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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Boa resposta da Mariana na questão das importações. Não é que aquela gente queira saber de factos mas importa mostrar a fraude que aquela mente é.

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30 metros quadrados fdx

ele vive numa cozinha crl!

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Citação de Lleyton, Agora:

 

O José Soeiro fez um rebranding disso, recentemente. Mais próximo da versão da Mariana. 

 

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Citação de JPB, há 6 minutos:

Mas veio bem preparada

Para o Bloco de Esquerda o debate contra o Chega é o jogo do ano.

Se dá certo? Os resultados eleitorais dizem que não mas é a escolha que o BE faz, subscrita pelo Daniel Oliveira

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Citação de HappyKing, há 2 minutos:

O José Soeiro fez um rebranding disso, recentemente. Mais próximo da versão da Mariana. 

 

Ponto a favor do BE pelo boneco com a pose do Songoku a pedir a energia da população mundial para derrotar o Bubu.

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Bem a Mariana na questão dos vistos gold.

Segunda vez que instrumentaliza aquela morte em Braga. Um filho da p*ta.

A Nelma está ali a fazer o quê? Última intervenção e foi interrompida 50 vezes.

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Só saber que ese gajo respira o mesmo ar que eu é suficiente para me deixar passado dos cornos.

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O Martim Silva tocou num ponto interessante que já nem me lembrava quando estes debates BE-CHEGA começaram e o BE fez do Chega todo o alvo da sua ação política: em 2022 o BE tinha 19 deputados e o Chega tinha 1, agora em 2025 o BE tem 5 e o Chega tem 50.

Mas lá está, a estratégia do BE nos últimos anos parece ser focada em ser basicamente o partido da esquerda que melhor debate/luta contra o Ventura.

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Citação de Lebohang, há 2 minutos:

O Martim Silva tocou num ponto interessante que já nem me lembrava quando estes debates BE-CHEGA começaram e o BE fez do Chega todo o alvo da sua ação política: em 2022 o BE tinha 19 deputados e o Chega tinha 1, agora em 2025 o BE tem 5 e o Chega tem 50.

Mas lá está, a estratégia do BE nos últimos anos parece ser focada em ser basicamente o partido da esquerda que melhor debate/luta contra o Ventura.

Em 2022 o Tondela estava na Primeira Liga e o BE tinha 19 deputados, em 2025 o Tondela está na segunda liga e o BE só tem 5.

Dito isto, é uma pena as eleições não serem no próximo ano, visto que o Tondela está prestes a subir de divisão.

https://en.wikipedia.org/wiki/Correlation_does_not_imply_causation

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Não concordo, de todo, com isso.

Aliás, este ano está a ser o oposto.

Tem sido o melhor partido de esquerda a colocar as propostas na agenda em termos de discussão pública. A questão dos tetos às rendas, por exemplo - não está em causa se funciona ou não funciona, se se concorda ou não - tem tido bastante discussão e bastante espaço de discussão.

É fundamental que a esquerda consiga tornar a agenda de debate em propostas de esquerda. Estar na ofensiva em detrimento de estar constantemente na defensiva. Colocar os candidatos de direita a falar das propostas da esquerda e não o oposto.

E aqui, o Bloco, tem conseguido e procurado isso nestas eleições. E bem, a meu ver.

Que se discutam as propostas de esquerda para o país em vez de se estar sempre no debate de descer o IRC ser mau, do IRS para o sexto e sétimo escalões e por aí fora.

É fundamental convencer as pessoas que podemos ter um país para todos e não para alguns, termos um país que não ceda às politicas baseadas no ódio e no medo. É fundamental, num mundo cada vez mais individualista, mostrar às pessoas que o país será tanto melhor quanto menor for a intrusão do discurso de cada um por si na sociedade, quanto maior for a cooperação uns com os outros.

Basta ver o debate das 21 do Raimundo e do Pedro Nuno para perceber tudo o que não deve ser feito. Entre criticas ao Montenegro e à AD e criticas um ao outro quem vê aquele debate não percebe como é que a esquerda pode ser uma perspectiva melhor para este país. 

Já tinha acontecido a mesmíssima coisa com o Rui Tavares e o Pedro Nuno. Debateram sondagens, voto útil, cenários. Tudo menos mostrar às pessoas como é que este país pode ser um país melhor com a esquerda.

