sem acordo. E, a partir do momento em que os aprovam estão ligados a eles. A responsabilidade é, essencialmente, de quem governa, é factual, mas quem permite que o governo governe também tem que assumir a sua parte das mesmas.

E, mesmo sabendo da sacanice do PS, das clientelas que o PS tem para alimentar, alicerçadas em demasiados anos seguidos de poder (com ligeiros intervalos), o PS sempre foi assim, com e sem acordo. E com ou sem acordo houve orçamentos viabilizados. O que é que mudou este ano para PCP e PEV e no ano passado para o Bloco?

 

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Citação de Tio Hans, há 14 minutos:

Isso é tudo verdade, mas não tocas no ponto principal. Bloco, PCP e PEV aprovaram (ou viabilizaram), com ou sem acordo múltiplos orçamentos. Podiam ter 10000 razões válidas para o fazer, mas a verdade é que o fizeram e não se podem desresponsabilizar do facto. E fizeram-no com e sem acordo. E, a partir do momento em que os aprovam estão ligados a eles. A responsabilidade é, essencialmente, de quem governa, é factual, mas quem permite que o governo governe também tem que assumir a sua parte das mesmas.

E, mesmo sabendo da sacanice do PS, das clientelas que o PS tem para alimentar, alicerçadas em demasiados anos seguidos de poder (com ligeiros intervalos), o PS sempre foi assim, com e sem acordo. E com ou sem acordo houve orçamentos viabilizados. O que é que mudou este ano para PCP e PEV e no ano passado para o Bloco?

 

resultado das autárquicas? 

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o Marcelo ao dizer que em 6 anos este é o ano onde há mais esforço, por parte do PS, para alterar a proposta inicial de OE está a jogar o BE e o PCP para debaixo do comboio.

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