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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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mw-1280

Spoiler

Henrique Raposo

Nuno Melo 7 - Joana Mortágua 8

Olhem: foi o melhor debate até agora, de longe. Porque foi mesmo um debate, e não momentos de propaganda mediadas por um jornalista. Souberam rir um do outro, souberam picar-se com elevação e souberam pegar nas deixas um do outro. Souberam atirar farpas com instinto político, farpas que nascem no momento; e aqui, lamento, ela até foi melhor do que ele. Esta é a melhor Mortágua, de longe; muito melhor do que a irmã. A farpa sobre os baldes de massa e os jovens das jotas do CDS e do PSD foi brilhante e foi isso, para mim, que desempatou. A política vive destes momentos de brilho e carisma aplicados a uma mensagem com substância. Sim, a AD tem feito uma bravata um tanto vazia e inconsequente sobre o número de imigrantes.    

Repito, porque isto para mim é uma surpresa: Joana Mortágua é muito melhor do que Mariana, do que Catarina, do que Louçã. Não é política de uma seita, é uma política. Se o BE quer voltar dos mortos e fazer concorrência ou anular o Livre, bom, tem aqui o caminho. É muito menos arrogante, não tem aquela petulância da esquerda que se julga aristocrata. Joana Mortágua parece mais focada em políticas concretas; de esquerda, obviamente, mas há menos grandiloquência vazia e mais sentido prático como se viu no recurso ao exemplo de outros países europeus no controlo de turismo e rendes. Este caminho de política comparada não é nada a escola do BE e por isso é uma surpresa boa. Debater com o BE é ser apelidado de "neoliberal" quando se usa políticas usadas no resto da Europa. Que isto seja um caminho novo. 

Mas Nuno Melo não se ficou. Esteve bem ao lembrar o fracasso histórico do congelamento de rendas (não é esse o caminho) e esteve muitíssimo bem ao recordar a responsabilidade do BE na destruição de bons hospitais públicos que eram geridos em PPP. Deu o exemplo de Braga, eu podia dar o que Loures. Sim, foi uma irresponsabilidade inacreditável feita em nome da ideologia e do salvífico SNS, foi uma verdadeira estupidez. Melo tinha o debate na mão por causa disso, mas, na imigração, questão fundamental, Mortágua teve melhor e desmontou bem a bravata que o governo, sobretudo o irritante Leitão Amaro, tem feito sobre os números de imigrantes. Ainda bem que temos imigrantes, porque sem eles o país não funcionava. Há que integrar e aculturar, como até Pedro Nuno Santos já defende, mas isso é outro debate que Melo podia ter conduzido para entalar o BE. Mas não o fez. 

Eunice Lourenço

Nuno Melo 6 - Joana Mortágua 7

O debate improvável entre Nuno Melo e Joana Mortágua foi uma boa alternativa a um debate entre Mariana Mortágua e Luís Montenegro. Com uma atitude menos altiva e sobranceira que Mariana, Joana Mortágua revelou-se uma boa debatente com um Melo que teve hoje o seu último debate e que teve o seu ponto mais positivo esta noite no combate que fez ao Chega.

Trocaram acusações sobre a responsabilidade pelo estado do SNS , com ideologia à mistura, debateram soluções para a habitação, com o líder do CDS a atirar Salazar contra o Bloco e Mortágua a invocar o novo governo alemão em apoio do teto às rendas que tanto o BE defende. Mas o momento mais inesperado do amistoso debate foi ouvir a deputada bloquista a citar Paulo Portas sobre imigração “Quando Paulo Portas percebe que a nossa economia precisa de imigrantes é preciso citar-se o bom senso”, afirmou para um Nuno Melo que ficou entre o deleite e o sorriso amarelo.

Até sobre defesa, ainda que sem alteração de fundo, Joana Mortágua pareceu mais razoável do que a coordenadora do BE ao dizer que não põe em causa as necessidades das Forças Armadas portuguesas.

Pedro Candeias

Nuno Melo 5 - Joana Mortágua 7

Se isto fosse futebol, diríamos que os dois partidos foram a jogo com os suplentes da equipa. Não uns suplentes quaisquer, é verdade, pois ambos têm minutos de exposição pública e experiência em diversos momentos das suas carreiras políticas: um deles até é líder do CDS e agora ministro da governação; e o outro era, até entrar em campo, a irmã da coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda. Sairia do debate deixando indicações (sim, mais uma metáfora futebolística) de estar pronta para a titularidade.