E isso é triste. E não vamos ter um governo de esquerda novamente. E, sinceramente, a esquerda não tem feito por isso. 

Editado por HappyKing

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Na democracia recebe mais votos quem atende melhor às necessidades da população. Não sei o que se passa no ocidente para todos quererem ser fascistas através das urnas. 

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mw-1280

Spoiler

Paulo Baldaia

Pedro Nuno Santos - 7

Rui Tavares - 8

Num registo sereno de quem assume que podem governar juntos, mas em que não deram tréguas um ao outro por causa do voto útil, Rui Tavares começou melhor que Pedro Nuno Santos, seja a utilizar o registo certo sobre a não equivalência entre os casos de Montenegro e o caso mais recente do líder do PS, seja na clareza com que falou do combate à corrupção. Empataram na defesa dos certificados de aforro, de 5.000 euros por parte do Livre e 500 por parte do PS, e isso pode significar que ambos falaram para o eleitorado jovem, porque o líder socialista justificou a menor ambição para não ter de mexer no IRS Jovem. A nota alta também para Pedro Nuno justifica-se pela eficácia com que está a falar para o eleitorado do centro.

Henrique Raposo

Pedro Nuno Santos - 5

Rui Tavares - 8

Isto não foi um debate, foi um bailinho que Rui Tavares deu a Pedro Nuno Santos. O cavalheiro do PS até estava zonzo no final, "oh, Rui, vá lá!"

O bailinho teve cinco passos.

Primeiro. Pedro Nuno Santos está abatido, é nítido, nota-se na postura e sobretudo no detalhe mais importante de um debate: o tom de voz; passou uma sensação de derrota.

Segundo. Na questão da corrupção, PNS enrolou-se na ladainha vaga do costume. Rui Tavares recorreu à política comparada: o que fazem os países que resolveram o problema da melhor maneira possível, Canadá, Dinamarca, Nova Zelândia? Está lá, não é física quântica, é estudar e aplicar sem paternalismo em relação aos portugueses, aplicar sem recorrer à desculpa mais irritante da linguagem política portuguesa, Ah, isso dá lá nos países do norte, não aqui com os portugueses!

Terceiro. O debate foi sobre as ideias de Rui Tavares. Desde a ideia do cheque aos jovens até ao tal passe. Foi um debate sobre o brilhantismo de Rui Tavares, que Pedro Nuno Santos ia tentando acompanhar, qual aluno cábula que precisa de copiar o teste do amigo genial. Esta subserviência de Pedro Nuno Santos até lhe fica mal, sobretudo porque deixou cair o debate para um tom de amigos no café, Oh, Rui, vá lá, não sejas mau!

Quarto. Rui Tavares estuda, está bem preparado com políticas públicas (concorde-se ou não) e é honesto. Disse que o PS precisa de uma cura de oposição e de humildade. Não confunde a direita com o Chega. Não tem pejo em falar de negócios e empresas.

Quinto. Todos os passos anteriores anulam a grande jogada de Pedro Nuno Santos, o apelo ao voto útil. Mas se passou o debate inteiro a bajular Rui Tavares, como é que depois diz às pessoas que não devem votar nele?

Digo e repito: é uma pena se a esquerda portuguesa não aproveitar Rui Tavares. Seria um enorme desperdício.

David Dinis

Pedro Nuno Santos - 7

Rui Tavares - 6

Dos que vi, foi o debate mais divertido até aqui. Começou tenso, como era previsível, com as respostas de Pedro Nuno sobre o seu processo — onde ele mais arrisca, sugerindo que a denúncia anónima é partidária e, depois, fazendo contraponto em crítica a Montenegro. Neste arranque, Rui Tavares deu a Pedro Nuno uma ajuda — aceitando distinguir os dois investigados.

O que se seguiu foi bem mais interessante. Uma discussão, com divergências, sobre IRS Jovem e a dimensão de um apoio à nascença. E sobretudo uma viva troca de argumentos sobre o que é mais importante para um eleitor de esquerda: voto útil ou voto no Livre. Neste campo, Pedro Nuno foi mais eficaz — chegou ao ponto de dizer alguns distritos onde o voto no Livre não elege (Braga, por acaso, pode bem eleger). Mas o tom da conversa foi tão próximo que não ficou dúvida que os dois se entenderão caso isso seja viável.

Quanto ao IRS Jovem vs Pé de Meia, foi útil para os dois, à procura de eleitores diferentes (Tavares na zona do Bloco, Pedro Nuno mais ao centro, aproveitando para mostrar moderação). Mas também aí, Pedro Nuno deu a volta: não rasgará o IRS Jovem.

Pedro Candeias

Pedro Nuno Santos - 8

Rui Tavares - 8

Nada como uma tertúlia entre amigos que tentam fechar um negócio para se perceber em direto e a cores que a política é feita de relações pessoais. Rui Tavares e Pedro Nuno Santos começaram a tratar-se formalmente, mas a proximidade é tanta que a meio do debate era “tu” para cá e “tu” para lá, num registo cúmplice, natural de quem partilha muitos “princípios”, embora tenha estratégias diferentes para os materializar.

Como era óbvio, Pedro Nuno seria confrontado com as notícias da averiguação e terá marcado pontos ao assumir que está disponível para mostrar tudo, sem hostilizar a comunicação social ou o Ministério Público. “Eu não sou igual a Luís Montenegro”, disse. Depois, Rui Tavares chutou o assunto para canto, porque o que interessava ali não era “falar de quem tem duas casas, mas de quem não tem nenhuma” - e sim de uma alternativa governamental à AD.

E, pronto, assim de chofre entrou o elefante na sala que vive entre ambos e que dá pelo nome de “voto útil”. Simplificando: Rui Tavares quer contrato assinado numa coligação, Pedro Nuno usa a figura do outsourcing, do consultor que pode “influenciar” as políticas do PS se este ganhar as eleições.

As estratégias contra o “voto útil” e a favor do “voto útil” marcaram os 25 minutos do confronto político. É verdade que se discutiram méritos entre os dinheiros a dar aos jovens, e aí Pedro Nuno Santos foi muito hábil ao colar Tavares a um certo idealismo romântico, que exclui constrangimentos orçamentais, recentrando outra vez a sua candidatura e o PS, aproximando-se cada vez mais das “contas certas” de António Costa.

Também é verdade que se discutiu a luta contra a corrupção, e aí Rui Tavares foi bastante eficaz num exercício de políticas comparadas; Pedro Nuno sorriu e disse que o Livre tinha boas ideias e que as boas ideias só teriam força no Parlamento se ele — Pedro Nuno, claro — estivesse poder.

E assim se resume um debate amarrado, entre um homem a querer abrir os horizontes do seu partido, ambicionando pastas ministeriáveis num acordo com um amigo; e um homem que pretende secar tudo à sua esquerda, mas garantindo a esses camaradas que estarão todos convidados para o banquete.

Como precisam um do outro, as coisas só poderiam resultar num empate.

Pedro Cordeiro

Pedro Nuno Santos - 7

Rui Tavares - 7

Sem perderem tempo (e bem) com o caso das denúncias anónimas, Pedro Nuno Santos e Rui Tavares foram à procura de diferenças que galvanizem eleitores. O porta-voz do Livre esgrimiu as audições parlamentares a putativos governantes, sem entusiasmar o secretário-geral socialista, que se mostra aberto a acordos para governar, com o senão para o Livre de pedir “voto útil” no PS. Tavares foi acutilante a apontar conjunturas políticas em que o PS poderia ter aprovado medidas sociais como uma herança social que os une no plano dos princípios e os divide na magnitude e na ambição. Pedro Nuno defendeu-se com a maior probabilidade de ter de governar e voltou ao “voto útil”.

É duvidoso que os oradores tenham seduzido muita gente ao embrenharem-se numa discussão sobre aritmética eleitoral, elegibilidade de deputados neste ou naquele circulo, ou no esforço por ler as intenções do Presidente da República nas borras do café. Nota positiva para Pedro Nuno no repúdio à expressão “roubar votos”, que sempre me irritou, já que estes ao povo pertencem. O debate ameno e educado, esclarecedor mesmo que não apaixonante, teve reta final a falar mais para a vida real, em particular dos mais velhos, com nova dose razoável de convergências e vontade de entendimento no resto. Tavares teve um remate forte ao apontar fragilidades à governação do PS quando a sós.