Era fácil perceber à partida para onde iriam pender as respostas de Nuno Melo (NM) e de Joana Mortágua (NM): na habitação, Melo apostaria tudo em construir e Mortágua em fixar tetos nas rendas; na Saúde, o centrista apostaria nas PPP e a bloquista na contratação e valorização de mais médicos; na Imigração, Melo falaria em “portas escancaradas” e regulação “com humanismo” e Mortágua diria que o mecanismo da Via Verde iria potenciar redes de imigrantes; e na Defesa, o ministro argumentaria que o país precisa de se armar e a deputada que a corrida às armas é um embuste.

Nenhuma destas respostas seria surpreendente e o guião seguiu escorreito, sem sobressaltos. Assim sendo, interessa então avaliar a forma e o estilo.

Neste dois pontos, Joana Mortágua foi muitíssimo mais eficaz, desenvolta, articulada e acutilante do que Nuno Melo. Também foi mais elástica a devolver interjeições e apartes, soltando bons soundbites. Anotei dois: “Mais quatro anos disto não é uma promessa, é uma ameaça de despejo”; “sem imigrantes, é a juventude centrista que vai assentar tijolo?”

Nuno Melo deitou sorrisos que provavelmente ajudam a disfarçar alguma inabilidade em debater quando as coisas fogem ao que está escrito nas folhas e nos gráficos que põe sobre a mesa. Às vezes, dá a sensação de partir mal-preparado, mal-ensaiado e mal-treinado para tentar algo mais - e isso traduz-se na previsibilidade do seu jogo.

Acabou derrotado.

Paulo Baldaia

Nuno Melo 5 - Joana Mortágua 7

Joana Mortágua ganhou na saúde porque foi ela a introduzir o tema e deixou uma critica que qualquer português percebe, a saúde não está melhor do que estava há um ano. Ganhou na imigração quando foi buscar Paulo Portas para argumentar a favor dos imigrantes, deixando Nuno Melo com um sorriso amarelo. Marcou pontos na habitação quando lembrou que as casas estão mais caras que há um ano e deixou o soundbite do debate quando lembrou ao líder do CDS que a Ad se esqueceu dele, de tal forma que “que o hino não diz deixem o Luís e o Nuno trabalhar”.

Nuno Melo marcou pontos que lhe permitem ter um resultado positivo na habitação ao salientar quer o teto às rendas tem problemas que a própria história comprova. Mas marcou pontos, sobretudo, na pesca ao voto útil, lembrando que o voto no Chega é um voto num partido que “votou muitas vezes ao lado da esquerda”. É um cinco esticado, que se justifica apenas pelo eficaz apelo ao voto útil num canal em sinal aberto.

Rita Ferreira

Nuno Melo 7 - Joana Mortágua 9

Foi uma boa estreia de Joana Mortágua nos debates. Parecia nervosa no arranque, mas depressa assumiu as rédeas da discussão, sendo muito clara e precisa na apresentação das propostas principais do Bloco de Esquerda - como o teto às rendas - e conseguindo sempre responder às farpas que Nuno Melo ia lançando.

Explicou-se, deu exemplos nacionais e internacionais e foi muito rápida a reagir e a rebater as ideias opostas do líder do CDS-PP.

Nuno Melo já não é novo nestas andanças. Manteve um tom calmo e levou os velhinhos gráficos em papel para ilustrar dados sobre habitação e depois sobre imigração. Conseguiu ter algumas respostas prontas preparadas para "encostar" Mortágua - foi Salazar que congelou rendas em 1948, atirou - mas ela foi sempre mais forte e incisiva, desconstruindo essa colagem. 

Na saúde, Melo trouxe os números do Governo: mais consultas, mais cirurgias e o atirar de culpas ao Bloco pelo fim das PPP que a AD quer agora recuperar. Mais uma vez, Joana Mortágua conseguiu dar a volta (aliás, foi ela que puxou o tema) e atirou forte: urgências fechadas, problemas no INEM e a pergunta incómoda: a ministra da Saúde não era contestada no Conselho de Ministros?

Nuno Melo quis depois colar o Chega à esquerda, dizendo que o partido de Ventura aprovou muitas medidas do Bloco e deitou abaixo três governos de centro direita no continente e nas regiões autónomas. Joana Mortágua fez o exercício oposto e atacou na imigração, chegando mesmo a citar Paulo Portas quando defende que Portugal precisa de imigrantes, e acusando o Governo de imitar o Chega e acusando o ministro Leitão Amaro de mentir.