Martim Silva

Pedro Nuno Santos - 7

Rui Tavares - 6

Tivémos esta noite na SIC o confronto entre os líderes do PS, Pedro Nuno Santos, e do Livre, Rui Tavares. O debate daqueles dois coleguinhas de escola que se gostam há muito, mas que nunca namoraram. Os namorados que nunca foram mas podiam ter sido…

Um declarou-se ao outro já há muitos anos, mas este preferiu sempre namorar com outras colegas de escola e nunca escolheu o Livre para andar de mão dada. Será desta?

Falou-se muito e abertamente do voto útil e do apelo que foi feito por Pedro Nuno, que falou por exemplo de vários círculos eleitorais em que o Livre não elege mas que com os seus votos impede o PS de eleger e com isso roubar votos à AD. “Já começa”, respondeu de pronto Rui Tavares, negando precisamente essa pretensão do socialista, e dizendo que só com um Livre forte certas propostas podem avançar.

Pedro Nuno Santos fica ligeiramente à frente porque em todo o debate conseguiu assumir aquela pose, séria, serena e madura, de quem gosta das propostas do Livre mas tendo a responsabilidade de governar necessita de um realismo e pragmatismo diferentes. Com isso, fica claramente noutro patamar nesta discussão.

Luís Aguiar-Conraria

Pedro Nuno Santos - 5

Rui Tavares - 5

Mais outro não debate. Ou, se preferirem, um debate sem interesse nenhum. Apenas houve discordância substancial num ponto: o voto útil. E a solução para essa divergência é óbvia: uma coligação pré-eleitoral.

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mw-1280

Spoiler

David Dinis

André Ventura - 4

Rui Rocha - 4

Expliquem-me lá o que é que eu perdi: há um ano, a Iniciativa Liberal dizia que jamais aceitaria qualquer relação de poder que incluísse o Chega. Agora, diz “nunca, jamais em tempo algum” a viabilizar um governo do PS — mas já não se afasta do Chega pelos princípios, antes pelas contas públicas que põe em causa. Registei (ou percebi mal?)

A divergência entre Ventura que quer dar a todos (pensionistas, funcionários públicos, etc) e Rocha que o acusa de pôr em causa as contas do Estado, foi a única demarcação radical entre os dois candidatos mais à direita. De resto, Rocha (como Ventura) pediu mais explicações a Pedro Nuno, tentou mostrar que é apenas menos restritivo na imigração e nem divergiu muito no SNS.

Sim, Rui Rocha tem razão: Ventura quer tanto dar tudo a todos que não tem limites. Mas Rocha cometeu um erro: deixar que Ventura lhe colasse uma certa sensação de insensibilidade. Não ganhou com a estratégia.

Martim Silva

André Ventura - 4

Rui Rocha - 6

O debate à direita entre os líderes do Chega e da Iniciativa Liberal focou-se muito nas possibilidades de governação à direita, de quem aceita coligar-se ou aliar-se a quem, e de quem rejeita este ou aquele parceiro. Algo normal quando o atual Parlamento tem uma maioria clara de direita, e as sondagens indicam que esta dificilmente será revertida. Portanto, a questão da governabilidade é saber-se como ou com quem poderá Luís Montenegro governar caso venca as eleições de 18 de maio.

Na véspera tinha assistido a um outro debate com a presença de André Ventura, em que este atuou de uma forma verdadeiramente inacreditável, transformando o debate em verdadeira arruaça. Apesar de tudo, esta noite, na RTP3, o debate com Rocha conseguiu ser um pouco mais normal e aceitável para um espetador.

A nota negativa para Ventura prende-se sobretudo com um ponto, que para mim funciona como uma verdadeira linha vermelha entre o que é inaceitável e o que deixa de o ser. A dada altura, André Ventura resvalou fortemente quando, ao falar de imigração, disse que qualquer rede mafiosa consegue uma autorização de residência para um imigrante do Bangladesh e que a situação chegou a níveis de verdadeira bandalheira, "como se viu agora em Braga" (a propósito do crime do último fim de semana num bar da cidade). A mistura e confusão e o discurso de ódio desta afirmação merecem e exigem censura.

Pedro Cordeiro

André Ventura - 5

Rui Rocha - 6

O chefe da Iniciativa Liberal parecia fisicamente desconfortável, no começo do frente a frente, com o grau de concordância com o seu homólogo do Chega. Em causa estavam as denúncias anónimas contra Pedro Nuno Santos, primeiro, e em seguida o recurso aos privados na saúde. A imigração desfez tal proximidade, e tudo descambou. André Ventura retomou a personagem habitual de grunho, que a onomatopeia “nheca-nheca” ilustra, atirando ao liberal argumentos sobre invasões bárbaras tão estafados quanto falsos. Rui Rocha foi certeiro a introduzir nuances, por entre apartes do homem da extrema-direita.

Quando a conversa foi para os cenários pós-eleitorais, Ventura convidou Rocha para uma aliança de direita que acredita que possa ser encabeçada pelo seu partido. Este replicou que nunca viabilizará governos do PS antes de enumerar o que considera serem similitudes entre o Chega e aquele e outros partidos de esquerda, para repudiar o canto da sereia. Como outros, apontou a Ventura a não apresentação de programa até à data e a irresponsabilidade habitual, deixando o chefe da direita radical irritado. A partir daí proliferaram interrupções, a desventura do “Príncipe Real” e dos preços. Foi cansativo.

Cristina Figueiredo

André Ventura - 4

Rui Rocha - 6

André Ventura estava visivelmente animado pela última sondagem SIC/Expresso que dá ao Chega (valores com distribuição dos indecisos) intenções de voto na casa dos 21%. E voltou a ser a metralhadora falante, demagoga e, por vezes, a raiar o insolente, que tão bem conhecemos. Até meio do debate ainda parecia haver pontos de (algum) entendimento entre os representantes dos dois partidos mais à direita do hemiciclo mas logo o caldo se entornou quando da ética de Pedro Nuno Santos e do SNS se passou para a imigração - tema em que Ventura conseguiria tirar do sério até uma pedra, quando associou as “máfias que tomam conta da imigração” ao recente caso do homicídio em Braga e o caso das gémeas e do medicamento Zolgensma! O tema da governabilidade voltou a dar boa oportunidade ao líder do Chega para soltar mais um chorrilho de… slogans (chamou ao adversário “andarilho do PSD, porque o PSD está em coma”, um “Rui Tavares de gravata”, e acusou-o de “só se preocupar com o Príncipe Real, não com o país real”). Isto porque Rui Rocha assumiu que nunca viabilizaria um Governo com um programa “totalmente irresponsável” como o do Chega, que, se alguma vez aplicado, significaria a “bancarrota imediata do país”. Mas também em relação ao Chega, Rocha devia ter dito, como disse sem quaisquer rodeios relativamente ao PS, que “nunca, jamais, em tempo algum”. E por essa razão leva uma positiva baixa: venceu mas não convenceu.

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mw-1280

Spoiler

Luís Aguiar-Conraria

Pedro Nuno Santos 7 – Paulo Raimundo 5

Ambos merecem nota positiva pela civilidade. De resto, foi um debate fácil para Pedro Nuno Santos dado que cada crítica que Paulo Raimundo lhe fazia aumentava a credibilidade do Partido Socialista. Foi assim em relação a quase tudo, desde a crítica a ter viabilizado o programa do governo à viabilização do Orçamento do Estado.

Pedro Cordeiro

Pedro Nuno Santos 5 - Paulo Raimundo 4

O debate entre os cabeças de cartaz socialista e comunista foi bom para quem sofresse de insónia. Num dia em que as cabeças estavam noutro lado, Pedro Nuno Santos e Paulo Raimundo foram incapazes de desviar atenções da morte do Papa Francisco. Nem este terá estancado a sangria de votos nem aquele ficado mais perto do primeiro lugar.

Saúde, imigração ou habitação foram dossiês em que nenhum disse nada novo ou sequer articulou propostas num tom convincente. O secretário-geral do PCP acusou o do PS de ter permitido uma série de malfeitorias ao viabilizar o programa de Governo e o orçamento da AD. Para mim, Pedro Nuno vence à justa porque vive neste mundo, e Raimundo não.