Melo explicou o ponto de vista do Governo ao negociar as vias verdes com os empresários e, sabiamente, nem sequer mordeu o isco das declarações de Leitão Amaro de que Portugal era dos países da Europa com maior percentagem de imigrantes (é o 10.º)

Concluindo: Joana Mortágua surpreendeu na estreia - foi melhor a debater do que a coordenadora do partido, Mariana Mortágua - num debate que foi vivo, com algumas picardias sem nunca perder a elevação e sem que os intervenientes se atropelassem. Nuno Melo ficou uns pontos abaixo da combatividade que já lhe vimos noutros debates. Os dois provaram que é possível discordar, debater ideias e até provocar com civilidade e espírito democrata.

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mw-1280

Spoiler

Luís Aguiar-Conraria

Paulo Raimundo - 4

André Ventura - 2

Foi um debate muito pouco informativo e bastante hiperbólico de parte a parte: está tudo uma desgraça! Acusações estapafúrdias: nós não ocupámos sedes!, no seu bairro há muita bandidagem!, o seu partido não paga IMI. Foi também um debate muito mal-educado, com interrupções constantes e bastante insultuoso, tornando o exercício de o comentar penoso.

Não vou comentar as propostas políticas concretas porque quer o programa de um quer do outro rapidamente nos levariam à miséria. Quando André Ventura acusou Paulo Raimundo de nada perceber de economia tinha razão. Tal como teria razão se o dissesse para o espelho.

Tenho vontade de dar má avaliação a ambos, mas tenho de reconhecer que há um culpado para a má qualidade do debate: André Ventura. Paulo Raimundo decidiu responder-lhe mais ao menos à letra e na mesma moeda. Mas acho que é fácil de identificar o principal responsável.

João Vieira Pereira

Paulo Raimundo - 2

André Ventura - 3 

André Ventura com a sua habitual estratégia assente em mentiras, desinformação, incongruências  ou muito barulho conseguiu impor o ritmo de um debate que acabou por ser muito pouco esclarecedor. Claramente melhor preparado do que Paulo Raimundo, sai vencedor daquilo que foi uma permanente troca de acusações e para as quais os eleitores devem ter muito pouca paciência. A parte mais caricata chegou quando os dois decidiram discutir qual deles vinha (ou vivia) do bairro mais desfavorecido. Ficou-lhes mal. Tal como quando tentaram os dois defender qual deles tinha o partido mais democrático. Irónico, no mínimo. Paulo Raimundo tentou de todas a maneiras abafar o chinfrim em que Ventura se tornou mestre mas foi impossível esquivar-se dos ataques diretos e estudados e acabou por ajudar a aumentar o ruído.

Henrique Raposo

Paulo Raimundo - 3

André Ventura - 4

Vi um debate de 1980 transplantado para 2025. Ia jurar que vi um telefone dos antigos por ali. O PCP tem a cabeça no passado, o Chega idem. São os dois partidos mais reacionários e mais nacionalistas na sua conceção do mundo e sem a mais remota ideia de políticas concretas e exequíveis para o país aqui e agora. 

E PCP consegue até a proeza de fazer do Ventura alguém remotamente sensato na forma como defende a Europa. O anti europeísmo do PCP é algo absolutamente suicida neste contexto. A ideia de que Portugal se podia fechar e viver numa autonomia total (o sonho de Salazar e Cunhal) é um absurdo; sempre foi, agora ainda mais, até porque há de facto a ideia de regressar ao escudo, que nunca deixou o PCP. Da mesma forma, Ventura, que não percebe nada de economia (como se viu ontem com Pedro Nuno Santos), passa uma mensagem que é compreendida por qualquer pessoa: quando se defende a redução do IRC, não se está a beneficiar apenas as grandes empresas, todos os pequenos empresários querem ouvir aquilo porque vivem sufocados com impostos e taxas. E há aqui muita coisa em jogo, porque muito pequeno empresário que sempre foi PPD está hoje com o Chega.  

Raimundo consegue sair das profundezas do zero quando tem uma das frases dos debates: “Você está sempre aí nheca, nheca”, um desabafo maravilhoso sobre o constante ruído de Ventura. Mas não chega. Já aqui escrevi que uma das melhores coisas que podia acontecer à democracia portuguesa era vermos o crescimento da IL e o do Livre, seria um sinal da renovação à esquerda e à direita. A conclusão óbvia desse raciocínio é este: o melhor que podia acontecer à democracia portuguesa era vermos o desaparecimento do PCP e do Chega. O primeiro para lá caminha, o segundo também terá esse fim porque está colado com cuspo.