O socialista voltou a apelar ao “voto útil” para vencer o Governo de direita, reclamou conquistas dos Executivos de que fez parte, para contrariar o tom de Raimundo de que à direita do PCP são todos iguais. Sobre os assuntos globais que vamos ter de enfrentar nos próximos anos, nem uma sílaba. Sobre denúncias anónimas, mais um bocejo.

David Dinis

Raimundo 6 - Pedro Nuno 6

O primeiro argumento forte foi de Paulo Raimundo, deitando a Pedro Nuno as propostas chumbadas pelo PS no Orçamento do fim da geringonça, em 2021: “Não estaria tudo resolvido, mas estaríamos melhores.” Estranhamente, Pedro Nuno não quis ir a jogo. Mais: também não foi a jogo na imigração, quando a pergunta era sobre os migrantes que entraram (supostamente) sem fiscalização de segurança no tempo do PS.

Pedro Nuno só entrou no debate (falando aos seus eleitores) quando criticou o PCP por equiparar AD e PS e argumentou a aprovação do Orçamento com a estabilidade do país. Raimundo deu luta, Pedro Nuno lembrou a herança social da geringonça.

Esses foram os minutos em que começou o debate. E por aí seguiu, entre o “é poucochinho” de Raimundo e o “promessas que sejam possíveis de pagar” de Pedro Nuno. O líder socialista lá entrou no debate, mas neste foi puxado para lá pelo comunista. Curioso: ainda que houvesse maioria de esquerda, esta coligação parecia distante. Bem vistas as coisas, talvez isso tenha sido conveniente ao socialista - pois é o centro que procura.

Eunice Lourenço

Pedro Nuno Santos 6 - Paulo Raimundo 6

O debate começou desinteressante, com o líder do PS a parecer ter a cabeça noutro lado que não no estúdio da RTP. Só parece ter acordado para o debate quando Raimundo, a insistir na colagem do PS à AD, o acusou de ter aprovado 1800 milhões de euros em benefícios fiscais para as empresas. Aí, o líder socialista defendeu as empresas que reinvestem lucros e tentou descolar da colagem à AD, usando as mesmas armas que tinha usado no debate com Mariana Mortágua: a diferença entre o PS, que tem de ter propostas responsáveis de quem pode vir a governar, e o PCP que anda muito longe disso; e o apelo ao voto útil porque só a vitória do PS garante um "governo socialista". As mesmas armas, contudo, não resultaram tão bem neste debate em que o secretário-geral comunista esteve aguerrido e a fazer valer as conquistas do PCP no tempo da geringonça.

Henrique Raposo

Pedro Nuno Santos 6 - Paulo Raimundo 2

 I. Para ganhar um debate a Paulo Raimundo, uma pessoa só tem de aparecer; pode a seguir ficar calada e não dizer nada que vai ganhar na mesma. O líder do PCP enterra-se num discurso sem qualquer relação com a realidade.

Reduzir IRC é mau porque só beneficia as grandes empresas e não as pessoas, diz. Mas as pessoas trabalham onde? Pedro Nuno Santos explicou porque é que o PS, e bem, dá benefícios fiscais às empresas que aplicam os lucros num reinvestimento na empresa. Isto é anátema para o PCP. É incompreensível. O PCP vive num mundo paralelo onde não há economia, não há Estado de direito (como é que se rasga as PPP sem rasgar o Estado de direito?) e até onde não há eleições. Perdeu-se metade do debate na obstinação do PCP em relação à abstenção do PS face ao orçamento da AD. O PS permitiu a governação de quem ganhou as eleições, algo que o PCP não consegue fazer, porque a “direita” é sempre o diabo ilegítimo.

II. Não percebo. Há talvez um ano, se dissesse que era preciso uma “imigração regulada”, uma pessoa era facilmente apelidada de racista ou securitária. Agora toda a gente à esquerda diz que é preciso “imigração regulada”. O que mudou?

III. Há propostas do PS que ficam no ar. Por exemplo, o que é um SNS centrado na comunidade? Fica sempre a ideia de que a esquerda só tem chavões abstratos quando quer defender a saúde pública. E, já agora, também não percebo como é que Pedro Nuno Santos diz que houve um investimento sem precedentes no tempo de Costa. É que no tempo de Costa e Centeno vivemos precisamente o oposto: a taxa de investimento público mais baixa da história da democracia.

João Silvestre

Pedro Nuno Santos 6  -  Paulo Raimundo 4

 Debate morno e tranquilo, com dois candidatos a apresentarem-se de forma mais ou menos semelhante ao que já tinham feito em embates anteriores. Pedro Nuno Santos continua a estratégia de captar votos ao centro: pose de estadista, soluções moderadas, defensor da estabilidade política. Mesmo sem apelar diretamente ao voto útil, como fez com Rui Tavares, deixou escapar que o PS perdeu as eleições em 2024 por 50 mil votos. Cumpriu, embora com nota inferior a debates anteriores. 

Paulo Raimundo esteve assertivo na forma e trouxe vários argumentos para disparar contra Pedro Nuno Santos e contra o PS: na saúde, nas pensões, na colagem à AD no Orçamento do Estado para 2025. Repetiu argumentos conhecidos dos comunistas, mas fê-lo com eficácia e, dentro da estratégia, terá conseguido agradar ao seu eleitorado. Se será suficiente para travar a perda de votos, saberemos no dia das eleições.

---/---

mw-1280

Spoiler

David Dinis

Mariana Mortágua - 5

André Ventura - 2

Mortágua e Ventura nāo conseguem debater, claro. Teria sido puro desperdício de tempo se fosse meia hora só a debater as promessas mais estratosferticas de cada um. Nessa parte, só foi pena os legos de Mariana Mortagua terem chegado apenas ao décimo minuto. E pena ninguém explicar a Ventura que Portugal não pode impor tarifas nenhumas, essa é competência da UE. No resto, confirmamos que o líder do Chega fica mais igual a si próprio quando discute com a esquerda, ao ponto de a expressão “direitos humanos” lhe dar vontade de rir — e de confessar que pagar impostos não deve, na sua opinião, dar direito de voto, ou autorização de residência. Tem graça, ele que começou a elogiar o Papa Francisco. Que ele descanse em paz, aqui está difícil.

Pedro Candeias

Mariana Mortágua - 6

André Ventura - 5

Ora, um debate entre dois debatentes que claramente desgostam um do outro, que estão nos antípodas ideológicos um do outro (apesar de ambos olharem para o salário mínimo), que não resistem a interromper o outro (um mais do que o outro), que insistentemente se acusam mutuamente e, sobretudo, que evitam ao máximo responder ao que lhes é perguntado - ora, num encontro assim, as coisas só podiam correr como decorreram entre Mariana Mortágua (Bloco de Esquerda) e André Ventura (Chega): mal.

Os pontos de partida para a discussão de Mariana Mortágua e André Ventura eram bastante previsíveis, entre mais estado, nacionalizações e pró-imigração contra menos estado, policiamento e imigração controlada, e por aí fora. Os dois perderam-se em argumentos que serão facilmente cortados para vídeos curtos para redes sociais, pelo caráter da sua teatralidade, e usaram alguns soundbites curiosos e outros menos respeitáveis.

Mas como Mariana Mortágua foi mais civilizada, porque às tantas puxou dos Legos para atacar as tarifas de Trump de que Ventura gosta, porque falar no TikTok tem mais graça do que acusar a adversária de querer um país de “bandalheira” (cada vez mais o ponto de final estafado de cada frase venturista), o triunfo marginal foi para a porta-voz do BE.

Pedro Cordeiro

Mariana Mortágua - 6

André Ventura - 3

O chefe do Chega começou o debate a tentar disfarçar o parasitismo com que reagira, ao longo do dia, à morte do Papa. Foi repugnante da parte de alguém cujo comportamento em tudo contraria os valores cristãos e, mormente, os de Francisco. Esteve bem a moderadora Nelma Serpa Pinto a chamar a atenção para semelhanças entre os programas económicos dos dois partidos em liça. Esteve bem Mariana Mortágua ao apontar a André Ventura a volúpia por Trump e suas tarifas, um “imposto escondido”.