Liliana Valente

Paulo Raimundo - 4

André Ventura - 4

A dada altura, Paulo Raimundo diz a André Ventura: "O senhor está sempre aí nheca-nheca". E esta frase podia ter resumido o debate. Um frente-a-frente com muitas interrupções, poucos esclarecimentos e muito "nheca-nheca", que é como quem diz, ninguém saiu dali mais informado sobre o que cada um defende. Paulo Raimundo teve dificuldades em explicar a relação com a União Europeia e saída do euro e Ventura dificuldade em explicar a sua defesa das tarifas de Trump. Depois, embrenharam-se num "eu é que vim do bairro pobre", numa tentativa óbvia de captarem aquele eleitorado da cintura de Lisboa que tem vindo a desviar-se do PCP e a fazer crescer o Chega. Para o alcançar, o secretário-geral do PCP disse que queria falar dos problemas das pessoas, mas não foi fácil perceber as suas propostas. O mesmo do lado de Ventura.

Ao contrário do ano passado, Raimundo parece estar mais desperto para o debate e tentou travar o jogo de Ventura com várias interjeições como "não me venha com isso" ou "outra vez essa conversa?". Ventura continuou igual a si próprio com acusações genéricas. Interrupções que só criaram ruído.

Martim Silva

Paulo Raimundo - 2

André Ventura - 2

Dos piores debates televisivos de campanha a que já assisti. Pouco argumentário, atropelos sucessivos, acusações sem fim. Ventura no seu estilo habitual demagógico, truculento e sempre a interromper. E o líder do PCP manifestamente sem saber como reagir e responder e furar o cerco.

Exemplos dos bate-boca a que assistimos:

- No caso das tarifas de Trump Raimundo acusa ventura de se vergar a Trump. Ventura diz que Raimundo se verga à Rússia e à Venezuela.

- Um acusou o outro de ser o partido com mais património imobiliário, o outro respondeu que são os grupos económicos que sustentam o partido.

-No meio das acusações, até se foi ao tempo da outra senhora. “Nos não ocupámos sedes nem quintas”.

-Um diz que vem de um bairro dos subúrbios, o outro que veio de Mem-Martins

-“Lutámos pela democracia”, responde Raimundo. “Se há entre nós partido anti-democràtico é o PCP”, replicou Ventura.

-“A única minoria que Ventura defende são os grupos económicos”. “O Paulo Raimundo não percebe patavina do que as empresas precisam”.

Raimundo disse que Ventura é só “nheca-nheca”. Pois este debate foi um nheca-nheca

 

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Passam pelo menos doze anos na escola a aprender Português e mesmo assim não sabem quando usar há e à, não sabem quando colocar um hifen, escrevem saiem e hadem, dizem agente vamos e tu fostes, MAS, se lhes tivessem ensinado na escola a fazer o IRS... 

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Unidade curricular de literacia financeira do 5° ao 12° ano, com estágio curricular no 3° período letivo. De preferência nas minas de lítio. 

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Citação de Tio Hans, há 12 minutos:

Achas que eu vi o debate?

Podia ter-te dado um súbito interesse pelo que o Nuno Melo tinha para dizer. 

Mas dizia também pelas notas que estavam em cima no post do Lebo. 

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Citação de HappyKing, há 10 horas:

Sim, mas isso não é um problema da Joana. É um problema do Bloco (e da esquerda no geral) enquanto posição. Resumem quase sempre a questão ao tema da necessidade/contribuições sociais. É uma parte da coisa, há mais que deviam ser melhor exploradas. 

Eu acho inteligente. É uma das poucas maneiras que há para contrariar o "vêm para cá roubar os nossos empregos, as nossas casas e as nossas filhas". Dizer que vêm garantir a reforma de quem nasceu cá é uma boa maneira de validar a questão perante uma boa parte da população.

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Citação de smashing_pumpkin , há 21 minutos:

Eu acho inteligente. É uma das poucas maneiras que há para contrariar o "vêm para cá roubar os nossos empregos, as nossas casas e as nossas filhas". Dizer que vêm garantir a reforma de quem nasceu cá é uma boa maneira de validar a questão perante uma boa parte da população.

Eu percebo esse efeito pedagógico. Tem é um efeito perigoso: Agora, eles pagam mais 3x o que recebem de apoios. Num dia, que acho que não chegará, em que as contribuições forem menores 1 euro que os apoios quais serão as consequências? Passará a ser legitimo querer que eles vão embora? Como ficará o argumentário de quem baseou a questão quase exclusivamente nesse ponto?