Preparada, a bloquista foi dura ao apontar fragilidades a privatizações que Ventura aprovou in illo tempore, desconcertando-o. Não se deixou perturbar pelas interrupções permanentes do candidato de extrema-direita, que repetiu a ladainha xenófoba e protecionista do seu ídolo americano. Mortágua desmontou com factos (a que o oponente é alheio) e, divertidamente, com blocos de Lego a mentira sobre um mercado luso invadido por produtos asiáticos ou do Mercosul. Só por isto mereceu a vitória.

“Deixe-se de truques, invente novos, deixe-se de mentiras”, atirou uma entediada Mortágua. “Deixe-se de tretas”, retorquiu um zangado Ventura, esgrimindo com êxito o apoio do BE aos “ocupas”. “Acabou o TikTok?”, reagiu a candidata, explicando a sua visão para a habitação e apontando crueldade ao Chega. O frente a frente estagnou então, qual disco riscado, desbloqueando-se com a clareza e bom humor de Mortágua na imigração face ao ódio de Ventura, que fechou de novo a parasitar um morto, desta vez o jovem Manu.

Luís Aguiar-Conraria

Mariana Mortágua - 7

André Ventura 5

Um debate que desafiou os estereótipos de género. O homem histérico e histriónico contra a mulher assertiva de voz calma e pausada.

Na questão na fiscal, Mariana Mortágua esteve muito bem a falar das consequências das tarifas quer às exportações portuguesas (para os EUA) quer das importações portuguesas.

André Ventura esteve bem a atacar Mariana Mortágua com a questão das nacionalizações — se bem que Mortágua também esteve bem a falar do absurdo que é termos sectores estratégicos detidos pele estado chinês.

No debate sobre a habitação, André Ventura teria alguns bons pontos, que se perdem nas suas interrupções constantes. Ainda assim, penso que a insistência na acusação de que o BE aceita a ocupação ilegal de casas passou.

Na questão da imigração, estou muito mais próximo de Mariana Mortágua do que de Ventura. Mas, nos tempos atuais, o discurso anti-imigração passa melhor. Infelizmente.

É possível que ambos tenham falado bem para os seus eleitorados.

João Silvestre

Mariana Mortágua - 6

André Ventura - 4

Não foi um bom debate. Ambos os candidatos vinham mais preocupados em vencer o debate e não tanto em apresentar as suas ideias. André Ventura debate sempre assim: não apresenta medidas, não apresenta propostas, nem sequer expõe argumentos concretos. Faz debate ao estilo futebolístico com apartes, bocas, saltitando de tema em tema sem critério. Terá agradado à claque, não parece que tenha tido grande sucesso a captar novos votos.

Mariana Mortágua trazia truques e fez tudo por jogá-los. Por exemplo, insistiu nas tarifas de Trump até chegar ao momento Lego em que poderia ilustrar a falta de lógica do fecho de fronteiras que Ventura defende. Esteve sempre mais fiel aos factos e à verdade do que Ventura, ainda que não tenha resistido à demagogia e também tenha fugido a explicar de forma clara algumas questões.

Ricardo Costa

Mariana Mortágua - 4

André Ventura - 4

Nenhum mereceu uma positiva. A parte económica foi particularmente fraca, falando, minutos a fio, de coisas que não existem ou não são assim. A parte política foi estranha, com Ventura a tocar as teclas que lhe interessam, independentemente do que lhe perguntavam ou por onde seguia o debate. Mariana Mortágua fez um número vistoso com peças de Lego porque quis colar Ventura a Trump. Mas depois recorreu a argumentos pouco sofisticados no tema da imigração. Um e outro são capazes de melhor. Fica para a próxima

 

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Citação de Bashir, há 14 minutos:

Muito bem Ricardo Costa.

Se até pode ser verdade a penúltima frase do telegrama, infelizmente o mesmo não se aplica ao mesmo.

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Ventura no programa da Júlia. 

"O homem que quer virar a política portuguesa do avesso".

Que nojo (e não me refiro ao facto dele estar sempre a lamber os lábios).

Editado por smashing_pumpkin
  • Concordo! 1

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Citação de SAS_Robben, há 17 horas:

30 metros quadrados!!!

Hoje já é um T1 de 70 M2. Foi um lapso diz ele.

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