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Citação de HappyKing, há 16 minutos:

Eu percebo esse efeito pedagógico. Tem é um efeito perigoso: Agora, eles pagam mais 3x o que recebem de apoios. Num dia, que acho que não chegará, em que as contribuições forem menores 1 euro que os apoios quais serão as consequências? Passará a ser legitimo querer que eles vão embora? Como ficará o argumentário de quem baseou a questão quase exclusivamente nesse ponto?

Nessa altura isso já não será preocupação de quem manda no partido actualmente. 

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Não faço ideia se os documentos provam algo, mas o simples facto de haver palavra e (auto-)disponibilidade para fiscalização é um ponto a favor (ainda que ache mesmo que não tem caparro para PM).

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Chegamos a um ponto que o "normal" é ter se publicar tudo relacionado com uma transação privada, sem se perceber muito bem  qual a suspeita. Isto do quem não deve não teme é só mais um passo para o fim da privacidade 

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Não dêem uma vassourada no ministério público que não é preciso.

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Eu acho que ele esteve bem no sentido em que tinha que marcar a diferença de comportamento em relação a Montenegro.

Dito isto, tenho muita curiosidade em perceber que rumo a política portuguesa vai ter com estas averiguações preventivas por denúncias anónimas. Há um senhor que deve esfregar as mãos.

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Citação de Ghelthon, há 24 minutos:

Não faço ideia se os documentos provam algo, mas o simples facto de haver palavra e (auto-)disponibilidade para fiscalização é um ponto a favor (ainda que ache mesmo que não tem caparro para PM).

É o que me dá a ideia de que foi plantado pelo PS. 

Se foi plantado pelo PSD, foi uma ideia horrível porque o PNS fica a ganhar em termos de imagem mantendo esta postura 

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Citação de Jimpo, há 2 minutos:

É o que me dá a ideia de que foi plantado pelo PS. 

Seria de facto uma ideia genial. Criar a percepção, que dificilmente se apaga mesmo se provando que não há razões para acusação, de que são todos iguais e principalmente ele é igual a Montenegro nos esquemas e esqueminhas. Antes só se falava relativamente a ele das boas prestações que estava a ter nos debates, agora fala-se nisto. 

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Citação de HappyKing, há 9 minutos:

Seria de facto uma ideia genial. Criar a percepção, que dificilmente se apaga mesmo se provando que não há razões para acusação, de que são todos iguais e principalmente ele é igual a Montenegro nos esquemas e esqueminhas. Antes só se falava relativamente a ele das boas prestações que estava a ter nos debates, agora fala-se nisto. 

É isto.
Basta ir ao r/Portugal e ver as reações lá.
Ontem era igual ao Montenegro, hoje lançou os documentos, mas é corrupto e mau porque não espeta lá ao detalhe de onde vem o dinheiro todo dele.

(a bem dizer, os subs portugueses no Reddit estão cheios de bots do Chega e da IL e piorou imenso desde há 1 ano para cá)

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Citação de depina, há 18 horas:

Os bots do Twitter já esfregam as mãos 

dito e feito.

Editado por depina

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Citação de Jimpo, há 30 minutos:

É o que me dá a ideia de que foi plantado pelo PS. 

Se foi plantado pelo PSD, foi uma ideia horrível porque o PNS fica a ganhar em termos de imagem mantendo esta postura 

Sim, isto plantado pelo PS é um excelente move de campanha. Clap, clap ao génio por trás desta manobra genial. É o tipo de situação que, atendendo ao contexto de suspeição e inversão da presunção de inocência que emana pela sociedade, vai certamente gerar uma opinião pública séria, razoável e sensata sobre o tema. Óbvio que sim. E tiro o chapéu ao MP. Continua muito bem a trabalhar para o descrédito total das instituições e do sistema democrático. 

Editado por M. Porter
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Citação de M. Porter, há 1 hora:

Sim, isto plantado pelo PS é um excelente move de campanha. Clap, clap ao génio por trás desta manobra genial. É o tipo de situação que, atendendo ao contexto de suspeição e inversão da presunção de inocência que emana pela sociedade, vai certamente gerar uma opinião pública séria, razoável e sensata sobre o tema. Óbvio que sim. E tiro o chapéu ao MP. Continua muito bem a trabalhar para o descrédito total das instituições e do sistema democrático. 

Não é de génio, é de visionário.

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LOL estou a achar tudo isto super cómico. PNS já de site feito e afinal o tema da denúncia não era aquele 

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